Curso de Shalom Bait

E viveram felizes para sempre…” Sim! Por incrível que pareça em pleno século 21! Nesta época de mudanças turbulentas, você pode encontrar estabilidade e força em coisas que jamais mudam.Você teve uma prova recente de que D’us ainda protege Seu Povo Escolhido. Ele ainda é uma presença poderosa em nossa vida. E aceitar Suas leis imutáveis ainda é o caminho mais seguro para uma vida satisfatória e completa. As leis do micvê têm sido parte sagrada de nosso legado desde os primórdios de nossa história, Atualmente, nesta época de mudanças, redescobrir este poder do micvê pode dar um sentido muito mais amplo para a sua vida conjugal. Dê uma olhada nos índices de divórcio nos tempos atuais. Olhe criticamente para a quantidade de casamentos que começam com amor mas terminam em falhas, frustração e angústia. Atualmente, é difícil acreditar no “e viveram felizes para sempre.”D’us nos forneceu um guia prático de “como fazer”. Suas preciosas Leis do Micvê podem ajudar-nos a encontrar completa realização dentro de um casamento que seja amoroso, romântico e forte o suficiente para durar toda a vida. Exatamente aquilo que precisamos nos dias de hoje!Agora é a hora certa para aprender mais sobre esta maravilhosa mitsvá. É a mulher que vai mensalmente ao micvê. É uma parcela da obrigação que você tem com seu casamento, sua família e a vida que você compartilha. Mais e mais casais estão descobrindo que a observância do micvê pode reforçar a fibra da vida doméstica. Ao aceitar D’us em seu casamento, podem desenvolver um relacionamento íntimo continuamente renovado e revitalizado.

Você é uma vencedora: vive no limite, prospera sob pressão, concilia com sucesso a carreira, lar e a família. Mas não é tão simples… Nunca encontra aquele “tempo” com qualidade de que tanto se fala. Sua família está se afastando. Está na hora de arranjar tempo e fazer algo a respeito.

No decorrer de toda nossa história, a família judaica tem desfrutado de uma reputação de estabilidade. Em Suas preciosas Leis do Micvê, D’us nos concede a fórmula secreta para um casamento baseado em confiança e permanência, e uma família fortalecida pela certeza da continuidade.
Reserve um dia em sua agenda para aprender mais a respeito da importância do micvê e por que você deveria dedicar um tempo específico e programado para imergir em suas águas.

O papel da mulher

Na observância do micvê e na disciplina da intimidade judaica, o papel da mulher é de completo controle e responsabilidade final! Por milhares de anos, D’us tem confiado na integridade das mulheres judias, dando-lhes a impressionante responsabilidade de assegurar a santidade do relacionamento íntimo entre marido e mulher.

Não acha que você deveria saber mais a respeito de algo que pode ser uma parte tão satisfatória e recompensadora de sua vida? Com uma taxa de divórcio extremamente elevada em muitos paises, tudo que puder ajudar um casamento é relevante. E o micvê ajuda

 

QUEM É RESPONSÁVEL PELA PAZ NO LAR.

Por nossa voluntária em Socorro City – Dany Gadman

Muitas vezes ouvimos casais fazendo queixas como: “Não aguento mais ele(a)” “Ela faz tudo errado” “Ela(e) não é mais o mesmo de quando conhece”… e assim por diante.

Para que isso aconteça uma pessoa tem que chegar ao seu limite. Mas então vem a questão: “O que fazer para mudar e acabar com esses conflitos?!?!?”

Sabemos que diante da decisão de mudar uma situação primeiro demos que ter a iniciativa de buscar ajuda; seja ela profissional ou de um amigo próximo do casal.

Outro passo é ser sincero com o(a) parceiro (a) e colocar em pauta o que

incomoda um ao outro para que os dois possam viver em lar harmonioso.

Com tudo isso em mente devemos nos lembrarmos que a paz familiar depende da “Pureza Familiar”. Seguindo essa regra com certeza os conflitos serão diminuídos e até banidos do lar da família.

Em um lar onde diariamente o estudo do Kitsur Shulchan Aruch e da Parashá da semana são feitos não haverá tempo para brigas, discussões, dúvidas e agressões.

Para refletirmos devemos lembrar que família é D-us, D-us é Torá e Torá é vida.

Hashem foi tão perfeito em sua criação que adicionou apenas uma letra à mais no nome da mulher-isha e para homem-ish. Pra que ela tenha decisões sabias e conduza a rotina do lar. e que os dois juntos se tornem AISH-fogo mas não para se queimarem e sim para que a cham cresça e produza frutos de sucesso, amor e harmonia.

