Diário do Rabino

​Rabino Gloiber em Congresso Rabínico Internacional 5777

Rabino Gloiber, rezando por todos vocês

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Um dos sinais que a Guemará nos revela para sabermos que Mashiach está  chegando é: “os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha”. A Guemará deu esse sinal em uma época em que idade significava experiência e autoridade , e todos queriam parecer mais velhos (até as mulheres) . Rabi Eliézer ben Azaria tinha dezoito anos quando se tornou o presidente do Sanhedrin. Ele teve um grande milagre: sua barba ficou branca e ele ficou com uma aparência de setenta anos! Hoje em dia quem iria querer um milagre desses? Todo mundo quer parecer mais jovem e isso é um dos sinais de que Mashiach está para chegar. Nenhum jovem pinta a barba de branco mas os mais velhos tentam esconder a idade de mil e uma formas. E assim comecei a minha viajem para o congresso rabínico internacional na fila da American Airlines. Me chamaram para o embarque preferencial (!) Tentei explicar que a cada ano que passa a Alma fica mais jovem e refinada e que a Alma é o principal e o corpo é só acessório e portanto sou uma pessoa jovem com uma roupa velha e rasgada, mas não adiantou. Bem vindo à América!

Chegando no aeroporto em New York preferi usar o dinheiro que gastaria com o táxi para outras prioridades e peguei um “Airtrain” no aeroporto com conexão para o metrô por sete dólares. Só um problema, para conseguir chegar à Crown Hights sem fazer um city tour por baixo da terra como fiz da vez passada precisava de informações exatas , e outro sinal de que Mashiach está chegando é de que antes da Gueulá “a arrogância cresce” (e os americanos são diplomados e pós graduados nesse sinal). Depois de perguntar para alguns adultos e ouvir respostas tipo :- “se você não sabia como ir porque pegou esse trem” ou :-“volta para o aeroporto e pega um táxi”, resolvi engolir o meu orgulho e perguntei no metrô para uma adolescente de uns catorze anos como faço para chegar à Crown hights. Ela me explicou tão bonitinho que fiquei até com vergonha de tão simples que era! Chegando no 770 comprei um chip americano na porta da sinagoga e tentei baixar o mapa do metrô…De novo tive que pedir ajuda à uma criança, dessa vez de uns onze anos. Cheguei à conclusão de que sou um exemplo vivo de que Mashiach está na porta!

O congresso começou! Jovens rabinos davam palestras dificílimas sobre assuntos importantíssimos com a maior facilidade e eu tentando anotar tudo…. com medo do professor….. de verdade Mashiach está na porta!!!

Em um Workshop pediram para mim falar sobre o meu trabalho no Brasil. Falei sobre a importância de preparar o nosso país para receber o Mashiach e contei sobre os sinais da Gueulá. Os americanos já cumpriram o sinal da “arrogância” em abundância,  os jovens já me fazem passar vergonha pelo fato de estarem muito mais atualizados do que eu, mas tem um sinal que o Brasil ganha de todos! Está escrito que antes do Mashiach chegar existirão rios que vão se movimentar como óleo e não vão conseguir pescar neles nem um peixe para um doente. Contei para eles sobre o rio Tietê……  Mesmo que esses sinais estão em uma classificação de profecia negativa que não precisaria acontecer integralmente devido à bondade Divina, no Brasil esse sinal aconteceu detalhadamente, e até mais do que precisava (capricho brasileiro).

A Guemará nos conta que antes de Mashiach chegar a situação econômica não vai ser boa, os preços vão subir e etc. Outro sinal da Gueulá em que nós brasileiros nos destacamos no mundo!

Na minha primeira noite em New York fui novamente super bem recebido pela Rabanit brasileira Naty Esther casada com o rabino russo Zeev Kurshnirsky que estão fazendo um trabalho maravilhoso com judeus russos em Staten Island. Quando o congresso começou tive que voltar para o Brooklyn, Crown hights e fiquei hospedado na Hachnassat Orchim do Kinus. Éramos oito rabinos em cada quarto e encontrei amigos que estudaram comigo na Yeshivá de Kfar Chabad em 1978. Em um dos quatro beliches no quarto aonde fiquei chegou um rabino brasileiro conceituado que eu tinha certeza que ele iria ficar em um hotel. Mais uma prova de que nesse sinal de crise econômica antes da Gueulá somos número 1! (em alguma coisa o Brasil tem que ser número 1). No “Melave Malka” de 770 (a sinagoga do Rebe)o porta voz do consulado Israelense foi convidado para falar. As palavras dele me lembraram outro sinal da Gueulá. Que antes do Mashiach chegar haverão muitos focos de guerra no mundo. Pelo que estou entendendo esse sinal infelizmente está acontecendo integralmente no oriente médio aonde se encontra Israel , e pelas palavras do porta voz do consulado muita coisa em Israel está “pegando fogo”. Mas sabemos que depois desses sinais chega a Gueulá, e o Rebe deixou claro que o principal trabalho da nossa geração é receber o Mashiach. Então, vamos nos preparar!!!

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Congresso Rabínico Internacional 5776

Diário do Rabino (1)     20 de Cheshvan 5776 – 02/11/2015

Bom dia gente linda !
Comecei ontem à noite minha viajem para o congresso rabínico internacional.
Estou escrevendo para vocês de dentro de um avião da Delta, uma empresa aérea famosa, dos Estados Unidos que é um país de primeiro mundo, para contar à todos uma boa notícia :-Vocês são bem melhores do que eles! Lembrando à todos de que o segredo do sucesso consiste em se fazer mais do que o que precisa ser feito. E em fazer o seu melhor em menos tempo com menos recursos e com mais qualidade! Esse é o segredo do sucesso! Vi com meus próprios olhos (para ser mais preciso, senti com a minha própria barriga) qual é a consequência de se fazer somente o que precisa ser feito.
Cheguei ontem ao aeroporto de Guarulhos. No check-in confirmamos pela quinta vez o pedido de comida Kasher. Rezei Minchá na frente de todo mundo, rezei arvit no portão de embarque, todo mundo estava vendo que eu fazia a diferença. A kipá, o Tzitzit, as rezas ! As pessoas olhavam! Uma criança perguntou porque eu tenho essa barba tão grande, desenrolei a barba e mostrei à ele que era muito maior do que ele pensava, a criança ficou maravilhada! Entrei no avião. Os mais cultos sabiam que eu era judeu, mas mesmo quem não sabia o que eu era estava vendo que eu tinha um diferencial (e consequentemente teria encomendado uma comida diferente). Um senhor pegou o meu lugar. Tentei explicar que ele errou o assento mas ele não me entendeu (talvez por motivo de aquela poltrona ter TV e a da frente que estava vazia não ter). Ele era como todos que estavam lá . Não tinha nenhum diferencial . Depois de eu não ter querido discutir com ele, sentei na poltrona da frente que estava livre. Quando distribuíram a janta, a minha estava faltando. A aeromoça se lembrou de que alguém tinha encomendado comida Kasher no avião. Perguntou aos comissários aonde estava. O comissário de bordo que só tinha feito o que precisava fazer, tinha dado a comida Kasher para a pessoa que tinha sentado no meu lugar sendo que a comida Kasher veio com o número do meu assento , mesmo me vendo na poltrona da frente e entendendo que eu era judeu e aquela comida era Kasher, não se deu ao trabalho de nos perguntar nada, não fez nada mais do que o que precisava fazer. Consequência, a aeromoça não sabia o que fazer. Todos pediram desculpas em nome da empresa , me trouxeram frutas, passaram um vexame profissional, tudo isso porque alguém não tinha feito nada mais do que a obrigação ! A aeromoça não sabia onde enfiar a cara. Esse é o segredo do sucesso, nunca fazer só o que precisa ser feito mas sempre fazer mais! Nem preciso dizer que ás 7:45 do Brasil, antes de trazer o café da manhã de todos, trouxeram o meu kosher breakfast, vinte minutos antes de trazer para os outros,e ainda pedindo novamente desculpas por ontem! O final da história foi o mais engraçado, a pessoa que comeu a minha comida entendeu o que estava acontecendo e disse que a comida Kasher é muito boa e que agora ele sempre vai recomendar Kasher para todos!

