Chanucá

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Chanucá 25 de Kislêv a 2 de Tevet 5775 – 16  a 24 de dezembro, 2014

Chanucá significa, literalmente, “Inauguração”. A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os macabeus “chanu” (descansaram) das batalhas no “cá” (25º dia) de Kislêv.

Duração: 8 dias.
Por que comemora-se
Antiocus, rei da Síria, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande. Pressionou os judeus a aceitarem a cultura greco-helenista, proibindo o cumprimento das mitsvot (preceitos) da Torá e forçando a prática da idolatria pagã.
Antiocus foi apoiado por milhares de soldados de seu exército. Em 165 AEC, os Macabeus, corajosos lutadores oriundos de uma família de muita fé, os Chashmonaim, apesar do antagonismo esmagador, saíram vitoriosos de uma batalha travada contra o inimigo.
O Templo Sagrado, violado pelos rituais greco-pagãos, foi novamente purificado e consagrado e a Menorá (candelabro) reacesa com o azeite puro de oliva, descoberto no Templo.
A quantidade encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo óleo puro pudesse ser produzido e trazido ao Templo. Em lembrança destes milagres comemoramos Chanucá durante oito dias.

Sobre Chanucá
Por Eliyahu Kitov
Os oito dias da Festa de Chanucá começam em 25 de Kislev. As luzes são acesas toda noite durante os oito dias da festa.
Os Sábios (Shabat 21b) perguntaram: O que é Chanucá? Os Rabinos ensinaram: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são observados oito dias de Chanucá, durante os quais não são feitas eulogias e o jejum não é permitido. Pois quando os gregos entraram no Santuário, profanaram todos os azeites [usados para acender a Menorá]. E quando a Casa Hasmoneana prevaleceu e os derrotou, eles procuraram e encontraram apenas uma ânfora de azeite com o selo do Cohen Gadol – e esta jarra tinha azeite suficiente para queimar um dia. Mas ocorreu um milagre e o azeite ardeu durante oito dias.

No ano seguinte, os Sábios designaram estes oito dias como uma festa, com canções de louvor e agradecimentos. Durante o período do segundo Templo Sagrado, os reis gregos emitiram decretos rigorosos contra Israel, banindo suas práticas religiosas e proibindo-os de estudar Torá e cumprir as mitsvot. Eles roubaram o dinheiro e suas filhas, entraram no Santuário e os atacaram, profanando tudo que era ritualmente puro. Causaram grande angústia a Israel e oprimiram os judeus até que o D’us dos nossos pais teve misericórdia deles e os libertou, salvando-os das mãos de seus inimigos. A Casa Hasmoneana – os Cohanim Guedolim – prevaleceram, matando-os e salvando Israel das mãos deles. E eles nomearam um rei dentre os cohanim, e o reino de Israel foi restaurado por mais de duzentos anos, até a destruição do Segundo Templo Sagrado.
Foi no dia 25 de Kislev que Israel prevaleceu e venceu seus inimigos. Entraram no Santuário e encontraram apenas uma ânfora [de azeite] puro. Continha o suficiente para um dia, mas eles acenderam as luzes da Menorá e durou oito dias, até que prensassem azeitonas para extrair azeite puro (Rambam, Hilchot Chanuca 3).
Os Sábios daquela geração portanto decretaram que esses oito dias, começando em 25 de Kislev, fossem designados dias de júbilo e louvor, e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre. E estes dias são chamados de Chanucá – [inauguração, consagração; pode-se também interpretar a palavra como] chanu [eles descansaram] ca [no vigésimo quinto] – pois no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.
O Talmud declara que os dias foram designados para “prece e agradecimento”.
Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante Shacharit, as preces matinais em todos os oito dias de Chanucá. A obrigação de “agradecimento” é cumprida recitando-se Al haNissim que é inserido na prece Amida e no Bircat Hamazon, prece de Graças Após as Refeições quando se ingere pão, hamotsi.

Costumes de Chanucá:

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Como acender a Chanukiá:

Uma Chanukiyá tem oito braços numa fila reta de igual altura. O shamash (vela auxiliar), usado para acender a Chanukiyá, é colocado mais alto ou à parte das outras. Uma Chanukiyá que funcione com eletricidade pode ser usada como decoração de Chanucá, mas não cumpre a mitsvá (conexão com D’us) de acendimento da Chanukiyá.

Parte da mitsvá de Chanucá é a divulgação do milagre de Chanucá, portanto colocamos a Chanukiyá no batente oposto à mezuzá, ou numa janela, claramente visível do lado de fora. Velas podem ser usadas, mas devido ao seu papel no milagre de Chanucá, uma Chanukiyá com azeite é especialmente significativa.
Na primeira noite de Chanucá, reúna a família para o acendimento da Chanukiyá. Antes de acender, recite a bênção apropriada. Utilize o shamash para acender a primeira vela, no extremo direito da Chanukiyá.
Na segunda noite, acenda uma vela adicional à esquerda da vela acesa na noite anterior. Repita o mesmo processo a cada noite de Chanucá, onde a vela a ser acesa é sempre a nova, procedendo da esquerda para a direita. As velas devem arder durante pelo menos meia hora.
Se uma vela apagar durante o período em que deveria estar ardendo, deve ser reacendida. Na noite seguinte, os pavios e o azeite restantes podem ser reaproveitados.
A luz da chanukiyá é sagrada e não pode ser utilizada para outro fim, como leitura ou trabalho.
Acendimento na véspera e após o Shabat
Na tarde de sexta-feira, acendemos as velas de Chanucá pouco antes das velas de Shabat. (No Shabat, o sagrado dia de repouso, é proibido acender uma chama). A chanukiyá não pode ser tocada ou removida depois de seu acendimento na sexta-feira até sábado após o anoitecer. No sábado, as velas de Chanucá somente são acesas após o final do Shabat, depois que a prece de Havdalá é recitada.
Luzes, velas, ação!

