Kashrut

Porque temos que comer Kasher?

Somos um conjunto de uma Alma espiritual eterna dentro de um corpo material.

Tudo nesse mundo tem corpo e Alma e quando comemos alguma coisa estamos unindo o lado espiritual disso com a nossa Alma. Quando um animal falece paira sobre o ele um espírito impuro e se comermos esse animal essa vitalidade impura vai nos puxar para baixo. Quando esse animal passa por um abate Kasher paira sobre ele uma vitalidade espiritual pura que temos a capacidade de elevar e por isso podemos comer o animal porque dessa maneira elevamos a vitalidade dele que ele não conseguiria fazer sozinho. Essa é a principal diferença entre uma comida Kasher e uma não Kasher, e isso acontece mesmo se a pessoa não está consciente do que está comendo, por isso temos que verificar sempre se o que estamos comendo é Kasher

Sites recomendados

http://www.bdk.com.br

http://www.bka.com.br

A palavra hebraica kasher significa “apropriada” e pode ser utilizada em variadas situações. Quando é usada para a comida, significa que é permitida pelas normas judaicas de alimentação, que são supervisionadas pelo rabinato.
Produtos industrializados que foram verificados pelos rabinos de S.Paulo se encontram no site BDK e no site BKA
O principio básico da cozinha kasher é jamais misturar carne e leite, assim como seus derivados, em uma mesma refeição. Até mesmo as louças utilizadas são distintas. Depois de beber leite, é permitido ingerir carne, após assepsia. Já consumir leite após a carne, só após o prazo de seis horas. Além disso, é proibido consumir a carne de um animal morto por causas naturais, por um carnívoro ou vítima de morte violenta e beber o sangue de um animal. Assim, segundo as leis da kashrut, o sangue da carne deve ser extraído da seguinte maneira: deixa-se de molho na água. Depois, a carne deve ser salgada. Por fim, ela deve ser lavada cuidadosamente.

Também é proibido: Comer a carne de animais que não sejam ao mesmo tempo ruminantes e com casco fendido como, por exemplo, porco e coelho.

Proibido – Comer peixes sem escamas nem nadadeira dorsal, como bagre, pintado e cação;

Proibido – Comer frutos do mar e moluscos. Assim, não fazem parte da dieta Kasher o camarão, caranguejo e a lagosta;

Proibido – Comer aves selvagens e as predatórias. A kashrut prioriza a natureza não agressiva.

Proibido – Comer seres que rastejam sobre seu ventre, assim como répteis em geral, insetos, anfíbios e roedores.

O que é PERMITIDO
– Comer carne de animais ruminantes e com o casco fendido, como gado bovino e carneiros. Mas esses animais devem ter sido abatidos de acordo com as normas da kashrut, que, entre outras, diz que a faca perfeitamente afiada deve cortar de um só golpe a tranqueia, o esôfago, as artérias carótidas e a veia jugular. Isso levaria o animal a perder instantaneamente a consciência e não sentir mais nada até o fim do processo, o que evitaria o sofrimento;

– Comer peixes que possuam escamas e nadadeiras, como salmão e sardinha;

– Comer determinadas aves domésticas, como galinha, pato, peru e ganso;

– Misturar produtos parve (os que não têm ingredientes oriundos da carne ou leite), com a própria carne ou leite;

– Ingerir vegetais, frutas, grãos e cereais, mas há que se ter cuidado com insetos e vermes. Por isso, esses alimentos devem ser meticulosamente supervisionados. A inspeção chega a ser feita em mesas de luz, para retirar qualquer impureza ou mesmo rastro de caminhos percorridos por algum inseto.

Produtos Industrializados:
O que fazer, então, ao ir a um supermercado e ver tantos produtos nas gôndolas? Simples!
Nos sites da BDK (http://www.bdk.com.br) e da BKA (http://www.bka.com.br) há uma lista com produtos kasher, que estão liberados para consumo.

Casherização de utensílios

É possível casherizar utensílios usados para que se tornem casher, sem a necessidade de adquir outros novos.
Seguem os procedimentos necessários:

Formas para bolo e assadeiras: devem ser casherizadas pelo processo de libun, ou seja, queimadas no fogo até a incandescência. Normalmente, estes utensílios não suportam o libun, portanto, não devem ser casherizados.

Fogão: se possível, as grelhas devem ser trocadas. Caso contrário devem ser aquecidas até a incandescência (processo de libun). A mesa do fogão deve ser bem limpa e casherizada posteriormente com irui, i.e., derramando água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue a ferver. As bocas devem ser bem limpas e o fogo aceso no máximo, para eliminar resíduos de alimentos. Os botões de gás devem ser retirados e limpos.

Fogão elétrico: deve ser aceso na temperatura máxima até a chapa se avermelhar. Sobre a mesa restante é feito o irui, jogando água fervente e passando sobre a água, pedra ou ferro incandescente.

Forno: as grades devem ser aquecidas até a incandescência. O forno deve ser bem limpo utilizando-se produto removedor de gordura. Em seguida deve permenecer aceso à temperatura máxima, por duas horas. Se possível, deve-se colocar carvão para ser aquecido, até virar brasa.
Há dois tipos de fornos auto-limpantes: o que alcança 500ºC, se autocasheriza ao ser limpo na temperatura máxima, por um ciclo completo. O que não atinge esta temperatura, deve seguir a limpeza do forno convencional.

Forno de microondas: deve ser limpo internamente com produto de limpeza e permanecer 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente com água filtrada, ligando o forno até que bastante água evapore.

Pias: cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Pergunte ao rabino como proceder.
Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas com irui. Para tanto, a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa. Joga-se no ralo, produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de alimento. Em seguida, seca-se a pia. Posteriormente é despejada água fervente, ainda borbulhante, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc. Enquanto despeja-se a água, deve-se passar sobre a pia, pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.

Liquidificador, batedeira, multiprocessador: o motor deve ser bem limpo. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador e novas pás e tigelas para batedeira devem ser adquiridas ou pode-se casherizar os antigos com hagalá.

Geladeira e freezer: devem ser descongelados e as paredes internas, prateleiras e gavetas limpas com pano úmido e produto de limpeza.

Armários: devem ser bem limpos interna e externamente.

Mesas e bancadas: se possível, deve-se jogar água fervente como na pia. A mesa de jantar, sobre a qual não se coloca nada quente diretamente devido ao perigo de ser danificada, basta limpar bem. A mesa do cadeirão de crianças também deve ser casherizada.

Toalhas de mesa e guardanapos: devem ser bem lavados e as bordas escovadas para retirar possíveis resíduos.

Pratos e talheres: Deve-se ter pratos, talheres, etc., com cores ou formas diferentes para leite e carne.

Todo o processo deve ser feito sob supervisão de um rabino competente, conhecedor das leis a fundo.

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Professor Doutor Yossef vestido de grand cheff em emocionante aula prática e caloroso debate em Taubaté.

ESTUDO POR QUESTÕES DE AVALIAÇÃO SOBRE CASHRUT

Questões desenvolvidas por Professor Doutor Yosef Zait ben Avraham em Elul 5772, analisando-se o livro Cashrut e Shabat na Cozinha Judaica 3a edição escrito pelo Rabino Shamai Ende e publicado pela Editora CHABAD em 2006.

Para melhor definição de como foi formulada a pergunta, cada pergunta apresenta-rá três divisões, inicialmente apresentaremos qual o trecho do livro em foco, em cor cinza, depois a pergunta formulada em cor azul, e a resposta que aparentemente se mostra mais adequada em cor verde.

Este estudo não isentar o estudo do livro, sendo apenas um apoio didático em referência a pontos evidenciados durante a leitura do autor do questionário.

Capítulo 1 – Cashrut

Trecho :“Todas as mitsvot que cumprimos, devemos fazê-lo apenas para servir a Dʼus e cumprir Sua vontade, independentemente e acima de nossa compreensão. No entanto, Dʼus nos possibilitou e autorizou entendermos alguns motivos lógicos para cumprirmos as mitsvot com mais empolgação. ” ( Página 09 )

Pergunta: Por que devemos manter uma alimentação casher?