 

Diário do Rabino (2)    21 de Cheshvan 5776 – 03/011/5776

Cheguei na América! Quando um judeu diz América, a intenção é Estados Unidos. Com esse nome esse país sempre foi conhecido pelos judeus da Europa oriental que sempre sonharam morar nele. Na América todo mundo se sente importante, a síndrome do Super Herói! Um faxineiro com uma vassoura na mão já é uma barreira intransponível. Imagina uma caixa de supermercado então, a “toda poderosa”, você só consegue sair do supermercado se ela liberar! E daí pra diante . Alguém te cumprimentar de volta? Certeza que não, pelo menos não em New York. Passei pelos “Super Simpáticos” guardas do aeroporto, te recebem tão bem que tira toda a vontade de voltar o ano que vem. Logo que saí no desembarque, pessoas me perguntaram para onde vou, “taxistas extra oficiais”. Respondi que ia lá pertinho, então eles dizem vamos, e já querem pegar a sua mala. Eu digo desesperado :- Só vou se você me falar o preço antes! 45 dólares, eles me respondem. Na minha cabeça isso já vira duzentos reais. Não, digo eu, e vou procurar outra solução. Um amigo de muitos anos, Jonathan De Siqueira me deu trezentos dólares antes de Sucot. Guardei com cuidado e agradeçi a ele antes dessa viagem avisando que vou levar esse dinheiro comigo para a viagem. Me lembrei de uma Halachá no Rambam que é permitido ao rei receber o imposto do povo, mas junto com isso o rei não pode ter muitos cavalos, ou seja, o fato de alguém ter me dado esse dinheiro não quer dizer que posso usá-lo para desnecessidades e pegar o táxi do aeroporto com uma mala vazia dentro da outra o que para mim é uma desnecessidade ! Optei pela solução mais econômica e que também recomendo à todos que chegam aqui com uma mala vazia dentro da outra, ou seja,recomendo à nós judeus que chegamos aqui na América com as malas vazias e voltamos para o Brasil com elas cheias, principalmente de compra de produtos Kasher no supermercado  que são muito mais baratos nos Estados Unidos. Comprei dentro do aeroporto um bilhete do ônibus que leva você e as malas para Manhattan por 17 dólares. Esperamos quinze minutos dentro do aeroporto. Quando o ônibus chegou, a mulher que nos vendeu o bilhete nos acompanhou . Amei ! Recomendo super. Sentei na primeira cadeira para ver melhor a paisagem . No meio do caminho meu chapéu caiu nos degraus do ônibus. No primeiro farol vermelho o motorista parou, pegou o meu chapéu, entregou ele na minha mão com um sorriso de ponta a ponta desmontando em um minuto toda a minha teoria bem estruturada de que os americanos são uns antipáticos , fiquei até com vergonha. O ônibus nos deixou na famosa estação Penn Station em Manhattan onde tem uma grande loja da Apple . Subi na loja para usar o Wi-Fi deles (que lá é de graça) para ligar para a família, responder mensagens e ler parte dos 722 e-mails não lidos que ainda sobreviveram à faxina diária na caixa de entrada. Estava usando o meu iPad que para mim serve como:
1-Biblioteca com 45.000 livros em hebraico
2- Banco
3- correio
4- máquina fotográfica
5- Editora
6- Central de comunicação com os alunos
7- Central de divulgação
8- Siddur (livro de Rezas)
9-Tehilim
E mais mil e uma utilidades. Minha esposa diz que o iPad é a minha amante. Me lembrei que esqueci o carregador no Brasil. Já estava lá mesmo, comprei um carregador com o fio. $19 o carregador e $19 o fio! Quando voltei a pensar em reais, ou seja,”caí na real”, vi que tinha gasto 150 reais só para comprar o carregador com o fio! Então caí na real de que moro no país do real e só consigo sobreviver porque D’us me ajuda de uma maneira “SURREAL”.
Baixei no iPad alguns aplicativos de mapas do metrô de New York e assim o meu iPad se tornou um guia turístico também , só esqueci o principal, verificar onde era a estação do metrô mais próxima a mim . Rodei com aquela mala enorme pelas ruas de Manhattan procurando a estação . Quem me via pensava que eu estava entrando ou saindo de um daqueles hotéis carésimos , ninguém imaginava que eu estava economizando um pouquinho e ainda fazendo teshuvá de ter comprado um carregador de iPad. Aprendi com isso a nunca mais julgar alguém pelas aparências. Finalmente depois de meia hora fazendo um “City tour” nas ruas de Manhattan com aquela mala enorme encontrei uma estação do metrô. Mal sabia eu que agora iria começar o meu grande “City Tour”. Iria conhecer New York City inteira, mas…….por baixo da terra!!! Quando um americano te dá uma informação ele só te dá a primeira parte e com um olhar sério que não te dá a liberdade de perguntar mais nada. Respostas como :- não é aqui, ou :- não é esse trem, são comuns, mas eles não se dão ao trabalho de te explicar onde é ou que trem é. Pior ainda é quando perguntei para indianos pensando que eram mexicanos e iriam me explicar em espanhol, pelo menos três me falaram, :- é por aqui mas acho que você não vai conseguir chegar lá…….descobri porque a Índia não progride…! A sinalização no metrô é péssima, fui assim de linha verde para vermelha,para amarela, de linha em linha até que em uma das estações em uma loja um indu me deu uma informação errada e um árabe foi atrás de mim e me explicou como chegar ao metrô linha 3 vermelha que chega à Crown Hights, meu destino. Quando D’us quer fazer um milagre para alguém Ele nos mostra que Ele dirige o mundo, e assim vi que a única pessoa que poderia me prejudicar foi a única que me ajudou, ou seja, o mundo é dirigido por Hashem !!
Amanhã tem continuação…..
Rabino Gloiber
Sempre correndo em New York mas nunca deixando de pensar em você

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Diário do Rabino (3)   22 de Cheshvan 5776 – 04/011/5776

