Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).

Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.

 

Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !

Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:

https://www.myzmanim.com

 

*( Fonte: pt.chabad.org)

Conta-se a história de um homem que foi descido a um poço profundo, cada vez mais baixo, até que a escuridão ficou tão densa que ele conseguia tocá-la com os dedos, a umidade e o frio que penetravam em seus ossos faziam-no tremer.
Finalmente, sem qualquer aviso, ele chegou ao fundo rochoso do poço. Quando o puxaram de volta, perguntaram: “Então, o que você encontrou ali?”
“Estava frio”, ele respondeu.
“O que mais?”
“Estava escuro”, ele respondeu.
“E o que mais?”
“O que mais querem?” disse ele. “Cheguei ao fundo e estava frio, escuro e cheio de sujeira!”
“Sabemos que é cheio de sujeira!” responderam eles. “É uma mina! E diga, onde estão os diamantes?”
Se você já leu sobre Tikun, retificação da alma, pode já deve ter entendido a história. Trata-se de nós, sobre como nossas almas caem num mundo fraturado, privado de luz.
Se você não sabe por que está aqui, às vezes tudo que consegue ver é sujeira. E não há escassez de sujeira neste mundo.
Mas se você sabe que está aqui numa missão, a suprema missão de resgatar as centelhas divinas perdidas e consertar o universo, e se você sabe que as pedras preciosas mais brilhantes são achadas nos lugares mais escuros e profundos – então a sujeira torna-se quase irrelevante. Tudo que você vê são os diamantes.
O primeiro lugar para procurar aqueles diamantes é sua própria casa, e então na sua comunidade. Quando você os encontrar ali, vai ver diamantes em toda parte.

*( Fonte: pt.Chabad.org)
* ( Photo : Elena Flerova )

* Do pôr-do-sol de domingo, 30/9 (às 17h44), até o completo anoitecer de terça-feira, 2/10 (às 18h39) .

A Véspera de Shemini Atsêret – domingo, 30/9 • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, a partir desta chama, as velas de Simchat Torá possam ser acesas e a comida preparada. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

 

Shemini Atzeret

” O oitavo Dia da Assembléia Solene” é uma festa à parte ao final de Sucot. Há uma prece especial por chuvas para a Terra de Israel

Comemora-se: Shemini Atseret ou o Oitavo dia da Assembléia em 22 de Tishrei.

Duração: 1 dia. Antes do pôr-do-sol até a véspera do pôr-do-sol do dia seguinte.

Kidush: Ao retornar da sinagoga recita-se o kidush da noite de Yom Tov sobre uma taça repleta de vinho, dentro da sucá.

Após as orações do dia, ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush referente ao dia de Yom Tov.

Yizcor: No dia de Shemini Atsêret recita-se Yizcor em memória de entes queridos falecidos.

Costumes

Hacafot
Nas noites de Shemini Atsêset, após a prece noturna, Arvit, realizam-se sete Hacafot (voltas) com os Rolos da Torá ao redor da bimá (mesa destinada à leitura da Torá) com danças e alegria. É costume trazer as crianças para participarem das Hacafot.

Refeição
Costuma-se comer na sucá, mas sem recitar a bênção Leshêv Bassucá. Costuma-se usar chalot redondas e mergulha-se cada fatia três vezes no sal antes de comer.

Proibições
As mesmas atividades criativas proibidas no shabat também o são em Shemini Atsêret, exceto carregar em domínio público, cozinhar para as refeições a serem consumidas no mesmo dia (se for utilizado fogo de uma chama acesa desde a véspera) e outras atividades ligadas à preparação dos alimentos.

Simchat Torá

O Júbilo com a Torá – Marca o ciclo anual da leitura da Torá que é terminado e reiniciado neste dia. Dançamos e nos alegramos com a Torá

Comemora-se: Dia 23 de Tishrei

Duração: 1 dia
Velas:Acendem-se as velas antes do pôr-do-sol com a bênção apropriada.

Kidush: Ao retornar da sinagoga recita-se o kidush da noite de Yom Tov e após as orações do dia, ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush referente ao dia de Yom Tov, ambos sobre uma taça repleta de vinho.