Resposta: Por obediência a D’us, melhor ainda quando por obediência e amor, porém qualquer outro motivo pode ser interessante mas é secundário a este.

Trecho: “Dʼus criou os seres do mundo em quatro níveis: a) mineral; b) vegetal; c) animal; d) ser humano. Cada um foi criado para se elevar e alcançar um nível espiritual acima daquele em que foi criado, aproximando-se desta forma do Criador. ” ( Página 11 )

Pergunta: Quantos e quais os níveis entre os elementos e seres que D’us definiu para os seres deste mundo?

Resposta: Quatro, mineral, vegetal, animal e ser humano;

Trecho: “A carne do animal casher pode ser ingerida, pois provém da quebra do sangue que o ser humano tem força para elevar; também o leite pode ser ingerido. Mas no momento em que carne e leite se misturam volta-se à composição sanguínea original, de severidade, que faz mal à alma humana. ” ( Página 11 )

Pergunta: Por que não comer carne com leite, ou vice-versa?

Resposta: Uma vez que a excelência do sangue se separou em carne e leite, quando ingeridos ou misturados eles voltam a ser sangue, não em aspecto físico, mas na essência de sua criação, subvertendo a alma de quem consumir.

Trecho: “A proibição contra o consumo de sangue é interpretada como sendo uma precauçãocontraa transferência das tendências animalescas para nós mesmos. ” (Página 13 )

Pergunta: Qual a principal característica adquirida por um ser humano que consome sangue?

Resposta: Passa agir de forma violenta e animalesca; rejeitando seu nível de ser humano e se posicionando ao nível animal;

Capítulo 2 – Carne e aves

Trecho: “A carne deve ser de um animal que rumina e possui cascos fendidos.” ( Página 14 )

Pergunta: Quais as características observadas em um animal pra ser classificado como casher?

Resposta: Possuir casco fendido e ruinar, sendo as duas características obrigatórias;

Trecho: “As aves casher são identificadas por uma tradição transmitida de geração para geração e é universalmente aceita. A Torá especifica as aves que são proibidas, incluindo todas as aves de rapina ou que se alimentam de carniça. Entre as aves casher estão incluídas as espécies domésticas de pomba, frangos, patos, gansos   e perus. Aves que não tem tradição de casher ou não são conhecidas como casher não podem ser ingeridas .” ( Página 14 )

Pergunta: Quais aves são permitidas ao consumo cosher?

Resposta: As conhecidas pela tradição como espécies domésticas de pomba, frangos, patos, gansos e perus.

Pergunta: Quais aves não são permitidas ao consumo?

Resposta: Aves de rapina, qualquer outra se alimentam de carniça, ou que não seja conhecida como casher pela tradição;

Trecho: “O animal ou ave deve ser abatido e examinado de acordo com as normas alimentares da Torá por um shochet, um magarefe perito e altamente treinado no abate casher. ” ( Página 14 )

Pergunta: Qual é o nome do profissional responsável pelo abate casher adequado as leis judaicas?

Resposta: Shochet.

Trecho: “Se for enviado carne e frango mesmo de açougue casher para um judeu por intermédio de um não-judeu (motorista, empregada, etc.) ou se estiver na propriedade de um não-judeu sem supervisão, não é casher, salvo se estiver devidamente embrulhada e lacrada com o lacre de casher inviolável. Isto é válido até para alimentos processados, mesmo se enviados de estabelecimentos casher. Qualquer dúvida deve-se perguntar a um rabino competente. ”( Página 15 )

Pergunta: Qual cuidado deve se tomar ao comprar um alimento casher da mão de um não judeu?

Resposta: Verificar se a mercadoria está devidamente embrulhada e lacrada com o lacre de casher inviolável.

Trecho: “ Shechitá – O abate ritual de um animal casher, um processo regido a cada passo por uma série de leis complexas, é executada por um shochet, um homem temente a Dʼus, que cumpre rigorosamente as Leis da Torá e que possui um alto grau de destreza nas leis e práticas da shechitá. Sua rapidez e precisão, juntamente com uma lâmina perfeitamente lisa – a qual é exigida pela Lei Judaica – fazem o animal casher. ” ( Página 15 )

Pergunta: A carne de um animal casher abatido de qualquer forma pode ser considerada casher?

Resposta: Não. Mesmo o animal sendo classificado como casher, existe um processo adequado de abate e limpeza desta carne pra que ela seja considerada casher.

Pergunta: Qual é o nome do ato de abater um animal casher seguindo as leis judaicas?

Resposta: Shechitá;

Trecho: “Melichá – A imersão e o salgamento da carne depois que todas as veias e gorduras proibidas foram retiradas é também conhecida como “casherização”. O processo de casherização consiste dos seguintes passos: lavagem preliminar, imersão, salgamento e tripla lavagem. A carne é salgada dentro do período de 72 horas após o abate. O fígado não é casherizado da maneira habitual, porém grelhado separadamente em fogo exposto. Ambos os 16 CASHRUT E SHABAT NA COZINHA JUDAICA processos servem para remover os últimos traços de sangue da carne.” ( Página 15 )

Pergunta: Qual o principal objetivo da casherização (imersão e osalgamento) de uma carne?

Resposta: Retirar qualquer traço de sangue presente na carne;

Trecho: “Prazo de 72 horas – O processo completo de casherização deve ser realizado dentro de 72 horas a partir da shechitá. Se isto não for possível, a imersão da carne deve ser iniciada antes que se passem as 72 horas, ou a carne deverá ser bem lavada neste prazo. Se a imersão foi feita dentro do prazo de 72 horas, mas não foi possível passar ao próximo passo (o salgamento) até um tempo posterior (e por enquanto a carne secou), o processo de casherização deve ser refeito desde o início, a começar pela imersão. Isto deverá ser realizado dentro de mais um prazo de 72 horas (i.e., depois de completada a primeira imersão) ” ( Página 16 )

Pergunta: Qual o prazo máximo que deve durar desde o inicio ao final de
todo processo casherização?

Resposta: 72 horas.

Trecho: Casherizando aves … ( toda página 15 e 16)

Pergunta: Quais as partes que devem ser retiradas de uma ave antes da
casherização?

Resposta: Penas , cabeça, goela, traqueia, veias brancas do pescoço , pontas das asas , pontas dos dedos e unhas , e todas as viceras também conhecidos Brasil como miúdos;

Trecho: “O fígado de boi ou de aves não pode ser casherizado por imersão e salgamento. Devido ao alto conteúdo de sangue no fígado, o salgamento não é suficiente para extrair o sangue. Portanto, o fígado só pode ser casherizado por um processo especial na grelha. Sob certas circunstâncias, outros tipos de carnes e aves também podem ser casherizados segundo este método. O fígado deve ser grelhado dentro das primeiras 72 horas após a shechitá. Se passar deste prazo, ainda poderá ser casherizado na grelha, mas depois não poderá ser reaquecido de forma a utilizar-se de seus próprios sumos, como por exemplo, frito em óleo, cozido, refogado ou aquecido no forno embrulhado em folha de alumínio.
Portanto, ao comprar fígado, deve-se perguntar a hora da shechitá, para determinar se pode ou não ser cozido após ter sido grelhado.  Mesmo se o próprio açougueiro grelhou o fígado, deve-se indagar se foi casherizado dentro das 72 horas após a shechitá.” ( Página
21 )

Pergunta: Por que o figado não é casherizado por imersão e salgamento?

Resposta: Pois só salgando e imergindo, não conseguimos extrair o sangue
do figado.

Pergunta: Como se casheriza o figado?

Resposta: Lavando e grelhando por todos os lados dentro do prazo de 72
horas após o abate.

