* Purim 5779 – começa na noite de quarta-feira, 20 de março e continua até quinta-feira, 21 de março de 2019 (22 de março em Jerusalém)

A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”

A história resumida:

O império persa de 2400 anos atrás abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o Rei Arrashverosh mandou executar sua esposa, a Rainha Vashti, por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha – embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.

Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman.

Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender, jejuar e rezar a D’us. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judaica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos.

Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram.

Preceitos e Costumes de Purim

Jejum de Ester

Quando jejua-se

Em 13 de Adar.

Duração

O jejum começa antes do amanhecer e termina após o anoitecer.

Significado

Mordechai, conselheiro do rei da Pérsia, Achashverosh, vestido de andrajos e cinzas, conclamou os judeus para retornar à Torá.

Sua prima, a rainha Ester, jejuou em penitência por três dias e pediu ao povo judeu que fizesse o mesmo. Só então encaminhou-se até o rei para acusar Haman de querer matar seu povo.

Os judeus obtiveram permissão para se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o. Para relembrar este dia de prece e jejum que precedeu a vitória, nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

Costumes

Antes da prece de Minchá é costume doar três moedas de meia unidade monetária para tsedacá, em lembrança do meio-shekel que cada um deveria doar para o Templo Sagrado. Para quem esquecer ou não estiver presente na sinagoga, poderá realizar este costume na manhã de Purim, antes da leitura da Meguilá ou durante o dia.

Purim

Quando Comemora-se

Em 14 ou 15 de Adar.

Significado

Origina-se da palavra “Pur”, sorteio. Referente a data em que Haman sorteou e marcou para o aniquilamento de todo o povo judeu. Na verdade, transformou-se na data de sorte do povo judeu, quando então foi salvo e saiu-se vitorioso. Esta data marcou para sempre o dia em que comemora-se com grande alegria a festa de Purim.

Embora costumemos nos vestir com roupas de festa, Purim não apresenta as restrições de trabalho dos feriados. Apesar disso, é muito bom se você conseguir não trabalhar neste dia e se concentrar na festa e suas mitsvot.

Preceitos

Leitura da Meguilá

Deve-se ouvir duas vezes a leitura da Meguilá de Ester: uma na noite de Purim, e a outra pela manhã.

Mishlôach Manot

Envia-se alimentos a pelo menos um amigo no decorrer do dia de Purim que devem ser de duas espécies (fruta, massa e/ou bebida), prontos para consumo e entregues através de um mensageiro.

Matanot Laevyonim

Doa-se uma certa quantia em dinheiro para pelo menos dois carentes no decorrer do dia de Purim.

Caso não se encontre ninguém nestas condições, a doação deve ser colocada em uma caixinha de tsedacá.

Refeição Festiva

Uma refeição festiva é realizada ainda durante o dia de Purim e deve conter pão, vinho e carne.

Costumes

Reco-Reco

Toda vez que o nome de Haman (acompanhado de um adjetivo) for mencionado durante a leitura da Meguilá, faz-se barulho com o reco-reco ou outros instrumentos sonoros.

Fantasia

Purim é uma festa feliz e fantasiar-se é uma maneira alegre e divertida de aumentar ainda mais a alegria do milagre ocorrido. Existem dois tipos de milagre: aquele que é óbvio e aquele que está oculto pela Natureza. Purim pertence a segunda categoria. Nos fantasiamos para reafirmar que a Natureza nada mais é além de uma “fantasia” da mão Divina.

Proibições

É proibido jejuar em Purim. Reserva-se o dia, ou grande parte dele, para realizar todas as mitsvot referentes à festa. Qualquer trabalho desnecessário deve ser evitado ao máximo.

* Veja Receitas para Purim aqui : https://ongtora.com/receitas-de-purim/

Fonte: Pt.Chabad.org

 

Os Salmos possuem a força para curar tanto as doenças físicas como as espirituais. Rompem barreiras refinando o mais baixo e o elevando, tornam-se poderosos abrindo os portões dos céus

Mensagem do Rebe
Se vocês soubessem da força dos versículos de Tehilim (Salmos) e seus efeitos nas Alturas Celestiais, vocês os recitariam a cada momento. Os capitulos de Tehilim quebram todas as barreiras e ascendem cada vez mais alto diante de D-us e 
surtem seu efeito com bondade e misericórdia .