Primeiro, acende-se o shamash, depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:
1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.

2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.
Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.
Em seguida, acendem-se as velas da chanukiyá com o shamash, da esquerda para a direita. Após acender as velas, coloca-se o shamash à esquerda da chanukiyá de modo que fique mais alto do que as chamas da chanukiyá, e recita-se:

Hanerot halálu ánu madlikin al hateshuot, veal hanissim, veal haniflaot, sheassíta laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim. Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen, êla lir’otan bilvad, kedê lehodot ul’halel leshimechá hagadol, al nissêcha, veal nifleotêcha, veal yeshuotêcha.
Nós acendemos estas luzes em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes. Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas, e não nos é permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las, a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.

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Sevivon

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Antíoco decretou que cada aula de Torá era crime punível com morte ou prisão. Em desafio, as crianças estudavam em segredo, e quando as patrulhas sírias eram avistadas, fingiam estar jogando uma inocente brincadeira de pião, também conhecido como dreidel (em yidish) e sevivon (em hebraico).
As Letras
Todo sevivon possui quatro lados com uma letra hebraica em cada um deles. Cada letra é a inicial de uma palavra. As quatro letras são:
Nun primeira letra da palavra Nes, que significa “milagre”
Guimel primeira letra de Gadol, que significa “grande”
Hei primeira letra de Haya, que significa “era” ou “foi”
Shin primeira letra de Sham, que significa “lá”
Juntas, estas letras formam a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”.
Em Israel, ao invés da letra shin (para designar sham, lá), o sevivon possui a letra pei de pô, (aqui) para que as letras dos lados do pião forme a frase: “Um grande milagre aconteceu aqui”.
Atualmente
Uma vez que as crianças têm dinheiro e tempo livre, é natural que acabem brincando com o sevivon.
Mas o sevivon também tem uma mensagem especial: possui quatro lados, cada um com uma letra do alfabeto hebraico, formando a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”, mostrando assim que, mesmo nos momentos de lazer, a pessoa deve lembrar que a Providência Divina dirige tudo, em todas as situações.

Chanucá Guelt:

Durante Chanucá é costume dar guelt (dinheiro) aos filhos, para ensinar-lhes a intensificar a caridade e as boas ações, e incrementar o espírito festivo da data.
Essa sutil forma de “suborno” é um componente essencial no processo educacional. Maimônides discute a importância de usar incentivos e prêmios até que uma criança tenha idade suficiente para entender por si mesma a importância e a beleza da Torá e mitsvot.
O dinheiro que damos as crianças, o guelt de Chanucá, celebra a liberdade e o mandato de canalizar a riqueza material para fins espirituais.
Chanucá guelt pode ser dado a qualquer tempo no decorrer de Chanucá (exceto no Shabat). Alguns têm o admirável costume de dar o guelt em todas as noites de Chanucá. Em Chabad, é costume dar toda noite, mas entregar uma soma maior na quarta ou na quinta noite.

Sonhos e Bolinhos de Batata:

Na festa de Chanucá há o costume de ingerir comidas fritas em óleo como bolinhos de batata (levivot ou latkes), e sonhos (sufganiyot). Estes alimentos são preparados e degustados em honra ao milagre que ocorreu com o azeite.

Pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo, são também apreciados, pois lembram os feitos de uma famosa heroína judia, Yehudit, na época do Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.

Israel encontrava-se sitiada pelo cruel e opressivo exército Greco-Sírio. Yehudit ajudou a assegurar a vitória para as forças judaicas, assassinando o terrível general do exército grego, Holofernes. Deu a ele queijo salgado para comer, acompanhado de vinho forte para eliminar sua sede. O vinho o “derrubou” fazendo-o cair em sono profundo. Yehudit então tomou de sua espada e o matou. Os soldados do general fugiram com medo. A vitória dos Macabeus seguiu-se a este ato de coragem

*( Fonte: pt.Chabad.org )

 

 

A Torá ordena que rezemos a D’us ao exortar-nos “a servi-Lo” , e novamente, “a servi-Lo de todo o coração” .
A obrigação mínima diária é formular com suas próprias palavras um pedido e endereçá-lo a D’us.
Nossos Sábios instituíram três preces diárias – shacharit, minchá e ma’ariv. Entretanto, se involuntariamente a pessoa é impedida de cumprir sua obrigação, deve pelo menos cumprir a obrigação mínima diária de suplicar a D’us.
A mitsvá de rezar nos beneficia de duas maneiras:
Faz com que o Todo Poderoso escute e, se Ele a considera justa, concede seu pedido.
Além disso, força-nos diariamente a reafirmar em nossa mente que D’us é Todo Poderoso e por isso capaz de conceder todos nossos pedidos. Por isso nossas tefilot nos elevam espiritualmente.
Da mesma forma, uma mulher incapaz de rezar formalmente por estar atarefada cuidando das necessidades da família, deve pelo menos cumprir os requisitos básicos: uma vez ao dia fazer um pedido a D’us em qualquer idioma, reconhecendo assim que Ele é o onipotente Criador do Universo.
D’us aceita as preces de toda a carne igualmente, não importa sua posição ou situação material – sejam eles homens ou mulheres, homens livres ou escravos, milionários ou mendigos.
O infortúnio não deve ser o único estímulo para a prece. A pessoa deve rezar quando as coisas vão bem, para prevenir que as más aconteçam. Uma vez que a pessoa está doente, necessita de grandes méritos para ficar bom novamente.
As tefilot tornam-se uma “coroa” porque os judeus, em suas preces, proclamam que D’us é o Rei do Universo (Yefai Toar). De acordo com este Midrash, a palavra significa “jóia,” conforme se encontra em Yeshayáhu, 49:8.