Independente da ajuda a ser procurada segue algumas dicas para que o casal não tenha uma discussão imterminavél.

1- NUNCA LEVANTE A VOZ

Você sente vontade de gritar, mas se segure, pois neste momento você pode perder a razão

2-EM PENSAMENTO FAÇA ORAÇÕES

Eleve se pensamento a Hashem e peça harmonia e sabedoria para acabar com a briga.

3-NUNCA FALE DO PASSADO

Vocês não são museu. E a água e um rio jamais passará duas vezes no mesmo lugar. Por isso os erros que já foram corrigidos tem que serem esquecidos e lembrar somente no progresso que foi feito.

4-PEDIR DESCULPAS

Se você foi o culpado peça desculpas. Isso não o tornará inferior e sim mais humilde.

5-FAZER AS PAZES ANTES DE DORMIR

Imagine a seguinte situação: você ferve leite e no dia seguinte você irá ferver mais leite. Porém na leiteira suja, sem lavar. O leite irá azedar com certeza.

Deixem as coisas claras antes de deitarem, isso com certeza lhe tará uma noite maravilhosa de sono e tudo ficará melhor na manhã seguinte.

Falar palavras de carinho, escutar um ao outro, elogiar a comida, a roupa com certeza fará com que discussões desnecessárias aconteçam e como diz o ditado” O que um não quer dois não fazem”. Seja você o “um” que fará a diferença e trará a paz na família.

Re: [ONG  TORÁ] Pergunte ao Rabino

Ele mentiu para mim !

Uma mulher que vivia dois anos com o noivo descobre antes do casamento que o pai biológico dele era também o pai dela. O noivo que já tinha descoberto isso há um ano alegou que ficou com medo de falar para ela. Ela postou isso em uma rede social e inúmeros comentários de outras mulheres foram :- Se até nisso ele mentiu para você imagina quantas coisas ele deve estar omitindo, quebre esse casamento por que ele é um mentiroso! (E não por ele ser seu irmão) O fato de ele ser o irmão dela para elas não era tão grave quanto o fato de ele ter omitido a verdade. Parece brincadeira mas é uma história verídica que expressa claramente a diferença entre um homem e uma mulher.
Muitas vezes a mulher pega o marido em mentiras e entra em pânico, faz interrogatórios que nem as delegacias fazem e inferniza a vida dele castigando ele pela dúvida de que talvez….. vai saber o que! Como o judaísmo se relaciona à isso?
Na Torá não está escrito que é proibido mentir, está escrito “fique longe da mentira” Explica o Baal Shem Tov que a mentira é como um veneno que quando usado na dose certa se torna um remédio. Aharon Hacohen era esse especialista que conseguia usar a mentira na dose certa para fazer as pazes entre marido e mulher e entre todas as pessoas. A mentira na overdose volta a ser um veneno e novamente temos que ficar longe dela. Geralmente os homens por natureza tentam instintivamente acertar a dose da mentira para fazer negócios honestos sem assustar o cliente, sempre falando bem da mercadoria que vendem omitindo os defeitos da mercadoria como é o costume dos comerciantes, ou mentem até por motivos de prudência , ou por medo da reação das pessoas e principalmente de esposa, isso é uma natureza masculina normal sendo que o homem é o provedor da família e sempre tem que dar um jeitinho para poder pagar as contas, e no mundo dos negócios é normal omitir coisas que possam ser mal interpretadas. De vez enquando ele tem que dar uma de Aharon Hacohen e se ele erra na dose e ela descobre a reação dela pode ser tão desproporcional que acaba quebrando a moral dele. Ele fica deprimido e erra nos negócios, aí ela inferniza ele mais ainda. Afinal ela está instintivamente destruindo a pessoa de quem ela mais depende. Para que isso não aconteça lá vão as dicas.
1- Se você tem paranóia de que o seu marido procure fora o que ele não tem em casa, em primeiro lugar você tem que fazer um checkup (Uma criança que come bem em casa não vai estar com fome para pedir comida para os vizinhos) abra mão do seu orgulho e dê à ele em casa tudo o que você acha que ele procuraria fora, trate ele bem com muita alegria amor e carinho e aí você estará tranquila em não ser o motivo da paranóia.
2- Entenda que o seu marido é um homem (graças a D’us) e que os homens por natureza não vêem na mentira nenhuma gravidade e estão acostumados a mentir por motivos sociais e econômicos, por prudência ou medo, e usam isso como defesa de possíveis complicações e não vêem isso como uma coisa proibida. Ou seja, tentam sempre usar o veneno na dose certa como remédio para evitar possíveis complicações, agradeça à D’us que o seu marido é um homem e tenha tolerância para essa diferença porque assim é a natureza humana, você não casou com uma mulher!
3- não se esqueça que D’us existe e está sempre te protegendo, faça um checkup em relação à isso e aí você estará tranquila em não ser o motivo de D’us não te proteger !