Costumes

Na noite de Simchat Torá, após a prece noturna, Arvit, realizam-se sete hacafot (voltas) com os rolos da Torá ao redor da bimá com danças e muita alegria. É costume trazer as crianças para participarem das hacafot.

Em Simchat Torá as refeições não são mais realizadas na sucá.

Costuma-se comer chalot redondas e mergulhar cada fatia três vezes no sal antes de comer.

Todos os homens são chamados à Torá. Meninos menores de bar mitsvá são chamados todos juntos à Torá. A porção final da Torá é lida, completando o ciclo anual, e a seguir, a leitura é reiniciada (primeira porção, do primeiro livro, Bereshit).

*( Fonte: chabad.org.br )

Sucot  5779 – 2018

A véspera de Sucot – domingo, 23/9 • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, a partir desta chama, as velas da segunda noite de Sucot possam ser acesas e a comida preparada. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

A primeira Noite de sucot – domingo, 23/9 Acendimento das Velas às 17h42 SP

a SEGUNDA NOITE DE SUCOT – segunda-feira, 24/9 Acendimento das Velas após 18h37 • É proibido criar fogo em Yom Tov riscando um fósforo. As velas são acesas com um palito utilizando o fogo de uma chama.

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Um período alegre é iniciado com a festa de Sucot, compensando o solene período de Rosh Hashaná e Yom Kipur.
O que comemora-se: Nos quarenta anos de peregrinação pelo deserto, ao sair da escravidão egípcia em direção à Terra Prometida, os judeus foram cercados por nuvens de glória, com as quais D’us envolveu o povo em sinal de proteção. Para celebrar este evento e aumentar nossa consciência do amor todo abrangente de D’us, recebemos a ordem: “Em sucot (cabanas) deveis habitar por sete dias”. Construimos por este motivo uma sucá, moradia temporária, cujo teto é coberto de folhagens.
Há mitsvot nas quais utilizamos apenas algumas partes de nosso corpo, por exemplo: a mitsvá de tefilin, filactérios, que envolve o braço e a cabeça; tefilá, prece, envolve a mente e o coração e assim por diante.
Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D’us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.

Durante a festa de Sucot, os homens devem comer diariamente numa sucá (cabana) especialmente construída para este fim. Nestes sete dias, não é permitido comer fora da sucá qualquer refeição que contenha pão ou massa. Há aqueles que não costumam beber nem ao menos um copo de água fora da sucá.
Nos primeiros dois dias e noites da festa, o kidush, prece sobre o vinho, antecede a refeição. Nas duas primeiras noites, é obrigatório comer na sucá ao menos uma fatia de pão (além do kidush), mesmo que esteja chovendo. Nos outros dias, se chover, é permitido fazer as refeições dentro de casa.

Comemora-se os primeiros dois dias: Dia 15 e 16 de Tishrei

Duração: 2 dias. Inicia-se antes do pôr-do-sol da véspera e termina ao completo anoitecer do segundo dia.

Velas: Acendem-se as velas na véspera, antes do pôr-do-sol do primeiro e do segundo dia com a bênção apropriada.

Kidush: Recita-se o kidush dentro da sucá ao retornar da sinagoga após a Prece Noturna, Arvit, e na manhã do dia seguinte, após a Prece Matinal, Shacharit e Mussaf, a Prece Adicional, ao retornar da sinagoga, ambos sobre uma taça repleta de vinho.

OBS: Os tefilin não são colocados durante os sete dias de Sucot.

CHOL HAMOED SUCOT – DIAS INTERMEDIÁRIOS

Duração: 5 dias, do 3º até o 7º dia.

Costumes

Quatro Espécies
Durante todos os dias de Sucot (exceto Shabat) deve-se recitar a bênção sobre as quatro espécies. Elas são compostas de um etrog (cidra), um lulav (palmeira), três hadassim (galhos de mirta) e duas aravot (folhas de salgueiro). Dentre muitas explicações, cada uma das quatro espécies representa um tipo de judeu. As quatro espécies juntas simbolizam a união do povo judeu; precisamos uns dos outros. As quatro espécies são balançadas nas quatro direções, para o alto e para baixo e para ambos lados, direito e esquerdo, para frente e para trás, simbolizando a presença Divina em toda a parte.

Refeição
Durante toda a festa, os homens devem fazer as refeições dentro da sucá.