(Fonte: Chabad.org.br )

(Imagem: Franciszek C. Kulon )

 

15 Av – A alegria de Tu Beav

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Após o difícil período das três semanas, em que mantemos costumes de luto, começa o período de consolo, em que D’us volta-se a nós, após termos retornado a Ele.
No dia quinze de Av – Tu Beav, o contraste torna-se mais aparente. Este é um dia de alegria, em que vários acontecimentos positivos aconteceram ao longo da história. Todos eles, marcam o término de algum fato negativo que estava ocorrendo em nosso povo. A demonstração de que D’us não mais estava irado conosco. Já pagamos pelos nossos atos. Nosso Pai nos espera agora de braços abertos. Está na hora de voltar…
Uma pesquisa no Código da Lei Judaica não revela observâncias ou costumes para esta data, exceto pela instrução que, a partir de quinze de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e “a noite foi criada para o estudo.” E o Talmud nos diz que, muitos anos atrás, as “filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos” em quinze de Av, e “quem não tivesse uma esposa podia ir até lá” para encontrar uma noiva.
E este é o dia que o Talmud considera a maior festa do ano, bem perto de Yom Kipur!
Vamos explicar aqui um pouco sobre cada fato que ocorreu nesta data. Esperamos que, se D’us Quiser, neste ano seja somada a lista a união total entre nosso povo e Hashem, com a vida de Mashiach, que tanto ansiamos e necessitamos.
1 – O dia em que acabaram-se os mortos do deserto
Após o pecado dos espiões, em que o povo, guiado por seus líderes, não confiou nas palavras de D’us e não quis entrar na Terra de Israel, esta geração foi condenada a uma jornada de quarenta anos no deserto, até que todos acabassem falecendo, e então a geração mais nova ingressaria na Terra. Como o pecado ocorreu em Tish’á Beav, as mortes também ocorriam nesta data. Neste dia, todas as pessoas cavavam covas para si mesmas, e dormiam dentro delas. No dia seguinte, os que estavam vivos levantavam-se, e eram sempre quinze mil o número daqueles que pereciam.
No último Tish’á Beav antes da entrada na Terra de Israel, todos os que haviam deitado dentro de suas covas, levantaram-se no dia seguinte. A princípio, pensaram que tivesse havido algum engano na contagem dos dias, e por este motivo, continuaram a dormir nas covas nos dias que se seguiram e continuaram vivos, até que no dia 15 viram a lua cheia, e tiveram certeza que o dia de Tish’á Beav havia passado sem que ninguém falecesse.
2 – Casamentos entre as tribos e entre o povo e a tribo de Binyamin foram permitidos
Desde a entrada na Terra de Israel, até o acontecimento de “Pileguesh Baguiva” (em que a tribo de Binyamin foi penalizada por seu comportamento incorreto), havia dois tipos de casamentos que foram proibidos:
a – Casamentos entre as tribos: esta proibição foi transmitida por Moshê. Uma filha que tivesse herdado um terreno de seu pai, não poderia casar-se com um homem pertencente a outra tribo, pois desta forma, o terreno passaria a pertencer também a seu marido, prejudicando a tribo da qual ela provinha que perderia o direito sobre as terras. (Os primeiros quatorze anos na Terra de Israel foram dedicados à conquista e distribuição das terras entre as tribos.)
b – Casamentos entre qualquer tribo e a tribo de Binyamin: Após o acontecimento de Pileguesh Baguiva, o povo fez a seguinte promessa: “Nenhum de nós dará sua filha a Binyamin por esposa.”
Após anos, os Sábios analisaram estas proibições e, sob inspiração Divina, chegaram a conclusão que os casamentos eram proibidos apenas por um certo período. Os casamentos entre as tribos foram proibidos por quatorze anos, tempo marcado pela ausência de uma demarcação fixa de terra que seria mais tarde destinada a cada tribo, o que naquela época impossibilitava as transferências de terra. Passado este período, a transferência das terras tornou-se viável.
Os Sábios também provaram, que a promessa de não casar-se com a tribo de Binyamin era apenas para aquela geração, pois disseram: “Nenhum de nós” – e não “Nenhum de nosso filhos”.
As duas permissões foram dadas no mesmo dia: em Tu Beav. Por isso, este dia foi marcado por grande alegria e união entre nosso povo.
3 – O dia em que foi permitida a subida à Jerusalém
O perverso rei de Israel, Yerovam ben Nevat, havia retirado o trono real de Jerusalém, que D’us havia indicado como o centro do povo. Este postou dois bezerros de ouro, um em Dan e um em Bet El, para que o povo os idolatrasse. Contudo, muitas pessoas do povo continuaram subindo para Jerusalém, que sempre fora o centro espiritual do povo. Para impedi-los de ir a Jerusalém, Yerovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos que as levavam até lá.
Estes obstáculos existiram até os últimos dias do reinado de Israel, quando o rei Hoshea ben Ela os anulou, e declarou: “Todo aquele que deseja subir a Jerusalém, que suba”. Isto ocorreu no dia de Tu Beav, e foi motivo para grande alegria.
Apesar deste grande feito, o rei acabou sendo castigado. Antes dele, o povo também era idólatra, porém, a culpa recaiu sobre o rei, que não permitia que eles fossem a Jerusalém a procura de sua verdadeira espiritualidade. Hoshea permitiu que subissem a Jerusalém, dizendo “quem quiser – que vá”. Porém, sua obrigação como rei era encorajar o povo a fazê-lo, coisa que nem ele mesmo fazia, por também não andar no bom caminho. Enquanto a culpa pertence ao indivíduo, D’us não castiga o povo. Porém, quando Hoshea anunciou a permissão, todo o povo foi culpado por não ter subido à Jerusalém, e por este motivo, acabaram sendo exilados.
4 – O dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo
Após a reconstrução do Segundo Templo Sagrado, nos dias de Ezra e Nechemia, era grande a dificuldade de encontrar árvores para utilização da madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada. Por isso, quando alguém doava lenha ao Templo, seu ato era meritório e muito festejado. Afinal, se não houvesse lenha não haveria possibilidade de oferecer sacrifícios, e o ofício do Templo teria que ser cancelado. Tão significativa era a importância deste ato, que os inimigos, desejosos de arruinar os serviços do Templo Sagrado, impediam as pessoas de chegar com lenha a Jerusalém.
O última dia do ano em que cortava-se lenha para o Templo era o dia quinze de Av. Após esta data, o calor do sol já não era tão intenso, e as madeiras, que não estavam tão secas, corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar. Portanto, o último dia de verão, em que a mitsvá das lenhas era terminada, era festejado com grande alegria.
5 – Os mortos de Betar foram enterrados
Adriano, o perverso imperador romano, havia feito um genocídio na cidade de Betar, e para ter maior prazer com a derrota dos valentes sábios judeus, deixou seus corpos abandonados, jogados em um vinhedo. Após um certo tempo, ascendeu um novo rei que permitiu que estes corpos fossem finalmente enterrados. Todo o povo uniu-se para cuidar do enterro de seu irmãos. Isto ocorreu no dia de Tu Beav.
Nesta data, os Sábios acrescentaram a bênção de Hatov Vehametiv – o “Bom que faz o bem”, no Bircat Hamazon. E explicaram: “O Bom” – pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados. E “que faz o bem” – pois fez com que acabassem sendo enterrados.
Assim como nós abençoamos D’us pelos milagres que faz, devemos abençoa-lo por acontecimentos que não nos parecem tão positivos, e acreditar que tudo que vem Dele é para o bem.

