Kashrut

Porque temos que comer Kasher?

Somos um conjunto de uma Alma espiritual eterna dentro de um corpo material.

Tudo nesse mundo tem corpo e Alma e quando comemos alguma coisa estamos unindo o lado espiritual disso com a nossa Alma. Quando um animal falece paira sobre o ele um espírito impuro e se comermos esse animal essa vitalidade impura vai nos puxar para baixo. Quando esse animal passa por um abate Kasher paira sobre ele uma vitalidade espiritual pura que temos a capacidade de elevar e por isso podemos comer o animal porque dessa maneira elevamos a vitalidade dele que ele não conseguiria fazer sozinho. Essa é a principal diferença entre uma comida Kasher e uma não Kasher, e isso acontece mesmo se a pessoa não está consciente do que está comendo, por isso temos que verificar sempre se o que estamos comendo é Kasher

Sites recomendados

http://www.bdk.com.br

http://www.bka.com.br

A palavra hebraica kasher significa “apropriada” e pode ser utilizada em variadas situações. Quando é usada para a comida, significa que é permitida pelas normas judaicas de alimentação, que são supervisionadas pelo rabinato.
Produtos industrializados que foram verificados pelos rabinos de S.Paulo se encontram no site BDK e no site BKA
O principio básico da cozinha kasher é jamais misturar carne e leite, assim como seus derivados, em uma mesma refeição. Até mesmo as louças utilizadas são distintas. Depois de beber leite, é permitido ingerir carne, após assepsia. Já consumir leite após a carne, só após o prazo de seis horas. Além disso, é proibido consumir a carne de um animal morto por causas naturais, por um carnívoro ou vítima de morte violenta e beber o sangue de um animal. Assim, segundo as leis da kashrut, o sangue da carne deve ser extraído da seguinte maneira: deixa-se de molho na água. Depois, a carne deve ser salgada. Por fim, ela deve ser lavada cuidadosamente.

Também é proibido: Comer a carne de animais que não sejam ao mesmo tempo ruminantes e com casco fendido como, por exemplo, porco e coelho.

Proibido – Comer peixes sem escamas nem nadadeira dorsal, como bagre, pintado e cação;

Proibido – Comer frutos do mar e moluscos. Assim, não fazem parte da dieta Kasher o camarão, caranguejo e a lagosta;

Proibido – Comer aves selvagens e as predatórias. A kashrut prioriza a natureza não agressiva.

Proibido – Comer seres que rastejam sobre seu ventre, assim como répteis em geral, insetos, anfíbios e roedores.

O que é PERMITIDO
– Comer carne de animais ruminantes e com o casco fendido, como gado bovino e carneiros. Mas esses animais devem ter sido abatidos de acordo com as normas da kashrut, que, entre outras, diz que a faca perfeitamente afiada deve cortar de um só golpe a tranqueia, o esôfago, as artérias carótidas e a veia jugular. Isso levaria o animal a perder instantaneamente a consciência e não sentir mais nada até o fim do processo, o que evitaria o sofrimento;

– Comer peixes que possuam escamas e nadadeiras, como salmão e sardinha;

– Comer determinadas aves domésticas, como galinha, pato, peru e ganso;

– Misturar produtos parve (os que não têm ingredientes oriundos da carne ou leite), com a própria carne ou leite;

– Ingerir vegetais, frutas, grãos e cereais, mas há que se ter cuidado com insetos e vermes. Por isso, esses alimentos devem ser meticulosamente supervisionados. A inspeção chega a ser feita em mesas de luz, para retirar qualquer impureza ou mesmo rastro de caminhos percorridos por algum inseto.

Produtos Industrializados:
O que fazer, então, ao ir a um supermercado e ver tantos produtos nas gôndolas? Simples!
Nos sites da BDK (http://www.bdk.com.br) e da BKA (http://www.bka.com.br) há uma lista com produtos kasher, que estão liberados para consumo.

Casherização de utensílios

É possível casherizar utensílios usados para que se tornem casher, sem a necessidade de adquir outros novos.
Seguem os procedimentos necessários:

Formas para bolo e assadeiras: devem ser casherizadas pelo processo de libun, ou seja, queimadas no fogo até a incandescência. Normalmente, estes utensílios não suportam o libun, portanto, não devem ser casherizados.

Fogão: se possível, as grelhas devem ser trocadas. Caso contrário devem ser aquecidas até a incandescência (processo de libun). A mesa do fogão deve ser bem limpa e casherizada posteriormente com irui, i.e., derramando água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue a ferver. As bocas devem ser bem limpas e o fogo aceso no máximo, para eliminar resíduos de alimentos. Os botões de gás devem ser retirados e limpos.