Finalmente cheguei a Crown Hights
Fui para o 770 (a sinagoga do Rebe) rezar, agradecer Hashem e pedir por todos vocês!!! Na porta tinha alguém vendendo chip americano para celular. Quando fui pagar ele me pediu 25 dólares. Quando eu disse à ele que todo mundo pagou quinze e perguntei porque só eu deveria pagar $25 ele me perguntou :-de onde você é? :- do Brasil, respondi ! Ah, isso era um desconto para Israelenses, coitados, moram em um país pobre, o Shekel está baixo…… Conclusão, nós brasileiros perdemos o dinheiro mas não perdemos a fama! Da próxima vez falo que vim da Angola !
Graças a D’eus tinha me cadastrado no programa de hospedagem do congresso. Cheguei tranquilo sabendo que já tinha onde dormir . Fui ao endereço especificado no cadastro. Um jovem que estava lá, me recebeu muito bem e me avisou que a data de abertura da hospedagem será amanhã, hoje estão fazendo uma limpeza “básica” e ele não tem autoridade para fazer exceções, nenhuma entrada é liberada. :- “Oh my G-od, help me!!!
Sabia que Hashem iria me ajudar. Rezei, pensei em algumas formas de “como” Hashem poderia me ajudar mas no fim deixei para Ele em aberto caso Ele tivesse alguma opção que nem eu tivesse pensado nela…..(Estou brincando né, eu não tinha a mínima idéia do que fazer e mesmo se tivesse…). Aquela manhã uma Rebetzin brasileira de New York, EstherEsther Harari Kushnirsky , filha da Betty Risnic, tinha feito um comentário sobre a minha viajem e perguntou se eu preciso de alguma coisa. Imediatamente mandei uma mensagem para ela que SIM!!!! Simplesmente não tenho onde dormir à noite, e perguntei como chegar lá, mesmo sabendo que isso para mim significaria mais um City Tour por baixo da terra de vai saber quanto tempo. Por incrível que pareça ela estava vindo para Crown Hights para uma reunião da escola das crianças. Tive carona de ida e volta, dormi em um lugar maravilhoso e já avisei ela que na proxima vez trago a Bracha e a Rifki, já que agora temos onde ficar. E o mais importante, sendo que o Rebe diz que quando dois judeus se encontram tem que sair uma coisa boa para um terceiro judeu, sendo que a Rabanit Esther e o marido tem uma instituição de estudos judaicos em russo aqui em New York, fizemos um acordo que a partir de agora o rabino Zeev Kushnirsky e sua esposa a Rabanit Esther vão trabalhar com o Beit Chabad de Taubaté coordenando qualquer assunto que envolva a comunidade judaica de origem russa.
Conclusão :- Sempre depois de uma grande descida vem uma grande subida, quando Hashem fecha uma porta abre muitas, mesmo que de vez em quando estamos tão focados na porta que se fechou que não temos tempo de ver as muitas que se abriram. Obrigado família Kushnirsky por começar a trabalhar para o Beit Chabad de Taubaté.!

Os rabinos que vão chegando para o congresso aproveitam que estão em New York para comprar eletro eletrônicos barato. Depois da reza a conversa se transformou em um grande debate sobre esse assunto, todo mundo querendo dicas aonde comprar eletro eletrônicos mais barato. Para nós, judeus brasileiros, a coisa mais cara e preciosa no nosso país é comida Kasher! E lá fui eu procurando dicas de compra de supermercado! Olhavam para mim como se eu tivesse aterrisado da lua (ou ainda estivesse na lua) vem até a América para fazer uma compra de supermercado? Ninguém aqui consegue imaginar como é a vida de um judeu no Brasil!
Descobri um supermercado em Boro Park chamado Kollel na rua 39, tudo Kasher e muito barato. Peguei o metrô. Como de costume desci na estação errada e andei um monte, mas no final encontrei o lugar. Paraíso terrestre, barras de chocolate por um $1.25 etc etc etc. Fui fotografando e mandando para a Bracha por WhatsApp. Verdadeiro paraíso . Fiquei passeando dentro do supermercado, contemplando os produtos. Ninguém entendia o que tinha de tão maravilhoso em estar em um supermercado ! Um turista admirando contemplando e fotografando biscoitos e balas…….ninguém entende um judeu brasileiro!
Fiz uma compra de $150 dólares, ou seja, nossas compras no exterior! Saí de lá tão entusiasmado que nem vi que estava indo com toda aquela mala para o lado contrário. Andei, andei, andei, e quando me toquei já estava bem longe. Voltei todo aquele caminho até chegar novamente à porta do supermercado. Uma velhinha precisava de ajuda e os funcionários (todos mexicanos) não estavam nem aí. Deixei a minha mala e ajudei ela a descer do carro e pegar o carrinho de feira no porta malas. Ela devia ter uns 90 anos mas não queria parar, graças a D’eus. :- Eu sempre fiz as compras para a minha casa, o dia que eu parar eu morro, disse ela. :- não se preocupe, respondi, Hashem está cuidando bem de você, fez um brasileiro voltar seis quarteirões com uma mala cheia só pra te ajudar, vai continuar te ajudando! Nos despedimos,
errei o caminho de novo e dessa vez nem velhinha para ajudar encontrei. Andei uma hora e meia até encontrar o metrô. A escadaria era enorme. Um jovem chinês me ofereceu ajuda, o que não é usual. Eu ajudei a velhinha, Hashem está me ajudando. Dessa vez voltei certinho sem me perder, o que também não era usual. Me lembrei da velhinha de novo. Chegando em Crown Hights uma pessoa de outra cor me ofereceu ajuda, mais uma coisa que na América não é usual. Vi que Hashem estava me ajudando. Me lembrei que estudei uma vez que do jeito que você se comporta com os outros Hashem se comporta com você. Agora vi isso na prática!
Cheguei na hospedagem do congresso. Acho que quando me cadastrei esqueci de colocar nas observações os meus 57 aninhos. Devo ter pensado mais na minha Alma que sou eu de verdade, do que no meu corpo de 57 aninhos que é uma simples vestimenta. Cada ano que passa a alma fica mais refinada e reluzente, cada vez mais jovem enquanto o corpo se torna uma roupa gasta. Me colocaram na parte de cima de uma beliche que não tinha nem escada. Todos lá eram Israelenses, eu era o único brasileiro. Já era meia noite e meia, o fuso horário deles era de seis horas mais tarde, todos já estavam dormindo e eu tentando fazer o possível e o impossível para conseguir subir naquela cama. No final Hashem me ajudou, e no lugar de eu conseguir subir no colchão, o colchão conseguiu descer! Acho que ele não tem esses 57 aninhos como eu, para ele foi mais fácil cair encima de mim do que eu subir encima dele (Se alguém acha que algum Israelenses acorda com colchão caindo, sem sirene nem nada, está enganado). No fim levei o colchão para a sinagoga da hospedagem e no lugar do quarto com oito pessoas tive o meu quarto particular (pelo segundo dia) Conclusão, depois de uma grande descida tem uma grande subida!