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Re: [ONG  TORÁ] Pergunte ao Rabino

Como saber se fizeram alguma coisa para que eu nao tenha shalom bait todas as sextas feiras, e o que devo fazer para mudar isso?

Resposta: Costumam dizer que o trabalho do anjo mau nas sextas feiras é causar brigas entre marido e mulher. Se esse ditado é baseado em fatos reais ou não, uma coisa é certa: o índice de brigas entre marido e mulher nas sextas feiras é bem maior do que o dos outros dias da semana. A Guemará nos conta que duas pessoas apostaram se é possível deixar Hilel nervoso e a sexta feira foi o dia escolhido para fazer a provocação por causa dessa propensão. 
Isso está totalmente dentro dos padrões judaicos e só demonstra a importância dos preparativos do Shabat nos quais até os grandes sábios de Israel faziam questão de participar ajudando a esposa com alguma coisa , e sendo que quando tem muita kedushá o “anjo mau” tenta contra atacar , o jeito simples de ultrapassar essa situação é fazer como Hilel e assumir que seja o que não for você reage somente com uma voz meiga e um sorriso nos lábios. Sexta feira ao meio dia você se transforma em “mulher anjinho” e nem a terceira guerra mundial vai conseguir fazer você ficar irritada. você se blinda com sorriso nos lábios e voz meiga e se torna invencível . Fazendo esse esforço durante algum tempo , todos acabam entendendo que não dá para te irritar e mudam o comportamento parando de te atacar. Você vira uma “anjinha” verdadeira nas sextas feiras, você se transforma e se torna invencível , blindada de alegria e tranquilidade como na história de Hilel.  Sobre alguém ter te feito alguma coisa, hoje em dia eles não sabem mais como fazer essas coisas e tudo é um comércio de despachos mas nada real. O real é o que eu te escrevi, você se blindar com um sorriso nos lábios e se tornar invencível

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Para dirigir um carro primeiro vamos para uma auto escola, mas para se casar nos casamos sem a mínima noção. Para resolver esse problema fizemos esta página que é uma aula teórica em uma auto escola de casamentos .
Aula 1- Uma família está passeando feliz. O pai tentando se concentrar na estrada (com aquela sinalização típica do nosso país), a mulher e as crianças conversando e rindo em altas vozes. Ele pede para elas falarem mais baixo porque está difícil para ele se concentrar e a viajem está ficando cada vez mais longa por causa dos erros que ele está fazendo. Elas não entendem no que a alegria delas está atrapalhando e acham que ele está errado em não deixar elas conversarem . Ele acha que ela estão erradas em atrapalhar ele no trânsito, não entende como elas podem falar ao mesmo tempo sobre assuntos diferentes parecendo que ninguém ouve ninguém enquanto ele se esforça cada vez mais para dirigir.
Resposta :- Homens e mulheres são diferentes! Os homens não são piores que as mulheres, mas diferentes. Isso é uma coisa que a ciência e a Torá concordam, rabinos e cientistas, todos sabem que homem e mulher se completam. Ele tem o que ela não tem e ela tem o que ele não tem. Viver juntos pode ser penoso e infeliz, ou ao contrário, entendendo as diferenças veremos que somos aliados fiéis e nos completamos, se não estivéssemos juntos seríamos infelizmente infelizes! O erro básico é querer ver no outro algo que já temos, no lugar de procurar no outro algo que nos falta para nos completar.

Então vamos agora à aula prática.

Material :

Uma folha A4
Uma caneta ✒
Muito amor

Vamos escrever na folha dez coisas BOAS que
Vocês estão vendo no outro. É um exercício difícil mas vocês tem um prazo de entrega de 24 horas.

No exemplo do carro vamos fazer uma pergunta básica :- Quem é melhor, o motor ou a direção? 🚘 resposta simples :- os dois se completam. Sem o motor a direção não vai para lugar nenhum e sem a direção o motor vai para o lugar errado. Portanto essas dez coisas boas que vocês devem escrever um do outro não são “no que ele é igual a mim e portanto bom” mas sim o que ele tem que eu não tenho e nisso ele me completa.
Boa sorte !!