Trecho: “Relação de anormalidades – Muito embora carne e frangos casher sejam cuidadosamente verificados pelas pessoas que os processam para assegurar que estejam livre de doenças ou de ferimentos graves, ocasionalmente podem ocorrer descuidos. Algumas anomalias específicas incluem: um crescimento anormal do animal, ou um órgão a mais, faltante ; ou deformado; ossos quebrados ou deslocados ou uma aglomeração incomum ; de sangue em qualquer órgão, que pode indicar algum dano ao animal; sangue, pus ou mancha ao redor da coxa ou de qualquer ferida; uma coloração anormal de qualquer órgão; um amolecimento incomum dos tecidos de qualquer órgão; qualquer matéria estranha (como pedra, agulha ou pino) encontrados no interior do animal. Se for notada qualquer anormalidade aparente na carne ou na ave, um rabino competente deve
ser consultado. Estes problemas podem tornar toda a carne ou o frango não-casher. ” ( Páginas 22 e 23 )

Pergunta: Quando for encontrada qualquer anormalidade em uma carne, o que
deve ser feito?

Resposta: Deve se considerá-la não casher, em caso de dúvida um rabino
com a experiência de avaliar carnes e com conhecimento em cortes
deverá ser consultado.

Capítulo 3 – Leite e carne

Trecho: A proibição de misturar carne com leite proibição, “não cozerás o cabrito no leite de sua mãe”, está descrita três vezes na Torá (Shemot XXII:19; XXIV:26; Devarim XIV:21). Nossos Sábios concluíram disto a proibição de: a) cozinhar, b) ingerir e c) tirar proveito da mistura de carne com leite. Assim deve haver uma separação total entre leite e carne Carne abrange não apenas carne ou aves in natura, mas produtos com ingredientes com carne de mamíferos ou aves casher, como salames, sopas, molhos, etc. Por leite entenda-se qualquer de seus derivados, como queijo, manteiga, etc., e chocolates e doces com leite. ( Página 24 )

Pergunta: Quantas vezes aparece o trecho “não cozerás o cabrito no leite de sua mãe” na Torá? E qual a conclusão disso?

Resposta: 3 vezes; Nossos Sábios concluíram que não se deve cozinhar, ingerir e tirar proveito da mistura de carne com leite.

Pergunta: O que se entende por carne e por leite?

Resposta: A carne, o leite, e qualquer derivados, ou produto que utilize esse derivado de  qualquer um dos dois, por menor que seja sua porção;

Trecho: “Os alimentos que não são nem de carne nem de leite (neutros) são chamados de parve. Isto significa que não contêm carne ou leite nem seus derivados, e que não foram  cozidos ou misturados com nenhum alimento de carne ou de leite. Peixes, ovos, frutas, hortaliças, grãos, cereais e sucos naturais, não processados, são alimentos parve comuns.  Outros alimentos parve incluem massas, refrigerantes, café, chá e muitos tipos de balas e
petiscos. Os alimentos parve podem perder sua condição neutra se processados em equipamentos usados para laticínio, ou quando são utilizados aditivos. O rótulo pode não fornecer informações sobre este processamento. ( Páginas 24 e 25 )

Pergunta: O que é parve?

Resposta: São alimentos que se misturados não reconstituem a essência de sangue, então entende-se como alimentos que não são carne ou leite, nem seus derivados, podendo entender como alimentos neutro.

Pergunta: Peixe é carne?

Resposta: A carne de peixe de escamas com nadadeiras é considerada parve, os cuidados de cashrut se dão a mamíferos e aves;

Pergunta: Quando o parve deixa de ser parve?

Resposta: Quando o parve tem contato com carne ou leite, passa a conter que traços destes alimentos, por menor que sejam os fragmentos ou líquidos, o alimento deve ser trato como contendo o respectivo alimento;

Trecho: “Se um judeu cozinhou carne de boi, carneiro ou bode, com leite ou seus derivados, mesmo que não tenha intenção de ingerir a mistura, transgrediu uma proibição da Torá. Esta proibição vigora também quando a comida e a panela pertencem a um não-judeu, como por exemplo, na fabricação de remédios e cosméticos. ” ( Página 25 )

Pergunta: Um judeu, mesmo que não irá comer, pode cozinhar um estrogonofe pra um não judeu comer?

Resposta: Não, pois não é só comer carne com leite que é proibido, só de manipular juntos, já é proibido pela Torá.

Trecho: “Os produtos de carne não podem ser ingeridos junto com os de leite. Se alguém comer carne ou um alimento que foi cozido ou misturado com a carne (mesmo que esta não seja ingerida), deve esperar seis horas para ingerir leite ou alimentos cozidos ou misturados com leite. Este prazo é contado a partir do momento em que se terminou a ingestão do referido alimento, mesmo que a refeição em si ainda não tenha terminado e se continue a ingerir alimentos neutros (parve). ” ( Página 25 )

Pergunta: Quanto tempo após comer carne deve-se esperar para o consumo de
leite?

Resposta: 6 hora, a partir do encerramento do consumo da carne;

Trecho: “Ao ingerir leite ou derivados não há necessidade de esperar seis horas antes de comer carne; basta apenas enxaguar a boca, comer pão ou outro alimento seco e beber algum líquido.  Deve-se lavar bem as mãos para retirar qualquer vestígio do alimento anterior. O costume é, mesmo neste caso, esperar entre meia e uma hora antes de ingerir carne. ” ( Página 26 )

Pergunta: Após consumir leite, quanto tempo esperasse para o consumo da carne?

Resposta: Não é necessário esperar para consumir carne, basta um bochecho com água e comer um alimento parve acompanhado de bebida que não leite, porém costumasse esperar uma hora antes de comer carne.

Trecho: “Uma exceção para esta lei são os queijos duros, como parmesão, que demora seis meses para curar ou envelhecer, ou que contém vermes. Neste caso espera-se seis horas antes de comer carne, pois estes queijos deixam gosto forte na boca por muito tempo. ” (Página 26 )

Pergunta: Todos os derivados do leite são caracterizados como leite, então todos os derivados após consumidos esperasse apenas de 30min a 1 hora para o consumo de carne?

Resposta: Não, entendesse que os queijos duros demoram em seu processo de digestão e aroma, sendo assim, após o consumo de queijos duros, esperasse 6 horas para o consumo de carne.

Trecho: “Também é proibido ingerir carne sobre uma mesa que tenha leite ou vice-versa. Porém, é permitido colocar sobre a mesma mesa alimentos de carne e de leite, se ninguém estiver comendo, tomando o cuidado de um alimento não tocar ou espirrar no outro. ” ( Página 27 )

Pergunta: Alimentos de carne e leite podem dividir o mesmo espaço a mesa?

Resposta: Sim, porém os cuidados são tantos a serem tomados para que os alimentos não mantenham contanto, que costumasse proibir o consumo destes por durante sua manipulação haver grande risco de contato.

Trecho: “A princípio, é proibido carne tocar em laticínios, mesmo que ambos estejam frios. Caso haja o toque, o local deve ser bem lavado e todos os vestígios retirados. ” (  Página 27)

Pergunta: Se a carne encostar no queijo em um congelador deixam de ser
casher?

Resposta: Não, se não foi intencionado, basta retirar qualquer vestígio
do outro alimento que continuarão casher.

Trecho: Se um pedaço de carne ou gordura de carne caiu dentro de leite quente (acima de 45°C), tanto a carne como o leite ficam proibidos, a não ser que a quantia do leite seja 60 vezes maior do que a carne; neste caso, somente a carne fica proibida, enquanto o leite é
permitido, pois o gosto da carne fica anulado nesta quantia de leite, e não dá para senti-lo. A mesma lei se aplica ao leite que cair num cozido de carne. ( Página 28 )

Pergunta: Qual a tolerância de uma mistura acidental de carne com leite?

Resposta :Até 1 parte de 60 de carne no leite, ou leite na carne é tolerável, desde que não tenha sido intencional. Porém devesse retirar este fragmento caso ocorra.

Trecho: Se um alimento parve (como verduras ou água) foi cozido ou servido numa panela de carne, usada com carne nas últimas 24 horas, e ao mesmo tempo este alimento foi misturado com uma colher de leite, usada com leite quente nas últimas 24 horas, o alimento e os utensílios estão proibidos, e devem ser casherizados. Se um dos dois não foi usado nas últimas 24 horas com seus respectivos tipos de alimentos, tudo está casher, não sendo necessária nenhuma casherização. ( Página 28 )

Pergunta: Se um alimento parve é feito em uma panela de carne ele é considerado carne?