É costume comer chalot redondas e mergulhar cada fatia no mel antes de comer, durante os dois dias de Yom Tov.

O kidush e as bênçãos das velas não são recitados em Chol Hamoêd (exceto shabat chol hamoêd).

Proibições
Trabalho: Todos os trabalhos são permitidos em Chol Hamoed. Evita-se, porém, na medida do possível, escrever e executar outros serviços específicos como costurar. Se o fizer, é preferível que o faça de maneira não perfeita. É preferível contratar serviços profissionais após Chol Hamoed: dentista, alfaiate, etc, sempre que possível.

Roshaná Rabá

O sétimo dia de Sucot é chamado Hoshaná Rabá (Grande Hoshaná) sendo considerado o último dia do “julgamento” Divino no qual o destino do novo ano é determinado. O Salmo L’David Hashem Ori, que tem sido acrescentado à nossa prece diária desde 1º de Elul, é recitado nesta data pela última vez.

Leis e costumes

Estudo noturno
Costuma-se permanecer acordado na noite de Hoshaná Rabá (este ano, na noite entre domingo e segunda-feira) e estudar Torá. Recitamos todo o Livro de Devarim e o Livro de Tehilim. Em algumas congregações é costume para o Gabai distribuir maçãs (significando um ano doce) para todos.Na noite de Hoshaná Rabá é costume ficar de vigília, recitando Salmos e Ticun (coletânea de trechos das Sagradas Escrituras especialmente compilados).

Salgueiro e hoshanot
Além das Quatro Espécies usadas a cada dia de Sucot, é uma “mitsvá rabínica”, datando da época dos Profetas, segurar um aravá adicional, ou salgueiro, no sétimo dia de Sucot. No Templo Sagrado, grandes ramos de salgueiro com 6 metros eram colocados ao redor do altar. Atualmente, fazemos um feixe com cinco ramos de salgueiro e os carregamos junto com as Quatro Espécies ao redor da mesa de leitura da sinagoga durante as preces Hoshaanot, das quais recitamos hoje uma versão mais completa, fazendo sete circuitos ao redor da bimá (em vez do único que é feito diariamente). Na conclusão de Hoshaanot golpeamos o chão cinco vezes com o feixe de salgueiro, simbolizando “amenizar as cinco medidas de severidade”.

Refeição
Uma refeição festiva no almoço é feita na sucá. Mergulhamos o pão no mel (como fazemos em toda refeição festiva desde Rosh Hashaná) pela última vez. Hoje também é a última ocasião na qual recitamos a bênção especial para comer na sucá. pois o mandamento bíblico de habitar na sucá é apenas para sete dias (embora seja prática em muitas comunidades – e este é o costume Chabad – de comer na sucá também no oitavo dia, Shemini Atsêret).

*( Fonte: Chabad.org.br )

Yom Kipur 5779 – 2018

Yom Kipur  5779 – 2018

antes do pôr do sol em 9 de Tishrei (18 de setembro) até o cair da noite em 10 de Tishrei (19 de setembro)

Acendimento das Velas e Início do Jejum para SP – às 17h40

**Demais Localidades acesse o link
http://pt.chabad.org/calendar/candlelighting.htm

*Atestado para as festas judaicas:

https://ongtora.com/atestado-para-as-festas-judaicas/

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Comemora-se: Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê rezou e, em dez de Tishrei, D’us concedeu pleno perdão ao povo judeu. Quando uma pessoa perdoa outra, isto se deve a um sentimento profundo de amizade e amor que anula o efeito de qualquer mal que tenha praticado. Do mesmo modo, o amor Divino é expressão de Seu amor eterno e incondicional.
Embora possamos ter transgredido Sua vontade, nossa essência, a alma, permanece Divina e pura. Yom Kipur é o único dia do ano em que D’us revela mais claramente que nossa essência e a Sua são uma só. Ao nível da alma, o povo judeu é todo igual e indivisível. Sempre que se demonstra a união essencial, agindo com amor e amizade, mais será revelado o amor de D’us.