* (Fonte: Chabad.org.br)

Leis e Costumes do mês de Elul

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leis e costumes do mês de Elul.

Elul é o momento apropriado para um exame de consciência e tomada de boas decisões.

Verificamos tefilin e mezuzot, intensificamos o estudo de Torá, oramos com mais concentração e aumentamos as doações para tsedacá.

Nesse período, ao cumprimentar uma pessoa ou escrever-lhe, desejamos que ela seja inscrita no Livro da Vida para um bom ano.

A partir do primeiro dia de Rosh Chôdesh Elul (terça-feira, 26 de agosto) e até o final de Sucot (15 de outubro), acrescentamos Ledavid Hashem Ori (cap. 27 de Tehilim) às preces de Shacharit (após o Shir shel Yom) e Minchá (antes de Alênu).

A partir do segundo dia de Rosh Chôdesh Elul (27/8), o shofar é tocado diariamente após a oração matinal (exceto no Shabat e na véspera de Rosh Hashaná).

Também a partir desse dia até a véspera de Yom Kipur é costume recitar diariamente três capítulos de Tehilim em sequência. No dia de Yom Kipur recitamos os 36 capítulos restantes.

Baixe aqui a tabela de Salmos para este ano:
http://www.chabad.org.br/TH/Tabela_Tehilim_2014.pdf

Desejamos a você e a sua família um Ketiva VaChatima Tova.

Beit Chabad Central

12 De Tamuz – Rabi Yossef Yitschak Schneersohn 6º Rebe na dinastia Chabad-Lubavitch – o Rebe Anterior O homem que rompeu a cortina de ferro

 

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Em 12 de Tamuz de 1927, o sexto Lubavitcher Rebe, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn, foi oficialmente libertado de sua sentença de exílio em Kastroma, no interior da Rússia. Vinte e sete dias depois, o Rebe fora preso por agentes da GPU e da Yevsketzia (“Seção Judaica” do Partido Comunista) por suas atividades para preservar o Judaísmo em toda a União Soviética, e condenado à morte. A pressão internacional forçou os soviéticos a comutarem a sentença para exílio e, posteriormente, a libertá-lo por completo. A verdadeira libertação ocorreu a 13 de Tamuz, e os dias 12 e 13 de Tamuz são celebrados como uma “Festa da Libertação” pela comunidade Chabad-Lubavitch.