Resposta: Sim, ele tem de ser trado como se houvesse carne em sua composição se a panela foi utilizada a menos de 24 horas; caso a panela tenha sido utilizada a mais de 24 horas ele continua parve, mas costumá-se consumi-lo separado de alimentos com leite ou
utensílios de leite.

Trecho: “Como explicado anteriormente, devemos ter em casa utensílios separados para leite e carne, inclusive forno. Se um alimento que contém leite foi assado dentro das 24 horas em que se assou carne, o alimento não é mais casher e o forno deverá ser casherizado. Se já se passaram 24 horas do uso da carne e o forno está limpo, isento de sujeira ou gordura de carne, um alimento de leite assado nele fica casher, mas o forno deve ser casherizado antes de ser usado da próxima vez. ” ( Página 30 )

Pergunta: Variar instrumentos e espaços entre leite e carne, casherizando e utilizando após um prazo de 24 horas, qual o cuidado que se toma para não existir o risco de erro por esta prática, e qual a posição de nossos Sábios sobre isso?

Resposta: Que deve-se separar os espaços, instrumentos, panelas e todos os meios de manipulação do alimento de carne e leite, afim de evitar erros por distração;

Trecho: “Entre ashkenazim há um decreto que não se casheriza nenhum utensílio de carne para leite ou vice-versa. Esta proibição foi instituída para que a pessoa não se atrapalhe com a alternância. Assim, um forno já usado para carne não pode ser casherizado para ser usado para leite. O mesmo se aplica ao microondas. ” ( Página 32 )

Pergunta: Na cultura ashkenazim permite-se casherizar instrumentos e locais e utilizá-los após um prazo de 24 horas sem uso?

Resposta: Não. De nenhuma forma permite-se a utilização de instrumentos de carne em leite e vice-versa, nem por processo de casherização;

Trecho: Nossos Sábios proibiram assar pão com ingredientes de  carne ou gordura animal (mesmo casher), ou numa fôrma untada com gordura animal. A mesma proibição se estende para pão que contém  leite ou manteiga. Uma vez que pão costuma ser parve, se fizer pão de leite, a pessoa pode acabar ingerindo-o com carne ou vice-versa. Assim, normalmente, estes tipos de pão não são considerados casher e é proibido ingeri-los mesmo sem acompanhamento de alimento oposto. (Página 32)

Pergunta: Por que não se utiliza derivados de carne e de leite na composição dos pães?

Resposta: O pão normalmente acompanha outros alimentos e muitas vezes derivados de leite ou carne, o uso de gordura animal ou manteiga poderá confundir quem o consome, para evitar isso, proibiu-se a composição de pães com carne ou leite;

Trecho: “Há uma exceção para esta lei: se o pão é moldado num formato especial, pela qual é facilmente reconhecível, como pão de queijo, pão especial de leite para Shavuot ou pão de carne, então é permitido. Não adianta dar-lhe um formato especial após ser assado, pois na hora de assar já fica proibido e não é mais possível consertá-lo, i.e., ingeri-lo.” (Página 32)

Pergunta: Qual a possibilidade de compor um pão com ingredientes de carne ou leite?

Resposta: Desde que o pão fique explicitamente caracterizado que possui carne ou leite, pode-se, pois assim impedirá um possível engano por quem o consome, não induzindo ninguém ao erro.

Capítulo 4 – Peixes

Trecho :“O peixe não precisa ser ritualmente abatido e salgado (i.é., casherizado), como carne e aves. Somente peixes que têm tanto nadadeiras como escamas são casher. ”( Página 33 ).

Pergunta: Quais as características de definem se um peixe é casher ou não?

Resposta:Se ele tiver nadadeiras e escamas é casher.

Trecho :“Deve-se comprar peixe inteiro para ver as nadadeiras e escamas. Caso o peixe estiver cortado em postas, em filés ou moído, deve ser comprado somente de uma peixaria que vende exclusivamente peixes casher com hashgachá. Isto assegurará que as facas e outros utensílios sejam usados unicamente com peixes casher e que nenhuma outra mistura possa ocorrer. ”( Página 33 ).

Pergunta: A carne de peixe casher é sempre casher?

Resposta: Não. Por mais que um peixe seja casher, sua carne pode perder esta característica se for manipulada com instrumentos não casher.

Trecho : “Peixe e carne não podem ser cozidos, servidos ou ingeridos juntos, devido ao perigo de causar algum dano ao corpo. Esta é uma lei que nossos Sábios instituíram em benefício da saúde física não por cashrut. Entretanto, (diferentemente de leite e carne) podem ser ingeridos durante a mesma refeição, apenas usando pratos e talheres separados. Deve-se lavar a boca ou beber algo entre o peixe e a carne. ”( Página 34 ).

Pergunta: Pode-se comer a carne de peixe acompanhada carne bovina ou de aves?

Resposta: Sim, por mais que o peixe seja parve o acompanhamento pode ser sequencial e concomitante, deve sempre beber algo entre o consumo deles e usar pratos e talheres diferentes.

Trecho : “É proibido cozinhar peixe e carne juntos na mesma panela, mas se aconteceu a panela não precisa ser casherizada. O óleo no qual foi frito peixe não pode ser usado para carne. Deve-se tomar muito cuidado com os respingos do óleo, principalmente nas frituras. ”( Página 34 ).

Pergunta: Cozinhar peixe, carne bovina ou de aves, pode?

Resposta: Nem cozinhar e nem fritar, exite um grau de leniência em cozinhar na mesma panela, mas não juntos, já que o peixe é parve não é necessário casherizar uma panela onde foi feito o peixe.

Capítulo 5

Trecho : “Só se podem consumir ovos se tiver a certeza que vieram de aves casher, como galinha, pata, etc. Ovos de codorna e outras aves não-casher, não são casher.”( Página 36).

Pergunta: Ovos são casher?

Resposta: Só se for de ave casher.

Trecho : “É proibido ingerir ovos que contenham uma mancha de sangue. Vale frisar que neste caso não basta apenas retirar o sangue do ovo, mas todo o ovo não está casher devendo ser descartado. ”( Página 36).

Pergunta: O que descaracteriza um ovo de ser casher?

Resposta: Manchas de sangue presentes no ovo.

Trecho : “ Se no mínimo três ovos foram cozidos, não precisa casherizá-la, mesmo se encontrou sangue num ovo, pois fica anulado pela maioria. Por esta razão, costuma-se cozinhar três ou mais ovos ”( Página 37 ).

Pergunta: Existe uma tolerância de manchas de sangue nos ovos de aves casher?

Resposta: Sim, em 1 ovo pra três ovos cozidos permite-se uma tolerância.

Capítulo 6

Trecho :“A proibição de ingerir vermes e insetos Torá proíbe comer vermes e insetos, vivos ou mortos. Nossos Sábios dizem no Talmud que, ao ingerir um certo tipo de verme, a pessoa pode estar transgredindo até seis proibições. Portanto, antes de ingerir qualquer fruta ou verdura (ou mesmo peixe – que costuma ter vermes) é fundamental verificar tudo com cuidado para se certificar de que está isento de qualquer infestação.”( Página 38 ).

Pergunta: Qual cuidado que devemos tomar ao consumir qualquer fruta, cereal ou verdura classificado como casher?

Resposta: Verificar se não possui nenhum inseto, verme ou marcas, buraquinhos ou machucados que identificam a presença destes.

Trecho : “olhas – Todo tipo de folha, como alface, repolho, agrião, salsão, rúcula, espinafre, salsinha, cebolinha, etc., costuma estar infectado por vermes. Antes de usadas devem ser deixadas de molho por mais ou menos meia hora em água com vinagre, ácido acético ou germicida para matar os vermes. Deve-se colocar gotas de detergente na água pois o verme escorrega mais facilmente. Assim, é mais fácil removê-los posteriormente. A seguir, folha por folha (mesmo as pequenas), deve ser lavada em água corrente e examinada dos dois lados, contra a luz, para constatar que está isenta de qualquer verme.”( Página 38 e 39 ).

