Mensagem da Parashá

Vayetze

Nossa Parashá é dedicada à nossa diretora Bátya Odessa.

Que no mérito desta Mitzvá Hashem dê à ela muita saúde

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Nossa Parashá foi dedicada pelo Sr Edward Khebzou

Que Hashem dê à ele e à toda a sua família muito sucesso, muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família

Parashat  Vayeshev

Nossa Parashá nos conta sobre os sonhos de Yossef e a próxima Parashá vai nos contar sobre os sonhos do Faraó

Yossef teve dois sonhos que compartilhavam um mesmo tema, de que um dia sua família se curvaria perante ele.

No primeiro sonho, Yossef e seus irmãos foram representados por grãos de trigo. Onze feixes de trigo se inclinaram perante um único feixe, o de Yossef.

No segundo sonho, sua família, representada pelo sol, a lua e as estrelas, voltou a se curvar na frente dele.

Como Yossef na nossa Parashá, na próxima Parashá o Faraó também vai ter dois sonhos, e seus sonhos também irão compartilhar um mesmo tema, de que o Egito iria passar por sete anos de abundância  seguidos de sete anos de fome.

E como nos sonhos de Yossef, nos sonhos do Faraó as imagens também  mudaram de um sonho para o outro.

No primeiro sonho, os anos de abundância e fome foram representados por sete vacas bem alimentadas  indicando uma grande fartura, e sete vacas mal alimentadas indicando uma grande escassez.

No segundo sonho, os sete anos de abundância foram representados por sete espigas de grãos saudáveis ​​e gordurosos e os anos de escassez representados por sete espigas secas e atrofiadas.

Nos sonhos de Yosef apareceram assuntos celestiais como o sol, a lua e as estrelas, os sonhos de Yossef progrediram do terrestre para o celestial.

Nos sonhos do Faraó não apareceram assuntos celestiais.

Seu primeiro sonho (do faraó) envolveu a vida animal, mas seu segundo sonho já desceu para a vegetal – uma forma de vida muito menor. Podemos dizer que os sonhos do Faraó  “se deterioraram”!

O contraste entre esses dois conjuntos de sonhos realça as diferenças entre os sonhadores.

Os sonhos do faraó estavam desprovidos de qualquer coisa celestial, simbolizando uma pessoa cuja mente estava inteiramente absorvida em atividades terrestres.

Não é surpresa que essa pessoa gradualmente se torne mais e mais enraizada em suas obsessões materiais, como é representado pela seqüência “degenerativa” dos sonhos do faraó.

Os sonhos de Yosef, no entanto, eram diferentes. Um judeu, mesmo interagindo com o mundo físico, tem que estar sempre pensando nos aspectos celestiais de sua vida – seu desenvolvimento espiritual e propósito espiritual.

Yossef, portanto, sonhou tanto com o mundo material quanto com o celestial, e em uma ordem de “progressão”, porque sua vida como um todo estava em constante crescimento.

Terça feira (dia 12) ao anoitecer acenderemos a primeira vela de Chanucá e durante oito dias cada dia acrescentaremos uma vela (em ordem de progressão), demonstrando que nossa função no mundo é acrescentar luz, acrescentar espiritualidade nesse mundo iluminando ele cada dia mais!

E, como Yossef, mesmo interagindo diariamente com o mundo material à nossa volta temos que estar sempre pensando nos aspectos celestiais da nossa vida, sem nos contentarmos com a luz que difundimos ontem mas acrescentando cada dia mais um pouquinho de luz no mundo!

Por que o milagre original de Chanucá só poderia acontecer por meio dos “Cohanim sagrados” e não por meio de pessoas comuns?

Depois de acender as velas de Chanucá falamos “Hanerot Halalu”, uma Tefilá cuja fonte é uma Guemará chamada “Massechet Sofrim”

Nela agradecemos à Hashem pelos milagres que aconteceram por meio dos seus “ Cohanim Sagrados”.

O motivo que o milagre original de Chanucá só poderia ter acontecido por meio desses Cohanim sagrados é o seguinte:

Os Hashmonaim saíram para a guerra sem que tivessem absolutamente nenhuma possibilidade de vencer de uma maneira natural

Se uma pessoa comum como todos nós fizesse isso seria considerado suicídio, seria proibido pela Torá sair para uma guerra do tipo que não há nem pelo menos uma ínfima possibilidade de vencer de uma maneira natural.

Mas para eles seria permitido morrer dessa maneira e não seria considerado suicídio sendo que eles estavam em um nível espiritual muito elevado chamado de “Chassid Gamur” , e por isso tinham a permissão de dar a própria vida para santificar o nome de Hashem

Por causa disso o milagre aconteceu especificamente por meio deles,  no mérito da Mitzvá que eles fizeram de dar a vida para santificar o nome de Hashem, mas se uma pessoa comum tivesse feito isso seria uma averá (uma transgressão à Torá) e o milagre não aconteceria!

Uma parte desse cântico diz: “Naqueles dias nesse tempo” nos indicando que depois que eles trouxeram ao mundo esse milagre tão grande eles abriram esse portão celestial para todos nós e sempre que esses dias voltam os portões celestiais se abrem novamente tornando esses dias propícios para grandes milagres para cada um de nós

Uma história pessoal

Há trinta anos atrás eu era professor em Rehovot, Israel. Naquela época eu morava em Kryat Malahi, no interiorzinho de Israel, e se perdia um ônibus para Rehovot tinha que esperar uma hora até que chegasse o outro.

Mesmo sabendo que a minha vocação verdadeira era para estudos e não me via com a mínima capacidade de dirigir um carro, entrei em uma auto escola em Rehovot.

Não falei nada para o professor mas ele sozinho depois de algum tempo me chamou e disse:- Vou ser ”dugri” com você ! (uma gíria israelense que quer dizer ”extremamente sincero”) :- Nunca tive um aluno pior do que você, e para falar a verdade eu tenho até medo de estar com você dentro do carro! (O pior era que era verdade mesmo)

Depois de ter ouvido a opinião sincera desse grande profissional, acalmei ele e lhe disse que concordo plenamente, mas pedi para ele marcar o meu teste para Chanucá que é uma época propícia para milagres

Ele me tirou qualquer esperança e me disse que nunca na vida eu passaria em um teste de habilitação, e que ele tem até vergonha de me cobrar pelas aulas.

Eu insisti para ele marcar o teste para Chanucá e ele marcou só para mim ver com os meus próprios olhos o que nós dois já sabíamos, que eu nunca iria conseguir tirar uma carteira de motorista na vida!

Chegou Chanucá. Fomos para o departamento de trânsito de Rehovot.

Chamaram o meu professor de lado e disseram para ele:- o avaliador que vai entrar hoje com os seus alunos no carro é um funcionário público efetivo, sobrevivente de holocausto com sérios traumas de guerra e hoje ele está atacado. Quando isso acontece ele reprova todo mundo e não tem como tirar ele dessa função, só avisa os seus alunos que a culpa não vai ser deles, mas eles vão ser todos reprovados.

O professor nos avisou!

Entramos no carro. Ele estava surtado de verdade.

Éramos três alunos.

Começou por uma jovem, ele pediu para ela fazer uma baliza de esquerda e quando ela começou a dirigir ele já começou a gritar e reprovou ela.

Um segundo aluno sentou na frente, ele pediu para o aluno fazer uma baliza de direita e quando ele começou já levou berros e foi reprovado

Eu sentei na frente…… O avaliador pediu para mim dirigir reto de volta. Ele ia me reprovar na reta. Mas….. o farol abriu, veio um louco dirigindo à toda e eu vi que ele iria passar no vermelho e se não parasse bateria em nós (só um brasileiro perceberia isso). Brequei repentinamente e o louco passou a um milímetro de nós. O avaliador se assustou extremamente, olhou para mim com lágrimas nos olhos e me disse:- ele iria bater do meu lado, eu iria morrer agora e você salvou a minha vida!

Não preciso dizer que fui o único aprovado aquele dia e o professor me falou:- você estava certo! Chanucá é a época dos milagres!!!

Shabat Shalom!

Para os horários de atendimento das velas de Shabat na sua cidade e horários e detalhes sobre Chanucá acesse ao nosso site www.ongtora.com

Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a  nossa ONG TORÁ

Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família

Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à Roger Ades e família, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) ,  à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Guttmann, e à família Worcman grupo  hotel Rojas

Nossos agradecimentos também à
Yehuda e Laura Carmi, à Família Grinszpan,
À Samy Sarfatis Metta , à Tiago e Rosiele Bolcont, à empresa Adar Tecidos , às nossas voluntárias e à todos vocês que lêem a nossa Parashá. Que Hashem dê à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!

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Vayetze

A Parashá nos conta que Yaakov Avinu saiu de Beer Sheva e foi para Haran. Se ele estava em Beer Sheva, com certeza ele saiu de lá, então porque a Torá precisa nos contar que ele saiu de Beer Sheva?

 

Para nos ensinar que quando um Tzadik sai da cidade isso é sentido por todos sendo que ele é o esplendor,ele é o brilho e a beleza da cidade! As atitudes dos nossos patriarcas são um ensinamento para nós, cada um de nós também tem que ser essa pessoa tão especial que “faz a diferença” !

Uma conexão entre o céu e a terra

Quando Yaakov se deitou para descansar no meio do caminho teve uma visão profética na qual ele viu uma escada da terra aos céus e anjos subindo e descendo por ela, um acesso ao mundo superior. A linguagem do versículo é: primeiro subindo e depois descendo. Surge a pergunta: quem são esses anjos que estavam na terra e o que eles estavam fazendo aqui até essa ocasião?

Será que anjos podem errar?

O Midrash Rabá nos conta que os anjos que estavam subindo de volta ao céu por esse acesso espiritual eram dois dos três anjos que vieram visitar nosso patriarca Avraham Avinu, eles eram anjos de “primeiro escalão” Gavriel e Refael , que saindo de Avraham foram para Sodoma.

Diz o Midrash que por motivo de eles terem feito o contrário da vontade Divina revelando aos habitantes de Sodoma e Gomorra que as cidades iriam ser destruídas, ou por terem tido o orgulho de dizer :- “Nós vamos destruir a cidade”, levaram uma “suspensão” e foram proibidos de voltar aos céus por 138 anos e só foram autorizados a subir de volta quando Yaakov viu aquela escada.

Como o Anjo pode errar se ele não tem livre arbítrio?

Pergunta o Rebe, como pode ser que um Anjo bom que não tem livre arbítrio pode fazer o contrário da vontade Divina? A resposta é simples , eles não sabiam que isso era o contrário da vontade Divina ! Eles fizeram contra a vontade Divina achando que isso era a vontade Divina, fizeram um erro de avaliação!

Qualquer criatura, mesmo um Anjo ou uma criatura mais elevada é impossível que seja totalmente perfeito , como diz a conhecida explicação de Rashi no Midrash Rabá sobre o versículo “Asher Bará Elokim Láassot”. Rashi traduz a palavra “Laassot” como consertar. Ou seja, tudo o que D’us fez ainda precisa de um consertozinho.

E se ainda é preciso fazer alguma coisa em tudo o que D’us fez quer dizer que nada é perfeito, portanto tudo o que D’us fez é  passível de erro e será que existe alguma coisa que D’us não fez?

Adão e Eva fizeram o primeiro pecado sem ter “Yetzer Hará” !

Um exemplo disso é o primeiro homem. Mesmo tendo sido diretamente criado por Hashem (e não cópia de cópia como nós) e o tempo em que ele foi criado era antes de comer a fruta proibida e receber o “yetzer hará” (má inclinação) , mesmo assim tropeçou e caiu no caso “escândalo da fruta proibida”.

Com certeza tinha uma justificativa, como ele próprio disse :- “a mulher que você me deu….”. Ou seja, o primeiro homem que não tinha Yetzer Hará talvez tenha achado que Hashem iria ficar feliz de ele ter obedecido à Chavá (Eva) que era a “Mãe de todas as criaturas”.

Talvez Eva tenha imaginado que se ela comesse aquela fruta ela ficaria como Hashem e isso seria um orgulho para o Criador da mesma forma que uma mãe se orgulha quando sua filha sabe tanto ou até mais do que ela. E erraram porque Hashem queria que eles ficassem como Hashem em “Kedoshim Tichiu” , em vivenciar a “Kedushá” (Santidade) , não em vivenciar a “coisa ruim”.

Fizeram um erro de avaliação sem ter feito ainda o primeiro pecado , sem ter recebido uma má inclinação . Ou seja, desde o começo do mundo ninguém é perfeito, todos nós somos passíveis de erros de avaliação.

Um Anjo do nível de Gavriel faz um erro de avaliação , um ser humano criado pelo próprio D’us sem ter ainda Yetzer hará faz um erro de avaliação , o que dizer sobre nós , geração descartável , será que existe entre nós alguém que D’us não criou e portanto é perfeito ?

Mais provável que alguém se ache perfeito! Ou se achava até ler o Rashi do Midrash Rabá. A nós só resta não cobrar perfeição do nosso próximo , não cobrar dele o que D’us não criou e julgar ao nosso próximo com bons olhos porque da mesma maneira que julgamos o nosso próximo assim somos julgados lá em cima!

Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a  nossa ONG TORÁ


Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família.

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TOLDOT

“E amou Itzchak a Essav…”

O Zohar nos conta que Avraham Avinu, nosso primeiro patriarca, era a Chessed (bondade) em pessoa , a Sefirá “Chessed” do mundo de Atzilut se revelou nele.

Itzchak, nosso segundo patriarca pelo contrário , era a Guevurá (rigidez) em pessoa , a Sefirá “Guevura” do mundo de Atzilut se revelou nele.

Não que isso fizesse dele uma pessoa ríspida ou seca, D’us nos livre , ele se comportava como tinha sido educado pelo seu pai, mas na sua essência ele era Guevurá total.

Esse é o motivo, de acordo com o Zohar, que ele amava Essav mais do que aos outros, sendo que Essav também era do lado da Guevura e de uma maneira natural a pessoa gosta de quem é igual a ela.

Será que Itzchak não suspeitava do comportamento de Essav ?

Talvez até sim, mas Itzchak tinha presenciado a recaída e a Teshuvá de Ishmael e Hagar. Diz o Zohar que Hagar fez Teshuvá , mudou o seu nome para Ketora e se casou com Avraham depois que Sarah faleceu. Ishmael também voltou para o bom caminho , e após o falecimento de Avraham , junto com Itzchak ele o enterrou na Mearat Hamachpelá .

Talvez Itzchak tivesse concluído que se até Ishmael e Hagar fizeram Teshuvá , com certeza Essav o faria também .

Rav Moshe Weber explica o que era a caça de Essav:

No versículo :- “E amou Itschak a Essav porque a caça dele estava na sua boca mas Rifka gostava de Yaakov”,  a palavra “caça” geralmente é relacionada ao fato de Essav fazer agrados à seu pai caçando para ele , demonstrando ser um filho prestativo e assim despertando ainda mais o amor natural que o pai já tinha por ele.

O Rav Moishe Weber, grande Tzadik que viveu em Jerusalém , explica que a palavra “caça na sua boca” se refere ao próprio Essav que possuía “aprisionada” dentro de si as almas de grandes Tsadikim que iriam nascer no futuro como Rabi Akiva e de Rabi Meir Baal Hanes entre outros .

Itzchak sabia que de Essav iria sair o grande Rabi Akiva e achava que por isso Essav iria fazer Teshuvá. Isso foi o que impulsionou Itzchak a querer dar a Brachá para Essav.

A Rabanit Miriam , esposa do Rav Moishe acrescentou:- Se Essav tivesse recebido a Brachá de Itzchak, com certeza Rabi Akiva não seria nem Rabi e até mesmo nem judeu

Por que Rifká pensava diferente?

O Zohar nos conta que Itzchak era a Guevurá intensa e Rifka era “Guevurá leve com um fio de Chessed pendente”. Por causa desse ” fio de chessed” Itzchak não se apaixonou por ela logo que se casou , mas com o tempo o amor surgiu , como está escrito :- “Ele se casou e a amou”. Primeiro se casou e depois a amou .

O Zohar nos conta que D’us faz por milagre as pessoas se casarem dessa maneira , uma diferente da outra (como no caso de Itzchak e Rifka , ele Guevurá e ela uma leve guevura com um fio de Chessed pendente) para que um equilibre o outro criando harmonia no mundo.

Os fatos por trás do aparente “roubo das Brachot”

Adam, o primeiro homem e Hava, a primeira mulher foram abençoados por Hashem . A vida no paraíso terrestre era um “verdadeiro Paraíso” , mas a cobra (que na época tinha forma humana) por meio de trapaça “roubou” deles a Brachá.

O Zohar nos conta que Yaakov tinha a alma do Adam Harishon e Essav tinha a alma da cobra. Se Itzhak desse a Brachá para Essav iria causar com que a cobra (Essav) recebesse oficialmente a Brachá que tinha roubado de Adam e Havá

Diz o Zohar que sendo que a cobra tinha tirado a Brachá por trapaça , o único jeito de tirar essa Brachá do poder espiritual da cobra teria que ser também por meio de trapaça .

Yaakov não tinha pensado no lado material das Brachot , mas sim na função espiritual que o primogênito receberia de ser o responsável por todo o trabalho espiritual do povo. Yaakov conhecia Essav muito bem e estava consciente de que ser responsável por alguma função religiosa era a última coisa que poderia ser relacionada ao  perfil de Essav, e se isso acontecesse seria uma catástrofe.

Sem restar outra opção para fazer isso a não ser a trapaça , Yaakov comprou a primogenitura de Essav em uma hora de aperto para que Essav não fosse mais o responsável pelos assuntos religiosos.

A Brachá que foi roubada pela cobra por trapaça agora volta ao seu dono original também por trapaça , único jeito de resgatá-la !

Cheiro de “Gan Éden”:

Quando Yaakov vai receber as Brachot de seu pai que já estava cego, entra fantasiado de Essav vestido com peles de bode recém extraídas e ainda não curtidas (e com certeza ainda com um grande cheirinho de bode)

Yaakov ouve do seu pai a seguinte frase:- “O cheiro do meu filho é como o cheiro do campo que Hashem abençoou” , referência ao Gan Eden (o paraíso). Parece que Itzchak quis dizer com isso que já entendeu que essa história está cheirando uma continuação do que aconteceu no Gan Éden” entre o homem e a cobra e por isso deu a Brachá para Yaakov mesmo sentindo que está sendo enganado.

A Brachá de Ishmael:

Ishmael recebeu sua Brachá dos anjos que se revelaram para Hagar como vemos em Bereshit  :- “E disse a ela o Anjo de Hashem , volte para a sua dona e se aflija nas mãos dela , você vai engravidar e dar a luz a um menino e o chamará de Ishmael porque Hashem ouviu seu desespero, ele será um selvagem, sua mão estará sobre todos e a mão de todos sobre ele e se expandirá pelo mundo”….

Vemos que essa Bracha aconteceu com os descendentes do Ishmael e surgiu dela um império Árabe que durou centenas de anos , se expandiu da Índia à Península Ibérica e durou mais do que qualquer império antigo , sua mão está sobre todos , que precisam do petróleo e a mão de todos sobre eles por dependerem dos outros em tudo.

A Brachá de Essav:

Essav recebeu a Brachá de viver pela espada, e vemos que essa Bracha aconteceu com os descendentes de Essav que deram origem ao império romano e aos povos europeus e suas colônias que conquistaram o mundo pela força e até hoje continuam usando ela para intimidar ou destruir sempre que acham necessário.

A nossa Brachá:

Nós somos os descendentes de Yaakov , porque a Brachá que ele recebeu com tanta dificuldade aparentemente não acontece ?

O Zohar nos conta que as Brachot foram entregues (e a nossa é a maior de todas).

Essav que só pensava nos prazeres desse mundo usou elas para aproveitar o mundo aqui em baixo consequentemente herdando esse mundo.

Yaakov as guardou lá encima para o futuro .

Em breve , em nossos dias quando chegar o Mashiach , junto com Yaakov vamos usufruir das Brachot tanto lá em cima quanto aqui embaixo. Essav perderá tudo e não vai sobrar dele nenhuma lembrança , então Yaakov herdará os dois mundos .

Ovadiahu Hanaví era de Edom , descendentes de Essav. Ele se converteu ao judaísmo e chegou ao alto nível de profeta sendo escolhido por Hashem para trazer ao mundo a profecia do que vai acontecer aos descendentes de Essav no final dos tempos .

Ovadiahu diz sobre esse tempo:- “E subirão os libertadores no monte Tzion para julgar o morro de Essav , e será de Hashem a monarquia .

O profeta Zechária diz sobre isso :- E Hashem será Rei sobre toda a terra , naquele dia Hashem será Único (todos os povos vão abandonar suas religiões e servir somente Hashem) e seu nome Único . Só o Nome de Hashem será mencionado por todos.

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Parashat Lech Lechá:



Nossa Parashá nos conta sobre a descida do nosso patriarca Avraham ao Egito.


         Os egípcios antigos eram obcecados por mulheres e Sarah, nossa matriarca era uma mulher linda. A estatística egípcia de maridos assassinados por terem mulheres lindas seria considerada hoje “risco não segurável”! Avraham pede à Sarah dizer que é sua irmã por motivos de perigo de vida e também para ganharem presentes . Essas duas coisas não fazem parte do perfil de Avraham que estava em um nível espiritual elevadíssimo. Em Ur preferiu ser jogado ao fogo do que fazer idolatria, e quando salvou o rei de Sodoma, não aceitou  nem um cordão de sapato de presente. Como então Avraham usa agora essas duas coisas como argumento?


         O Tanach traz muitos casos parecidos mas vamos analisar dois deles. Quando Hashem pediu para Moshe ir ao Faraó e fazer milagres, os próprios milagres eram o objetivo dessa empreitada, mas quando D’us pediu ao profeta Shmuel ir para Beit Lehem nomear um rei no lugar de Shaul , o profeta pergunta :- Como irei, Shaul vai ouvir e me matar! Hashem diz para ele levar uma bezerra e dizer que está indo para lá fazer um korban . Ou seja, o próprio D’us dá uma justificativa para ele poder ocultar o verdadeiro motivo da viagem e se salvar do perigo. No caso de Shmuel o milagre seria apenas uma necessidade particular e poderia ser evitado com uma desculpa , e por isso Hashem diz para ele justificar dessa maneira para não precisar do milagre.

        Conclusão: quando uma pessoa pode fazer algo de maneira natural mas no lugar disso espera um milagre, o milagre pode não acontecer , ou acontecer mas ser descontado dos méritos dela , e isso não é bem visto pela Torá. Mas quando estamos em uma situação que não há outro jeito a não ser um milagre , nesse caso o milagre pode acontecer sem ser descontado dos nossos méritos.

           No caso do nosso patriarca Avraham, D’us não tinha pedido para ele descer ao Egito e fazer milagres, então ele deu um jeito para não precisar dos milagres, iria dizendo que Sarah era sua irmã até eles se acostumarem com a presença dela e “esfriarem” tentando ser apresentados pelo “irmão” que os enrolaria até passar o entusiasmo da chegada da “Miss Universo” na cidade , e recebendo presentes dos ricos ela estaria protegida contra os assédio dos pobres.

         Aprendemos com Avraham uma grande regra da Torá. Que junto com a reza e confiança em D’us devemos fazer meios naturais para receber as bênçãos Divinas e mesmo os Tzadikim precisam fazer isso.  No caso de Avraham foi feito dessa forma, e todo o Tanach está cheio de exemplos assim deixando isso como um ensinamento para nós.

          Os meios honestos de como ganhar nosso dinheiro não só que não estão em desacordo com a reza e a confiança em D’us mas ainda são um complemento à ela, sendo que está escrito que D’us vai nos abençoar em tudo o que fizermos e não em tudo o que não fizermos

        Por meio da nossa confiança em D’us, por meio das nossas rezas e das nossas Mitzvot é decretado lá em cima quanto vamos receber aqui embaixo e por isso o trabalho deve ser feito somente após cumprirmos nossas obrigações espirituais sendo que ele é só o meio de retirar o que entrou na nossa conta lá em cima.  Temos que fazer nosso trabalho somente porque é uma ordem Divina , e junto com isso termos fé em D’us e não ver o próprio trabalho em si como algo que pode nos ajudar ou nos prejudicar .

         Sendo que a ordem Divina é só em relação ao que podemos fazer e D’us não se comporta com tirania com as suas criaturas , quando não temos a possibilidade de fazer  o receptáculo, não só que isso não enfraquece a confiança que D’us vai nos dar o nosso pedido, mas serve como prova de que nesse caso específico não precisamos de receptáculo . Por isso quando aconteceu o imprevisto e Sarah foi levada ao palácio do Faraó Avraham ficou confiante que o milagre iria acontecer porque nesse caso ele não tinha mais o que fazer de uma maneira natural e sabia que restou para Hashem fazer um grande milagre.


         Porque Hashem pede para fazermos o receptáculo se o receptáculo por si só aparentemente nem ajuda e nem prejudica?


          Por causa de uma intenção Divina profunda que determina que tudo o que desce lá de cima para esse nosso “mundo da Assiá” vem revestido nas vestimentas da natureza , portanto nós, que somos criados à exemplo de cima, também precisamos fazer uma “vestimenta” natural para podermos receber as bênçãos Divinas.

         Esses meios naturais são o trabalho , os cuidados com saúde , segurança e etc. Quando não fazemos isso estamos roubando de nós próprios o que Hashem quer nos dar ou obrigando Hashem a nos fazer milagres e descontar dos nossos méritos (e com certeza ainda vamos reclamar que D’us cuida melhor do vizinho) . Mas quando vemos que de verdade não há o que fazer e o único jeito é o milagre, podemos ficar confiantes, os milagres vão acontecer!

Para o horário do acendimento das velas de Shabat acesse ao nosso site www.ongtora.com

Estamos fazendo o re-cadastro para quem quiser receber a nossa Parashá diretamente pelo e-mail, mande um e-mail para RabinoGloiber@OngTora.com


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Aproveitamos essa ocasião para dar boas vindas ao nosso querido Avraham Shtarkberg e linda família que acabou de voltar da Alemanha e já está trabalhando duro na construção do nosso novo site. Por problemas técnicos não pudemos mandar a Parashá anterior pelo Mailchimp e mudamos nosso provedor de internet marketing para o E-goi. Estamos fazendo um recadastramento do ONG TORÁ NEWSLETTER. Mande o seu e-mail para rabinogloiber@ongtora.com para confirmar a continuação do recebimento do newsletter.

Shabat Shalom!

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por vocês

http://www.ongtora.com

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 Noach

A Torá nos conta em duas parashiot uma história de vinte gerações de Adam Harishon até o nascimento de Avraham Avinu que consiste em quase dois mil anos de história. Depois disso a história do nosso patriarca Avraham é contada em três parashiot , nos ensinando que uma história de mil anos de atrocidades de Adam até Noach termina em dilúvio, e mais mil anos sem D’us , de Noach até Avraham só não terminou em dilúvio porque D’us prometeu para Noach que não iria mais ter dilúvio


       Depois de dois mil anos , chega o nosso primeiro patriarca , Avraham Avinu ensinando as pessoas a rezarem para D’us e fazerem boas ações , e aí tudo mudou!


      Noach era um Tzadik na geração dele, Avraham Avinu seria um Tzadik em qualquer geração. Noach não fez o mal, mas também não fez o bem. Não rezou pela sua geração, não tentou ensinar sua geração a se comportar de maneira melhor. Noach construía a arca , e se alguém perguntasse para ele porque ele estava construindo essa arca, ele respondia que Hashem vai mandar um dilúvio por causa das atrocidades que eles estavam cometendo e ele e sua família iriam se salvar. Entre ele e as outras pessoas havia uma barreira, ele não tomava a iniciativa de ensinar as pessoas a se comportarem melhor e a rezarem para D’us e também não rezava por elas, ele não se importava com elas.


      Noach fez uma arca e salvando a sua família e os animais , mesmo assim está escrito que Noach era um Tzadik na geração dele (porque nela não tinha ninguém melhor) mas se ele estivesse na geração de Avraham Avinu já não seria tão importante assim      


      Se é assim, porque ele foi chamado de Tzadik na geração dele? Porque pelo menos ele tinha os valores certos , sabia o que era certo e o que era errado. Noach não diria que cada um tem a sua opinião e está no direito de fazer o que quiser e se casar com o que quiser, mas respondia a quem perguntava que as más ações teriam como consequência um dilúvio.


     Sabemos que existem sete mandamentos de bnei Noach e quando temos a oportunidade ensinamos aos povos do mundo esses mandamentos , principalmente que não se deve fazer idolatria e que um homem deve se casar com uma mulher (os maiores problemas  da nossa geração). Mas Noach não teve essa atitude de divulgar as próprias sete Mitzvot de bnei Noach.

      Avraham Avinu foi o primeiro judeu , ele ensinou aos bnei Noach as Mitzvot deles . Em outras palavras , aprendemos de Noach que não devemos ser como Noach mas temos que ter atitude como Avraham, por isso o dilúvio é chamado de “as águas de Noach”


      Diz o Ari Zal que a geração que causou o dilúvio e a geração que fez a torre de bavel , ambas mencionadas na nossa Parashá , se reencarnaram novamente como o povo de Israel no Egito . O decreto do Faraó de jogar as crianças no rio foi o concerto das almas daquela geração que por suas atrocidades causou o dilúvio. Ou seja, uma criança tão fofa e meiga que tinha acabado de nascer no Egito, não matou ninguém, não roubou ninguém, uma alma pura, porque ela mereceu uma morte tão terrível? A resposta é simples, uma alma pura mas com pendências de ter feito grandes atrocidades em uma reencarnação anterior que estão esperando pelo seu conserto. Os  egípcios jogaram as crianças judias na água e foram condenados pelo tribunal Divino por esses assassinatos culminando com a destruição do Egito e o afogamento do seu exército, mas onde estava D’us quando isso aconteceu? Porque D’us não fez um milagre para salvar essas crianças? Porque esse era o concerto daquela geração, o concerto daquelas Almas. Isso é chamado de ”Tikun”.

          O mesmo diz o Ari Zal sobre os judeus que viveram na época das cruzadas e da inquisição, que foi um verdadeiro holocausto para o nosso povo. Diz o Ari Zal que eles eram almas judias da época do primeiro Beit Hamikdash que faziam idolatria (que incluía até sacrifícios humanos) e tiveram que se reencarnar para passar por esse ”Tikun”. Uns tinham que morrer para não fazer idolatria, outros tiveram que perder a casa para não fazer idolatria, cada um de acordo com o nível de idolatria que tinha feito na reencarnação anterior. Esse raciocínio é aplicado à todas as perseguições que o nosso povo passou, mesmo não sabendo o motivo delas sabemos que ele está ligado à reencarnações anteriores, como dizia o Rav Moshe Weber, grande Tzadik que viveu em Yerushaláim, “Hacol muvan bessod haguilgulim” (“tudo é inteligível pelo segredo das reencarnações”)

       Também  o decreto dos egípcios de escravizar o povo de Israel para construir Pitom e Ramsés foi um “Tikun” , foi o concerto das almas que fizeram a torre de bavel da nossa Parashá, tanto a geração do dilúvio quanto a geração da torre de bavel eram almas divinas que se tornaram depois o povo de Israel no Egito e depois do seu “Tikun” saíram de lá para receber a Torá no monte Sinai.

Curiosidades:

Homemssauro, mulherssauro, nenêssauro e dinossauro:

A escritura nos deixa claro a idade de cada uma das pessoas mais importantes das dez gerações entre Adam e Noach mas não comenta sobre o tamanho dessas pessoas , como se existisse uma escala óbvia entre idade e tamanho. Foram encontrados ossos de dinossauros mas não foram encontrados desenhos deles entre os desenhos da antiguidade , nos indicando que eles viveram antes do dilúvio.

   O Zohar nos conta que Rabi Hiya e Rabi Yehuda estavam andando nos  “Montes Altos” e encontraram lá ossos de pessoas que morreram no dilúvio. Eles resolveram medir um osso desses e andaram sobre ele trezentos passos (150 metros). Então, imagine o erro dos cientistas quando colocam os ossos dos dinossauros ao lado dos ossos de alguns macaquinhos da época antiga (que eles dizem ser o macaco que virou homem e já o consideram homem). O motivo principal do erro deles nessas proporções é que eles nunca encontraram um esqueleto de verdade de seres humanos que viveram antes do dilúvio, mas se encontrassem veriam que o maior dinossauro em relação aos seres humanos daquela época seria como uma galinha em relação a nós.

“Cúbito de Noach”:

A medida da arca é em ”amot”. Traduzido pelos portugueses antigos como cúbito , é a medida do antebraço entre o cotovelo e o pulso, para o ser humano de hoje uma média de 50 centímetros. Mas sendo que não sabemos o tamanho de Noach e a “escala métrica” do “amá” no caso dele é relativa ao tamanho do antebraço dele , pode ser que a arca da muito maior do que imaginamos.

Espécies e raças:

Noach colocou na arca pelo menos um macho e uma fêmea de cada espécie. Sabemos que antes do dilúvio os híbridos também se multiplicavam mas que somente entraram na arca espécies que não tinham se misturado entre si. Também sabemos que o clima mudou depois do dilúvio e muitas espécies não sobreviveram à essa mudança e se extinguiram, como acontece também hoje. Se os dinossauros eram híbridos que não entraram na arca ou entraram na mas não se adaptaram ao clima dos e se extinguiram fica em aberto.

Quando as pessoas e os animais saíram da arca receberam de Hashem (D’us) uma brachá para se multiplicar . A consequência dessa brachá é que a espécie que não estava na arca e surgiu depois com o cruzamento de duas espécies, o que chamamos de híbridos, ou não tem filhos ou tem filhos não férteis e termina aí como é o caso da mula.

As raças de uma mesma espécie se cruzam entre si e tem filhos férteis como é o caso do camelo, o dromedário, o lhama, alpaca e vicunha que são todos raças de um camelo original que estava na arca, cruzam-se entre si e têm filhos férteis como foi o resultado da experiência feita nos emirados árabes.

Se as raças daqueles animais que entraram na arca eram os menores da raça e depois cresceram também ficou em aberto, porque uma coisa é certa, tudo o que aconteceu na arca foi um grande milagre, e um milagre assim também presenciamos no Beit Hamikdash quando nosso povo inteiro entrava lá no Yom Kipur. Entravam muito apertados, mas na hora que se prostravam havia espaço de sobra com muita folga para todos.

E que isso se repita em breve em nossos dias com a chegada do Mashiach amém!!!!!

Para o horário do acendimento das velas de Shabat acesse ao nosso site www.ongtora.com

Estamos fazendo o re-cadastro para quem quiser receber a nossa Parashá diretamente pelo e-mail, mande um e-mail para RabinoGloiber@OngTora.com


Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !

Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à Roger Ades e família, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) ,  à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Guttmann, e à família Worcman grupo  hotel Rojas

Nossos agradecimentos também à
Yehuda e Laura Carmi, à Família Grinszpan,
À Samy Sarfatis Metta , à Tiago e Rosiele Bolcont, à
à empresa Adar Tecidos , às nossas voluntárias e à todos vocês que lêem a nossa Parashá. Que Hashem dê à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!

Rabino Gloiber

Sempre correndo

Mas sempre rezando por vocês

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Ve Zot Habrachá
Nossa última Parashá da Torá: “Vezot Habrachá”, é diferente de todas as outras por elas serem lidas sempre no Shabat enquanto que “Vezot Habrachá” é lida sempre na festa de Simchát Torá, festa do término da leitura anual do Sefer Torá.
A última pessoa que sobe na Torá em “Vezot Habrachá” é chamado de “Chatan Torá” (o noivo da Torá).
Certa vez uma pessoa (não judeu) perguntou ao grande Sábio Hilel :- Quantas Torot (plural de Torá) vocês tem?
:- Duas , respondeu Hilel, a Torá escrita e a Torá oral . Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na Torá escrita eu acredito mas na oral não, quero me converter ao judaísmo na condição de que você me ensine somente a Torá escrita. Hilel concordou.
Hilel começou a ensinar à ele como ler a Torá escrita. Mostrou para ele a letra Alef e explicou (oralmente) que o nome dela é Alef. Mostrou o Beit e explicou que o nome dela é Beit , o mesmo fez com a letra guimel e a letra dalet
Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e disse que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim! :- Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem? Disse Hilel, então confie em mim também em relação à Torá oral (sendo que quando D’us deu à Moshe a Torá escrita explicou ela para Moshe que ensinou o povo de Israel oralmente o significado das escrituras e assim a Torá chegou até nós desde o começo) !
Ou seja, sem a Torá oral não saberíamos nem ler e nem entender a Torá escrita, a Torá oral é a que atesta que a Torá escrita está escrita da maneira correta e é verdadeira
Como vimos antes, quando D’us nos deu a Torá elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moshe , o maior de todos os profetas escreveu a Torá escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática, ou seja, de que forma entender e cumprir o que está escrito nela.
Em outras palavras , o como cumprir a Mitzvá é chamado de Torá oral.
A Torá escrita começa com Moshe , o maior de todos os profetas e continuou sendo escrita posteriormente por profetas menores do que Moshe até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Beit Hamikdash, mas sem acrescentar ou diminuir as Mitzvot da Torá de Moshe.
Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia entrando também na época em que o império persa dominava o mundo até a época em que o segundo Templo foi construído. Depois dos persas vieram os gregos e depois o império romano.
Na época dos gregos e romanos não tínhamos mais profetas e portanto não tivemos mais Torá escrita. A Torá escrita terminou de ser escrita no exílio da Babilônia e Pérsia completando 24 livros.
Posteriormente, na época do império romano a Torá oral que era repassada oralmente até aquela época também foi escrita incluindo a Torá oculta conhecida como Kabalah.
A Torá oral continua crescendo em cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas e comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas . As pessoas precisam de explicações com mais detalhes e etc. As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a Torá da maneira correta naquela geração também é chamada de Torá oral . Chegamos hoje à dezenas de milhares de livros de Torá oral dos quais mais de 52000 livros sem direitos autorais já estão disponíveis para download no site Hebrew Books www.hebrewbooks.org/

Então, vamos dançar com o Sefer Torá em Simchat Torá e estudar Torá o ano inteiro com essa mesma alegria e entusiasmo de Simchat Torá!
Bereshit
Nossa Parashá nos conta como D’us criou o mundo em seis dias há 5778 anos atrás. Se um cientista estivesse com todo o seu equipamento nos seis dias da criação iria analisar uma pedra e dizer que ela tem milhões de anos, cortar uma árvore, contar quantos anéis há nela e concluir que ela tem mil anos, e por final entrevistar Adão e Eva e concluir que eles são dois adultos falando hebraico fluentemente e não bebês recém nascidos.
Assim D’us criou o universo, tudo em seis dias , mas com tanta qualidade que parece até que levou milhões de anos para fazer! O cientista ficaria espantado com a capacidade Divina de conseguir criar tudo em seis dias há 5778 anos e não precisar esperar milhões de anos para ver se algo absurdamente surge sozinho.
Se os dinossauros foram cruzamentos híbridos que morreram no dilúvio ou se foram criados originalmente nos seis dias da criação , entraram na arca de Noé mas não se adaptaram ao clima pós dilúvio, isso fica em aberto. Mas o fato de D’us ter criado lugares no mundo como o Grand Canyon, com certeza foi para nos dar o livre arbítrio para podermos escolher entre D’us e as teorias da criação !
No primeiro dia da criação é usada a palavra “D’us criou”, no terceiro dia está escrito “a terra tirou”. Rashi explica que tudo foi criado no primeiro dia , mas a terra foi tirando por ordem Divina cada dia a criação vinculada àquele próprio dia. Daqui podemos deduzir que tudo saiu da nossa terra, ou seja, a galáxia inteira!
Podemos deduzir que os planetas que D’us colocou no céu no quarto dia foram tirados da terra e colocados no céu , talvez até com as plantas que “a terra tirou” no terceiro dia , ou talvez até os próprios planetas depois de saírem da Terra continuaram “tirando” cada dia da criação , cada um no seu lugar, peixes aves e animais de acordo com as condições do lugar, tudo isso é “talvez”.
Mas uma coisa é certa e não “talvez”, quando chegamos à criação do homem tudo muda. D’us faz um homem de barro e sopra nele uma Alma Divina, diferente dos outros dias da criação . Ou seja, ser humano, vida inteligente, isso D’us criou separadamente no sexto dia e somente aqui na nossa terra.
Então como pode ser que pessoas fotografaram discos voadores no céu e etc? Voltamos para o assunto do Grand Canyon, isso vem para nos dar o livre arbítrio e a possibilidade de escolha.
O Midrash nos conta que quando Moshe Rabeinu estava no monte Sinai, o anjo da morte fez um filme no céu mostrando o enterro de Moshe. Todos viram, e se tivessem celular naquela época poderiam até ter filmado e colocado no YouTube. Mas tudo era uma ilusão, no outro dia Moshe desceu vivo e cheio de energia !
Ou seja, o “outro lado” pode usar esse recurso também em certas ocasiões e fazer discos voadores no céu para usarmos o nosso livre arbítrio e optarmos pela verdade que vida material inteligente existe somente no nosso planeta Terra e tudo foi criado há 5778 anos atrás no Gan Éden material que estava entre o rio Prat (Euphrates) e o Hidekel (Tigris)
Shabat Bereshit
Nesse Shabat que é chamado Shabat Bereshit temos que ficar muito alegres porque dizem os grandes Tzadikim que do jeito que nos comportamos no Shabat Bereshit despertamos uma tendência para todos os Shabatot do ano. Então vamos aproveitar a alegria de Simchat Torá e fazer desse Shabat o Shabat mais alegre do ano!!!
Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !
Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à Roger Ades e família, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Guttmann, e à família Worcman grupo hotel Rojas
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Yehuda e Laura Carmi, à Família Grinszpan,
À Samy Sarfatis Metta , à Tiago e Rosiele Bolcont
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Rabino Gloiber
sempre correndo
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Nossa Parashá de Yom Kipur foi dedicada por Avraham Shtarkberg no mérito de sua esposa Daniela Shtarkberg e seus filhos David Shtarkberg e Gavriel Shtarkberg.

Muito sucesso na sua viagem para a Alemanha e esperamos o seu breve retorno.

Nossa edição também foi dedicada por Uilson Shlomo e família

Direção executiva: http://www.consultismart.com.br/

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YOM KIPUR

A Guemará nos conta que tivemos quarenta e oito profetas e sete profetisas durante a nossa história

O Sefer Melachim nos conta que o profeta Ovadiahu salvou a vida de 100 profetas escondendo cinquenta em uma caverna e cinquenta em outra e levando para eles comida do próprio palácio do rei que queria matá-los. Daqui vemos que existiram muito mais do que 48 profetas e sete profetisas na nossa história, então porque a Guemará determina esse número tão pequeno? A resposta é simples: A maioria dos profetas profetizou somente para sua época , mas esses 48 profetas e sete profetisas profetizaram para o futuro também.

Daqui a pouco, antes do sol se pôr vai começar o dia mais sagrado do ano judaico, o Yom Kipur, que só termina amanhã com a saída das estrelas. Na Haftará de Minchá amanhã leremos uma parte do livro do profeta Yoná.

O livro de Yoná é muito pequeno, tem só quatro capítulos contando uma história que aparentemente não tem nada a ver com a nossa realidade. O profeta Yoná foi mandado para Nínive na Assíria, falou a sua profecia que era específica para eles e a história terminou lá com um final feliz.

Diferente de profetas que falam no mesmo livro profecias passadas e futuras ou somente futuras justificando a inclusão desses profetas na lista da Guemará, o livro do profeta Yoná não traz nenhum assunto sobre os dias do Mashiach e nem sobre coisas que vão acontecer antes do Mashiach chegar. Então o que justifica a presença do profeta Yoná entre os profetas que profetizaram profecias futuras?

TESHUVÁ , um presente de Hashem para todas as gerações!!!

O livro de Yoná nos dá dicas importantes e profundas sobre o assunto mais importante na realidade de cada um de nós aqui e hoje: a Teshuvá!

Teshuvá em hebraico quer dizer retorno. Ou seja, sair do caminho errado e retornar ao caminho certo.

Teshuvá não tem data, etnia, idioma ou nacionalidade, ela é patrimônio da humanidade em todas as épocas desde a criação do mundo e até hoje!

E aqui começa a história do profeta Yoná nos dando instruções tão importantes de como fazer esse retorno.

Yoná, aluno do profeta Elishá, filho da mulher Tzarfatit que Eliahu Hanavi ressuscitou , recebe uma ordem Divina de viajar para Nínive na Assíria e publicar lá que caso eles não fizerem Teshuvá em quarenta dias a cidade será totalmente destruída.

Yoná queria mesmo é que Nínive fosse destruída, sendo que os assírios eram os arqui-inimigos de de Israel em uma época em que existiam dois estados judeus, Israel com dez tribos e Yehudá com duas. Posteriormente eles conquistariam Israel exilando dez tribos judaicas que não voltaram para o nosso povo até hoje. Portanto Yoná queria que eles não fizessem Teshuvá e consequentemente fossem destruídos para não nos destruir futuramente.

Yoná , sabendo que a profecia só poderia pairar sobre ele na Terra Santa , vai para o porto e compra todas as passagens de um navio para que ele não precise esperar por clientes e possa partir imediatamente. Posteriormente quando o nosso povo foi exilado para a Babilônia está escrito “Galu lebavel Shechina Imahem” (foram exilados para a Babilônia e a presença Divina foi junto), ou seja, quando a revelação Divina chamada de Shechina foi para a Babilônia aí a profecia pairou sobre os profetas lá também, mas na época de Yoná se ele saísse de Israel a profecia não pairaria sobre ele.

No começo da viagem começou uma tempestade demonstrando que Hashem não abre mão de uma tentativa de que até o pior povo do mundo talvez faça Teshuvá.

Daqui aprendemos a primeira dica: Até a pior pessoa do mundo também merece a sua ajuda para fazer Teshuvá mesmo que a volta dessa pessoa para o judaísmo vai te tirar da zona de conforto, mesmo assim ajude ele a fazer Teshuvá, saiba que você não é melhor do que Yoná e o seu próximo não é pior do que os habitantes da Assíria. Então quanto mais as melhores pessoas do mundo que são aquelas que estão a sua volta

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Haazinu

Dedico nossa Parashá à nossa querida diretora Bátya Odessa

Nossa Parashá (que é a penúltima Parashá da Torá) está escrita de uma forma chamada “ariach al gabei ariach”. Essa montagem de texto vem identificar que ela é uma música.
Um dos assuntos interessantes que ela nos conta é: “Lembre-se dos dias passados, olhe para os anos de cada geração e geração”. Rashi traz duas explicações. A primeira é : “olhe para os anos de cada geração e geração”, veja o que aconteceu com a geração de Enosh na qual o oceano surgiu pegando uma grande parte da terra, e a geração do dilúvio na qual o mundo afundou. Não seja um perdedor, não repita os erros dessas gerações. A segunda explicação é : Pense no futuro, veja o que você poderia estar ganhando ! D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashiach e o próximo mundo, faça certo e seja um vencedor! Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashiach vai chegar. Esse princípio consiste em que no fim do “Galut” (exílio) um descendente direto filho após filho do rei David e que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot , constrói o Beit Hamikdash (Templo Sagrado de Jerusalém) no lugar sagrado onde hoje se encontra o Kotel, vence as guerras de Hashem e traz todos os judeus de volta para a terra de Israel. Fazendo isso ele se torna o Mashiach que em hebraico quer dizer simplesmente o “rei ungido”, (sendo que ele é um descendente direto do rei David que foi ungido rei de Israel pelo profeta Shmuel não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel mas herda a unção do rei David). Daqui aprendemos que a solução para o exílio não é um presidente eleito mas sim o Mashiach. A Guemará em Sanedrin nos conta que os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe (mestre em hebraico) deles era o Mashiach. Com isso queriam dizer que , caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashiach seria aquele sábio. Dessa mesma maneira na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado por muitos como candidato dentro desses critérios dos antigos sábios da Guemará e por esse motivo isso não foi visto como uma transgressão à Halachá (lei judaica). Quando acontecer a Gueulá, o Beit Hamikdash for reconstruído (o principal desce pronto do céu) em Jerusalém e as guerras vencidas, o candidato a Mashiach se torna o Mashiach na prática. Antes disso, os alunos do Rabi Hanina na Guemará ou os alunos do Rabi Inon puderam dizer que o Rebe deles era o Mashiach (dentro dessa intenção) e isso não constitui um problema de Halachá. A Guemará em Sanhedrin também nos conta que o fato de o Mashiach ser dos vivos ou dos mortos não é relevante nesse caso contanto que ele venha a construir o Beit Hamikdash, vença as guerras de Hashem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna, o próximo mundo. Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da religião judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot como o rei David, e que na época dele o Beit Hamikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashiach e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashiach.
A Guemará no tratado de Rosh Hashaná nos conta que Rabi Eliezer diz que no mês de Nissan foi a Gueulá dos nossos pais (que saíram do Egito) mas em Tishrei será a Gueulá futura. Sendo que a festa de Sucot foi dada na Torá em comemoração à Gueulá do Egito e como diz a Meguilá ” Esses dias são lembrados e acontecem” , Esses dias de Sucot são uma hora propícia para a Gueulá! Então, vamos pedir para Hashem! Só temos a ganhar!