Fogão elétrico: deve ser aceso na temperatura máxima até a chapa se avermelhar. Sobre a mesa restante é feito o irui, jogando água fervente e passando sobre a água, pedra ou ferro incandescente.

Forno: as grades devem ser aquecidas até a incandescência. O forno deve ser bem limpo utilizando-se produto removedor de gordura. Em seguida deve permenecer aceso à temperatura máxima, por duas horas. Se possível, deve-se colocar carvão para ser aquecido, até virar brasa.
Há dois tipos de fornos auto-limpantes: o que alcança 500ºC, se autocasheriza ao ser limpo na temperatura máxima, por um ciclo completo. O que não atinge esta temperatura, deve seguir a limpeza do forno convencional.

Forno de microondas: deve ser limpo internamente com produto de limpeza e permanecer 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente com água filtrada, ligando o forno até que bastante água evapore.

Pias: cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Pergunte ao rabino como proceder.
Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas com irui. Para tanto, a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa. Joga-se no ralo, produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de alimento. Em seguida, seca-se a pia. Posteriormente é despejada água fervente, ainda borbulhante, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc. Enquanto despeja-se a água, deve-se passar sobre a pia, pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.

Liquidificador, batedeira, multiprocessador: o motor deve ser bem limpo. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador e novas pás e tigelas para batedeira devem ser adquiridas ou pode-se casherizar os antigos com hagalá.

Geladeira e freezer: devem ser descongelados e as paredes internas, prateleiras e gavetas limpas com pano úmido e produto de limpeza.

Armários: devem ser bem limpos interna e externamente.

Mesas e bancadas: se possível, deve-se jogar água fervente como na pia. A mesa de jantar, sobre a qual não se coloca nada quente diretamente devido ao perigo de ser danificada, basta limpar bem. A mesa do cadeirão de crianças também deve ser casherizada.

Toalhas de mesa e guardanapos: devem ser bem lavados e as bordas escovadas para retirar possíveis resíduos.

Pratos e talheres: Deve-se ter pratos, talheres, etc., com cores ou formas diferentes para leite e carne.

Todo o processo deve ser feito sob supervisão de um rabino competente, conhecedor das leis a fundo

🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷🌷😊😊😊

parve industrializado perde sua condição de parve se processado em equipamentos usados para laticínios, ou quando são utilizados aditivos. O rótulo nestes produtos não fornecem informações sobre o processamento de fabricação, fundamental para liberar seu consumo. Em todo e qualquer alimento industrializado é imprescindível a verificação de um rabino ortodoxo.

Muito embora os alimentos parve apresentem menos complexidades de Cashrut do que os alimentos de carne ou leite, muitos detalhes devem ser considerados.

Peixes

“Podereis comer de tudo o que vive nas águas, seja nos mares ou nos rios, desde que tenha nadadeiras e escamas” (Vayicra’ XI:9).

Peixe é um alimento parve, neutro. Somente peixes que têm tanto nadadeiras como escamas são Casher. O Talmud cita que todos os peixes que apresentam escamas possuem também nadadeiras, entretanto, a presença de nadadeiras não indica que possuem escamas.

A definição de nadadeiras e escamas deve ser conforme designada pela Lei judaica. Nem tudo o que é normalmente chamado de escama está de acordo com o padrão da Torá. Portanto, certifique-se de comprar peixe somente de um peixeiro que esteja familiarizado com os tipos de peixes Casher.

Ao comprar peixe, compre-o inteiro para que você possa ver as nadadeiras e as escamas, ou então, se o peixe estiver cortado em postas, em filés ou moído, compre somente de uma peixaria que vende exclusivamente peixes casher. Isto assegurará que as facas e outros utensílios são usados unicamente para peixes casher. Um cuidado que deve-se ter é a observação dos peixes, pois alguns costumam ter vermes compridinhos, principalmente na cabeça, espinha e às vezes até na carne, o que o torna proibido ao consumo, conforme a Halachá. Portanto, deve-se olhar minuciosamenteo peixe cru para constatar sua pureza com relação aos vermes ou adquiri-lo em uma peixaria casher.Se a opção for comprar em uma peixaria que vende todo tipo de peixe, a pessoa deverá levar sua própria tábua e facas à peixaria além de assistir a limpeza e corte do peixe.