Rabi Yossef Yitschak Schneersohn 6º Rebe Lubavitch –

Rabi Sholom DovBer, o quinto líder do crescente Movimento Chabad, estava sempre ocupado com o crescente número de encontros públicos, conferências e importantes convocações rabínicas aos quais tinha de comparecer. O desfile interminável de delegações chassídicas, pessoas em busca de conselhos e orientação, a necessidade de supervisionar e instruir seus seguidores, além de sua necessidade pessoal de estudos bíblicos e chassídicos, aumentavam cada vez mais seus dias de trabalho, que já se alongavam do início da manhã até tarde da noite.

Ele resolveu designar um secretário pessoal para aliviá-lo de parte do seu pesado fardo. Sua escolha recaiu no seu filho de quinze anos, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn. Nascido a 12 de Tamuz de 5640 (1880) em Lubavitch, na Rússia, o jovem já provara sua capacidade no campo dos estudos, e era reconhecido como um brilhante erudito. Ele em breve provaria ser também um competente administrador, com enorme talento para atividades comunitárias e cívicas.

Em 5655 (1895), o jovem Rabino participou da grande conferência de líderes religiosos e leigos em Kovno, e novamente no ano seguinte em Vilna.

No dia 13 de Elul de 5657 (1897), aos dezessete anos, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn casou-se com Nehamah Dinah, filha de Rabi Abraham Schneersohn, um homem importante de grande erudição e religiosidade (e neta do Tsêmach Tsêdec).

Durante a semana de festividades que se seguiu à cerimônia de casamento, Rabi Sholom DovBer anunciou a fundação do famoso seminário Yeshivá Tomchei Temimim, e no ano seguinte nomeou seu filho como diretor executivo. Sob a hábil direção de Rabi Yossef Yitschac Schneersohn, e orientado pelo seu pai sempre atento, a Yeshivá Lubavitch floresceu e desenvolveu-se em muitos seminários em toda a Rússia.

As duas primeiras décadas do século vinte foram para testar ao máximo a ilimitada energia, zelo e capacidade do jovem rabino. Pode-se somente fazer uma breve menção dos eventos mais importantes contidos naqueles vinte anos.

Como parte dos extenuantes esforços feitos para melhorar o status econômico dos judeus na Rússia, Yossef Yitschac Schneersohn foi incumbido pelo pai de conduzir uma intensa campanha para o estabelecimento de uma indústria têxtil em Dubrovna.

Esta campanha, em 5661 (1901), levou Rabi Schneersohn a Vilna, Lodz e Koenigsberg. Ele obteve a cooperação de rabinos importantes e de famosos filantropos, os irmãos Jacob e Eliezer Poliakoff, e a tecelagem foi realmente aberta, com cerca de 2.000 empregados judeus.

Já conhecemos a situação difícil dos judeus sob o regime czarista e como os Rebes de Lubavitch intercederam continuamente em prol de seus irmãos, tanto com o Governo como com o Tribunal. Rabi Yossef Yitschac Schneersohn aceitou muitas dessas missões e viajava freqüentemente para S. Petersburgo e Moscou.

Quando a Guerra Russo-Japonesa irrompeu no Leste em 5664 (1904), Rabi Yossef Yitschac Schneersohn tornou-se ativo na campanha iniciada por seu pai para prover os soldados judeus na Frente Leste com matsot para Pêssach.

Na confusão que se formou no desenrolar daquela guerra, uma nova onda de pogroms varreu os Assentamentos Judaicos. Rabi Yossef Yitschac Schneersohn foi enviado pelo pai à Alemanha e Holanda, e conseguiu obter a intercessão de importantes homens de estado em prol dos judeus da Rússia.

No ano 5668 (1908), ele participou novamente na convocação rabínica em Vilna, No ano seguinte, foi à Alemanha para reunir-se com líderes judeus locais. Na volta, ele tomou parte nos preparativos para a convocação rabínica de 5670 (1910).

Suas atividades públicas enérgicas e abrangentes, sua vigilante defesa dos direitos dos judeus russos e sua luta constante contra as autoridade locais e centrais despertaram a inimizade do regime czarista da época.

Entre os anos de 5662 e 5671 (1902-1911), Rabi Schneersohn foi preso em Moscou e S. Petersburgo em quatro ocasiões. Como as investigações do Governo nada descobrissem de ilícito em suas atividades, ele foi libertado todas as vezes com uma severa advertência.

Estes incidentes não detiveram Rabi Schneersohn de continuar sua obra, mas o estimularam a esforços ainda maiores. Nos anos de 5677 (1917) e 5678 (1918) ele novamente tomou parte na assembléia de Rabinos e leigos em Moscou e Kharkov.

O corpo físico de Rabi Yossef Yitschac Schneersohn, sexto Rebe de Lubavitch, foi encarcerado na infame Prisão Spalerno, porém seu espírito indomável continuou completamente livre.
Apesar das severas torturas físicas e psicológicas a ele infligidas pelos cruéis e rudes carcereiros, ele jamais vacilou na sua crença em D’us e na sua devoção ao Judaísmo.

Em 15 de Sivan, após uma noite interminável de tortura, ele exigiu que lhe entregassem seus tefilin. “Esqueça!” riram os torturadores. “Jamais os receberá enquanto estiver aqui!”

“Nesse caso, declaro que vou entrar em greve de fome. Até que me entreguem meus tefilin, não vou comer nem beber nada, e os prisioneiros da minha cela serão testemunhas do meu jejum.”