Agradeço à todos os que apóiam a nossa ONG TORÁ

Agradeço ao grande Rabino Avraham Biniamini , Rosh Yeshivá de Petrópolis que sempre lê a nossa Parashá (às vezes quilométrica) do começo ao fim me mandando profundas observações e sacrificando o seu precioso tempo para nos instruir, dando continuidade aos estudos que comecei em Petrópolis em 1977 antes de me mudar para Israel, demonstrando a dedicação e comprometimento de um Rabino com os seus alunos durante toda a vida.
Parabéns Rav Adi!

Nossos agradecimentos à Fernanda e Elias Messer da Line Life, que 5778 seja para vocês um ano de muito sucesso em grande estilo!

Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às queridas famílias Gueler e Rabinovich, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , ao querido Roberto Guttmann e família, à Roger Ades e família, à família Worcman hotel Rojas e Menachem Mendel Kopelovitch, aos queridos Abdala e James Feldman da Neeman despachantes aduaneiros, à Tiago e Rosiele Bolcont, Néia e seu marido Anderson, Yehuda Carmi e sua esposa Laura, Efraim e Daniela Gadman, Família Grinszpan, Samy Sarfatis Metta e à empresa Adar Tecidos . Que no mérito dessa Mitzvá vocês tenham um 5778 cheio de alegrias e felicidades, que Hashem dê à vocês e à todas as suas famílias muiiiiiiito sucesso muita saúde muiiiiiiito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família 🌷

כתיבה וחתימה טובה לשנה טובה ומתוקה

Agradeço à todas as voluntárias da ONG começando pela minha querida esposa Braha Haika pelo lindo trabalho, Hashem não fica devendo e paga com milagres revelados como vocês sempre me contam

Agradeço à todos vocês que lêem a nossa Parashá, que no mérito desse estudo de Torá vocês recebam todas as bençãos Divinas em grande estilo!

בברכת כתיבה וחתימה טובה לשנה טובה ומתוקה מלאה כל טוב בגשמיות ורוחניות

Rabino Gloiber

Sempre rezando por vocês

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Nitzavim e Vayelech.

Dedico a Parashá da semana em Homenagem a minha morá Evelyn Serruya, pelo seu mérito e benevolência,Que D-us a abençoe com muita alegria e sucesso em sua vida!
Hadassa Rolim🌷

Esse é o último Shabat do ano.
Essa semana vamos ler duas Parashiot : Nitzavim e Vayelech.
Parashat Nitzavim, é sempre lida no Shabat antes de Rosh Hashaná porque o Shabat envolve espiritualmente os dias posteriores e Rosh Hashaná é o dia do julgamento no qual todas as Neshamot (nossas Almas) se apresentam na frente de Hashem.

Tanto os presidentes das tribos (que representam as pessoas mais importantes) quanto o lenhador e o aguadeiro, (que representam as pessoas menos importantes) são julgados juntos com total igualdade sendo que somos comparados à um corpo onde cabeça e pés se completam , nenhuma parte pode faltar e cada uma é julgada de acordo com a sua função.

O dia de Rosh Hashaná foi escolhido por D’us para ser o aniversário da criação do mundo . O mundo foi criado em seis dias e cada um deles é o dia da criação do mundo , mas o sexto dia que é o dia no qual o homem foi criado, foi escolhido para ser o aniversário do mundo porque o ser humano é o objetivo da criação. Porque então D’us falou para os anjos façamos o homem se somos mais importantes que os anjos? O Midrash diz que foi para nos ensinar a importância da humildade, se até D’us quando fez o homem compartilhou essa informação com os anjos porque eles teriam ligação com essa nova criatura, quanto mais nós devemos nos comportar com humildade.

Um dos vínculos que encontramos entre nós e os anjos é o chamado “Tribunal Divino”. Ele é composto de anjos e Neshamot de Tzadikim. Quando fazemos uma coisa boa criamos naquele tribunal um anjo à nosso favor, quando fazemos algo ruim criamos um anjo contra nós, consequentemente o Tribunal Divino de cada um de nós é personalizado.

Diferente das outras “religiões” onde a divindade faz o que quer, no judaísmo, antes de D’us nos criar ele já tinha criado o tribunal Divino que fiscaliza nossas ações usando a Torá como referencial , e por mais que D-us seja a essência do bem ele não pode ser tirano com esse tribunal e obrigá-los a mudar um decreto à nosso favor.

Rezando por nós próprios

Sendo assim , como conseguimos por meio das nossas rezas anular os decretos do tribunal Divino? Rabi Yossef Albo que viveu na Espanha no ano de 1400 nos explica que quando nos arrependemos do que fizemos e rezamos, nos tornamos pessoas melhores e aquele decreto que tinha sido feito para uma pessoa pior perde o efeito porque essa pessoa pior deixou de existir, e para a pessoa melhor que você ficou agora é feito um decreto melhor .

Rezando por outras pessoas

O Baal Shem Tov tinha um mestre que descia do céu para ensinar a ele Torá. Esse mestre era o profeta Ahia Hashiloni que viveu na época do Rei Salomão e foi posteriormente o mestre de Eliahu Hanavi.

Disse o Baal Shem Tov que o profeta Ahia revelou para ele que a Sefirá Malchut é chamada de din (decreto rígido) e a raíz dos dinim é a sefirá chamada Bina. Por meio da reza elevamos o “din” até a biná e lá adoçamos ele, ou seja, mudamos o DNA dele na sua fonte e transformamos ele em bondade. Quando rezamos por outra pessoa ligamos ela a essa raiz espiritual , à Biná, e lá ela já é outra pessoa.

Então vamos aproveitar e rezar bastante para que nós e todos os que estão ligados à nós tenhamos um ano bom e doce e que Mashiach chegue já!!!

Vayelech

וילך – פסוק- ט”ז
“וַיֹּאמֶר ה’ אֶל מֹשֶׁה הִנְּךָ שֹׁכֵב עִם אֲבֹתֶיךָ וְקָם הָעָם הַזֶּה

Encontramos em Vayelech um dos cinco versículos que são excessão de regra na leitura da Torá.

Sendo que o Sefer Torá não tem pontos, para saber aonde começa ou acaba um versículo nos baseamos nos sinais de música chamados Teamim que vem desde a época de Moshe Rabeinu,

O motivo de precisarmos saber onde começa e termina o versículo é porque não podemos dizer meio versículo quando há nele o nome de Hashem para não falarmos o nome de D’us em vão. Então, para sabermos aonde terminou o versículo nos baseamos no sinal de música chamado “etnachta” que representa uma parada temporária, ou no sinal chamado “sof passuk” que representa uma parada final.

A Guemará em Yoma nos conta que Issi ben Yehudah nos ensinou que cinco versículos na Torá inteira saem dessa regra . Um deles está na nossa Parashá . O versículo diz:- “E disse D’us à Moshe você se deita com seus pais (se referindo à seu falecimento) e esse povo se levanta e…..etc. Nesse versículo o sinal “etnachta” se encontra na palavra “seus pais” determinando que lá termina o assunto, Moshe morre e ponto! Mas aqui se encontra a exceção de regra e daqui nossos sábios na Guemará em Sanedrin aprendem a ressurreição dos mortos pela Torá escrita, colocando o ponto na próxima palavra :- “Você se deita com os seus pais e levanta”, ressuscita!

O Ari Zal nos explica que , sendo que esse versículo não tem determinação e se aplica tanto ao antes do “etnachta” na palavra “e você” se referindo à Moshe , quanto ao depois na palavra “esse povo” , diz o Ari Zal que daqui aprendemos que tanto Moshe quanto esse povo se reencarnam e se tornam a última geração

Diz o Ari ZaL que Moshe Rabeinu e toda sua geração eram a
“Dór Deáh” (geração do conhecimento) e a raíz das almas deles era o lado oculto da Sefirat Daat que é chamado no “Etz Haim” de “Leáh” . A geração paralela chamada “erev rav” também tinha a raiz na Daat mas era afetada pela mistura do bem e do mal nesse mundo.

Moshe se reencarna e se torna Mashiach e a geração dele também se reencarna e se torna a geração do Mashiach . Até a “erev rav” também se reencarna por também ser “dór deáh” e à ela se refere o final do versículo que diz:- “esse povo vai se levantar e ….(……)”.

As mulheres mandam nos maridos? Mashiach vai chegar!

Uma característica dessa última geração, diz o Ari ZaL, é o fato de as mulheres mandarem nos maridos. Na reencarnação anterior dessa geração, no deserto, os maridos doaram os anéis para fazer o bezerro de ouro mas as mulheres recusaram apoiar a idolatria. Por isso elas ganharam esse prêmio de mandar neles nessa reencarnação. Chegamos à conclusão de que essa geração é a nossa!!!!

Diz o Maguid de Mezritsh que outra característica da “dór deáh” é de que o assunto principal deles era o conhecimento que se expressa pela fala e eles não tinham a característica da ação. Até o próprio Moshe para abrir o mar vermelho levantou o cajado mas não bateu no mar.

Quando Moshe chegou perto da Terra Santa na qual o trabalho principal seria a ação das Mitzvot , Hashem disse para ele falar para a pedra para que a água volte mas ele bateu na pedra para já começar o trabalho da próxima geração (ação). Hashem queria que ele falasse com a pedra para elevar a próxima geração (da ação) ao nível elevado da geração dele (do conhecimento, da fala). Toda aquela geração com Moshe e a “erev rav” tiveram que falecer no deserto e esse é o trabalho de Moshe, voltar como Mashiach e elevar toda a “geração do conhecimento” (incluindo a erev rav) por meio do estudo Torá e o cumprimento das Mitzvót, “fala e ação” .
O Rebe de Lubavitch disse que essa geração somos nós

Segulot especiais para Rosh Hashaná
Hashaná
Por Rebetzin Yamima Mizrachi
• É vital não ficar brava em todos os dias, mas particularmente no primeiro dia de Rosh Hashaná; este é o dia em que o povo judeu é julgado, os gentios são julgados no segundo dia. Nesse dia há um julgamento rigoroso em Shamayim e é muito importante não ficar brava de jeito nenhum, sequer pensar com raiva. Não convide hóspedes que você sabe poderão te ‘tirar do sério’ e que você não poderá controlar; espere para receber no segundo dia. Não fique presa a preocupações, raiva e, definitivamente não à tristeza. A maneira como o ano começa é a maneira como ele fluirá no decorrer do ano. Não se permita falar de maneira ruim.
• Antes de sentar-se para o Seder, olhe todas as pessoas nos olhos e abençoe cada uma individualmente; sinta o perdão por todos que a cercam. Permita que o amor e a paz entrem no seu coração. Todos deverão dizer ‘L’Chaim’ em voz alta e abençoar a cada um com simchá completa.
• A mesa do Rosh Hashaná deverá estar repleta com uma abundância de cores e diferentes tipos de comidas.
• Maçãs & Mel: Use maçãs vermelhas; é uma segulá para um zivug, para encontrar a alma gêmea/shalom bait e para engravidar. É um eit ratzon, um momento sagrado especial; antes de comer a maçã, cheire a maçã e peça por qualquer coisa que desejar. Foi nesse momento que Yaacov recebeu a bênção de seu pai Yitzchac. Quando ele cheirou Yaacov ele sentiu a fragrância do Gan Eden, da maçã, e apesar de não merecer a brachá devido ao fato de que ela deveria ter sido dada a Esav, ele a recebeu. Peça por qualquer coisa que quiser.
• Romã & Lentilhas: Peça a Hashem que desperte seu potencial. Todos nós temos potencial infindável; utilizamos ele por inteiro? Peça a Hashem por ajuda. Assim como é difícil separar as sementes, por favor Hashem, ajude-nos a realizar o nosso potencial para sermos o que nos foi determinado ser.
• Alho porró, Beterraba, tâmaras: Peça a Hashem que retire todos os sentimentos de ressentimento, raiva e amargura em relação a qualquer pessoa. Peça a Hashem que nos ajude a jogar estes sentimentos fora e removê-los do nosso coração. Peça a Hashem que lhe possibilite reconstruir seus sentimentos e seu relacionamento com essas pessoas.
• Cabeça de peixe: Peça a Hashem que você seja a pessoa a dirigir o seu lar e que não seja outra pessoa (como nossos filhos que tendem a nos controlar…); quando olhar para o peixe, peça que Hashem a proteja do mau olhado.
• Durante todo o seder, peça a Hashem que faça da sua casa um palácio: Você a rainha e seu marido o rei, seus filhos príncipes e princesas. Peça a Hashem que faça de todos vocês filhos do Rei; isto requer que nos comportemos como filhos do Rei, querendo dizer: NÃO FIQUE BRAVA, PREOCUPADA, TRISTE; aja como a realeza.
• Levante-se cedo no Rosh Hashaná; isto abençoará o próximo ano com tranquilidade. Um ano em que seus desejos serão atendidos rapidamente. Tende adiar seu descanso da tarde para depois das 13h00.
• É vital rezar por parnassá no Rosh Hashaná segundo Rav Dessler ztk’l. Isto proclama que confiamos em Hashem e sabemos que tudo vem Dele. Peça para ser uma doadora de tsedacá.
• É muito importante se vestir de maneira festiva, até se vestindo de branco e sendo FELIZ!!
• Antes de ouvir o shofar, assuma sobre si mesma: V’Achavta L’Reiacha Camocha (Ame a seu próximo como a si mesma). Se você tem algum ressentimento em relação a alguém no Shul, o shofar não conseguirá ascender e adoçar os julgamentos.
• Durante o Shofar: Pense no seguinte: a ressurreição dos mortos, que Hashem pode reviver qualquer coisa que tenha ‘expirado’ dentro de você, seja física ou espiritualmente. Não fale durante o toque do shofar. Pense sobre tudo o que você quer ser. Estamos renascendo!
• É muito importante verter uma lágrima durante o shofar e passar a lágrima sobre sua testa (para apagar as transgressões [Arizal zt’l]). Isto serve como um escudo para o ano inteiro contra coisas ruins i.e. doenças. Qualquer pessoa que conseguir verter uma lágrima pode ter certeza que ela está sendo julgada naquele instante e se ela retornar para teshuvá naquele momento será abençoada com um ano bom.
• Durante o primeiro toque do Shofar, pense em uma transgressão específica que tenha cometido e peça perdão. Durante os segundos toques do shofar, os shevarim, chore/angustie-se por aqueles que estejam passando por dor e tristeza, i.e. as famílias das vítimas do terrorismo, as famílias que perderam seus entes queridos, aqueles que estão doentes…
• Durante os toques seguintes, assuma sobre si mesma uma nova mitsvá: tsniut, tefilá, tsedacá… A intenção deverá estar no seu coração, sem que pronuncie uma só palavra.
• Durante a reza do Mussaf, quando o chazan disser a palavra aye, você poderá pedir por uma das seguintes três coisas: 1) parnassá 2) Ruach Hacodesh 3) Filhos Justos
• Uma vez que tenhamos ouvido o shofar no primeiro dia de Rosh Hashaná, os julgamentos serão amenizados e adoçados e haverá menos rigor em Shamayim
• Não coma nada azedo ou muito temperado em Rosh Hashaná, apenas alimentos doces. Tudo o que você fizer impactará sobre o ano inteiro. Não use nozes nem uvas pretas.
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Outras Segulot:
1) Prepare a mesa do seder no começo da tarde; é uma segulá de que nenhum problema chegará até você durante todo o ano, B’H.
2) Tente fazer ta’anit dibur, não fale na manhã do Rosh Hashaná (fale apenas palavras de Torá). Se possível, jejue também; dessa forma, 1/3 das suas transgressões serão eliminadas
3) Velas para Rosh Hashaná: Antes de acender, dê 18 (moedas, notas) para tsedacá: 18 centavos, 18 reais, etc. Isto serve como um pidyon nefesh. Peça a Hashem que caso algo de ruim, Has V’Shalom deva acontecer, que a tsedacá atue como proteção nesse caso.
4) Compre uma faca nova e use-a na véspera de Rosh Hashaná para cortar a chalá e a maçã. É uma segulá por uma vida longa e por parnassá.
5) Asse chalot: Asse chalot redondas.
6) Bircat Hamazon: O primeiro na véspera do Rosh Hashaná deverá ser recitado com entusiasmo e alegria, é uma segulá por abundancia na parnassá
7) Recite os seguintes perakim dos Tehilim: Alef, Bet, Guimel e Dalet antes de dormir nas duas noites para evitar sonhos ruins
8) Compre um vestido novo/roupa para Rosh Hashaná. Pense nesse artigo novo quando recitar a brachá de She’hechiyanu.
O primeiro dia de Rosh Hashaná é, também, o yahrzeit de Sara Imeinu; acenda uma vela e reze em seu mérito para que possamos ter o mérito de ser esposas e mães maravilhosas, assim como ela foi uma verdadeira Tadeket…

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Nossa Parashá foi dedicada por Paulinho Rosenbaum

Leilui Nishmat do seu pai R’ Yechiel Mendel Rosenbaum Z”L

Ki Tavô

Nossa Parashá nos conta sobre bênçãos e maldições. Sabemos que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, então o que são essas maldições?

Rabi Shneior Zalman fazia pessoalmente a leitura do Sefer Torá em Liozna. Um Shabat, quando as maldições seriam lidas naquela Parashá, ele não estava na cidade e outra pessoa leu no lugar dele. O filho do Rabi Shneior Zalman que se chamava Dov Ber ficou tão angustiado quando ouviu a leitura das maldições que passou mal o mês inteiro.

Quando descobriram que o motivo de ele estar passando mal foi por ter ouvido as maldições perguntaram à ele :-Todo ano você ouve essa Parashá, o que aconteceu agora? : – Quando meu pai lia, respondeu ele, não se ouvia nenhuma maldição!

Quando esse filho cresceu e se tornou o segundo Rebe de Chabad e o primeiro Rebe da cidade de Lubavitch , revelou à todos o motivo de existirem essas maldições na Torá e explicou isso da seguinte maneira:

Dentro de todo acontecimento infeliz está revestida uma bondade Divina enorme, portanto tudo que D’us faz é para o bem e não existe mal que desce lá de cima , e por isso se faz uma bênção sobre um acontecimento infeliz da mesma maneira que se faz uma bênção sobre um acontecimento feliz.

Quando termina o aspecto negativo do acontecimento infeliz, (ou seja, depois que ele passa) automaticamente se revela o bem que estava oculto nele que é muito superior à uma bondade normal revelada, (mas essa bondade maior só surge como consequência do acontecimento infeliz) como ouvi do meu pai (Rabi Shneior Zalman) sobre a raiz do assunto das maldições da Torá que, no final elas se transformam em “super bênçãos” por causa da grande intensidade da bondade oculta nelas que se revela quando termina esse revestimento de extrema rigidez

Outro assunto interessante sobre as maldições da Torá:

Explicação do Baal Shem Tov sobre um versículo em Nitzavim que diz: “….quando vier sobre você a Bênção e a maldição”

“a Bênção que é uma maldição”:

O Baal Shem Tov traz um exemplo de uma pessoa que fez algo contra um Rei muito bondoso e poderoso. Essa pessoa foi condenada à morte pelo tribunal do rei, mas no lugar disso o Rei pediu para darem à ele um cargo no governo e depois ir promovendo ele cada vez para um cargo mais alto e mais próximo ao Rei.

Quanto mais essa pessoa era promovido e se aproximava do Rei, mais ele ficava com vergonha do que tinha feito. Quanto mais ele via a força e o poder do Rei e junto com isso a grande bondade do Rei que usava todo o seu poder e sabedoria para ajudar as pessoas , quanto mais ele via a honra que todos davam ao Rei que ele tinha desprezado tanto, mais sofria com a lembrança do que tinha feito .

Afinal chegou à conclusão de que não existe castigo pior do que esse e quem dera pudesse ter sido condenado à morte, porque se tivesse sido condenado à morte não sofreria tanto com esses remorsos. O Rei vendo que essa pessoa se arrependeu do seu comportamento e voltou a se comportar certo o desculpou totalmente.

Esse Rei é Hashem e essa pessoa somos nós, a maldição não precisa ser necessariamente uma tragédia para fazermos “Teshuvá” (retorno) mas podemos cumprir essas maldições dessa forma também em vez de sofrermos .

Por isso está escrito:-“E será quando vier para você a bênção e a maldição , você vai colocar no seu coração (se conscientizar) etc”. Ou seja, esse tipo de “bênção” pode ser chamado por nós de maldição por nos fazer sofrer um grande remorso nesse mundo, mas o bem oculto dela é nos trazer à essa conscientização , voltarmos para o bom caminho e recebermos uma grande Bênção material e espiritual como consequência da nossa Teshuvá.

E essa é a Teshuvá verdadeira. Quando fazemos Teshuvá para termos uma vida melhor ou para Hashem nos salvar de uma vida pior , essa Teshuvá também é válida mas ela só tem força para transformar nossos pecados de intencionais (mezid) para não intencionais (shogueg) mas ela não apaga os nossos pecados. Simplesmente não recebemos um castigo por eles porque revelamos que não estávamos conscientes da gravidade deles , como é o caso da criança que foi presa entre os idólatras e se comporta como um idólatra por ter crescido entre eles , por ele não ter consciência da gravidade do que está fazendo tudo o que ele faz de ruim é considerado “sem querer” e ele não recebe um castigo do tribunal Divino pelo que fez.

Mas quando nos conscientizamos da grandeza de D’us e sentimos remorso por ter feito alguma coisa contra D’us, essa é a Teshuvá verdadeira, e sendo que o pecado que fizemos nos causou esse remorso ele deixa de ser um pecado e se torna parte da Mitzvá da Teshuvá. Ou seja, quando fazemos Teshuvá por amor à Hashem nossos pecados se tornam Mitzvot, e esse é o bem oculto nessa Brachá que vem como uma uma klalá.

Conclusão : O acontecimento infeliz é um bem oculto de uma intensidade tão grande que não teve como descer para esse mundo de uma forma revelada , e por isso ele desce com um revestimento de maldição . Por isso devemos estar sempre alegres, mesmo que aparentemente as coisas não estão como deveriam estar , não podemos fazer uma condição de estarmos alegres somente quando as coisas estão do jeito que queremos.

Temos que ter uma fé total de que quando esse revestimento terminar e o bem oculto se revelar vamos ver que valeu a pena ter tido um pouquinho paciência para depois usufruir de uma bondade Divina tão grande que não teríamos como chegar a ela de outra maneira é por isso temos que estar alegres durante a situação ruim, por ela ser a embalagem da coisa maravilhosa que estamos desembrulhando

O desencadeamento das sefirót é : primeiro Chessed (bondade) depois guevurá (rigidez) e depois Tiféret (bondade intensa). Para chegar à essa bondade intensa , obrigatoriamente temos que passar por um pouquinho de guevurá.

Mas logo vai chegar o Mashiach e aí será só bondade intensa e revelada eternamente!

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Ki Tetzê

Nossa Parashá nos conta sobre o exército do nosso povo. Um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos , entre outras coisas , que quem teme morrer na guerra por ter feito algum pecado que justifique isso deve voltar para a retaguarda (e dar um apoio ao exército como o conserto dos caminhos e etc, mas não ia para a frente de batalha) . Nossa própria Parashá conta na continuação que assuntos ligados à relações ilícitas distanciam de nós a ajuda Divina , e com certeza a pessoa que tinha uma “caidinha” para um assunto desses era o primeiro a voltar por saber que sem a ajuda Divina na guerra ele poderia morrer. Ou seja, só participava da guerra quem não fazia pecados (principalmente desse tipo) e com certeza nem tinha vontade de fazer.

Nesse ambiente de guerra feroz contra um inimigo cruel a ponto de justificar uma guerra contra ele (ambiente nada romântico) acontece o despertar de uma paixão entre um soldado judeu e a própria inimiga . Como em um ambiente desses um homem se apaixona? E pela inimiga? E a Torá deixa em aberto a opção de eles se casarem!

Explica o Ari ZaL que quando Adam Harishon (o primeiro homem) fez a primeira transgressão (árvore do bem e do mal) , misturou o bem e o mal no mundo. Todas as almas Divinas que iriam nascer estavam no Adam Harishon e muitas dessas Almas caíram no lado espiritual impuro como consequência dessa mistura entre o bem e o mal.

O mapa da queda dessas “Almas Divinas” que afundaram nas impurezas é uma cópia espiritual impura do Adam Harishon chamada de “Adam de Bliaal” .

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia , os braços representam os exílios da Pérsia e Média que sucederam o exílio da Babilônia e o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia. Até aqui tudo bem definido e mapeado, em cada exílio a maior parte da comunidade judaica se encontrava nele e as fronteiras eram bem definidas.

As duas pernas desse Adam de Bliaal representam dois exílios paralelos. O exílio de Edom (descendentes de Essav) e o exílio de Ishmael , dois exílios totalmente distintos e longos, e por isso são representados pelas pernas que são as partes mais longas do corpo e separadas uma da outra . Ishmael deu origem aos árabes e Edom deu origem aos povos europeus .

Por incrível que pareça vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus (incluindo suas colônias). Não ouvimos que tinha alguma comunidade judaica muito relevante na índia, na China ou no Japão , e mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram algum tempo na China , mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália de colonização européia onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada, enquanto que na Índia, na Coréia ou no no Japão só existem Batei Chabad visitados por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares.

Quase seis milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio, “galut Ishmael” , e outros milhões vivem nos Estados Unidos , “galut Edom”. Até o Brasil tem uma comunidade judaica que justifica a existência de três Yeshivot . Mas a Índia com 1.347.111.368 de habitantes ou a China com 1.387.365.376 de habitantes não tem uma comunidade judaica que justifique nem sequer uma Yeshivá.

Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios , inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael , é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas. De acordo com todos os sinais que traz a Guemará já estamos nos calcanhares dessa figura, ou seja, só sobrou dela os calcanhares, últimos refinamentos. Sobre essa figura dizem os nossos Sábios que Mashiach não chega até terminarem as almas do “corpo”, de acordo com o Ari Zal isso quer dizer: até todas as Almas afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” serem refinadas por esses exílios .

Diz o Ari ZaL que só dessa maneira conseguimos entender esse assunto da nossa Parashá. Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer Hará” (má inclinação) , consequentemente o que despertou aquela paixão foi a Alma Divina dela que se misturou no DNA espiritual daquele povo , ela estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a alma do judeu que se apaixonou por ela, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir, ela era ,”bonita” só para ele por motivo de a Alma dela estar vinculada à Alma dele .

Talvez isso justifique também o fato de agora que estamos na época em que a nossa redenção final está para acontecer muitas pessoas quererem se converter ao judaísmo, pegando as comunidades judaicas despreparadas pelo fato de isso não ter sido uma coisa comum antes da nossa geração. E mesmo que tivemos na nossa história pessoas que se converteram e até se tornaram grandes Sábios de Israel, e também ouvimos falar de um povo ou outro que se converteu ao judaísmo , mas não foi uma coisa tão grande que podemos apontar e dizer que aqui esses povos moravam e esses são os seus descendentes. Nunca o fenômeno foi tão grande e tão diversificado despertando uma verdadeira confusão em todas as comunidades judaicas do mundo.

Conclusão: O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país , nosso Galut personalizado. Por meio do estudo da Torá , muitas vezes usando a língua do próprio país para explicá-lá , e do cumprimento das Mitzvót usando as coisas materiais que temos aqui nesse país para o trabalho Divino, por meio disso elevamos todas as ramificações dessas Centelhas Divinas que caíram nesses lugares fazendo com que a Gueulá (redenção final) aconteça imediatamente, em breve em nossos dias de verdade.

Então, no lugar de pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos e fazer disso uma condição para ficarmos felizes , devemos nos perguntar ,:- Para que Hashem precisa de nós aqui nesse mundo? Faltava alguma coisa para nós lá encima que tivemos que descer para cá?

Então, vamos nos dedicar! Cumprir mais Mitzvót com muita alegria e pedir nas nossas rezas para que Mashiach venha imediatamente e já aconteça o término do galut !

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Shoftim

Nossa Parashá é dedicada por Alexandre Rabinovich no mérito do Yohrtzeit de seu pai Guershon Ben Akiva Rabinovitsch Z”L

Nossa Parashá nos conta sobre os direitos e os deveres do Rei terminando com o versículo de que esses direitos e deveres são para que ele tenha um longo reinado. Imediatamente depois disso a Parashá conta sobre direitos e deveres do Cohen e do Levi .O denominador comum entre eles é que eles têm o patrocínio do povo.

Sobre o rei está escrito que ele não pode ter mais cavalos do que o necessário, ou seja, realeza não é exibicionismo.

O Rambam diz que hoje todos aqueles que se dedicam ao estudo e ensino da Torá e à divulgação do judaísmo estão fazendo o trabalho daquela tribo de Levi que ensinava a Torá para o povo e portanto podem receber o patrocínio do povo, como o Levi que não recebeu uma parte na terra de Israel mas a parte dele era o trabalho Divino patrocinado pelo povo. E aí entra esse denominador comum. Da mesma maneira que o rei não podia ter mais cavalos do que o necessário, dessa mesma forma as pessoas que se ocupam com o estudo e ensino da Torá e a divulgação do judaísmo tem todo o direito de receber o patrocínio da comunidade , mas junto à isso todo o dever de usar esse patrocínio da maneira correta .

(Rebe de Lubavitch)

Nossa Parashá diz “Seja ‘Tamim’ (Inocente, puro,simples,íntegro) com Hashem seu D’us.”

O Shulchan Aruch coloca esse versículo na prática determinando que não é permitido para nós judeus consultarmos astrólogos, e quanto mais feiticeiros e videntes.

A Guemará nos conta (שבת קנ’’ו /ב) que quando nasceu o grande Sábio de Israel Rabi Nachman bar Itzhak, os astrólogos disseram para a mãe dele :- seu filho vai ser um ladrão!

Ela nunca deixou ele andar com a cabeça descoberta e dizia para ele :- cubra a sua cabeça para que você tenha “Irat Shamaim” (temor à D’us) , e peça sempre à D’us para o seu “yetzer hará” (má inclinação) não te dominar. Ele não sabia porque ela insistia tanto nisso. Um dia ele estava sentado embaixo de uma tamareira (que não era dele) e a “glimá” (a kipá da época) que cobria a cabeça dele caiu. O “yetzer hará” despertou e ele arrancou um cacho de tâmaras com os próprios dentes!

Afinal das contas ele continuou seguindo os conselhos da sua mãe e se tornou um dos maiores Tzadikim da Guemará e Rosh Yeshivá de Pumbedita (em aramaico Boca do Rio) cidade importante da Babilônia (perto da atual cidade de Fallujah, província de Anbar) .

Surge a pergunta: Se é proibido consultar os astrólogos, porque a mãe de Rabi Nachman bar Itzhak levou em conta o que eles disseram e fez com que ele se esforçasse tanto para que isso não acontecesse?

O próprio Shulchan Aruch na continuação nos conta que nessas coisas que já sabemos que o “Mazal” não é bom temos que levar isso em conta e nos proteger, e não confiar em um milagre, mas o que é proibido fazer é o ato de nós próprios verificarmos. Ou seja, se os astrólogos da Babilônia verificaram isso para ela (mesmo que ela, por motivos religiosos, não pediu para eles verificarem) quando a coisa já está verificada temos que fazer o que precisamos para nos proteger e não esperar por um milagre.

Conclusão: não tenha vergonha de andar na rua com a kipá (pode ser um boné também)

Os livros de Kabalá trazem assuntos como leitura de mãos. O fato de isso estar na Kabalá mostra que isso não entra nessa proibição, mas diz o Rebe que isso é somente quando alguém tem esse recebimento de Kabalá prática de mestre para aluno desde a época da Kabalá, e hoje não existem mais pessoas que tem esse recebimento direto, e sendo que nesse caso não adianta estudar diretamente dos livros a leitura de mãos atualmente é inválida.

Diz a nossa Parashá : – “Juízes e guardas coloque para você em todos os seus portões.
Porque a palavra portões aparece no plural ? Será que cada um de nós recebeu da Torá um Mandamento te ter um juiz e um guarda em cada entrada da nossa casa ? O grande Rabino Haim Vital que foi o principal aluno do Ari ZaL conta que essa linguagem se refere aos portões do nosso corpo .

1- o portão da visão que são nossos olhos
2-o portão da audição que são nossos ouvidos
3-o portão da fala que é a nossa boca
4-o portão do olfato que é o nosso nariz
5-o portão do tato (contato físico) que são nossas mãos e pés .

Precisamos colocar juízes e guardas em cada um desses portões.
Ou seja:

1- não olhar para coisas que a Torá (nosso referencial do que é luz e o que é escuridão) recomenda não olharmos (principalmente hoje na era do internet)
2- não dar ouvidos a coisas inadequadas (principalmente leshon hará e principalmente nesta era da informação)
3- não falar coisas feias e nem “leva e traz”(de novo leshon hará e principalmente na nossa era do Facebook)
4- não cheirar o perfume da pessoa proibida à você ,(bons e velhos tempos quando não havia poluição e nem rinite alérgica)
5-não tocar a pessoa proibida (fácil), não ir à um lugar inadequado que pode nos despertar desejos proibidos (principalmente na era do entretenimento)

Quando protegemos nossos “portões” das coisas ruins recebemos um enorme presente de Hashem, como diz o profeta Yashaiahu : -“Abram os portões e entre o povo sagrado …
Quando fechamos os nossos “portões” para as coisas ruins os portões celestiais se abrem para nós e ganhamos no paraíso futuro 310 mundos paradisíacos no qual cada mundo tem um portão que se abre para nós.

Continua o rav Haim Vital que daqui para o paraíso celestial existem muitos tipos de “anjos” que tentam nos impedir de chegar lá, também os sete céus tem muitos e muitos portões com muitos guardas celestiais em cada portão e portão . Depois dos 120 quando a nossa Neshamá deixa esse mundo (e infelizmente hoje em dia os 120 estão ficando modo de falar) esses anjos nos verificam. Se tivermos o mérito eles abrem os portões e nos deixam entrar, se não eles nos empurram para fora e trancam os portões na nossa frente não nos deixando entrar. Por isso devemos ter a sabedoria de demarcar nossos limites e proteger nossos “portões” . Quando nos conscientizamos disso durante a nossa vida nesse mundo teremos o mérito de todos os portões celestiais serem abertos para nós no mundo vindouro .

(ספר הליקויים כתבי הארי ז”ל)
כתיבה וחתימה טובה לשנה טובה ומתוקה

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Reê

“Nossa Parashá é dedicada ao aniversário da minha querida esposa Braha Haika Gloiber . Que Hashem dê à ela muitos anos de vida com muita saúde , muito sucesso, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a nossa família”. Cada ano que passa a Alma fica mais jovem, linda, reluzente e refinada !

Nossa Parashá também é dedicada pela família Amselem ao mérito da Refuá Shelemá de Avraham Ben Simi, e pela família Zimberknopf

– Reê –

Nossa Parashá nos conta que o sangue é a alma. Todos nós temos corpo e alma e se não tivéssemos uma alma seríamos um corpo morto.

A primeira alma a entrar no corpo é chamada de alma animal, e sobre ela a Parashá está falando. A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida o óvulo recebe uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados (Klipat noga ou mais baixo). Sem ela nosso corpo não teria como crescer e se desenvolver. Mesmo essa alma animal estando revestida no corpo inteiro , a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração que bomba o sangue oxigenado para todo o corpo e por isso a Parashá usa essa expressão de que o sangue é a alma. Sendo que ela é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue e transplante de coração e ela continua no nosso corpo.

Uma segunda alma é dada à cada judeu, ela está vinculada à ele de forma envolvente desde que ele nasce, mas só assume nosso corpo quando fazemos treze anos, ou no caso das meninas doze anos (ela também é dada à quem faz uma conversão casher ao judaísmo , ou seja, ela já estava vinculada à essa pessoa desde que nasceu e isso foi o que causou para aquela pessoa querer se converter, por isso está escrito guer shemitgaier , ou seja, convertido que se converte e não goi shemitgaier).

Essa segunda alma se chama Neshamá. Ela se reveste na alma animal para poder interagir com o corpo sendo que ela é de uma fonte tão elevada que não tem como se revestir diretamente no corpo como a alma animal, mesmo assim a principal revelação dela no nosso corpo é no nosso cérebro, e sendo que por natureza a razão domina o sentimento (o cérebro domina o coração) o objetivo dela nesse mundo é dominar a alma animal e fazer dela uma plataforma para o trabalho Divino . E ela é você ! Você que desceu do céu para vencer a corrida de obstáculos que chamamos de vida e vai ganhar por próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora lá eqüivale a setenta anos dos maiores prazeres neste mundo, ou até um alto paraíso onde uma hora lá eqüivale a setenta anos no baixo paraíso, e vai ganhar isso como prêmio por ter feito o trabalho Divino, meta da corrida de obstáculos.

A Neshamá é pura e linda , cada ano que passa fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento das Mitzvót (mandamentos Divinos). Poderíamos dizer como exemplo que cada ano que passa , enquanto o corpo fica mais velho a Neshamá fica mais jovem !

A Parashá também nos conta que Hashem nos escolheu dentre todos os povos, somos o “Povo Escolhido”. Quem participou desse concurso Divino para ser escolhido? Nossa Neshamá não poderia ter participado sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo e uma escolha acontece entre coisas semelhantes. Quem se parece com os povos do mundo? Nosso corpo ! Ele foi escolhido ! O que ele ganhou dessa escolha? Ele ganhou Kedushá (santidade)!

Quando fazemos uma Mitzvá recebemos Kedushá, nosso corpo se torna mais sagrado e refinado, e no futuro quando ressuscitarmos ele vai reluzir mais do que a Neshamá. Os povos do mundo quando cumprem essa mesma Mitzvá não recebem essa Kedushá, e essa é a diferença causada por termos sido escolhidos.

Conclusão: Agora nossa Neshamá faz nossa alma animal e nosso corpo cumprirem os mandamentos Divinos trazendo para eles Kedushá. Na ressurreição essa kedushá se revela, nosso corpo ressuscita jovem lindo e reluzente e nosso mundo material se tornará um paraíso muito maior do que o alto paraíso, tudo isso no mérito da Torá e das Mitzvót que estamos cumprindo agora! Então, vamos aproveitar essa oportunidade, estudar mais Torá e fazer mais Mitzvot!!

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Ekev

“Nossa Parashá é dedicada ao aniversário do nosso querido
Dr. Elias Messer. Que Hashem dê à ele muitos anos de vida com muita saúde , muito sucesso, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família”. Cada ano que passa a Alma fica mais jovem !

Nossa Parashá também é dedicada ao Bar Mitzvá do nosso querido Michael Adés , que já está dando sinais claros que vai se tornar um grande Sábio da Torá. Me impressionei tanto com o seu discurso de Bar Mitzvá que no final peguei o papel da mão dele e estou copiando uma parte dele aqui para vocês:

Na Parashá dessa semana está escrito:
Veachalta Vessavata Uverachta et Hashem Elokecha: comerás , satisfarás e louvarás o Eterno teu D’us.

Avraham Avinu costumava receber viajantes em sua tenda dando-lhes alimento, moradia e depois acompanhava-os , mostrando-lhes o caminho certo pelo qual deveriam seguir.

Ele pedia aos seus hóspedes que após a refeição agradecessem ao Todo Poderoso pois a Ele pertence a Terra e tudo o que ela contém. Assim Avraham foi acostumando os idólatras de sua geração com a idéia da existência de um Ser poderoso e único. O Talmud questiona o fato de que dois veículos do Tehilim aparentemente se contradizem. O primeiro diz : LaHashem Haaretz Umloah , ao Todo Poderoso pertence a Terra e tudo o que ela contém. E o outro: Vehaaretz Natan Livnei Adam: e a terra foi dada pelo Todo Poderoso aos homens. Então temos a seguinte pergunta: A terra pertence a D’us ou foi dada aos seres humanos?

O Talmud responde: o primeiro versículo se refere aos momentos nos quais a Brachá ainda não foi recitada. Já o segundo versículo refere-se ao momento seguinte, quando já fizemos a Brachá sobre o alimento. Portanto antes de fazer a Brachá tudo pertence ao Todo Poderoso, e após recitarmos a Brachá passa a pertencer ao ser humano

Nossos Sábios disseram que aquele que tem proveito deste mundo sem recitar uma Brachá é como se estivesse lesando o Todo Poderoso e a congregação de Israel.

Por tudo que foi explicado agora vemos a importância de uma Brachá e o poder que ela tem de atrair abundância para o mundo. Portanto se não a recitarmos, impedimos a entrada de fartura que viria ao mundo e beneficiaria a nosso povo.

Mazal Tov Michael!!!

Diz a nossa Parashá: “Porque não somente de pão viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá .”

Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina. O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL que ela está indicando a benção que fazemos antes de comer. A Brachá eleva dos alimentos o lado “Alma” deles , “Centelhas Divinas” que se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo. Por meio da Brachá refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”. Nosso corpo se alimenta do lado material do que comemos e nossa alma do lado espiritual.

Conclusão: Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Brachot !

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado Alma. Como o ser humano foi criado “corpo e Alma” assim também todas as outras coisas.

A própria Torá tem um lado “corpo” que são as Halachot (leis práticas) e um lado Alma que está por trás delas. Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc. Por isso eles pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem sempre acesso à essa revelação “Alma” da Torá. E aqui surge novamente a Brachá. Quando falamos as Brachot da Torá unimos nossa Alma ao lado Alma da Torá que é uma revelação Divina tão grande que até os Anjos queriam ter ela também.

As Mitzvot também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”. Quando você faz uma Mitzvá é bom para você nesse mundo e ela está guardada para você no próximo mundo, quando falamos a Brachá da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado Alma da Mitzvá , esse aspecto dela que está lá encima. Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá…..” e não somente “a Mitzvá” indicando o lado “Alma” da Mitzvá.

Terra de Israel espiritual

Nossa Parashá nos conta que na conquista da terra de Israel pela primeira vez a regra era: “Pouco a pouco vou expulsá-los da sua frente “. Diz o Rebe que o mesmo acontece na vida de cada um de nós , na conquista da terra de Israel espiritual , na parte dela que recebemos por sorteio lá de cima, ou seja, nosso trabalho Divino diário personalizado que inclui nosso refinamento pessoal. A conquista não deve ser feita de uma vez, mas sim pouco a pouco.

Mas não seja radical no pouco a pouco, pouco a pouco não quer dizer não fazer nada , não se esqueça que devemos nos esforçar para fazer o trabalho Divino , como dizem nossos Sábios: “Se você se esforçou e conseguiu acredite!”

Diz a Parashá :”Talvez você diga no seu coração :- Esses povos são muito mais numerosos do que eu , como poderei conquistá-los?” (דברים ז’ י”ז)

Ou seja, talvez você sinta a realidade ! Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo . Lá vai a regra geral que nos dá Moshe Rabeinu para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês) : “Não tenha medo deles ! Lembre-se do que Hashem fez ao faraó e a todo o Egito , os milagres , as maravilhas , etc etc etc. Ou seja , isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil. Se não saiu como queríamos , talvez nos espera algo melhor. Mas nós devemos fazer a nossa parte que é viver confiantes a cada instante , nunca pensar que não vai sair como queremos mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que Hashem fez no Egito e nos conscientizar que assim ele vai nos fazer agora !

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !

Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas e à empresa Neeman despachantes aduaneiros. e a Tiago Francisco Rachel Bolcont

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Vaetchanan

Nossa Parashá é dedicada ao aniversário de Daniela Wada Shtarkberg pelo seu marido Yossef Shtarkberg e seus filhos David e Gavriel Shtarkberg. Que Hashem dê à ela muitos anos de vida com muita saúde , muito sucesso, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família”

Nossa Parashá começa com a palavra “Vaetchanan” (que se torna o nome da Parashá). Moshe conta ao povo que “rezou para D-us naquela hora” e usa a palavra “Vaetchanan” se referindo à reza. Rashi diz que a raiz da palavra “Vaetchanan” é uma expressão de pedido à um presente gratuito, e explica : Mesmo podendo os Tzadikim justificarem o atendimento de seus pedidos como merecimento à suas boas ações ,mesmo assim, por humildade pedem à Hashem que atenda a seus pedidos sem olhar para seus méritos, pedem para que Hashem lhes dê seu pedido de graça.

Diz o Midrash Rabá que o valor numérico da palavra Vaetchanan é 515 indicando o número de vezes que Moshe rezou fazendo aquele mesmo pedido. Aprendemos daqui que devemos pedir pedir e pedir novamente. Todos os nossos pedidos são levados em conta , e mesmo que você não foi atendido (por motivos que são sempre para o nosso bem) mesmo assim eles não se perdem mas são direcionados para algo mais importante que muitas vezes nem sabíamos que estávamos precisando . O atendimento aos nossos pedidos é um presente que Hashem nos dá simplesmente pelo fato de termos pedido. Então , vamos pedir !

Mitzvat HaTefilá
A Mitzvá da Tefilá pela Torá é pedir para Hashem o que você precisa na hora que você precisa. Em uma hora de perigo , por exemplo (fora o fato de você ter que fazer tudo o que é necessário para se defender mesmo se precisar contra-atacar antes de ser atacado) em primeiro lugar você deve pedir para Hashem te salvar do perigo e esse é um dos princípios da nossa fé .

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que Hashem sozinho dirige o mundo e cuida detalhadamente de cada uma das criaturas, e somente Ele tem a possibilidade de nos salvar e etc como escreveu o Rambam no quinto dos treze princípios da fé judaica.
A Mitzvá da Tefilá não é vinculada somente à pessoas próximas de Hashem como os grandes Tzadikim mas também toda pessoa que precisa de alguma coisa é uma “Mitzvat Assé” (Mandamento “Faça”) fazer o seu pedido para Hashem. Às vezes seu pedido será aceito e seu desejo será realizado e às vezes, (para nosso benefício material ou espiritual) nosso pedido não é aceito. E isso se compara a alguém que manda seu pedido a um rei. Qualquer pessoa deve mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo a pessoa mais distante do rei pode ser que ele vai atender a seus pedidos porque condiz a natureza boa e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc… O fato da pessoa estar mais próxima ou mais distante do rei só vai fazer diferença em relação a pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo , mas em assuntos de necessidades particulares não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante. Dessa mesma maneira Hashem se relaciona às rezas que rezamos para Ele.

Fazemos nossos pedidos para Hashem pedindo explicitamente para que Ele atenda nossas rezas , e esse é o mandamento da reza pela Torá (chamamos isso de “Mitzvá Deoráita”)

Nossos profetas e sábios fizeram para nós o roteiro das rezas como hoje ele se encontra no Sidur determinando também a frequência e os horários de cada reza, o “Minian” (quórum de dez) e etc.
(chamamos isso de “Mitzvá Derabanan”)

Outro assunto muito importante da nossa Parashá é a preocupação de Moshe Rabeinu em deixar bem claro para nós que D’us não tem nenhuma semelhança física. O Rambam traz esse assunto como um dos treze princípios da fé judaica: “O Terceiro Princípio”- O Criador não é corpo. Conceitos físicos não se aplicam a Ele. Não há nada que se assemelhe a Ele;
Quando falamos sobre diferenças entre matéria e Revelação Divina temos que entender que os conceitos espirituais estão tão acima do material que qualquer exemplo material dado sobre um assunto espiritual só serve para “acalmar o ouvido” como dizem nossos sábios.

Em Haifa havia um grande rabino que conheci pessoalmente chamado Reuven Dunin. Antes de ser rabino ele trabalhava com um trator em um Kibutz, depois foi estudar Torá em uma Yeshivá. Voltando para o Kibutz aonde criavam vacas e ovelhas tentou explicar conceitos judaicos extremamente profundos sendo rudemente contestado com muitos palpites cuja fonte era uma ignorância profunda em relação a qualquer assunto espiritual. A linguagem era direta e grossa, até que ele próprio acabou sendo novamente envolvido pelo ambiente do qual fazia parte no passado e disse com uma voz determinada:- Vamos conversar sobre o que realmente entendemos, sobre vacas e ovelhas. Os ânimos se exaltaram, isso era realmente um assunto interessante! O rabino pergunta:- minha gente, porque a vaca faz omeletes e a ovelha azeitonas (referindo-se a forma de que as fezes de cada animal é expelida.) Todos se calaram,ninguém sabia. :- Minha gente , respondeu ele com uma voz entusiástica, nem de mer… (se referindo às fezes dos animais) vocês entendem, como querem dar palpite sobre o que é D’us?
Ou seja , falar com um ser humano sobre o que é o “mundo da Yetzirá” (Baixo Paraíso) ou o “Mundo da Briá” (Alto Paraíso) e quais revelações Divinas temos nessas grandes alturas espirituais é como por exemplo descrever para um cego que nasceu cego e só vê escuridão tudo o que você viu nas suas últimas férias , paisagens maravilhosas que ele não tem como imaginar. Você vai contando para ele sobre a paisagem, e no pensamento dele “preto mais preto é igual a preto”, “escuro mais escuro é igual a escuro” , e por fim ele te diz que já conseguiu imaginar tudo o que você contou. Você responde carinhosamente :- Querido, você não tem culpa, mas saiba que tudo o que você imaginou está errado! Você pode ouvir mas não pode imaginar, tudo que você vai imaginar vai ser “preto mais preto que é igual a preto” e só vai achar que sabe tudo! Assim funciona o nosso pensamento : ” matéria mais matéria é igual a matéria ” e novamente “matéria mais matéria é igual a matéria” e você acha que já sabe tudo! ou seja , se conseguimos com nosso pensamento material imaginar o espiritual , uma coisa é certa: TUDO o que você imaginamos está errado! Ou seja, o espiritual é infinitamente melhor do que tudo o que conhecemos e não temos os sentidos para imaginá-lo . Então simplesmente temos que saber que “O Criador não é corpo”. Conceitos físicos não se aplicam a Ele. Não há nada que se assemelhe a Ele. Desde pequenos estamos acostumados a dar forma aos conceitos espirituais que ouvimos, e sendo que são formas materiais consequentemente são erradas . Agora que crescemos temos que nos desfazer dessa materialização dos conceitos espirituais !