Comemora-se: Dia 10 de Tishrei

Duração: 1 dia

Costumes
Na madrugada da véspera de Yom Kipur (ou nos dias precedentes) é realizado o ritual de caparot.
• Segura-se um galo branco (para os homens) ou uma galinha branca (para as mulheres), enquanto é recitada uma breve prece .
• As aves são ritualmente abatidas e uma soma equivalente a seu real valor é doada aos pobres.
• Pode-se também fazer caparot com dinheiro, doando-o a seguir para tsedacá.
Fazendo as Pazes
• Yom Kipur perdoa pecado cometido contra D’us; transgressões praticadas contra o próximo são perdoadas somente após ter se desculpado pessoalmente.
Outros Costumes da Véspera de Yom Kipur
• É mitsvá todos os homens irem ao micvê na véspera de Yom Kipur para entrar com pureza no Dia Sagrado.
• Após Shacharit (a Prece Matinal) é costume pedir à alguém um pedaço de lêcach (bolo de mel). A intenção é, caso seja decretado que durante o ano a pessoa deva receber caridade, que cumpra sua pena ao pedir este lêcach. Aquele que entrega o lêcach deve desejar um ano bom e doce.

Antes de Minchá (a Prece Vespertina) deve-se dar bastante tsedacá. Neste momento deve-se dar também o resgate das caparot. É costume distribuir caixinhas ou pratos pela sinagoga para coletar esta tsedacá. O Báal Shem Tov afirmou: “O barulho das moedas nos pratos destrói as forças negativas.”
As Refeições
• Na véspera de Yom Kipur é mitsvá fazer duas refeições fartas – uma no almoço e
outra à tarde. Dizem nossos sábios: “Todo aquele que come e bebe na véspera e jejua
em Yom Kipur é considerado como se jejuasse dois dias seguidos.”
• Costuma-se usar chalá redonda, mergulhando os pedaços no mel, após a ablução das mãos e recitação das bênçãos “Al netilat yadáyim” e “Hamôtsi” .
• Na última refeição antes do jejum não se come peixe. Costuma-se comer creplach,tradicionais pasteizinhos de carne.
• Os alimentos desta refeição devem ser de fácil digestão.
• Deve-se convidar pessoas pobres para a mesa, principalmente na última refeição, para que a mesa sirva como capará (expiação).
Abençoando os Filhos
• Os pais costumam abençoar os filhos com a Bênção Sacerdotal antes de ir à sinagoga, desejando que sejam selados para uma longa vida, com temor a D’us:

Velas: Acendem-se as velas na véspera, do pôr-do-sol com as bênçãos apropriadas.

• O jejum de Yom Kipur inicia-se antes do pôr-do-sol
e termina ao completo anoitecer .
• As atividades criativas proibidas no Shabat também o são em Yom Kipur, inclusive carregar em propriedade pública. Portanto deve-se tomar cuidado para não transportar o livro de orações, talit e óculos de leitura ou qualquer outro objeto. Estes devem ser deixados na sinagoga antes do início do jejum.
A proibição de comer e beber em Yom Kipur recai até mesmo sobre uma quantia mínima.
Existe, porém, uma quantia estipulada de comida ou bebida que, se ingerida, consiste em transgressão de uma proibição maior. No caso de um doente que deve comer, conforme veremos adiante, deve ser-lhe dada, na medida do possível, uma quantia menor que esta quantia. No caso de líquidos, deve ser dado ao doente o equivalente a menos de uma bochecha cheia a cada nove minutos, ou pelo menos a quatro minutos, se for suficiente. No caso de alimentos sólidos,
deve-lhe ser dado menos de 30 centímetros cúbicos no prazo acima, se possível. É preferível beber a comer neste dia em caso de doença.
As crianças que já entendem a santidade do dia não costumam comer guloseimas neste dia.
Até mesmo enxaguar a boca não é permitido.
Se a pessoa não tem força suficiente para ir à sinagoga em jejum, deve permanecer em casa,de cama, mas jamais comer para ter forças para ir à sinagoga ou rezar. Se a pessoa sabe que se for à sinagoga passará mal, talvez precisando comer no meio do jejum, não deve ir.

Além de abster-se de comer e beber, em Yom Kipur também é proibido:
Usar perfumes, óleos, desodorantes, maquiagem ou loções.
Lavar-se.
Calçar sapatos de couro (mesmo que sejam parcialmente de couro).Manter relações conjugais.