O Rebe ficou na cela escura rezando em voz alta, enquanto seus companheiros de cela permaneciam num silêncio respeitoso.

Nem o ambiente assustador nem as coisas profanas gritadas pelos guardas conseguiam permear as profundas meditações do Rebe.

O Rebe continuou sua greve de fome durante os dois dias e noites seguintes. Às dez horas daquela noite foi levado para um interrogatório. Havia três interrogadores: dois judeus – Lulov e Nachmanson – e um não-judeu, Dachtriov. A sala era grande e as paredes de mármore alinhavam-se tubos grandes que permitiam aos agentes da GPU na sala adjacente ouvir e transcrever o interrogatório.

Quando o Rebe entrou na sala, voltou-se aos seus interrogadores e disse:
“Esta é a primeira vez que entro numa sala e nem uma única pessoa se levanta do seu lugar!”
“Você sabe onde está?” perguntaram a ele.
“Claro. Sei que este é um lugar onde NÃO é preciso colocar uma mezuzá. Existem outros locais assim, como por exemplo, um estábulo e um banheiro.”

O Rebe recusou-se a ficar intimidado e declarou furioso: “Vocês não têm o direito de acusar-me! Devolvam meus objetos!”

Porém eles começaram a ler as acusações contra o Rebe.

Enfrentar as forças reacionárias da URSS; contra-revolução; exercer influência sobre judeus russos; divulgar a religião; corresponder-se com estrangeiros e passar informação sobre a União Soviética, etc.

O Rebe explicou que ele não impunha sua vontade sobre ninguém; a Chassidut influencia pelo exemplo, não pela força ou poder.

Cento e oitenta anos antes, seu ancestral, Rabi Shneur Zalman, tinha sido forçado a explicar os dogmas da Chassidut aos interrogadores do Czar; agora Rabi Yossef Yitschac tinha de fazer o mesmo aos interrogadores soviéticos.

O Rebe respondeu a todas as acusações, e então lançou palavras duras a Lulov, dizendo: “Escute. Talvez você pense que vai dar início a um novo caso Beilis [a infame acusação de libelo de sangue], mas lembre-se como aquela tentativa falhou.” O Rebe continuou a refutar dessa maneira todas as palavras deles.

Naquele momento, Nachmanson entrou na sala e relatou o seguinte caso: “Lulov, você sabia que meus pais não tinham filhos até que foram pedir uma bênção ao Rebe de Lubavitch? Este é o homem, bem aqui… e eu sou o filho que nasceu.” Os interrogadores riram desbragadamente pela ironia.

O interrogatório durou a noite toda.
Ao final, Lulov explodiu furioso: “Mais 24 horas e você será fuzilado!” Esta era uma possibilidade real naquela época.

Sofrendo dores lancinantes pelas surras que tinha recebido, o Rebe continuou sua greve de fome até sexta-feira, quando seus tefilin e livros lhe foram devolvidos.

Naquela hora, o Rebe anunciou que comeria apenas alimentos trazidos de sua casa. Naquele Shabat, recebeu três chalot inteiras assadas em casa (um exemplo do novo tratamento que passaria a receber).

O guarda que anteriormente tinha sido tão cruel, agora saía de seu caminho para acomodar o Rebe. Como o Rebe tinha pedido, o guarda batia à sua porta para indicar a hora da prece noturna, e na conclusão daquele Shabat, o Rebe recebeu dois fósforos para a santidade do Shabat e a semana mundana.

Em 12 de Tamuz, Rebe Yossef Yitschac foi libertado da prisão e da morte certa.
Treze anos depois, o Rebe chegou aos Estados Unidos. Sua chegada assinalou o início de uma nova era no Judaísmo americano. Tinha-se presumido que a Torá jamais poderia florescer na América como tinha feito na Europa, mas com seu famoso pronunciamento “A América não é diferente”, o Rebe

*( Fonte: Chabad.org.br)

 

RECEITAS PARA SHAVUOT

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TORTA DE RICOTA
Ingredientes :
300 gr de Ricota (Ricota Casher)
1 lata de leite condensado ( SOYMILK Lista Verde BDK)
1 copo de leite (XANDÔ -Lista verde BDK)
1/2 xícara de açucar (UNIÃO/COMETA- Lista Verde BDK)
4 ovos inteiros
2 colheres de sopa de amido de milho (MAIZENA – Lista Verde BDK)
1 colher de chá de essência de baunilha( DR OETKER- Lista Verde BDK)
margarina para untar a forma ( MARGARELLA)
farinha de trigo para untar a forma
Cobertura
Goiabada cremosa (RITTER – Lista verde BDK)
Modo de Preparo:
*(Peneire o açucar e o amido de milho) *A farinha deve ter sido devidamente peneirada em peneira bem fina, para ver se há presença de algum inseto)*(Os ovos devem ser verificados um a um em recipiente transparente, observe se há presença de sangue, se houver descarte o ovo)
Bata todos os ingredientes no liquidificador
Unte uma forma com margarina e farinha de trigo *( A farinha deve ter sido devidamente peneirada em peneira bem fina, para ver se há presença de algum inseto)
Despeje a Goiabada cremosa por cima da torta  já assada.