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !
Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas, à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim (pela revisão do carro da ONG) à Yehuda e Laura Carmi por patrocinarem um aluno para ir estudar em Israel, à Efraim e Daniela Gadman, à família Grinszpan , à Samy Sarfatis Metta , à empresa Adar , à Néia e seu marido Anderson, à Tiago e Rosiele Bolcont , e à todos vocês que estão nos apoiando , muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!
Nossa Parashá é dedicada à Refuá Shelemá de Daniel ben Kendel
Nossa Parashá é oferecida em memória de
Mazal Bat Esther Nasser z”l
(5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l
(17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l
(11 Kislev)
Mordechai ben Sarah Douek Hacohen
(26 Tamuz)

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Dvarim

Está escrito na nossa Parashá:- “E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”. Dizem nossos Sábios (como traz Rashi) que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.

Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas? Rabi Moshe ben Nachman (Ramban) nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D-us falou com Moshe e com os Profetas. Sendo que a Torá é a “Torá de Hashem”, Hashem “nos deu Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa”.

A definição de Torá “escrita” é : nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais , mas exatamente como foi dada por D-us , e por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo e tem que se dizer uma Brachá com nome de Hashem, mesmo que o Judeu que está dizendo a Bênção não entende o que está lendo (e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção ) talvez por isso poderíamos dizer que a leitura da Torá escrita em qualquer ocasião só poderia ser feita na “língua Santa”, idioma no qual ela foi dada por D-us !

E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá , chamadas de “Torá Oral”, mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento , e se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la , mesmo assim a Halachá é que “pensamento não é fala” e algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas e também o fato de não podermos fazer uma Bênção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar.

Ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D-us poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D-us, na língua Santa.

Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na nossa Parashá. Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas , a partir daí recai o nome de “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas mesmo não sendo essa a língua que D-us deu a Torá, mesmo assim recai sobre ela a classificação de “Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Bênção da Torá” (e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer idioma se não estivermos vestidos)

A iniciativa que teve Moshe na nossa Parashá foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos outros povos, como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc. O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de Hashem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” a Torá por meio delas .

Isso acontece nos idiomas atuais também. O que a Torá fez em curta escala, (Somente indicando que isso é possível) e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas , aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual. Surgiram novas línguas , todas derivadas daquelas setenta, e nós somos os que estão refinando esses idiomas quando repassamos a Torá por meio deles.

Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje. Sabemos que a “Lingua Santa” , que por meio dela
D-us criou o mundo , foi falada por Adam e Havá (Adão e Eva) e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel. A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo. O Hebraico antigo que foi a primeira língua existente no mundo deu origem ao aramaico e o aramaico ao árabe e a “Língua Santa” inspirou os escritores que fizeram o hebraico moderno. E esse é o motivo que a Torá nos deu essas dicas de tradução como “Yegar Sahaduta ” que é uma palavra em aramaico e Totafot que é em africano.

Poderíamos pensar, será que o aramaico, sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do”Idioma Divino” ? A Torá nos dá a dica: Está escrito-“Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de “Yegar Sahaduta” ou seja, tanto os idiomas derivados da “Língua Santa” quanto os derivados das outras línguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !

O motivo que isso teve que ser feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe , “Moshe recebeu a Torá no Sinai”, a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai”, por isso também esse fato de serem chamados de “Torá” os assuntos de Torá ditos nas setenta línguas teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu.

Fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas , Moshe e os anciões de Israel pediram ao povo que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras dessa Torá nessas setenta línguas, cada uma nas suas letras como nos contou o grande Tzadik Rabi Moshe ben Maimon (Rambam) que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma.

Vemos aqui que Moshe Rabeinu conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas e escrever ela em setenta línguas,
nos dois casos ela se tornou considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela.

Por esse motivo Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo. Duas obras distintas, uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia sobre a escrita dos povos. Ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas também sejam chamados de Livros Sagrados ,”Sifrei Kodesh ” e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”

Nosso quinto livro da Torá, (Devarim) é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.

Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida , e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes. Nesses dias ele estava traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus , para dar mérito a judeus que só sabem falar outros idiomas, para tornar o acesso à Torá mais fácil.

Ele estava empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D-us criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui. Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo !

A Parashá nos conta também que quando nosso povo planejou passar pelo monte Seir , terra de Edom, para chegar à terra prometida, D’us pede para Moshe dar uma ordem ao povo de Israel para comprar com dinheiro mantimentos dos Bnei Essav (habitantes de Seir) e até pagar pela água que beberem. O motivo para isso aparece imediatamente no próximo versículo: – “ Porque Hashem seu D’us te abençoou em todos os trabalhos das suas mãos e proveu todas as suas necessidades na travessia desse grande deserto durante quarenta anos, Hashem seu D’us está te apoiando, não te falta nada!”

Isso foi dito à Moshe como uma ordem para ser repassada ao povo de Israel !
Quando o versículo diz que Hashem seu D’us te abençoou, está instruindo o povo para não ser ingrato dando a impressão de que eles são pobres e mal cuidados por Hashem, mas ao contrário! Passem uma imagem de que vocês são ricos! (Rashi)

A regra é : Quando somos gratos à D’us pelo que ele nos dá e demonstramos isso, fazemos com que ele nos dê verdadeiros motivos para agradecer. Quando estamos alegres por saber que D’us sempre está cuidando bem de nós, fazemos com que D’us nos dê verdadeiros motivos para justificar essa alegria!

O Baal Shem Tov conta que existem duas formas de rezar, uma com muita alegria e entusiasmo e outra com muito choro e amargor. As duas formas são válidas mas a diferença entre elas é que , quando pedimos à D’us com alegria somos como um ministro fazendo um pedido ao Rei , mas quando pedimos com tristeza somos como um pobre fazendo um pedido ao Rei . (Por ser assim no mundo espiritual consequentemente a natureza do mundo material é que:) quando o pobre pede algo para o Rei ele ganha um presente pequeno, mas quando o ministro pede algo para o Rei ele ganha um presente muito grande , por isso temos que rezar com muita alegria e entusiasmo como um ministro falando com o Rei.

Por que essa ordem em relação às Edom foi dada se no final o povo de Israel não atravessou a terra de Edom e isso não aconteceu na prática?

Sendo que a Torá é eterna e os seus ensinamentos são eternos eles são válidos em qualquer época e em qualquer lugar, e o fato de essa travessia não ter acontecido na prática mas a ordem ter sido dada só vem reforçar o fato de essa ordem ter sido dada para nós, aqui e agora! Então vamos mostrar para todos que D’us sempre está cuidando bem de nós e não esquece de nós um único instante!

Para história leis e costumes de Tisha Beav acesse ao nosso sitewww.ongtora.com

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !
Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich , à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas nosso muito obrigado, à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim pela revisão do carro da ONG, à Yehuda e Laura Carmi por patrocinarem um aluno para ir estudar em Israel, à Efraim e Daniela Gadman, à família Grinszpan , à Samy Sarfatis Metta , à empresa Adar , à Néia e seu marido Anderson, à Tiago e Rosiele Bolcont , e à todos vocês que estão nos apoiando , muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!
Nossa Parashá é dedicada à Refuá Shelemá de Daniel ben Kendel
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Mazal Bat Esther Nasser z”l
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Haim Ben Shafia Nasser z”l
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Esther bat Olga z”l
(11 de Kislev)
Mordechai ben Sarah Douek Hacohen
(26 de Tamuz)

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Matot Mass’ei

Nossa Parashá é dedicada por Alberto Douek e Família em honra ao Yohrtzeit (אזכרה) de Mordechai ben Sarah “alav hashalom” que começa hoje ao anoitecer (26 de Tamuz). Que Hashem o tenha no Gan Éden e que em breve chegue o Mashiach e todos os mortos ressuscitarão .

Matot
Nossa Parashá nos conta que se alguém faz uma promessa ou um juramento que não consiste em uma coisa proibida pela Torá ele tem a obrigação de cumprir com a sua palavra. Por isso o ideal é sempre dizer “Bli Neder” (sem promessa) quando prometemos alguma coisa , para deixar claro que não estamos fazendo uma promessa ou um juramento.
Porque uma promessa de fazer algo que a Torá proíbe não é levada em conta e continuamos proibidos de fazer aquilo que a Torá proíbe ? Simples ! Sendo que um juramento não tem a capacidade de anular outro e nossa Alma antes de descer para o corpo já jurou lá em cima que vai cumprir todos os mandamentos Divinos , consequentemente um juramento de fazer algo contra a vontade Divina não é válido.
Conclusão: Não é recomendado pelos nossos Sábios fazer juramentos ou promessas. Então, lembre-se : quando prometer alguma coisa NUNCA se esqueça de falar “Bli Neder”
Massei
Nossa Parashá ( Mass’ei) nos conta sobre alguém que matou uma pessoa acidentalmente é chamado de assassino (Mesmo que foi acidentalmente, ele é chamado de “Assassino acidental”) e recebe um castigo de exílio em uma cidade de refúgio que foi feita para esse fim e geralmente era habitada pela tribo de Levi que não tinha terra própria . O castigo dele era ficar lá até o Cohen Gadol (sumo sacerdote) falecer. O versículo diz que depois da morte do Cohen Gadol o assassino pode voltar para a sua terra. Porque então a Torá continua chamando ele de assassino sendo que depois de ele ter recebido o castigo no tribunal deste mundo sua transgressão é apagada no tribunal Divino ? No começo ele é chamado de assassino porque a regra é que coisas boas acontecem por meio de pessoas boas e coisas ruins por meio de pessoas ruins e o fato de a morte acidental ter acontecido por meio dele justifica o adjetivo assassino. Depois que ele cumpre a sua pena e por meio disso se torna um Tzadik , diz a Torá : Depois que morrer o Cohen Gadol voltará o assassino para a terra da sua herança. A linguagem é estranha ! Porque a Torá continua chamando ele de assassino mesmo depois que ele cumpriu sua pena ? Simples! A Guemará (Macot 11b) nos conta que o Cohen Gadol na função de sumo sacerdote deveria rezar para que esses acidentes não acontecessem e o fato de isso ter acontecido mostra que o Cohen esqueceu de rezar para isso . A consequência automática disso é uma reza contrária, o exilado reza para que o Cohen Gadol morra rápido para que ele possa voltar do exílio. A mãe do Cohen Gadol levava para essas pessoas roupas e comida para que eles não desejassem o mal da sua família e esse era o único jeito de anular essa propensão de reza, ou seja, depois que ele recebeu roupa e comida dela ele só iria dar bênçãos para essa família.
Conclusão : sempre temos que rezar e pedir pelas pessoas próximas a nós para que nada de ruim aconteça por meio delas e também sempre ajudar à quem está ligado à nós para que sempre deseje o nosso bem
Quarenta e duas viagens
O povo de Israel fez quarenta e duas viagens entre a saída da escravidão no Egito e a milagrosa entrada na “Terra Prometida”. O que há por trás das quarenta e duas viagens que nos dá a obrigação de nos lembrarmos delas todos os anos lendo Parashat Massaei na Torá ?
O Baal Shem Tov nos revelou que cada Judeu e Judia tem um itinerário de viagens para percorrer durante a sua vida planejado lá de cima. A Torá fala sobre quarenta e duas viagens que o povo de Israel teve que fazer, o objetivo dessas viagens eram para elevar pequenas “Revelações Divinas” . Quando damos um exemplo sobre a Revelação Divina comparando-a a uma Luz essas pequenas revelações serão chamadas de “Centelhas Divinas”, o objetivo dessas viagens era fazer um concerto “Tikun”(conserto) espiritual nesses lugares e elevar essas “Centelhas Divinas”. Em cada lugar eles acamparam, mas ficaram somente o tempo necessário para fazer o “Tikun” e elevar as “Centelhas Divinas” daquele lugar. O Baal Shem Tov diz que cada Judeu e Judia tem um circuito de viagens pré destinadas durante toda a sua vida. Tudo é determinado até os pequenos detalhes, onde vai morar, onde vai trabalhar,para onde vai viajar , onde vai passar uma semana , onde vai passar um ano , onde vai morar mais ou menos tempo.
Um detalhe interessante é que tanto no lugar onde o povo de Israel acampou por um só dia quanto no lugar que eles acamparam por dez anos eles montaram o Mishkan como se fossem ficar lá a vida inteira. Por incrível que pareça vemos isso dia a dia com nossos próprios olhos. Todos nós somos Sefaradim (Judeus Espanhóis) ou Ashkenazim (Judeus Alemães ) . Nossos avós vieram de países Árabes ou da Europa oriental, ou seja, somos Sefaradim porque morávamos na Espanha,mas nenhum de nossos avós veio da Espanha, vieram da Síria , do Líbano, do Marrocos. Somos Ashkenazim porque viemos da Alemanha, mas nossos avós Ashkenazim vieram da Rússia, da Polônia, da Hungria, da Romênia. Ninguém mais pode voltar para a Síria ou para o Líbano nem para visitar e ninguém nunca vai querer morar na Polônia ou na Romênia. Todos nós Judeus brasileiros temos ou pais ou avós ou bisavós que vieram de fora, e mesmo nossos avós na Síria e no Líbano eram chamados de Espanhóis (Sefaradim) E nossos avós da Romênia e na Rússia eram chamados de Alemães (Ashkenazim). Ou seja, nenhum de nós não pertencia nem mesmo ao próprio país de onde vinha. Os Judeus que foram expulsos de Recife em 1654 fundaram Nova York e eram chamados de Sefaradim, em 1824 Judeus vindos do Marrocos fundaram a Sinagoga de Belém e também eram Sefaradim. Todos nós Judeus temos uma cara Européia ou Árabe mesmo sendo Judeus brasileiros , ou seja, a marca registrada de que somos turistas em qualquer país que estejamos, “Trade Travellers”, “Turismo de negócios”, deslocamento voluntário temporário envolvendo fatores como transporte, hospedagem, alimentação e lazer, realizado por um indivíduo com o propósito de desenvolver empreendimentos com fins lucrativos, através de reuniões de negócios, fechar acordos, comprar produtos ou serviços ou acertar outras questões pontuais relacionadas a atividade de mercado.” Pensamos que tudo que fazemos estamos fazendo para nós próprios mas na realidade é D-eus causando nossas mudanças para que possamos elevar essas “Centelhas Divinas” espalhadas pelo mundo. Fazemos os consertos”Tikunim” todos em um limite de viagens pré determinado. Achamos que conseguimos um emprego melhor e subimos na vida, depois vamos para a China comprar mercadoria e voltamos para cá para vender a mercadoria, pensamos que somos espertos e lucramos! Mas simplesmente é D-eus que está causando tudo isso para que cada um possa elevar a sua parte do mundo, a parte que está na sua responsabilidade. Por isso que sobre a saída do Egito está escrito que deixamos o Egito como uma armadilha sem isca ou como as fossas oceânicas que não tem peixes, ou seja, tiramos dele a “isca” espiritual que nos atraiu para lá que na verdade eram 288 “Centelhas Divinas” que elevamos lá, e o mesmo estamos fazendo aqui e agora!

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !
Nossos agradecimentos à querida família Nasser, às famílias Gueler e Rabinovich que todo dia quero escrever uma carta de agradecimento para eles mas a correria é tanta, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas nosso muito obrigado, à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim pela revisão do carro da ONG, à Yehuda e Laura Carmi por patrocinarem um aluno para ir estudar em Israel, à Efraim e Daniela Gadman, à família Grinszpan , à Samy Sarfatis Metta , à empresa Adar , à Néia Cristina e seu marido Anderson, à Tiago e Rosiele Bolcont , e à todos vocês que estão nos apoiando , muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!
Nossa Parashá é dedicada à Refuá Shelemá de Daniel ben Kendel
Nossa Parashá é oferecida em memória de
Mazal Bat Esther Nasser z”l
(5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l
(17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l
(11 Kislev)
E especialmente em memória de Mordechai ben Sarah Douek Hacohen cujo Yohrtzeit é hoje (26 Tamuz)
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Pinchás

Ódio Gratuito:

No começo da nossa Parashá D-us pede para fazer uma guerra contra Midian por eles terem abalado a estrutura familiar do nosso povo e causado 24.000 mortes . Essa guerra aconteceu a mais de 3300 anos atrás. Por qual motivo temos que nos lembrar hoje que vencemos a guerra de Midian?

A Torá tem um lado revelado que chamamos de “corpo da Torá” e um um lado oculto, “Alma da Torá”. O lado corpo dessa guerra aconteceu a 3300 anos atrás mas o lado alma dela acontece diariamente. Aqui na nossa Parashá estudamos no lado oculto da Torá o diagnóstico de uma “Klipá” (força negativa que atua no mundo) chamada de klipat Midian. Essa Klipá é a fonte espiritual do ódio gratuito que causou a destruição do segundo Beit Hamikdash , o exílio do nosso povo , e até hoje ela continua no nosso meio. Então não é por acaso que lemos essa Parashá nessa época em que o Beit Hamikdash foi destruído .

A Torá já tinha nos contado sobre os meraglim (espiões) que contra a vontade Divina queriam que o povo ficasse no deserto estudando Torá para entrarem na terra de Israel mais preparados. Agora, depois de décadas de estudo, nosso povo se encontra com um exército de mulheres que vem nos seduzir. Como poderiam correr atrás da primeira mulher que vissem depois de estar quase quarenta anos estudando Torá? Essa é a consequência da Klipá que se provou resistente a estudos de Torá , a classe social e a nível espiritual. Todos nós estamos sugeitos à ela, ela é a pior de todas as klipot.

Características da Klipá de Midian

1-Bilam o feiticeiro sabia que para D-us a pior coisa é a destruição do conceito familiar , relações ilícitas. Bilam não tinha motivo justo para aconselhar Balak contra nós, mas era ódio gratuito. Seu país (Midian) estava longe de nós . Ele viajou até Moav sabendo que Moav também não estava em perigo, para dar o conselho mais destrutivo do mundo em relação à nós. Quando essa Klipá nos contagia nos tornamos dispostos a fazer tudo para destruir. Ela desperta em nós o sentimento de destruição sem limites , sem motivo, ou por um motivo muito pequeno , destruir gratuitamente.

Como nos proteger? Não nos deixando seduzir pela Klipá! Sempre que sentirmos motivação para entrar em uma briga e querer destruir totalmente nosso próximo a ponto de desejar até sua inexistência sabemos que ela despertou em nós e imediatamente têmos que despertar nosso sistema imunológico espiritual (yetzer hatov) contra ela e tomarmos a decisão de não brigar, não dar palpites destrutivos e não “colocar lenha na fogueira” seja o que não for.

As jovens de Midian justificaram seu comportamento como causa nobre e espiritual, e até princesas participaram dessa sedução em massa. Cada uma levou com ela seu deuzinho , o Baal Peor, que foi apresentado como deus politicamente correto que apoiava o prazer e bem estar de seus adoradores e cuja adoração consistia em fazer as “necessidades” sobre ele demonstrando que não existe nada proibido no mundo contanto que isso te dê prazer , ou seja, se você se sente bem brigando com alguém, brigue! Essa é outra característica dessa Klipá, ela apresenta a destruição por meio de brigas e intrigas como se isso fosse uma causa nobre , politicamente correta e ainda com apoio divino (mas da idolatria)

Como sabemos que isso é Klipá ? Pelas consequências ! Por mais nobre e politicamente correta que seja a causa, se a consequência é a destruição , aí a klipá se encontra. Então vamos abrir mão da legitimidade da briga olhando mais longe, vendo que se continuarmos a briga todos sairemos perdedores. No começo da briga ou da intriga já temos que mentalizar a paisagem da destruição do pós briga e do tempo necessário para reparar os prejuízos que ela causará e para curar os ferimentos que ela trará. Vamos abrir mão dos prazeres descontrolados da briga que a klipá nos oferece para não morrer na peste espiritual que é a consequência desse tipo de prazer .

No primeiro dia da criação do mundo quando D-eus criou a luz ele disse “Ki Tov”(Que bom)

No segundo dia D-us criou a separação colocando limites entre os oceanos e as nuvens , uma separação extremamente necessária que sem ela não existiríamos , mesmo assim D-eus não falou que era bom.

A separação pode ser uma coisa extremamente necessária, mas sendo que é uma separação está longe de ser uma coisa boa.

O Beit Hamikdash foi destruído por causa de pessoas que estavam com toda a razão como vemos na história de Kamtza e Bar Kamtza. Kamtza em aramaico é formiga, e se formiga já é uma coisa pequena, imagine o “bar Kamtza”(o filho da formiga). Por causa de uma “coisinha pequena” que foi vista como uma briga justa e necessária, causa nobre apoiada até pelo silencio dos rabinos da época tivemos um verdadeiro holocausto .

Não seja “durão”

A Guemará em Guitim nos conta que um homem fez uma festa. Seu amigo se chamava Kamtza e seu inimigo Bar Kamtza. Ele pediu para seu shamash (“serviços gerais”, faxineiro, geralmente pessoa muito simples) chamar o Kamtza e o faxineiro chamou o Bar Kamtza.

O problema já teria que ser arquivado nessa etapa como ”erro de faxineiro” , coisa insignificante. Mas o homem que seu nome nem aparece na história se relacionou à isso com a maior gravidade. Aí a klipá se revela! Ele usou sua autoridade para exigir a retirada do Bar Kamtza da sua festa , e o que seria uma possibilidade de reconciliação entre dois judeus vai acabar em uma guerra mundial.

Bar Kamtza foi durão e se recusou a sair oferecendo pagar pelo que comer e beber, o dono da festa foi durão e não aceitou, e aí klipá vai crescendo. Bar Kamtza foi durão novamente e se recusou a sair oferecendo patrocinar metade da festa. O dono da festa foi durão e não aceitou. Bar Kamtza foi durão novamente e se recusou a sair, dessa vez oferecendo patrocinar a festa inteira. O dono da festa foi durão e não aceitou, pegou o Bar Kamtza e o colocou para fora. Os rabinos que estavam lá foram durões e não fizeram nada para acalmar os ânimos e a partir dessa etapa a coisa piorou até envolver o império romano.

nosso Beit Hamikdash foi destruído e nosso exílio se estende por 2000 anos. Na hora da briga cada um estava certo e tinha quem o apoiava, nenhum dos lados viu que o final não é a vitória mas sim a destruição de todos. A única vitória verdadeira é quando nos controlamos e não brigamos, então vencemos e destruímos a klipá de Midian. Com essa história nossos Sábios nos dão a dica de como vencer a klipá. Simples: não seja durão!

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !

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Balak

Bilam e o livre arbítrio:

Nossa Parashá nos conta que existiu em Midian, país de onde partiu Moshe para tirar nosso povo do Egito, um feiticeiro com poderes espirituais que se comparavam à Moshe a tal ponto que se Hashem (D’us) não fizesse um milagre e a maldição dele não se transformasse em bençãos estaríamos em grandes apuros.

Porque Hashem deixou isso acontecer? E mais, dizem nossos Sábios que Hashem permitiu que Bilam tivesse esses poderes para que os povos do mundo não falassem que se eles tivessem um profeta tão grande como Moshe o comportamento deles seria melhor.

Quando Hashem criou o homem deu à ele um mandamento e colocou no paraíso uma cobra (em forma humana). D’us falou para Adam não comer a fruta proibida e a cobra falou para ele comer. Aí começa a história do mundo e o objetivo da criação, o livre arbítrio, antes mesmo de termos qualquer má inclinação.

Na décima praga do Egito Hashem fez um milagre e todas as estátuas dos deuses egípcios derreteram, mas Hashem deixou uma, o “Baal Tzafon” , e na saída do Egito Hashem pediu para que todos os judeus se reunissem em frente ao Baal Tzafon antes de sair do Egito. Novamente o livre arbítrio, a opção de pensarem que se aquela estátua não desapareceu pode ser que foi ela que fez tudo.

Quando D’us criou o mundo ele criou o Grand Canyon no Arizona aonde parece que o Rio Colorado causou o surgimento do Canyon correndo sobre ele milhões de anos. D’us criou o Grand Canyon já cortadinho e bonitinho nos seis dias da criação há 5777 anos atrás e conservou ele inteirinho durante o dilúvio para termos o livre arbítrio de optar se D’us criou o mundo há 5777 anos ou se ele já existia por si só há milhões de anos.

Se um cientista estivesse nos seis dias da criação do mundo e analisasse cada coisa no momento em que D’us a criou ficaria espantado! No primeiro dia, quando Hashem criou a luz ele diria : -Não pode ser que já existem bilhões de anos luz da terra até as estrelas se as estrelas ainda não existem! No terceiro dia ele cortaria uma árvore que acabou de ser criada e diria que cada anel dela representa cem anos, não pode ser que essa árvore acabou de brotar! No quarto dia quando Hashem colocou as estrelas no final dos bilhões de anos luz ele diria que a luz teria que sair da estrela e não poderia estar lá antes delas. Ele faria uma análise geológica das pedras e diria que essas pedras tem bilhões de anos! Ele veria que o Grand Canyon foi criado antes do Rio Colorado e que Adam e Havá não são dois bebês recém nascidos. Ou seja, há 5777 anos atrás Hashem criou do nada pedras de milhões de anos , um mundo que aparenta ser muito mais velho do que realmente é. E porque Hashem fez assim? Para termos o livre arbítrio , podermos ter nossa própria opção e escolher o bem por própria escolha , e consequentemente por próprio mérito receber um paraíso enorme por ter feito a escolha certa.

Hashem faz o milagre e a maldição se transforma em benção

A ciência não determina o que vai acontecer, ela tira conclusões do que já aconteceu , e se apoiando nos inúmeros detalhes vinculados à causa desse acontecimento determina que caso esses inúmeros detalhes se reúnam novamente nessas mesmas circunstâncias aquilo acontecerá novamente. Eles comparam uma coisa com a outra e tiram uma conclusão. De vez em quando todas as inúmeras circunstâncias são opostas e mesmo assim aquilo acontece. Então eles atestam que existe alguém que dirige o mundo, e as pessoas tem mais facilidade para aceitar que por trás de tudo existe D’us.
A própria ciência traz estatísticas que quem faz “Brit Milá” (circuncisão) está quilometricamente abaixo da média de doenças como HIV , que a mulher que guarda a pureza familiar está quilometricamente abaixo da média de doenças como câncer de útero, que quem come Kasher está bem abaixo da média de doenças causadas pela alimentação como o infarto. Inventaram o smartphone nos dando acesso instantâneo para baixar 50.000 livros judaicos com “search” para encontrar o assunto que precisamos em cada um , e o que antigamente era privilégio de grandes Sábios agora está acessível à todos nós. Os cientistas não tem intenção em justificar o judaísmo, mas no mérito da ciência conseguimos justificar o judaísmo hoje mais do que nunca. Como diz a nossa Parashá, Hashem transformou a maldição em benção!Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ , que no mérito dessa grande Mitzvá Hashem dê a eles sucesso total e em grande estilo !

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Mazal Tov para a família Shtarkberg

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Hucat

Nossa Parashá nos conta, entre muitos assuntos interessantes, que D’us pede para Moshe pegar “o cajado”, reunir o povo , falar com uma rocha na frente de todos e dela vai sair água para o povo inteiro. No começo da história da saída do Egito, quando Hashem (D’us) se revelou à Moshe no monte Sinai na ocasião do ”arbusto incandescente” e pediu para ele tirar nosso povo do Egito , Moshe estava com esse cajado. Hashem pede para ele jogar o cajado no chão e ele vira uma serpente , Moshe pega a serpente e ela volta a ser cajado. Hashem diz para ele levar esse cajado para o Egito e com ele fazer os milagres. Agora, próximos à conclusão da história , próximos à entrar definitivamente na terra prometida depois de ter ficado no deserto por quase quarenta anos, Hashem pede para ele pegar “o cajado” e falar com a rocha. Qual é a importância tão grande desse cajado que na nossa Parashá ele é chamado por Hashem simplesmente de “o cajado” ?

Rabi Levi no Midrash nos conta que esse cajado foi criado no sexto dia da criação do mundo “bein hashmashot” (depois do pôr do sol mas antes de saírem as estrelas , horário após o término da criação em que o que foi criado nele era meio espiritual). Esse cajado foi dado para Adam Harishon (o primeiro homem) no Gan Éden (paraíso) . Adam deu ele para Hanoch que o deu para Noach que o deu para Shem que o entregou à Avraham Avinu. Avraham o deu para Itzhak , Itzhak o deu para Yaakov que o levou ao Egito e o entregou à Yossef. Quando Yossef faleceu, tudo o que havia na sua casa foi levado para o palácio do faraó, inclusive “o cajado”.

Ytró era um dos assessores do Faraó. Ele viu que esse cajado tinha letras hebraicas , e mesmo sendo ele um dos grandes sábios dos povos da época, aquelas palavras ele não conseguiu decifrar. Quando ele se demitiu do Faraó, pegou aquele cajado e o levou para Midian. Enfiou ele na terra no jardim de sua casa e não conseguiu mais arrancar ele de lá. Sempre que alguém pedia sua filha Tzipora em casamento ele colocava como condição arrancar aquele cajado do chão, mas por mais forte que fosse o pretendente ninguém conseguiu arrancar o cajado (olha de onde os ingleses copiaram a estória do rei Arthur). Quando Moshe fugiu do Egito e chegou à casa de Ytró , leu o que estava escrito no cajado, tirou ele do jardim e se tornou o genro de Ytró.

Diz o Zohar que nesse cajado estava lapidado o nome explícito de Hashem dos dois lados e representavam dois tipos diferentes de atuação Divina no mundo, um lado despertaria a Hessed (bondade) e a Guevurá (severidade) e o outro lado despertaria Guevurá com Guevurá quando fosse necessário, por isso nas pragas do Egito aparece a linguagem “incline seu braço”, o braço esquerdo, o lado da Guevurá.

Diz o Zohar que esse é o motivo que Hashem pediu para Aharon jogar o cajado dele na frente do Faraó. Naquela ocasião o cajado de Aharon se transformou em cobra , e voltando a ser cajado comeu os cajados dos feiticeiros do Egito que tinham se transformado em cobras. O cajado de Aharon tinha que fazer isso porque Hashem não queria impurificar seu nome lapidado no cajado de Moshe quando o cajado engolisse as “varinhas mágicas” dos feiticeiros.

Outro motivo que tinha que ser o cajado de Aharon era para subjugar todos aqueles que eram do lado esquerdo, “Guevurá”, porque Aharon era o Cohen, “homem da bondade”, nas Sefirot a Hessed, “lado direito” que subjuga a Guevurá que é o lado esquerdo.

Diz o Zohar que Hashem quis que seus nomes lapidados no cajado fizessem os milagres , mas quando Moshe bateu com ele na pedra duas vezes Hashem disse para ele que não era para isso que ele tinha esse cajado.

A Torá nos conta que esse é o motivo que Moshe não entrou na terra prometida, publicando a grandeza de Moshe que não teve outro motivo a não ser esse motivo tão pequeno.

Diz o Rebe de Lubavitch que aprendemos com o cajado de Moshe uma coisa muito importante: Nesse mesmo cajado estavam lapidados os nomes das nossas seis matriarcas e seus doze filhos que deram origem ao povo de Israel, e ao mesmo tempo estavam lapidadas nele em forma de iniciais as dez pragas que eram o nível mais baixo da atuação Divina, a revelação Divina em forma de pragas , e que aconteceram no Egito que era o país mais depravado do mundo . E nesse mesmíssimo cajado estava lapidado o nome mais sagrado de Hashem, o mais importante dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados , o nome que se refere à “essência Divina” , e quando nos unimos à um pouco da essência Divina nos unimos à ela inteira.

Diz o Baal Shem Tov que a Divina providência não recai somente à assuntos globais, mas Hashem se relaciona à menor coisa do mundo da mesma maneira que se relaciona à maior coisa do mundo. E não só à menor coisa como também a menor das menores , porque o menor detalhe completa a mais suprema perfeição da intenção Divina.

Hashem mesmo sendo o Todo Poderoso está cuidando de cada detalhe de uma criança pequena nesse mundo e até de coisas ainda menores como uma folhinha que cai de uma árvore , a Divina Providência está acompanhando ela e determinado quantas voltas ela vai dar , e se é por meio do vento ou de outra forma.

Vimos no comportamento do Baal Shem Tov esses dois extremos. Por um lado ele revelava aos seus alunos os segredos mais profundos da Torá, e junto com isso ele conversava com as pessoas mais simples sobre os assuntos mais simples da Torá e das Mitzvot, e ele próprio ensinava as crianças pequenas a falar o Amém do Kadish.

Aprendemos daqui que por mais que estejamos ocupados com assuntos importantíssimos temos que nos ocupar da mesma maneira com assuntos de Torá e Mitzvot que parecem para nós muito pequenos , se até Hashem faz assim, quanto mais nós!

Diz o Midrash que o cajado de Moshe chegou até o rei David e dele passou para os reis da Judéia , na destruição do primeiro Beit Hamikdash ele desapareceu. Mas esse mesmo cajado que estava nas mãos de Moshe vai estar nas mãos do Mashiach e com ele o Mashiach vai tirar o povo de Israel do Galut (exílio que inclui a comunidade judaica de quase seis milhões de judeus que vive em Israel, dez tribos perdidas e judeus que se misturaram com os povos do mundo e perderam sua identidade judaica)

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Shabat Shalom
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Korach

Nossa Parashá começa com as palavras “E pegou Korach”. Nossos sábios analisam essa linguagem dizendo que ele ”pegou uma mercadoria ruim”. Aparentemente por causa da continuação da história aonde Korach faz uma revolução inteira contra Moshe a “mercadoria ruim” seria a Machloket (fazer intrigas e causar brigas) ele pegou uma “mercadoria” que se compara à uma maçã podre que apodrece as que estão próximas a ela, Korach pegou a “Machloket” e contaminou com ela quem estava geograficamente próximo à ele. Mas como dissemos, tudo isso é aparentemente .

O Ari Zal diz que por trás da expressão dos nossos Sábios está um assunto mais profundo. Moshe Rabeinu era a reencarnação do lado bom da alma de Hevel (Abel) e toda a geração do deserto são ramificações da alma de Moshe . Todos fora um , Ytró , que era a parte boa da alma de Cain. Ytró trouxe Tzipora para Moshe e se converteu ao judaísmo fazendo o “Tikun” (o conserto) do lado bom da alma de Cain. Korach era a reencarnação do lado ruim da alma de Hevel, ou seja, a parte da alma de Hevel que foi mais afetada pela mistura espiritual entre o bem e o mal causada pelo Adam Harishon. Mesmo tendo vindo Korach de uma linhagem privilegiada dentro de uma tribo privilegiada , mesmo tendo ele estudado Torá, por meio de suas mas ações ele recebeu uma encarnação em vida do lado ruim da alma de Cain. D’us não dá para alguém um trabalho que ele não tenha recebido as forças para fazer, e ao contrário de Ytró que não nasceu judeu , nasceu em uma família idólatra e fez todas as idolatrias tendo que se esforçar ao extremo para encontrar o judaísmo, Korach nasceu judeu religioso de linhagem privilegiada e todo o teste dele era não estragar isso. Ou seja, ele tinha um potencial ruim, mas recebeu todas as dádivas Divinas , se não fizesse nada para estragar faria automaticamente o”Tikun” dos lados ruins das almas de Kain e Hevel.

As almas de quase todo o povo de Israel eram ramificações da alma de Moshe e por isso de maneira natural Moshe era o líder do povo e não outro.

A Torá é um remédio, mas tem pessoas que transformam ela em um veneno:

Dizem nossos Sábios que a Torá é um remédio para a nossa alma, mas a mesma Torá pode ser um veneno para ela se a pessoa que a estuda causar isso. A mesma Torá que foi o remédio que tirou Ytró da idolatria , essa mesma Torá nas mãos de Korach se tornou um veneno que contaminou duzentas e cinquenta pessoas. Korach por não ter refinado a alma de Cain ela acrescentou maldade à maldade dele causando com que ele se revoltasse conta a liderança de Moshe , como se diz em português.…”ele saiu do armário”…e ainda influênciou vizinhos estudiosos da Torá “envenenando” a Torá deles também.

Quando Ytró ouviu que os egípcios afundaram no mar vermelho ele disse: Agora eu sei que Hashem é maior do que todos os ”deuses”, porque o que eles fizeram (afundaram as crianças judias no Nilo) aconteceu para eles!

Aprendemos com Ytró que quando a pessoa não faz o “Tikun” de uma maneira positiva (como fez Ytró) o Tikun acontece de maneira negativa, o que a Torá chama de “midá knegued midá”, ou seja, “o que eles fizeram acontece para eles”

Por isso Moshe disse para eles:- “Se essas pessoas morrerem como qualquer pessoa não foi D’us que me mandou, mas se a terra se abrir……” e terminando de falar essas palavras a terra se abriu e Korach com todos os seus cúmplices foram absorvidos por ela.

Isso era o “midá knegued midá” de Kain e Hevel. Kain matou Hevel por vaidade e a terra se abriu para receber o sangue de Hevel, agora Korach, a reencarnação de Cain , por vaidade tenta matar Moshe classificando ele como falso profeta , e a terra se abre para receber o Cain e seus cúmplices , “midá knegued midá”.

Conclusão:

Aprendemos com Korach a não ser como Korach!

Aharon Hacohen era o contrário de Korach. Toda a vida se dedicou a fazer as pazes entre as pessoas e entre maridos e mulheres mesmo que para isso tivesse que ser “aparentemente” um pouquinho menos “religioso” do que Korach , falando de vez em quando uma ”mentirinha” para fazer as pessoas se reconciliarem. A Torá diz para ficarmos longe da mentira, mas Aharon Hacohen era o médico especialista que sabia dosar a mentira na dose certa transformando um veneno em um remédio enquanto que Korach conseguiu transformar a Torá que é o remédio para tudo em um veneno mortal.

Hashem fez o cajado de Aharon florir e dar frutos mostrando que essa pessoa que transformou corações duros em flores e frutos de reconciliação ele tem que ser o Cohen Gadol , ele que é o escolhido por D’us !

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Shlach

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Esther bat Olga z”l (11 Kislev)
Mordechai ben Sarah

Nossa Parashá nos conta que , a pedido do povo , Moshe mandou 12 espiões para verificar a terra prometida antes da conquista. Moshe pede para eles analisarem o povo da terra , se são fortes ou fracos , ele dá uma dica de que cidades sem muralhas são sinal de força e cidades com muralhas são sinal de fraqueza. Os espiões voltaram depois de quarenta dias. Dez deles opinaram que os povos da terra são muito fortes , o rio Jordão é muito fundo , as muralhas das cidades são enormes e não teríamos a capacidade de conquistar a terra. Yehoshua e Kaleb tinham outra opinião. Os espiões eram pessoas importantes e influentes , cada um era presidente de sua tribo e a eficiência deles era reconhecida por todos. Kaleb também aparentava pertencer a essa estrutura e a essa “opinião pública”, ele começou a falar como se fosse “mais um” que iria acrescentar mais uma dificuldade, mas ao contrário dos outros revela que podemos conquistar a terra e ainda com facilidade. Kaleb lembra ao povo que Moshe abriu o mar vermelho e fez milhões de aves aterrizarem no acampamento e virarem “frango assado”. Kaleb era visto pelo povo como alguém tão qualificado como os outros e teria que relatar o que viu na terra prometida , mas aparentemente seus argumentos não tinham nada a ver com sua missão, eles contaram sobre o que espionaram e Kaleb contou sobre os feitos anteriores de Moshe, aonde está o profissionalismo?

Aprendemos com Kaleb a raciocinar da maneira correta! Imagine um almirante de um porta aviões americano próximo a uma ilha desconhecida no oceano mandar um barquinho com doze espiões para a ilha e depois ouvir de dez deles que não temos a capacidade de conquistar a ilha porque ela tem cinco mil índios de dois metros de altura e cada um tem cinco arcos e cinqüenta flechas, e nós não temos um arco e uma flecha sequer, e ainda somos baixinhos em relação à eles e um dos espiões diz aos outros:- Pessoal, antes de sairmos da Califórnia o almirante carregou esse navio com mísseis , aviões, helicópteros e canhões , vai ser muito fácil conquistar essa ilha! Será que algum dos espiões retrucaria dizendo :- você não está sendo nada profissional, você foi mandado para ver o que tem na ilha e não para falar sobre coisas do passado?

Kaleb lembrou à todos que Moshe abriu o mar vermelho para o nosso povo passar, e o que é um rio para quem já abriu um mar? Ele lembrou que Moshe fez aterrizar no acampamento milhares de aves que a natureza delas era voar para cima e não descer para baixo , e o que é para ele uma muralha de pedras que já tem a natureza de afundar no chão! E assim foi , quando o povo de Israel entrou na terra prometida o rio Jordão se abriu e as muralhas de Jerichó afundaram na terra.

Aqui vemos o profissionalismo de Kaleb. Claro que ele acreditava no total poder de Hashem que poderia fazer o rio Jordão desaparecer e as muralhas de Jericho saírem voando por aí , mas o raciocínio lógico dele foi profissional e realista: Ele listou os milagres que já tinham acontecido e concluiu : Se Moshe já tinha feito milagres tão grandes, o que era para ele fazer milagres menores?

Conclusão: Cada um de nós já passou durante a sua vida por verdadeiros milagres. Aprendemos com Kaleb que sempre temos que ter em mãos a lista de todos os milagres que nos aconteceram e usá-los como base para o nosso dia a dia , não olhar para as dificuldades que temos à frente mas sim para os milagres que temos atrás, nos lembrando a cada instante que Hashem está cuidando hoje de cada um de nós com o mesmo amor e carinho que sempre cuidou de nós no passado. E como Kaleb , no mérito desse raciocínio correto entrou na terra prometida , cada um de nós exercitando dia a dia esse tipo de raciocínio vai receber de Hashem tudo o que precisar, e como uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado Hashem não se esquece de nós , e o amor que Hashem tem por cada um de nós é infinitamente maior do que uma mãe tem pelo seu próprio nenê. Mas de nós é exigido fazer a nossa parte como Kaleb que no mérito disso recebeu a cidade de Hebron. Isso se chama “Bitahon”. Não temos como pensar errado e receber o certo, temos que pensar certo , ter Bitahon, e aí os milagres acontecem!

O Rebe de Lubavitch sempre deixou claro que nós somos a geração da redenção final, estamos prestes a entrar em uma era aonde tudo vai ser bom , todos os sinais que os nossos sábios deram sobre essa última geração aconteceram e não há dúvida nenhuma que Mashiach está bem próximo. Então, mais um pouquinho de Bitahon e no lugar de remediar todo dia um mundo crônico entramos em um mundo melhor, em uma nova era!

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.
Nossos agradecimentos à família Nasser, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas , às famílias Gueler e Rabinovich , à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim , à Yehuda e Laura Carmi, à Efraim e Daniela Gadman, e à todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!
Mazal Tov para Yossef e Daniela Shtarkberg

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Rabino Avraham Eitan Gloiber

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Behaalotecha

Nossa Parashá nos conta um fato muito interessante. Tzipora, esposa de Moshe Rabeinu deixou vazar um desabafo de que seu marido, por ser um profeta, não tinha mais tempo para ela. Aaron e Miriam também eram profetas e Moshe era o irmão mais novo deles, e mesmo sendo profeta e profetiza eles tinham tempo para viver com seus cônjuges. Eles contestam o comportamento de Moshe achando que todos os profetas são iguais e Moshe não é excessão. Quase que eles tinham razão….mas…. nessa hora Hashem se revela para os três,  Moshe ,  Aharon e Miriam, e revela para eles que existem níveis diferentes de revelação profética. Essa passagem aparece em uma linguagem exclusiva que é explicada pelo Zohar e pela Guemará :

A profecia não é somente uma informação Divina mas ela se incorpora com o mundo causando uma transformação nele. Para ela descer ao mundo e acontecer por meio dela um vínculo entre​ o espiritual e o material , ou seja, para que ela aconteça, ela tem que ser incorporada pelo profeta e por meio dele ela se incorpora ao mundo.

A revelação e incorporação da profecia para Moshe Rabeinu é direta , como alguém que olha por uma janela de vidro transparente e vê claramente o que há do outro lado, uma profecia clara e objetiva , na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Meirá”

A revelação da profecia para todos os outros profetas é oculta e indireta , um nível mais baixo, levando em consideração a capacidade do profeta incorporá-la . Ela acontece por meio de visões e sonhos , por meio de exemplos e enigmas, como alguém que olha para um espelho que reflete a imagem e não está vendo ela diretamente mas sim um reflexo dela que tem que ser decifrado, na linguagem dos nossos Sábios “Aspaklaria Sheeina Meirá”

Dentro desse contexto existem alguns critérios como nos explica o Zohar a seguir :

A Revelação Divina só acontece em um lugar adequado , em um ambiente adequado e sobre uma pessoa adequada para recebê-la e de acordo com o nível que o profeta pode incorporar (por esse motivo o profeta Yoná tentou fugir para um lugar inadequado para que a profecia de Nínive não fosse recaída sobre ele.

Avraham Avinu, nosso primeiro patriarca  era a pessoa adequada  no lugar adequado, mas Lot estava morando ao lado dele e se comportando como em Sodoma, fazendo com que o ambiente ficasse inadequado . Hashem se revelou para Avraham naquele mesmo lugar somente depois que Lot saiu de lá e foi morar em Sodoma e o ambiente de Avraham voltou a ser adequado. (Mas a profecia era no nível que ele tinha a capacidade de incorporar).

Yaakov Avinu, nosso terceiro patriarca teve uma revelação profética quando fugiu de Essav . Essa revelação foi por meio de um sonho que é o nível mais baixo de recebimento de uma profecia. Diz o Zohar que o motivo disso foi o fato de Yaakov ainda não estar casado, e mesmo estando em Beit E-l , lugar adequado , ainda não era a pessoa totalmente adequada por estar solteiro. Depois que ele se casou em Haran, teve uma revelação profética novamente por meio de sonho, aí ele já era a pessoa adequada mas o lugar (Haran na Síria) não era adequado e por isso o nível da profecia foi o mais baixo.

Quando ele voltou casado, para a  “Terra Santa” , a revelação profética já aconteceu para ele estando acordado , por meio de uma visão (ainda não era o nível de Moshe) , e mesmo assim diz o Zohar que esse nível só foi alcançado porque seu pai Itzhak já havia falecido, mais um critério na profecia. Enquanto um profeta está no mais alto nível possível na sua época outro profeta não tem como acessar a esse nível. (Mas ela ainda era no nível dos patriarcas, não tinha chegado ao nível de Moshe).

Diz o Zohar que Moshe teve o maior de todos os níveis​ de profecia, ele incorporava a revelação profética para trazê-la ao mundo diretamente, em pé e com toda a sua força e energia, via a revelação claramente. Diferente dos outros profetas que na hora de incorporar a profecia caíam sobre suas faces , enfraqueciam e não tinham a capacidade de incorporar a profecia claramente.

E qual era o motivo dessa fraqueza? Diz o Zohar que era pelo fato de o “anjo de Essav” ter ferido a perna de Yaakov e Yaakov ter saído mancando desse acontecimento. Espiritualmente o anjo ”sugou” a força das pernas de Yaakov causando que depois disso nenhum profeta conseguisse incorporar (trazer para esse mundo) a profecia do que Hashem vai fazer para os “Bnei Essav” (de acordo com Don Itzhak Abarbanel eles são os povos da Europa e suas ramificações coloniais) , fora o profeta Ovadiahu (Abadias) , proveniente de Edom que eram os descendentes diretos de Essav, e por isso sobre ele o assunto espiritual do anjo de Essav não recaiu. Ele pôde incorporar claramente a profecia do fim de Essav e não enfraqueceu, e nenhum outro profeta pôde incorporar isso.

Moshe é a excessão de todas essas regras por estar em um nível tão alto que poderia incorporar claramente qualquer revelação sem enfraquecer.

Diz o Zohar que Moshe recebia a profecia em um nível de Sefirat HaTiferet de Atzilut , nível espiritual que nenhum profeta teve acesso

Diz o Ari Zal que o Mashiach vai ser a reencarnação de Moshe Rabeinu e vai revelar para todos nós as maravilhas ocultas da Torá.