Sardinha, atum, etc, em lata necessitam surpevisão rabínica por causa dos óleos e outros aditivos e por não poderem ser, após enlatados, reconhecidos pela sua espécie (se pertencem aos peixes com escamas, ou não). Há inclusive fábricas que utilizam componentes à base de leite em latas de sardinha e atum, mas que não necessariamente aparecem em suas embalagens. Todo peixe segue a regra para produtos industrializados: qualquer processo de fabricação selo casher de um rabino ortodoxo competente.

Combinando peixes com outros alimentos

Peixe e carne: Não há proibição de ingerir o sangue do peixe, nem é exigido abate especial. É um alimento parve, neutro, podendo ser consumido em uma refeição de carne ou de leite, desde que se observem alguns cuidados: peixe e carne não podem ser cozidos nem comidos juntos, entretanto, podem ser comidos na mesma refeição, em pratos separados em talheres distintos ou lavados. Entre peixe e carne é costume ingerir algo para separar os sabores.

Peixe e leite: Entre os judeus sefaraditas há o costume de não ingerir peixe com queijo ou leite e quando servidos em uma mesma refeição, serem servidos em pratos e talheres separados.

Na comunidade ashkenazita não se costuma cozinhar peixe com molhos à base de leite, manteiga, etc, exceção feita ao queijo. (Por exemplo: pizza de atum, é permitida).

No caso da não ingestão de peixe com leite, esta proibição foi instituida por nossos sábios pelo motivo de sacaná, perigo, pois pode afetar a saúde da pessoa que ingere ambos alimentos se cozidos juntos.

Peixes casher: Abrotea, anchôva, arenque, atum, bacalhau, badejo, barbado, betara,bonito, cambucú, cará, carpa, castanha, cavala, cavalinha, cherne, corimbatá, corvina, dourado, garoupa, gordinho, hadok, lambari, linguado, mandi, manjuba, merluza, mero, namorado, oliete, pargo, pescada (amarela, branca, do sul, inglesa, maria mole), piaú, porquinho, robalo, salmão, salmonete, sardinha, serra, sororoca, taínha, tilápia, tortinha, traíra, trilha, truta, etc.

Peixes não-casher: Anjo, bagre, cação, caçonete, enguia, manchote, moréia, peixe-espada, peixe-porco, peixe-serra, pintado, polvo, raia, viola, vongole, etc, e todos os frutos do mar (camarão, ostras, siri, lagosta, etc). Mamíferos cetáceos como golfinhos, botos e baleias, também são proibidos.

Ovos

De acordo com a lei judaica, os ovos com casca são parve e devem ser provenientes de aves casher e não conter nenhum sinal de sangue. Para certificar-se da ausência de sangue em ovos crus, estes devem ser abertos e examinados um a um em um prato ou copo transparente. Se for encontrado qualquer sinal de sangue, o ovo inteiro deverá ser descartado e o copo ou prato lavado com água fria. Uma única gota de sangue faz com que este ovo não seja casher.

No caso de ovos duros é preferível ter uma panela somente para fervê-los, colocá-los em número ímpar e para verificar se possuem sangue ou não após cozidos, descascá-los e olhar se na clara ficou um ponto escuro (este é o sangue que ao ser cozido vem para fora). Os ovos de casca escura, bem como os ovos orgânicos, tem mais probabilidade de conter manchas de sangue. Prefira ovos brancos.

Ovos sem casca retirados de uma ave, não são parve, mas considerados bassari, de carne. Devem ser preparados ou servidos somente em utensílios de carne.

Verduras, frutas e hortaliças

Hortaliças frescas, frutas e grãos, em seu estado natural e não- processado, são casher e parve. Podem ser consumidos tanto com laticínios como com carne. No entanto, uma vez que uma hortaliça foi combinada com um produto de carne ou de leite, se torna respectivamente um produto de carne ou de leite.

A Torá proíbe comer vermes e insetos, vivos ou mortos. As verduras, frutas e hortaliças devem ser minuciosamente examinadas. Entre as verduras incluem-se folhas (alface, agrião, espinafre, couve, couve flor, brócolis, etc), grãos (feijão, lentilha, grão de bico, milho para pipoca, etc) e frutas (morango, maçã, etc).

O problema mais comum nas verduras é uma possível infestação de insetos. A proibição contra o consumo de insetos, vermes, larvas e seus ovos, mesmo os mais minúsculos é muito rigorosa. Embora minúsculos, são visíveis a olho nu e devem ser removidos.