Pergunta: Como preparar uma salada casher?

Resposta: Deixar 30 min em vinagre, água sanitária ou hipoclorito de sódio e lavar
folha por folha, atenciosamente.

Trecho : “Grãos, Couve-flor e brócolis, Berinjela, Tomate, Farinha, Frutas, Peixe, Macarrão e Arroz” ( Páginas 39 e 40 ).

Pergunta: Quais cuidados tomar para não condenar um alimento casher?

Resposta: Deve-se armazená-lo de forma adequada. Porém mesmo que bem armazenado deve-se verificar minunciosamente qualquer alimento que vá se preparar, independente se ele não costuma possuir insetos ou vermes. Alimentos que costumam ter a presença de insetos ou vermes são normalmente abolidos da mesa de um observante, ou este terá que
dispensar uma atenção enorme em verificar milimetricamente o alimento. Os rabinos costumam proibir o consumo destes últimos por saberem que com a correria alguma distração pode ser cometida.

Capítulo 7

Trecho : “Vinho, mais do que qualquer outro alimento ou bebida, representa a santidade e a individualidade do povo judeu. É usado para a santificação de Shabat e Yom Tov e em festas judaicas. No Bet Hamicdash, o vinho era derramado sobre o Altar, juntamente com o sacrifício.”( Página 41 ).

Pergunta: Qual a importância do vinho ou extrato da uva nos serviços religiosos?

Resposta: O vinho é usado para santificação de todos os dias santos, e é um dos principais itens de qualquer serviço religioso, e deve ser tratado como um objeto sagrado, sendo mantido afastado de qualquer situação de não a de observação da torá. Uma vez que era que também era derramado junto ao sangue no altar a essência de santidade deste não se compara com uma outra bebida qualquer.

Trecho : “Qualquer subproduto que contenha vinho ou suco de uva, como vinagre de vinho, bala, geléia ou refrigerante de uva, conhaque e outras bebidas que possam ser destiladas ou misturadas com vinho, como licores, só poderão ser ingeridos quando possuírem supervisão rabínica confiável. Se forem fabricados por não-judeus não são
casher. ”( Página 42 ).

Pergunta: Em algumas cidades próximas temos as festas da uva, e varias pessoas recomendam a excelente qualidade dos vinho lá fabricados, qual é o limite máximo que poderíamos beber de vinho nestas festas?

Resposta: Nada, não se pode beneficiar de qualquer derivado de uvas se não fabricado por um judeu observante;

Trecho : “Um judeu que faça vinho em casa deve tomar cuidado para fazê-lo quando não houver a possibilidade de um não-judeu estar presente no local. Durante todo o processo de fermentação, o vinho deve permanecer em recinto fechado e selado, de preferência trancado onde um não-judeu não tenha acesso. Deve-se ferver o vinho o quanto antes, para não se ter problemas posteriores. ”( Página 43 ).

Pergunta: O que se deve fazer com o vinho, o quanto antes, pra que ele não venha ter problemas posteriores?

Resposta: Deve-se ferver o vinho o quanto antes, para não se ter problemas posteriores.

Trecho : “É permitido a um não-judeu preparar algum alimento que contenha uvas, como salada de frutas, hamantashen, etc., contanto que as uvas não sejam amassadas ou espremidas. Mas a liquidificação de uvas, mesmo misturadas a outras frutas, deve ser feita e servida somente por um judeu, com todo o rigor usado para o vinho. É bom lembrar que normalmente em bares ou lojas de sucos naturais serve-se suco de frutas batidas no liquidificador que podem conter alguns bagos de uva ou suco de uva. Esta bebida não é casher. ”( Página 43 ).

Pergunta: Se uma bebida, feita no liquidificador, preparada pelo não judeu contem uva, ela pode ser cosher?

Resposta: Não.

Capítulo 8 – Preparação de alimentos por um não-judeu

Trecho : “Nossos Sábios proibiram comer qualquer alimento cozido ou assado por um não-judeu (bishul acum), mesmo se todos os ingredientes forem casher e feitos em utensílios casher. O motivo destas proibições é porque nossos Sábios quiseram impedir que o povo judeu se assimilasse aos outros povos. Se um não-judeu convidasse seu amigo
para comer em sua casa, esta proximidade poderia provocar um aumento na assimilação e casamentos mistos. Se também fosse permitido comer algo cozido por um não-judeu, às vezes poderíamos comer comida não-casher que foi misturada ou cozida junto com o alimento que o não-judeu preparou, e este não cuidaria da alimentação casher como deveria. ”( Página 44 ).

Pergunta: Porque foram proibidas pelos nossos Sábios as refeições cosidas e realizadas em conjunto com os não judeus?

Resposta: Para evitar assimilações e leniências;

Trecho : “Para que um alimento cozido por um não-judeu seja proibido deve haver duas condições: a) Só é proibido o alimento que não seja comestível cru, sendo imprescindível ser cozido, como batata, carne, arroz, etc. Porém, frutas e verduras, que podem ser ingeridas cruas, como maçã, cenoura, pepino, pimentão, etc., não entram no problema de bishul acum, sendo permitidas (se não houver outros problemas de cashrut). b) Nossos Sábios só proibiram alimentos importantes, servidos em ocasiões especiais, que “sobem à mesa de reis”, para acompanhar o pão ou numa refeição. Alimentos simples, como sardinha em lata, não apresentam problema de bishul acum (se não houver outros problemas de cashrut).”( Página 45 ).

Pergunta: Quais as duas características para um alimento que não deve ser comido junto com um não judeu?

Resposta: Se os alimentos não podem ser comidos crus e forem sofisticados.

Trecho : “Entre ashkenazim, para a comida não ser bishul acum, basta que um judeu acenda o fogo onde será cozido o alimento; se o fogo já estiver aceso basta aumentá-lo. Se  o não-judeu cozinhar neste fogo, o alimento será casher. Portanto, na casa onde uma empregada ou cozinheira não-judia prepara o alimento, o fogo deve, obrigatoriamente, ser aceso por um judeu. Quem não teve este cuidado, deve casherizar todos seus utensílios de cozinha. ”(Página 45 ).

Pergunta: Entre os ashkenazim um alimento cozido por um não judeu pode ser casher?

Resposta: Sim, desde que o judeu ashkenazim acenda o fogo.

Trecho : “No forno elétrico não existe esta opção, pois a cada vez que o botão é ligado, é como se estivesse sendo aceso novamente. Aumentar o fogo, na realidade, significa ligar o fogo, pois desliga a resistência anterior e uma nova é ligada. Assim sendo, um judeu deve fechar a porta dos fornos modernos que se desligam quando a porta é aberta e se ligam novamente ao fechá-la.”( Página 45 ).

Pergunta: Um não judeu pode usar um forno elétrico e o alimento continuar casher?

Resposta: Sim, porém um judeu deve abrir e fechar a porta do forno.

Trecho : “Mesmo se um judeu acendeu o fogo, e o não-judeu está cozinhando, o mashguiach ou a dona de casa não deve deixar a cozinha e ir embora. Para ser considerado bishul Yisrael, é necessário que o não-judeu saiba que a qualquer momento o mashguiach ou a dona de casa pode entrar e surpreendê-lo. No caso da dona de casa que trabalha fora, é recomendável que apareça de surpresa em horários alternados, ou que outro membro da família o faça. ”( Página 45 ).

Pergunta: Se um judeu acendeu o fogo, ele sair da cozinha e deixar o não judeu cozinhando sozinho?

Resposta: Sim, porém ele deve se fazer presente em verificações aleatórias.

Trecho : “A proibição de bishul acum só recai sobre alimentos cozidos, assados ou fritos, diretamente no calor do fogo a gás ou elétrico. Os defumados, os cozidos no vapor e conservas não têm esta proibição. Alimentos cozidos no microondas também não têm proibição, uma vez que o alimento é cozido por ondas. ”( Página 46 ).

Pergunta: Só cozidos, assados ou fritos, são proibidos por bishul acum?

Resposta: Sim, só no que for feito sobre o fogo ou resistência elétrica.