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Nossa Parashá é oferecida

LeRefuá Shelemá shel
Daniel ben Kendel

Em memória de Mazal Bat Esther Nasser z”l

(5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l

(17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l
Mordechai ben Sarah

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Nassô

Nossa Parashá é dedicada à Refuá Shelemá de Daniel ben Kendel
Nossa Parashá é oferecida em memória de
Mazal Bat Esther Nasser z”l (5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l (17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l (11 Kislev)
Mordechai ben Sarah
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Parashat Nassó
Dedico a Parashá dessa semana à pronta recuperação do meu grande amigo ao qual conheço há mais de 40 anos , Dany Anker.
(LeRefuá Shelemá shel Daniel ben Kendel)
Quando a Torá nos ensina uma regra , se há alguma exceção ela tem que estar na própria Torá.
A Torá nos ensina a proibição de apagar o nome de D’us . Aqui na nossa Parashá ela traz a excessão. Não só uma permissão para apagar o nome de D’us mas uma obrigação de apagá-lo. E qual é o caso tão importante para justificar uma coisa assim? É o “Shalom Bait”! É permitido apagar o nome de D’us para salvar um casal do divórcio. Daqui vemos a grandeza do Shalom Bait (harmonia familiar) na Torá.
E a Torá está permitindo isso para fazer o Shalom Bait de uma mulher que estava sendo assediada por alguém e o marido disse para ela não se trancar com a pessoa que estava dando encima dela. Um belo dia (ou uma bela noite) o marido chega de viagem, bate na porta , e quem destranca a porta por dentro?………o cara! E a mulher aparece para justificar que esse mês ele não tinha onde dormir……então veio dormir em casa! O marido suspeita que algo tenha acontecido e quer divórcio. Ele leva ela para o Beit Hadin (tribunal rabínico) e ela diz que não traiu. O Beit Hadin não tem como verificar, sendo que a Torá não aceita deduções e é necessário ter duas testemunhas oculares que viram “o pincel dentro do tinteiro” (uma coisa dentro da outra, ou seja, o próprio ato) Não tendo o que fazer, o Beit Hadin encaminha os dois para o Beit Hamikdash em Yerushaláim.
No Beit Hamikdash os Cohanim (sacerdotes daquele turno) avisam que podem escrever a “Maguilat Sotá” copiando a “Parashat Sotá” da nossa Parashá com os nomes de D’us contidos nela, dissolver essa Parashá com os nomes de D’us dentro de um copo de água e dar para a mulher beber. Se nada acontecer para ela, o marido pode ficar tranquilo porque foi só um surto mas nada aconteceu na prática.
O Cohen avisa que caso ela tenha traido, se beber isso ela falece, e dá as últimas chances para ela não beber aquela água . Se ela sabe que não traiu , ela pode beber essa água tranquila e o fato de ela não falecer vai ser a prova para o marido de que nada aconteceu, fora o susto. E não só isso, se ela não tinha filhos agora ela vai receber uma indenização Divina pela vergonha que passou e ter muitos filhos.
Infinita Bondade Divina: Não só que Hashem pede para apagar o nome dele para fazer o Shalom Bait mas ainda indeniza a mulher milagrosamente pela vergonha que ela passou.
Mais um assunto interessante ligado à esse tema : Na Torá não está escrito que é proibido mentir, está escrito “fique longe da mentira”. Explica o Baal Shem Tov que a mentira é como um veneno que quando usado na dose certa se torna um remédio. Aharon Hacohen era esse especialista que conseguia usar a mentira na dose certa para fazer as pazes entre marido e mulher e entre todas as pessoas (a mentira na overdose volta a ser um veneno e novamente temos que ficar longe dela).
Quase como continuação do assunto da mulher que se “desviou” aparece a Parashat Nazir que nos ensina a fazer, quando ouver necessidade, um juramento de não beber vinho e não cortar o cabelo por algum tempo. Dizem nossos sábios que o motivo da proximidade entre essas duas parashiot é para sabermos quando devemos fazer esse juramento. Quando vemos a Sotá (a mulher que se desviou) passar pelo que está passando, devemos aprender disso a nos proteger de coisas que podem causar o nosso desvio como é o caso da embriaguez e da vaidade obsessiva, e mais ainda as drogas. Me encontrei com alunos do projeto Sinai do qual era professor e perguntei sobre dois alunos que tinha perdido o contato.Você não sabia? Responderam eles. O pai estava dirigindo bêbado……..a mãe estava no carro….!
Então, se você está com um problema desse tipo, entre imediatamente em contato com o rav Shie Pasternak 11 36616530 que é rabino e psicólogo especializado nesse assunto. Até se precisar de uma internação por motivo de drogas você deve se aconselhar com ele que tem todos os contatos para isso e guarda sigilo absoluto.
Depois da Parashat Nazir e como se fosse uma continuação dela a Parashá nos trás as Bençãos dos Cohanim mostrando que esses três assuntos estão interligados. Você se comporta bem com a esposa mesmo ela não dando motivo para isso (e você esposa se comporta bem com o seu marido mesmo ele não dando motivo para isso) evitam beber para esquecer as mágoas mas esquecem as mágoas por motivo religioso de ser proibido guardar rancor (principalmente o marido da mulher) e no mérito do amor gratuito e união incondicional Hashem te dá todas as Bençãos, te dá muito dinheiro e te proteje dos ladrões te dá todas as Bençãos e te protege para que você sempre possa ter tido o proveito delas com muita saúde e alegria!

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Mazal Bat Esther Nasser z”l (5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l (17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l (11 Kislev)
Mordechai ben Sarah 

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2017-05-17-16-58-22-739-1

 Behar – Behukotai

Behar
Nossa Parashá nos conta que Hashem falou com Moshe no monte Sinai e lá nos deu uma Mitzvá chamada “Shemitá”. Todas as Mitzvót (Mandamentos Divinos) foram dadas no monte Sinai , não só a Shemitá , mas sendo que a Shemitá foi dada no monte Sinai com todos os seus detalhes  e não foi revisada e explicada por Moshe Rabeinu no sefer Dvarim (quinto livro da Torá aonde foram acrescentados mais detalhes sobre as Mitzvót) por isso ela  aparece aqui como tendo sido dada unicamente no monte Sinai. Mas o que é Shemitá? Simples! Você compra uma fazenda linda com vinhedos que produzem uvas carésimas, não deixa suas crianças se aproximarem dos cachos de uva para não estragá-los, por seis anos você vende as uvas por preços não convencionais e não deixa ninguém mexer nelas, e no sétimo ano você descobre que a terra era sua só por seis anos e agora ela volta a pertencer ao dono verdadeiro que é muito bonzinho e deixa você e todo mundo pegar as uvas de graça! E ninguém, (nem você) pode vender essas uvas, mas podem pegar só o que vão comer, e totalmente grátis!

Para entender como isso funciona temos que nos lembrar que D’us nos deu a terra de Israel que foi dividida entre doze tribos das treze que existiam no nosso povo (a tribo de Levi e os Cohanim que tiveram origem nela não participaram da divisão da terra). Essa terra foi passando por herança até você aparecer e achar que comprou ela e que por isso ela é sua….. E aí você descobre que não é o verdadeiro dono! E não só isso, mas quando você coloca tudo no papel você vê que , não só que não teve prejuízo mas que ainda saiu no lucro porque a terra produziu no sexto ano (que deveria ser o ano mais fraco) uma quantidade que produziria em três anos! E também descobre não só que existe alguém dirigindo o seu negócio mas também que ele está fazendo isso muito melhor do que você!

Mas porque D’us nos coloca nessa situação que parece que estamos perdendo e no fim saímos ganhando ? A resposta é simples! Para nos lembrar que esse mundo é de D’us e é ele somente que dirige o mundo e não nós , e mesmo que a nossa participação fazendo um trabalho para ganhar dinheiro e pagar as contas é uma ordem Divina, mesmo assim não podemos nos “endeusar” e achar que tudo depende de nós! Aí vem a Mitzvá da Shemitá para nos lembrar que esse mundo não é nosso mas tem alguém dirigindo ele e só deixando nós, crianças pequenas , segurarmos na direção e pensarmos que estamos dirigindo o carro do papai !

Aprendemos com essa Mitzvá a ultrapassar todas as crises nos lembrando a cada instante que só D’us dirige o mundo , que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem e que D’us ama cada um de nós mais do que o amor de um casal que teve um filho único com cem anos de idade tem por esse filho, e cuida de nós com todo o amor e carinho!

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Behukotai

Parashat Behukotai nos conta que quando estudamos Torá e cumprimos as Mitzvót (Mandamentos Divinos) Hashem (D’us) nos dá a chuva na hora certa e na quantidade adequada , a linguagem da Torá é : “a terra dará seus produtos e as árvores darão seus frutos”. E a pergunta é: Se a terra dará a seus produtos isso já inclui os frutos das árvores​, então, quais são essas árvores que darão seus frutos como consequência do nosso estudo de Torá e do cumprimento das Mitzvót? O Midrash Sifra nos conta que essas são as árvores estéreis que nos tempos do Mashiach elas darão frutos!

Ou seja, hoje nosso estudo de Torá é comparado a um pai muito sábio que ensina a sua sabedoria para uma criança pequena, a sabedoria do pai desce ao nível da criança , ele ensina a criança que é proibido roubar e etc. Ou seja, a Torá que estudamos hoje está em um nível de “não roube” e etc , (e mesmo assim vemos muitos “marmanjos​” que não estão morrendo de fome roubarem quantias que nunca vão conseguir gastar na vida). E mais, nosso nível de cumprimento de Mitzvót ainda é limitado  por não podermos cumprir as Mitzvót ligadas ao Beit Hamikdash,  e mesmo a Mitzvá da Shemitá hoje , de acordo com a maior parte dos “Posskim”(legisladores que determinam a aplicação da lei judaica) a Shemitá é “Derabanan” (decreto dos Sábios de Israel usando a autoridade que a Torá lhes deu para fazê-los​) e não “Deoraita” (Mitzvá direta da Torá) por que dez tribos de Israel estão temporariamente perdidas e as Mitzvót relacionadas à terra de Israel só voltarão a ser cumpridas em todos os seus aspectos quando cada tribo de Israel estiver nas partes​ da “Terra Santa” relacionadas à sua herança, e isso só vai acontecer nos tempos do Mashiach.

Nosso estudo de Torá e cumprimento de Mitzvót hoje é o suficiente para a terra dar os seus frutos convencionais. O estudo da Torá nos tempos do Mashiach é comparado a um pai muito sábio ensinando segredos muito profundos​ à um filho muito sábio. Hoje só conseguimos “provar” um pouquinho disso estudando a parte oculta da Torá que antes era revelada somente para um “petit comité” e hoje, de acordo com o Ari Zal, é uma Mitzvá revelar essa sabedoria, e mesmo assim a quantidade desse estudo é limitada. E mesmo que nas últimas gerações foram revelados muitos assuntos profundos por meio da “Chassidut”, mesmo assim em relação às revelações dos tempos do Mashiach quando o mundo inteiro de encherá com o conhecimento Divino em quantidade e qualidade , o que estudamos hoje ainda não é o suficiente para as árvores estéreis darem os frutos exóticos que elas darão no futuro.

Conclusão: vamos pedir todo dia para Hashem mandar o Mashiach imediatamente e usufruir todas as maravilhas desse futuro próximo !

Para uma regra da Torá ter uma exceção a própria Torá tem que trazer essa exceção. Na nossa Parashá encontramos uma linguagem muito pesada em relação ao​ que pode acontecer se não estudarmos Torá e não cumprirmos as Mitzvót. A linguagem da Torá é “Se vocês não escutarem a mim” . O Midrash Sifra nos conta que essa palavra “a mim” vem especificar que todas essas tragédias que a Torá descreve depois disso recaem sobre a pessoa que conhece D’us e tem a intenção de fazer conscientemente contra o pedido Divino, e como exemplo o Midrash traz Sodoma e Gomorra, que conheciam D’us e faziam intencionalmente o contrário do que ele pediu , assassinando, roubando e etc.

O Ari Zal nos dá um exemplo das pessoas que trocaram intencionalmente o judaísmo pela idolatria na época do primeiro Beit Hamikdash. A destruição não veio naquela geração porque a bondade Divina determina um longo período para que a pessoa possa fazer Teshuvá, naquela reencarnação ou em outra, mas quando​ chegou a “deadline”, o prazo final, aquelas almas se reencarnaram na época das cruzadas e da inquisição e tiveram a sua purificação , se precisassem morrer queimados em praça pública mas não fazer idolatria eles davam a vida, se precisassem fugir da Espanha e de Portugal  deixando os pertences para trás e não fazer idolatria eles fugiam , e cada um de acordo com o nível de obsessão pela idolatria que ele teve na época do primeiro Beit Hamikdash quando trocou a sua religião, mas quem já nasceu em uma família Judia idólatra não entra nessa categoria como vemos no Midrash mas é considerado como alguém que não conhece D’us e não tem intenção de fazer algo propositalmente. A “linguagem pesada” da Torá também vem para dar um ênfase na gravidade do assunto , como um pai bondoso que explica para o filho as consequências de certas coisas.  Entãos, vamos aproveitar o desconto estudar muita Torá e fazer muitas Mitzvót!

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  Emor
Nossa Parashá nos conta (entre inúmeros assuntos) sobre o Shabat.

Os “Dez Mandamentos” aparecem duas vezes na Torá. Na primeira vez , em Parashat Ytró , está escrito: “Lembre-se (Zachor) do dia do Shabat para santificá-lo . Na segunda vez, em Parashat Vaetchanan, está escrito “Guarde (Shamor) o dia do Shabat para santificá-lo”.

Nossos Sábios nos contam que quando ouvimos os Dez Mandamentos no Monte Sinai, as palavras “Zachor” (Lembre-se​) e “Shamor” (Guarde) foram ditas em uma palavra só, ditas e ouvidas de uma maneira sobrenatural . Da palavra “Shamor” aprendemos que o Shabat entra na categoria de Mitzvá chamada de “Ló Taassé” (“não faça”) e da palavra “Zachor” aprendemos que o Shabat entra na categoria de Mitzvá chamada de “Assé” (“faça”). 

A regra é , que quando uma “Mitzvat Assé” cai sobre uma “Ló Taassé” (como no caso de o oitavo dia do “Brit Milá” cair no Shabat) o “Assé” (do “Brit”) anula o “Ló Taassé” (do Shabat) no assunto específico dela (nesse caso, o de cortar o prepúciozinho do nenê). Quando a regra da Torá tem alguma excessão, como no caso da Mitzvat Assé da construção do Mishkan que não anulou o “Ló Taassé” do Shabat, a própria Torá tem que trazer a excessão da regra para cada caso específico.
Aprendemos na profecia de Yeshaiau Hanaví que o Shabat tem que ser um prazer. Mas o que é um prazer? Com certeza o contrário da aflição! A Torá usa a palavra aflição em relação à proibição de comer e beber no Yom Kipur , e daí nossos Sábios concluem que no Shabat temos a obrigação de comer e beber do bom e do melhor em um ambiente iluminado pelo menos à luz de velas.
E daí surge a Mitzvá de acender as velas de Shabat e fazer o Kidush com vinho e chalot. Deixar um fogo aceso coberto pela “plata” com o a comida quente que vamos comer no Shabat. 

Aprendemos os 39 trabalhos proibidos no Shabat dos 39 trabalhos feitos para construir o Mishkan. Esses 39 trabalhos são matrizes com ramificações fazendo com que o número de trabalhos proibidos no Shabat fique maior.
Nossos Sábios, usando o direito que a Torá lhes deu de “O que é decretado no Beit Din aqui embaixo é decretado no Beit Din lá encima” fizeram algumas cercas envolta da Torá para nos proteger de fazermos uma transgressão. As leis de “Muktse” são um exemplo dessa preocupação que eles tiveram por nós . Um objeto de uso específicamente proibido no Shabat, como por exemplo, um isqueiro (que só serve para acender fogo, ação proibida no Shabat) , ou uma caneta (que só serve para escrever, que também é proibido no Shabat) são chamados de “Muktse” e se torna proibido tocar neles no Shabat.
Em caso de dúvida em relação a um perigo de vida durante o Shabat devemos fazer tudo o que for necessário para a pessoa que está necessitando. Por exemplo: uma mulher precisa dar a luz, levamos ela para o hospital de carro. Caso uma criança tenha ficado em casa , você deixa a mulher dando a luz no hospital e volta para cuidar das crianças porque crianças pequenas sem alguém cuidando também são um perigo de vida. Tudo o que é necessário para socorrer alguém está liberado no Shabat, mas só o que é necessário para isso como ligar o carro, ir para o hospital e voltar para cuidar das crianças sem desligar o carro (deixe alguém que não é judeu desligar)

Preparativos para o Shabat:

Está escrito que temos que nos lembrar do Shabat. Para se ter um Shabat pronto temos que planejar com antecedência. Eu pessoalmente tenho uma verdadeira “Shabatfobia” e no domingo já deixo as velas prontas nos castiçais e já começo a comprar umas coisinhas para Shabat. O importante é se planejar com antecedência, saber o que você vai fazer para Shabat.

Para facilitar para quem está começando, lá vão umas dicas básicas. Escrevemos essas dicas principalmente para quem mora no interior e não tem facilidade em comprar as coisas para Shabat.

Como fazer em casa o seu vinho para o Kidush:

Pela Halachá um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho para o Kidush, aqui vai uma receita para fazer o seu suco de uva “bore pri hagafen” para todos os Shabatot do ano, principalmente se você tem crianças em casa 

Modo de preparo

1- Compre uvas de qualquer tipo, lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro de uma panela (de preferência de pressão.

2- coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar . Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão encima para elas​ não flutuarem encima da água com açúcar sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.

3- Tampe a panela , acenda o fogo e deixe ferver um pouquinho.

4- Penere o conteúdo da panela para uma jarra apertando e amassando totalmente as uvas dentro da peneira com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e sobre dentro da peneira somente uma polpa .

5- Coloque o suco em garrafas ou em uma jarra.

6- Mantenha o suco na geladeira e só retire para as refeições. 

Agradecemos o Reb Avrohom Arbeter pela receita.

Mais receitas para Shabat você pode encontrar no nosso site 

https://ongtora.com/culinaria/

Sendo que está escrito que o Shabat tem que ser um prazer, nossos Sábios decretaram a obrigação de deixar a comida pronta e quente e acender as velas de Shabat antes do por do sol da sexta feira sendo que está escrito explicitamente para não acender fogo durante o Shabat . A eletricidade foi classificada como fonte de fogo e por isso acendemos tudo o que precisa estar aceso no Shabat antes de acender as velas (não podemos apagar essas coisas durante o Shabat a não ser em caso de perigo de vida) . Ou seja, a luz da sala cozinha e banheiro e a chapa de Shabat que chamamos de plata devem ser acesas antes do Shabat. A plata é uma placa de alumínio que pode ser encomendada de acordo com a medida do seu fogão , você deve pedir para fazer uma dobradinha de um centímetro nas extremidades para ela não ficar cortante e deve ser dobrada uns 8 centímetros na frente para cobrir os botões do fogão. A plata pode ser encomendada em qualquer fabriquinha de calhas (peça um material grosso para não entortar com o fogo nas 25 horas que vai estar encima do fogo baixo) . Então acenda um fogo baixo , coloque a plata encima dele e as panelas com a comida pronta encima da plata. A quantidade de água dentro da panela deve ser planejada de acordo com o número de horas que ela vai ficar encima da plata. Uma janela deve estar um pouquinho aberta para entrar ar e todos os cuidados devem ser tomados para que o fogo não se apague sozinho no meio do Shabat e não haja vazamento de gás (não deixe panos ou plásticos perto dela para não pegar fogo). Centenas de milhares de judeus religiosos fazem assim no mundo inteiro e com o tempo você pega experiência. Se o seu gás é de botijão você pode comprar uma balança de banheiro e colocá-la fixamente enbaixo do botijão para calcular quando ele vai acabar para trocar o botijão antes do Shabat.

Conclusão: D’us criou o mundo em seis dias e no sétimo não criou nada , e para demonstrar claramente que acreditamos que somente Ele é o Criador, não fazemos trabalhos no Shabat . Então, vamos nos lembrar todos os dias do Shabat e preparar um Shabat bem gostoso cada semana melhor!

Sábado à noite e durante o domingo teremos a festa de Lag Baomer

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.

Nossos agradecimentos à família Nasser, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas , às famílias Gueler e Rabinovich , à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim , à família Grinspun e à todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!

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 Aharei Mot – Kedoshim

Parashat Aharei Mot
Nossa Parashá nos conta sobre as instruções Divinas dadas por consequência da morte dos dois filhos de Aharon. O Ari Zal , (última palavra em assuntos cabalísticos) nos conta que Adam Harishon (o primeiro homem) “continha todas as almas do mundo. Quando ele fez o primeiro pecado , seu nível espiritual despencou e ficou nele somente somente a “Trumá” (dois centésimos) do número de almas que ele tinha antes, pouquíssimas mas de altíssima qualidade. Essas almas elevadíssimas passaram para Caim que era o primogênito e tinha nascido no Gan Eden (paraíso terrestre) depois do pecado de Adam. Essa alma elevadíssima do Caim se reencarnou nos dois filhos de Aharon que faleceram, Nadav e Avihu, eles são a ”Trumá” (a melhor parte) da alma de Adam.

O Zohar nos conta de forma genérica, que a origem da alma de Caim é o lado da impureza que a cobra colocou na Eva e Abel vem do lado de Adão (da Alma Divina de Adão) . O Ari Zal explica a intenção do Zohar: A transgressão de Adam Harishon fez com que o bem e o mal se misturassem no mundo, e tanto Cain quanto Hevel estão vinculados à árvore do bem e do mal , ou seja, os dois tinham um lado bom e um lado ruim. Sendo que Cain veio do aspecto guevurá de Adam ele era quase inteiramente ruim (impureza espiritual recebida da cobra) e um pouquinho bom (alma espiritual elevadíssima herdada de Adam) e Hevel era na sua maior parte bom (alma herdada de Adam) e um pouquinho ruim (impureza herdada da cobra). Mas a diferença entre eles era que o lado bom de Cain era extremamente superior ao lado bom de Hevel e ele herdou essa alma tão elevada por ter sido o primeiro a nascer, pegou a melhor parte da alma de Adam.

A “impureza da cobra”

Essa expressão espiritual à qual chamamos de “impureza da cobra” acompanha a humanidade até hoje, é ela que causa atrações eróticas estranhas em todas as suas categorias como atração íntima por animais e etc. Essa é a diferença entre o ser humano ,que recebeu a “impureza da cobra” e o animal, o animal não tem esses problemas estranhos. Dizem nossos Sábios que com o recebimento da Torá no monte Sinai a “impureza da cobra deixou o nosso povo. No monte Sinai estavam as almas de todos os judeus que iriam nascer até Mashiach chegar , e nos contou o Tossfot que também estavam lá as almas de todos os que iriam se converter ao judaísmo até Mashiach chegar, e de todos essa impureza saiu com a entrega da Torá. Quando foi feita a idolatria do bezerro de ouro essa impureza da cobra voltou para o nosso povo , longe de ter a mesma intensidade de antes, fraca mas voltou.
Sendo que no início do mundo ela pegou principalmente em Adam, e os dois filhos de Aharon eram a alma (nível “nefesh”) do próprio Adam , a volta parcial da “impureza da cobra” pegou principalmente neles, enfatizando espiritualmente os erros que eles cometeram. Por isso Moshe Rabeinu pediu para todo o povo de Israel se enlutar pela morte deles ,sendo que se não tivesse sido feito o bezerro de ouro eles não teriam falecido assim.

Vort:
Disse o rav Moshe Veber , grande Tzadik que viveu em Jerusalém: O que aprendemos da união dessas duas parashiot, Aharei mot (depois de morrerem) Kedoshim (santos) ? Aprendemos que devemos falar sempre bem de qualquer pessoa que já faleceu , porque com certeza antes de ele falecer ele se arrependeu de todas as coisas erradas que fez, e as coisas boas que fez são eternas! Aharei mot Kedoshim, depois de morrerem todos são santos!!!

Parashat Kedoshim

Nossa Parashá nos conta (entre inúmeros assuntos) sobre a proibição de guardar rancor. Toda pessoa que guarda rancor contra um judeu (principalmente o cônjuge) transgride uma Mitzvá , como está escrito na nossa Parashá: “Ló titor”(não guarde rancor). Exemplo: Você pede um favor para alguém e a pessoa não quis fazê-lo. No dia seguinte, essa pessoa precisou de você e você responde: “Eu não sou como você. Eu não vou lhe negar um favor como você fez”! Isso acontece porque a pessoa estava guardando aquele rancor e achou o momento exato para revelar isso. Em outras palavras, “jogar na cara” é proibido pela Torá.

O Baal Shem Tov explicou que nossos sábios comparam a pessoa que fica brava a alguém que está fazendo idolatria porque no momento da fúria, a fé em D-us desaparece automaticamente, e quando não se acredita em D’us consequentemente se está acreditando em outra coisa”.

Porque se ele soubesse que tudo o que acontece com ele vem de D-us, ele nunca ficaria bravo. Mesmo que uma pessoa (que tem livre-arbítrio) optou por fazer-lhe o mal, e o amaldiçoa ou bate nele ou lhe causa prejuízo monetário, e é condenada por um tribunal humano ou Divino, pela maldade da sua escolha, mesmo assim,à quem foi prejudicado já estava decretado pelos Céus que assim seria. O tribunal Divino apenas usou a pessoa ruim para cumprir o decreto, e mesmo nesse momento em que a pessoa bate em alguém ou amaldiçoa ele, o pensamento que cai na cabeça da pessoa para nos prejudicar ou o sentimento que a impulsionou a isso veio lá de cima.

D’us faz as coisas boas acontecerem por meio de pessoas boas e as coisas ruins por meio de pessoas ruins. O agente causador do nosso infortúnio foi apenas uma ferramenta usada por D-us para cumprir o decreto Divino que veio para nos purificar de alguma coisa ruim que fizemos na reencarnação atual ou em outra. Tudo vem lá de cima e as pessoas que nos fazem o mal são os verdadeiros “bobos” que estão sendo usados para nos prejudicar e depois são castigados por terem nos prejudicado.

Se tudo isso foi dito sobre qualquer pessoa, imagine marido e mulher ou pais e filhos que são o grupo de risco nesse assunto por terem mais intimidade entre si , quanto temos que tomar cuidado com isso. Então, não vamos ser bobos de brigar em casa!

Vort israelense: (dugri)
O rancor é comparado à fezes espirituais. Guardar rancor é prisão de ventre espiritual, você está com rancor de alguém? Baixe a descarga………..porque quanto mais acumula……….pior fica.

Pessach Sheni começa com o pôr do sol dessa terça feira 09 de Maio 2017 e continua na quarta 10 de maio. Aprendemos com Pessach Sheni que por mais que estivéssemos impuros ou distantes nunca devemos nos desanimar, sempre há uma segunda chance. A expressão “ou tudo ou nada” é o contrário da religião judaica. No judaísmo tudo encaminha pouco a pouco e por etapas, sempre acrescentamos uma coisa por vez e nunca paramos no meio do o caminho , mas sempre continuamos acrescentando. Talvez assim não cheguemos ao tudo, mas com certeza sempre estaremos bem longe do nada!!!

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.

Nossa Parashá foi dedicada por Alessandro e Marlene Kac Moreira em memória do seu pai e sogro recentemente falecido, que Hashem o tenha no paraíso.

Nossos agradecimentos à família Nasser, à Francis e Fábio Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas , às famílias Gueler e Rabinovich , à empresa Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim , à família Grinspun e à todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!

Nossos Agradecimentos especiais ao Sr Yehuda Carmi e sua esposa Laura por terem tido a maior participação na nossa campanha de mandar um jovem para estudar em Israel patrocinando a parte principal que foi a passagem para Israel. O Sr. Yehuda Carmi – administrador de empresas e TenCel da reserva das Forças Especiais do I.D.F.(Israel Defense Force) no “Comando de Operações Especiais” e formado como Juiz Militar.
É também ex-funcionário do Serviço de Segurança do Governo Israelense (Shin-Bet-Caf), no cargo de “International & Home-Land Security Officer”, exercendo as funções de Chefe de Segurança (Kaba”t) em instalações governamentais em Israel e no exterior, atuando também na unidade de Segurança de Dignitários (Segurança Pessoal – V.I.P), e atuou também como “Sky Marshal” na área de Segurança de Transporte Comercial.
Atualmente é sócio-diretor da Moked do Brasil, professor e palestrante na matéria de “Planejamento de Segurança Empresarial” e mentor do módulo R=VxPxI² , para análise e quantificação de riscos.
Que Hashem dê à ele, à sua esposa Laura e à toda a sua família muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família! Nosso grande “Todá Rabá” à este grande Tzadik e à essa grande Tzadeket !
Para o horário de acendimento das velas de Shabat na sua cidade acesse ao nosso site http://www.ongtora.com

Nossa Parashá é oferecida em memória de
Mazal Bat Esther Nasser z”l (5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l (17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l (11 Kislev)
Mordechai ben Sarah
לעילוי נשמת
מזל בת אסתר נאצר (נלב”ע ה’ סיון תשמ”א)
חיים בן שפיאה נאצר ז”ל (נלב”ע י”ז שבט תשס”ב)
אסתר בת אולגה (כ”ב כסלו)
מרדכי בן שרה

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 Tazria – Metzora

Seguindo a ordem da criação quando o ser humano foi criado depois dos animais , a Parashá anterior nos ensinou sinais de pureza animal e a nossa Parashá nos ensina conceitos básicos de pureza familiar.

A Parashá nos conta que a mulher que tem a alegria de se tornar mãe de um filho tem que passar por um pequeno procedimento de purificação , um “detox espiritual” antes de voltar à vida conjugal começando com uma etapa de cinco dias que começa no início do sangramento do parto e pode ser​ chamada de dias “não limpos” (mesmo tendo o sangramento terminado antes dos cinco dias) . Se o fluxo de sangue já parou, no quinto dia ela faz um “hefssek Tahará” (Todos os detalhes de “como” fazer isso podem ser encontrados na nossa página de “Tahará [casadas]”https://ongtora.com/mikve/ e vale a pena também ler a sub página desse assunto https://ongtora.com/mikve/midot/ )
Depois do Hefssek Tahará ela conta sete dias limpos (fazendo uma verificação todo dia para ver se eles ainda estão limpos de verdade) e no final do sétimo dia limpo ela mergulha no Mikve . Depois disso poderá voltar à vida conjugal (daqui vemos que as mulheres da antiguidade eram realmente muito fortes!). Se ela teve a alegria de se tornar mãe de uma filha ela também conta cinco dias a partir do começo do sangramento do parto e sete dias limpos mas só vai para o Mikve dois dias depois disso para completar catorze dias a partir do parto. No oitavo dia do parto de um filho, se o recém nascido estiver saudável é feito o “Brit Milá” mesmo se for Shabat.

A palavra “Tazria” (semear) é usada na nossa Parashá para a mulher que dá a luz , nos indicando que mesmo ela tendo um aborto que não tem nenhuma consistência humana e se parece com um sêmen, mesmo assim é considerado que ela teve um filho em relação às leis de pureza familiar , e não só isso, mas filhos verdadeiros que também vão ressuscitar na ressurreição dos mortos, como escreveu o Rav Moshe Feinstein à um aluno que lhe comunicou o fato de sua mãe ter tido vários abortos :-“Em breve quando for a vontade Divina de os mortos ressussitarem você terá irmãos Tzadikim que nunca na vida provaram o gosto de um pecado” (igueret Moshe). Então, se você teve um aborto , você também é mãe e no futuro vai ter orgulho do seu filho (ou filha) , e que isso aconteça já em breve em nossos dias !

Parashat Metzorá :

A Torá nos conta sobre manchas que poderiam aparecer nas paredes das casas, nas roupas e nas pessoas. Essa mancha é chamada de “Nega Tzaraat” , a pessoa portadora dela é chamada de “Metzorá” . Isso foi traduzido erroneamente como lepra, doença causada pelo Mycobacterium leprae , mas é um verdadeiro erro de tradução como veremos a seguir:

Don Itzhak Abarbanel foi o grande Tzadik que encorajou os judeus espanhóis na época da inquisição a deixarem a Espanha e não fazerem idolatria . Ele nos explicou que a “Tzaraat” não é uma doença física mas sim uma “praga” mandada dos céus que aparecia de uma maneira sobrenatural e sua cura era por meio de um ritual espiritual como ele explica detalhadamente:

1- O Cohen começa a purificação do “Metzorá” com o abate de um pássaro​ em um pote de barro , nos mostrando que o ser humano é como um pote de barro na mão do seu artesão que vai modelando ele de acordo com a sua vontade. (nos indicando que a Tzaraat vem de Hashem para melhorar nossa forma , nosso caráter)

2- Dentro desse pote de barro aonde é feito o abate do pássaro são colocadas águas​ de fonte (em hebraico “águas vivas”) representando a Torá que está no coração de cada um de nós , e por não termos guardado ela da maneira correta morre o pássaro abatido. (representando que a Tzaraat aparece por meio de nossas ações e não por contágio)

3- Um pássaro vivo é mergulhado (mas continua vivo) no sangue do pássaro​ morto , nos ensinando que a “Tzaraat” por natureza não é doença e nem é contagiosa (como no caso da lepra pelas vias respiratórias) mas sim um decreto Divino ligado ao comportamento errado daquela pessoa (representando pelo pássaro morto).

4- A cura de “Tzaraat” não acontece de maneira natural mas sim de maneira milagrosa, e por isso o “Metzorá” vai para o Cohen e não para o médico.

5- A “Tzaraat” da roupa e da casa é a mesma que a das pessoas e ela não tem nenhum vínculo à doenças do corpo humano, o fato de que a mesma Tzaraat pode aparecer em paredes (mineral) e em roupas (vegetal e animal) nos obriga a ver a Tzaraat como expressão​ sobrenatural, milagrosa .

Conclusão: depois dessa explicação tão detalhada do don Itzhak Abarbanel vemos que o certo é transcrever a palavra Tzaraat e não pegar uma tradução errada que a fonte dela é aquela mesma idolatria que por causa dela don Itzhak Abarbanel teve que sair da Espanha com seiscentos mil judeus na inquisição !

A “Tzaraat” era um decreto Divino que afetava principalmente pessoas que causavam intrigas entre marido e mulher ou entre uma pessoa e outra, pessoas que causavam separações, por isso primeiro o Metzorá era separado do acampamento (por que causou separações) e depois sua purificação envolvia dois passarinhos (que tem a característica de piar na casa de um e na casa de outro representando o que ele fazia) .

Mas nem sempre a Tzaraat era um decreto Divino para corrigir a personalidade da pessoa (enriquecê-la espiritualmente) , de vez enquando a Tzaraat era um decreto Divino para enriquecer a pessoa materialmente , como conta o Midrash em nome de Rabi Shimon Bar Yohái que quando os povos de Cnaan ouviram que o povo de Israel estava se preparando para vir conquistá-la, se prepararam para nos “receber”, e entre outras coisas esconderam dentro das paredes e embaixo do piso das casas todos os seus tesouros. Depois, quando fugiram, muitos esqueceram ou não tiveram tempo de pegar os tesouros, que continuaram escondidos nas paredes​. Conta o Midrash que o bom D’us disse :- Prometi para o povo de Israel casas repletas com tudo de bom, e quem vai avisar eles sobre os tesouros que eles têm em casa? Portanto, continua o Midrash, quando aparecerem sinais de Tzaraat a pessoa vai ser obrigada a demolir a casa é aí ele encontra os tesouros escondidos! Então a Tzaraat , e como consequência a destruição das casa , eram uma grande alegria para eles porque dessa maneira eles encontravam fortunas escondidas.

Daqui aprendemos um ensinamento básico para todos os acontecimentos de nossa​ vida: Quando temos “tzarot”(sofrimentos​) e achamos que estamos passando por uma fase ruim e que D’us esqueceu só de nós, temos que nos lembrar que por causa dessas “tzarot” vamos descobrir tesouros de todos os tipos​ que não descubriríamos a não ser por meio (no mérito) dessas tzarot, como disse o rei David no Tehilim:- “de noite dormimos chorando e de manhã acordamos cantando” , ou seja, a mesma coisa que causou para nós dormir chorando, ela vai nos fazer acordar cantando! E não se trata de pegar experiência com as “tzarot” mas sim tesouros verdadeiros , ou seja, depois que a “casa quebra” ficamos ricos de verdade!
E principalmente agora que já passamos por todos os sofrimentos​ já está na hora de Mashiach chegar e veremos com nossos próprios olhos que nunca existiram sofrimentos, mas tudo era a bondade Divina oculta que agora chegou a hora de ela se revelar em breve em nossos dias!

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio de sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.

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Nossa Parashá é oferecida em memória de
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Parashat Shmini

Sinais de pureza animal = Kashrut do leite e da carne

Nossa Parashá nos conta que a Torá classifica os animais que ruminam e tem o casco fendido como animais “puros” e portanto podemos beber seu leite e comer sua carne (lembrando que para comer a carne do animal não é o suficiente ele ter esses dois sinais mas também tem que passar por um procedimento de abate Kasher , o sangue tem que ser retirado [também na nossa Parashá] e temos que tirar dele um nervo [em Latim nervus ischiadicus] quando você compra a carne em um açougue Kasher [http://www.livenn.com.br ] tudo isso já foi feito) .O “Shochet” (judeu religioso que faz o abate Kasher) só pode fazer o abate de um animal que seu professor de “Shchitá” aprendeu a fazer (que com certeza não era uma girafa). Conclusão: se você descobre em algum lugar um novo animal com esses dois sinais você só poderá​ tomar o leite dele!

Animais com somente um sinal de pureza não são Kasher

A Parashá nos conta sobre quatro animais que são classificados pela Torá como impuros por terem somente um sinal de pureza. Os nomes deles em hebraico são :”chazir” , “Gamal” , “Arnevet” e “Shafan” , não podemos usar seu leite nem comer sua carne. O Gamal, a arnevet e o shafan são ruminantes e não tem casco fendido, o chazir tem o casco fendido mas não é ruminante. O “chazir” é traduzido diretamente como “porco”, único animal no mundo que tem casco fendido e não rumina. O “Gamal” é o camelo, ele rumina mas sua pata é parecida com uma pequena almofada , não é casco (O camelo , o dromedário, o lhama, a alpaca, a vicunha e outros camelídeos são todos raças de uma mesma espécie , cruzam- se entre si e tem filho fértil como foi feita a experiência nos U.A.E.). Fora eles não encontramos outros animais com essa classificação! Então quem são o Shafan e a Arnevet ?

Raças e espécies:

Nas traduções antigas da Bíblia para o grego , depois para o latim e de lá para as demais línguas , o Shafan é traduzido como Coelho e a Arnevet como lebre. O primeiro problema com essa tradução é que a Torá fala sobre quatro animais diferentes, quatro espécies e não quatro raças. O que determina a espécie pela Torá é o fato de eles se cruzarem entre si e terem um filho fértil, isso é a prova de que pertencem à mesma espécie e que essa espécie saiu da arca de Noé e recebeu a benção de Hashem para se multiplicar. Quando uma espécie se cruza com outra, ou não tem filhos ou o filho não é fértil porque que essa nova espécie não saiu da Arca de Noé e não recebeu a Brachá de Hashem para se multiplicar. Noé colocou na arca somente um cachorro e uma cadela e hoje vemos inúmeras raças de cães , tão diferentes umas das outras que parecem espécies diferentes, mas a prova de que são somente raças de uma mesma espécie é que todos se cruzam entre si e tem filhos férteis (no Brasil esse é o famoso “vira latas”). O Coelho e a lebre cruzam-se entre si e tem filho fértil constatando que são apenas duas raças de uma mesma espécie.

Erros de tradução gravíssimos:

Outro problema (que é o principal) é que nem o Coelho e nem a Lebre são ruminantes . O editor do primeiro dicionário de hebraico atual , Even Shoshan, teve que traduzir Shafan e Arnevet como Coelho e lebre por assim terem sido traduzidos anteriormente pelas traduções da bíblia para outras línguas, mas sabendo que esses animais não conferem com o Shafan e a arnevet da Torá disse que provavelmente devem ser um Coelho e lebre do “extremo oriente” (termo usado antigamente para dizer que esse animal caso exista está bem longe de nós e nunca o vimos). Hoje que os animais do “extremo oriente” também foram classificados não encontramos dois animais que ruminam mas não tem casco fendido fora o camelo (em todas as suas versões). Tentaram justificar que o Coelho quando come acaba comendo as próprias fezes junto, mas isso não pode considerar ele ruminante porque o porco também faz assim e a Torá diz que o porco não rumina. Tentaram dizer que ele move a boca como ruminante mas isso muitas espécies de animais fazem. Conclusão , o Coelho não é o Shafan e a Arnevet não é a lebre, e o Shafan e a Arnevet são dois animais que não foram mais encontrados, dois animais extintos. Como os gregos erraram tão fatalmente nessa tradução ? Talmai, rei da Grécia que dominava a terra de Israel , prendeu setenta sábios em setenta torres que se encontravam em setenta lugares diferentes sem que um soubesse do outro, e ordenou a eles traduzir a Torá para grego. Cada um dos setenta Sábios pensava que só ele estava traduzindo a Torá para o grego e mudou algumas coisas que pudessem causar algum problema para o nosso povo. Uma das coisas era o nome da Arnevet que na sua tradução para o grego seria o nome da rainha da Grécia. Cada um desses sábios separadamente imaginou que o rei ficaria furioso se o nome da rainha fosse vinculado a um animal impuro e também ficaria furioso se a tradução não fosse feita, talvez nessa hora de emergência jogaram o nome da Arnevet à lebre e talvez foi aí que tudo começou. Ou talvez o erro aconteceu de outra forma, mas porque ninguém nunca corrigiu isso? Será que ninguém quer assumir que leva dois mil anos para se descobrir um erro ou realmente não faz diferença? Talvez para os povos do mundo não importa quem são o shafan e a arnevet , sendo que para eles não tem muita relevância se o animal é impuro por ter um sinal de pureza ou por não ter nenhum , mas para nós esse assunto é gravíssimo pelo fato de a Guemará em Hulin 60b dizer que o fato de Moshe Rabeinu, sem ter experiência com animais exóticos, saber que somente quatro especies de animais no mundo inteiro tem somente um sinal de pureza é um argumento para provar que a Torá é Divina , e quando usamos a tradução cristã da Torá sobre o Shafan e a Arnevet estamos fazendo o contrário, colocando na mão de todos uma prova contrária. Talvez ninguém queira corrigir esses erros de tradução para não assumir que errou durante dezenas de anos desde a primeira tradução Judaica da Torá, mas é melhor corrigir isso agora transliterando Shafan e Arnevet e não traduzido como coelho e lebre sendo que a tradução está explicitamente errada. Como diz o ditado “antes tarde do que mais tarde” , mas cada dia que passa… oy vavoy !

Sefirat Haomer :

Entre Pessach e Shavuot contamos durante 49 dias a “Sefirat Haomer” (contagem do omer). Esse mandamento da Torá tem um lado muito profundo. Em Pessach fomos libertados do Egito, terra das limitações materiais e espirituais e em Shavuot vamos receber a Torá. Entre a saída das “limitações” e o recebimento da Torá temos que refinar 49 aspectos diferentes da nossa personalidade, 49 combinações diferentes dos nossos sentimentos. Porque não esperamos até o recebimento das Torá para reinventar as nossas atitudes? Porque se acrescentarmos a Torá à um mal caráter somos capazes de usar essa Torá para justificar esse mal caráter e no lugar de ela se tornar um remédio para a nossa alma ela se torna um veneno, por isso temos sempre que revisar o nosso comportamento em todos os seus 49 aspectos e nunca errar achando que o fim justifica os meios, como disse Raba na Guemará :- O objetivo da sabedoria é a Teshuvá e as boas ações, para que não aconteça de uma pessoa estudar Torá e depois sair por aí dando pontapés no seu pai, na sua mãe, no seu rabino e etc… (ou até jogando pedras na polícia em pleno Shabat)!
Então, vamos aproveitar essa abertura lá de cima e refinar o nosso caráter , muita generosidade , muita alegria e muita tranquilidade em todas as situações!

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.
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Para o horário de acendimento das velas de Shabat na sua cidade acesse ao nosso site www.ongtora.com

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Se você quiser dedicar a mensagem da Parashá entre em contato

RabinoGloiber@OngTora.com

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Tsav – Shabat Hagadol

Nossa Parashá nos conta sobre a origem da ramificação sacerdotal do nosso povo , o “Cohen” . Como sabemos, Yaakov teve doze filhos e deles se originaram treze tribos sendo que Yossef se transforma em tribos de Efraim e Menashe. Na nossa Parashá Hashem pede para Moshe ungir Aharon e seus filhos com o “azeite de unção sagrado” e por meio disso tira eles do status de tribo de Levi  dando origem à um novo status no nosso povo que é o Cohen. A unção de Aharon e seus filhos é comparada à unção do Rei David pelo profeta Shmuel que a partir dela David foi chamado de Melech HaMashiach (Rei ungido). O rei Salomão filho do rei David já não precisou da unção do profeta sendo que filho de rei ungido já nasce rei ungido até o último descendente do rei David que é chamado de Melech HaMashiach, ou seja, filho do filho do filho etc do rei David que chegará em breve em nossos dias (essa palavra foi transliterada como Messias por tradutores que não tiveram contato com o judaísmo e não entenderam esse conceito e portanto transliteraram e não traduziram). O mesmo acontece com o Cohen. Os primeiros Cohanim foram ungidos na nossa Parashá e seus filhos já nascem Cohanim até hoje como vimos.

Shabat Hagadol:

Nosso Shabat é chamado Shabat Hagadol porque nele aconteceu um grande milagre ligado à saída do nosso povo do Egito, os egípcios em vez de eles lutarem contra nós lutaram entre si próprios. Nesse Shabat Hagadol os Rabinos nas Sinagogas dão uma palestra sobre as leis de Pessach.

Pessach:
Domingo à noite é a noite da “Bedikát chametz” que é a porta de entrada para Pessach. Se você ainda não autorizou um rabino à vender seu Chametz acesse agora ao site

https://www.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz.htm

(lá você pode vender o chametz que você tem na sua casa de Israel, de Londres, de Miami e de S.Paulo entre outras esse site é em inglês)

Uma opção em português:

http://www.morasha.com.br/nossas-festas/pessach-1/formulario.html

De sábado à noite depois da havdalá até domingo que é a noite da “bedikát chametz” limpamos  a cosinha para Pessach. O ideal é ter panelas somente para Pessach  (se você ainda não tem ainda dá para comprar e a facilidade de nossa geração são os utensílios descartáveis).

S.O.S. Pessach:
Na hora da casherização da cosinha você já deve ter em casa muitas bananas, maçãs , e se for possível biscoitos Casher LePessach (que podem ser comprados no https://www.superk.com.br/ em S.Paulo aberto até as 22h00) .
Uma vez a minha esposa estava casherizando a cozinha e a minha filha começou a chorar, corri para uma loja (sem olhar para os preços nessa hora de emergência) , comprei uma panela de pressão elétrica e corri para o Mikve de Kelim . Montei a panela de pressão elétrica na sala, coloquei carne com cenoura e batatas na panela e em 40 minutos já tinha para todos um almoço “Kasher Lepessach” pronto nessa “cozinha de sala” (milagres da tecnologia) (depois desse almoço relâmpago vimos que essa panela é um grande milagre de Pessach e continuamos usando ela na véspera de Pessach e no “chol hamoed”!)

Aventuras de Pessach- Casherizando o Fogão:

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A “mesa do fogão” (parte de cima aonde se encontram os buracos das saídas de gás depois que você tirou as grelhas e as bocas) primeiro devem ser limpa e depois de 24 horas sem uso casherizada derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo . Se você tem dificuldade em aquecer a pedra ou o ferro para colocar junto com a água fervente compre um maçarico culinário e passe ele lentamente sobre a “mesa do fogão”. Após este procedimento, sugere-se cobrir a mesa do fogão com folha de alumínio. Se a mesa for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa. As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso ao máximo durante uma hora para eliminar resíduos de chamêts. Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio).     Aula prática:

O rav Moshe Weber foi um grande Tzadik viveu em Jerusalém e tive o mérito de desde 1978 estar sempre Pessach com ele. Mesmo sendo um grande Sábio respeitado por todos ele tinha uma vida muito humilde financeiramente , mesmo assim ele comprou um fogão de três bocas  (sem forno) somente para Pessach . Assim eu fiz também, sendo que todo ano temos oito dias de Pessach (que acabam virando nove com a véspera). Nesse caso você limpa bem o fogão do ano inteiro, cobre ele com papel alumínio , embrulha ele envolta com papel normal e monta o seu fogão de Pessach encima dele. A plata de Shabat para Pessach pode ser comprada sob medida em qualquer loja de calhas e sempre guardada para Pessach. Todos os detalhes da casherização da cosinha para Pessach podem ser encontrados no nosso site na página abaixo

https://ongtora.com/2014/03/26/limpeza-de-pessach-3

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.
Nossos agradecimentos à família Grossmann (grupo Facislito) , à família Guttmann, ao hotel Rojas , aos sócios da empresa Adar , à Neeman despachantes aduaneiros, à família Mamprim , à Jonas Grinspun e família e à todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!