Rosh Hashaná  5779 – 2018

 5779 – 2018

•Rosh Hashaná inicia-se antes do pôr-do-sol de  domingo, 9/9 e termina terça-feira, 11/9

• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia. • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

Primeira Noite de Rosh Hashaná – domingo, 9/9
Acendimento das Velas às 17h38 SP
Segunda Noite de Rosh Hashaná – segunda-feira, 10/9 • Na segunda noite, uma fruta da nova estação, que ainda não foi provada, é colocada sobre a mesa no horário do acendimento das velas e do kidush. Acendimento das Velas após 18h32 SP

**Demais Localidades acesse o link
http://pt.chabad.org/calendar/candlelighting.htm

*Atestado para as festas judaicas:

https://ongtora.com/atestado-para-as-festas-judaicas/

O Aniversário do Universo

Rosh Hashaná, considerado o aniversário do Universo, é na realidade o sexto dia da Criação, quando D’us criou o primeiro homem, Adam – o propósito de toda a Criação. O primeiro ato de Adam foi proclamar D’us como Rei do Universo. Por isso, a cada Rosh Hashaná coroamos
o Todo Poderoso como Regente do mundo, reafirmando nosso compromisso de servi-Lo apropriadamente. Assim como D’us completou a Criação no primeiro Rosh Hashaná, a cada Rosh Hashaná Ele reavalia a qualidade de nosso relacionamento com Ele, assumindo uma vez mais o sustento do mundo. Nisto se constitui o julgamento de Rosh Hashaná.

Nossos sábios explicam que em Rosh Hashaná somos julgados por D’us. Se merecedores,D’us nos inscreverá no Livro da Vida. Dez dias depois, em Yom Kipur, o Livro é selado. Pelo arrependimento sincero, preces e práticas de caridade, podemos suaviza

Véspera de Rosh Hashaná –
Neste dia distribui-se tsedacá aos pobres para que possam comprar o necessário para Yom Tov.
• Hatarat Nedarim (anulação de promessas) é realizada na sinagoga após Shacharit (a Prece Matinal), perante um tribunal de dez homens.
• Entre as compras feitas para Rosh Hashaná deve-se incluir uma fruta da nova estação que ainda não foi ingerida, para poder recitar a bênção de Shehecheyánu no acendimento das velas e no kidush da segunda noite

Hatarat Nedarim –
A cerimônia de Hatarat Nedarim anula qualquer promessa não cumprida por esquecimento ou força maior. É realizada antes de Rosh Hashaná para que o ano novo reinicie sem conexão com qualquer falha do passado.

Leis e costumes de Rosh Hashaná

Comemora-se Rosh Hashaná por dois dias, 1 e 2 de Tishrê –
• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia.
• Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).
• Em Rosh Hashaná os tefilin não são colocados.

A principal mitsvá de Rosh Hashaná é ouvir o toque do shofar. De acordo com a Torá deve-se ouvir pelo menos trinta toques. Porém é costume ouvir cem toques, trinta após a leitura da Torá e o restante durante e após o término das orações.
• Deve-se prestar atenção especial às bênçãos antes do toque do shofar e responder amên.
• Ao ouvir o toque do shofar, a pessoa deve ser despertada para retornar a D’us e proclamá-Lo como Rei do Universo.
• A partir do momento em que as bênçãos do shofar são recitadas até os últimos toques (no final do serviço religioso), os presentes devem permanecer em completo silêncio, sem conversar.
• Ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná
• Costuma-se usar chalot redondas em Rosh Hashaná simbolizando, entre outras razões, a coroação de D’us neste dia. Expressa-se também a esperança de que o ano novo seja perfeito e traga o melhor de tudo para cada um.
• Distribui-se um pedaço da chalá para cada participante, mergulhando-o no mel antes de comer. Isto é feito em todas as refeições da Festa. Antes de ingerir a chalá, pronuncia-se a bênção “Hamôtsi” .
• Na primeira noite de Rosh Hashaná, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel. Recita-se a bênção da fruta e um pedimos à D’eus nos nos dar um ano bom e dôce.
• Em Rosh Hashaná costuma-se comer coisas que simbolizam doçura, bênção e fartura. Portanto, vinho doce ou bebidas doces, peixe e carne gorda fazem parte desta refeição. (Não se come nada temperado com vinagre ou raiz forte para não
ter um ano amargo. Nozes também não.)
• Serve-se cabeça de peixe ou carneiro (na prática, a língua é utilizada) para representar o desejo de ser “cabeça”, sobressaindo-se com justiça e servindo de exemplo para todos.
• Tsimes, um prato de cenouras doces, também é servido. A palavra yidish para cenouras é meren, que também significa acrescentar. Assim, tsimes representa o desejo de possuir mais méritos que falhas
• Outros alimentos especiais são: alho-poró, acelga, tâmara, abóbora-moranga, feijão fradinho e romã.
• O bolo de mel é também uma sobremesa tradicional durante esta época
• Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur (Livro de Rezas). Acrescenta-se o parágrafo Yaalê Veyavô, lembrando a data de Rosh Hashaná (Yom Hazicaron).

