O 10o dia do mês hebraico de Tevet é um dos quatro jejuns de menor importância no ano judaico. Dizemos um jejum de menor importância, comparando-o a Yom Kipur e Tisha b’Av, dias em que jejuamos durante 24 horas ou mais, e por se tratar de um jejum em que nos abstemos de ingerir alimentos e bebidas apenas desde um pouco antes do nascer do sol até o anoitecer.

Além do jejum, o dia 10 de Tevet é guardado como um dia de luto e arrependimento. Nas rezas matinais, incluem-se as Selichot – preces de penitência. Em tempos recentes, essa data passou a ser o dia em que se diz Kadish em memória das vítimas do Holocausto, muitos dos quais têm seu dia de martírio desconhecido. Este ano, o dia 10 de Tevet cairá no dia 8 de janeiro de 2017.

Por que jejuamos em 10 de Tevet?

Essa data marca o início da queda de Jerusalém e o subsequente exílio do Povo Judeu. Durante muitos anos, à época do primeiro Tempo Sagrado de Jerusalém, D’us enviava Seus profetas para alertar o Povo Judeu que se não melhorassem seu comportamento, Jerusalém e o Templo Sagrado seriam destruídos. Muitos judeus, inclusive seus líderes, caçoavam dos profetas, acusando-os de “falsas profecias de um destino cruel” e alegando que eles tinham o hábito de desmoralizar o povo. Chegaram, mesmo, a assassinar um dos profetas.

Até que, em 10 de Tevet do ano de 3336 (425 a.E.C.) os exércitos do imperador Nabucodonozor, da Babilônia, sitiaram Jerusalém. D’us retardou a destruição para dar aos judeus a oportunidade de se arrependerem. Enviou o profeta Jeremias para reprovar e advertir o Povo Judeu, mas em vez de ouvir seu chamado, eles o aprisionaram. Assim, 30 meses depois, no 9o dia do mês hebraico de Tamuz de 3338, os exércitos babilônicos romperam os muros de Jerusalém e, em Tishá b’Av, o nono dia do mês de Menachem Av, destruíram o Templo Sagrado de Jerusalém e exilaram o Povo Judeu.

De certa forma, o jejum de 10 de Tevet é extremamente duro, pois, diferentemente dos demais jejuns de menor importância, é cumprido mesmo quando cai em uma sexta-feira. Geralmente, é proibido jejuar nas sextas-feiras porque isso interferiria com os preparativos para o Shabat e não é adequado entrar em um dia sagrado sentindo-se faminto. Por esse motivo, quando os demais jejuns menores caem na sexta-feira, eles são antecipados para a quinta-feira. No entanto, o jejum de 10 de Tevet, como dissemos, deve ser cumprido mesmo em Erev Shabat, a véspera de Shabat. Há uma opinião que defende que se essa data caísse no Shabat, jejuar-se-ia nesse dia. Isso comprova a dureza desse dia de jejum, pois mesmo o de Tishá b’Av – que dura uma noite e um dia inteiros –  nunca é realizado no Shabat. Quando acontece de cair no Shabat, o jejum é adiado para o dia seguinte.

O jejum do dia 10 de Tevet é tão severo pelo fato de ser visto como o início da cadeia de eventos que culminaram com a queda de Jerusalém e a destruição do Templo Sagrado, e o subsequente exílio do Povo Judeu. Apesar do seu retorno à Terra de Israel após os 70 anos de exílio na Babilônia e apesar da construção do segundo Templo Sagrado, a nação nunca se recuperou, de fato, da queda do primeiro Reino de Israel. O sítio a Jerusalém ocorrido em 10 de Tevet foi, portanto, a origem de todas as calamidades na História Judaica. E foi aí que começaram a dispersão de nosso povo e todas as provações e atribulações e tragédias que se seguiram.

Essa data é também o dia da recordação de dois eventos trágicos que ocorreram nos dias que antecederam o 10 de Tevet. O primeiro deles ocorreu em 8 desse mês e foi a tradução da Torá para o grego. Ptolomeu, o imperador egípcio-grego que estava no poder, reuniu 72 sábios da Torá, isolando-os em 72 aposentos separados e lhes ordenando que traduzissem a Torá para o grego. No 8º dia de Tevetdo ano 3515 (246 a.E.C.) eles produziram 72 traduções idênticas! Foi um feito milagroso, particularmente porque havia 13 pontos onde os tradutores divergiram intencionalmente da tradução literal, para evitar que a Torá fosse mal interpretada por não judeus ao ler a tradução. Todos os 72 sábios traduziram essas 13 passagens da mesmíssima maneira! Apesar desse grande milagre, nossos Sábios viram essa tradução da Torá como um dos dias mais trágicos na História Judaica. Chegaram, mesmo, a compará-lo com o dia em que os judeus fizeram o Bezerro de Ouro.