Trecho : “Sob certas circunstâncias, as massas preparadas com ingredientes casher em uma padaria não judaica (não na casa de um indivíduo) podem ser permitidas. Este pão é chamado pat palter. As condições sob as quais pode ser consumido são:

• A panificadora  deve estar sob supervisão rabínica confiável para garantir que os ingredientes, utensílios e todas as substâncias que entram em contato com o pão sejam casher.

• Que pães pat Yisrael comparáveis a esses não estejam disponíveis. ”( Página 46 ).

Pergunta: Quando se pode comer um pão que foi feito em uma padaria não judaica?

Resposta: Quando não se tem a opção de pão assado pelo judeu e um um rabino houver certificado que todos os ingredientes que tenham sido usados são casher.

Trecho : “A Torá nos proibiu beber leite de animais não-casher, da mesma forma que proibiu comer sua carne, pois tudo o que é extraído de animal ou ave não-casher é como se fosse sua própria carne.”( Página 47 ).

Pergunta: Leite e ovo de animais não casher podem ser casher?

Resposta: Não, assim como a carne do animal não podem ser consumidos os ovos ou leite desses animais.

Trecho : “Por este motivo, nossos Sábios proibiram ingerir todo leite ordenhado por um não-judeu sem o acompanhamento de um judeu, pois suspeitavam que talvez este pudesse ter misturado leite de um animal não-casher. Mesmo que o não-judeu não possua animal não-casher e que hoje em dia praticamente não ocorra a mistura de leites, uma vez que este decreto foi feito por nossos Sábios, leite ordenhado por um não-judeu permanece proibido. Portanto, leite e todos seus subprodutos devem conter selo ou atestado no invólucro, constatando ser este chalav Yisrael (leite que foi ordenhado na presença de um judeu). ”( Página 47 ).

Pergunta: Por que foi proibido o consumo de leite ordenhado por não judeus?

Resposta: Pois o não judeu poderia misturar com leite de animais não casher.

Trecho : “Uma panela onde foi fervido ou esquentado leite ordenhado por um não-judeu (chalav acum) deve ser casherizada. Mesmo uma mistura que contenha este leite é proibida e também deixa os utensílios impróprios. Todos os derivados de leite como manteiga, iogurte, queijos, leite em pó, etc. feitos de chalav acum, são considerados proibidos.”( Páginas 47 e 48 ).

Pergunta: Se uma panela foi utilizada com leite ordenhado por um não judeu, o que deve ser feito?

Resposta:Deve-se casherizar esta panela antes de seu próximo uso.

Trecho : “Queijos duros feitos por não-judeu, além do problema de chalav acum apresentam outro mais grave, pois geralmente o coalho e fermento usados em sua produção evidentemente têm procedência de animal não-casher. Assim sendo, nossos Sábios proibiram qualquer queijo produzido por não-judeu, mesmo se leite chalav Yisrael, coalho vegetal, etc., foram utilizados. É considerado casher somente queijo produzido com supervisão rabínica durante todo seu processo.”(Página 48 ).

Pergunta: Qual o cuidado que se deve ter quanto a fabricação de queijos duros?

Resposta: Em não ter sido utilizado coalho de origem não casher e de ter supervisão rabínica;

Capítulo 9 – A mitsvá de hafrashat chalá separar parte da massa

Trecho : “Há um preceito positivo da Torá de separar parte da massa feita por um judeu de uma das cinco espécies de cereais: trigo, cevada, espelta, centeio e aveia. Este pedaço é denominado chalá (literalmente, um pedaço da massa, não confundir com o tradicional pão de Shabat, que também é chamado chalá). Pela lei da Torá, esse preceito só vigoraria em Israel, na época em que lá vivia todo o povo judeu. Porém, nossos Sábios instituíram essa mitsvá até nos dias de hoje, inclusive fora de Israel, para que o povo não se esqueça de como cumpri-la. ”( Página 49 ).

Pergunta: Por que deve-se tirar um pedaço da massa feita por um judeu, mesmo fora de Israel?

Resposta: Para não se esquecer deste preceito quando todos retornarem.

Trecho : “Quando o peso de farinha não atinge 1.200 g não é preciso separar chalá. Se a massa tem 1.200 g de farinha, a chalá deve ser separada sem recitar a berachá. A partir de 1.250 g de farinha, a chalá é separada com berachá. Há opinião rabínica de que é preciso uma quantidade mínima de 1.666 g de farinha para recitar a berachá.”( Página 50 ).

Pergunta: Quando se separa a chalá e quando se pronuncia a berachá?

Resposta: A partir de 1,25 quilos ou mais.

Trecho : “Não é permitido fazer uma massa com menos quantidade de farinha do que a exigida, apenas com o intuito de evitar a separação de uma porção da massa. Entretanto, se somente uma pequena quantidade de farinha (dos cinco tipos de cereais) estiver disponível ou exigida pela receita, não será necessário aumentá-la para cumprir a mitsvá de hafrashat chalá.”( Página 50 ).

Pergunta: Pode-se fazer menos massa para não ter que recitar a berachá?

Resposta: Não, é proibido fazer menos massa só para não ter que pronunciar a berachá.

Trecho : “Deve-se separar chalá também de bolos, biscoitos e qualquer massa assada, se possuírem a quantidade de farinha mencionada acima. Porém, no caso de massa líquida, não se recita a berachá. De preferência, deve-se separar a massa do bolo após assá-lo e queimá-la. ”( Página 50 ).

Pergunta: Qualquer massa que lembre pão, seja biscoito ou bolo, deve-se separar a chalá?

Resposta: Sim, somente se a massa for liquida deve-se separar após assado.

Trecho :“De massa feita para ser cozida ou frita (para pastéis, creplach, etc.) separa-se chalá sem berachá. ”( Página 50 ).

Pergunta: Massa de pastel separa-se a chalá?

Resposta: Sim, mas não se pronuncia a berachá.

Trecho : “Se vários pães foram assados e a chalá não foi separada ou feitos a partir de várias massas, sendo que cada uma tinha menos que a quantia exigida, porém todas juntas formam a quantia, deve-se colocar todos os pães num único recipiente (uma travessa, por exemplo), e retirar um pedaço como chalá em nome de todos. O mesmo ocorre com vários bolos ou caixas de matsot sobre as quais não retiraram chalá na fábrica (atualmente a grande maioria das fábricas casher já cumprem esta mitsvá). ”( Página 51 ).

Pergunta: Quando se tem diversas massas, retirasse a chalá de cada uma delas?

Resposta: Não, une-se em um único recipiente e retirasse apenas uma chalá.

Trecho : “A mitsvá de tirar chalá é privilégio da dona da casa, porém, no caso da mulher não estar presente, o homem deve fazê-lo. ”( Página 51 ).

Pergunta: Quem de ter a ação de separar a chalá?

Resposta: Preferenciante a mulher, porém em sua ausência o homem deve realizá-lo.

Trecho : “Pelo costume judaico, a quantidade de massa de chalá deve ser de 28 g (1 kezáyit), embora a Torá não estipule quantia mínima. Antes da retirada da chalá, recita-se a seguinte berachá: “Baruch Atá… asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu lehafrish chalá”. Em seguida, separa-se o pedaço da massa e fala-se: “Harê zô chalá” – ou em português, “Isto é chalá”). ”( Página 51 ).

Pergunta: Qual a medida de massa que deve ser retirado na chalá?

Resposta: 28 Gramas;

Pergunta: Quais berachá deve ser feita ao separar a chalá?

Resposta: “Baruch Atá HaShem … asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu lehafrish chalá”, e posteriormente à separação “Harê zô chalá”;

Trecho : “A chalá deve ser queimada até ficar quase carbonizada. Muitos costumam queimá-la no forno onde o pão será assado. Neste caso deve-se tomar cuidado para fazê-lo antes ou depois de assar o pão, nunca juntos. ”( Página 52 ).

Pergunta: O que se faz com o pedaço separado como chalá?

Resposta: Deve-se queimá-lo até carbonizar, porém separado da massa.