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Diário do Rabino (4)   23 de Cheshvan 5776 – 05/011/5776

Hoje acordei feliz e fui para o mikve. No caminho encontrei velhos amigos que estudaram comigo na yeshivá em Israel, um deles eu não tinha visto trinta e nove anos! Lembrei o nome de cada um e cada um se lembrou o meu nome, ficamos emocionados. Até no mikve alguém reconheceu a minha voz depois de trinta anos ( o que não é nada difícil porque eu continuo com a mesma voz meio fanha de sempre , narizinho libanês, alguma coisa eu tinha que herdar da minha mãe) . Fomos rezar na sinagoga do Rebe, o 770. Lá também encontrei velhos amigos e atualizamos as fofocas (Na verdade quem fofoca é mulher, homem não fofoca, homem faz importantes observações) O congresso começou! Entramos em uma fila para receber o crachá com o nosso nome e a palavra “Shliach” que quer dizer emissário. A centenas de anos cada aluno do Baal Shem Tov se responsabilizou em divulgar as fontes do judaísmo em uma região da Europa. O Rebe Yossef Ytzchak ultrapassou as fronteiras da Europa e mandou seus emissários para o norte da África. O Rebe Menachem Mendel (o Rebe de Lubavitch) ultrapassou todas as fronteiras e mandou seus emissários para o mundo inteiro! Isso é um Shliach, um emissário responsável por uma região, e esses emissários somos nós! Não precisa dizer que depois de receber o meu crachá, vesti ele com muito orgulho e….corri para o metrô…….Ainda ouvi um pai falando para o filho :- Olha, esse é um emissário do Rebe. O bairro inteiro está orgulhoso da nossa presença. Mas eu não tinha tempo para andar devagar e ver como todos olham para o meu crachá com respeito, tinha uma coisa muito importante para fazer, ou seja, a listinha de compras da minha mulher!!! Corri para a Atlantic Avenue, liguei para a Bracha quatro cinco vezes até descobrir uma loja chamada Target onde se compra um baby wipe por um dólar. Quando você vê lá o preço das fraudinhas entende porque todo político brasileiro tem conta na Suíça, e também se consientiza de que foi roubado sempre que comprou fraudinhas no Brasil! Fui com o meu crachá achando que estava bombando. Para a minha surpresa quando chego na Target só ouvia falar em hebraico e para onde olhava via alguém com um crachá como o meu. Agora entendi, os rabinos de Israel vieram com listinhas também e lá em Israel também se sabe aonde são as lojas mais baratas de New York! O tempo estava curto, voltei rápido para Crown Hights. O congresso abriu oficialmente com um show ao vivo de Avraham Frid e a entrega de um novo Sefer Torá para a sinagoga do Rebe. Dançamos com o Sefer Torá no meio da avenida principal, Eastern Parkway com um trio elétrico especial para entrega de Sefer Torá. A polícia parou a avenida para passarmos e a cidade inteira ficou sabendo que começou o congresso rabínico internacional!
Depois da festa tivemos um workshop com o rabino da Bolívia. Ele contou como é difícil ser um rabino em um país como a Bolívia, ensinar a ser honesto quando o exemplo de cima é a desonestidade, construir uma sinagoga com o dinheiro desvalorizando a cada dia, fazer projetos comunitários com doadores cortando doações a cada trepidação da economia do país . :- Um momento, disse eu, conheço essa estória de algum lugar! No fim perguntei à ele :- você tem certeza que não mora no Brasil?
A Rabanit Esther Harari Kushnirsky tinha me convidado para dormir na casa dela mas não precisei porque a coordenação da hospedagem do congresso me chamou na hora de recebermos os crachás, pediram desculpas por ter me colocado na parte de cima da beliche mas disseram que no ano passado eu estava na parte de cima e não reclamei. Disse que no ano passado tinha escada para subir na cama de cima e esse ano não. Eles novamente pediram desculpas e me deram o número de uma cama de baixo. Chegaram rabinos da França, muito cansados devido a diferença de fuso horário. Um deles viu aquela cama bonitinha e arrumadinha, com uma aparência de “ninguém dormiu aqui antes” e não deve ter pensado duas vezes. Cheguei no meu quarto à meia noite e…… A única cama livre era a de cima da beliche sem escada. Entendi que deve ser algum assunto espiritual , por mais que eu tente dormir em outro lugar acabo sempre voltando para esse. Chegou o jovem coordenador para fazer uma vistoria. Colocaram na entrada da casa um frigobar com leite, um boiler com água quente, café, açúcar, adoçante, tudo em ordem. O único problema da hospedagem era a minha cama. Ele não pensou duas vezes, teve uma idéia sensacional! Trouxe uma cadeira de plástico, e lá vou eu com meus cinquenta e sete aninhos e 129.99 quilinhos escalando a beliche…..
Dormi como uma criança (não sei se posso dizer o mesmo em relação ao rabino que dormiu na cama enbaixo da minha) acordei feliz, vi que estava com medo à toa. Aprendi com isso que com um pouquinho de persistência e muita ajuda de Hashem dá para resolver qualquer problema. Desci para fazer um cafezinho na entrada da casa e vi o rabino Tawil de S.Paulo acordado com uma cara de quem não dormiu a noite inteira. O que aconteceu? Perguntei.
Alguém roncou no meu quarto a noite inteira e não consegui dormir, respondeu ele. Aprendi mais uma coisa: Esse mundo não é o paraíso, as dificuldades são inevitáveis. Sempre temos que agradecer a D’eus por cuidar bem de nós porque sempre poderia ter sido pior!!!

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Diário do Rabino (5)   24 de Cheshvan 5776 – 06/011/5776