Para o horário de acendimento das velas de Shabat na sua cidade acesse ao nosso site http://www.ongtora.com

Nossa Parashá é oferecida em memória de
Mazal Bat Esther Nasser z”l (5 de Sivan de 5741)
Haim Ben Shafia Nasser z”l (17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga z”l (11 Kislev)

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Parashat  Vaykrá

Nossa Parashá começa com a palavra Vaykrá (e chamou) fazendo com que essa palavra se torne tanto o nome da nossa Parashá quanto o nome desse nosso terceiro livro do “Pentateuco”. Algumas letras no Sefer Torá tem que ser escritas obrigatoriamente maiores do que o normal e algumas são escritas obrigatoriamente pequenas. Uma dessas letras aparece na nossa Parashá, uma letra “Alef” pequena que é a última letra da palavra Vaykrá. Quando o terceiro Rebe de Lubavitch era uma criança e fez três aninhos de idade , seu avô , o “Baal HaTanya” o levou ao “cheider” (escola de meninos menores de 13 anos) e pediu para o “Melamed” (professor ​dos meninos) estudar com ele como é o costume a primeira parte da Parashat Vaykrá . Depois de estudarem , a criança perguntou ao avô :- Porque​ a letra “Alef” da palavra Vaykrá é pequena? A pergunta da criança despertou no Baal HaTanya um profundo entusiasmo de devoção , e depois de alguns instantes explicou :- A Torá tem letras normais , tem letras pequenas como essa da nossa Parashá e letras grandes como a letra “Alef” da palavra “Adam” (no divrei haiamim) Tanto o Adam do “Alef” grande, quanto Moshe Rabeinu do “Alef” pequeno foram pessoas que não existiram como elas. Adam foi criado pessoalmente por D’us e dele saiu toda a humanidade , Moshe Rabeinu foi o que recebeu a Torá diretamente de Hashem , falou com D’us “face a face” . Mas Moshe Rabeinu , mesmo tendo toda essa grandeza a Torá testemunha sobre ele que ele era o mais humilde de todas as pessoas do mundo. Moshe Rabeinu era filho de Amram , o líder da geração, D’us se revelou para ele na ocasião das “sarça ardente” (talvez seja melhor dizer “arbusto incandescente” para não ficar um português muito “eclesiástico”) , D’us o chamou para subir ao monte Sinai, etc etc etc , e como com tudo isso como ele conseguiu se manter humilde? Moshe imaginou que qualquer outra pessoa que estivesse nessas mesmas circunstâncias que ele estava e tivesse tido essas mesmas oportunidades que ele teve teria feito muito melhor do que ele, chegaria à níveis muito mais elevados e aproveitaria essas dádivas Divinas de uma maneira muito melhor. Por isso , nesse versículo que está expressando o carinho que D’us tinha por Moshe “e chamou Moshe”, a letra Alef é pequena mostrando a humildade de Moshe Rabeinu. (Temos que usar esse raciocínio de Moshe Rabeinu para nós também)

A festa de Pessach vem nos ensinar exatamente isso. A Matzá é um pão que não fermentou e vem simbolizar a humildade, o chametz é um pão fermentado, um pão que “estufou” e representa a arrogância. A verificação do chametz vem nos ensinar que devemos verificar todas as nossas atitudes para ver se alguma delas não contém um pouquinho de “arrogância estufada” e tirar totalmente a prepotência da nossa personalidade! Os próprios preparativos de Pessach são um grande treino para se chegar à humildade. A gravidade de se comer chametz em Pessach (comer chametz em Pessach é uma transgressão a nível de “caret” com todas as suas consequências) e os rigores de Pessach que não se encontram em nenhuma outra festa judaica colocam muitos de nós em um estado de “PessachFobia” com acréscimo de traumas acumulados de Pessach anteriores , e depois de limpar a casa inteira ainda é capaz que uma criança corra atrás da outra para os quartos limpos com um pacote de biscoitos na mão esfarelando tudo no meio do caminho deixando os nervos dos pais à flor da pele. Nessa hora devemos despertar o aspecto “Moshe Rabeinu” da nossa alma e manter a alegria em todos os instantes. Lá vão algumas dicas para você sobreviver com muito amor e carinho a festa de Pessach 5777 que está comemorando 3329 anos da saída do Egito.

Manual de sobrevivência de Pessach :
1-Em primeiro lugar, agora mesmo acesse a um desses sites :

http://www.chabad.org.br/…/pessach/procuracao/formulario.htm

http://www.morasha.com.br/nossas-…/pessach-1/formulario.html

e dê a sua permissão aos rabinos para venderem o seu chametz.
Lembre-se que a partir da hora que o rabino vende o seu chametz o biscoito perdido no quarto da estória acima que não for encontrado já não será mais seu em Pessach , e mesmo se for encontrado em Pessach não tem problema porque ele está vendido e não é mais seu (mas não se esqueça de avisar as crianças para não comerem nada que for encontrado em Pessach sem mostrar para a mamãe). Então , não perca a paciência com as crianças e dê à eles todo o amor e carinho para eles associarem os preparativos de Pessach às boas lembranças da infância.

2-Não deixe a cozinha para última hora:
O principal da limpeza para Pessach é a cozinha. Os rabinos de Israel costumam dizer : “pó não é chametz e as crianças não são korban Pessach” . Ou seja, você não tem que se desgastar aonde não precisa e depois despejar a sua fúria encima das crianças . Vale a pena adiantar algumas coisas para não entrar em pânico de última hora, como por exemplo , se você tem o freezer da geladeira e outro freezer a parte, passe as coisas do freezer da geladeira para o outro freezer e já deixe o freezer de geladeira limpo para Pessach.

3- Armários: Há quase quatro anos atrás minha esposa estava internada no hospital antes de Pessach e eu fiquei responsável por limpar a casa com a ajuda de uma nova ajudante não judia que nunca tinha visto uma limpeza de Pessach na vida. Entramos no primeiro quarto. Minha querida esposa antes de ir para o hospital tinha deixado o quarto limpo e arrumado e a ajudante não tinha entendido o que mais precisa limpar. Eu expliquei para ela que precisamos limpar o quarto para Pessach. Mas o que vem a ser isso? Simples! Tirei absolutamente tudo que tinha nos armários , coloquei encima das camas e pedi para ela limpar o armário por dentro e colocar de volta somente todas as coisas que não são comestíveis e qualquer coisa comestivel encontrada levar para a cozinha. Avisei antecipadamente que para Pessach a gente dá um bônus sendo que o trabalho é mais difícil. Por incrível que pareça haviam lá doces chametz que escondemos e esquecemos que tínhamos escondido! Mas também se você não fizer dessa maneira mas só limpar os armários de maneira genérica e verificar bolsos e bolsas já é o suficiente, principalmente pelo fato de você ter autorizado o rabino à vender o seu chametz.

4- Carro: dá para adiantar isso também e lavar o carro muito bem lavado , principalmente por estarmos fazendo as compras de Pessach e levando nele.

5- Compras para Pessach: Não se esqueça de comprar roupas novas para a sua esposa e filhos porque isso faz parte da Mitzvá do Yom Tov de Pessach , também devemos comprar uma (semi) jóia para a esposa , hoje que a variedade é grande é melhor dar o dinheiro para ela comprar para ela poder escolher o que ela prefere.

E o principal, os alimentos , que podem ser comprados de acordo com os produtos liberados na lista que se encontra anexa no lado direito no site

http://www.bdk.com.br/produtos_,,,,,,,,1,,,,,.htm

As carnes podem ser encomendadas no site do Livenn

http://www.livenn.com.br

Mesmo os estabelecimentos Casher estarão vendendo produtos Casher Lepessach e também não Casher Lepessach até domingo, quando você faz as compras de Pessach verifique se o produto que você está comprando é Casher Lepessach especificamente.

6-Trabalho: Você tem seu próprio negócio? O chametz dos seus colaboradores não é seu, mesmo assim encaminhe esta página para os seus colaboradores judeus e peça para eles entrarem no site de venda do chametz e autorizarem o rabino à vender o chametz deles . Na semana de Pessach , na quinta feira 13 de abril e na sexta 14 de abril quando o trabalho é permitido (mas o chametz continua sendo proibido) tente levar para os seus colaboradores judeus comida Kasher Lepessach. Se você é o dono do seu próprio negócio a Bedikat Chametz (verificação do chametz) tem que ser feita no negócio também, mas se você não vai conseguir fazer a bediká tanto em casa quanto no trabalho no anoitecer do domingo 9 de abril , dá para fazer a bediká no trabalho sem Brachá na noite de quinta feira 6 de abril ou no sábado 8 de abril depois da havdalá.

7-Vale a pena adiantar e conseguir uma pena de ave, uma colher de pau, uma vela de cera de abelha e um pacote de papel (que você vai usar para fazer a Bedikát chametz no domingo 9 de abril)

O importante é fazer tudo com alegria e a tranquilidade lembrando à todos à sua volta que Pessach é uma festa e não um pesadelo.

Agradecemos profundamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ.
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Nossa Parashá é oferecida em memória de
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Haim Ben Shafia Nasser z”l (17 de shevat de 5762)
Esther bat Olga 11 Kislev

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 Vayakhel – Pekudei e  Parashat Hakodesh

Nossa Parashá  foi dedicada porBátya Odessa em honra ao aniversário de seu marido Yossef Michael, em honra ao seu aniversário de casamento, até 120 com muita saúde e dinheiro e no no mérito de seus filhos e filhas .

Nosso Shabat terá uma leitura de três partes do Sefer Torá.
Parashat Vayakhel e Parashat Pekudei terminando o livro de Shemot com “Hazak” e depois, em um segundo Sefer Torá (aonde for possível) leremos Parashat HaHodesh.
Parashat Vayakhel (e reuniu) nos conta que Moshe Rabeinu reuniu todo o povo de Israel para ensinar a Mitzvá do Shabat. Essa linguagem aparece pela primeira vez na Torá na Parashá anterior quando o povo se reúne envolta de Aharon Hacohen para obrigá-lo a fazer o bezerro de ouro , nos sinalizando que o Shabat nos purifica até da pior coisa do mundo que é a idolatria.
A Parashá nos conta que é proibido acender fogo durante o Shabat. A pergunta mais frequente é: Se precisamos comer do bom e do melhor no Shabat, como manter essa comida aquecida? (A resposta para isso se encontra no final da página depois dos agradecimentos) . O Baal HaTanya diz que pelo fato de as leis de Shabat serem muitas é bom revisá-las constantemente , para ajudar nessa revisão acesse ao nosso site:

https://ongtora.com/shabat/

Parashat Pekudei nos traz a conta de todas as doações feitas para a construção do Mishkan e seus artefatos, nos mostrando que todos os assuntos públicos devem ser feitos com total transparência.
Parashat HaHodesh nos conta sobre a primeira Mitzvá da Torá que é chamada de Kidush HaHodesh (santificação do mês). No calendário Judaico você pode apontar com o dedo e mostrar para uma criança a mudança de um dia para o outro e a mudança de um mês para o outro. Você mostra para a criança um dia terminando com o pôr do sol e o próximo nascendo com a saída das estrelas, o mês nascendo com o nascimento da lua e terminando com o desaparecimento dela. A Mitzvá chamada “Kidush HaHodesh” começou a ser oficialmente cumprida com a saída do Egito e foi praticada por mais de 1700 anos . Essa Mitzvá consiste em dois Judeus testemunharem em frente ao Beit Hadin Hagadol (supremo tribunal rabínico) que viram o nascimento da lua. Assim era decretado o nascimento do novo mês e as datas das suas respectivas festas judaicas. Sempre que chegava o mês de Adar e a primavera ainda não tinha chegado o “Beit Hadin Hagadol” acrescentava um mês de Adar a mais fazendo o equilíbrio entre o ano lunar e o ano solar. Esse procedimentocedimento começa com a saída do Egito e continua até a época de Hilel Nessía , época em que o imperador romano Constantino apoiou o cristianismo causando sérios problemas para os judeus da terra santa , fechamento de Yeshivot e dispersão da comunidade. Hilel Nessía que era o descendente direto do grande Sábio Hilel Hazaken, em vista à situação escreveu o calendário judaico fixo que é um ciclo de dezenove anos que intercala doze anos de doze meses com sete de treze meses fazendo o maior equilíbrio possível entre o ciclo do sol e o da lua . O Rambam nos explicou que esse calendário fixo vinha desde Moshe Rabeinu e por meio dele os Sábios do Beit Hadin Hagadol sabiam se as testemunhas estavam certas e também usavam esse calendário em meses de céu coberto. O ano judaico conta 5777 anos desde a criação do mundo. Com o recebimento da Mitzvá de Kidush HaHodesh começamos a contar os meses e os anos, então porque nosso calendário não começa a partir do dia que começamos a contar? Porque a Torá já nos foi entregue com todos os detalhes da criação do mundo incluindo os anos de vida do primeiro homem e de seus descendentes nos dando o cálculo exato de quantos anos se passaram desde a criação do mundo até a entrega dessa primeira Mitzvá , os dois fatores se uniram e começamos a contar os meses e anos em continuação à contagem anterior que a Torá nos revelou.
Guia de sobrevivência de Pessach:
Nossa diretora Bátya Odessa já começou a postar as delícias de Pessach no nosso site , não deixem de olhar!

https://ongtora.com/culinaria/

Nas primeiras duas noites de Pessach “Leil Hasseder” temos que tomar quatro copos de vinho. Você que mora em uma cidade aonde os vinhos casher ainda não chegaram pode fazer um suco de uva verdadeiro, benção “bore pri hagafen” , e cumprir a Mitzvá de tomar os quatro copos de vinho sendo que pela Halachá um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho e serve para o Kidush. Essa receita pode ser usada também para fazer o seu suco de uva “bore pri hagafen” para todos os Shabatot do ano principalmente se você tem crianças em casa (eu também faço assim)
Modo de preparo
1- Compre uma panela de pressão nova para Pessach (e guarde ela para ser usada só em Pessach) todos os utensílios usados para o preparo desse suco para Pessach também devem ser “Kasher Lepessach” , ou seja, devem ser novos ou eram novos quando você comprou e você usou eles somente para Pessach.
2- Compre uvas de qualquer tipo, lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro da panela.
3- coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar . Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão encima para elas​ não flutuarem encima da água com açúcar sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.
4- Tampe a panela de pressão , acenda o fogo e deixe somente começar a ferver desligando no primeiro vaporzinho da pressão.
5- Penere o conteúdo da panela para uma jarra apertando e amassando totalmente as uvas dentro da peneira com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e sobre dentro da peneira somente uma polpa .
6- Coloque o suco em garrafas (como dissemos antes, todos os utensílios dessa receita devem ser casher Lepessach)
7- Mantenha o suco na geladeira . Se você fizer ele alguns dias antes de Pessach coloque ele no freezer e só descongele na véspera de Pessach, e mesmo assim depois disso mantenha ele na geladeira e só retire para as refeições. Caso ele tenha ficado fora da geladeira e começado a fermentar não se preocupe, ele não virou “chametz” ! (sendo que chametz só é a fermentação dos cinco cereais trigo aveia centeio cevada e espelta)

(A polpa que ficou na peneira pode ser batida com água e açúcar para fazer um suco “sheacol” que só não pode ser usado para o Kidush e os quatro copos)
Agradecemos imensamente ao Reb Avraham Arbeter da fábrica de vinhos casher “Guefen” pela receita
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Mazal Bat Esther Nasser
Falecida em 5 de Sivan de 5741
Haim Ben Shafia Nasser z”l
Falecido em 17 de shevat de 5762
(Resposta para a pergunta de Shabat)
[ONG TORÁ] Pergunte ao Rabino
Não se deve acender luz e ligar eletrônicos durante o shabat. Pergunta: Na noite do shabat a casa ficará no escuro somente com a luz das velas do shabat?
Re:
Sendo que está escrito que o Shabat tem que ser um prazer, nossos Sábios decretaram a obrigação de deixar a comida pronta e quente e acender as velas de Shabat antes do por do sol da sexta feira sendo que está escrito explicitamente para não acender fogo durante o Shabat . A eletricidade foi classificada como fonte de fogo e por isso acendemos tudo o que precisa estar aceso no Shabat antes de acender as velas (não podemos apagar essas coisas durante o Shabat a não ser em caso de perigo de vida) . Ou seja, a luz da sala cozinha e banheiro e a chapa de Shabat que chamamos de plata devem ser acesas antes do Shabat. A plata é uma placa de alumínio que pode ser encomendada de acordo com a medida do seu fogão , você deve pedir para fazer uma dobradinha de um centímetro nas extremidades para ela não ficar cortante e deve ser dobrada uns 8 centímetros na frente para cobrir os botões do fogão. A plata pode ser encomendada em qualquer fabriquinha de calhas (peça um material grosso para não entortar com o fogo nas 25 horas que vai estar encima do fogo baixo) . Então acenda um fogo baixo , coloque a plata encima dele e as panelas com a comida pronta encima da plata. A quantidade de água dentro da panela deve ser planejada de acordo com o número de horas que ela vai ficar encima da plata. Uma janela deve estar um pouquinho aberta para entrar ar e todos os cuidados devem ser tomados para que o fogo não se apague sozinho no meio do Shabat e não haja vazamento de gás (não deixe panos ou plásticos perto dela para não pegar fogo). Centenas de milhares de judeus religiosos fazem assim no mundo inteiro e com o tempo você pega experiência. Se o seu gás é de botijão você pode comprar uma balança de banheiro e colocá-la fixamente enbaixo do botijão para calcular quando ele vai acabar para trocar o botijão antes do Shabat.

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 Ki  Tissá

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu desceu do monte Sinai com as “Tábuas da Lei”, em hebraico Luhot que quer dizer lousas . A Guemará nos conta que essas Luhot eram dois quadrados de pedra de 48cm de comprimento, 48cm de altura e 24cm de largura ” ou seja , elas eram quadradas. Em muitos casos elas aparecem arredondadas encima, fato que não tem nada a ver com a nossa cultura judaica mas tem origem na cultura cristã. Ou seja, os primeiros livros judaicos impressos no século 15 foram impressos em editoras de cristãos, a maioria delas na Itália. As editoras costumavam colocar um enfeite na página inicial, e sabendo que estavam imprimindo um livro religioso judaico colocaram desenhos das “Tábuas da Lei” feitos por artistas de arte sacra cristã. Na época a tecnologia de impressão recém descoberta baixava tanto o preço dos livros (que antes eram escritos a mão), que ninguém se importou com os desenhos contanto que tivessem os livros em hebraico. Tempos depois, Judeus que nunca tiveram contato com arte sacra cristã acharam que, sendo que este desenho está em um livro judaico, com certeza ele tem origem judaica. E assim essas “Tábuas” redondas foram copiadas para todos os cantos da sinagoga, lapidadas na parede e no Aron Hakodesh (armário onde se guarda o Sefer Torá), bordadas na cortina do Aron Hakodesh , no meíl (manto) do Sefer Torá e na cobertura da Bimá (mesa na sinagoga onde se lê o Sefer Torá). Com o tempo todos se acostumaram que sendo que essas Tábuas redondas estavam em livros e sinagogas antigas, com certeza ela é um símbolo judaico puro. Até chegar o Rebe de Lubavitch e revelar essa história para nós fazendo com que até o rabinato de Israel mudasse o seu símbolo de Luhot redondas para Luhot quadradas. Então, vamos tirar as “Tábuas redondas” da nossa cultura!

Alguns milagres aconteciam nessas Luhot ,a escrita ultrapassava de lado a lado e era lida do lado de trás e da frente da mesma maneira e as partes internas das letras que não tinham ligação com suas laterais ficavam paradas no ar no meio delas.
O povo de Israel na ausência de Moshe foi induzido pela “erev rav” a fazer o “bezerro de ouro”, Moshe descendo do monte Sinai , ao ouvir a festa da idolatria quebrou as Luhot. Depois que conseguiu resolver a situação, e pediu para Hashem desculpar o povo de Israel pelo acontecido. Hashem revela para Moshe uma mina de safira de dentro da tenda de Moshe e pede para Moshe lapidar duas Luhot como as anteriores e subir novamente ao monte Sinai. No Yom Kipur Moshe desce com as segundas Luhot. As novas Luhot foram guardadas dentro das “Arca da Aliança” junto com todos os pedaços das primeiras Luhot e acompanharam o nosso povo até a destruição do primeiro Beit Hamikdash quando foram escondidas nos túneis que construiu o Rei Salomão e vão ser reveladas novamente quando Mashiach chegar.

Pessach
Dizem nossos Sábios: “Trinta dias antes da festa temos que revisar as leis da festa”. Aprendemos isso de Moshe Rabeinu que no primeiro Pessach no deserto ensinou ao povo de Israel as leis de “Pessach Sheini” que aconteceria um mês depois. (Todos os conceitos e leis de Pessach vocês podem encontrar no nosso site)

Agora estamos na fase de começar a limpar a casa para Pessach e depois vendemos o “Chametz” para um “não judeu”. Sendo que essa venda tem que ser feita de acordo com todos os tipos de venda da Torá, temos que delegar essa função à um Rabino ortodoxo que sabe como fazer isso. Muitos sites judaicos religiosos no mundo inteiro já abriram essa venda pelo internet. Sendo que essa venda precisa ser feita de acordo com todos os meios de venda da Torá , a própria venda não pode ser feita pelo internet, mas o que fazemos pelo internet é somente dar a permissão para o Rabino vender o nosso “chametz” pessoalmente para o “não judeu” na véspera de Pessach , e essa permissão podemos dar pelo internet e já a partir de agora.

Uma das regras da Torá é: “Mezakim Laadam Sheló Befanaiv” (você pode dar um mérito para alguém mesmo sem ele saber) , e portanto você pode dar autorização para o Rabino vender o “chametz” de um judeu que pode vir a esquecer de fazer isso, e essa autorização para o Rabino vender o seu Chametz e o Chametz dessa pessoa você pode fazer pelo internet, mas prestando toda a atenção no fuso horário do lugar aonde você mora e do lugar aonde seu amigo mora.
Por exemplo, alguém que mora em S.Paulo e tem um amigo em Israel que com certeza vai esquecer de vender o chametz e vai ficar feliz de você ter autorizado ao Rabino a venda do Chametz dele. Se você entrar em um site de um Beit Chabad em Israel e autorizar a venda do seu Chametz e do dele lá em Israel, o chametz dele vai ser vendido nos horários certos, mas o seu vai ser vendido antes da hora e comprado para você de volta pelo Rabino um dia e meio antes de terminar o seu Pessach em S.Paulo. Conclusão, você tem que autorizar a venda do chametz do seu amigo que mora em Israel para um Rabino em Israel mas para autorizar a venda do seu Chametz você tem que procurar um Beit Chabad dentro do seu fuso horário que no caso de S.Paulo é o fuso horário de Brasília conhecido como “-3” . Você pode até autorizar um Beit Chabad nos Estados Unidos, mas em uma cidade que também está no fuso horário “-3” .

Nossa Parashá foi dedicada por Juliano Muniz no mérito da pronta recuperação de Adriana Wada, filha de Morio Wada

Agradecemos imensamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ
Nossos agradecimentos ao Sr Idevaldo Mamprim , ao grupo Facislito , hotel Rojas , empresa Adar e à todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!

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 Tetzavê – Shabat  Zachor 5777

Nossa Parashá nos conta sobre as roupas do Cohen Gadol. Muitos segredos se ocultam por trás dessas roupas , como por exemplo os nomes de Hashem conhecidos como “Mem Bet” (42) e “Ain Bet” (72) que estavam na vestimenta de doze pedras preciosas do Cohen Gadol. Nessa jóia estavam gravados os nomes dos patriarcas das doze tribos de Israel (Yossef no lugar de Efraim e Menashe).
O nome de Hashem conhecido como “Mem Bet” (42) é assim chamado por ser composto pelas iniciais das palavras da reza cabalística “Ana Bekoach” que tem 42 palavras.
O nome de Hashem conhecido como “Ain Bet” (72) é assim chamado por ser o valor numérico do “Milui” (preenchimento) do nome de Hashem de quatro letras conhecido como tetragrama, ou seja, cada letra é escrita literalmente e o valor numérico das letras que compõem os nomes das quatro letras é 72.
Quando o Cohen Gadol estava no Mishcan ou no primeiro Beit Hamikdash esses Nomes se encontravam nessa vestimenta chamada de “Hoshen” e quando era feita uma pergunta as letras gravadas nela brilhavam aleatoriamente compondo uma resposta Divina para o que foi perguntado. Vimos que o Rei David antes de ir para uma guerra obtia a resposta Divina dessa maneira.
A Guemará nos conta que certa vez alguém estava passando por trás de uma sinagoga , escutou de fora uma descrição sobre essas roupas e perguntou :- Quem vai vestir essas roupas? :- O Cohen Gadol, respondeu o professor. A pessoa que não era judeu tomou uma decisão consigo próprio: – vou me converter ao judaísmo com a condição de ser o Cohen Gadol! Chegou ao tribunal rabínico onde se encontrou com Shamai que ouvindo o argumento concluiu que a pessoa não tinha boa intenção….. Mas aquela pessoa não desistiu e foi procurar o outro grande Rabino da época que se chamava Hilel. Hilel fez para ele um curso de Cohen Gadol aonde a pessoa descobriu que não poderia ser Cohen Gadol e se tornou um bom judeu.
O que Hilel viu nele que Shamai não tinha visto? Hilel viu que essa pessoa era muito caprichosa e queria fazer tudo do jeito mais certo possível, a pessoa deduziu que o fato de o Cohen Gadol ir com essas roupas demonstrava que ele era mais religioso do que os outros e isso despertou nele a vontade de ser o Cohen Gadol. No curso de Cohen Gadol que Hilel fez para ele, ele aprendeu que até o Rei David, um Tzadik maior do que o Cohen Gadol , não poderia ser Cohen Gadol. Ou seja, dá para ser um Tzadik maior ainda do que o Cohen Gadol sem precisar usar aquelas roupas. Aprendemos daqui que as vezes acontece de alguém errar e medir o nível de religiosidade de alguém por causa das roupas que ele usa, achar que quanto mais sofisticada a roupa mais religiosa aquela pessoa é, isso é um erro de avaliação muito comum nos dias de hoje.
Ou seja, se você viu no noticiário de Israel um Rabino vestido de Rabino no congresso anti-semita no Irã , saiba que aquelas roupas não representam nada mas sim as atitudes da pessoa é o que qualifica ou desqualifica ela quando se trata da nossa religião. Ou seja, se ele estava no congresso anti-semita não precisamos dizer que um Rabino estava lá mesmo que ele estava vestido assim, mas podemos dizer que tinha lá um judeu, porque quando ele fizer Teshuvá não vai precisar se converter.
Purim
Com a saída do Shabat começa a festa de Purim com a leitura da Meguilá. A primeira pergunta que poderemos fazer é: Se esse rei da Pérsia ficou famoso por entender de mulheres , como vemos no concurso miss universo que foi feito para ele que era o rei de todos os 127 pais que existiam na época, como pode ser que Esther, uma Judia religiosa que não entendia nada desse assunto, ganha um concurso desses onde a prova principal era passar a noite com o rei? Diz o Ari Zal que Hashem fazia um milagre e entrava sempre uma demônia no lugar dela. De acordo com essa opinião o rei da Pérsia Dariavesh é filho daquela figura espiritual negativa que se materializava para “substituir” Esther.
A Guemará nos conta que nosso povo teve 48 profetas e sete profetisas . Vemos no Tanach que o profeta Ovadiahu escondeu 100 profetas em duas cavernas na época da perseguição, só desse exemplo vemos que tivemos mais do que 48 profetas. Dizem nossos Sábios que esses 48 profetas e sete profetisas foram os que escreveram as profecias para outras gerações e Esther é uma das sete profetisas.
Haman é chamado de Haman Ha Agagui, ou seja, descendente de Agag, rei de Amalek que sobreviveu por erro de Shaul, o primeiro rei de Israel que teve a Mitzvá de exterminar Amalek e deixou Agag vivo com uma escrava que engravidou dele antes do profeta Shmuel matá-lo. Esther era a descendente de Shaul e por isso a Divina providência trouxe ela para ser a pessoa que vai exterminar a descendência de Agag. E aonde vimos que isso aconteceu totalmente? A Guemará nos conta que os descendentes de Haman se converteram ao judaísmo e se tornaram grandes Sábios de Israel, ensinaram Torá em Bnei Brak. Halachá: “Alguém que se converte ao judaísmo é como uma criança que nasceu” e até o aniversário dele passa a ser pelo dia que ele se converteu e não pela data do nascimento biológico. E daqui vemos que Esther fez totalmente o conserto do erro do ancestral dela, o rei Shaul!
Parashat Zachor que vai ser lida no Maftir nesse Shabat conta sobre o Amalek e é uma Parashá que temos a Mitzvá dá Torá de ouvi-la. Não deixem de ir para a sinagoga esse Shabat!
Agradecemos imensamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ
Nossos agradecimentos ao Sr Idevaldo Mamprim pelo seu apoio,
ao grupo Facislito , hotel Rojas , empresa Adar e todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!
Para o horário de acendimento das velas de Shabat na sua cidade acesse ao nosso site www.ongtora.com

Nossa Parashá é oferecida em memória de
Mazal Bat Esther Nasser
Falecida em 5 de Sivan de 5741
Haim Ben Shafia Nasser z”l
Falecido em 17 de shevat de 5762
Shabat Shalom e
Purim Sameach!!!
Rabino Gloiber

www.ongtora.com

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Trumá

Nossa Parashá nos conta sobre o pedido Divino ao povo de Israel de doarem para a construção do Mishkan (Traduzido como Tobernáculo, palavra que também precisa de uma tradução, então vamos deixar Mishkan mesmo!)
A linguagem do versículo é : “pegar (para Hashem) uma doação”.

Unkelus bar Kalonikus era o filho da irmã do imperador romano Titus que destruiu o segundo Beit Hamikdash causando um verdadeiro holocausto para o nosso povo. Unkelus se converteu ao judaísmo e se tornou um grande Sábio da época da Mishná que é intitulado “Tana” . Deixou de ser Unkelus bar Kalonikus e se tornou Unkelus ben Avraham Avinu. Ele chegou ao nível de Tzadik e escreveu a tradução explicativa da Torá para o aramaico, e mesmo havendo na época outras traduções da Torá para o aramaico a tradução explicativa dele foi escolhida pelos Sábios da Mishná para ser lida toda semana , duas vezes o texto em hebraico e uma vez a tradução de Unkelus (por isso ela já vem impressa em todo Chumash ao lado do texto em hebraico). Essa tradução foi feita quando ele estava em um nível espiritual elevadíssimo e já tinha Ruach Hakodesh, ou seja, ele viu lá encima como teria que traduzir aqui embaixo.
Quando ele chegou nesse versículo que diz “pegar” (para Hashem uma doação) ele traduziu “dar”. Se a tradução é “dar” porque o texto em hebraico diz pegar? Aqui revelamos um segredo oculto da Torá, quando você está dando uma doação na verdade você está “pegando” para você muito mais, ou seja, no mérito da doação Hashem te dá muito dinheiro!

Gostaria de aproveitar esse assunto extremamente importante para recomendar a histórica Yeshivá de Petrópolis que por meio do seu Fundraising Reb Newton Levin nos mandou a seguinte carta:

Prezado Rabino
Conforme nosso contato ontem pelo telefone segue abaixo um breve relato sobre a Yeshiva:

Na véspera de comemorar 51 anos de existência contínua, a Yeshiva de Petrópolis vem formando bons judeus dentro dos princípios de educação básica e judaicos. O resultado desse trabalho pode ser reconhecido através dos ex-alunos, rabinos e lideres comunitários em varias comunidades no Brasil e no mundo.

Somos enraizados no amor ao próximo independente de qualquer qualificação. A Yeshiva faz um trabalho comunitário ( tanto dentro como fora da nossa localização física) de aproximação de crianças, jovens e adultos judeus afastados dos ensinamentos da Torá nos quatro cantos do Brasil trazendo conhecimento dos bons princípios e ensinamento leis judaicas, costumes e datas festivas com respeito e total atenção.

Em sua extensa área constituída em uma floresta nativa ecologicamente correta de 120 mil metros quadrados, a Yeshiva Colegial Machane Israel proporciona aos alunos o prazer de estudar tora e matérias laicas em um ambiente saudável, seguro e tranquilo, favorecendo uma educação judaica de forma única na qual os alunos aprendem a gostar dos estudos de Torá, praticando mitzvot continuamente e de como devemos agir mediante situações cotidianas dentro dos princípios das leis judaicas.

A Yeshiva já recebeu visitas honrosas de vários lideres e Rabinos comunitários que deixaram sua benção para que o trabalho seguisse em frente. Dentre eles podemos citar o Lubavitcher Rebe que escreveu 26 cartas ao seu emissário no Brazil, Rav Chaim Binjamini, dedicando ao modo como a Yeshiva deve ser conduzida e temos certeza que essa incrível benção e ensinamentos estão perpetuados e seguidos todos os dias!

A historia
Uma das mais antigas Yeshivot da América Latina, fundada em 1966, pelo rabino húngaro Chaim Binjamini nascido em Budapeste, em 1922 e sobrevivente do campo de concentração alemão de Bergen-Belsen. Ao desembarcar aqui em 1954, após ter trabalhado como agricultor em Israel e ter participado da guerra pela independência (1948) disse: “Depois de tantos percalços passados, nos sentimos bem no bairro de Carangola. Encontramos um lar”, ( palavras do Rabino Chaim Benhamini)

A escola ocupa uma área de 120 mil metros quadrados e mais parece um hotel de montanha: tem bosques, quadras, piscinas, salão de jogos, refeitório, sinagoga, mikve (um reservatório de água construído em conformidade com a lei judaica) e alojamentos.

Os meninos estão aptos para estudar na yeshivá a partir dos 12 anos, ou seja, pouco antes do bar mitzvah, a maioridade religiosa de um judeu. As turmas são pequenas: a partir do sétimo ano de ensino fundamentais até terceiro ano do ensino médio. A manhã serve para o ensino religioso, em português e em hebraico, como as aulas de Talmud, parte do judaísmo que explica significado e aplicações de leis ditadas pelo Pentateuco, a Torá. Depois do almoço e da oração da tarde, os alunos seguem ao estudo laico. Ao contrário do que se pensa, nem todos serão rabinos: vários irão prestar vestibulares e cursar uma faculdade. “Muitos ex-alunos, mesmo em profissões liberais, ocupam postos em instituições de educação judaica. A meta é repassar essa educação para a comunidade”, diz Abrahão Binjamini, filho do fundador que atua hoje (entre muitas tarefas) também como um dos professores da escola.

Os rapazes ficam no colégio a semana inteira, exceto às sextas-feiras no período da tarde, logo após o almoço, quando vão para o centro de Petrópolis. “Eles visitam lojas e casas para levar mensagens do judaísmo e rezar”, explica Rav Binjamini. Na volta, prepara-se para o shabat, que começa no pôr-do-sol da sexta-feira e termina quando surgem três estrelas médias na noite do sábado. Nesse dia, o tempo é todo dedicado ao descanso e à oração.

Em resumo:
“Muitos aprenderam a ler da esquerda para a direita, a escrever palavras como instrumentos de comunicação e assim, através de vários anos de estudos seculares, acumularam muitos conhecimentos para a vida profissional e bem estar material. Poucos, porém, tiveram a oportunidade de aprender a escrever da direita para a esquerda, a ler a língua sagrada da Torá e entender, desde a numerologia estabelecida a cada letra hebraica em especifico, até o significado espiritual mais abrangente da herança milenar da religião judaica.”

“A Yeshivá Colegial de Petrópolis vem justamente resgatar o lado mais carente e abandonado do nosso ser: a essência da alma judaica.” (palavras do Rav Chaim Binjamini shli”ta – fundador da Yeshivá)
Aguardo seu retorno e agradeço desde já sua atenção.
Atenciosamente

Newton Levin

Yeshiva Colegial Machane Isarel

Found raising department

Phone + 55 11 4456-2770

Mobile + 55 11 97093-2967 ( vivo / whats app ) 11 95247-5430 ( tim )

Skype: newton_levin

Então , queridos amigos da ONG TORÁ, peço à todos vocês darem uma “Trumá” para a Yeshivá , um presente de aniversário do tamanho do seu coração! Eu próprio (Rabino Gloiber) estudei lá, e a Yeshivá de Petrópolis sempre ficou no meu coração! E mesmo que costumam dizer que “criança que diz que gosta de estudar está mentindo para agradar os pais” , de verdade eu gostei muito de estudar em Petrópolis e fiquei muito triste quando tive que sair de lá ! E o principal: já fiz a minha doação antes de escrever para vocês, e não foi só para dar o exemplo mas foi do fundo do coração!

Para a sua doação (do tamanho do seu coração!) entre em contato com Reb Newton Levin pelos telefones acima ou pelo seguinte email:

n.levin@terra.com.br

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Nossos agradecimentos ao Sr Idevaldo Mamprim por apoiar as nossas viagens, ao grupo Facislito , ao hotel Rojas , à empresa Adar e à todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à todos muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!

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Falecido em 17 de shevat de 5762

Rabino Gloiber

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 Mishpatim

 A Torá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das “cidades de refúgio”. A linguagem do versículo é: “ele não teve intenção mas D’us colocou (esse acontecimento) na mão dele”. Mas porque D’us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele? Disse o rei David:- “Como dizia o antigo provérbio, dos malvados sai o mal”. E aonde a Torá diz que dos malvados sai o mal? Nesse nosso exato versículo! “D’us colocou na mão dele” ou seja,uma coisa ruim que tem que acontecer, acontece por meio de uma pessoa ruim! Pergunta Rashi:- Sobre o quê o versículo está falando? Sobre duas pessoas , uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente . Nos dois casos não haviam testemunhas e eles não receberam nenhum castigo. Então D’us faz com que eles se encontrem em um mesmo lugar. Esse que tinha assassinado intencionalmente está sentado embaixo de uma escada, esse que tinha assassinado sem intenção sobe na escada e sem querer cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento e ele é condenado à exílio. Final das contas, Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o Tikun , correção das almas que agora, depois desse Tikun ficam livres de pendências anteriores. Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações, na primeira ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto sem querer e esse é o conserto e refinamento dessas duas almas. Essa equação é aplicada a qualquer caso e qualquer coisa determinando uma regra chamada “megalguelim zechut al yedei zacai vechová al yedei chayav” . Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim, e muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber, como é o caso que trás o Ari Zal na nossa Parashá sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto . É o caso em que nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos econômicos ou sociais. Essa mulher carrega essa pendência. Outra pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada “caret” (redução das vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse “caret”. Essa pessoa falece . A mulher que carrega a pendência do aborto engravida e o embrião recebe a alma dessa pessoa que precisa receber o caret . No final ela acaba abortando ele contra a própria vontade causando o “caret” dele e as pendências espirituais dele e dela são eliminadas e essas duas almas são purificadas.

A mentira na visão judaica:

Nossa Parashá diz : “Fique longe da mentira”! Se a mentira não é coisa boa por que a Torá não nos proíbe mentir , e se é coisa boa porque a Torá nos pede para ficar longe dela? Diz o Baal Shem Tov que a mentira é um veneno e de um veneno temos que ficar longe, mas um médico especialista sabe em que dose o veneno vira remédio e em que overdose ele volta a ser veneno. O exemplo disso na Torá é Aharon Hacohen que por meio de uma “mentirinha” conseguia fazer as pazes entre marido e mulher e entre duas pessoas que estavam brigadas. Ele era o médico especialista que sabia a dose certa do veneno para salvar a pessoa.

Beit Hilel na Mishná diz que devemos dizer em qualquer casamento que a noiva é bonita e simpática (mesmo sendo feia e antipática) e muitos exemplos desse gênero encontramos nos livros judaicos. Por outro lado nem toda verdade é permitida pela Torá e muitas vezes a verdade é classificada como “leshon hará” (publicar uma coisa ruim sobre alguém) e o mito de que se é verdade é permitido falar foi refutado pelo judaísmo a ponto de o Chofetz Chaim ter escrito um livro inteiro sobre qual verdade é permitido falar e em que caso , para não ser considerado uma “leshon hará”. Ou seja, uma verdade que quando divulgada pode prejudicar alguém também é um veneno!

Curiosidade : A frase “a mentira tem perna curta” que em português não tem nenhum sentido é de origem totalmente judaica, e o motivo é que cada uma das três letras da palavra mentira em hebraico tem um pé só (perna curta) enquanto que cada uma das três letras da palavra verdade em hebraico tem dois pés! Mais um sinal das origens judaicas dos bandeirantes brasileiros

Atualidades :

Visão judaica em relação a casamento entre dois homens (um com o outro). No judaísmo existem três fronteiras intransponíveis. Todo mandamento Divino tem a permissão para ser transgredido em caso de perigo de vida como no caso de um remédio não casher que se torna permitido ou ir de carro para o hospital no Shabat quando alguém está em risco de vida, fora três coisas: idolatria, assassinato e a categoria de relações proibidas que a Torá classifica como “guilui araiot” . Esses três mandamentos Divinos não podem ser transgredidos nem por motivo de perigo de vida e devemos morrer e não transguedi-los, por isso muitos judeus portugueses e espanhóis na época da inquisição morreram queimados em praça pública por se recusarem a fazer idolatria. O “guilui araiot” , categoria da qual uma relação marital entre dois homens faz parte , também entra nessa classificação de “morrer mas não fazer” e é proibido pelo judaísmo tanto quanto o adultério.

Agradecemos imensamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ

Nossos agradecimentos ao Sr Idevaldo Mamprim pelo seu apoio, ao grupo Facislito , hotel Rojas , empresa Adar e todos vocês que estão nos apoiando, que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!

Nossos profundos sentimentos pelo falecimento do pai do Sr Abdala Costa da Neeman despachantes aduaneiros aonde temos uma aula de Tanya todas as segundas feiras, que D’us o tenha no paraíso.

Nossa Parashá é oferecida em memória de

Mazal Bat Esther Nasser

Falecida em 5 de Sivan de 5741

Haim Ben Shafia Nasser z”l

Falecido em 17 de shevat de 5762

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Ytro

Nossa Parashá é dedicada em memória de

Haim ben Shafia Nasser

que teve a sua Hazcará essa semana

Nossa Parashá nos conta que Ytró, o sogro de Moshe , levou sua filha Tzipora junto com os dois filhos dela para Moshe no deserto. Porque Ytró teve que se arriscar dessa maneira e não podia esperar Moshe vir pessoalmente buscar sua família?

O Ari Zal nos conta que Ytró era a reencarnação de Caim e Moshe era a reencarnação de Abel. A Torá nos conta que Caim teve um filho com sua esposa e o chamou de Chanoch. Quem era essa esposa que a Torá não conta de onde ela nasceu ? E claro que ela não era sua própria mãe! Quando a Torá nos conta sobre o nascimento de Cain e Hevel aparece três vezes a palavra “et”. O Midrash decifra disso que junto com Cain nasceu uma irmã gêmea e com Hevel nasceram duas e elas seriam as futuras esposas deles. Cain ficou indignado por ter uma esposa só enquanto seu irmão teria duas , encontrou um motivo para briga justificando como sendo por um assunto religioso (de seu korban não ter sido aceito) e terminou assassinando seu irmão por achar que não tem no mundo nem lei e nem juiz e que nada vai acontecer .

Os três se reencarnam novamente. Caim é Ytró, Abel é Moshe, e aquela gêmea, pivô da briga entre eles é Tzipora. Por isso Ytró tinha que tomar a iniciativa de ele levar Tzipora para Moshe, porque esse era o “Tikun” (conserto) da alma do Cain, devolver a “gêmea” e salvar o “irmão” para consertar o fato de tê-lo assassinado por causa dela. Ytró leva Tzipora para Moshe e por meio de seus conselhos salva a vida de Moshe de um infarto por stress delegando o trabalho de Moshe à milhares de juízes e construindo uma estrutura de governo jamais vista antes. Sendo que Cain tinha assassinado Hevel porque achava que o mundo não tem um juiz , essa parte da Torá que é chamada “Parashat Hadaianim” (“a Parashá dos juízes”) teve que chegar à nós por meio de Ytró, e assim ele “acrescentou” uma Parashá na Torá.

Aprendemos daqui um ensinamento muito importante. Se até o próprio Moshe poderia ter terminado sua vida de maneira fatal por ter centralizado tudo envolta de si próprio , e foi salvo por Ytró que fez ele delegar seu trabalho à pessoas adequadas para essa função mesmo não sendo tão adequadas como ele próprio era , quanto mais nós, que muitas vezes encontramos pessoas muito mais adequadas do que nós para delegar funções de muito menos responsabilidade do que era a deles ! Então, vamos começar a nossa “descentralização” e salvar nossas próprias vidas!

Nossos Sábios nos contam que Ytró optou por se converter ao judaísmo depois que ouviu sobre a abertura do mar vermelho e a guerra de Amalek . O que tem a ver a abertura do mar vermelho com a guerra de Amalek? A abertura do mar vermelho nos lembra o carinho que Hashem tem por nós, nos fazendo milagres revelados, cuidando de nós e nos protegendo . Depois de todos esses milagres enormes aparece o extremo dos povos , o mais prepotente e arrogante, e faz o que todos os outros povos gostariam de ter feito mas tinham medo, lutam contra nós! Ytró vê os dois extremos, o amor que D’us tem por cada judeu e a frieza dos povos do mundo, que mesmo vendo os milagres revelados que Hashem faz para nós , no lugar de se unir à D’us lutam contra ele , e qualquer meio termo sempre vai estar vinculado a um desses dois extremos, ou seja, os outros povos estavam felizes com a atitude de Amalek mesmo não tendo a coragem de fazer igual.

A Torá nos conta que a guerra contra Amalek acontece em cada geração. Na prática ela aconteceu somente duas vezes e na época do Mashiach vai acontecer mais uma vez. Entre essa primeira guerra de Amalek no deserto e a segunda guerra na época do rei Shaul não tínhamos a Mitzvá de exterminar o Amalek até que fosse nomeado o primeiro rei de Israel. Depois que Shaul não fez isso totalmente, veio o rei da Assíria, Sanherib e misturou os povos nos tirando a possibilidade de saber quem é Amalek. Na época do Mashiach acontecerá a terceira guerra contra Amalek e depois disso eles já não existirão mais . Então, se são somente três guerras na história, como podemos cumprir o mandamento que nos foi dado na Parashá de lutar contra Amalek em cada geração? Diz o Rebe que esse assunto extremamente importante é totalmente espiritual. Amalek representa uma força espiritual negativa que chamamos de “Klipá”. Essa Klipá de Amalek causa a frieza e a insensibilidade em todos os assuntos espirituais. A consequência dela em cada um de nós é: mesmo vendo milagres no dia a dia, mesmo conscientes de que D’us está cuidando de nós o tempo todo como crianças pequenas, mesmo assim somos capazes de rezar com frieza, cumprir os mandamentos Divinos sem entusiasmo fazendo “nada mais que a obrigação”. Achando que mesmo Hashem tendo nos ajudado no passado com certeza ele não vai nos ajudar mais, e por último estudando Torá e cumprindo as Mitzvot SEM a mínima consciência de que D’us existe e achando que tudo está dependendo somente de nós. Assim era Caim , e agora dá para entender porque a guerra de Amalek sensibilizou tanto Ytró!

Como lutar contra esse Amalek espiritual :

1-Todo dia se conscientizar de que D’us existe, de que ele é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e de que ele está cuidando de cada um de nós e nos protegendo a cada instante!

2- Rezar todo dia com muita alegria e entusiasmo e saber que Hashem está ouvindo com muito prazer cada palavra da nossa reza e está cheio de orgulho de nós!

3-Cumprir os mandamentos Divinos com muita alegria , muito entusiasmo e muito capricho, sabendo que Hashem está cheio de alegria por cada mandamento que cumprimos!

4- Se lembrar de todas as vezes que Hashem te ajudou no passado, se lembrar de todos os pequenos milagres do dia a dia e saber que agora Hashem vai te ajudar muito mais e te fazer muito mais milagres!

E o principal, expulsar todos os pensamentos contrários aos quatro itens anteriores alinhando nosso intelecto dessa maneira todo dia e toda hora 365 dias por ano!

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לעילוי נשמת

מזל בת אסתר נאצר

נלב”ע ה’ סיון תשמ”א

חיים בן שפיאה נאצר ז”ל

נלב”ע י”ז שבט תשס”ב

Rabino Gloiber

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 Beshalach

Nossa Parashá nos conta sobre o maior dos milagres da saída do Egito que foi a abertura do mar vermelho. Os egípcios passaram pelas dez pragas de uma maneira passiva. As pragas chegavam e iam até que eles nos deixaram sair. A maior das atrocidades dos egípcios contra nós foi jogar os meninos judeus no rio Nilo. Agora chegou a hora de eles receberem o castigo sobre isso “midá knegued midá” (na mesma medida), o que eles fizeram D’us faria para eles. Nessa hora acontecem os maiores milagres. Eles se esforçam e correm para dentro do mar , mostrando que quando chega a hora de alguém receber um castigo lá de cima Hashem não precisa trazer esse castigo até ele mas ele próprio coloca como sua própria meta a coisa que sem ele saber vai trazer à ele a própria destruição. Por natureza a água em um lugar tão quente escorre para baixo , e aqui a água se transforma em muralhas de uma maneira sobrenatural e depois volta a ser água sobre os egípcios. Moshe e o povo de Israel vendo esse milagre tão grande fizeram uma Shirá, (uma Tefilá de agradecimento em forma de música) e cantaram ela com muita alegria. Nessa hora o povo inteiro estava unido (mais um benefício da muita alegria)! Essa Shirá se tornou parte da nossa reza de todos os dias do ano. No sidur do Shlá Hakadosh (Rabi Yeshaiau Halevi , um grande cabalista que nasceu em 1558) está escrito que temos que falar a Shirá na Tefilá com voz alta e com muita alegria (como eles falaram) e imaginarmos como se tivéssemos saído do Egito nesse instante. Está escrito no Zohar que o nosso mundo, o mais baixo, recebe tudo lá de cima, e se aqui embaixo estamos reluzindo de alegria nos sincronizamos com a alegria lá de cima e Hashem nos dá aqui embaixo todos os motivos para ficarmos reluzentes de alegria de verdade com muita fartura e prosperidade. Quando estamos alegres aqui embaixo trazemos para cá a alegria lá de cima e tudo fica bom de verdade.