Nossos sábios dizem no Talmud que ao ingerir um certo tipo de verme a pessoa pode estar transgredindo até seis proibições. Portanto, antes de ingerir qualquer fruta ou verdura (ou mesmo peixe – que costuma ter vermes), é fundamental verificar tudo com cuidado para se certificar de que está isento de qualquer infestação.

Frutas e verduras in natura de todos os tipos podem ser compradas em feiras, supermercados, etc, sem necessidade de atestado de cashrut. O mesmo é válido para cereais e grãos, como farinha de trigo, de milho, de mandioca, fubá, aveia, arroz, feijão, ervilha, lentilha, folhas em geral (estas devem ser verificadas antes de usar). Todos estes produtos, após cozidos ou industrializados, só podem ser comprados se houver supervisão rabínica.

Folhas – todo tipo de folha, como alface, repolho, agrião, salsão, salsinha, cebolinha, etc. costuma conter vermes. Para que possam ser usadas devem ser deixadas de molho por mais ou menos meia hora em água com vinagre, ácido acético ou germicida para matar os vermes. Assim, é mais fácil removê-los posteriormente. A seguir, folha por folha (mesmo as pequenas) devem ser lavadas em água corrente e examinadas contra a luz para constatar que estão isentas de qualquer verme. As vezes, os vermes das folhas são da própria cor da folha. É muito difícil distinguí-los, necessitando muito cuidado na hora da verificação.

Couve-flor e brócolis – nestes dois legumes é praticamente impossível detectar vermes, pois contêm infindáveis folhinhas minúsculas e de difícil acesso. Por isso, em muitas casas judias não se costuma comê-los ou come-se somente os talos após bem verificados.

Berinjela – antes de cozinhar ou assar deve-se cortá-la ao meio em pedaços para se certificar de que não contém vermes. Às vezes, a berinjela não mostra nenhum sinal externo da presença do verme, porém este cresce dentro dela de forma visível (costuma deixar rastros de areia).

Tomates – pepinos, batata, cenoura, cebola, alho, abobrinha, mandioquinha, entre outros, se encontram na categoria de legumes mais simples de verificação, já que ao serem cortados, qualquer um poderá notar se estiverem estragados e desta forma, descartá-los para o consumo.

Grãos – feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc. devem ser colocados de molho em água por várias horas antes de cozinhar, facilitando assim a verificação. Depois devem ser examinados cuidadosamente, dos dois lados, certificando-se que não contêm orifícios que comprovam a presença de vermes. É costume abrir o grão-de-bico na metade, após terem sido colocados de molho, pois os vermes não deixam orifícios visíveis nesta leguminosa. O milho de pipoca deve ser bem observado, um por um, se não contém orifícios ou pontos pretos, indicando a presença de vermes. A espiga de milho deve ser colocada de molho no vinagre antes de cozida; se contém vermes, estes saem depois deste molho. Os grãos de arroz devem ser verificados para que não tenham extremidades pretas indicando terem sido comidos por vermes.

Um rabino ortodoxo deverá ser consultado quanto às suas recomendações para verificação e uso dessas verduras sempre que surgir dúvidas.

Verduras industrializadas

Os vegetais processados, como os congelados ou enlatados, podem apresentar sérios problemas de cashrut. Podem conter ingredientes de carne ou leite ou terem sido processados em recipientes utilizados para carne e laticínios, ou fabricados na mesma divisão ou conectados a outros alimentos não-casher.Todos os alimentos naturais processados também requerem supervisão de cashrut de confiança, inclusive muitos produtos de soja, guloseimas e bebidas naturais.

Farinhas

Em países tropicais como o Brasil, o clima quente e úmido favorece a proliferação de vermes e insetos. Isto faz com que seja obrigatório peneirar as farinhas antes de sua utilização. Para que o papel da peneira seja eficiente na eliminação de bichinhos, é necessário utilizar uma peneira cujos furos sejam menores que os vermes e insetos existentes (suas cerdas chegam a ser vinte vezes mais finas que as peneiras comuns).

Existem peneiras cuja malha é especial para este fim. No entanto, a rede retém vermes e insetos mas não seus ovos (como não podem ser vistos a olho nu, enquanto misturados na farinha são considerados anulados). Em pouco tempo e por incubação, estes ovos se transformarão em novos vermes. A farinha, por este motivo, deve ser utilizada imediatamente após a peneiração. Se for bem estocada sob refrigeração ou no freezer, (a 0º c) não precisa ser peneirada novamente por um período de dois a três meses.