Carta do Rebe

… Conforme é conhecido, há dois comandos na vida espiritual do homem: o da mente e o do coração, o intelecto e as emoções. Da mesma forma, existem dois caminhos para o serviço a D’us, o caminho da prece e o da Torá. A Torá é o nosso intelecto e entendimento e a prece é o “Serviço do Coração” [Talmud Taanit 2a]; conforme explica o Alter Rebe: “Para o coração com o coração”.

No entanto, assim como o resto da criação, que é de D’us Que é Um, é portanto completamente e claramente vista como unificada… Quanto mais com o povo judeu e com todas as coisas santas, dentro das quais a Luz do Todo-Poderoso é revelada; com eles é certamente claro que estão completamente unificados um com o outro.

Por esse motivo, nós encontramos, no Talmud, que Beit Shamai, que era usualmente rigoroso em suas decisões, às vezes era leniente, e Beit Hilel, que era usualmente leniente, às vezes era rigoroso… Isso porque as almas estão entrelaçadas, e cada um deles possuía de forma inata ambas as características, leniência e rigidez…

Assim sendo, obviamente, o mesmo ocorre nos caminhos acima mencionados de serviço a D’us: o estudo da Torá deve também incluir emoção durante o estudo, conforme nossos sábios já disseram, Meguilá 32a, sobre aqueles que estudam Torá sem movimentar-se e sem cantar; com referência a essas pessoas o versículo diz: ‘E Eu lhes darei estatutos que não são bons’, Ezequiel 20:25. Além disso, antes de estuda a pessoa deve fazer uma bênção, o que significa que ela deve sentir a preciosidade do estudo da Torá, para ele seja parte do seu coração. Além disso, “a Torá sem temor e amor a D’us não pode dirigir-se ao céu para chegar perante o Todo-Poderoso”.

Assim também é com a prece. Embora ela seja o “Serviço do Coração”, não obstante, antes de rezar deve-se pensar e meditar sobre a exaltação do Senhor e a pequenez do homem; e, durante as preces, ele deve sentir como se D’us estivesse diante dele. Além do mais, à prece sem concentração não é considerada prece. Só à prece já contém partes que são louvores ao Todo-Poderoso, o que significa uma ligação com a emoção.

O próprio Livro dos Salmos também é entrelaçado: o pensamento intelectual e a meditação sobre a exaltação de D’us, e em Sua Sabedoria, grandeza e força poderosa, certamente fazem alguém amá-Lo e temê-Lo, e ambos, amor e temor, são emoções.

Além disso, a prece na Torá, a qual, conforme já mencionado, inlcui o Livro dos Salmos, deve também ter seu profundo estudo e compreensão.

Isso é sugerido nas palavras da abertura do Salmo 90: “Uma prece de Moshê”, significando que eles, a prece, o “Serviço do Coração”, e Moshê, sobre quem a Torá , o intelecto, recebe o nome, serão completamente unificados.

Com estima e bênção,

Assinatura do Rebe

  • Fonte: pt.chabad.org

 


Fé na prática é a visualização de que D’eus já te deu o que você quer. É imaginar que a sua reza já foi atendida e, mesmo que isso ainda não tenha acontecido isso próprio faz com que aconteça. O Rebe de Lubavitch nos contou que quando tinha três aninhos já visualizava a Gueulá acontecendo. Visualização é uma ferramenta poderosa. Visualize o que você quer fazer como se já o tivesse feito, e isso próprio fará acontecer . Muito sucesso nas metas do dia sentindo desde já que você já cumpriu todas elas! Rabino Gloiber Sempre correndo Mas sempre com você.

* Para ler mais mensagens do Rabino Gloiber,  acesse em  nosso site mensagem do Rabino Gloiber. https://ongtora.com/mensagens-do-rabino-gloiber/

Artwork by Alex Levin.

No 25º ano do exílio da Babilônia, D’us mostrou uma visão do futuro Templo ao profeta Yechezekel. Porém o Segundo Templo foi construído apenas parcialmente com base na descrição do livro de Yechezekel, pois esta descrição profética estava reservada para o Terceiro e último Templo.

O Midrash nos diz que quando D’us ordenou a Yechezekel para descrever as dimensões do Templo ao povo judeu, Yechezekel perguntou: “Mestre do Universo, por que está me dizendo para ir e contar a Israel o formato da Casa; eles agora estão em exílio na terra de nossos inimigos – existe algo que eles possam fazer a respeito disso? Deixe que fiquem, até que retornem do exílio. Então irei e os informarei.”