Acordei super feliz, pulei da beliche como se nada tivesse acontecido (o problema é só subir) e fui para o Mikve. Estava indo rezar no 770 quando chegou um grande ônibus preto e parou na porta da sinagoga. Alguém desceu fazendo uma chamada à todos os participantes do congresso para entrarem nos ônibus pretos . Tinha um monte de ônibus desses chegando e saindo . Subimos, ninguém sabia para onde iriam nos levar. Depois de muito tempo, chegamos à uma região de armazéns enormes e o ônibus parou na frente de um desses armazéns . Nos pediram para descer e entrar lá. O lugar, pelo seu tamanho e formato me lembrou muito uma estação de trem bem antiga e desativada. A diretoria do congresso finalmente encontrou um lugar propício para as palestras. Não tinham lojas naquela rua, uma região totalmente isolada, não tinha pra onde fugir…… seríamos obrigados a participar das palestras ! Entramos ! Na porta, seguranças de elite verificavam se a foto do crachá combina com a nossa cara (e eu que tantos anos não atualizei a minha foto, prá que? Mostrar que a barba ficou mais branca?). Passamos pela enorme e rigorosa segurança até entrarmos em um angar enorme com mesas e cadeiras para mais de duas mil pessoas. Nos quatro cantos haviam tendas brancas enormes. (Fotografei tudo o que vi e postei para vocês) Nos foi servido naquelas mesas um café da manhã com tudo de bom possível e imaginável, hotel de cinco estrelas! Depois desse “humilde cafezinho” escolhemos as palestras adequadas à nossas dificuldades. Eu escolhi uma palestra sobre arrecadação de fundos que por muitos anos tem sido o ponto mais fraco da nossa instituição. Sentei na primeira fileira para não perder uma palavra. A palestra começou. :- Alguém aqui é extremamente tímido?, perguntou o palestrante. Levantei a mão. Alguém aqui costuma adiar com frequência reuniões com doadores? Perguntou o palestrante. De novo levantei a mão. E assim foi, ele perguntava e eu levantava a mão, até que a cada pergunta dele todo mundo já olhava para mim como se esse fosse um diálogo particular entre nós dois . No fim ele explicou toda essa Tzedakafobia de acordo com a psicologia. Cheguei a conclusão que para mim ter sucesso em arrecadação de fundos vou ter que reprogramar todo o software da minha personalidade. Sendo que esse tema de arrecadação tinha sido classificado como psicologia, o próximo palestrante também falaria sobre psicologia.
A palestra começa, o palestrante, grande psicólogo judeu americano nos conta que o nosso povo desenvolveu um pessimismo cultural devido à nossa história cheia de guerras e perseguições, disse que sendo o nosso povo um povo pessimista por natureza temos mais propensão à depressão do que outros povos. Falou muito sobre a síndrome de burnout etc etc etc. Adormeci no meio da palestra. Sonhei, mordi o lábio no meio do sonho e acordei assustado. No fim da palestra fiquei na fila de espera para fazer perguntas, não sabia o que perguntar mas era só pra ele se sentir requisitado e esquecer que eu dormi a palestra inteira. Escapei antes de chegar a minha vêz. Depois do almoço peguei o ônibus preto de volta pra Crown Hights para receber o meu diploma. Graças à D’eus passei nas provas com mais de nove mesmo que com sete já daria para passar. Aquele friozinho na barriga só de pensar que agora eu vou ter um diploma assinado pelos dois rabinos chefes de Israel e pelos tribunais rabinicos dos Estados Unidos e Canadá , graças a D’eus passei nas provas e viajei para New York para receber esse diploma, daqui pra frente viro turista. Nos reunimos em um “petit comitê” com o tribunal rabínico da central Chabad internacional. Os organizadores do evento pediram para fazer uma foto da formatura. Cada um foi chamado pelo nome e aplaudido. Subimos com os nossos diplomas para tirar a foto, a maioria de nós já com barba branca mas sempre estudando e se aperfeiçoando e sempre com aquele mesmo friozinho na barriga quando passamos nas provas como se fosse a primeira vez! Comecei a suar, o coração bateu mais rápido, senti o que somos de verdade, somos Almas Divinas e nosso corpo é simplesmente uma roupa. A alma está cada vez mais jovem e reluzente mesmo em um corpo velho e gasto. Sempre que fazemos um novo estudo sentimos aquele friozinho na barriga como se essa fosse a nossa primeira formatura.
Saímos felizes com o diploma na mão, fui jantar no Kinus e de novo encontro amigos que não tinha visto vinte anos, graças a D’eus se tornaram grandes rabinos e um deles fez um workshop usando como exemplo histórias das minhas aventuras de vinte anos atrás, ninguém se esqueceu de mim! Terminamos a janta, alguém anunciou que todos os que tem crachá podem ganhar agora $100 dólares de um milionário de Crown Hights que vai dar cem dólares para cada emissário do Rebe entre nove horas e dez e meia. Corremos para lá e quando chegamos à casa dele já tinha uma fila enorme esperando. Na fila começamos a conversar, disse que era do Brasil.
:-Brasileiro? Exclamaram, Você deveria estar distribuindo dinheiro!
É isso que eu falei, perdemos o dinheiro mas não perdemos a fama de sermos grandes milionários! Talvez não sejamos mais ricos materialmente, mas espiritualmente nos tornamos cada vez mais milionários!!!
Shabat Shalom gente linda!
Rabino Gloiber Sempre correndo Mas sempre com você!!

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Diário do Rabino (6)   26 de Cheshvan 5776 – 08/011/5776

O Shabat estava uma maravilha. De noite rezamos no 770 com centenas de crianças, filhos de emissários do Rebe que vieram com seus pais para o congresso e foi organizado para eles tipo uma “colônia de férias”. Parte da programação dessa colônia era a reza de kabalat Shabat no 770 onde eles eram a parte principal. Depois dessa linda Tefilá fui jantar na casa de uma amiga da Bracha que se chama Tamar Lucki , uma família que todo Shabat convida muitos jovens de Israel que estudam aqui na yeshivá. A casa é pequena mas tem tanto lugar no coração que você se perde dentro dela ! Cada jovem que entra diz Shabat Shalom para a dona da casa e chama ela de “mami” ! Terminaram os lugares? mãe e filha tiram mesas dobráveis dos vãozinhos entre a estante de livros e a parede e milagrosamente novamente tem lugar para todo mundo! O genro faz o Kidush, a alegria é intensa. Tentei contar para os jovens um assunto da Parashá, mas todos queriam uma coisa mais “picante”, então contei para eles o lado oculto da Parashá. Todos ficaram de boca aberta ouvindo a Parashá do jeito que ela aparece no Zohar e nos livros do Ari Za”l. Pediram para mim voltar toda semana……. (Eu queeeeeeeeeero!!!)
De manhã rezamos no 770. Tinha tanta gente lá que se alguém caísse no chão continuaria em pé, ou seja, não tinha como se mexer. Fomos almoçar no enorme salão da escola Ohalei Torá . Velhos amigos me descobriram e atualizamos as fofocas, quero dizer ” trocamos importantes informações”. (Como contei para vocês antes, quem fofoca é mulher, homem compartilha importantes informações). De noite teve o “Melave Malca” no 770. Melave Malca quer dizer acompanhando a rainha,ou seja, festa de despedida para o Shabat que terminou . Uma pessoa tocava e dois grupos de cantores cantavam, um estilo lindo de música judaica antiga, rabinos e doadores falaram, todos elogiaram o nosso trabalho e disseram que não somos nós que viemos carregar as nossas baterias aqui em Crown Hights, bairro no Brooklyn que serve como quartel general internacional do movimento Chabad, mas é Crown Hights que carrega a baterias com a nossa presença! Continuamos fazendo bagunça noite à dentro e fomos dormir às duas da manhã!
Hoje de manhã acordamos cedo para fazer a foto do grupo que participou da congresso. Éramos simplesmente cinco mil rabinos do mundo inteiro. Levou três horas para nos organizarmos, trouxeram um drone (pequeno elicoptero) para nos fotografar. Quando saímos, as crianças tomaram os nossos lugares para a foto e em pouco tempo estavam organizados. Aprendi uma coisa, ficar velho não quer dizer “crescer”, as crianças demostraram que cresceram muito mais do que nós, bagunceiros de 57 aninhos!!