Aula 2 :
A vingança é um prato
que não se come

A pessoa que se vinga de outro judeu, principalmente se ele é alguém próximo como o marido ou a esposa, transgride uma mitzvá restritiva, como está escrito (Vayicrá, capítulo 19, versículo 18) Lo tikom (não se vingue).

O que é considerado vingança?

Você pede algo emprestado para alguém, mas a pessoa se nega a fazer o favor. No dia seguinte, a mesma pessoa precisa de um favor seu, e você responde: “Ontem, você não quis me fazer um favor. Hoje, quem não faz sou eu”. Isso é vingança. O que é proibido pela Torá, ou seja, dizer ao marido ou à esposa que não vai fazer para ela alguma coisa porque ela não fez para ele quando ele pediu é uma transgressão.

O segundo assunto é:- Proibido guardar rancor
Toda pessoa que guarda rancor contra um judeu, principalmente o cônjuge, transgride uma mitzvá restritiva , como está escrito: Lo titor (não guarde rancor). Como assim? Você pede um favor para alguém, a pessoa não quis fazê-lo. No dia seguinte, essa pessoa precisou de você e você responde: “Eu não sou como você. Eu não vou lhe negar um favor, como você fez”. Ou seja, a pessoa estava guardando aquele rancor e achou o momento exato para revelar isso. Ou seja, “jogar na carta” é proibido pela Torá

Vamos analisar o motivo profundo da proibição de guardar rancor ou se vingar. Está escrito no livro sagrado do Tanya, na parte intitulada Igueret Hacodesh, capítulo 25: “Disse o Baal Shem Tov que o motivo que os nossos sábios disseram que a pessoa que se enfurece era como se estivesse rezando para a idolatria é porque, no momento da fúria, a fé em D-us desaparece automaticamente, e quando não se acredita em D’eus consequentemente se está acreditando em outra coisa”.

A prova disso é que, se ele soubesse que tudo o que acontece com ele vem de D-us, ele nunca se enfureceria. Mesmo uma pessoa, que tem o livre-arbítrio, escolheu por fazer-lhe o mal, e o amaldiçoa ou bate nele ou lhe causa prejuízo monetário, ou até mesmo no caso de essa pessoa ser condenada por um tribunal humano ou Divino, pela maldade da sua escolha, mesmo assim, quem foi prejudicado, já estava decretado, pelos Céus, que assim seria. O tribunal divino apenas usou aquela pessoa para cumprir o decreto.

E mesmo nesse momento, em que a pessoa bate ou amaldiçoa ele, D-us está fazendo essa pessoa existir.

O pensamento que cai na cabeça da pessoa para lhe prejudicar e o sentimento que a impulsionou a isso, veio de D-us para ela. Para que ela cumprisse seus desígnios. Afinal, é Ele que está fazendo ela existir naquele momento.

Mas, a essa altura, você deve estar se perguntando: Por que, no caso de alguém que me prejudicou e foi condenado pela justiça humana e pela justiça Divina, não posso, eu mesmo, querer me vingar ou guardar rancor contra essa pessoa? Afinal, se os homens e D-us também concordam comigo que ela agiu mal, porque não posso eu mesmo ter raiva dela?

Porque nunca deveremos nos esquecer de que tudo o que acontece vem de D-us. Pelas mãos Dele, os bons fazem coisas boas e os maus fazem as coisas más. Então, não foi a pessoa que nos fez o mal, mas sim, em última instância, D-us. E não podemos ter raiva de D-us, já que a Sua única intenção é purificar nossa alma. Seja pelo amor ou pela dor.

Daí que não devemos nos vingar ou guardar rancor do agente causador do nosso infortúnio, porque ele foi apenas uma ferramenta usada por D-us para cumprir Seu decreto divino.

Cabe aqui observar que, pelo livre arbítrio, a pessoa que nos fez o mal deveria parar e pensar, antes de nos prejudicar: “Quero agir pelo lado do bem ou pelo mal? Vou prejudicar alguém com as minhas ações?”. Se sim, ele deveria se isentar de cumprir o seu papel de ser usado por D-us. Ele foi só um instrumento. O verdadeiro causador de tudo, lembre-se sempre, é D-us.