D’us respondeu: “A construção da Minha Casa deveria ser ignorada porque Meus filhos estão no exílio? O estudo do desenho do Templo Sagrado como detalhado na Torá pode ser igualado à sua real construção. Vá e diga a eles para estudarem a forma do Templo Sagrado. Como recompensa pelo seu estudo e sua ocupação com isso, Eu irei considerar se eles realmente construíram o Templo Sagrado. 

Baseado no Midrash acima, o Rebe de Lubavitch incentivou fortemente o estudo sobre a construção do Templo, especialmente durante a época do ano na qual lamentamos sua destruição. 

Assim, apresentamos um esboço de algumas características distintas do Terceiro Templo. (Veja, porém, que Maimônides escreve que o projeto do Templo Messiânico, embora mencionado no Livro de Yechezekel, “não é explícito ou explicado.)” 

Será Grande
O Terceiro Templo será muito maior que os dois Templos anteriores. Por exemplo, a área separada para o complexo do Segundo Templo, ou aquele que é conhecido como o Monte do Templo, era de 500 por 500 cúbitos (cerca de 1.000 metros por 1.000 metros) – ou 9 milhões de cúbitos quadrados – i.e., será 39 vezes maior, com cerca de 2 milhões de metros quadrados! 

Será Quadrado
A divisão básica do Templo em diferentes seções, como o Kodesh (Sagrado) e o Kodesh HaKodashim (Santo dos Santos), será a mesma que nos Templos anteriores. Porém, a seção chamada Ezrat Nashim no Segundo Templo (e “pátio externo” na profecia de Yechezekel) terá um desenho muito diferente no Terceiro Templo. Embora no Segundo Templo essa seção fosse uma área de 300 metros quadrados na frente da azará(o equivalente ao “pátio interno” em sua profecia), no Terceiro Templo essa área será de 625 por 630 metros, e completamente cercada, quase como uma praça, a azará.

O Ferro Estará Presente
Ferro não foi usado nas construção dos primeiros dois Templos, como declara o versículo: “A Casa, quando estava em construção, foi feita de pedra trabalhada nos cantos, e não houve martelo nem machado (nem) qualquer ferramenta de ferro ouvida na Casa, enquanto estava em construção.”  Por quê? Porque ferro é usado para fazer armas que encurtam a vida, e o objetivo do Templo era “fazer a paz” entre homem e D’us, portanto prolongando a vida da pessoa. Assim,é inadequado construir uma estrutura de sustento da vida com um material totalmente seu oposto.

No entanto, o Rebe explica que na era messiânica, quando “espadas serão transformadas em arados” e o ferro será usado apenas para o positivo, essa proibição de usar metal na estrutura do Templo não mais será aplicada.

O uso de ferro no Terceiro Templo não apenas será um sintoma da paz que irá reinar, mas é simbólico da era messiânica em geral. A palavra hebraica para ferro, barzel, o Arizal explica ser um acrônimo para as quatro esposas do patriarca Yaacov, de quem a nação judaica descendeu: Lea, Zilpá, Rachel, Bilá Isso corresponde à explicação dos místicos de que na era da redenção, as mulheres estarão num nível mais elevado que os homens.

Iremos Ali Com Frequência
O versículo ao final de Yeshayáhu declara: “‘Será a partir da lua nova para lua nova e de Shabat para Shabat que toda a carne se prostrará perante Mim,’ diz o Eterno,”  O Midrash explica que embora durante as eras dos dois primeiros Templos os judeus fizessem uma peregrinação ao Templo somente três vezes ao ano, na era messiânica faremos todo primeiro dia do novo mês. O Midrash explica ainda que isso era impossível de fazer durante os dois primeiros Templos, mas que na era do terceiro Templo teremos “nuvens” que nos transportarão até Jerusalém e ao Templo, permitindo-nos visitar o Templo Sagrado com muito mais frequência. 

Que o mérito de aprender sobre a construção do Templo esteja conosco, e que possamos merecer a reconstrução do terceiro Templo Sagrado rapidamente em nossos dias!

  • Fonte: beitchabad.org.br
  • Imagem : Alex Levin


Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.
Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.
Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.
Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.
Os Oito Níveis de Caridade

Definidos por Maimônides, o Rambam

Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.