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Diário do Rabino (7)   29 de Cheshvan 5776 – 11/011/5776

O congresso terminou com um lindo banquete. Novamente fomos dormir bem tarde e acordamos bem cedo, abriram para nós a sala do Rebe, fomos aos túmulos para nos despedir e fazer os últimos pedidos, compramos as últimas coisinhas e fomos procurar um táxi. Éramos , milhares de rabinos voltando para centenas de lugares, todos os táxis de New York correndo para Crown Hights, congestionamentos, atrasos, mas finalmente chegamos ao aeroporto. Com cinco dólares dá para pegar um carrinho para levar as malas para dentro e esperar em uma fila kilométrica, ou com os mesmo cinco dólares (mas de caixinha) você faz um check-in na calçada da entrada e sai de lá com o cartão de embarque na mão dando um tchauzinho para a enorme fila do lado de dentro que não sabem que dá para fazer esse check-in lá fora. Eu também não sabia , só agora descobri isso , depois de tantos anos viajando para o congresso. Cheguei ao portão de embarque, rezei lá Minchá e Arvit e subi no avião. Dessa vez a aeromoça veio para mim com toda a lista de quem encomendou comida Kasher e perguntou o nome de cada um. Muitos brasileiros estavam voltando e conversando sobre um mesmo assunto, que agora uma viagem para a América é uma viagem de passeio mas não de compras. É que eles não compararam os preços da comida Kasher. Para nós judeus brasileiros uma viagem de qualquer motivo para a América é sempre um motivo para encher a mala de compra de supermercado! Uma aluna, (Tzadeket diplomada), Kattya Varas Tapia ,trouxe a minha esposa e a minha filha para me receber no aeroporto. Quando saí, minha filha veio correndo para mim e senti a alegria de voltar para casa e se recebido tão calorosamente pela minha família e aluna depois de uma semana de estudos intensivos, trazendo para o Brasil uma grande bagagem espiritual para distribuir para todos o ano inteiro. Entramos nos congestionamentos da cidade. Me lembrei de tudo que estudei, agradeçi à Hashem por ter me dado esse mérito de poder trazer para vocês toda essa bagagem espiritual. Um princípio da fé judaica é que o Mashiach vai chegar e resolver todos os problemas de Israel e do mundo. Isso é a profecia de que não temos como resolver sozinhos esses problemas. O Rebe disse explicitamente que nós somos a geração que vai receber o Mashiach. Quanto mais esse momento se aproxima mais os problemas se tornam insolúveis e mais nos consientizamos da nessessidade imediata da Gueulá. Os profetas disseram que quando Mashiach chegar o mundo ficará repleto do conhecimento Divino, haverá muita fartura paz e tranquilidade, daqui aprendemos que antes da Gueulá não haverá nem fartura, nem paz, nem tranquilidade com um “pequeno” acompanhamento de ignorância em relação ao conhecimento Divino. No Brasil isso não é simplesmente uma fé na profecia, mas já vemos isso com os próprios olhos. Aqui essas profecias já desceram para o mundo da realidade, por isso o principal da nossa Shlichut é preparar o mundo para a Gueulá que já está para acontecer.
Muito obrigado à todos que acompanharam a minha viajem, que Hashem dê à todos vocês e à toda a sua família muito sucesso,muita saúde,muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família.
Rabino Gloiber Sempre correndo Mas sempre com você

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A Sala do rebe

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Os Tzadikim sempre estão pedindo por nós, não precisamos nos preocupar com mais nada!!!

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Agradeço a todos que me apoiaram nessa difícil empreitada, à minha esposa Bracha Raika Gloiber que sempre abriu mão da minha atenção para que eu pudesse revisar os meus estudos e ao Sr Roberto Guttmann e linda família que me deram a oportunidade de fazer esta viagem para receber oficialmente o meu diploma.

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Rezando no 770

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Rezando no Minian do Rebe Em 770, ficou o antigo costume da sinagoga de abrir o caminho para o Rebe

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Começaram os workshops do congresso, colocaram a gente em um lugar que não dá para escapar, vamos ficar aqui o dia inteiro…

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Rabino Gloiber na América

Curso de escrita de Ketubót e para Guimel Tamuz!!

Pedidos feitos por Tzadik tem peso dobrado! — em The Rebbe’s Ohel.

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Casamento em Nova York

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Curso de Ketubot

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15/06/2015 – 28 de Sivan 5775

Rezando por vocês no túmulo do Rebe Anterior de Lubavitch, Rebe Yossef Itzchak

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Chegando Na América

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Congresso Rabínico  16 /02/2015 – 27 de shevat 5775

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Congresso Rabínico internacional 2014. ( 5775 )

Queridos amigos

Esse ano não tinha pensado em viajar para o congresso por motivos financeiros (graças a D’eus , só eu sofro disso).
Então por um motivo que vi como sendo um convite Divino , minha aluna Rivka Hadassa me comprou a passagem. Quando o bom D’eus traz uma coisa boa para alguém escolhe uma pessoa que merece ter esse mérito lá em cima para fazer por meio dela essa bondade. E assim a Verônica (Rivka Hadassa ) foi escolhida por Hashem para que eu participasse do congresso esse ano.
Saí de S. Paulo muito atordoado. Minha decisão (depois dos problemas que tive com o cartão da american express que não quiseram ter o mesmo mérito que teve a minha aluna Rivka Hadassa ) foi “economia total”. Não desperdiçar nem um centavo que não seja extremamente necessário !

A Viagem

Peguei o avião da uma da manhã. Sentei do lado da turbina e tinha deixado minhas tampinhas para o ouvido na mala. Virei de um lado pro outro na cadeira e não consegui dormir. A American Airlines não dá fone de ouvido, e o meu fone de ouvido.. . também estava dentro da mala….
Não tinha como ouvir uma musiquinha. As turbinas funcionaram bem o caminho inteiro (se tivesse dado alguma falha em alguma parte da noite eu já teria percebido) . De manhã, depois dessa linda noite encantada pegamos uma filha quilométrica na PF americana. Do outro lado do enorme saguão de entrada , para quem tinha passaporte americano ou europeu a fila estava vazia. Do meu lado na fila quilométrica estava o dono de uma construtora (pena que não era judeu). Ele comentou que os americanos querem o nosso dinheiro e as lojas de Manhattan estão esperando toda essa fila quilométrica, mas por outro lado não nos deixam morar nos EUA. Discriminação ! Alegou ele. Falei para ele não se preocupar, e como consolo disse a ele :- imagina se fora o fato de você ser brasileiro você também fosse judeu!!!!

Economia total

Saímos. Dois graus de temperatura, todo mundo foi para os táxis e eu… Fiquei esperando o ônibus. Graças a D’eus não estava sozinho, o ponto estava cheio de argentinos.

Graças a D’eus um argentino me ajudou e….. Depois de algumas tentativas subindo e descendo com toda a bagagem do ônibus descobrimos que tínhamos que pegar o air-train que é um metrô suspenso até a estação do metrô. Para a minha alegria o ônibus foi de graça e o Air-Trein também. Mal sabia eu que esse Air-Trein é pago na saída……. e custa cinco dólares! No Air-Trein conheci um casal de brasileiros que me reconheceram do avião e também estavam tentando economizar o dinheiro do táxi e chegar ao Broklyn de metrô. A mulher até tinha um mapinha de onde subir e onde descer. Eles alugaram um apartamento baratinho no Broklyn sem saber que naquela região existem bairros inteiros “ligeiramente” mal frequentados…….. Já comecei a entender que de vez em quando o barato sai caro…. 