Um exemplo de que tudo vem de cima e as pessoas que nos fazem o mal são os verdadeiros “bobos”, que são usados para nos prejudicar e depois são castigados por ter nos prejudicado, são essas primeiras parashiot do livro Shemot.
Se tudo isso foi dito sobre qualquer pessoa, imagine marido e mulher quanto tem que tomar cuidado com isso. O rancor é comparado à fezes espirituais. Guardar rancor é prisão de ventre.
Exercício do dia. Escreva em uma página os dez piores defeitos que você vê no seu marido (ou esposa) Faça uma declaração em voz alta que você desculpa absolutamente tudo e peça para D’eus dar uma inspiração para o seu marido (ou esposa) fazer Teshuva (se arrepender de tudo o que fez. RASGUE a página bem rasgadinha , jogue a página no lixo e nunca mais se lembre disso, ou seja, livre-se dessa prisão de ventre!!!

Bons motivos para não guardar rancor

D-us tinha feito o seguinte acordo com o nosso patriarca Avraham (em Bereshit cap-15 ver-13)

• פסוק י”ג: וַיֹּאמֶר לְאַבְרָם, יָדֹעַ תֵּדַע כִּי-גֵר יִהְיֶה זַרְעֲךָ בְּאֶרֶץ לֹא לָהֶם, וַעֲבָדוּם, וְעִנּוּ אֹתָם–אַרְבַּע מֵאוֹת, שָׁנָה.

“E disse para Avraham – Saiba que seus filhos serão exilados em uma terra estrangeira. Serão escravizados, vão afligi-los 400 anos…”

Por que Avraham concordou em fazer esse pacto e não discutiu, como o fez na hora em que Hashem ia destruir Sodoma e Gomorra? Por que não foi dito que esse exílio seria no Egito?

Explica o Ari Za”l, última palavra em Cabalá, que as almas Divinas do povo de Israel, em sua primeira reencarnação, eram as pessoas que causaram o dilúvio; na segunda chance, eles foram a geração que construiu a Torre de Bavel; na terceira chance e última, como humanos, eles foram os “simpáticos habitantes” de Sodoma e Gomorra. Depois disso, Avraham sabia que eles seriam os carneiros e bodes de Itzchak e Yaakov, e outros animais, pelo fato de nossas almas estarem neles. A continuação deveria ser vegetal e mineral, mas o bom D-us já fez o acordo com Avraham, para que essas almas voltassem a ser pessoas, numa terra onde seriam afligidos. Quem, por livre-arbítrio, ganhou o concurso de “o país mais perverso do mundo”? O Egito. Então, para lá foram nossas almas.

O povo egípcio, que virou uma superpotência, pelo mérito de Yossef, no lugar de nos agradecer, jogou nossos bebês no rio. Isso mostra que esse pensamento foi dado de cima à quem teria o prazer de o fazer. Diz o Ari za”l que as indefesas crianças que foram jogadas na água eram os perversos que causaram o dilúvio. Os pobres coitados que construíram Pitom e Ramsés eram a reencarnação dos nada coitados que construíram a Torre de Bavel, e daí por diante.

E como terminou o exílio? Depois que nossas almas foram purificadas, na décima praga quando por “nossa causa” morreram todos os primogênitos do Egito. Os pais, com os filhos ainda mortos dentro de casa, começaram a gostar de nós e a nos dar presentes, em vez de se descontrolar e se enfurecer, como seria esperado. Em resumo, quando nós ajudamos o Egito, éramos como espinhos nos olhos deles, e agora, quando matamos seus filhos, ganhamos simpatia. Essa é a maior prova de que tudo o que o ser humano nos faz é um decreto Divino – tanto as maldades quanto as bondades. Então, pra quê se irritar? Ao contrário. Viva com tranquilidade e peça um desconto para Hashem, que também no Egito deu um desconto de 190 anos a menos de galut. Assim, no lugar de se enfurecer, peça já a GUEULÁ (Redenção)!

aula 3 :- leia uma vez por semana a seguinte carta ✉ que o grande sábio, o Ramban, escreveu para o seu filho e imagine que essa carta foi escrita para você.

Rabi Moshe ben Nachman, conhecido pelo acrônimo “Ramban” ou Nachmanidês, nasceu em Gerona, norte da Espanha, no ano 1195 (4955), numa família rabínica proeminente. Estudou com os grandes sábios da época e foi reconhecido como a mais alta autoridade em Lei Judaica. Essa carta foi enviada por ele de Eretz Israel ao seu filho, Nachman, na Espanha, para inspirá-lo a alcançar as qualidades de santidade e humildade. Instruiu seu filho a ler essa carta uma vez por semana, bem como a transmitir estes ensinamentos a seus filhos, que deveriam sabê-la de cor, para moldar seu caráter enquanto jovens. O Ramban assegurou a seu filho que no dia em que lesse a carta, seus desejos seriam realizados pelos Céus. Também prometeu que todo aquele que se habituasse a ler esse texto seria poupado de aflições e seus pedidos serão aceitos por D’us.