  1. O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão judeu com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros…
  2. Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir uma mitsvá apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador, como Rabi Chananyah ben Teradyon.
  3. Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
  4. Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
  5. Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
  6. Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
  7. Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
  8. Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
  • (Fonte: pt.chabad.org)
  • (Imagem: Natan Cooper)

 
Clamei a D’us em minha opressão, e Ele respondeu-me com conforto. Quando D’us está comigo, não temo o que qualquer mortal possa fazer-me” (Halel, Tehilim 118:5-6).
Nada é mais assustador que a solidão. Quando estamos sós, o mundo pode parecer apavorante, e mesmo sombras inofensivas podem tomar uma aparência ameaçadora.
“Mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, nada temerei porque Tu estás comigo” (Tehilim 34:4). Quando sabemos que D’us está conosco, podemos sentir-nos tão seguros como um bebê nos braços protetores da mãe. Mas para ter a Presença de D’us, devemos invocá-Lo, como diz o salmista (91:15): “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei.”

A prece sincera nos aproxima de D’us.

 
* Fonte: chabad.org.br
(Imagem: Robert Tanenbaum)


Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).
Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.
 
Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !
Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:
https://www.myzmanim.com
 
*( Fonte: pt.chabad.org)

Conta-se a história de um homem que foi descido a um poço profundo, cada vez mais baixo, até que a escuridão ficou tão densa que ele conseguia tocá-la com os dedos, a umidade e o frio que penetravam em seus ossos faziam-no tremer.
Finalmente, sem qualquer aviso, ele chegou ao fundo rochoso do poço. Quando o puxaram de volta, perguntaram: “Então, o que você encontrou ali?”
“Estava frio”, ele respondeu.
“O que mais?”
“Estava escuro”, ele respondeu.
“E o que mais?”
“O que mais querem?” disse ele. “Cheguei ao fundo e estava frio, escuro e cheio de sujeira!”
“Sabemos que é cheio de sujeira!” responderam eles. “É uma mina! E diga, onde estão os diamantes?”
Se você já leu sobre Tikun, retificação da alma, pode já deve ter entendido a história. Trata-se de nós, sobre como nossas almas caem num mundo fraturado, privado de luz.
Se você não sabe por que está aqui, às vezes tudo que consegue ver é sujeira. E não há escassez de sujeira neste mundo.
Mas se você sabe que está aqui numa missão, a suprema missão de resgatar as centelhas divinas perdidas e consertar o universo, e se você sabe que as pedras preciosas mais brilhantes são achadas nos lugares mais escuros e profundos – então a sujeira torna-se quase irrelevante. Tudo que você vê são os diamantes.
O primeiro lugar para procurar aqueles diamantes é sua própria casa, e então na sua comunidade. Quando você os encontrar ali, vai ver diamantes em toda parte.

*( Fonte: pt.Chabad.org)
* ( Photo : Elena Flerova )

 O Lubavitcher Rebe, nos seus inúmeros pronunciamentos, enfatizou a maneira pela qual cada um deve se preparar para esta fabulosa era que ocorrerá:
 
Conscientização: simplesmente esteja preparado, tenha fé, pense e tome consciência do momento.
Aprofundar nossos conhecimentos sobre a Gueul (Redenção): Estude e conheça os temas relativos à vinda de Mashíach e a Redenção. Devemos estudar as fontes – Torá, Talmud, Maimônides, etc. que elucidam este tema para que possamos ver e compreender corretamente os eventos que ocorrem e que ocorrerão ao nosso redor e começarmos a vivenciá-los.
Pedir: a libertação do Egito ocorreu quando o povo judeu chamou Hashem (D’us) e pediu para ser redimido. Nós, da mesma forma, devemos nos dirigir a D’us com preces, solicitando que nos envie imediatamente Mashíach e proclamar como é penoso cada dia que passa sem a Gueulá.
Mitsvot, Boas ações: um simples ato positivo seu pode “inclinar a balança” e decidir o futuro da humanidade. Acrescente boas ações no que se refere aos seus semelhantes e a D’us, colocando uma ênfase especial em que isto influa para apressar o fim do Exílio, iniciando a Gueulá (Redenção). Cada ajuda que fornecemos ao próximo, ensinando a cumprir uma mitsvá ou participar de um estudo de Tora certamente aproxima a vinda de Mashíach. Que seja em breve, em nossos dias.
*(Fonte: pt.chabad.org)