O Air-Trein chegou à estação do metrô (e lá você paga os cinco dólares para sair e compra o bilhete do metrô). O casal de brasileiros tinha um passo a passo para ir trocando de metrô até eles me falarem um lugar que de lá eu tinha que trocar de metrô para chegar em Boro Park e de lá pegar um ônibus para Monsey. Como de costume eu me perdi, fui para Manhattan e voltei sem descer do metrô até que entrou um judeu religioso em alguma estação e perguntei a ele como chegar em Boro Park. Como de costume passei a estação que precisava mas consegui voltar, e a uma da tarde cheguei em Boro Park à uma da tarde depois de fazer um “City Tour” de quatro horas por baixo da terra!!!
Finalmente consegui descer em Boro Park. Andei um monte com as malas no meio da chuva até conseguir chegar no ponto do ônibus de Monsey. Um velhinho (acho que era Eliahu Hanavi ) perguntou se eu preciso de alguma coisa (na América onde as pessoas não se olham na cara, só pode ter sido Eliahu Hanavi ) .Disse a ele que estou esperando o ônibus para Monsey (na chuva) .Ele ligou para o filho dele que ligou para a companhia e descobriu que ainda iria levar uma hora para o ônibus chegar……. Agradeci de todo o coração e corri para procurar uma sinagoga para escapar da chuva. Finalmente o ônibus chegou!!!

Continua………………..

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Diário do Rabino  5772

Como nós já contamos, o Rabino Gloiber esteve participando do Kinus Hashluchim 5772. Trata-se de um encontro de rabinos, que acontece anualmente, em Nova York. Desta vez, de 23 a 27 de novembro, no Talmudical Seminary Oholei Torah, no Jewish Children’s Museum e no hotel Marriott.

Entre as atividades desenvolvidas na convenção, estão workshops, além de Farbrengen na tarde deste Shabat (dia 26) e, claro, muitos estudos.

Enquanto está na América, o Rabino Gloiber montou um diário, no qual nos conta o que anda fazendo por lá. Confira:

Dia 20 de novembro:
BS”D

Querido diário,
Hoje de manhã saí de São Paulo. Minha mulher chorou e eu fiquei muito comovido. Entrei no avião e fui rezando direto até a Colômbia!

Cheguei lá, rezei no aeroporto colombiano, coloquei minha bagagem no porta-bagagem, e aí que tudo começou:

Peguei o ônibus que nos tira do aeroporto (se chama opaim). Imaginei que a distância que ele percorre é pelo menos como a de Congonhas até o Centro de São Paulo e, depois de ter visto o prédio do aeroporto passar do meu lado cinco vezes, entendi que a distância não era tão grande assim!!!

Finalmente desci no ponto do ônibus e, Baruch Hashem, me virei muito bem no portunhol e até consegui descobrir que ônibus vai para a feirinha de coisas típicas colombianas! Mas antes de chegar no segundo ponto, descobri que o meu portunhol não estava tão bom assim… O motorista me pediu MIL E QUINHENTOS PESOS de passagem. Eu disse que não tinha tudo isso e uma mulher no ônibus ficou com dó de mim e me deu mil e quinhentos pesos de presente (eu, que estava acostumado com o peso argentino, que vale 50 centavos de real, me assustei quando fui cobrado) e descobri que um real vale… MIL pesos colombianos!!!

O ônibus me deixou no shopping mais luxuoso da cidade (e eu que achava que o meu portunhol estava bom) e me mostrou o outro lado da rua para voltar ao aeroporto. E assim foi que minha viagem para a Colômbia foi para o beleléo!!!!

Dia 21 de novembro
BS”D

Cheguei na segunda-feira de manhã em New York. Estava com a mala cheia de requeijão, paçoca, doce de leite, entre outros, para levar para a Raquel, que faz o belíssimo site da http://www.escolajudaicavirtual.org.

Eles tinham visto tudo pelo raio-X e, quando a mulher da imigração perguntou se eu estava trazendo alguma comida, eu respondi AMTALA BAT CARNABU (palavra cabalística para invisibilidade) e, milagrosamente, ela deve ter entendido que eu não trouxe os requeijões, os potes de doce de leite, as paçoquinhas e a mala cheia de comida!!! Ela não sabia que eu tinha essa frase preparada!!!! Simplesmente ela me esqueceu e continuou atendendo às centenas de pessoas que estavam na fila!!!!! A frase funcionou!!!!!!

Enquanto isso, chegou um avião de Israel. Encontrei um velho amigo, diretor de uma escola em Tzfat, que me deu o mérito de pagar o táxi para o cemitério, antes que chegasse alguém que pegasse esse mérito para ele. E o que são 20 dólares para quem acabara de chegar da Colômbia e pagar 1500 cada lado só para o ônibus (um lado foi doação!!)?

Agradeci pelo mérito e paguei o táxi. Chegamos ao cemitério Montefiori. Ele foi rezar no túmulo do Rebe Anterior e eu fui procurar um cafezinho com biscoitinho. Depois, tirei os sapatos, peguei a minha lista de nomes e fui pedir para Hashem ajudar a todas essas pessoas no mérito do Rebe Yossef Ytzchak, que está enterrado lá. Em poucos minutos, os brasileiros que estavam lá me reconheceram e começamos a atualizar as fofocas em voz alta, até que todo o ambiente no cemitério ficou muito animado!!! Todo mundo viu que os brasileiros tinham chegado e já não dava mais para curtir aquele ambiente ex-silencioso e fúnebre. O cemitério virou uma festa!! Encontrei um brasileiro que mora em New York, outro que estava trabalhando lá. Até me esqueci que estava no cemitério!!!!!!

Do cemitério, havia um ônibus gratuito até o 770 da Eastern Parkway, endereço do QG do movimento Chabad Lubavitch, em Nova York.

Continuei conversando no ônibus, para o espanto dos americanos, que tentavam em vão manter um ambiente de volta de cemitério. Para mim, um tzadik como o Rebe, está sempre vivo entre nós e a energia e alegria dele nos inspira constantemente. Os americanos não sabiam que o Reb Avraham tinha chegado e que, dali pra frente, quem quisesse ficar triste teria de se esforçar muito…

Enfim, chegamos ao 770!!! Maravilha da natureza, centenas de judeus entrando e saindo, rezas e estudo de Torá, paraíso terrestre!!!

Claro que encontrei muitos amigos e demos uma impressão errada, de que os brasileiros são muito barulhentos!!! UM brasileiro encontra UM amigo e centenas de pessoas param pra olhar!!!

Na sinagoga tem café com leite à la vonté e biscoitos idem. Imediatamente, fizemos um piquenique e, depois de atualizar as fofocas, fui procurar a HACHNASSAT ORCHIM. Maravilha do mundo judaico, meninos da Yeshivá organizaram acomodações para os rabinos do mundo todo. Recebi um envelope de boas-vindas com o endereço e as chaves do apartamento onde ia ficar. Quartos grandes com quatro camas, bolo, café etc. Eu era o único, por enquanto, mas a quantidade de docinhos de boas-vindas que tinha lá era para um exército. No mundo judaico pode faltar uma coisa ou outra, mas nunca comida!!! Decidi que vou começar o meu regime quando voltar ao Brasil!!!