 

BLINTZES
Ingredientes:
4 ovos
1/2 xícara de leite (XANDÓ – Lista Verde BDK )
1/2 xícara de água
1 xícara de farinha de trigo ( SOL, ANACONDA, RENATA )
1 colher (sopa) de óleo (LIZA/SOYA/ PURITY/- Lista Verde BDK)
1 colher (sopa) de essência de baunilha (Dr OETKER-Lista Verde BDK
1colher de açucar (COMETA/UNIÃO -Lista Verde BDK)
Recheio: A gosto
Ricota (CASHER) com passas/ Doce de leite (CASHER)/Geléia de sua preferencia
Modo de Preparo
*(Peneirea farinha de trigo, em peneira bem fina, para ver se há presença de algum inseto)*(Os ovos devem ser verificados um a um em recipiente transparente, observe se há presença de sangue, se houver descarte o ovo)
Bata todos os ingredientes no liquidificador, e frite os Blintzes em frigideira untada com óleo um a um.
Rechei a gosto
SHAVUOT SAMEACH!!

SHAVUOT

SHAVUOT  este ano 4-5 de Junho 2014 ( 6 – 7 de Sivan 5774 )

As atividades proibidas no Shabat também o são em Shavuot, com exceção de carregar em um domínio público e cozinhar (se for utilizado fogo de uma chama acesa desde a véspera).
• Em Shavuot os Tefilin não são colocados

Terça-feira 3/6/2014 Véspera de Shavuot.

Antes de acender as velas no horário indicado para a sua cidade, lembre-se de deixar uma chama ou vela votiva pré acesa. Como há a proibição de fazer fogo no dia de Yom Tov e lembrando que você terá que acender novamente as velas no segundo dia de Shavuot, deverá fazê-lo transferindo o fogo da vela votiva ou desta chama, já que existe a permissão de manusear o fogo, mas não de criá-lo, riscando o fósforo ou de apagá-lo. No segundo dia de Shavuot , 04 de junho ao anoitecer, acenda as velas somente após o completo anoitecer (após 18h08 em S. Paulo).

Acendimento das velas de Yom Tov

A véspera de Shavuot este ano (2014) será dia 03 de junho, terça-feira
Acenda as velas do primeiro dia de de Shavuot terça-feira às 17h07 (S. Paulo) recitando as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov.

2. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Quarta-feira, 4/6/2014 ao anoitecer
Segundo dia de Shavuot
Acendimento das velas de Yom Tov
Acenda as velas (utilizando uma chama pré-acesa desde a véspera de Shavuot, terça-feira),
Acenda as velas do segundo dia após às 18h04 (S. Paulo), recitando as as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Ha olam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov.

2. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Ha olam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê

 

Quinta-feira 5/6/2014
Término do 2º dia de Shavuot
Shavuot termina quinta-feira às 18h04 (em S. Paulo)

*( Fonte: Chabad.org.br )

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 SHAVUOT

O QUE É SHAVUOT

Shavuot é o dia da outorga da Torá. Segundo dos três maiores Dias Festivos (Pêssach é o primeiro e Sucot o terceiro).

A palavra Shavuot significa “semanas”: assinala a compleição das sete semanas entre Pêssach e Shavuot (o período do ômer), durante o qual o povo judeu preparou-se para a Outorga da Torá. Durante este tempo, purificou-se das cicatrizes da escravidão e tornou-se uma nação sagrada, pronta a entrar em uma aliança eterna com D’us.

Nomes adicionais

Shavuot é também chamada de Atsêret, que significa a Compleição, porque juntamente com Pêssach, completa uma unidade. Ganhamos nossa liberdade em Pêssach a fim de recebermos a Torá em Shavuot.
Outro nome para Shavuot é Yom Habicurim, ou o Dia dos Primeiros Frutos. Numa expressão de agradecimento a D’us, começando em Shavuot, cada fazendeiro na terra de Israel levava ao Templo Sagrado uma oferenda do primeiro trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras que cresciam no campo.
Shavuot é também chamado Chag Hacatsir, a Festa da Colheita, porque o trigo, o último dos grãos a ficar pronto para ser cortado, era colhido nesta época do ano.

A Outorga da Torá

A Torá foi outorgada por D’us ao povo judeu no Monte Sinai no ano 2448.
A revelação de D’us perante milhões de testemunhas atesta a verdade da Torá. Nunca houve outra cena com tantas testemunhas e nenhum fato histórico nestas dimensões, transmitido de geração em geração sem interrupção. Este evento espiritual de longo alcance atingiu a essência da alma judia daquele tempo e para sempre. Nossos sábios a compararam ao casamento de D’us com o povo judeu. Todos os anos, neste dia, renovamos nossa aceitação do presente de D’us.

O que é a Torá?

A Torá é composta de duas partes: a Lei Escrita e a Lei Oral. A Torá escrita contém os Cinco Livros de Moshê, os Profetas e os Escrs. Juntamente com a Torá Escrita, Moshê recebeu também a Lei Oral, que explica e esclarece a Lei Escrita. Foi transmitida oralmente de geração a geração e finalmente transcrita no Talmud e Midrash.
A palavra “Torá” significa instrução ou orientação. A palavra “Mitzvá” significa tanto mandamento como conexão. Há 613 mandamentos. Os positivos (Faça), totalizando 248, são equivalentes ao número de órgãos no corpo humano, ou seja , pela Torá se uma pessoa fosse totalmente desmontada seria classificada em 248 partes. Os 365 negativos (não faça) são equivalentes ao número de vasos sanguíneos no corpo humano).
Através do estudo de Torá e cumprimento das mitsvot conectamos a nós e ao ambiente a D’us. O propósito de D’us ao criar o mundo é para que santifiquemos toda a Criação, imbuindo-a de santidade e espiritualidade.