Farinhas cujos grãos não passam pela peneira deverão ser examinadas da mesma forma que grãos. Ex: farinha de fubá, centeio, semolina, farelo e germe de trigo.

Massas

Ao assar pão, deve ser cumprida a Mitsvá de Hafrashat Chalá (a separação de parte da massa). Hafrashat Chalá evoca a época em que parte da massa era dada aos Cohanim, descendentes de Aharon, responsáveis pelos serviços realizados no Bet Hamicdash.

Antes de assar massa de pão, bolo, biscoitos, etc., (feita com farinha de trigo, cevada, centeio, aveia e espelta ou a mistura de qualquer um desses), separa-se dela um kezáyit (28,8 g), queimando-o num recipiente separado daquele utilizado normalmente para os alimentos.

A bênção só deve ser recitada (no ato de separar o pedaço da massa) se a massa total tiver mais de 1,666 kg de farinha. Entre 1,200 e 1,666 kg, separa-se e queima-se o pedaço da massa sem recitar a bênção; com menos de 1,200 kg não é necessário separar parte da massa; porém há quem costume recitar a bênção já a partir de 1,250 kg.

Pode-se juntar vários tipos de massas para fazer a separação da chalá. Em massa líquida, o pedaço é separado após assá-la. O mesmo se aplica quando se esquece de separar a massa antes de assá-la.

Antes de comer o pão é necessário lavar as mãos ritualmente, recitando a bênção de AI Netilat Yadáyim e, em seguida, de Hamotsi. Depois de comer pão, ou uma refeição que inclua pão, concluímos com o Bírcat Hamazon (a Bênção de Graças).

Macarrão

Deve ser liberado para consumo sem selo ou com sistema de lote (com selo) por um rabino ortodoxo. Ao ficar guardado deve ser verificado antes do cozimento em busca de pontos pretos. É aconselhável guardá-lo na geladeira mesmo cru.

Mesmo que bem examinado, se for constatado após cozido que o alimento contém pelo menos três vermes, todo ele deve ser jogado fora. A panela, no entanto, continua casher.

Vinho

O vinho e o suco de uva, mais do que qualquer outra bebida, representam a santidade do povo judeu. São usados para a santificação do Shabat e Festas Judaicas.

No Templo Sagrado o vinho era derramado sobre o Altar, juntamente com o sacrifício. Entretanto, uma vez que o vinho era e ainda é usado em muitas formas de culto idólatra, ele ocupa uma posição única na Lei Judaica, que impõe restrições especiais a sua produção e manipulação.

Qualquer subproduto que contenha vinho ou suco de uva, como vinagre de vinho, bala, geléia ou refrigerante de uva, conhaque e outras bebidas que possam ser destiladas ou misturadas com vinho, só poderão ser ingeridos quando possuírem supervisão rabínica confiável.

Vinho feito por um judeu, que após seu preparo tenha sido fervido, não apresenta mais problemas de cashrut. Um suco de uva ou vinho de passas cujas uvas ou passas foram cozidas antes de extrair o suco é considerado vinho cozido.

Atualmente, a maioria dos vinhos casher comercializados costuma vir fervida já da vinícola. Para se ter certeza, basta verificar a etiqueta ou o invólucro se consta a palavra mevushal (fervido). No entanto, muitos vinhos finos casher, principalmente os franceses, não vêm fervidos, o que presume que deve-se tomar redobrados e rigorosos cuidados em sua manipulação e na forma como deverá ser servido. Há leis muito específicas relativas ao vinho e um rabino ortodoxo deverá ser consultado.

Outras bebidas

A maioria das cervejas, vodkas e uísques puros não costumam apresentar problemas. É necessário consultar sempre um rabino ortodoxo ou verificar a existência de selo confiável de cashrut antes do consumo destes produtos. Atualmente, há problemas com as vodkas já que há mistura de sabores na fabricação de novas bebidas que misturam a vodka pura com corantes além de outros ingredientes não-casher.

Outras bebidas alcoólicas como licores de frutas e brandies podem conter ingredientes problemáticos como leite, aditivos à base de vinho, etc e devem ter supervisão rabínica, com ou sem selo.

Bebidas alcoólicas tais como o conhaque e outras aguardentes de frutas são feitas a base de vinho. Licores e “blended whiskys” são muitas vezes misturados com vinho. Todas essas bebidas requerem supervisão de Cashrut, assim como o arenque com molho de vinho.