Depois de encher a cara de docinhos, peguei um ônibus para Borough Park. Para o meu maior espanto, um grupo de judias ortodoxas, daquelas que vão todas equipadas com acessórios diversos, estavam conversando em português!!! Durante a meia hora que levou entre Crown Hights e Borough Park eu fui me atualizando pelo que elas estavam conversando e só antes de descer eu me despedi em português e deixei uma revista Veja para elas (pelo menos descobri onde encontrar as pechinchas!!!)

Cheguei à casa da Raquel (da Escola Judaica Virtual). Ela e o marido são verdadeiros gênios e estão fazendo um trabalho maravilhoso. As meninas são muito inteligentes. A mais velha, de 8 anos, sabia todas as Parshiot do Chumash Bereshit, e, depois que fiz a ela uma prova difícil e ela sabia tudo, tirei um dólar e disse para ela comprar alguma coisa na cafeteria da escola. Ela disse que não queria dinheiro. Perguntei a ela se havia alguma coisa que a mãe dela não tinha dado para ela, e que eu pudesse dar. Ela disse: “Sim! Quero que você e a Tia Bracha venham morar aqui”. Eu me emocionei tanto, que fiquei com lágrimas nos olhos e disse a ela: “Sorte que a tia Bracha não está aqui, porque se estivesse, com certeza já começaríamos a mudança”.

Dia 22 de novembro

Aprendi rapidamente a usar o metrô. Subir e descer… Só não sabia exatamente se estava descendo no lugar certo. E para confirmar o que já estava para mim óbvio (que errei o bairro), tentava perguntar para um americano onde realmente estou e, na maioria dos casos, a resposta era a mesma: “Pergunte a um guarda”. Por sinal, não havia nenhum no local.

Mas, já que o objetivo da minha viagem é o congresso rabínico, vamos deixar a “delicadeza” do povo americano para ser usada com muito sucesso no Iraque e etc, e voltemos para o que importa.

Horas e horas a Raquel e o marido me mostraram o que a Escola Judaica Virtual tem feito e cada vez me maravilhei de novo. Fizemos muitos acordos de cooperação mútua (eles fazem e nós usamos). E vi que a quantidade de material em português que eles têm disponível é enorme e de altíssima qualidade!!! Se vocês ainda não conhecem, acessem agora: http://www.escolajudaicavirtual.org
Você vai ficar de boca aberta!!!

Dia 23 de novembro

O congresso começou com um jantar maravilhoso, na qual eu repeti o frango o frango xadrez duas vezes (não vim para a América fazer regime quando tudo é do bom e do melhor e ainda de graça!!!)

Um rabino acabou de chegar e me trouxe uma carta muito importante para ler no Tziun (Túmulo do Rebe anterior de Chabad) e comprar vitaminas kasher para a mesma pessoa (lembrando que vitamina NÃO é remédio e, portanto, são aplicadas a elas as leis de kashrut). Também chegou o rabino Noach Gansburg, que acabou de me oferecer velas de chanuká para distribuir pela bagatela de R$ 4 reais (quem quiser patrocinar, me liga!!!).

Comemos, comemos, comemos e atualizamos todas as fofocas do Brasil. Encontrei amigos que estudaram comigo na Yeshivá de Kfar Chabad e que agora são grandes rabinos de cidades de Israel, como o rav Eliahu Assulin, rabino de Hadera, que ministra cursos de Brit Milá (circuncisão)!!! E o rabino Guili Hadad, da cidadezinha de Ilanit, que foi meu aluno. Outro aluno que me deu o maior orgulho foi o rabino David Shneiurson, de Itamar, na Cisjordânia. O rav David foi meu aluno quando tinha três anos de idade e aprendeu a ler comigo. Hoje, ele tem uma escola de meninas em Itamar. A história dele saiu nos jornais de Israel e vai ser um tema por si só logo mais.

Repeti a sobremesa algumas vezes e fui para a Hachnassat Orchim. A uma certa altura, percebi que era o único judeu na rua. Provavelmente a Hachnassat Orchim não gasta à toa o dinheiro da Tzedaká e o apartamento que eles alugaram está num lugar um pouco isolado. Na porta do prédio tinha um grupinho meio mal-encarado conversando num vozeirão, que até parecia eu conversando com um brasileiro dentro da sinagoga. Eles pensaram que eu não iria passar pelo meio deles!!! O que eles não sabiam era que eu tinha a segulá cabalística para invisibilidade preparada!!! Quando eu cheguei bem perto deles eu falei ÄMTALA BAT KARNABU (a partir dessa hora eu passaria despercebido no meio deles) eles falaram “Good night to you too”. E eu já estava dentro do prédio, sem ninguém perceber!!!!

Dia 24 de novembro

Esqueci a chave e não pude usar minha segulá cabalística para invisibilidade, tive de pedir favor para o mesmo grupinho mal-encarado de ontem à noite, para eles me abrirem a porta do prédio. Em 5 minutos já estava dentro do apartamento são e salvo com a ajuda dos jovens que, graças a D-us, sempre estão na rua à 1h da manhã!!!

9 comentários sobre “Diário do Rabino

  1. B”H
    Amei esse Diário do Rabino, é tão detalhado e cheio de sentimentos que literalmente conseguimos ver cada cena…..
    Nos emociona, nos faz rir, nos faz pensar, nos faz aprender!
    Muito Bom!!!!

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  2. Dear Rabbi and Rebbetzin,

    I am writing from Israel in the hope to get several people to join us for prayers for our family friend Daliya.I her youth she worked as a teacher and sadly her beloved son and husband passed away tragically.A year ago Daliya was unfortuanately diagnosed with cancer.She has been undergoing treatment as to be expected she is weak and tired.But marching forward like a true trooper.I just feel if we could get prayers strengthening her this especially at this time of year with the King in the field,if you could share tehilim for her,meshaberach or a dedicated lesson here and there and candle lighting,it would be very very appreciated. I feel hashem in my youth made Daliya my Shaliach and due to her advice I approached a Docter for a specific check up and this technically discovered a problem that was operated on and as the docters said was Little less of a Chanauka miracle and as the Rebbe said Z”L we are all shlichim IYH and in this light to save a soul is to save the world imagine if the whole world is praying for one soul the unity reaching and blessed by Hashem and if you could share in prayers with us untill Hoshanna Rabbah that will be really great cool, .I specifially state a date so one does not get to a moment in space and in time thinking now what is with this lady,i dont want that loss of connection and target orientation set to pray untill the end of succot.Full steam ahead.If you happen to know more people around the world,Please ask them to join us untill the end of Succot/Hoshanna Raba to pray for Refuah Shleimah and Mehira for Daliya Bat Batya betoch Shear Cholei Yisrael.

    Shanah Tova andThanks very much.

    G-d Bless,Always.

    Gideon

    Curtir

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