Acostume-se a falar gentilmente com todos, sempre. Isto te protegerá da ira que é um dos mais graves defeitos de personalidade, que pode levar a pessoa a cometer erros.

Nossos sábios ensinaram: “Quem explodir em raiva, toda espécie de aflição o dominará, assim como está escrito: ‘Retire a raiva de seu coração e remova o mal de sua carne’.”

O mal aqui mencionado refere-se às aflições espirituais, assim como está escrito: “O perverso está destinado ao dia da aflição.”

Logo que você tenha se distanciado da raiva, a humildade entrará em seu coração. Esta é a qualidade mais fina de todas as características humanas admiráveis, assim como dizem as Escrituras: “Como consequência da humildade vem o temor a D’us. “ Por meio da humildade, o temor a D’us se intensificará em seu coração. Só assim estará ciente de onde você veio e para onde está destinado a ir. Compreenderá que sua vida é tão frágil quanto a de um molusco – principalmente na morte. Esse tipo de humildade o lembrará diante de Quem será chamado para julgamento– diante do Rei da Glória, sobre Quem está escrito:” Eis que as Alturas dos céus não podem conter-Te, tampouco os corações dos homens. E também está escrito: “Por acaso Eu não preencho os Céus e a Terra? – diz o Eterno.”

Depois de considerar bem essas idéias, se inspirará em reverência perante o Criador e agirá com cautela para não errar. Uma vez que você tenha adquirido essas qualidades, com certeza estará feliz com o seu quinhão.

Quando a genuina humildade permear todo seu comportamento – i.e., quando se portar com recato diante das pessoas, com temor diante de D’us e for cauteloso em relação às transgressões – só então o espírito da Presença Divina pairará sobre você, como também o esplendor de Sua Glória; e você viverá a vida do Mundo Vindouro.

E agora, meu filho, entenda claramente que aquele que é acometido de orgulho em seu coração em relação a outros homens se rebela contra a soberania Divina, porque se glorifica com a vestimenta de D’us, pois está escrito: “D’us reina, Ele Se adorna com o manto da grandeza.”

De que haveria o homem de se orgulhar? Se acumulou riquezas deve reconhecer que é D’us Quem torna a pessoa pobre ou rica. Se é honorável – por acaso a honra não pertence a D’us, como está escrito: “Riqueza e honra vem de Ti”? E como pode se glorificar com a honra de seu Criador? Se se orgulha com sua sabedoria, deveria entender que D’us pode remover a fluência da fala do mais competente e abolir a sabedoria do mais sábio.

Assim sendo, todos os homens se igualam diante do Criador. Em Sua ira Ele derruba os orgulhosos; por Sua vontade Ele engrandece os oprimidos. Portanto, seja humilde e o Eterno o exaltará.

Assim sendo, devo explicar-lhe como poderá se acostumar à qualidade da humildade, e seguir sempre esse caminho: suas palavras devem ser pronunciadas calmamente; sua cabeça deve estar inclinada; seus olhos devem voltar-se em direção à terra, e seu coração em direção aos céus; ao conversar com alguém, não o encare; considere todos os homens superiores a você. Se alguém é mais sábio ou mais rico, demonstre respeito. Se é pobre e você é mais rico ou mais sábio, leve em consideração que ele pode ser mais justo que você, pois as falhas dele podem ter ocorrido sem querer, enquanto sua transgressão é deliberada.

Em toda fala, ato ou pensamento seus – a todo momento – mentalize que você se encontra diante da Presença do Santo, bendito seja, e que Sua Presença paira sobre você. Como a Glória do Eterno preenche o Universo, fale sempre com reverência e temor, como um servo na presença de seu mestre.

Aja com recato diante de seu semelhante; se alguém chamar por você não responda em voz alta, mas sim gentilmente – em tom baixo, como quem está diante de seu mentor.

Tome a precaução de sempre estudar Torá atentamente, só assim será capaz de cumprir os mandamentos. Quando finalizar seus estudos, pondere sobre o que aprendeu. Observe se pode colocar tudo em prática. Revise suas ações durante a manhã e à noite; e viverá todos seus dias em arrependimento e correção.

Remova assuntos mundanos de sua mente no momento da prece. Prepare seu coração cuidadosamente perante o Altíssimo. Purifique seus pensamentos, e pondere suas palavras antes de pronunciá-las.