Ingredientes de uvas em alimentos processados

Todos os líquidos produzidos a partir de uvas frescas ou secas, sejam alcoólicos ou não-alcoólicos, tais como suco de uva e vinagre de vinho, são considerados como vinho de acordo com a Lei judaica. Portanto, alimentos com aditivos ou aromatizantes de uva devem sempre ter um selo de cashrut confiável. Exemplos típicos são as geléias, refrigerantes, picolés, balas, sucos artificiais, ponches de trutas e limonadas.

Vinagre

Molhos e temperos que contenham vinagre devem possuir supervisão rabínica para constatar sua procedência casher. O mesmo diz respeito ao vinagre de álcool ou maçã que só podem ser adquiridos se supervisionados anteriormente por um rabino, pois podem conter uma proporção mínima de vinagre de vinho e outros ingredientes não casher.

Muitas conservas contém vinagre, mesmo mantidas em salmoura; se vendidas a granel, como por exemplo, azeitonas e alcaparras, podem conter vinho ou vinagre, necessitando de supervisão.

Vários produtos que contém tártaro ou ácido tartárico e o próprio creme tártaro que é feito com borra de vinho requerem supervisão rabínica rigorosa; de outra forma, não é Casher.

Adoçantes naturais

Todos os tipos de açúcar existentes no mercado (refinado, cristal, demerara, mascavo, confeiteiro, etc) são casher. Quanto a adoçantes artificiais requerem verificação confiável ou selo de cashrut.

Produtos industrializados

Seguem a mesma regra básica: é imprescindível terem uma Supervisão Rabínica. Todos os alimentos processados requerem supervisão rabínica confiável que atestem que podem ser consumidos em acordo a lei judaica. Isto aplica-se a todo produto que passa por processo de fabricação: legumes congelados, bebidas, balas, biscoitos, etc.

Há problemas de cashrut em muitos aromas e corantes que constam em código na embalagem. Às vezes, o produto não-casher está em quantidade mínima, não aparecendo nos ingredientes e, mesmo assim, transforma o produto em não-casher. Por isso, não basta apenas olhar os ingredientes de um produto, tornando-se imprescindível a supervisão rabínica competente.

Remédios e vitaminas

A Torá considera de vital importância cuidar da saúde, prevenir e curar doenças. Mas vitaminas e remédios devem ser questões relevantes, devendo ser casher ou ter seu uso autorizado por um rabino ortodoxo.

Muitas vitaminas em cápsulas são feitas de gelatina animal e muitos comprimidos são revestidos com ceras e resinas de origem também animal. Suplementos e remédios naturais e/ou vegetarianos podem incluir cápsulas de fígado não-casher, cálcio derivado de ostras, aromatizantes ou corantes de uva.

Muitos xaropes para a tosse são feitos com álcool e um produto químico, muitas vezes, derivado de fontes animais, a fenilalanina.

Bishul Acum

Todo alimento deve ser preparado através de uma chama cujo fogo foi acesso por um judeu observante do Shabat, o que significa que ele é temente a D’us, segue os preceitos da Torá e procurará cumprir as leis de cashrut em todos os seus detalhes e com o máximo rigor.

Para um alimento ser casher é necessário que todo o processo, desde o início até estar apto ao consumo final, seja acompanhado por um judeu observante destas leis.

Restaurantes, hotéis e afins

Todo restaurante, hotel, etc, para ser casher necessita de supervisão rabínica em sua cozinha, o que inclui a presença de pessoas, shomer Shabat, observantes do Shabat, que irão acender o fogo, orientar e fiscalizar a confecção de todos os ingredientes e sua preparação, até o consumo final.

Jamais hesite: consulte sempre um rabino

6 comentários sobre “Kashrut

  1. Boa noite Alê
    Porque temos que comer Kasher.
    Somos um conjunto de uma Alma espiritual eterna dentro de um corpo material.
    Tudo nesse mundo tem corpo e Alma e quando comemos alguma coisa estamos unindo o lado espiritual disso com a nossa Alma. Quando um animal falece paira sobre o ele um espírito impuro e se comermos esse animal essa vitalidade impura vai nos puxar para baixo. Quando esse animal passa por um abate Kasher paira sobre ele uma vitalidade espiritual pura que temos a capacidade de elevar e por isso podemos comer o animal porque dessa maneira elevamos a vitalidade dele que ele não conseguiria fazer sozinho. Essa é a principal diferença entre uma comida Kasher e uma não Kasher, e isso acontece mesmo se a pessoa não está consciente do que está comendo

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s