Em Rosh Hashaná à tarde, logo após Minchá (a Prece Vespertina), é costume ir até um lago ou poço onde haja peixes, para recitar a prece de Tashlich e invocar a mercê Divina. Esta oração encontra-se no Machzor (Livro de Rezas) de Rosh Hashaná. A palavra tashlich advém do versículo: “Tu jogarás (tashlich) seus pecados
nas profundezas do mar.” A água simboliza bondade; e os peixes, com seus olhos sempre abertos, representam a vigilância constante da Divina Providência

No final do segundo dia de Rosh Hashaná recita-se a havdalá encontrada no Sidur, sem acender a vela trançada e sem cheirar as especiariasAcesse o Link abaixo e veja a brachá para os alimentos simbolicos de Rosh Hashaná

http://www.chabad.org.br/datas/rosh/indexA.html

*(Fonte Chabad.org.br)

 Jejum Guedalya

Este ano 2018 – 5779

Jejum de Guedalyá – quarta-feira, 12/9, das 4h56 até 18h21

Motivo do jejum: Guedalyá ben Achicam, governador de Israel, foi assassinado em Rosh Hashaná 3339, dois meses após a destruição do Primeiro Templo, causando a dispersão do povo judeu remanescente. Nossos sábios fixaram o jejum para o dia seguinte a Rosh Hashaná.

Comemora-se: Dia 3 de Tishrei

Duração: 1 dia. Inicia-se no dia seguinte a Rosh Hashaná, ao alvorecer, e termina com o surgimento das estrelas.

Obs: Se esta data ocorrer no sábado, o jejum é transferido para o domingo.

Os Dez dias de Teshuvá

Os dez primeiros dias do mês de Tishrei – os dois dias de Rosh Hashaná, os sete dias que se seguem e Yom Kipur – são época propícia para reparar falhas e nos aproximar de D’us, chamados de Dez Dias de Teshuvá.

Teshuvá: Significa retorno. O judaísmo enfatiza que a centelha Divina da alma é boa. Não se alcança o verdadeiro arrependimento por meio da severa auto-condenação, mas pela percepção de que nosso mais profundo desejo é realizar o bem de acordo com a vontade de D’us. Os sete dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur são oportunos para fazer teshuvá pelo ano que passou

 

* Fonte: chabad.org.br

*Imagem: Elena Flerova

Elul é também o mês de balanço da alma e o serviço Divino exige profundo auto-conhecimento…

Caridade… lança um manto de proteção não apenas sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo…

“Prepare o trono sagrado” (Zohar).

A santidade exige preparação. Nossa principal tarefa não é criá-la mas sim nos tornarmos um receptáculo para a santidade, que surge de acordo com a maneira da preparação.

Elul é o último mês do ano judaico. Como preparação para Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, que vem logo em seguida. Elul é marcado por vários costumes especiais e tradições.

Elul é também o mês do balanço da alma. Um empresário ocasionalmente precisa calcular seu lucro e suas perdas, bem como fazer um balanço detalhado. Nós também precisamos conduzir uma auditoria anual do estado de nossa “empresa” espiritual. Durante o ano inteiro estamos envolvidos em obter lucro: servir a D’us através do estudo de Torá, cumprimento das mitsvot, prece e boas ações. No mês de Elul, fazemos um balanço geral de tudo que fizemos no decorrer do ano.