Conclusão, pegamos na Shirá o embalo para essa muita alegria, continuamos rezando com muita alegria e levamos essa muita alegria para todo o nosso dia “fazendo a diferença” !

O Maguid de Mezritch nos contou que D’us tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas. O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar. Mesmo que o rei tinha  ministros e côrte que falavam com muito mais erudição do que o passarinho, ele ficava muito mais feliz em ouvir o passarinho falar , porque um ser humano falando é uma coisa normal mas um passarinho falando é uma coisa fantástica! Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá encima existem infinitos anjos que cantam muito bonito , mas nós somos o passarinho que fala! Uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , isso “faz a diferença” lá encima. Então quando rezamos temos que nos lembrar que Hashem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos (mesmo se falamos um pouco errado) e tem um prazer enorme em nos ouvir.

Nossa Parashá nos conta também sobre o Man. O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou , nessa hora ela começou a cair do céu ! Quando chegaram no “fim do caminho” o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe “beco sem saída” ! Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais Hashem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

Para o horário de acendimento das velas de Shabat , Tu Bishvat , e qualquer outro assunto Judaíco acesse ao nosso sitewww.ongtora.com

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Shabat Shalom

Rabino Gloiber

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 Bo

Nossa Parashá nos conta sobre as últimas pragas do Egito. A História do povo de Israel no Egito começa com Yossef que não só salva o Egito da maior crise internacional mas também o transforma na maior potência mundial . Os egípcios antigos não só que não agradeceram o povo de Israel por terem feito do Egito o país mais rico do mundo mas ao contrário, disseram que nós éramos como “espinhos nos olhos deles” e como um país rico da época antiga precisava de muitos escravos nós fomos “escolhidos” para sermos esses escravos! O Ari Zal nos contou que sendo que as almas do povo de Israel no Egito eram a reencarnação da geração do dilúvio, da torre de Bavel e de Sodoma e Gomorra, tínhamos que passar por esses sofrimentos para retificar as nossas almas daquelas pendências anteriores (e por isso não adiantou trazermos a prosperidade ao Egito, sem eles saberem, essa pendência espiritual foi  q fez eles nos escravisarem) . Depois que nossas almas já estavam puras e refinadas de todas as pendências anteriores, não só que os egípcios nos deixaram sair mas ainda nos deram jóias de ouro, prata e roupas caras . E o mais absurdo foi o jeito com que isso aconteceu. Todos no Egito sabiam que quando Moshe avisava que iria acontecer uma praga a praga acontecia. Moshe avisou que iria ter uma última praga aonde morreriam os primogênitos. Todos sabiam que isso iria acontecer, que um filho em cada família morreria. As mulheres egípcias costumavam “brincar” com os filhos das amigas , engravidavam deles e pensavam que era do marido, ou seja, muitos filhos em uma casa eram primogênitos sem que eles soubessem. Na meia noite quando aconteceu a praga dos primogênitos muitas crianças morreram em cada casa , e todos sabiam que o motivo disso eramos nós. Nessa exata hora fomos para as casas dos egípcios, batemos na porta e dissemos :- Estamos indo fazer uma festa no deserto e não é bonito irmos assim para a festa, com essas roupas pobres, sem jóias….
Nessa hora que nós, os “culpados” por todas essas mortes entram nas casas dos egípcios comunicando que precisamos de roupas caras e jóias para fazermos uma festa, nessa hora os egípcios deveriam nos chamar de”espinhos nos olhos”, mas aí aconteceu exatamente o contrário! Nessa hora eles ficaram cheios de amor e carinho por nós e nos deram jóias e roupas caríssimas, e só depois que fomos embora com beijos e abraços eles foram enterrar os filhos. Daqui vemos que o relacionamento dos povos do mundo com o nosso povo não têm nenhuma conexão com o que fazemos para eles mas sim com o que fazemos para D’us, tem a ver somente com as nossas pendências espirituais atuais ou anteriores!

Milagres tão sobrenaturais como as pragas do Egito só aconteceram uma vêz na história ,se tivéssemos o mérito aconteceriam de novo na saída do exílio da Babilônia na época dos persas mas sendo que não tivemos o mérito Hashem inspirou o rei da Persia a nos deixar sair do exílio e construir o segundo Beit Hamikdash, mas milagres sobrenaturais muito maiores do que esses vai acontecer na Gueulá em breve nos nossos dias!

O Ramban, Rabi Moshe Ben Nachman, foi um grande Tzadik que nasceu em 1194 em Girona na Catalunia . Ele nos explicou que o motivo que Hashem fez uma vez esses grandes milagres sobrenaturais foi para mostrar que Hashem dirige e renova o mundo e cuida de cada um de nós de uma maneira especial , não nos abandona ao acaso, e por meio da lembrança desses grandes milagres nós abrimos os olhos para ver os milagres do dia a dia e essa é a base de toda a Torá , de vermos que tudo o que acontece na nossa vida são Milagres , e tudo depende das nossas atitudes! Quando cumprimos os mandamentos Divinos os milagres acontecem! Então, vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot e os milagres vão acontecer!!!

Agradecemos imensamente à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life apóiam a nossa ONG TORÁ. Que Hashem dê à eles e a todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!

Para o horário das velas de Shabat e qualquer outro assunto Judaíco acesse ao nosso site maravilhoso (no mérito da nossa diretora Bátya Odessa e das nossas voluntárias) www.ongtora.com

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Parashat  Vaerá

Na nossa Parashá D’us diz à Moshe que se revelou aos patriarcas com o nome de E-l Sha-dai (falamos Kel Shakai para não falar um nome de D-us em vão) e seu nome Y-H-V-H (o que chamamos de Hashem que quer dizer “o Nome”) não revelou para eles.
D’us está acima de todos os nomes, o que chamamos de “extrema simplicidade”, mas mesmo que sua essência está acima de todos os nomes, no lugar aonde você encontra a sua grandeza você encontra a sua humildade , e ele desce ao nível dos receptáculos das dez Sefirot de Atzilut e lá é chamado de E-L (Kel) na Sefirá da Chessed e Elo-him (Elokim) na Sefirá da Guevurá , em cada aspecto de revelação ele é chamado com um nome diferente. Quando a revelação Divina é diferente , queremos dizer com isso que o comportamento Divino em relação ao mundo também é diferente.

Rabi Avraham Ben Meir Ibn Ezra foi um grande Tzadik que nasceu na Espanha no século 11 , fugiu dos árabes que perseguiram os judeus e viveu uma vida de muitas e longas viagens divulgando a Torá por muitos lugares. Ele nos explicou que existem três níveis de comportamento Divino diferentes :

Quando D’us é chamado de Elokim (trocamos o H pelo K porque esse é um dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando somente de acordo com as leis de natureza , dirigindo o mundo por meio de um sistema astrológico que aciona toda a natureza não levando em conta as nossas ações sendo elas boas ou não. (dentro disso os astrólogos antigos conseguiam saber antecipadamente certas coisas que iriam acontecer sendo que esse comportamento Divino independe das nossas ações)

Quando D’us é chamado de Kel Shakai (novamente trocamos o H pelo K porque esse é um dos sete nomes de D’us que não podem ser apagados e nem falados em vão) isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural mas totalmente dentro da natureza , nesse nível ele está levando em conta nossas ações e fazendo a natureza agir à nosso favor quando nos comportamos bem (e o contrário está subentendido) , nos fazendo verdadeiros milagres mas totalmente revestidos na natureza, e esse foi o comportamento Divino com os Patriarcas. Nesse nível de revelação D’us pode prometer milagres sobrenaturais mas eles ainda não acontecem na prática , e por isso nosso patriarca Avraham até túmulo para a esposa teve que comprar por uma exorbitância mesmo que Hashem tinha prometido à ele aquela terra.

Quando D’us é chamado de Havaie [Y-H-V-H] (vamos falar Hashem), isso quer dizer que Ele está atuando de maneira sobrenatural , surreal com milagres revelados que não tem nenhuma conexão com a natureza como no caso das dez pragas , (mesmo aquelas que superficialmente parecem naturais tem um fundo totalmente sobrenatural) . Esse comportamento Divino não depende de nenhuma forma das nossas ações boas ou não mas sim da nossa origem. Esse nível de revelação é específico para o povo de Israel, como o próprio D’us diz para Moshe que vai cumprir o que prometeu à Avraham , ou seja , recebemos os milagres sobrenaturais no Egito porque éramos descendentes de Avraham e não pelo nosso próprio mérito, pela essência de sermos judeus que é relacionada à nossa alma.

Conclusão: hoje que se passaram mais de 3300 anos da saida do Egito vimos que o único povo que saiu de lá dessa maneira sobrenatural fomos nós , mesmo que o continente africano sempre foi cheio de genocídios interpopulacionais e muitos povos tiveram que fugirr de um lado para o outro e com certeza a Divina providência levou em conta as ações de cada um e o comportamento Divino é “midá knegued midá”, mas milagres sobrenaturais como o rio Nilo se transformar em sangue ou uma grande rã dar origem à milhões de rãs que entravam nos fornos , contrário da natureza animal, ou a terra se transformar em piolhos, isso só aconteceu para nós e não por causa das nossas ações mas por causa das nossas almas judias. Hashem atendeu aos gritos do nosso povo do para antecipar os milagres sobrenaturais que já estavam prometidos . O mesmo acontece agora que estamos antes da Gueulá, nossa Redenção final . Até agora os milagres do Egito tinham sido os maiores e mais surreais que a humanidade já presenciou, a nossa Gueulá vai colocar os milagres do Egito em segundo plano de tão sobrenaturais que vão ser. Então pra que esperar , vamos dar os nossos gritos agora e antecipar para imediatamente os maiores milagres sobrenaturais que o mundo nunca viu!!!

Nossa Parashá foi escrita no mérito da total Refuá Shelemá da minha esposa Bracha Chayka Bat Sofia, que ela possa voltar rapidamente à fazer os Shabatot para tantas pessoas que ela sempre fez

Mazal Tov para Roberto e Alexandra Guttmann pelo casamento do filho Maurice com Mariel Safdie

Agradecemos aos nossos patrocinadores Elias e Fernanda Messer da empresa Line Life, que Hashem dê à eles e à todos vocês que apóiam a nossa ONG TORÁ muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades JUDAICAS de toda a família !!

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 Shemot
Nossa Parashá nos conta fatos da escravidão no Egito e entre eles que Moshe se revela como o defensor do nosso povo fazendo duas boas ações:
1- Salvou a vida de um judeu que quase morreu chicoteado mesmo que para isso Moshe teve que arriscar a própria vida matando e enterrando o egípcio que estava tentando assassinar aquele escravo judeu.
2- deu uma grande bronca no judeu que salvou quando o viu depois de salvo batendo em outra pessoa .
Quando esse ingrato recebeu a bronca , ameaçou delatar Moshe pelo próprio fato de que o único jeito de poder salvá-lo foi matando o egípcio . Moshe ficou com medo de que o incidente fosse descoberto. No próximo versículo a notícia já chega ao faraó e Moshe foge para Midian! Diz o Rebe que o fato de Moshe ter ficado com medo e não ter tido segurança na proteção Divina, não ter confiado que iria acontecer o milagre de essa notícia não chegar ao faraó, o fato de ele não ter tido “Trust in G-d” isso foi o que causou para ele esse problema, mas se ele tivesse se apoiado na absoluta confiabilidade Divina isso não teria acontecido. Pior ainda , ele expressou esse medo e essa preocupação com palavras mesmo sabendo que de boas ações não saem más consequências, mas se ele tivesse tido plena confiança em D-us e não se preocupasse nem um pouquinho com a situação que se encontrava, isso próprio faria com que esse fato fosse esquecido por todos e tudo estaria bem de forma boa e revelada.

Moral da história:

De vez em quando pensamos :-“E se acontecer alguma coisa errada? Nessa hora devemos nos lembrar que a única coisa errada que aconteceu foi o fato de pensarmos assim! Ou seja, esse tipo de pensamento foi a coisa errada! Esse pensamento é um desperdício de ânimo e esforço . Devemos nos lembrar que D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e com certeza D’us vai fazer com que tudo dê certo mesmo que o ser humano não imagina como isso vai acontecer. Isso não vai contra o décimo primeiro princípio da nossa fé que “o Criador recompensa aqueles que cumprem Seus preceitos e pune quem os transgride” porque quando temos a segurança de que Hashem vai nos ajudar , essa segurança já é o motivo da ajuda, D’us está nos recompensando por essa Mitzvá do “Bitachon” que consiste , não em acreditar que tudo o que D’us faz é para o nosso bem (Emuná) mas sim que D’us vai fazer para nós o que é bom aos nossos olhos de maneira revelada (Bitachon) ! Expressamos essa confiança em D’us por meio da nossa alegria e tranquilidade por pior que seja a situação.

Alegria é energia! Quando estamos alegres, expressamos por meio disso nossa confiança em D’us. Alegria em situações preocupantes demonstram que confiamos em D’us e por isso não nos preocupamos com nada e estamos com fé total que tudo vai dar certo. A atitude de estarmos alegres e confiar em D’us tem a força de mudar a realidade e fazer com que as coisas ruins desapareçam e o bem oculto no mundo se revele. Sendo assim temos que estar alegres e tranquilos o dia inteiro!
Cada um de nós, (tanto homens quanto mulheres) tem que se lembrar que D’eus, bendito seja, não só dirige o grande mundo, mas dirige sem dúvida alguma também o pequeno mundo de cada um e um de nós. E da mesma maneira que ele dirige o universo de acordo com o que ele vê que é bom para o universo, assim dessa mesma maneira ele dirige o nosso mundinho particular de acordo com o que ele está vendo que é bom para nós .Temos que confiar nele que com certeza ele dirige o nosso mundo pequeno de um jeito bom. Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado, D’us nunca se esquece de nós. D’us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, por isso podemos começar o dia confiantes de que tudo vai dar certo, confiar no Criador e Administrador do mundo, que toma conta de cada um de nós particularmente e que não existe um lugar aonde ele não se encontra. E como exemplo nos perguntamos:- Será que podemos ficar tristes quando estamos na presença de um grande e bom Rei , um Rei cheio de bondade verdadeira ? Claro que nesse caso não temos mais com o que nos preocupar e do que teríamos que ter medo se estamos na sala do Rei. O exemplo está claro, e principalmente pelo fato de não ser um exemplo mas sim uma verdadeira realidade, e muito mais do que no exemplo, infinitamente maior e maior, acima e acima disso. Uma mãe não esquece o seu nenê no supermercado , quanto mais D’us não nos esquece por aí mas está cuidando de nós a cada instante !

Essa mensagem da Parashá foi escrita no mérito da Refuá Shlemá
da minha esposa Bracha Chayka Bat Sofia , Eshet Chayl Mi Imtzá,
de Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life patrocinam a nossa ONG TORÁ e de todos vocês que nos apóiam . Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família.

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  Vayechi

Nossa Parashá nos conta que Yaakov “viveu” dezessete anos na terra do Egito. Porque em outros lugares está escrito que ele só morou e no Egito está escrito que ele viveu? Porque depois de ter adquirido e feito o conserto da alma do Adam Harishon sofrendo aonde ele morou como vimos na Parashá anterior, agora que está com ela pura e refinada com toda a energia e intensidade do seu alto nível se revelou à ele o paraíso do próximo mundo aqui nesse mundo!

Yaakov foi a primeira pessoa a ficar doente na história do mundo.

A Guemará nos conta que antes de Yaakov , quando chegava a hora da pessoa falecer ela falecia com toda a sua vitalidade , dava um espirro e falecia . O Midrash (um livro sagrado de dois mil anos atrás) nos conta que essa é a origem do motivo que falamos “saúde” para a pessoa que espirra .

Yaakov pediu para Hashem fazer a pessoa ficar doente antes de falecer para ele saber antecipadamente que iria morrer e poder dividir a herança em vida , a Tefilá de Yaakov foi aceita e ele ficou doente. Yossef foi chamado para visitar o pai que adoeceu . A linguagem do versículo é :”eis que” seu pai está doente”. Diz o Ari Zal que a palavra “eis que” tem um valor numérico de 60 (a numerologia só é aplicada à Torá escrita) e isso vem nos indicar que a pessoa que vem visitar o doente tira 1/60 da doença dele. Por isso quando Yossef veio visitar seu pai , Yaakov se levantou, já se sentiu um pouquinho melhor! O Ari Zal diz que isso só acontece na prática quando a pessoa que vem visitar é seu “ben guiló” , ou seja, alguém que tem o mesmo “Mazal” que o doente, que nesse caso era Yossef. Isso também é válido para os nossos dias e sendo que não sabemos quem é o “ben guiló” de quem, dizemos que todos que visitam um doente reduzem 1/60 da doença dele, então, vamos fazer sempre essa Mitzvá!

Yaakov abençoou seus filhos antes de falecer. Diz o Ari Zal que Yaakov recebeu a alma do Adam Harishon e Reuven que era o primogênito de Yaakov recebeu a alma de Cain que era o primogênito do Adam Harishon. Quando Reuven quis tirar Yossef do buraco e devolver ele ao seu pai tentou salvar seu irmão e assim consertou o pecado de Cain que matou seu irmão. O Midrash nos conta que Cain nasceu com uma irmã gêmea e seu irmão Hevel com duas. Aquela geração iria se casar com as irmãs, e Cain que era o primogênito achou que merecia duas mulheres e Hevel teria que ficar com uma e por isso Cain matou Hevel. Por isso Yaakov na sua benção para Reuven cita o caso de Bilá que causou para Reuven não ter feito o conserto total da Alma do Cain. Cain teve que se reencarnar novamente como Ytro. Moshe Rabeinu era a reencarnação de Hevel e Tzipora sua esposa era aquela gêmea de Hevel. Ytro traz Tzipora para Moshe no deserto e assim terminou o conserto da alma do Cain.

A brachá de Shimon e Levi foi a maldição à raiva deles , porque nós, o povo de Israel, somos piedosos e a ira não combina com a nossa natureza, por isso Yaakov chama eles de ladrões se referindo à agressividade deles que não fazia parte da natureza deles , mas era como um roubo na mão deles, algo que não pertencia à eles. Só um POUQUINHO de ira não justificaria toda essa bronca, por isso Yaakov especifica no versículo o fato de essa ira ter sido dura e forte. A solução para isso também foi dada na Brachá que eles receberam, Yaakov abençoou eles a se espalharem pelo povo de Israel. Dizem nossos Sábios que a tribo de Levi se espalhou por todo Israel ensinando Torá para todo o povo, e diz o Rambam que cada um que assumiu essa função hoje é comparado a um Levi. Talvez por isso nosso grande Rabino e professor na Yeshivá de Kfar Chabad em Israel (onde estudei sete anos) Rabi Mendel Futerfas (1906–1995) nos disse uma vez em um farbrengen(vide Google) com um sorriso de ponta a ponta :- Meninos , vocês são como adubo orgânico (uma coisa que as vacas fazem…) , quando você saírem daqui vocês vão se espalhar pelo mundo inteiro fazendo o mundo florescer! Mas agora que vocês estão todos no mesmo lugar…. e falou algo em yidish…(se referindo ao cheiro de de uma montanha de esterco……) . E aconteceu! (de termos nos espalhado pelo mundo). Todos os anos me encontro com a minha classe da Yeshivá no congresso rabínico internacional e todos estão espalhados pelo mundo fazendo um trabalho maravilhoso, ensinando Torá para todos e fazendo florescer as comunidades judaicas do mundo inteiro!!!

Conclusão, vamos ficar sempre longe da ira (muita calma nessa hora!!)

Agradecemos do fundo do coração à Fernanda e Elias Messer que por meio das sua empresa Line Life patrocinam a nossa ONG TORÁ. Que Hashem de à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!

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Vaygash

Na nossa Parashá Yaakov chega ao Egito e é apresentado por Yossef ao faraó. Quando o Faraó pergunta à Yaakov qual é a sua idade ele responde :- “Os dias da minha vida foram poucos e ruins.”..  Porque a vida de um Tzadik tão grande como Yaakov , o maior dos patriarcas, foi tão ruim? A resposta para isso é dada pelo Ari Zal. Diz o Ari Zal que os patriarcas são chamados de patriarcas porque o primeiro homem, Adam Harishon, que era o patriarca da humanidade inteira se reencarnou em Avraham , Itzchak e Yaakov. Sabemos que o primeiro homem antes de fazer a primeira transgressão da história do mundo não tinha Yetzer Hará . Ele fez um erro de avaliação. Achou que o mundo já existia antes de D’us e D’us se tornou D’us por ter comido a fruta proibida, e se ele comesse essa fruta ele também seria D’us. Esse ato foi considerado idolatria e o nível “Nefesh” da Alma do Adam Harishon se reencarnou em Avraham Avinu que fez a retificação dela divulgando ao mundo que somente D’us cria e dirige o universo e somente para Ele devemos rezar, lutando a vida inteira conta a idolatria. Quando o Adam Harishon comeu a fruta proibida ele trouxe a morte para si e para o mundo. Esse ato foi considerado assassinato e o nível “Ruach” do Adam Harishon se reencarna em Ytzchak que faz a retificação dele. A pior parte foi a de Yaakov. Chavá deu a fruta proibida para Adam e ele a culpou por tudo o que ele fez de errado (hoje em dia os homens já não são mais assim…) e se separou dela por cento e trinta anos. Nesses cento e trinta anos ele teve “sonhos eróticos” e … vamos chamar a outra coisa de “acidentes hidráulicos” (só acontece quando um homem tem um sonho dessa categoria…) e sendo que nessa hora se unia a ele a esposa da “coisa ruim” (a coisa ruim é o anjo da morte) e ainda mais, ele teve muito prazer nisso e “ela” deu a luz à coisas como ela mas com Almas Divinas que o Adam tinha a capacidade de trazer durante essas “relações” , por isso esses cento e trinta anos foram considerados “relações proibidas”. Diz o Ari Zal que esses cento e trinta anos que Yaakov sofreu foi a correção daqueles cento e trinta anos que Adam Harishon teve os prazeres proibidos, sendo que o nível mais alto do Adam, a “Neshamá” foi retificada por Yaakov que é o conserto final da Alma do Adam Harishon. Quando Yaakov terminou esse conserto e a alma do Adam Harishon já estava totalmente refinada, então Yaakov desce ao Egito aonde vai começar agora a retificação de todas aquelas almas Divinas que foram trazidas ao mundo naqueles 130 anos que Adam se separou de Chavá , eles seriam o povo de Israel que nasceu no Egito e a “erev rav”. Quando os egípcios já não tinham mais como pagar pelo trigo e pagaram para Yossef com a própria terra e se venderam à Yossef como escravos , Yossef fez com que eles mudassem de terras entre si causando entre os próprios egípcios um exílio e ordenou à eles fazerem Brit Milá começando assim a retificação da “erev rav”. Por isso Yaakov disse ao faraó que os seus cento e trinta anos foram poucos e ruins, já que tinham que ser ruins ele agradeceu que foram poucos, mas a partir do momento em que a alma do Adam Harishon estava pura e refinada no corpo de Yaakov, então Yaakov já começa a viver no paraíso mesmo  estando ainda nesse mundo, mas esse é o tema da Parashá da próxima semana!

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Re: Parashat Vaygash – http://www.ongtora.com

Edna Winter

Shalom querido rabino Gloiber!!!! Excelente explanação da Parachá Vaygash! Umas dúvidas se o senhor puder me responder… os 130 anos que Adam ficou assim, vamos dizer separado de Chavá e onde cometeu luxúria, seria com a sua primeira esposa que o Zohar fala?

Rabino Gloiber ONG TORÁ

para Edna

Isso mesmo. As mulheres “espirituais” do Adam eram duas demônias. Uma é a Li-lit que é a esposa do “coisa ruim”também conhecido como “satan” e a outra demônia se chama na-ama . Ele se relacionou com elas de forma material e elas engravidavam dele almas Divinas e davam a luz à corpos de demônios com almas Divinas. Eu coloquei sonhos eróticos como uma linguagem educada, mas para quem conhece o assunto sabe que no caso de Adam eram relações reais, a demônia se revelava em forma humana. Um caso assim mas que aconteceu para o bem (devia ser uma demônia legal) era no caso de Esther. Diz o Ari Zal que sempre que Achashverosh queria dormir com a Esther uma demônia em forma de Ester surgia e fazia com ele coisas que eram o nível dele e Esther não saberia fazer. Se um dia ele dormisse com a Esther verdadeira , uma judia religiosa que não tinha as obsessões que esse rei tinha, com certeza ele não iria querer mais ela. Então o único jeito de fazer o milagre acontecer era colocando uma demônia no lugar dela. Essa era a demônia “do bem”!

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Parashat  Miketz

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O Zohar nos conta que nossa Parashá começa com a palavra Miketz (que quer dizer no final) indicando que D’us colocou um limite final para a escuridão (para as coisas ruins). Essa estrutura de escuridão que chamamos de “O lado esquerdo” é composta pelo anjo da morte e suas “ramificações” que ficam “perambulando” entre nós e o tribunal Divino, tentando nos desviar dos mandamentos Divinos nesse mundo e nos acusando no tribunal Divino de termos nos desviado. Essa estrutura espiritual (que já não vai mais existir nos tempos do Mashiach) é responsável por todos os sofrimentos do mundo, mas graças à D’us existe um limite para esses sofrimentos tanto em relação aos nossos sofrimentos pessoais quanto aos sofrimentos do nosso povo, e vemos aqui que quando chega o limite até o Faraó do Egito que é a “grande serpente” se vira à nosso favor.Por que o Faraó deu tanta importância à um sonho? Daqui vemos como D’us dirige o mundo! Sendo que Hashem tinha escolhido esse meio para se comunicar com o Tzadik da geração , o mundo inteiro passa a funcionar dessa mesma forma , começando pela “super potencia mundial” que era o Egito. O faraó sonhou com sete vacas tão lindas e amigáveis que ele nunca tinha visto igual, mas contou sobre elas em resumo. Quando chegou ao assunto das “vacas magras” detalhou e enfatizou ao extremo deixando bem claro que ele nunca tinha visto vacas tão ruins assim em toda a terra do Egito. Diz o Rav Moshe Weber (um grande Tzadik que viveu em Yerushalaim) que as pessoas ruins gostam de falar sobre coisas ruins e por isso ele se entusiasmou e detalhou o assunto das vacas magras ! De vez em quando temos que fazer um check up nas nossas conversas para ver se não estamos nos tornando um “faraózinho” ou uma “faraózinha” e nos exercitar a falar só coisas boas e animar todos à nossa volta de uma maneira casher !Rabi Shimon Bar Yochái nos conta que todas as ações Divinas são interligadas . Antes de criar o ser humano D’us criou tudo o que ele necessitava e depois o trouxe à um mundo onde não faltava nada. Aqui também , Hashem tinha prometido ao nosso patriarca Avraham que sairíamos do exílio com muitas riquezas . Quando Yossef desceu ao Egito não haviam lá muitas riquezas.  Hashem fez com que o mundo inteiro precisasse comprar comida no Egito até o Egito se encher de grandes riquezas, e aí  trouxe Yaakov ao Egito quando as grandes riquezas já estavam lá prontas para sair com o povo de Israel. E assim Hashem faz sempre, cria a cura antes da doença. De vez em quando passamos por certas situações que para sair dela a solução teria que estar preparada antecipadamente, não se preocupe, Hashem já fez isso para você!O Zohar nos conta que Rabi Aba estava sentado no portão da cidade de Lod quando viu uma pessoa que chegou cansado do caminho , sentou em uma saliência da montanha e adormeceu. Repentinamente apareceu uma cobra venenosa e veio picar ele. Antes que Rabi Aba pudesse dar um grito a cobra foi atacada por um réptil que a matou e foi embora. O homem abriu os olhos , viu a cobra morta pelo veneno do réptil e pensou que estava viva. De vagarzinho saiu daquele lugar para não atrair a atenção da cobra. Logo que ele saiu, a saliência desabou para o precipício e ele se salvou. Vendo tudo isso, Rabi Aba se aproximou dele e disse :- Me conta o que você faz de tão bom porque não foi à toa que Hashem te fez esses dois milagres! :- Não ouve uma só vez em toda a minha vida, respondeu o homem, que alguém me fez o mal e não reconciliei com ele e o desculpei . E mais, se não pudesse fazer as pazes com ele (em casos extremos temos que manter distância de alguém) não fui dormir até ter desculpado à ele e à todos os que me fizeram sofrer, e não pensei em nenhuma parte do dia sobre o mal que eles me fizeram. E mais, a partir daquele dia me dediquei à fazer o bem à eles ! Rabi Aba chorou de emoção e disse:- As boas ações desse homem são maiores do que as de Yossef ! Porque no caso de Yossef eles eram seus irmãos de verdade e ele tinha que ter piedade deles, mas o que fez esse homem é maior do que fez Yossef, e foi bonito de Hashem ter feito para ele um milagre encima de outro milagre!Chanucá:
Os greco-sirios tinham decretado contra nós para não guardarmos o Shabat, não fazermos Brit Milá e Rosh Chodesh (o Rosh Chodesh determinava os dias das festas judaicas, sem saber quando era o Rosh Chodesh não teríamos como comemorar as outras festas) . Por isso Hashem fez com que o milagre de Chanucá tivesse oito dias que representa o Brit Milá, contém obrigatoriamente pelo menos um Shabat e dentro desses oito dias temos o Rosh Chodesh!Shabat Shalom , Chodesh Tov e Chanucá Sameach!
As velas de Chanucá devem ser acesas antes das velas de Shabat na sexta feira e tambem depois da saída do Shabat e Havdala no Sábado à noite. Para saber o horário de acendimento das velas e também da saída do Shabat na cidade onde você se encontra acesse ao sitehttps://www.ou.org/calendarClique no desenho do ícone “local” para escrever o nome da sua cidadeAgradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio da sua empresa Line Life patrocinam a nossa ONG TORÁ , que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!!Rabino Gloiber
Your personal Rabbi
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  Vayeshev

O Zohar nos conta que de vez em quando vemos um Tzadik sem “Mazal” . O motivo para isso é que Hashem “refina” o Tzadik nesse mundo por meio de sofrimentos para que ele tenha um “gan éden” maior e isso é chamado de “sofrimentos de amor”. Sabemos que a Shechiná (Presença Divina) não paira onde há tristeza mas somente onde há alegria proveniente do lado da pureza, “Alegria de Mitzvá”, como vemos no caso do profeta Elishá que precisou de um músico para alegrá-lo para que a Shechiná pairasse sobre ele e ele pudesse falar a sua profecia. Nesse caso ouvir a música se tornou a Mitzvá de fazer com que a Shechiná pairasse sobre ele por meio da alegria. Aprendemos isso de Yaakov , que por estar triste em achar que Yossef tinha falecido causou à Shechiná deixá-lo , e quando ele se alegrou com a notícia de Yossef estar vivo a Shechiná voltou para ele. Então , pergunta o Zohar , como pode Hashem deixar o Tzadik sofrer se isso causa a ele a falta de alegria. E também , por outro lado, vemos Tzadikim que tudo na vida deles dá certo , eles tem “Mazal”, e se o motivo de ele ter mazal é o fato de ser um Tzadik filho de um Tzadik (o mérito do pai ajuda ele) Yaakov que era filho e neto de Tzadikim , por que sofreu tanto ? O Zohar nos conta sobre um livro da antiguidade chamado “livro dos antepassados”. Esse livro revela que o segredo do Mazal é ligado às Sefirot . Tem vezes que o Malchut (Sefirát Hamalchut) que é o nível de Revelação Divina chamado de Shechiná está com uma falha causada pelas más ações do mundo e não se une a Tiféret para receber dela novas Neshamot (almas judias) (o Zohar chama o Zeer Anpin de Tiferet) mesmo assim o Malchut tem que enviar para o mundo as Neshamot que já recebeu da Tiféret quando estava unida a ela e que ficam no Malchut por doze meses. Essas Neshamot que descem para o mundo quando o Malchut está em estado de Guevurá e separado da Tiféret vão estar sempre sofrendo nesse mundo . A pobreza e os problemas a perseguem continuamente por toda a sua vida tanto se ele é um Tzadik ou não ele não tem “Mazal “, e o único jeito dele “repor” essa falta crônica de Mazal é investindo na Tefilá sendo que por meio da nossa Tefilá causamos uma união entre a Shechiná e a Tiféret e essa união faz com que a Tiféret que é comparada pelo Zohar ao sol ilumine o Malchut que é comparado pelo Zohar à lua que só tem o que recebe do sol . A Tiféret repassa um “brilho” de riqueza para a Shechiná, esse “brilho” ilumina na raiz da nossa Neshamá e por meio disso a Shechiná inverte o que nos foi decretado de pobreza e sofrimento para riqueza e sucesso em tudo. Sendo que o Mazal dessa pessoa não se transforma totalmente por meio da Tefilá mas é “remediado” essa pessoa sempre vai ter que rezar “forte” diariamente toda a sua vida para repor essa “falta” .A Neshamá que desce para o mundo quando o Malchut está unido com a Tiféret sempre vai ter sucesso em tudo! Família , saúde , dinheiro e tudo o que precisar por causa de uma das Sefirot que fazem parte desse grupo que o Zohar chama Tiferet, essa Sefirá é chamada de Issod que é apelidado de “Mazal”. Ela que repassa fartura e prosperidade quando o Malchut está unido com esse conjunto chamado Tiféret , toda a felicidade, riqueza e tudo de bom está ligado à Sefirat Haissod que é o Mazal. A falta dessa ligação causa uma falta de “Mazal” em tudo, e sobre isso estudamos que :- Filhos, saúde e dinheiro não dependem das nossas ações mas dependem do Mazal. Sendo que a falha na Shechiná (Malchut) causou isso para esses Tzadikim , Hashem está sempre unido à eles , não deixa eles nem por um momento e sofre com os sofrimentos deles. Isso é o que está escrito : “Hashem está próximo dos que tem o coração quebrado” , porque eles sofreram junto com Hashem a falha da Shechiná causada pelas más ações desse mundo. Sendo que o Malchut é comparado a lua e esses Tzadikim sofrem por causa dessa falha , quando a falha da lua (Malchut ) for consertada e a luz da lua ficar como a luz dos sete dias da criação (extremamente maior que a luz da lua) esses Tzadikim também usufruirão desse nível de revelação que é extremamente maior do que os outros níveis . Essa falta de Mazal não precisa ser aplicada ao extremo, por isso o Zohar coloca o Rabi Shimon Bar Yochái também nessa classificação como Yaakov sendo que Rabi Shimon teve que fugir dos romanos por treze anos. O próprio exílio de quatrocentos anos que foi decretado no pacto com Avraham Avinu começou com o nascimento de Itzchak e as mudanças de lugar que eles fizeram foi considerada como exílio e poderia ter passado assim por quatrocentos anos diz o Zohar , não fosse o ódio dos irmãos por Yossef que causou um agravamento total no exílio, em nosso exílio atual que foi causado por ódio gratuito isso fica mais grave ainda sendo que sairemos desse exílio por meio de amor gratuito, então o principal trabalho da nossa geração é despertar o amor ao próximo e ajudarmos uns aos outros como é a característica natural do nosso povo de sermos tímidos , bondosos e gostarmos de fazer favores.

Conclusão : A Tefilá e o amor ao próximo podem transformar o nosso Mazal é até uma viagem de férias pode ser considerada um exílio ! Hashem é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , e por isso , mesmo que o nosso Mazal não é dos bons não temos com o que nos preocupar. Acrescentando em Tefilá e boas ações qualquer decreto pode ser substituído por meios que só Hashem sabe fazer !!!

Agradecemos imensamente à Fernanda e Elias Messer que por meio do fundo filantrópico da sua empresa Line Life patrocinam a nossa ONG TORÁ . Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso muita saúde muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família !

Rabino Gloiber
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  Vaishlach

Nossa Parashá nos conta que Yaakov lutou contra um anjo e venceu. Como pode Yaakov ter lutado contra um anjo, uma criatura espiritual, e porque Yaakov precisou da benção desse anjo que era nada mais nada menos que o anjo de Essav? Diz o Zohar que o anjo para poder interagir nesse mundo é obrigado a se revestir em uma forma material e por isso Yaacov conseguiu materialmente lutar contra ele e vencer. Yaakov insistiu para que o anjo concordasse com o fato de as Brachot pertencerem à ele para que esse anjo não se tornasse lá encima um Kitrug (um anjo promotor) contra o povo de Israel acusando no tribunal Divino de termos roubado a prosperidade de Essav.

O Zohar nos conta que Yaakov não quis ter proveito dessas Brachot nesse mundo e as guardou para os tempos do Mashiach. Por enquanto Essav se aproxima com 400 homens para atacar Yaakov….. e agora? Como se faz para receber um milagre e ainda guardar os méritos para os tempos do Mashiach? Tefilá! Yaakov reza para Hashem ajudá-lo e não precisa usar seu mérito e dele aprendemos algumas regras básicas: Aprendemos que quando rezamos devemos explicar e especificar o que queremos de maneira clara e detalhada. Hashem está em todo lugar e sabe o que queremos mesmo sem pedirmos, mas aprendemos com Yaakov que para recebermos alguma coisa sem pedir necessitamos de um grande mérito lá em cima que até o próprio Yaakov, o maior dos patriarcas preferiu não usá-los enquanto não fossem extremamente necessários. E se até Yaakov que tinha de verdade esse mérito preferiu guardá-lo para que possamos usá-lo nos tempos do Mashiach e por isso rezou detalhadamente para não precisar usar aquele mérito, quem somos nós para esperar que Hashem faça um milagre sem pedirmos. E mesmo que muitas vezes Hashem nos faz verdadeiros milagres em coisas que nem chegamos a saber, mesmo assim o certo é pedirmos detalhadamente quando sabemos o que precisamos, e isso por dois motivos: Se não rezarmos talvez o milagre não aconteça, e se acontecer, ele poderá ser descontado dos nossos méritos, por isso  o Zohar nos conta que Yaakov detalhou a sua reza dizendo: – “Me salve por favor” (talvez de Lavan?) “do meu irmão” (parentes eram chamados de irmãos!) “de Essav” (e o motivo que eu preciso disso?) “para que ele não venha e ataque mulheres e crianças”. Mesmo que a reza foi curta (três versículos) vemos que ela conteve todos esses detalhes e foi eficiente. Nós próprios somos a prova ”viva” de que a Tefilá dele funcionou ! Se é assim, porque a melhor reza para resolver qualquer problema de saúde, financeiro, de família, social ou de qualquer outro tipo , é ler Tehilim que não estão especificando nenhum dos seus pedidos , como pode ser que ele serve para tudo? Como pode ser que você lendo uma súplica do rei David pedindo para Hashem o salvar de Shaul isso vai ser considerado como se você tivesse pedido detalhadamente e da maneira mais correta possível tudo o que você tinha intenção em pedir? Sobre isso diz o Zohar na nossa Parashá:- “Venha e veja, nesses Tehilim que falou David existem segredos e assuntos elevados nos segredos da sabedoria, sendo que todos foram ditos por meio do Ruach Hakodesh, Revelação Divina que pairava sobre David e então ele os cantava , portanto todos os Tehilim foram ditos por meio de segredos da sabedoria” . Ou seja, quando você lê os Tehilim em hebraico você está expressando o seu sentimento e o pedido do seu coração da maneira mais profunda possível.Mesmo assim é bom depois do Tehilim fazer o seu pedido explicito e detalhado como o fez Yaakov! Fora a reza Yaakov se preparou para uma guerra e também mandou presentes para Essav. A Tefilá tem que recair sobre uma ação material, rezamos para que o nosso trabalho dê frutos, pedimos para Hashem nos dar sucesso no que fizermos.

Essav aceitou os presentes e depois quis devolvê-los mas Yaakov não os aceitou de volta porque sendo sua Tefilá aconteceu por meio desses presentes , se os presentes fossem devolvidos talvez a Tefilá tivesse que recair sobre a guerra que era a outra opção,  daqui aprendemos que quando perdemos algo é porque estamos ganhando lá de cima uma bondade ainda maior mesmo que não percebemos

Agradecemos à Fernanda e Elias Messer que por meio do fundo filantrópico da sua empresa Line Life patrocinam a nossa ONG

Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muiiiiiiiiiiiiiiiito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família.

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Vayetze

Nossa Parashá nos conta que Yaakov Avinu teve que fugir de Beer Sheva para Haran e quando se deitou no meio do caminho teve uma visão profética. Ele viu uma escada da terra aos céus e anjos subindo e descendo por ela. A linguagem do versículo é primeiro subindo e depois descendo, e a pergunta é: O que esses anjos estavam fazendo na terra se o lugar deles é no céu ? O Midrash Rabá nos conta que eles eram dois dos três anjos que vieram visitar nosso patriarca Avraham Avinu e depois dois foram para Sdom. Diz o Midrash que por motivo de terem feito o contrário da vontade Divina revelando o segredo da destruição de Sdom ou por terem tido o orgulho de dizer :- “Nós vamos destruir a cidade”, levaram uma “suspensão” e foram proibidos de voltar aos céus por 138 anos. Eles só foram autorizados a subir de volta quando Yaakov viu aquela escada. Pergunta o Rebe, como pode ser que um Anjo bom que não tem livre arbítrio pode fazer o contrário da vontade Divina? A resposta é simples , eles não sabiam que isso era o contrário da vontade Divina ! Eles fizeram contra a vontade Divina achando que isso era a vontade Divina.  Qualquer criatura, mesmo um Anjo ou uma criatura mais elevada é impossível que seja totalmente perfeito , como diz a conhecida explicação de Rashi no Midrash Rabá sobre o versículo “Asher Bará Elokim Láassot”. Rashi traduz a palavra “Laassot” como consertar. Ou seja, tudo o que D’us fez ainda precisa de um consertozinho, e se ainda é preciso fazer alguma coisa em tudo o que D’us fez quer dizer que nada é perfeito, portanto tudo o que D’us fez é  passível de erro e será que existe alguma coisa que D’us não fez? Um exemplo disso é o primeiro homem. Mesmo tendo sido diretamente criado por Hashem (e não cópia de cópia como nós) e o tempo em que ele foi criado era antes de comer a fruta proibida e receber o “yetzer hará” (má inclinação) , mesmo assim tropeçou e caiu no caso “escândalo da fruta proibida”. Com certeza tinha uma justificativa, como ele próprio disse :- “a mulher que você me deu….”. Ou seja, o primeiro homem que não tinha Yetzer Hará achou que Hashem iria ficar feliz de ele ter obedecido à Chavá que era a “Mãe de todas as criaturas” , Chavá imaginou que se ela comesse a fruta e ficasse como Hashem seria um orgulho para o Criador e erraram porque Hashem queria que eles ficassem como Hashem em “Kedoshim Tichiu” , em coisas boas , não em vivenciar a “coisa ruim”.  Fizeram um erro de avaliação sem ter feito ainda o primeiro pecado e ter recebido uma má inclinação . Ou seja, ninguém é perfeito, todos nós somos passíveis de erros de avaliação, um Anjo do nível de Gavriel faz um erro de avaliação , um ser humano criado pelo próprio D’us sem Yetzer hará faz um erro de avaliação , o que dizer sobre nós , geração descartável , será que existe entre nós alguém que D’us não criou e portanto é perfeito ? Mais provável que alguem se ache perfeito , ou se achava até ler o Rashi do Midrash Rabá ! A nós só resta não cobrar perfeição do nosso próximo , não cobrar dele o que D’us não criou e julgar ao nosso próximo com bons olhos porque da mesma maneira que julgamos o nosso próximo assim somos julgados lá em cima.

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Parashat Toledot

“E amou Itzchak a Essav…”
O Zohar nos conta que Avraham era a Chessed (bondade) em pessoa , Itzchak pelo contrário era a Guevurá (rigidez) em pessoa. Não que isso fizesse dele uma pessoa ríspida ou seca, D-eus nos livre , ele se comportava como tinha sido educado pelo seu pai, mas na essência ele era Guevurá total . Esse é o motivo de acordo com o Zohar que ele amava Essav mais do que aos outros, sendo que de uma maneira natural a pessoa gosta de quem é igual a ela. Será que Itzchak não suspeitava do comportamento de Essav ? Itzchak tinha presenciado a recaída e a Teshuvá de Ishmael e Hagar. Diz o Zohar que Hagar fez Teshuvá e se tornou a Ketora que se casou com Avraham depois que Sarah faleceu , Ishmael voltou para o bom caminho e , junto com Itzchak enterrou seu pai na Mearat Hamachpelá . Então qual seria o problema de Essav se até Ishmael fez Teshuvá , com certeza Essav o faria também ! No versículo :- “E amou Itschak a Essav porque a caça dele estava na sua boca mas Rifka gostava de Yaakov”, a palavra “caça” geralmente é relacionada ao fato de Essav fazer agrados à seu pai caçando para ele , demostrando ser um filho prestativo e assim despertando ainda mais o amor natural que o pai já tinha por ele. O Rav Moishe Weber, (Grande Tzadik que viveu em Jerusalem quando estudei lá) explica que a palavra “caça” na sua boca se refere ao próprio Essav que possuía “aprisionada” dentro de si a alma de Rabi Akiva. Itzchak sabia que de Essav iria sair o grande Rabi Akiva e achava que por isso Essav vai continuar no bom caminho ou até fazer Teshuvá como Ishmael. Isso foi o que impulsionou Itzchak a querer dar a Brachá para Essav. A Rabanit Miriam , esposa do Rav Moishe acrescentou:- Se Essav tivesse recebido a Brachá com certeza Rabi Akiva não seria nem Rabi e até mesmo nem judeu !

O Zohar nos conta que Itzchak era a Guevurá intensa e Rifka a Guevurá leve com um ” fio ” de Chessed pendente. Por causa desse ” foi de chessed” Itzchak não se apaixonou por ela logo que se casou , mas com o tempo o amor surgiu , como está escrito :- “Ele se casou e a amou”. Primeiro se casou e depois a amou . O Zohar nos conta que D’us faz por milagre as pessoas se casarem dessa maneira , uma diferente da outra (como no caso de Itzchak e Rifká , ele Guevurá e ela uma leve guevura com um fio de Chessed pendente) para que um equilibre o outro criando harmonia no mundo.

Os fatos por trás do “roubo das Brachot”
O primeiro homem e a primeira mulher foram abençoados por Hashem . A vida no paraíso terrestre era um “verdadeiro paraiso”. A cobra por meio de trapaça “roubou” deles a Brachá. O Zohar nos conta que Yaakov tinha a alma do Adam Harishon e Essav da cobra. A cobra (Essav) iria agora receber oficialmente a Brachá que tinha roubado do Adam! Sendo que a cobra tinha tirado a Brachá por trapaça , o único jeito de tirar essa Brachá do poder espiritual da cobra teria que ser também por meio de trapaça . Yaakov não tinha pensado no lado material das Brachot , mas sim na função espiritual que o primogênito receberia de ser o responsável por todo o trabalho espiritual do povo. Sendo que Yaakov conhecia Essav muito bem e estava consciente de que ser responsável pela função religiosa era a última coisa que poderia ser relacionada a seu perfil , e se isso acontecesse seria uma catástrofe , sem restar outra opção para fazer isso a não ser a trapaça , comprou a primogenitura de Essav em uma hora de aperto para destituir ele da responsabilidade sobre os assuntos religiosos. O direito a Brachá que foi roubado pela cobra por trapaça agora volta ao seu dono original também por trapaça , único jeito de resgatá-la ! Quando Yaakov vai receber as Brachot do seu pai que já estava cego, entra fantasiado de Essav com peles de bode recém tiradas (e com certeza ainda com um cheirinho de bode) ouve do seu pai a seguinte frase:- “O cheiro do meu filho é como o cheiro do campo que Hashem abençoou”, referencia ao Gan Eden (o paraíso). Parece que Itzchak já entendeu que essa história está cheirando uma continuação do que aconteceu no Gan Éden” entre o homem e a cobra.

Ishmael recebeu sua Brachá dos anjos que se revelaram para Hagar como vemos em Bereshit :- E disse a ela o Anjo de Hashem , volte para a sua dona e se aflija nas mãos dela , você vai engravidar e dar a luz a um menino e o chamará de Ishmael porque Hashem ouviu seu desespero, ele será um selvagem, sua mão estará sobre todos e a mão de todos sobre ele e se expandirá pelo mundo”….
Vemos que essa Bracha aconteceu com os descendentes do Ishmael e surgiu dela um império Árabe que durou centenas de anos , se expandiu da Índia à Península Ibérica e durou mais do que qualquer império antigo , sua mão está sobre todos , que precisam do petróleo e a mão de todos sobre eles por dependerem dos outros em tudo.
Essav recebeu a Bracha de viver pela espada, e vemos que essa Bracha aconteceu com os descendentes de Essav que deram origem ao império romano e aos povos europeus.
Nós somos os descendentes de Yaakov , porque a Brachá que ele recebeu com tanta dificuldade aparentemente não acontece ? O Zohar nos conta que as Brachot foram entregues . Essav que só pensava nos prazeres desse mundo usou elas para aproveitar o mundo aqui em baixo herdando esse mundo e Yaakov as guardou lá encima para o futuro . Em breve , em nossos dias quando chegar o Mashiach , junto com Yaakov vamos usufruir das Brachot tanto lá em cima quanto aqui embaixo , Essav perderá tudo e não vai sobrar dele nenhuma lembrança , então Yaakov herdará os dois mundos .
Ovadiahu Hanaví era de Edom , descendentes de Essav. Ele se converteu ao judaísmo e chegou ao alto nível de profeta sendo escolhido por Hashem para revelar o que vai acontecer aos descendentes de Essav no final dos tempos . Ovadiahu diz sobre esse tempo:- “E subirão os libertadores no monte Tzion para julgar o morro de Essav , e será de Hashem a monarquia . O profeta Zechária diz sobre isso :- E Hashem será Rei sobre toda a terra , naquele dia Hashem será Único (todos os povos vão abandonar suas religiões e servir somente Hashem) e seu nome Único . Só o Nome de Hashem será mencionado por todos.