Trecho : “Entretanto, se a pessoa esquecer de separar a porção de massa antes do Dia Santo e só perceber o engano em Shabat ou em Yom Tov, ainda assim é possível usar os pães assados, da seguinte maneira: ao comer os pães, uma fatia de cada pão deve ser posta de lado.  Estes pedaços devem ser guardados até o término do Shabat ou Yom Tov. Uma pequena porção é então removida e queimada de cada fatia do pão reservado (dizendo-se a bênção, se necessário, i.e., se originalmente a massa tinha a quantidade certa), cumprindo assim a mitsvá de hafrashat chalá ”( Página 51 ).

Pergunta: Se esquecido a separação da chalá, o que deve ser feito?

Resposta: Deve-se separar um pedaço de cada pão assado com esta massa e quando possível queimá-lo.

Trecho :“Se a pessoa esquecer de separar a porção da massa antes de Shabat ou Yom Tov na Terra de Israel, não poderá ingerir este pão, nem utilizar o método descrito acima para hafrashat chalá. Deverá esperar até depois de Shabat ou de Yom Tov para usar o pão, quando a porção da massa poderá ser separada. Entretanto, se o pão tiver sido preparado e assado em Yom Tov, a porção da massa poderá ser separada conforme explicado acima. ”( Página 52 ).

Pergunta: Se na Terra de Israel, for esquecido de separar a Chalá e só no Shabat ou Yon Tov se tomar este conhecimento?

Resposta: Deverá se esperar o fim do Shabat para usar este pão.

Trecho : “Pães e massas que pertencem a um não-judeu, mesmo feitos sob supervisão rabínica, estão isentos de chalá. ”( Página 52 ).

Pergunta: Em um pão pertencente a um não judeu feito sob supervisão rabínica,se separa a chalá?

Resposta: Não.

Capítulo 10 – Alimentos provenientes de Israel

Trecho : “Terumá e maasser (presentes para aqueles que serviam no Templo Sagrado) – Quando o povo judeu se estabeleceu na Terra de Israel, doze tribos receberam uma porção de terra como herança para sempre. A décima-terceira tribo, Levi, composta de cohanim e leviyim, não recebeu porções de terra. Sua vida seria devotada ao Serviço de Dʼus no Templo Sagrado; não trabalhariam na terra. As outras tribos, conhecidas coletivamente como israelitas, receberam a incumbência de dar à tribo de Levi “os primeiros frutos do grão, da vinha e do azeite” (Devarim XXVIII:4) em forma de terumá (para os cohanim) e maasser (o dízimo para os leviyim). Além disso, uma certa porcentagem da colheita deveria ser destinada aos pobres (maasser ani) e outra ingerida somente em Yerushaláyim (maasser sheni). Mesmo hoje, frutas, verduras e grãos que crescem na Terra de Israel estão sujeitos às leis de terumá e maasser. Embora essas porções especiais não sejam mais consumidas, o alimento não pode ser ingerido até que as porções de terumá e maasser sejam separadas.”( Página 54 ).

Pergunta: Qual cuidado deve ser tomado no consumo de produtos colhidos na Terra de Israel?

Resposta: Só pode-se consumi-los se as leis de terumá e maasser foram atendidas.

Trecho : “Shemitá (um ano de repouso para a terra) – Cada sétimo ano em Israel é um ano sabático para a terra, assim como cada sétimo dia é dia de Shabat para o indivíduo, como está escrito: “Poderás plantar tua terra durante seis anos e recolher suas colheitas. Mas durante o sétimo ano deverás deixar a terra e retirar-te dela. Os necessitados dentre vós poderão então comer de teus campos… assim farás também com teu vinhedo e oliveira…” (Shemot XXIII:10-11). ”( Página 54 ).

Pergunta: De quantos em quantos anos não se deve plantar sobre a Terra de Israel?

Resposta: 7, descansando a terra no 7º ano.

Trecho : “Orlá (o fruto das árvores jovens) – Frutos que crescem nos primeiros três anos da vida de uma árvore são chamados orlá e não podem ser usados. Mesmo no quarto ano, aplicam-se restrições. Portanto, é necessário um hechsher para as frutas de Israel. Entretanto, quanto às frutas cultivadas fora de Israel, somente aquelas que são definitivamente conhecidas como orlá não podem ser usadas. ”( Página 54 ).

Pergunta: Pode-se utilizar um produto comprado que foi colhido na terra de Israel antes
que a arvore tenha 3 anos de idade?

Resposta: Não até os 3 anos de idade da árvore, não se pode consumir seus frutos.

Trecho: “Chadash – Todo produto feito dos cinco tipos de cereais – trigo, cevada, centeio, aveia e espelta – que foram plantados depois de Pêssach só podem ser ingeridos depois  que passar o próximo Pêssach. Se foram plantados e enraizados pelo menos quinze dias antes de Pêssach, já podem ser ingeridos a partir do momento em que foram colhidos, pois já passou um Pêssach sobre eles. ”( Página 54 ).

Pergunta: Após passar o Pêssach, plantou-se os 5 tipos de cereais( trigo, cevada, centeio, aveia e espelta), quando podemos utilizá-lo?

Resposta: Após passar o próximo Pêssach.

Capítulo 11 – Os vários tipos de hashgachá

Trecho : “Atualmente, o exame do rótulo deve se tornar um hábito para o consumidor consciente de cashrut, assim como para o consumidor  salutar. É necessário procurar o hechsher, a declaração da categoria do produto (se é de leite, carne ou neutro) e verificar se não existem ingredientes questionáveis enumerados no rótulo. Mas somente a lista de ingredientes, sem o certificado de cashrut, não pode ser usada para determinar se o produto é casher. Alguns fatores que podem tornar o produto não-casher são os seguintes: ………….. ”( Páginas 57, 58 e 59 ).

Pergunta: Por todos os cuidados a serem tomados, qual a ação que um judeu religioso deve tomar ao adquirir produtos casher?

Resposta: Procurar o selo de verificação por um rabino competente, pois desta forma estará garantindo-se que todas os cuidados foram tomados em sua colheita e fabricação.

Capítulo 12 – Casherização de utensílios

Pergunta: Para casherização, qual o prazo que o instrumento tem que estar limpo e sem uso?

Resposta: 24 horas.

Pergunta: Quais o dois principais processos de Casherização?

Resposta: A hagʼalá ou “esterilização” imergindo-o em água em ebulição e o irui, vertendo-se água fervente e passando em seguida um ferro ou pedra incandescente para a água borbulhar sobre o utensílio.

Pergunta: Pode-se casherizar instrumentos de carne para uso de leite e vice-versa?

Resposta: Não, é costume de dão utilizar instrumentos de carne com leite nem quando casherizados.

Capítulo 13 – Casherização da Casa

Pergunta: Como é o processo de casherização de um fogão?

Resposta: A mesa do fogão deve passar irui (derramando água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue a ferver ), as grades devem se possível serem descartadas ou passarem por processo de incandescência (libun). As bocas devem ser bem limpas e o fogo aceso no máximo. E o resto do fogão deverá ser bem limpo.

Pergunta: Um forno dispensa casherização?

Resposta: Somente se este ultrapassar os 500ºC.

Pergunta: Com realizara a casherização de fôrmas para bolo e assadeiras em geral?

Resposta: por libun chamur (incandescência ), ou devem ser substituídos.

Capítulo 14 – Imersão de utensílios no micvê

Pergunta: Quais utensílios devem ser imergidos em um micvê?

Resposta: Utensílio novo de metal (ouro, prata, cobre, chumbo, ferro, estanho) ou vidro adquirido de um não-judeu.

Pergunta: Se um utensilio foi utilizado com alimento não casher, o que deve ser feito ao adquiri-lo?

Resposta: Primeiro deverá ser casherizado para extrair o sabor da comida não-casher, que adquiriu anteriormente. E posteriormente imergi-lo no micvê.

Pergunta: Utensílios que não toquem o alimento tipo bandejas, necessita de tevilá?

Resposta: Não, porém se o alimento cair sobre este instrumento poderá inutilizá-lo.

Pergunta: Qual a berachá a ser feita para o utensilio?

Resposta: Baruch Ata HaShem, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav,
vetsivánu al tevilat kêli. (no plurao encerra-se) al tevilat kelim.