Comporte-se desta forma em todos os momentos enquanto viver, e assim não cometerá nenhuma transgressão; sua fala, atos e pensamentos serão íntegros. Sua prece será pura e clara, sincera e agradável perante o Onipresente, abençoado seja, como está escrito: “Quando tu preparas seus corações [em concentração], Tu estás atento [às suas preces].”

Leia esta carta ao menos uma vez por semana para cumpri-la à risca e seguir sempre nos caminhos do Eterno, abençoado seja, para que tenha sucesso em todos os afazeres e mereça o Mundo Vindouro que está reservado para os justos. Todo o dia em que você ler esta carta, os Céus responderão aos desejos de seu coração (aproveite e peça tudo)

Aula 4:- Benefício da dúvida

De acordo com a Torá, sempre que existe uma dúvida se alguém fez algo errado ou não, optamos pelo não.

Ou seja, para dizer que o seu marido está se relacionando com outra mulher você tem que ver essa relação com os seus próprios olhos, não por meio de pistas . Você liga para ele, ele diz estar sozinho enquanto você ouve do outro lado da linha uma mulher conversando ! TAVEZ seja uma linha cruzada, um rádio ligado, etc. Então, existindo uma dúvida a Torá nos obriga a optar pela possibilidade boa. Isso é chamado benefício da dúvida,  ou seja, sempre que há dúvida se a coisa foi boa ou ruim optamos pela boa . Pela Torá, acusar uma pessoa de uma coisa que ele não fez é uma coisa muito grave. A Guemará nos conta que quando os romanos correram atrás do Rabi Meir Baal Hanes, ele entrou em um lugar aonde estavam cozinhando porcos para a idolatria, enfiou um dedo no porco e lambeu o outro dedo. Os romanos acharam que ele estava comendo os sacrifícios da idolatria, concluíram que ele não era o Rabi Meir e foram embora. Imagina um judeu que estava passando lá o que pensou? A Guemará também nos conta que se o final de um caminho é uma idolatria não podemos usar esse caminho para não sermos suspeitos, mas se ele continua depois da idolatria podemos usá-lo porque aí já há o benefício da dúvida.

Conclusão :- Sempre devemos usar o benefício da dúvida em relação ao nosso conjugue.

Na Parashát Matot D-eus pede para fazer uma guerra contra Midian por eles terem causado a grande tragédia que abalou momentaneamente a estrutura familiar do nosso povo e nos causou 24.000 mortes. Essa guerra da qual saímos vitoriosos aconteceu a mais de 3300 anos atrás. Por qual motivo temos que nos lembrar nos dias de hoje que vencemos a guerra contra Midian? O motivo é simples. A Torá tem um lado revelado, o que no nosso caso é o acontecimento histórico da vitória, vamos chamar isso de lado “corpo”. Tem um lado oculto, o lado “Alma”. O lado corpo da guerra de Midian aconteceu a 3300 anos atras, o lado alma acontece diariamente , e aqui na nossa Parashá estudamos sobre a revelação de uma “Klipá” (uma impureza) no mundo chamada klipat Midian. Essa Klipá é a fonte do ódio gratuito que causou a destruição do Beit Hamikdash, então não é por acaso que lemos essa Parashá nessa época em que o Beit Hamikdash foi destruído .
Vamos aprender da Parashá como funciona o ódio gratuito e como ele nos seduz.
A Torá já tinha nos contado sobre os meraglim, os espiões que queriam contra a vontade Divina que o povo ficasse no deserto estudando Torá para entrarem na terra de Israel mais preparados. Não seria correto agora depois de décadas de estudos correr atrás da primeira mulher que vissem, com certeza o método de sedução usado foi muito eficaz e essa Klipá se provou resistente a estudos , classe social e nível espiritual. Então vamos lá, qual é a receita do ódio gratuito, a Klipá de Midian ? Vamos aprender com eles próprios como nos proteger

Conheça o inimigo

1-Bilam o feiticeiro sabia que para D-eus a pior coisa é a destruição de uma Familia , relações ilícitas. Ele não tinha motivo para aconselhar Balac contra nós, seu país estava longe , mesmo assim deu o palpite mais destrutivo do mundo.
Primeira característica da Klipá : sem motivo, ou por um motivo muito pequeno destruir sem limites.
Como nos proteger ? Não nos deixando seduzir pela Klipá , ou seja, sempre que sentirmos motivação para entrar em uma briga que não nos pertence ou que pouco nos pertence, e com tudo isso sentimos vontade de comprar essa briga e de destruir totalmente o próximo a ponto de desejar até sua inexistência , aí está ela , tentando nos Seduzir ! Imediatamente ativamos a nossa defesa antiklipa e decidimos não entrar na briga, não dar palpites destrutivos e não apoiar os que estão se empolgando com ela.