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Shabat Shalom
Rabino Gloiber
Sempre rezando por vocês!

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מערת המכפלה

 Chayê Sara

E foram os dias de Sarah….

O livro do Zohar , clássico da Kabala , explica que a história da vida de Sarah simboliza a decida da alma (que é apelidada de Avraham) para o corpo (que é apelidado de Sarah). A Alma Divina chamada de “Neshamá” é você . Você , que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos cheia de desafios que chamamos de vida e cumprir as Mitzvót (comandos Divinos) para ganhar por próprio mérito um “baixo paraíso” (no qual uma hora eqüivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo) ou até um alto paraíso (onde uma hora eqüivale a setenta anos no baixo paraíso) como prêmio por ter feito o trabalho Divino nesse mundo.

A Neshamá é pura e linda , cada ano que passa fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento das Mitzvót. Poderíamos dizer como exemplo que cada ano que passa , enquanto o corpo fica mais velho a Neshamá fica “mais jovem”. O elo entre a Neshamá e o corpo é a alma animal na qual a Neshamá se reveste para acionar o corpo. Essa alma animal é chamada de Nefesh habehemit que é uma alma espiritual a nível deste mundo de Assiá . Sendo que o corpo é somente equipamento com suas limitações e defeitos e a alma animal é só o software do corpo tendo “vontades” próprias que são somente os interesses do animal racional , o primeiro desafio que temos a enfrentar (com jeitinho para não quebrar o equipamento nem seu software mas sim transformá-lo em aliado ao nosso objetivo) é focar a alma animal e o corpo nos interesses da Alma Divina . O primeiro obstáculo são os interesses do corpo que por instinto vai tentar usar a Neshamá para incrementar seus prazeres causando o fracasso da descida dela para esse mundo .Vamos ter que domá-lo ajudando-o pouco a pouco a deixar de ser animal , mas sem overtraining , tomando o devido cuidado para ele não quebrar mas sim usar seu entusiasmo animal a nosso favor.

A alma Divina tem um complemento para fazer a vontade Divina que é chamado de Yetzer Hatov.

A alma animal tem um complemento para fazer as vontades do corpo , esse instinto é chamado Yetzer Hará .

O Zohar nos conta que todas as noites quando vamos dormir , nossa alma sobe e se apresenta ao tribunal Divino, “os juízes da competição”. Ela é julgada por essa etapa da “corrida” . Se ela vence ela volta de manhã para continuar competindo. Ela é julgada de duas formas diferentes. O julgamento das ações positivas não é como o das negativas. Ela não é julgada pelas coisas negativas que vai fazer mas somente pelas que já fez. O julgamento das ações positivas é diferente, ela recebe um prêmio pelo que já fez e também é favorecida pelo que vai fazer , assim ela volta feliz e renovada de manhã para o corpo mesmo sem que seus atos atuais justifiquem isso. Quando ela sobe , um espírito impuro paira sobre o corpo. Quando ela volta , esse espírito impuro foge mas ainda fica ligado a nossos dedos, por isso fazemos Netilat Yadaim , lavamos as mãos de manhã intercaladamente para tirá-lo. Acordamos felizes por termos vencido a etapa do dia e agradecemos à Hashem dizendo “Modé Ani…”

O Zohar nos conta que os dias da nossa vida estão vinculados à sete Sefirot compostas de dez , ou seja , Chessed , Guevura , Tiferet , Netzach , Hod , Issod e Malchut , cada uma delas tem , fora seu aspecto principal , mais nove pequenos aspectos que são pequenas revelações das outras Sefirot e mais Chochmá , Biná e Daat , por isso diz o rei David no Tehilim :- “Os dias da nossa vida são setenta anos” , ou seja , sete sefirot compostas de dez , e quando chegamos ao último nível e já não temos mais onde nos apoiar , então começa nossa decadência . Ou seja , o tempo da corrida é cronometrado ! O rei David fala sobre uma pessoa normal , mas quem aproveitou os setenta anos para subir de nível a nível e se tornou um Tzadik ou uma TZADEKET , como no caso de Sarah , se conecta a Sefirá que está acima das sete , ou seja , a Biná que engloba as três primeiras , e lá não tem declinação e limite para a vida porque lá já existe o vínculo ao infinito . Por isso está escrito :- “Vaihiu Chayei Sarah” , uma linguagem de “ser”, foram dias verdadeiros sem declinação. Também a palavra “esses” foram os dias da vida de Avraham se refere ao mesmo assunto. E se perguntarmos :- Por quê essa mesma linguagem é usada para os dias de Ishmael ? O motivo é simples , porque  Ishmael voltou para o bom caminho, ele fez Teshuvá!  O Zohar nos conta que Ketora, a segunda esposa de Avraham era a própria Hagar que fez Teshuvá e até mudou de nome para expressar a veracidade da sua mudança de comportamento).

O fato de a Torá nos contar a história de Sarah e o Zohar nos revelar os segredos que estão por trás dela , vem nos indicar que “As atitudes dos patriarcas são um exemplo para os filhos” À cada um de nós foram dadas as forças necessárias para chegarmos a etapa final dessa corrida e vencermos , só temos que fazer isso sem overtraining, sem fundir o motor para tentar chegar mais rápido e por outro lado também não ficarmos parados com medo de ter uma distensão , mas a cada dia fazer as Mitzvot daquele dia com muita alegria amor e carinho , e o principal : Saber que Hashem é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem ,  e que Hashem está o tempo todo na nossa torcida levando a gente pela mão , nos ajudando a ultrapassar cada obstáculo e pronto para comemorar a nossa vitória com a Gueulá verdadeira e completa por meio do Mashiach em breve em nossos dias de verdade !!!

Nossa Parashá é dedicada à Elias e Fernanda Messer que por meio da sua empresa Line Life patrocinam a nossa ONG TORÁ. Que Hashem dê à eles e à toda a sua família muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família

Rabino Gloiber

Sempre rezando por vocês

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 Vayerá

Shabat Shalom pessoas maravilhosas
Aprendemos com o nosso patriarca Avraham Avinu a base do sucesso nos negócios .
Avraham não se fechou em um quarto dentro de uma casa esperando alguém bater na porta da casa , depois bater na porta do quarto e depois perguntar qual é a mensagem que ele tem para a humanidade, mas foi à um lugar onde muita gente passava, abriu sua tenda aos quatro ventos e ainda ficou na porta no sol escaldante chamando as pessoas para comerem em sua tenda e aprenderem a agradecer à D’eus que criou o céu e a terra ! Daqui aprendemos que:
Se você faz e não divulga, é como se não tivesse feito. Esse é o segredo do sucesso nos assuntos materiais e espirituais , divulgar o que fazemos por todos os meios que temos alcance, sempre fazendo todo mundo saber que você existe e o que você está oferecendo , transformando as pessoas a sua volta em fãs e sempre tomando a iniciativa !!!

Muitos de nós somos limitados por velhos e desatualizados conceitos de sermos divas inacessíveis demonstrando assim nosso alto nível e valor, noções inadequadas para a era atual. Achamos que não precisamos interagir com as pessoas porque que fazer isso é uma atitude que nos rebaixaria ao nível delas , ou porque não damos importância a essa interação , ou porque não nos sentimos confortáveis interagindo , e por final nos fechamos no nosso “mundinho”.
Aprendemos com Avraham Avinu a interagir! . Quando Avraham recebe os anjos disfarçados de simples viajantes, vai pessoalmente chamá-los para a sua tenda, pede à Sarah para fazer bolos, corre para fazer a comida, pede para seu filho Ishmael ajudar, e por fim fica em pé ao lado deles pronto para servi-los no que for preciso. No fim descobre que eram anjos e recebe deles o maior presente da sua vida, ter um filho com Sarah. Aprendemos com ele que quando interagimos com as pessoas só temos a ganhar. Cada pessoa pode ser o anjo que vai te ajudar, ou se não, pelo menos você ganhou uma grande Mitzvá.

Dizem nossos sábios que tudo o que D’eus criou não é perfeito, nem os anjos , quanto mais nós, e portanto podem fazer erros de avaliação. Os anjos Gabriel e Refael, dois dos três que vieram visitar Avraham, revelaram a ele que iriam destruir Sodoma e Gomorra. Assim eles causaram uma discussão entre Avraham e D’eus. Chegando em Sodoma disseram que eles próprios vieram destruir a cidade (e não D’eus) e assim fizeram contra a vontade Divina achando que isso era a vontade Divina, e por isso levaram uma “suspensão”, e só puderam voltar aos céus na época de Yaakov. Daqui vemos que muita coisa que fazemos errado não é por maldade, mas sim por que avaliamos errado por não sermos perfeitos. Daqui aprendemos que temos sempre que avaliar e reavaliar o que fazemos e o que falamos para as pessoas, sempre levando em conta que talvez estamos avaliando errado e a dor que podemos causar ao próximo poderá ser irreversível. Temos que aplicar o benefício da dúvida, dúvida que fizemos um erro de avaliação, sempre a favor do nosso próximo, por isso temos que julgar todos sempre pelo lado bom e nunca fazer coisas que possam magoar alguém, portanto devemos estar sempre olhando para todos com bons olhos.

Muitas pesquisas em muitos países durante muitos anos chegaram a conclusão que : Quando a pessoa não ganha o que precisa não está feliz. Quando ele já ganha o que precisa, nessa etapa está feliz. Quando ganha acima disso, o dinheiro já traz preocupações . Se eles tivessem pesquisado no Pirkei Avot, um livro judaico de mais de dois mil anos mas mais do que atual para hoje , não precisariam fazer muitas pesquisas em muitos países durante muitos anos. Diz o Pirkei Avot :- Quem é rico? Quem está feliz com o que tem! O mesmo Pirkei Avot também diz :- Quando crescem os bens crescem as preocupações, ou seja, muito dinheiro traz muita preocupação! Nosso Patriarca Avraham foi a exceção dessa regra. Ele usou seu dinheiro para fazer Tzedaká! Abriu uma tenda no deserto aos quatro ventos, dava comida e bebida à todos que passavam e ensinava seus hóspedes à rezar para D’eus que criou o mundo. Sua riqueza, no lugar de ser fonte de preocupação se tornou uma fonte de prazer, o prazer de ajudar o próximo materialmente e espiritualmente

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Parashat Lech Lechá

Nossa Parashá nos conta sobre a descida do nosso patriarca Avraham ao Egito.
Os egípcios antigos eram obcecados por mulheres e Sarah, nossa matriarca era uma mulher linda. A estatística egípcia de maridos assassinados por terem mulheres lindas seria considerada hoje “risco não segurável” ! Avraham pede à Sarah dizer que é sua irmã por motivos de perigo de vida e para ganharem presentes . Essas duas coisas não fazem parte do perfil de Avraham que estava em um nível espiritual elevadíssimo , em Ur preferiu ser jogado ao fogo do que fazer idolatria, e quando salvou o rei de Sodoma, não aceitou nem um cordão de sapato de presente. Como então Avraham usa agora essas duas coisas como argumento? Tanach traz muitos casos parecidos mas vamos analisar dois deles. Quando Hashem pediu para Moshe ir ao Faraó e fazer milagres, os próprios milagres eram o objetivo dessa empreitada, mas quando D’us pediu ao profeta Shmuel ir para Beit Lehem nomear um rei no lugar de Shaul, o profeta pergunta :- Como irei, Shaul vai ouvir e me matar! Hashem diz para ele levar uma bezerra e dizer que está indo para lá fazer um korban . Ou seja, o próprio D’us dá uma justificativa para ele. No caso de Shmuel o milagre seria apenas uma necessidade particular e poderia ser evitado com uma desculpa , e Hashem diz para ele justificar dessa maneira para não precisar do milagre. Conclusão: quando uma pessoa pode fazer algo de maneira natural mas no lugar disso espera um milagre, o milagre pode não acontecer , ou acontecer mas ser descontado dos méritos dela e isso não é bem visto pela Torá, mas quando estamos em uma situação que não há outro jeito a não ser um milagre , nesse caso o milagre pode acontecer sem ser descontado dos nossos méritos. No caso do nosso patriarca Avraham, D’us não tinha pedido para ele descer ao Egito e fazer milagres, então ele deu um jeito para não precisar dos milagres, iria dizendo que Sarah era sua irmã até eles se acostumarem com a presença dela e “esfriarem” tentando ser apresentados pelo “irmão” que os enrolaria até passar o entusiasmo da chegada da “miss universo” na cidade , e recebendo presentes dos ricos ela estaria protegida contra os assédio dos pobres.

Aprendemos com Avraham uma grande regra da Torá. Que junto com a reza e confiança em D’us devemos fazer meios naturais para receber as bençãos Divinas e mesmo os Tzadikim precisam fazer isso. No caso de Avraham foi feito dessa forma e todo o Tanach está cheio de exemplos assim. Os meios honestos de como ganhar nosso dinheiro não só que não estão em desacordo com a reza e a confiança em D’us mas ainda são um complemento à ela sendo que está escrito que D’us vai nos abençoar em tudo o que fizermos e não em tudo o que não fizermos

Por meio da nossa confiança em D’us, por meio das nossas rezas e das nossas Mitzvot é decretado lá encima quanto vamos receber aqui embaixo e por isso o trabalho deve ser feito somente após cumprirmos nossas obrigações espirituais sendo que ele é só o meio de retirar o que entrou na nossa conta lá encima. Temos que fazer nosso trabalho somente porque é uma ordem Divina , e junto com isso termos fé em D’us e não ver o próprio trabalho em si como algo que pode nos ajudar ou nos prejudicar . Sendo que a ordem Divina é só em relação ao que podemos fazer e D’us não se comporta com tirania com as suas criaturas , quando não temos a possibilidade de fazer o receptáculo, não só que isso não enfraquece a confiança que D’us vai nos dar o nosso pedido, mas serve como prova de que nesse caso específico não precisamos de receptáculo . Por isso quando Sarah foi levada ao palácio do Faraó Avraham ficou confiante que o milagre iria acontecer porque nesse caso ele não tinha o que fazer de uma maneira natural e sabia que restou para Hashem fazer um grande milagre.
Porque Hashem pede para fazermos o receptáculo se o receptáculo por si só aparentemente nem ajuda e nem prejudica?
Por causa de uma intenção Divina profunda que determina que tudo o que desce de lá de cima para o nosso “mundo da Assiá” vem revestido nas vestimentas da natureza , portanto nós que somos criados à exemplo de cima também precisamos fazer uma “vestimenta” natural para podermos receber as bençãos Divinas. Esses meios naturais são o trabalho , os cuidados com saúde , segurança e etc. Quando não fazemos isso estamos roubando de nós próprios o que Hashem quer nos dar ou obrigando Hashem a nos fazer milagres e descontar dos nossos méritos (e com certeza ainda vamos reclamar que D’us cuida melhor do vizinho) . Mas quando vemos que de verdade não há o que fazer e o único jeito é o milagre, podemos ficar confiantes, os milagres vão acontecer!!!

Rabino Gloiber
sempre correndo
mas sempre com você

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Noach

Nossa Parashá nos conta uma história de vinte gerações de Noach até Avraham Avinu , dois mil anos de história em duas parashiot , depois disso a história do nosso patriarca Avraham é contada em três parashiot , nos ensinando que uma história de mil anos de atrocidades , mil anos sem D’us , termina em dilúvio, e mais mil anos sem D’us só não terminou em dilúvio porque D’us prometeu para Noach que não iria mais ter dilúvio
Depois de dois mil anos chega o nosso primeiro patriarca Avraham Avinu ensinando as pessoas a rezarem para D’us e fazerem boas ações , e aí tudo mudou
Noach era um Tzadik na geração dele, Avraham Avinu seria um Tzadik em qualquer geração. Noach não fez o mal, mas também não fez o bem. Não rezou pela sua geração, não tentou ensinar sua geração a se comportar de maneira melhor. Noach construia a arca e se alguém perguntasse porque ele estava construindo isso ele respondia que Hashem vai mandar um dilúvio por causa das atrocidades que eles estavam fazendo, mas não tomava a iniciativa de ensinar as pessoas a se comportarem melhor e a rezarem para D’us, também não rezava por elas (não tinha atitude)
Noach fez uma arca e salvou pessoas e animais , mesmo assim está escrito que Noach era um Tzadik na geração dele (porque nela não tinha ninguém melhor) mas se ele estivesse na geração de Avraham Avinu já não seria tão importante assim
Então porque ele foi chamado de Tzadik? Porque ele tinha os valores certos , sabia o que era certo e o que era errado. Noach não diria que cada um tem a sua opinião e pode fazer as atrocidades que quizer, mas respondia a quem perguntava que as más ações teriam como consequência um dilúvio
Sabemos que existem sete mandamentos de bnei Noach e quando temos a oportunidade ensinamos os povos do mundo esses mandamentos , principalmente que não se deve fazer idolatria e que um homem deve se unir a uma mulher , (esses são os maiores problemas dos bnei Noach na nossa geração). Até essa atitude em relação as Mitzvot dos bnei Noach não aprendemos com Noach mas sim com Avraham. Noach não teve a atitude de divulgar as sete Mitzvot de bnei Noach, mas Avraham que era o primeiro judeu , ele ensinava aos bnei Noach as Mitzvot deles . Em outras palavras , aprendemos de Noach que não devemos ser como Noach , mas temos que ter atitude Por isso o dilúvio é chamado de “as águas de Noach”
Diz o Ari Zal que a geração que causou o dilúvio é também a geração que fez a torre de bavel , ambas mencionadas na nossa Parashá , se reencarnaram novamente como o povo de Israel no Egito . Os decretos do Faraó de jogar as crianças no rio foram o conserto das almas da geração que por suas atrocidades causou o dilúvio e o decreto de escravizar o povo de Israel para construir Pitom e Ramsés foi o conserto das almas que fizeram a torre de bavel , eles eram almas divinas que se tornaram depois o povo de Israel no Egito e saíram de lá para receber a Torá no monte Sinai. Esse foi o final feliz daqueles dois mil anos de uma história triste …… Mas com um final muito feliz!

Está Parashá é dedicada à elevação da alma de Lilian Barmak que faleceu no último Shabat . Nosso corpo envelhece mas nossa Alma está cada dia mais jovem e refinada , até um dia que ela deixa o corpo como alguém que deixa uma roupa velha e rasgada e vai para um mundo melhor . Que em breve chegue o Mashiach e então a morte desaparecerá para sempre

Rabino Gloiber
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 Bereshit

Nossa Parashá nos conta como D’us criou o mundo em seis dias há 5777 anos atrás. Se um cientista estivesse com todo o seu equipamento nos seis dias da criação iria analisar uma pedra e dizer que ela tem milhões de anos, cortar uma árvore e concluir que ela tem mil anos, e por final entrevistar Adão e Eva e concluir que eles são dois adultos falando hebraico fluentemente e não bebês recém nascidos. Assim D’us criou o universo, tudo em seis dias , mas com tanta qualidade que parece que levou milhões de anos para fazer.
Se os dinossauros foram criados originalmente nos seis dias, se foram cruzamentos híbridos posteriores que morreram no dilúvio ou se entraram na arca de Noé mas não se adaptaram ao clima pós dilúvio, isso fica em aberto, mas o fato de D’us ter criado lugares no mundo como o Grand Canyon com certeza foi para nos dar o livre arbítrio para podermos escolher entre D’us e as teorias da criação !
No primeiro dia da criação é usada a palavra “D’us criou” , no terceiro dia está escrito “a terra tirou”. Rashi explica que tudo foi criado no primeiro dia mas a terra foi tirando por ordem Divina a cada dia a criação daquele próprio dia. Daqui podemos deduzir que tudo saiu da nossa terra, ou seja, a galáxia inteira ! Sobre o sol, a lua e as estrelas está escrito que D’us “colocou” , e isso reforça mais ainda o que disse Rashi. Podemos deduzir que os planetas que D’us colocou no céu no quarto dia levaram com eles as plantas que “a terra tirou” no terceiro dia , e ainda podemos deduzir até que os planetas continuaram “tirando” cada dia da criação , cada um no seu lugar, peixes aves e animais de acordo com as condições do lugar, mas quando chega a etapa da criação do homem tudo muda. D’us faz um homem de barro e sopra nele uma Alma Divina, diferente dos outros dias da criação . Ou seja, o ser humano, vida inteligente, isso D’us criou separadamente no sexto dia e somente aqui na nossa terra. Então como pode ser que pessoas fotografaram discos voadores no céu e etc? Voltamos ao motivo do Grand Canyon, para nos dar o livre arbítrio e a possibilidade de escolha. O Midrash nos conta que quando Moshe Rabeinu estava quarenta dias no monte Sinai , o anjo da morte fez um filme no céu mostrando o enterro de Moshe. Todos viram, e se tivessem celular naquela época poderiam até ter filmado. Mas tudo era uma ilusão para podermos ter o livre arbítrio equilibrado com aquele alto nível de revelação que foi a entrega da Torá no monte Sinai. Ou seja, o “outro lado” pode usar esse recurso em certas ocasiões.
Sabemos que os dias da criação foram de 24 horas mesmo nos dias em que não havia sol e lua sendo que D’us vincula a guarda do Shabat especificamente aos dias da criação e se eles fossem maiores do que os atuais teríamos que esperar um período maior entre um Shabat e outro.
Nesse Shabat que é chamado Shabat Bereshit temos que ficar muito alegres porque dizem os grandes Tzadikim que do jeito que nos comportamos no Shabat Bereshit despertamos uma tendência para todos os Shabatot do ano.
Está Parashá é dedicada ao mérito do meu grande amigo Boaz Pessach Rosenbaum, mais conhecido pelo seu nome artístico “Paulinho Rosenbaum” que é, em suas próprias palavras, “um Artista que trabalha o Judaísmo de forma Tropical”.
Agradecemos à ele por divulgar a nossa Parashá e recomendamos a todos o seu blog:

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 Vezot Habrachá
A última Parashá da Torá, “Vezot Habrachá”, é diferente de todas as outras parashiot semanais por elas serem lidas sempre no Shabat enquanto que “Vezot Habrachá” é lida sempre na festa de Simchát Torá, festa do término da leitura anual do Sefer Torá. A última pessoa que sobe na Torá em “Vezot Habrachá” é chamado de “Chatan Torá”, o noivo da Torá

Certa vez uma pessoa (não judeu) perguntou ao grande Sábio Hilel :- Quantas Torot (plural de Torá) vocês tem? :- Duas , respondeu Hilel, a Torá escrita e a Torá oral . Ouvindo isso a pessoa declarou :- Na Torá escrita eu acredito mas na oral não, eu quero me converter ao judaísmo na condição de que você só me ensine a Torá escrita. Hilel concordou. Hilel começou a ensinar ele a ler a Torá. Mostrou para ele a letra Alef e explicou (oralmente) que o nome dela é  Alef. Mostrou o Beit e explicou que o nome dela é Beit , o mesmo fez com a letra guimel e a letra dalet . Na outra aula Hilel mostrou para ele a letra Alef e disse que isso é o Dalet. O aluno se espantou e disse :- Mas ontem você não me explicou assim!  :- Você confiou no que eu te expliquei oralmente ontem? Disse Hilel, então confie em mim também em relação à Torá oral (sendo que quando D’eus deu à Moshe a Torá escrita explicou ela para Moshe que ensinou o povo de Israel oralmente o significado das escrituras e assim a Torá chegou até nós desde o começo) ! Ou seja, sem a Torá oral não saberíamos nem ler e nem entender a Torá escrita.

Como vimos antes, quando D’us nos deu a Torá elas eram duas desde o começo. Uma escrita e uma oral. Moisés ,o maior de todos os profetas escreveu a Torá escrita e explicou oralmente como colocar ela na prática, ou seja, de que forma cumprir o que está escrito. Em outras palavras ,o como cumprir a Mitzvá é chamado de Torá oral.  A Torá escrita começa com Moshe , o maior de todos os profetas e continuou sendo escrita posteriormente por  profetas menores até o exílio da Babilônia que aconteceu depois da destruição do primeiro Templo de Jerusalém . Os últimos profetas viveram no exílio da babilônia entrando também na época em que o império persa dominava o mundo até a época em que o segundo Templo foi construído. Depois dos persas veio o império grego e depois o império romano. Na época dos gregos e romanos não tínhamos mais profetas e portanto não tivemos mais Torá escrita. A Torá escrita terminou de ser escrita no exílio da Babilônia e Pérsia completando 24 livros. Posteriormente a Torá oral que passava oralmente também foi escrita incluindo a Torá oculta conhecida como Kabalah. A Torá oral continua sendo escrita a cada geração sendo que surgem novas situações que precisam ser esclarecidas,  comparadas às anteriores, diagnosticadas e classificadas . As pessoas precisam de  explicações com mais detalhes e etc. As explicações dos Sábios de cada geração de como cumprir a Torá da maneira correta naquela geração também é chamada de Torá oral. Em resumo, o que chamamos de TORÁ inclui Torá oral e escrita .A Torá escrita é composta de 24 livros e a oral hoje já chega à dezenas de milhares de volumes (dos quais mais de 52000 livros sem direitos autorais  já estão disponíveis no site Hebrew books)
Então, vamos dançar com o Sefer Torá em Simchat Torá e estudar Torá o ano inteiro com essa mesma alegria e entusiasmo de Simchat Torá!!!

 http://www.hebrewbooks.org

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 Haazinu

Nossa Parashá (que é a penúltima Parashá da Torá) está escrita de uma forma chamada “ariach al gabei ariach”. Essa montagem de texto vem identificar que ela é uma música.

Um dos assuntos interessantes que ela nos conta é: “Lembre-se dos dias passados, olhe para os anos de cada geração e geração”. Rashi traz duas explicações. A primeira é : “olhe para os anos de cada geração e geração”, veja o que aconteceu com a geração de Enosh na qual o oceano surgiu pegando uma grande parte da terra, e a geração do dilúvio na qual o mundo afundou. Não seja um perdedor, não repita os erros dessas gerações. A segunda explicação é : Pense no futuro, veja o que você poderia estar ganhando ! D’us tem o poder de te dar coisas mega maravilhosas que são os tempos do Mashiach e o próximo mundo, faça certo e seja um vencedor! Um dos 13 princípios da fé judaica é que Mashiach vai chegar. Esse princípio consiste em que no fim do “Galut” (exílio) um descendente direto filho após filho do rei David e que se iguala ao rei David no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot , constrói o Beit Hamikdash (Templo Sagrado de Jerusalém) no lugar sagrado onde hoje se encontra o Kotel, vence as guerras de Hashem e traz todos os judeus de volta para a terra de Israel. Fazendo isso ele se torna o Mashiach que em hebraico quer dizer simplesmente o “rei ungido”, (sendo que ele é um descendente direto do rei David que foi ungido rei de Israel pelo profeta Shmuel não precisa de uma segunda unção para ser o rei de Israel mas herda a unção do rei David). Daqui aprendemos que a solução para o exílio não é um presidente eleito mas sim o Mashiach. A Guemará em Sanedrin nos conta que os alunos dos grandes Sábios que estavam dentro desse critério, ou seja, eram descendentes do rei David e eram grandes como ele no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot, diziam que o Rebe (mestre em hebraico) deles era o Mashiach. Com isso queriam dizer que , caso acontecesse a Gueulá naquela época, o candidato mais adequado para ser o Mashiach seria aquele sábio. Dessa mesma maneira na nossa geração o Rebe de Lubavitch foi apontado por muitos como candidato dentro desses critérios dos antigos sábios da Guemará e por esse motivo isso não foi visto como uma transgreção à Halachá (lei judaica). Quando acontecer a Gueulá, o Beit Hamikdash for reconstruido (o principal desce pronto do céu) em Jerusalém e as guerras vencidas, o candidato a Mashiach se torna o Mashiach na prática. Antes disso, os alunos do Rabi Hanina na Guemará ou os alunos do Rabi Inon puderam dizer que o Rebe deles era o Mashiach (dentro dessa intenção) e isso não consistuiu um problema de Halachá. A Guemará em Sanhedrin também nos conta que o fato de o Mashiach ser dos vivos ou dos mortos não é relevante nesse caso contanto que ele venha a construir o Beit Hamikdash, vença as guerras de Hashem e traga o nosso povo de volta para a terra prometida passando depois junto com todo o povo de Israel para a etapa em que a vida será eterna, o próximo mundo. Os romanos antigos copiaram também esse aspecto da região judaica e aplicaram ele inadequadamente à alguém que não era um descendente do rei David, não cumpriu a Torá e as Mitzvot como o rei David, e que na época dele o Beit Hamikdash foi destruído, as guerras perdidas e o povo se espalhou para fora de Israel, não tendo qualquer relação ou comparação com o princípio judaico da vinda do Mashiach e com o fato de os alunos dos Sábios de Israel dizerem que o Rebe deles era o Mashiach.

A Guemará no tratado de Rosh Hashaná nos conta que Rabi Eliezer diz que no mês de Nissan foi a Gueulá dos nossos pais (que saíram do Egito) mas em Tishrei será a Gueulá futura. Sendo que a festa de Sucot foi dada na Torá em comemoração à Gueulá do Egito e como diz a Meguilá ” Esses dias são lembrados e acontecem” , Esses dias de Sucot são uma hora propícia para a Gueulá! Então, vamos pedir para Hashem! Só temos a ganhar!

Essa Parashá foi dedicada por Paula Cohen no ilui neshamá de Alberto (Avraham) Cohen e no mérito da sua filha Sabrina e do seu filho Benjamin

Rabino Gloiber

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Vaielech

Encontramos na nossa Parashá um dos cinco versículos que são excessão de regra na leitura da Torá. Sendo que o Sefer Torá não tem pontos, nos baseamos nos sinais de música chamadosTeamim que vem desde a época de Moshe Rabeinu para saber aonde começa ou acaba o versículo . O motivo de precisarmos saber isso é porque não podemos dizer meio versículo quando há nele o nome de Hashem para não falarmos o nome de D’us em vão, então nos baseamos no sinal de música chamado  etnachta que representa um ponto e vírgula, ou no sinal sof passuk que representa um ponto final para sabermos aonde terminou o versículo. A Guemará em Yoma nos conta que Issi ben Yehudah nos ensinou que cinco versículos na Torá inteira saem dessa regra . Um deles está na nossa Parashá . O versículo diz:- “E disse D’us à Moshe você se deita com seus pais e levanta esse povo e…..etc. (Nesse versículo Hashem comunica à Moshe que esse é o dia da morte dele). O ponto e vírgula (etnachta) se encontra na palavra “seus pais”, aparentemente determinando que lá termina o assunto (mas que nesse caso não vai determinar por causa da excessão de regra). Dizem nossos sábios na Guemará  em Sanedrin que desse nosso versículo :- “Você se deita com os seus pais e levanta”, ultrapassando o ponto e  vírgula, aprendemos a ressurreição dos mortos pela Torá escrita . O Ari Zal nos explica que , sendo que esse versículo não tem determinação e se aplica tanto ao antes do etnachta (Moshe) e ao depois (esse povo) , que tanto Moshe quanto esse povo se reencarnam e se tornam à última geração.

Diz o Ari ZaL que Moshe Rabeinu e toda sua geração eram a “Dór Deáh” (geração do conhecimento) e a raíz das almas deles era o lado oculto da Sefirat Daat que é chamado no “Etz Haim” de “Leáh” . A geração paralela chamada “erev rav” também tinha a raíz na Daat mas era afetada pela mistura do bem e do mal nesse mundo. Moshe se reencarna e se torna Mashiach e a geração dele também se  reencarna e se tornam a geração do Mashiach . Até a “erev rav” também se reencarna por também ser “dór deáh” e à ela se refere o final do versículo que diz:-  “esse povo vai se levantar e ….(……)”.  O sinal dessa última geração, diz o Ari ZaL, é o fato de as mulheres mandarem nos maridos , porque na reencarnação anterior , no deserto, os maridos deram os anéis para fazer o bezerro de ouro e as mulheres não quiseram dar, por isso elas mandam neles. (Chegamos à conclusão que essa geração é a nossa!!!)
Diz o Maguid de Mezritsh que uma característica da”dór deáh” é que o assunto principal deles era o conhecimento que se expressa pela fala e eles não tinham a característica da ação, e até o próprio Moshe para abrir o mar vermelho levantou o cajado mas não bateu no mar. Quando Moshe chegou perto da Terra Santa na qual o trabalho principal seria a ação das Mitzvot , Hashem disse para ele falar para a pedra para que a água volte mas ele bateu na pedra para começar o trabalho da próxima geração(ação). Hashem queria que ele falasse com a pedra para elevar a próxima geração (da ação) ao nível elevado da geração dele (do conhecimento, da fala). Toda aquela geração com Moshe e a “erev rav” tiveram que falecer no deserto e esse é o trabalho de Moshe, voltar como Mashiach e elevar toda a “geração do conhecimento” (incluindo a erev rav) por meio do estudo Torá e o cumprimento das Mitzvót, “fala e ação” .
O Rebe de Lubavitch disse que essa geração somos nós

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Parashat Nitsavim

Nossa Parashá conta sobre bençãos e maldições. Sabemos que D-us é a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem , então o que são essas maldições?

Rabi Shneor Zalman fazia pessoalmente a leitura do Sefer Torá em Liozna. Uma vez ele não estava na cidade e outra pessoa leu. O filho do Rabi Shneor Zalman que se chamava Dov Ber ficou tão angustiado quando ouviu as maldições que passou mal o mês inteiro. Quando perguntaram para ele porque nos anos anteriores ele não passou mal, ele respondeu :- Quando meu pai lia não se ouvia nenhuma maldição ! Quando esse filho cresceu e se tornou o Rebe da cidade de Lubavitch ele deu a seguinte explicação: “Dentro de todo acontecimento infeliz está revestida uma bondade enorme, portanto tudo que D’us faz é para o bem e não existe mal que desce lá de cima , e por isso se faz uma benção sobre um acontecimento infeliz da mesma maneira que se faz uma benção sobre um acontecimento feliz. Quando termina esse aspecto negativo automaticamente se revela o bem que estava oculto nele que é muito superior a uma bondade revelada, como ouvi do meu pai (Rabi Shneor Zalman) sobre a raiz do assunto das maldições da Torá que no final elas se transformam em”super bençãos” por causa da grande intensidade da bondade oculta nelas que se revela quando termina esse revestimento de extrema rigidez”

O Baal Shem Tov deu sobre isso um exemplo de uma pessoa que fez algo contra um Rei muito bondoso e poderoso. Essa pessoa foi condenada pelo tribunal mas no lugar disso o Rei pediu para darem à ele um cargo no governo e depois ir promovendo ele cada vez para um cargo mais alto e mais próximo Rei. Quanto mais essa pessoa subia e se aproximava do Rei mais ele ficava com vergonha do que tinha feito. Quanto mais ele via a força e o poder do Rei e junto com isso a grande bondade do Rei que usava todo o seu poder para ajudar as pessoas , quanto mais via a honra que todos davam ao Rei, mais ele sofria com a lembrança do que tinha feito e chegou à conclusão que não existia castigo pior do que esse, porque se tivesse sido condenado à morte não sofreria tanto com esses remorsos. O Rei vendo que essa pessoa se arrependeu do seu comportamento e voltou a se comportar certo o desculpou totalmente.

Esse Rei é Hashem e essa pessoa somos nós, a maldição não precisa ser necessariamente uma tragédia para fazermos teshuvá mas podemos cumprir essas maldições dessa forma também . Por isso está escrito:-“E será quando vier para você a benção e a maldição , você vai colocar no seu coração (se concientizar) etc”, ou seja, a benção nesse caso pode ser considerada uma maldição por nos trazer à essa conscientização.

Conclusão : O acontecimento infeliz é um bem oculto de uma intensidade tão grande que não tem como ele descer para esse mundo de uma forma revelada e por isso ele desce com um revestimento de maldição , e por isso devemos estar sempre alegres mesmo que aparentemente as coisas não estão como deveriam estar , temos que ter uma fé total de que quando esse revestimento terminar e o bem oculto se revelar vamos ver que valeu a pena ter tido um pouquinho paciência para depois usufruir de uma bondade que não teríamos como chegar a ela de outra maneira, porque o desencadeamento das sefirót é primeiro Chessed (bondade) depois guevurá (rigidez) e depois Tiféret (bondade intensa) , para chegar à essa bondade intensa , obrigatoriamente temos que passar por um pouquinho de guevurá. Mas logo vai chegar o Mashiach e aí será só bondade intensa e revelada eternamente!

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  Ki tavô

Nossa Parashá nos conta sobre um exército no qual o Cohen antes da guerra anunciava à todos , entre outras coisas , que quem teme morrer na guerra por ter feito um pecado deve voltar para a retaguarda. Ou seja, só participava da guerra quem não fazia pecados e com certeza nem tinha vontade de fazer. Nesse ambiente de guerra feroz contra o inimigo cruel (ambiente nada romântico)  acontece o despertar de uma paixão entre um soldado judeu religioso e a própria inimiga . Como em um ambiente desses um homem religioso se apaixona? E pela inimiga? E a Torá deixa em aberto a opção de eles se casarem! Explica o Ari ZaL que quando o primeiro homem fez a primeira transgressão , misturou o bem e o mal no mundo e muitas Almas que estavam no Adam Harishon (O primeiro homem) caíram no lado mal. O mapa da queda dessas “Almas Divinas”  que afundaram nas impurezas é uma cópia do Adam Harishon chamada “Adam de Bliaal” .

A cabeça dele representa o exílio da Babilônia , os braços representam os exílios da Persia e Meda que sucederam o exílio da Babilônia, o corpo representa o império grego que sucedeu a Pérsia  Até aqui tudo bem definido e mapeado, em cada exílio a maior parte da comunidade judaica se encontrava nele e as fronteiras eram bem definidas. As duas pernas representam dois exílios paralelos. O exílio de Edom (descendentes de Essav) e o exílio de Ishmael  , dois exílios totalmente distintos. Ishmael deu origem aos árabes , Edom deu origem aos povos  europeus . Por incrível que pareça vemos que os judeus nos últimos dois mil anos viveram em países árabes e europeus. Não ouvimos que tinha alguma Yeshivá na índia, na China ou no Japão , mesmo que judeus fugindo dos nazistas ficaram um tempo na China e na Índia , mesmo assim tiveram que se mudar para países de etnia européia como Estados Unidos e Austrália onde hoje existem comunidades judaicas com toda a estrutura montada enquanto que na Índia, na Coréia ou no Japão só existem Batei Chabad visados por turistas e comerciantes que ficam temporariamente nesses lugares. Quase seis milhões de judeus moram em Israel que faz parte de um oriente médio, “galut Ishmael” , e outros milhões vivem nos Estados Unidos cujo povo provém de etnia européia, “galut Edom”. Até o Brasil tem três Yeshivot e a Índia com  1,326,801,576 de habitantes não tem uma Yeshivá.  Diz o Ari ZaL que o motivo do nosso povo ter passado por esses exílios inclusive os que estamos agora de Edom e Ishmael , é para elevar as “centelhas Divinas” que afundaram nas impurezas. De acordo com todos os sinais que traz a Guemará já estamos nos calcanhares dessa figura, ou seja, só sobrou dela os calcanhares, últimos refinamentos. Sobre essa figura dizem os nossos Sábios que Mashiach não chega até terminarem as almas do corpo, ou seja, todas as Almas afundadas nesse “corpo espiritual de impureza” serem resgatadas . Diz o Ari ZaL que só dessa maneira dá para entender nossa Parashá. Os judeus que iam para aquela guerra eram Tzadikim perfeitos e não existia a possibilidade de eles se apaixonarem por alguém por motivos de “Yetzer Hará” , consequentemente o que despertou aquela paixão foi a Alma Divina que se misturou naquele povo e estava naquela mulher e tinha um vínculo espiritual com a alma dele, e essa era a única possibilidade de esse amor surgir.
Conclusão: O fato de estarmos aqui no galut é para elevarmos as centelhas Divinas que estão no nosso país por meio do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót que fazemos usando as coisas materiais que temos aqui para o trabalho Divino. Então, no lugar de  pensar no que precisamos e pedir nas nossas rezas só o que precisamos devemos pensar para que precisam de nós! Para que Hashem precisa de nós aqui e agora, e pedir nas nossas rezas para que Mashiach venha imediatamente e já seja o término do galut !
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Parashat  Shofetim

Diz a nossa Parashá  : – “Juízes e guardas coloque para você em todos os seus portões.

Porque a palavra portões aparece no plural ? Será que cada um de nós recebeu da Torá um Mandamento te ter um juiz e um guarda em cada entrada da nossa casa ? O grande Rabino Haim Vital que foi o principal aluno do Ari ZaL conta que essa linguagem se refere aos portões do nosso corpo .

1- o portão da visão que são nossos olhos

2-o portão da audição que são nossos ouvidos

3-o portão da fala que é a nossa boca

4-o portão do olfato que é o nosso nariz

5-o portão do tato (contato físico) que são nossas mãos e pés .

Precisamos colocar juízes e guardas em cada um desses portões.Ou seja:

1- não olhar para coisas que a Torá (nosso referencial do que é luz e o que é escuridão) recomenda não olharmos (principalmente hoje na era do internet)

2- não dar ouvidos a coisas inadequadas (principalmente leshon hará e principalmente nesta era da informação)

3- não falar coisas feias e nem “leva e traz”(de novo leshon hará e

principalmente na nossa era do Facebook)

4- não cheirar o perfume da pessoa proibida à você ,(bons e velhos tempos quando não havia poluição e nem rinite alérgica)

5-não tocar a pessoa proibida (fácil), não ir à um lugar inadequado que pode nos despertar desejos proibidos (principalmente na era do entretenimento)

Quando protegemos nossos “portões” das coisas ruins recebemos um enorme presente de Hashem, como diz o profeta Yashaiahu : -“Abram os portões e entre o povo sagrado …

Quando fechamos os nossos “portões” para as coisas ruins os portões celestiais se abrem para nós e ganhamos no paraíso futuro 310 mundos paradisíacos no qual cada mundo tem um portão que se abre para nós.

Continua o rav Haim Vital que daqui para o paraíso celestial existem muitos tipos de “anjos” que tentam nos impedir de chegar lá, também os sete céus tem muitos e muitos portões com muitos guardas celestiais em cada portão e portão . Depois dos 120 quando a nossa Neshamá deixa esse mundo (e infelizmente hoje em dia os 120 estão ficando modo de falar) esses anjos nos verificam. Se tivermos o mérito eles abrem os portões e nos deixam entrar, se não eles nos empurram para fora e trancam os portões na nossa frente não nos deixando entrar. Por isso devemos ter a sabedoria de demarcar nossos limites e proteger nossos “portões” . Quando nos conscientizamos disso durante a nossa vida nesse mundo  teremos o mérito de todos os portões celestiais serem abertos para nós no mundo vindouro .

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Reê

Nossa Parashá, parashat Reê, nos conta que o sangue é a alma. Todos nós temos corpo e alma. A primeira alma a entrar no corpo é chamada de alma animal e sobre ela a parashá está falando. A Gmará nos conta que no momento em quê uma mãe engravida é colocada nessa gravidez uma alma animal do nível deste mundo onde o bem e o mal estão misturados (Klipat noga ou mais baixo). Essa alma animal está revestida no corpo mas a principal revelação dela é no lado esquerdo do coração que bomba o sangue oxigenado para todo o corpo . Sendo que ela é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue e transplante de coração e ela continua no nosso corpo. Uma segunda alma é dada à cada judeu (e também à quem fez uma conversão casher ao judaísmo , ela já estava vinculada à essa pessoa desde que nasceu e isso que causou à ela querer se converter, por isso está escrito guer shemitgaier e não goi shemitgaier). Essa segunda alma se chama  Neshamá e se reveste na alma animal . Ela é você ! Você que desceu do céu para vencer a corrida de obstáculos que chamamos de vida e vai ganhar por próprio mérito um “baixo paraíso” no qual uma hora eqüivale a setenta anos dos maiores prazeres nesse mundo ou um alto paraíso onde uma hora eqüivale a setenta anos no baixo paraíso como prêmio por ter feito o trabalho Divino, meta da corrida de obstáculos. A Neshamá é pura e linda , cada ano que passa fica mais refinada e reluzente por meio do cumprimento das Mitzvót (mandamentos Divinos). Poderíamos dizer como exemplo que cada ano que passa , enquanto o corpo fica mais velho a Neshamá fica “mais jovem “!

A Parashá também nos conta que Hashem nos escolheu dentre todos os povos. Quem participou desse concurso Divino para ser escolhido?  Nossa Neshamá não poderia participar sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo. Quem se parece com os povos do mundo ? Nosso corpo ! Ele foi escolhido ! O que ele ganhou dessa escolha? Ele ganhou Kedushá! Quando fazemos uma Mitzvá ele recebe Kedushá , nosso corpo se torna mais sagrado e refinado e no futuro quando ressuscitarmos ele vai reluzir mais do que a Neshamá, enquanto que os povos do mundo quando cumprem essa mesma Mitzvá não recebem essa Kedushá. 

Conclusão: Agora nossa Neshamá faz nossa alma animal e nosso corpo cumprirem os mandamentos Divinos trazendo para eles Kdushá. Na ressurreição essa kedushá se revela, nosso corpo ressuscita jovem lindo e reluzente e nosso mundo material se tornará um paraíso muito maior do que o alto paraíso,  tudo isso no mérito da Torá e das Mitzvót que estamos cumprindo agora!
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 Ekev

“Porque não somente de pão  viverá a pessoa, mas de toda palavra Divina a pessoa viverá  .” 

Explica o Ari ZaL que a vitalidade da alma não vem por meio da comida mas sim por meio da palavra Divina ! O que é essa palavra Divina? Diz o Ari ZaL , essa palavra Divina é a benção que fazemos antes de comer ! A Brahá tira dos alimentos pequenas luzes Divinas que se misturaram com o lado mal do mundo , por meio da Brahá refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas , delas nossa Neshamá (nossa alma Divina) recebe a sua vitalidade.

Conclusão: Quer ter muita energia positiva ? Capriche nas Brahot !

Nossa Parashá nos conta que na conquista da terra de Israel pela primeira vez a regra era: “Pouco a pouco vou expulsá-los da sua frente “. Diz o Rebe que o mesmo acontece na vida de cada um de nós , na conquista da terra de Israel espiritual na parte que recebemos lá de cima . Ou seja, no nosso trabalho Divino personalizado que inclui nosso refinamento pessoal. A conquista não deve ser feita de uma vez, mas sim pouco a pouco. Não se esqueça que devemos nos esforçar para fazê-la , como dizem nossos Sábios: “Se você se esforçou e conseguiu acredite!”

Diz a Parashá :”Talvez você diga no seu coração :- Esses povos são muito mais numerosos do que eu , como poderei conquistá-los?” (דברים ז’ י”ז)Ou seja, talvez você sinta a realidade ! Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo . Lá vai a regra geral que nos dá Moshe Rabeinu para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês)  : “Não tenha medo deles ! Lembre-se do que Hashem fez ao faraó e a todo o Egito , os milagres , as maravilhas , etc etc etc. Ou seja , isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil. Se não saiu como queríamos , talvez nos espera algo melhor, mas nós temos que fazer a nossa parte que é viver confiantes a cada instante , nunca pensar que não vai sair como queremos mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que Hashem fez no Egito e nos conscientizar que assim ele vai nos fazer agora !

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Parashat  Veatchanan

Moshe Rabeinu, depois de  ter conquistado as terras da margem oriental do rio Jordão (que seria a herança das tribos de Reuven , Gad e metade da tribo de Menashe) imaginou que o decreto Divino de não entrar na terra de Israel poderia ter sido anulado como é a regra de qualquer profecia negativa  . Rezou 515 vezes pedindo à D’us para deixar ele entrar na Terra de Israel e alcançar o nível dos mandamentos Divinos ligados à Terra Santa. Hashem responde à ele : “Muito mais do que isso está guardado para você, não continue pedindo isso” . Vemos daqui que se ele continuasse a pedir receberia, mas o ” Muito mais do que isso está guardado para você” ele perderia . Aprendemos daqui que quando rezamos e pedimos muitas vezes para Hashem nos dar algo e nos parece que nossos pedidos não estão sendo levados em conta, o motivo por não recebermos o que pedimos pode ser porque “muito mais do que isso” está guardado para nós , e se recebermos a coisa pequena perderemos a grande , portanto Hashem não nos dá o que pedimos para que possamos receber algo melhor. 