Capítulo 15 – Como honrar e ter prazer no Shabat

Pergunta: Quais os preparativos devem ser realizados para que o Shabat seja honrado?

Resposta: Dentro de suas possibilidades financeiras, deve-se vestir e e se alimentar com o melhor o possível, para isto deve-se durante a semana já planejar e adquirir os produtos que serão utilizados no Shabat para não ficar de última hora.

Capítulo 16 – Melachá Trabalho proibido em Shabat

Pergunta: A que são relacionadas as 39 avot melachot ?

Resposta: Aos trabalhos de edificação do Mishcan;

Capítulo 17 – Bishul Proibição de cozinhar

Pergunta: Quais alimentos são proibidos de serem cozidos no Shabat ou Yon Tov?

Resposta: Todos; é proibido cozinhar no Shabat, mesmo alimentos que podem ser ingeridos crus, como frutas e verduras.

Pergunta: Como manter os alimentos aquecidos no Shabat?

Resposta: Colocando-os sobre um chapa onde receberão o calor do fogo de forma indireta ou uma ou chapa elétrica; Porém deverão estar previamente cozidos;

Pergunta: Qual a temperatura que um alimento podendo estar, não poderá ser misturado um alimento cru, onde isso determinaria seu cozimento?

Resposta: 45ºC.

Pergunta: Os alimentos poderão ser recolocados, se ainda estiverem quentes, sobre a chapa do fogão ou elétrica, para permanecerem quentes, e no forno?

Resposta: Não se pode retornar os alimentos ao forno.

Pergunta: Quais os principais cuidados a serem tomados para se retornar a paneja sobre a chapa?

Resposta: Se a comida está completamente cozida e ainda quente.

Pergunta: Ao retirar uma panela do fogo, pode-se colocar nela outros alimentos frios?

Resposta: Desde que sejam alimentos secos que estejam completamente cozidos.

Pergunta: Pode ser preparados chá, café ou sopas e sobremesas instantâneas em Shabat e Yom Tov?

Resposta: Sim, pois irão se tornar liquidos, mas necessitam ser pós instantâneos onde não passem pelo estado pastoso.

Capítulo 18 – Borer Proibição de separar o indesejável dos alimentos

Pergunta: A melachá Borer, proibi selecionar objetos e alimentos, sendo assim o que fazer quando for comer uma salada porém não se suporta algum item?

Resposta: A seleção é pra separar o ruim do bom, porém pegar o que vai se comer é plenamente normal, o certo é selecionar o que se quer comer deixando o que não se quiser em seu lugar.

Pergunta: Como tirar a nata do leite em Shabat e Yom Tov?

Resposta: Para não haver caraterística de separação entre a nata e o leite se desfaz de um pouco de leite junto com a nata, descaracterizando a seleção e descarte do que é ruim.

Pergunta: Como selecionar a roupa que será utilizada no Shacharit?

Resposta: Na hora de se vestir escolhe-se visualmente a roupa e se pega a exatamente a que se vai vestir, evitando qualquer movimentação entre as demais dispostas no armario.

Pergunta: Como descascar as frutas no Shabat e Yom Tov?

Resposta: O correto é descasca-las no momento do consumo, de preferência com a mão o uma faca.

Capítulo 19 – Tochen – Proibição de moer alimentos

Pergunta: Pode se utilizar qualquer aparelho e moagem em Shabat e Yom Tov?

Resposta: Não, não é permitido denhuma forma de moagem, porém pode-se utiliza uma
faca para cortar em pedaços um alimento o suficiente para ingestão.

Capítulo 20 – Lash – Proibição de fazer massa

Pergunta: Sobre a proibição de fazer massa, não se pode fazer uma mistura de solidos e liquidos que passe pelo estado pastoso, como então se devem proceder as misturas de sólidos com liquidos?

Resposta: é permitido se a mistura ficar heterogênea, não ou que a mistura resulte em um elemento plenamente líquido, não passando pelo estado pastoso.

Capítulo 21 – Dash – Proibição de debulhar trigo e extrair suco de frutas

Pergunta: Em Shabat e Yom tov é proibido ordenhar animais e espremer frutas para retirar-lhes o suco, debulhar espiga de milho, separar feijão da vagem, retirar o amendoim da casca dura , descascar a película verde que encobre a casca dura das nozes e castanhas. Porém quais seriam as exceções a esta regra?

Resposta: É permitido expremer o limão sobre alimento sólido quando com o fim de tempero e não obter suco.

Capítulo 22 – Molid – Proibição de degelar

Pergunta: Em quais condições é proibido e permitido utilizar gelos?

Resposta: É proibido quando a intenção é aproveitar-se da água extraída do gelo, porém é permitido quando for usado para manter outros alimentos frios, mesmo que o gelo derreta.

Pergunta: Por que utilizar sabão liquido no Shabat e Yom Tov?

Resposta: Pois utilizando sabão solido, implicaria na proibição de não derreter ou desmanchar sólidos.

Capítulo 23 – Meabed – Proibição de salgar

Pergunta: Quais as condições que proíbem e permitem o salgamento de um alimento?

Resposta: É proibido salgar o alimento como se fosse realizar salmoura ou conserva, porém é permitido quando for para ajuste de sabor no momento de consumo.

Capítulo 24 – Cuidados especiais na preparação de alimentos em Shabat

Pergunta: É permitido uma mulher retocar a maquiagem no Shabat e em Yom Tov?

Resposta: Não, não se pinta nada no Shabat nem em Yom Tov. Nem o rosto.

Pergunta: Um bolo não ficou muito bom, pode-se alizar o glacê para que fique mais apresentável?

Resposta: Não, não se alisa nem se dá acabamento no Shabat nem em Yom Tov.

Pergunta: Ao manchar o paleto, como fazer pra tirar a mancha?

Resposta: Nada, não se tira manchas no Shabat nem em Yom Tov.

Pergunta: Quais os cuidados que um judeu religioso toma para abrir um salgadinho no Shabat nem em Yom Tov?

Resposta: Deve-se tomar cuidado em não destruir as letras, pois assim como não escrever também não se pode apagar ou quebrar as letras.

Capítulo 25 – Hachaná – Proibição de preparar para depois

Pergunta: Em quais condições uma refeição pode ser preparada no Shabat e Yom Tov?

Resposta: Desde que não se intencione em deixar pro dia seguinte.

Pergunta: Pode-se arrumar as camas em Shabat e Yom Tov?

Resposta: Desde que seja em honra ao Shabat e Yom Tov.

Capítulo 26 – O trabalho de um não-judeu em Shabat

Pergunta: Qual um problema em um funcionário não judeu adiantar o seu trabalho durante o Shabat e Yom Tov, ou realizar algo proibido?

Resposta: Nenhum, desde que este trabalho não tenha sido solicitado por um judeu religioso.

Capítulo 27 – A cozinha em Yom Tov

Pergunta: Sabe-se que todo trabalho proibido em Shabat o é também em Yom Tov,
existe alguma exceção?

Resposta: Sim, qualquer atividade relacionada a preparar alimentação para consumo
no próprio dia.

Qualquer dúvida pode ser esclarecida na seção “Pergunte ao Rabino “

Professor Doutor Yossef se despede do público

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6 comentários sobre “Kashrut

  1. Boa noite Alê
    Porque temos que comer Kasher.
    Somos um conjunto de uma Alma espiritual eterna dentro de um corpo material.
    Tudo nesse mundo tem corpo e Alma e quando comemos alguma coisa estamos unindo o lado espiritual disso com a nossa Alma. Quando um animal falece paira sobre o ele um espírito impuro e se comermos esse animal essa vitalidade impura vai nos puxar para baixo. Quando esse animal passa por um abate Kasher paira sobre ele uma vitalidade espiritual pura que temos a capacidade de elevar e por isso podemos comer o animal porque dessa maneira elevamos a vitalidade dele que ele não conseguiria fazer sozinho. Essa é a principal diferença entre uma comida Kasher e uma não Kasher, e isso acontece mesmo se a pessoa não está consciente do que está comendo

    Curtir

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