2- As jovens de Midian justificaram seu comportamento como causa nobre e espiritual, até as princesas participaram, cada uma levou junto seu deus, o Baal Peor que foi apresentado como deus politicamente correto, querendo o prazer e bem estar de seus adoradores, lhes pedindo até para fazerem suas “necessidades” sobre ele para demonstrar que não existe nada proibido no mundo, tudo é permitido, até fazer as “necessidades” no próprio deus. Outra característica da klipa, ela apresenta a destruição da nossa Familia e de nossas amizades por meio de brigas como se fosse uma causa nobre e politicamente correta e ainda com apoio divino.

Como nos proteger? Vendo as consequências ! Por mais nobre e politicamente correta que seja a causa, se a consequência é a destruição , aí está a klipá novamente. Então vamos dizer para nós mesmos,não vamos pensar que estamos certos. No começo da briga já temos que mentalizar a paisagem da destruição do pós briga e do tempo necessário para reparar os prejuízos que ela causará e curar os ferimentos que ela trará. Uma Familia protegida pelos mandamentos Divinos não vai ter o prazer de fazer tudo o que quer, e aí especificamente está a sua segurança , não vamos ter os prazeres descontrolados que a klipá nos oferece e nem morrer na peste espiritual que ela causa.

No primeiro dia quando D-eus criou a luz Êle viu que a luz era boa e falou “Que bom”
No segundo dia D-eus criou a separação , uma separação extremamente necessária que sem ela não existiríamos , mesmo assim D-eus não falou que era bom. Era extremamente necessária, mas uma separação está longe de ser uma coisa boa. No terceiro dia D-eus criou as arvores que dão frutas, a generosidade , aí Êle falou duas vezes “que bom” .Aprendemos que separação é uma coisa ruim e generosidade é uma coisa boa.

Conclusão , a klipá vai justificar qualquer briga como uma causa nobre e espiritual mas pela sua consequência vemos que uma briga não tem nada nem de nobre nem de espiritual mas a consequência dela é destruição .

O Beit Hamikdash foi destruído por causa de pessoas que estavam com toda a razão como vemos na história de Kamtza e Bar Kamtza. Kamtza em aramaico é formiga, e se formiga já é uma coisa pequena, imagine o bar Kamtza, o filho da formiga. Por causa de briga justa, causa nobre e apoiada pelo silencio dos rabinos da época nosso Beit Hamikdash foi destruído e nosso exílio se estende por 2000 anos. Todos conhecem as banalidades que causaram essa destruição. Um ricaço de Jerusalem tinha um amigo chamado Kamtza e seu inimigo se chamava bar Kamtza. O rico fez uma festa e pediu para seu servente (olha só, erro de faxineiro, coisinha insignificante) convidar seu amigo Kamtza (Sr. Formiguinha) o faxineiro se atrapalhou e convidou o Bar Kamtza (Sr. Filho da formiguinha) O ricaço vendo seu inimigo na festa o convidou a sair (mediocridade) Bar Kamtza ofereceu pagar o que comer. O dono da festa pediu novamente para ele se retirar, Bar Kamtza ofereceu pagar por metade de toda a festa. O ricaço insistiu que Bar Kamtza se retirasse, Bar Kamtza ofereceu pagar pela festa inteira.O ricaço pegou Bar Kamtza pelo colarinho e o tocou para fora da sua festa, o que culminou com uma guerra de proporções catastróficas. Vamos chamá-lá de “A guerra do errinho do faxineiro entre formiga e formiguinha ” todo o exercito romano se movimentou por causa de um errinho desses , a cidade de Jerusalem foi destruída , um verdadeiro holocausto aconteceu por causa de terem feito questão de brigar por besteirinhas . Na hora da briga cada um estava certo e tinha quem o apoiava,nenhum dos lados teve vergonha de estar fazendo questão de ser um “durão”, nenhum dos lados viu que o final não é a vitoria mas sim a destruição , a única vitória verdadeira é quando nos controlamos e não brigamos, então vencemos e destruímos a klipá de Midian e nos tornamos verdadeiramente VITORIOSOS !!!

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre com você

3 comentários sobre “Curso de Shalom Bait

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