Porque Moshe não fez como Yaakov que rezou para ter uma vida tranquila e no fim seu pedido foi atendido , viveu fora Israel uma vida tranquila até os 147 anos no Egito com Yossef no governo. Moshe poderia pedir à Hashem uma vida tranquila entre judeus fora de Israel com seu sucessor no governo como viveu Yaakov no Egito com Yossef acima dele . Seu sucessor , Yeoshua Ben Nun era seu aluno exemplar, um filho espiritual que no caso de Moshe era até mais importante do que um filho material .

A resposta para isso vemos na continuação (וילך ל”א)  . Hashem diz para Moshe : “Você se deitará com seus pais e se levantará esse povo e se prostituirá atrás de deuses estranhos…”

Nosso patriarca Avraham faleceu com 175 anos . Rashi  (בראשית כ”ה /ל’) explica que Avraham tinha que viver 180 anos como seu filho Itzhak , mas Hashem diminuiu cinco anos da vida dele porque tinha prometido que ele iria falecer tranquilo . Ismael fez teshuvá e Essav ainda não se corrompeu, e isso era falecer feliz.  Mas se ele vivesse mais iria sofrer com a depravação de Essav e não faleceria tranquilo como Hashem lhe prometeu, por isso Hashem o levou  antes da hora. Portanto , antes do falecimento de Moshe que seria a hora propícia para pedir uma vida tranquila na margem oriental do rio Jordão, Hashem lhe comunicou esse futuro acontecimento que o povo vai fazer idolatria e ele já não tinha motivo para pedir mais.

E o que é o “Muito mais do que isso” que Hashem dará à Moshe? O Ari Z”L  dá a resposta para isso baseado na primeira parte desse mesmo versículo :”Você se deitará com seus pais e se levantará ” , diz o Ari Z”l que a última geração é a reencarnação da geração que faleceu no deserto e Moshe próprio se reencarna e se torna o Mashiach ! Tem melhor do que isso ?

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 Dvarim

Parashat Dvarim   nos conta que quando nosso povo planejou passar pelo monte Seir , terra de Edom, para chegar à terra prometida, D’us pede para Moshe dar uma ordem ao  povo de Israel para comprar com dinheiro mantimentos dos Bnei Essav (habitantes de Seir) e até pagar pela água que beberem. O motivo para isso aparece imediatamente no próximo versículo que diz – “ Porque Hashem seu D’us te abençoou em todos os trabalhos das suas mãos e proveu todas as suas  necessidades na travessia desse grande deserto durante quarenta anos, Hashem seu D’us está te apoiando, não te falta nada!”

Isso foi dito à Moshe como uma ordem para ser repassada ao povo de Israel !

Quando o versículo diz que Hashem seu D’us te abençoou, está instruindo o povo para não ser ingrato dando uma impressão de como se eles fossem pobres e mal cuidados por Hashem, mas ao contrário, passem uma imagem de que vocês são ricos! (רש”י שם )

A regra é : Quando somos gratos à D’us pelo que ele nos dá e demonstramos isso, fazemos com que ele nos dê verdadeiros motivos para agradecer. Quando estamos alegres por saber que D’us sempre está cuidando bem de nós, fazemos com que D’us nos dê verdadeiros motivos para justificar essa alegria!

O Baal Shem Tov nos conta que existem duas formas de rezar, uma com muita alegria e entusiasmo e outra com muito choro e amargor. As duas formas são válidas mas a diferença entre elas é que , quando pedimos à D’us com alegria somos como um ministro fazendo um pedido ao Rei , mas quando pedimos com tristeza somos como um pobre fazendo um pedido ao Rei . (Por ser assim no mundo espiritual consequentemente a natureza do mundo material é que:) quando o pobre pede algo para o Rei ele ganha um presente pequeno, mas quando o ministro pede algo para o Rei ele ganha um presente muito grande , por isso temos que rezar com muita  alegria e entusiasmo como um ministro falando com o Rei  ( ליקוטים יקרים)

No final o povo de Israel não atravessou Edom , será que essa ordem foi em vão? Claro que não!  Sendo que a Torá é eterna é os seus ensinamentos são eternos eles são válidos em qualquer época e em qualquer lugar e o fato de essa travessia não ter acontecido na prática mas a ordem ter sido dada só vem reforçar o fato de essa ordem ter sido dada para nós, aqui e agora !

Nossa Parashá também nos conta que :”E foi no quadragésimo ano, no décimo primeiro mês, no primeiro dia do mês, começou Moshe a explicar esta Torá dizendo…”. Dizem nossos Sábios, como traz Rashi , que Moshe explicou a Torá em setenta línguas diferentes.
Porque Moshê precisaria explicar a Torá em setenta idiomas? Rabi Moshe ben Nachman nos ensinou que a Torá, as Profecias e todas as Escrituras Sagradas foram ditas na “Língua Santa” que é o idioma Divino no qual D-eus falou com Moshe e com os Profetas. E, sendo que a Torá é a “Torá de Hashem”, Hashem “nos deu a Sua Torá “, aparentemente o estudo da Torá deveria ser somente na “língua Divina”, a “Língua Santa” . Ou seja, quando D-eus criou a luz não disse nem “Seja Luz” nem ” Fiat Lux” mas sim “Yehi Ohr” ! E isso não é relacionado somente à “Torá Escrita” , cuja classificação é como sua definição , “escrita”. Ou seja, nenhuma letra a menos e nenhuma letra a mais mas exatamente como foi dada por D-eus , e por esse motivo a leitura do Sefer Torá na sinagoga é considerado estudo e tem que se dizer uma benção com nome de Hashem mesmo que o Judeu que está dizendo a benção não entende o que está lendo (e muitas vezes não entende nem a tradução da Benção. Talvez por isso pudéssemos até dizer que a leitura da Torá escrita só poderia ser feita na “língua Santa” , idioma no qual ela foi dada por D-eus ! E não somente isso, mas até em relação às explicações da Torá , chamadas de ” Torá Oral” , mesmo que aparentemente dependem somente do nosso entendimento , ou seja, se não entendemos a Torá Oral não cumprimos a Mitzvá de estudá-la , de qualquer forma sabemos que “pensamento não é fala” e algumas leis que recaem sobre “falar” palavras de Torá são vigentes também em relação a Torá Oral como a proibição de falar palavras da Torá sem roupas (mesmo sendo nesse caso o pensamento é permitido) e também o fato de não podermos fazer uma Benção sobre a Torá que vamos pensar mas somente sobre a que vamos falar. E ainda mais, sendo que a “Torá Oral” também é de D-eus poderíamos dizer que a classificação de “Estudo de Torá” só recaísse sobre a Torá Oral quando fosse dita na língua falada por D-eus, na língua Santa.
Essa foi a ação de Moshe Rabeinu na nossa Parashá. Por meio de ter explicado a Torá em setenta línguas a partir daí recai o nome de “Torá” sobre assuntos de Torá estudados pelo povo de Israel em outras línguas mesmo não sendo essa a língua que D-eus deu a Torá, mesmo assim recai sobre ela a classificação de “Palavras de Torá” a tal ponto que quando falamos assuntos de Torá em outras línguas estamos falando verdadeiras “Palavras da Torá” e se torna proibido falarmos elas antes de dizer a “Benção da Torá” (e nem precisamos dizer que é proibido falar assuntos de Torá em qualquer língua se não estivermos vestidos)
Temos que dizer que a iniciativa de Moshe já foi incentivada pela própria Torá que usa algumas palavras nas línguas dos povos como por exemplo “Yegar Sahaduta” , “Totafot” e etc. O motivo que essas palavras fazem parte da Torá que é toda de Hashem é para que recaia a santidade da Torá sobre essas palavras e por meio disso as línguas dos povos se tornam refinadas para que se possa “repassar” por meio delas as palavras da Torá. Algo assim acontece nos idiomas em geral quando se estuda a Torá naquele idioma que é um derivado das setenta línguas, ou seja, o que a Torá fez em curta escala,( Somente indicando que isso é possível ) e Moshe Rabeinu fez em larga escala , traduzindo toda a Torá para setenta línguas , aparentemente foi uma dica para a nossa situação atual. Surgiram novas línguas todas derivadas daquelas setenta e nós somos os que estão refinando esses idiomas repassando a Torá por meio deles. Talvez o motivo que a Torá nos deu essas dicas de tradução com “Yegar Sahaduta ” que é uma palavra em aramaico e Totafot que é em africano seja o seguinte. Na torre de Bavel aconteceu um milagre que deu origem a setenta línguas e delas saíram todos os idiomas que existem hoje. Sabemos que a “Lingua Santa” que nela D-eus criou o mundo foi falada por Adão e Eva e continuou sendo falada por pessoas de cada geração também depois da torre de Bavel. A maior prova disso é que o Povo de Israel que desceu para o Egito não mudou a sua língua que era a mesma desde a criação do mundo. O Hebraico antigo que foi a primeira lingua existente no mundo deu origem ao aramaico e o aramaico ao árabe. A “Lingua Santa” inspirou os escritores que fizeram o hebraico atual. Poderia pensar, será que o aramaico sendo que é um derivado da “Língua Santa” já vem com a santidade do “Idioma Divino” ? A Torá dá a dica: Está escrito-“Yaakov chamou aquele lugar de “Gal Ed” e Lavan de ” Yegar Sahaduta” ou seja, tanto derivados da “Língua Santa” quanto as outras linguas são o idioma de “Lavan o Arameu” e precisam ser refinados pela Torá !
O motivo que isso foi feito especificamente por Moshe Rabeinu é porque todos os assuntos da Torá foram dados para o povo de Israel por meio de Moshe ,”Moshe recebeu a Torá no Sinai” , a tal ponto que disseram nossos Sábios :-“Tudo que um aluno experiente vai inovar já foi dado para Moshe no Sinai” . Também esse fato de serem chamados de “Torá” assuntos de Torá ditos nas setenta línguas teria que ser revelado pelo próprio Moshe Rabeinu. Dessa mesma maneira vamos esclarecer outro assunto relacionado à tradução da Torá para setenta línguas . Depois que Moshe traduziu a Torá para as setenta línguas , Moshe e os anciões de Israel pediram para o povo para que no dia em que atravessassem o rio Jordão erguessem pedras grandes e escrevessem nelas todas as palavras dessa Torá em setenta línguas . Ou seja, fora o fato de Moshe ter explicado oralmente a Torá em setenta línguas pediu para escreverem a Torá nessas setenta línguas. De acordo com o que explicamos anteriormente poderemos entender o motivo pelo qual as duas coisas foram necessárias . Rabi Moshe ben Maimon diz que a Torá foi escrita naquelas pedras com as letras de cada idioma. Vemos aqui que Moshe conseguiu fazer com que não haja diferença entre traduzir a Torá oralmente para as setenta línguas e escrever ela em setenta línguas. Ou seja, tanto no caso em que a Torá foi explicada em setenta línguas ou no caso que ela foi escrita em setenta línguas , nos dois casos foi considerada “Torá” com toda a devida santidade relacionada a ela. Por isso Moshe também teve que traduzir oralmente a Torá e também pedir para que ela fosse escrita na escrita de cada povo, duas obras distintas, uma para que recaia a santidade da Torá sobre a língua dos povos e a outra para que essa santidade recaia sobre a escrita dos povos, ou seja, para que os livros com assuntos de Torá escritos nas letras dos setenta idiomas também sejam chamados de Livros Sagrados ,”Sifrei Kodesh ” e devam ser cuidados com o mesmo respeito que damos aos livros escritos na “Língua Santa”

Esse livro da Torá, (Devarim) é conhecido como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi dito por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel.
Moshe sabia que tinha os dias contados e pouquíssimo tempo de vida e teria que se dedicar somente para fazer as coisas mais importantes. Qualquer pessoa normal numa hora dessas pegaria umas férias com a Familia. Porque Moshe estava nesse momento tão preocupado em tornar a Torá mais fácil e acessível quando poderia estar curtindo os últimos dias da sua vida com seus filhos e netos? Para exemplificar isso tenho que contar a vocês uma história verídica que aconteceu a muitos anos atrás .

“O vazo chinês”
Um comerciante judeu muito rico tinha alguns filhos. Cada filho ficando adulto entrava no mundo dos negócios e tinha muito sucesso. Certa vez o comerciante desabafou com o seu Rebe e disse:- Graças a D-eus não me falta dinheiro , muito pelo contrário , tenho muito mais do que possa usar em vida, fora o dinheiro que meus filhos fizeram com seus próprios negócios ainda vou deixar para eles uma bela herança, mas uma coisa me magoa : Temos dinheiro mais do que o suficiente e cada filho que cresce quer fazer mais dinheiro , gostaria muito que um filho meu se tornasse um grande rabino, escrevesse livros e vinculasse o nome da nossa família à obras de literatura imortais, mas meu filho caçula , minha última esperança também já está dando sinais que vai ser mais um comerciante e fazer mais dinheiro , por que eles só pensam em dinheiro ? Rebe , me explique, como isso me aconteceu? O Rebe sofreu com o sofrimento do rico comerciante e um momento antes dos dois começarem a chorar o Rebe exclamou :- Me convide para o Shabat, eu quero ver o que está acontecendo ! No Shabat depois do Kidush o filhinho começa a brincar com as velas de Shabat e apaga uma vela . A mãe quase que reclama mas o pai a acalmou imediatamente dizendo :- Ele só é uma criança pequena ! O filhinho continua brincando e arranca uma folha do livro de rezas, novamente o pai diz :- Ele é uma criança pequena ! A criança continua brincando e quebra um vazo chinês. O pai ficou paralisado, ficou branco, a respiração parou, o filhou ficou com medo dessa estranha mudança no pai e parou assustado. O pai com voz tremula mistura de choro e medo, encarou a criança cara a cara e com uma voz tremula cheia de temor disse :- Filho, você sabe o que você fez ? Você sabe o que é um vaso chinês ? Você sabe quanto esse vaso custa ? Você sabe quanto esse vaso viajou até chegar aqui e que cuidados tivemos com ele para que não quebrasse durante toda a viajem? Você sabe que o papai foi para a China comprar esses vasos e a mamãe ficou dois meses sozinha esperando o papai chegar com os vasos? Você sabe que…..! Mas antes de ele dizer mais uma palavra , a “criança pequena” , rompeu em prantos e prometeu que nunca mais vai quebrar um vaso chinês e que sempre vai se comportar com o devido respeito aos vasos chineses e etc etc etc …. E os dois se abraçaram e choraram juntos pela grande tragédia que tinha acontecido. Agora estava claro, a criança já tinha entendido que a única coisa valiosa no mundo , que justifica deixar a mamãe sozinha por dois meses, que merece atenção e cuidado, que faz o papai ficar sério e atordoado, não é a Torá mas sim…..o vaso chinês !!!

Moshe , em suas ultimas semanas de vida poderia passear com a família , comer, beber, jogar conversa fora. Mas, quando a família e o povo viram que Moshe ,a pessoa mais importante do mundo , nas ultimas semanas da sua vida está tão ocupado com o que? Traduzindo a Torá para setenta línguas para facilitar o estudo da Torá aos judeus , para dar mérito a judeus que só sabem falar outras línguas , para tornar o acesso à Torá mais fácil , empenhado e dedicado para que pessoas que nem sabem falar a “Língua Santa” possam saber o motivo que D-eus criou o mundo e o motivo pelo qual nós estamos aqui, Moshe Rabeinu não só nos deu a Torá mas também mostrou para nós que ela é a coisa mais importante que existe no mundo .

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 Matot

Nossa Parashá   nos conta que se alguém faz uma promessa ou um juramento que não consiste em uma coisa proibida pela Torá ele tem a obrigação de cumprir com a sua palavra. Por isso o ideal é sempre dizer “Bli Neder” (sem promessa)  quando prometemos alguma coisa , para deixar claro que não estamos fazendo uma promessa ou um juramento. 

Porque uma promessa de fazer algo que a Torá proíbe não é considerada e continuamos proibidos de fazer aquilo que a Torá proibiu ? Simples ! Sendo que um juramento não tem a capacidade de anular outro e nossa alma antes de descer para o corpo já jurou lá encima que vai cumprir todos os mandamentos Divinos , consequentemente um juramento de fazer algo contra a vontade Divina não é válido.

Conclusão: Não é recomendado pelos nossos Sábios fazer juramentos ou promessas. Então, lembre-se : quando prometer alguma coisa NUNCA se esqueça de falar “Bli Neder”

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 Massei

Nossa Parashá ( Mass’ei) nos conta sobre alguém que matou uma pessoa acidentalmente é chamado de assassino (Mesmo que foi acidentalmente, ele é chamado de “Assassino acidental”) e recebe um  castigo de exílio em uma cidade de refúgio que foi feita para esse fim e  geralmente era habitada pela tribo de Levi que não tinha terra própria . O castigo dele era ficar lá até o Cohen Gadol (sumo sacerdote) falecer. O versículo diz que depois da morte do Cohen Gadol o assassino pode voltar para a sua terra. Porque então a Torá continua chamando ele de assassino  sendo que depois de ele ter recebido o castigo no tribunal deste mundo sua transgressão é apagada no tribunal Divino ? No começo ele é chamado de assassino porque a regra é que coisas boas acontecem por meio de pessoas boas e coisas ruins por meio de pessoas ruins e o fato de a morte acidental ter acontecido por meio dele justifica o adjetivo assassino. Depois que ele cumpre a sua pena e por meio disso se torna um Tzadik , diz a Torá : Depois que morrer o Cohen Gadol voltará o assassino para a terra da sua herança. A linguagem é estranha ! Porque a Torá continua chamando ele de assassino mesmo depois que ele cumpriu sua pena ? Simples:  A Guemará (Macot 11b) nos conta que o Cohen Gadol na função de sumo sacerdote deveria rezar para que esses acidentes não acontecessem  e  o fato de isso ter acontecido mostra  que o Cohen esqueceu de rezar para isso .  A consequência automática disso é uma reza contrária, o exilado reza para que o Cohen Gadol morra rápido para que ele possa voltar do exílio. A mãe do Cohen Gadol levava para essas pessoas roupas e comida para que eles não desejassem o mal da sua família e esse era o único jeito de anular essa propensão de reza, ou seja, depois que ele recebeu roupa e comida dela ele só iria dar bençãos para essa família.

Conclusão : sempre temos que rezar e pedir pelas pessoas próximas a nós para que nada de ruim aconteça por meio delas e também sempre ajudar à quem está ligado à nós para que sempre deseje o nosso bem 

O povo de Israel fez  quarenta e duas viagens entre a saída da escravidão no Egito e a milagrosa entrada na “Terra Santa”. O que há por trás das quarenta e duas viagens que nos dá a obrigação de nos lembrarmos delas todos os anos lendo Parashat Massaei na Torá ?

O Baal Shem Tov nos revelou que cada Judeu e Judia tem um itinerário de viagens para percorrer durante a sua vida planejado lá de cima. A Torá fala sobre quarenta e duas viagens que o povo de Israel teve que fazer, o objetivo dessas viagens eram para elevar pequenas “Revelações Divinas” . Quando damos um exemplo sobre a Revelação Divina comparando-a a uma Luz essas pequenas revelações serão chamadas de “Centelhas Divinas”, o objetivo dessas viagens era fazer um concerto “Tikun” espiritual nesses lugares e elevar essas “Centelhas Divinas”. Em cada lugar eles acamparam, mas ficaram somente o tempo necessário para fazer o “Tikun” e elevar as “Centelhas Divinas” daquele lugar. O Baal Shem Tov diz que cada Judeu e Judia tem um circuito de viagens pré destinadas durante toda a sua vida. Tudo é determinado até os pequenos detalhes, onde vai morar, onde vai trabalhar,para onde vai viajar , onde vai passar uma semana , onde vai passar um ano , onde vai morar mais ou menos tempo.
Um detalhe interessante é que tanto no lugar onde o povo de Israel acampou por um só dia quanto no lugar que eles acamparam por dez anos eles montaram o Mishkan como se fossem ficar lá a vida inteira. Por incrível que pareça vemos isso dia a dia com nossos próprios olhos. Todos nós somos Ashkenazim (Judeus Alemães ) ou Sefaradim (Judeus Espanhóis). Nossos avós vieram de países Árabes ou da Europa oriental, ou seja, somos Sefaradim porque morávamos na Espanha,mas nenhum de nossos avós veio da Espanha, vieram da Síria , do Líbano, do Marrocos. Somos Ashkenazim porque viemos da Alemanha, mas nossos avós Ashkenazim vieram da Rússia, da Polônia, da Hungria, da Romênia. Ninguém mais pode voltar para a Síria ou para o Líbano nem para visitar e ninguém nunca vai querer morar na Polônia ou na Romênia. Todos nós Judeus brasileiros temos ou pais ou avós ou bisavós que vieram de fora, e mesmo nossos avós na Síria e no Líbano eram chamados de Espanhóis (Sefaradim) E nossos avós da Romênia e na Rússia eram chamados de Alemães (Ashkenazim). Ou seja, nenhum de nós não pertencia nem mesmo ao próprio país de onde vinha. Os Judeus que foram expulsos de Recife em1654 fundaram Nova York e eram chamados de Sefaradim, em 1824 Judeus vindos do Marrocos fundaram a Sinagoga de Belém e também eram Sefaradim. Todos nós Judeus temos uma cara Européia ou Árabe mesmo sendo Judeus brasileiros , ou seja, a marca registrada de que somos turistas em qualquer país que estejamos, “Trade Travellers”, e como diz a Wikipedia :-“Turismo de negócios é um deslocamento voluntário temporário, envolvendo fatores como transporte, hospedagem, alimentação e lazer, realizado por um indivíduo com o propósito de desenvolver empreendimentos com fins lucrativos, através de reuniões de negócios, a fim de fechar acordos, comprar produtos ou serviços ou acertar outras questões pontuais relacionadas a atividade de mercado.” Pensamos que tudo que fazemos estamos fazendo para nós próprios mas na realidade é D-eus causando nossas mudanças para que possamos elevar essas “Centelhas Divinas” espalhadas pelo mundo. Fazemos os consertos”Tikunim” todos em um limite de viagens pré determinado. Achamos que conseguimos um emprego melhor e subimos na vida, depois vamos para a China comprar mercadoria e para o Mato Grosso vender a mercadoria,pensamos que somos espertos e lucramos mas simplesmente é D-eus que está causando tudo isso para que cada um possa elevar a sua parte do mundo, a parte que está na sua responsabilidade. Por isso que sobre a saída do Egito
Está escrito que deixamos o Egito como uma armadilha sem isca ou como as fossas oceânicas que não tem peixes, ou seja, tiramos dele a isca que nos atraiu que na verdade eram 288 “Centelhas Divinas”

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  kedoshim

Nossa Parashá nos conta logo no começo sobre a proibição de fazer idolatria . isso nos lembra também uma coisa muito importante. Que temos a obrigação de confiar em D’eus !

Porque se não confiamos em D’eus , automaticamente estaremos confiando em outra coisa, e quem confia em outra coisa a não ser D’eus está abrindo mão da Divina Providência e caindo nas mãos daquilo em que confiou.

Quem acha que não precisa da ajuda Divina por ser muito inteligente e esperto e ter muita força e dedicação , precisa se lembrar de que se D’eus não desse à ele constantemente inteligência, esperteza, saúde e dedicação ele estaria fraco, intelectualmente e fisicamente, e também deixaria escapar grandes oportunidades por não percebê-las a tempo.

Quem confia na própria riqueza tem que se lembrar que sem a proteção Divina essa riqueza poderia ser tirada dele e dada a outros, ou poderia continuar com ele sem que tivesse proveito e ainda fosse obrigado a  protegê-la e aumentá-la até que ela chegar ao destino certo. Ou, no pior dos casos, essa riqueza poderia se tornar o motivo da sua desgraça ou da sua morte.

Quem confia em D’eus vive sempre tranquilo , não fica dependente das pessoas e não tem nada acima de si a não ser D’eus.

Quem confia em D’eus sempre terá como manter sua família , porque D’eus vai fazer com que ele descubra sempre um meio para isso sendo que nenhum meio está oculto para ele em nenhum lugar e em nenhuma época .

Quem confia em D’eus não fica preocupado com coisas que possam acontecer mas sabe que só vão acontecer para ele coisas boas ou que pelo menos sejam para o seu bem . Recebe todos os acontecimentos com alegria e trabalha sempre com muita calma e tranquilidade .

Quem confia em D’eus sabe que D’eus sempre vai dar à ele tudo o que precisar quando precisar e no lugar que precisar , da mesma maneira que D’eus cuidou dele quando ainda estava no ventre da sua mãe, da mesma maneira que D’eus sustenta as aves no céu e os peixes na água e até as criaturas tão pequenininhas e fraquinhas

Quem confia em D’eus sempre vai ser querido por todos, até os animais vegetais e minerais querem o seu bem.

Quem confia em D’eus está confiante que não vai ficar doente, e se isso acontecer pelo menos vai ser uma refinação para a sua alma no lugar de alguma coisa pior .

Quem confia em D’eus não vai passar necessidades em nenhuma época durante todos os dias da sua vida.

Quem confia em D’eus vai estar sempre seguro no seu país e tranquilo no seu lugar,  só terá que mudar dele por motivo Divino.

Quem confia em D’eus vai ser acompanhado pela recompensa da sua confiança neste mundo e no próximo !!!

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Parashat  Shemini

A Parashá nos conta que existem somente quatro animais que são classificados como impuros pelo fato de terem somente um sinal de pureza e não os dois necessários. Os nomes deles em hebraico são : “hazir” , “Gamal”, “Arnevet” e “Shafan”. Por serem impuros não podemos usar seu leite nem comer a sua carne . A Torá diz que o Gamal, a Arnevet e o Shafan são impuros por serem ruminantes e não terem casco fendido. O hazir é impuro por ter Casco Fendido e não ser ruminante.
O “hazir” é o porco , único animal no mundo que tem casco fendido e não rumina, foi acompanhado durante nossos mais de três mil e trezentos anos de história e é reconhecido pelos judeus de cada país como símbolo de animal impuro.
O “Gamal” é o camelo que também nos acompanhou durante toda a história . Ele rumina mas sua pata é almofadinha , ou seja, não é casco.
A Torá diz que somente quatro animais no mundo tem um só sinal.
A Guemará (Chulim 60/b) diz que o fato de Moshe não ter sido um caçador de animais (e acrescente a isso o fato de ele não ter conhecido o Brasil ou a Austrália) e mesmo assim saber que existem somente quatro tipos de animais com um só sinal de impureza é a resposta para quem não acredita que a Torá foi dada por Hashem , ou seja , Moshe por si só não teria como saber que existem somente quatro animais com um único sinal de impureza .
Vimos que o único animal que tem a pata fendida e não rumina é o porco . Um dos ruminantes que não tem casco fendido do jeito que a Torá descreve que tem que ser é o camelo que conhecemos . Mas quem é o Shafan e quem é a Arnevet que ruminam mas não tem casco fendido ? Nas traduções da Torá para o grego e depois para o latim e de lá para as demais línguas o Shafan é traduzido como Coelho e a Arnevet como lebre.
A Guemará em (Meguilá 9/b) nos conta que o rei grego Talmai colocou setenta e dois sábios de Israel em setenta e dois lugares diferentes e ordenou a cada um pessoalmente que traduzisse a Torá para a língua grega. Cada um desses sábios achava que somente ele estava fazendo isso e omitiu a tradução da Arnevet sendo que o nome daquele animal impuro em grego era o nome da rainha e isso causaria um problema sério. Aconteceu um milagre e todos os setenta e dois sábios omitiram a tradução da Arnevet , então quem traduziu Arnevet como lebre ? Com certeza não fomos nós ! O primeiro problema com essa tradução é que a Torá fala sobre quatro animais diferentes, quatro espécies e não quatro raças de uma mesma espécie. O que determina a espécie pela Torá é o fato de eles se cruzarem entre si e terem um filho fértil, isso é a prova que pertencem a mesma espécie . O filho tem que ser fértil para comprovar que essa espécie estava na arca de Noé e recebeu a benção de Hashem para crescer e multiplicar. Noach colocou na arca somente um cachorro e uma cadela e hoje vemos inúmeras raças de cães , tão diferentes umas das outras que parecem espécies diferentes, mas a prova que são somente raças de uma mesma espécie é que todos se cruzam entre si e tem um filho fértil que muitas vezes é um simples “vira lata” !
O Coelho e a lebre se cruzam entre si e tem filho fértil , para nós eles são duas raças da mesma espécie . Outro problema e na verdade o principal é que nem o Coelho e nem a Lebre são ruminantes . O editor do primeiro dicionário de hebraico atual , Even Shoshan, teve que traduzir Shafan e Arnevet como Coelho e lebre por assim estarem traduzidos anteriormente nas traduções da bíblia em outras línguas , mas sabendo que esses animais não conferem com os sinais dados pela Torá disse que provavelmente o Shafan e a Arnevet devem ser um Coelho e uma lebre do “Oriente ” , termo usado antigamente para dizer que esse animal caso exista está bem longe de nós e nunca o vimos. Hoje que os animais do Oriente também foram classificados não encontramos dois animais que ruminam e não tem casco fendido fora o camelo . Tentaram justificar que o Coelho acaba comendo as próprias fezes mas isso o porco também faz e a Torá diz explicitamente que o porco não é ruminante . Tentaram dizer que ele move a boca como ruminante mas isso os ratos também fazem e a Torá diz que são três animais que ruminam e não tem casco fendido e não centenas . Conclusão , o Coelho não é o Shafan e a Arnevet não é a lebre !
Descobrimos a América e seus animais, lhama, alpaca, guanaco , vicunha , todos ruminantes mas com pata “almofadinha “, que não é o casco fendido da Torá. Se cruzam entre si e tem filhos férteis , são raças do mesmo animal. Será que descobrimos a Arnevet ? Poderíamos estar nessa dúvida por quinhentos anos mas sabemos que uma ação vale mais do que mil suspiros, então , finalmente uma ação foi feita. Em Dubai foram cruzados o camelo com a lhama e tiveram filhos férteis mostrando ao mundo que camelo, dromedário , lhama, alpaca, vicunha e guanaco são todos raças de um mesmo animal como um cachorro pode ser um pastor alemão ou um pequinês que a única prova de os dois serem cachorros é o fato de eles se cruzarem e terem filhos férteis .
A Torá nos conta sobre o Tachash que existiu até a época da saída do Egito e se extinguiu. Quando as pessoas e animais saíram da arca de Noé e se espalharam pelo mundo , se adaptaram ao meio ambiente . Na Guemará (Shabat 31/a) Hilel diz que os “tarmudim” ficaram com os olhos puxados por viverem entre tempestades de areia e outro povo ficou com os pés largos por viver entre os pântanos . Ou seja, uma espécie não vira outra , o homem não vira macaco e o macaco não vira homem, mas tanto os homens quanto os animais se adaptaram ao meio ambiente dando origem a raças diferentes de uma mesma espécie e a prova que eles são da mesma espécie é o fato de eles se cruzarem entre si e terem filhos férteis . Ou seja, desde que Hashem criou o mundo não surgiram espécies novas mas sim novas raças de uma mesma espécie . Os zoólogos classificaram todos os animais encontrados até hoje e sempre estão mudando os critérios dessas classificações , mas Moshe Rabeino não era zoólogo e já sabia antes da América ser descoberta que mais de quatro espécies com um sinal só de Kashrut não existem. Hoje nesse mundo cheio de animais extintos podemos dizer por enquanto que das quatro espécies que tem um só sinal duas já não existem mais. O Shafan não é o Coelho e a Arnevet não é a lebre, ou seja, o Shafan e a Arnevet estão extintos ! O único animal desses quatro que tem seguro de vida garantido pela Torá é o porco , sendo que nossos sábios dizem que ele vai existir até os tempos do Mashiach e então ele se transformará em um animal Kasher !!! Sabemos que no futuro não existirá impureza e portanto não existirão animais impuros. Será que o fato do porco futuramente se tornar um animal puro é uma dica de que se até ele que foi sempre o símbolo da impureza vai ficar puro então quanto mais os outro ou ele é um caso a parte ? Vamos pedir à Hashem para trazer imediatamente a Gueulá e aí veremos tudo isso pessoalmente em nossos dias !!

Rabino Gloiber , sempre correndo , mas sempre com você !!!

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7 comentários sobre “Mensagem da Parashá

  1. Quando estamos cerceados da percepção das bençãos que rebemos, ininterruptamente e não percebemos e muito menos agradecemos.
    Por quê não estamos conectados e sintonizados com essas percepçãões e reconhecimento dos milagres que D’us nos derrama como uma fonte infinita??
    AVRAHAM nos ensina que temos que fazer renuncias para que possamos causar um bem maior para o coletivo, mesmo que no momento da escolha não nos cause um efeito comfortavel, a escolha correta, propiciará uma grande benção.
    Temos que sair do consumismo e da falsa sensão de satisfação!
    E nosso dever aprender a reconhecer a benção de H*shem.
    E como podemos fazer isso???
    Como reconhecer ???
    Hoje consigo ter uma vaga idéia sobre isso, pois tive verdadeiramente uma grande revelação, mesmo sendo muito ignorante nos assuntos Judaicos como um todo percebi que ao finalmente começar acompanhar o ciclo de leitura da Torah (Lei) e acompanhar o comentário pelo site (aqui mesmo) tive realmente uma grande revelação sobre a vida e a alma que D’us nos dá com uma bondade infinita.
    Ao lembrar as besteiras que fiz, começei a questionar D’us porque era tão bondoso e caridoso comigo
    e por quê me salvou por diversas vezes?
    Não fiz nada de bom, e descobri que ele é um Pai de verdade e manda você obedecer, e se vc não obedece quebra a cara, claro!!!
    Então ainda pensando isso comigo mesmo percebi que o mundo quer nos desviar o tempo todo a Televisão é uma maquina de mentiras que irresponsávelnte a usamos para distrair nossos filhos
    nos eximindo da responsabilidade de cumprir um grand mandamento
    -ensina aos teus filhos diligentemente estas palavras que te direi e escreva as no seu coração.
    Pronto, quem está ensinando seus filhos ???
    Você ou o Mentiroso que colocou dentro da sua própria casa para ensinar como não conhecer a lei e ir no caminho que D’us nos ordena??
    A culpa é sua você quando tiver um problema com seu filho que não se comporta com ética e não te respeita não fique nervoso a culpa é sua e do mentiroso que colocou dentro da sua casa de professor e ainda pagou caro por isso e pagará mais caro ainda com as preocupações que lhe serão causadas com as mentiras que ouvirá pois quem ensinou seu filho é mentiroso.
    Avraham é considerado nosso pai por fazer o que era certo ,renunciar vontades e desejos, valorizar a vida e ensinar a verdade.
    Por isso ele é considerado o Pai da fé e nosso o Pai dos Judeus.
    E considerado por D’us O grande O TZADIK ou JUSTO.
    Olhe o seu corpo como receptáculo de bençãos vou dar um exemplo.
    Temos uma alma, que agradecemos todos os dias ao abrir os olhos com o Modê Ani e nenhuma TUMÁ pode interferir com essa preçe a primeira.
    Quando a alma finalmente ,recebe o chamado para receber a outra parte do mundo vindouro ou seja a recompensa por nossos atos,
    o corpo fica morto!!!
    Não,
    Não fica morto ele continua a fazer o que D’us ordenou e sem desobedecer uma virgúla de suas ordens.
    Isso é a maior prova do livre arbitrio que ele com sua bondade nos concede como um Pai que deixa seu filho seguir sua vida esperando que tenha sabedoria.
    E o corpo morto não o desobedece pois se você for lá e colocar o microscópio não tem nada morto tudo está completamente vivo e em mutação seguindo a risca suas ordens desde particulas de atomos e bacterias que criam por ordem dele e geram um ciclo ininterrupto de mais VIDA.
    Por isso devemos aprender com quem entendeu e pode nos ensinar como entender o que e como devemos fazer o correto que D’us benevolentemente permitiu que os ensinamentos de AVRAHAM AVINU chegassem a nós para ajudar a servir Hashem da maneira que ele ordena e ainda nos permite duvidas e explica como as tirar.

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  2. Quando estamos cerceados da percepção das bençãos que rebemos, ininterruptamente e não percebemos e muito menos agradecemos.
    Por quê não estamos conectados e sintonizados com essas percepçãões e reconhecimento dos milagres que D’us nos derrama como uma fonte infinita??
    AVRAHAM nos ensina que temos que fazer renuncias para que possamos causar um bem maior para o coletivo, mesmo que no momento da escolha não nos cause um efeito comfortavel, a escolha correta, propiciará uma grande benção.
    Temos que sair do consumismo e da falsa sensão de satisfação!
    E nosso dever aprender a reconhecer a benção de H*shem.
    E como podemos fazer isso???
    Como reconhecer ???
    Hoje consigo ter uma vaga idéia sobre isso, pois tive verdadeiramente uma grande revelação, mesmo sendo muito ignorante nos assuntos Judaicos como um todo percebi que ao finalmente começar acompanhar o ciclo de leitura da Torah (Lei) e acompanhar o comentário pelo site (aqui mesmo) tive realmente uma grande revelação sobre a vida e a alma que D’us nos dá com uma bondade infinita.
    Ao lembrar as besteiras que fiz, começei a questionar D’us porque era tão bondoso e caridoso comigo
    e por quê me salvou por diversas vezes?
    Não fiz nada de bom, e descobri que ele é um Pai de verdade e manda você obedecer, e se vc não obedece quebra a cara, claro!!!
    Então ainda pensando isso comigo mesmo percebi que o mundo quer nos desviar o tempo todo a Televisão é uma maquina de mentiras que irresponsávelnte a usamos para distrair nossos filhos
    nos eximindo da responsabilidade de cumprir um grand mandamento
    -ensina aos teus filhos diligentemente estas palavras que te direi e escreva as no seu coração.
    Pronto, quem está ensinando seus filhos ???
    Você ou o Mentiroso que colocou dentro da sua própria casa para ensinar como não conhecer a lei e ir no caminho que D’us nos ordena??
    A culpa é sua você quando tiver um problema com seu filho que não se comporta com ética e não te respeita não fique nervoso a culpa é sua e do mentiroso que colocou dentro da sua casa de professor e ainda pagou caro por isso e pagará mais caro ainda com as preocupações que lhe serão causadas com as mentiras que ouvirá pois quem ensinou seu filho é mentiroso.
    Avraham é considerado nosso pai por fazer o que era certo ,renunciar vontades e desejos, valorizar a vida e ensinar a verdade.
    Por isso ele é considerado o Pai da fé e nosso o Pai dos Judeus.
    E considerado por D’us O grande O TZADIK ou JUSTO.
    Olhe o seu corpo como receptáculo de bençãos vou dar um exemplo.
    Temos uma alma, que agradecemos todos os dias ao abrir os olhos com o Modê Ani e nenhuma TUMÁ pode interferir com essa preçe a primeira.
    Quando a alma finalmente ,recebe o chamado para receber a outra parte do mundo vindouro ou seja a recompensa por nossos atos,
    o corpo fica morto!!!
    Não,
    Não fica morto ele continua a fazer o que D’us ordenou e sem desobedecer uma virgúla de suas ordens.
    Isso é a maior prova do livre arbitrio que ele com sua bondade nos concede como um Pai que deixa seu filho seguir sua vida esperando que tenha sabedoria.
    E o corpo morto não o desobedece pois se você for lá e colocar o microscópio não tem nada morto tudo está completamente vivo e em mutação seguindo a risca suas ordens desde particulas de atomos e bacterias que criam por ordem dele e geram um ciclo ininterrupto de mais VIDA.
    Por isso devemos aprender com quem entendeu e pode nos ensinar como entender o que e como devemos fazer o correto que D’us benevolentemente permitiu que os ensinamentos de AVRAHAM AVINU chegassem a nós para ajudar a servir Hashem da maneira que ele ordena e ainda nos permite duvidas e explica como as tirar.

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  3. Quando estamos cerceados da percepção das bençãos que rebemos, ininterruptamente e não percebemos e muito menos agradecemos.
    Por quê não estamos conectados e sintonizados com essas percepçãões e reconhecimento dos milagres que D’us  nos derrama como uma fonte infinita??
    AVRAHAM   nos ensina que temos que fazer renuncias para que possamos causar um bem maior para o coletivo, mesmo que no momento da escolha não nos cause um efeito comfortavel, a escolha correta, propiciará uma grande benção.
    Temos que sair do consumismo e da falsa sensão de satisfação!
    E nosso dever aprender a reconhecer a benção de H*shem.
    E como podemos fazer isso???
    Como reconhecer ???
    Hoje consigo ter uma vaga idéia sobre isso, pois tive verdadeiramente uma grande revelação, mesmo sendo muito ignorante nos assuntos Judaicos como um todo percebi que ao finalmente começar acompanhar o ciclo de leitura da Torah (Lei) e acompanhar o comentário pelo site (aqui mesmo) tive realmente uma grande revelação sobre a vida e a alma que D’us nos dá com uma bondade infinita.
    Ao lembrar as besteiras que fiz, começei a questionar D’us porque era tão bondoso e caridoso comigo
    e por quê me salvou por diversas vezes?
    Não fiz nada de bom, e descobri que ele é um Pai de verdade e manda você obedecer, e se vc não obedece quebra a cara, claro!!!
    Então ainda pensando isso comigo mesmo percebi que o mundo quer nos desviar o tempo todo a Televisão é uma maquina de mentiras que irresponsávelnte a usamos para distrair nossos filhos
    nos eximindo da responsabilidade de cumprir um grand mandamento
    -ensina aos teus filhos diligentemente estas palavras que te direi e escreva as no seu coração.
    Pronto, quem está ensinando seus filhos ???
    Você ou o Mentiroso que colocou dentro da sua própria casa para ensinar como não conhecer a lei e ir no caminho que D’us nos ordena??
    A culpa é sua você quando tiver um problema com seu filho que não se comporta com ética e não te respeita não fique nervoso a culpa é sua e do mentiroso que colocou dentro da sua casa de professor e ainda pagou caro por isso e pagará mais caro ainda com as preocupações que lhe serão causadas com as mentiras que ouvirá pois quem ensinou seu filho é mentiroso.
    Avraham é considerado nosso pai por fazer o que era certo ,renunciar vontades e desejos, valorizar a vida e ensinar a verdade.
    Por isso ele é considerado o Pai da fé e nosso o Pai dos Judeus.
    E considerado por D’us O grande O TZADIK  ou JUSTO.
    Olhe o seu corpo como receptáculo de bençãos vou dar um exemplo.
    Temos uma alma, que agradecemos todos os dias ao abrir os olhos com o Modê Ani e nenhuma TUMÁ pode interferir com essa preçe a primeira.
    Quando a alma finalmente ,recebe o chamado para receber a outra parte do mundo vindouro ou seja a recompensa por nossos atos,
    o corpo fica morto!!!
    Não,
    Não fica morto ele continua a fazer o que D’us ordenou  e sem desobedecer uma virgúla de suas ordens.
    Isso é a maior prova do livre arbitrio que ele com sua bondade nos concede como um Pai que deixa seu filho seguir sua vida esperando que tenha sabedoria.
    E o corpo morto não o desobedece pois se você for lá e colocar o microscópio não tem nada morto tudo está completamente vivo e em mutação seguindo a risca suas ordens desde particulas de atomos e bacterias que criam por ordem dele e geram um ciclo ininterrupto de mais VIDA.
    Por isso devemos aprender com quem entendeu e pode nos ensinar como entender o que e como devemos fazer o correto que D’us benevolentemente permitiu que os ensinamentos de AVRAHAM AVINU chegassem a nós para ajudar a servir Hashem da maneira que ele ordena e ainda nos permite duvidas e explica como as tirar

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  4. TIVE A GRANDIOSA OPORTUNIDADE DE LER A MENSAGEM DA PARASHÁ VAIERÁ, E ME CAIU COMO UMA LUVA , E GRAÇAS AO SITE (QUE SOU INSCRITO) E RECEBO AS MENSAGENS POR EMAIL.
    ENTÃO ENTREI EM CONTATO COM O TZADIK E RABINO AVRAHAM EITAN GLOIBER, PARA AGRADECER PELA MENSAGEM E PELO GRANDE SENTIDO QUE ME FEZ E A BENÇÃO QUE SE SEGUIU DEPOIS.
    B’H
    AO FINAL DA CONVERSA ELE ME DISSE UMA PALAVRA QUE NUNCA HAVIA OUVIDO E CLARO CURIOSO QUE SOU FUI ATRÁS DE DESCOBRIR O QUE SIGNIFICAVA, E FIQUEI MUITO FELIZ COM A TAL PALAVRA POIS ESTOU EMPENHADO NUM ASSUNTO DE CORAÇÃO E ESPIRÍTO!!!
    AI VAI O SIGNIFICADO DA ENIGMATICA PALAVRA EM HEBRAICO!!!

    BOA VIAGEM RABINO!

    HITLAHAVUT
    O espírito do entusiasmo em que a oração é a ser oferecido é conhecido em hassídica ensinando como hitlahavut, de lahav, «fogo», ou seja, a alma do adorador é ser fogo de Deus. É dito que o Rabi Levi Yitzhak de Berditchev (m. 1809), depois de liderar a Congregação em oração durante o dia da expiação, iria gritar: «meu coração está em chamas!» De seu discípulo, o rabino Israel de Koznitz diz que ele tinha um doente e magro corpo que teve de ser transportado em uma cadeira da casa para a sinagoga, mas assim que ele entrou para os portais da casa de Deus ele chorasse: «este lugar é como cheio de temor!» (Gen. 28: 17), e então ele pularia para a oração-mesa «como se ele fosse voando pelo ar». Apesar de seus problemas de saúde, quando ele recitou o versículo «Cantai ao senhor um cântico novo» (PS. 149:1) sua fraqueza deixaria ele e ele cantava na alegria «como uma menina». Este professor costumava dizer que em todo o mundo, não há nenhum prazer maior do que uma oração recitada como deve ser.

    Embora os ensinamentos hassídico na oração destinavam-se geralmente para aplicar até o hasidim ordinário, há um impulso realista em hassídica pensado que reconhece que os alcances superiores da oração só são possíveis por homens santos, quem são os mestres da oração. É por esta razão que significado especial é anexado às orações do tsaddik. Ele é capaz de oferecer a oração como que idealmente deve ser oferecido, e seus seguidores podem elevar-se, associando-se com ele como ele reza. Foi esta doutrina particular da tsaddik como um intermediário entre Deus e o homem que era uma fonte de delito para os oponentes do Hassidismo, que segurou fortemente que pertence à essência da abordagem judaica que um homem se aproxima de seu criador diretamente e exige que ninguém para interceder por ele. Às vezes a veemente acusação foi arremessada no hasidim que sua reverência para o tsaddik e a sua confiança na suas orações roçava o idólatra, embora note que o id tem nunca reza para o tsaddik e consideraria tal noção blasfema ao extremo.

    Em uma defesa notável das orações do tsaddik, a falecido hassídica mestre rabino Solomon de Radomsk (m. 1866) escreve:

    Eis que, há dois tipos de tsaddikim chamado «grandes luzes», cada um deles grande em sua geração. É verdade que existiam na geração que precedeu nosso grande tsaddikim que iluminado o mundo com sua retidão, como o tsaddikim e os profetas dos tempos antigos. Lhes foi dado de domínio e o poder no céu e terra para emitir decretos, e veio a passar, sendo derramado sobre todos os seus caminhos de luz. Hoje em dia, nessas gerações, embora o tsaddikim não são comparáveis aos anteriores, ainda um homem não devemos desesperar para declarar, Deus me livre, que nós deve apalpar agora sobre como um homem cego no escuro… Eis porque a Escritura diz: «E Deus fez as duas grandes luzes» (01:16), insinuando os dois tipos de tsaddikim, os de épocas anteriores e os de mais tarde. «A luz maior para governar o dia». Estas são a tsaddikim das gerações anteriores que tinham o poder de anular todos os decretos contra os filhos de Israel. «E a luz menor», referindo-se para o tsaddik desta geração, «para governar a noite», no exílio amargo que é como a noite. Ele, também, tem o poder da oração, como na idade antiga. Deus fala bem ambos os primeiros e os posteriores, pois ele tem caminhos eternos chegando do céu por meio do qual ele pode ser visto na terra.

    Oração mecânica foi particularmente ofensiva para o hasidim. A oração sincera do homem simples é preferível a oração do sábio, se é falta de sentimento e interioridade. Adaptando um ditado da Cabala, os hasidim ensinou que a oração precisa de asas, as asas do amor e temor de Deus, caso contrário ele nunca poderia ascender heavenwards. O Baal Shem Tov, hassídica a lenda, uma vez que se recusou a entrar uma sinagoga porque, disse ele, não havia lugar lá tão cheia foi a construção de orações. Quando solicitado a explicar, ele disse que a verdadeira e sincera oração não permaneça abaixo na sinagoga mas voa para cima. Em um conto bem conhecido o Ba’al Shem Tov elogia um jovem pobre, ignorante que conhecia não Hebraico e, portanto, era incapaz de recitar as orações, mas que, no seu amor, tocou sua flauta em louvor de Deus. Pelo medo neste contexto o hasidim não significa o medo da punição. Pregação de fogo infernal, por exemplo, é singularmente ausente de sermão hassídica. Pelo medo o hasidim compreendeu que a tremenda sensação de homem incrédulo deve experimentar quando ele percebe que ele está na presença de Deus, a experiência de Rudolf Otto do numinous. O hasidim ensina que o amor e o medo são essenciais; amo porque onde há medo sozinho não há alegria embora haja fascínio e medo, pois onde está o amor oração sozinho pode degenerar puro sentimentalismo e também é em qualquer evento demasiado superficial,

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