Por que a Torá foi outorgada no Monte Sinai, no meio de um deserto?

A Torá foi outorgada em um local público sem proprietário para que nenhuma nação do mundo declarasse que não têm uma porção nela. Qualquer povo que a deseje aceitar é bem vindo a fazê-lo. Além disto, o Monte Sinai nos ensina a ter humildade, pois era a mais humilde de todas as montanhas.
O papel dos filhos

Nossos sábios relatam que, antes de D’us outorgar a Torá ao Seu povo, Ele pediu fiadores. Os judeus fizeram uma série de sugestões, todas rejeitadas por D’us, até que declararam: “Nossos filhos serão os fiadores de que o povo judeu guardará a Torá”. D’us os aceitou imediatamente e concordou em dar a Torá.

Como Comemorar
As atividades proibidas no Shabat também o são em Shavuot, com exceção de carregar num domínio público e cozinhar (se for utilizado fogo de uma chama acesa desde a véspera).
• Em Shavuot os tefilin não são colocados

Costuma-se comer alimentos à base de leite em Shavuot. Existem várias razões para este costume:

A partir da outorga da Torá, passou a valer a obrigação de cumprir as leis da Cashrut. Como a Torá foi outorgada no Shabat, nenhum animal podia ser abatido e nem os utensílios podiam ser casherizados, portanto neste dia come-se laticínios.

Outro motivo é que a Torá é comparada ao leite. A palavra hebraica para leite é “chalav”. Quando o valor numérico de cada uma das letras da palavra chalav são somadas (8+30+2), chega-se ao total de quarenta. Quarenta é o número de dias que Moshê passou no Monte Sinai, recebendo a Torá diretamente de D’us.

Véspera de Shavuot

Adornando a casa com folhagens e flores

Em Shavuot costuma-se enfeitar a casa e a sinagoga com frutas, flores e folhagens. O motivo disso é que na época do Templo Sagrado, os primeiros frutos da colheita eram oferecidos em Shavuot. Nossos Sábios relatam também que, embora o Monte Sinai se localizasse em um deserto, quando a Torá foi outorgada a montanha floresceu e muitas flores brotaram.
Acendimento das velas de Yom Tov
Antes de acender as velas no horário indicado para a sua cidade, lembre-se de deixar uma chama ou vela votiva pré acesa. Como há a proibição de fazer fogo no dia de Yom Tov e lembrando que você terá que acender novamente as velas no segundo dia de Shavuot, deverá fazê-lo transferindo o fogo da vela votiva ou desta chama, já que existe a permissão de manusear o fogo, mas não de criá-lo, riscando o fósforo. No segundo dia, acenda as velas somente após o completo anoitecer.
Acenda as velas de Shavuot recitando as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov.

2. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Estudando na noite de Shavuot

Na primeira noite de Shavuot os judeus de todo o mundo cumprem o costume milenar de dedicar toda uma noite ao estudo de Torá. A tradição judaica relata que D’us apareceu no Monte Sinai ao nascer do dia para pronunciar os Dez Mandamentos, mas o povo não se levantou cedo. Foi necessário que D’us os despertasse. Para retificar esta falha, os homens permanecem acordados na primeira noite de Shavuot recitando passagens da Torá.
Veja: Estudos a noite inteira

1º dia de Shavuot

Os Dez Mandamentos
Shavuot é o dia no qual celebramos a grande revelação da Outorga da Torá no Monte Sinai, no ano 2448. As almas de todos os judeus de todos os tempos juntaram-se para ouvir os Dez Mandamentos, transmitidos pelo próprio D’us.

Em Shavuot, na realidade, D’us está nos dando novamente a Torá. Por isso, o Rebe conclamou que todo judeu, homem, mulher, e especialmente crianças (até mesmo bebês recém-nascidos) devem fazer todo o esforço para estarem presentes numa sinagoga durante a leitura dos Dez Mandamentos.

O Livro de Ruth
Em muitas sinagogas lê-se o Livro de Ruth no segundo dia de Shavuot. Há vários motivos para este costume:
A – Shavuot é a data de nascimento e yahrzeit (dia de falecimento) do Rei David, e o Livro de Ruth registra sua ancestralidade. Ruth e seu marido Boaz foram os bisavós do Rei David.
B – As cenas de colheita, descritas no Livro de Ruth, são apropriadas ao Festival da Colheita.
C – Ruth foi uma convertida sincera que abraçou o judaísmo de todo o coração. Em Shavuot, todos os judeus foram como convertidos, tendo aceitado a Torá e todos seus preceitos.

Refeição de leite

No almoço, após o kidush, faça uma refeição festiva de laticínios. Espere no mínimo1h de intervalo para realizar uma refeição de carne.

Acendimento das velas de Yom Tov
Acenda as velas (utilizando uma chama pré-acesa desde a véspera de Shavuot, terça-feira), após às 18h04 (S. Paulo), recitando as as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov.

2. Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

•Antes da refeição festiva da noite, recite o kidush de Yom Tov.

2º dia de Shavuot

Yizcor

Recita-se Yizcor em memória de entes queridos falecidos.

Antes da refeição festiva, recite o kidush de Yom Tov.

*( Fonte: pt.Chabad.org )