Além disso, a melhor época possível para esta contabilidade da alma é o mês de Elul, pois então os Treze Atributos Divinos de Misericórdia brilham. Essa revelação pode ser comparada a um rei que emerge de seu palácio e vai para o campo, em plena vista de seus súditos. Somente então é possível engajar-se adequadamente na introspecção espiritual sem o perigo de mergulhar na desesperança e no desespero. Pois, afinal, o Rei está com ele no campo – Ele tem em mente o nosso benefício.

Um pré-requisito para um adequado balanço da alma é a total aceitação e subordinação ao jugo celestial. Essa auto-subordinação pode produzir um generoso “crescimento”, assim como uma semente semeada no solo e coberta produz brotos e um campo muito maior que si mesma.

Embora engajar-se neste trabalho espiritual possa ser difícil, fazer um esforço sincero ajuda a gerar a necessária força interior para fazermos nosso serviço real, prático, de acordo com as expectativas Divinas.

Algumas Leis e Costumes


Escute o Toque do Shofar 

Começando com o primeiro dia de Elul, até (mas não incluindo) a manhã antes de Rosh Hashaná, é costume tocar o shofar (chifre de carneiro) após a prece matinal nos dias de semana. O chamado do shofar estimula o coração. Seus toques diários proclamam: “Acordem, seus dorminhocos! Examinem suas ações e se arrependam.”

Recite Salmos Adicionais

A partir do primeiro dia de Rosh Chodesh Elul até, e incluindo Hoshana Raba, recitamos duas vezes ao dia o Salmo 27. Este costume é baseado no comentário do midrash “O Eterno é minha luz…” em Rosh Hashaná” … minha salvação…” em Yom Kipur,” … Ele me ocultará em Sua tenda” em Sucot.

Os chassidim e os sefaraditas incluem isto nas Preces Matinais e Vespertinas; o costume lituano é recitá-lo durante as Preces de Shacharit e Arvit, respectivamente, Matinais e Noturnas.

Recite Selichot
A tradição sefaradita é começar recitando selichot imediatamente após Rosh Chodesh Elul. O costume askenazita é recitar selichot começando na noite de sábado da semana na qual cai Rosh Hashaná, desde que sejam deixados quatro dias antes de Rosh Hashaná. Portanto, se Rosh Hashaná cair na segunda ou na terça-feira da semana, a recitação de selichot é iniciada na noite de sábado da semana precedente.

Aumente em Doação para Caridade

Durante Elul, a caridade funciona como um escudo contra os maus decretos e prolonga a vida. Lança um manto de proteção não somente sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo. Quando uma pessoa transcende seu instinto natural e dá sem ser vista, D’us por Sua vez lhe concede mais do que ele mereceria receber.

Retorno em Penitência 
Os fundamentos da penitência são triplos: abandonar o pecado que tem cometido, arrependimento e confissão. Abandonar o pecado consiste fazê-lo tanto na prática quanto em pensamento, associado a uma firme resolução de não repeti-lo. Arrependimento é entender que separar-se de D’us é mau e amargo, e a intensa percepção de que há um preço para a transgressão.

A confissão pode ser expressa oralmente: “Eu pequei, fiz tal e tal; arrependo-me de minhas ações e tenho vergonha delas, e jamais as repetirei.”

[Baseado no Livro de Nosso Legado, s.v. Elul.]

O arrependimento exige arrepender-se do passado e tomar uma resolução positiva para o futuro, porém o primeiro passo é consertar e organizar adequadamente o presente, para que seja bom e correto em todos os aspectos da ação, fala e pensamento. Somente então, quando o presente é como deveria ser, a pessoa pode fazer o trabalho necessário para compensar as falhas e elementos indesejáveis do passado, e criar linhas de orientação e disciplina para o futuro.

O mês de Elul é propício para o auto-balanço, e para o arrependimento nas três “vestes” da alma – pensamento, fala e ação. O serviço Divino exige completo auto-conhecimento. Assim como ignorar nossas falhas pode ser incapacitante, o mesmo pode acontecer quando esquecemos de nossas forças. A pessoa deve conhecer-se bem: tanto as próprias habilidades e talentos quanto as deficiências e fraquezas.

– Desejamos a você e a sua família um ketivá  vachatimá tová leshaná tová umetuká!

* Fonte: Chabad.org.br

Imagem : Alex Levin