Aparentemente, a tradução da Torá não deveria ser considerada um evento negativo. O próprio Moshé traduziu a Torá para 70 idiomas. No entanto, diferentemente dessa tradução e das traduções de nossos textos sagrados feitas ao longo dos tempos, especialmente em anos recentes, a tradução ordenada pelo imperador egípcio-grego não era uma empreitada sagrada nem Divina, mas um projeto humano motivado por uma intenção maldosa. Portanto, era como um bezerro de ouro – um receptáculo definido pelo homem para a Verdade Divina.  O propósito do imperador ao ordenar a tradução não era disseminar o estudo da Palavra de D’us, mas permitir uma distorção do significado original da Torá. E, de fato, a tradução grega da Torá ajudou os judeus helenistas a introduzir a cultura grega na vida judaica e a modificar o judaísmo de modo a adaptá-lo aos valores gregos e seu estilo de vida. O uso do idioma grego para traduzir a Torá teve amplas ramificações na sociedade judaica: minou alguns dos esforços dos rabinos no combate ao fascínio que os gregos exerciam sobre os judeus.

O segundo evento trágico que antecedeu o dia 10 de Tevet foi o falecimento de Ezra HaSofer, Ezra, o Escriba, que morreu no dia 9 desse mês, do ano de 3448 (313 a.E.C.)  – 1000 anos após a entrega da Torá no Monte Sinai. Nossos Sábios ensinam que se D’us não nos tivesse dado a Torá por intermédio de Moshé, Ele o teria feito através de Ezra. Este conduziu o retorno do Povo Judeu à Terra de Israel após o Exílio da Babilônia. Ele supervisionou a construção do Segundo Templo, fortaleceu o cumprimento das leis do Shabat e ajudou a pôr fim à onda de casamentos mistos que dizimava o Povo Judeu à época. Como chefe da Grande Assembleia de Sábios e Profetas, a Anshei Knesset HaGuedolá, Ezra compilou os 24 livros do Tanach (Torá, Profetas e Escritos – ToráNeviim e Ketuvim) e, ao instituir uma série de práticas judaicas, assegurou a continuação do judaísmo autêntico entre o Povo Judeu.

Homem verdadeiramente incorruptível, Ezra era também um ser de grande compaixão, profunda visão, carisma e erudição quase sem paralelo. Pode-se dizer que Ezra HaSofer é o responsável pela sobrevivência do judaísmo até nossos dias. Por esse motivo, marcamos o dia de seu falecimento como um dia muito triste no calendário judaico.

Como jejuar nos três dias – 8, 9 e 10 de Tevet – seria fora de propósito, os eventos tristes dos outros dois dias são incluídos no jejum do dia 10.  Isso condiz com a política rabínica de reunir as comemorações tristes aos dias já consagrados ao jejum para evitar povoar o calendário judaico com tantos dias de recordações trágicas.  Aliás, essa é a razão pela qual a celebração que homenageia a destruição das comunidades judaicas de Worms, Speyers e Mainz pelos Cruzados, em 1096, é marcada pelo jejum de Tishá b’Av, ainda que essas destruições tenham ocorrido em outros meses do nosso calendário.

A política de minimização do número de dias de celebração de eventos tristes se tornou prática aceita em toda a História Judaica, até o Holocausto. Como a Shoá não teve paralelo na história do Povo Judeu na Diáspora, como a enormidade da tragédia supera todas as demais, o Estado de Israel designou uma data especial apenas para o Dia da Recordação do Holocausto. Os rabinos, contudo, também atribuem a recordação do Holocausto ao dia 10 de Tevet. Esse dia, como mencionamos acima, é quando recitamos o Kadish por aqueles que foram mortos no Holocausto, mas cuja data de falecimento é desconhecida. Assim, nessa data, não apenas recordamos nossos 7 milhões de mártires; também jejuamos e choramos por eles.

Um dia de arrependimento

Há um antigo costume de se proferir palavras inspiradoras que despertem a alma para o arrependimento nos dias de jejum, como o 10 de Tevet.

Há vários temas sobre os quais nós, judeus, devemos refletir nesse dia. Primeiro, devemos ter em mente que quando o imperador da Babilônia e suas tropas tomaram Jerusalém, nenhum judeu podia entrar na cidade ou deixá-la. Todos os seus habitantes foram forçados a viver em comunidade. O Talmud ensina que: “D’us envia a cura antes da doença”. O sítio à Jerusalém foi um exemplo desse ensinamento talmúdico: D’us deu aos judeus da cidade a oportunidade de se unirem. Se assim o tivessem feito, teriam saído vitoriosos sobre o exército babilônico. Mas os judeus não se uniram e o resultado foi destruição e exílio.

O exílio que se seguiu à queda do primeiro Templo Sagrado durou apenas 70 anos, mas a História Judaica nunca mais foi a mesma. Um segundo Templo foi construído, mas era desprovido dos inúmeros milagres que ocorreram no primeiro. Os judeus retornaram à Terra de Israel liderados por Ezra, o Escriba, mas eles nunca mais desfrutaram do mesmo grau de independência que tinham antes. A queda do primeiro Templo Sagrado foi, portanto, o início de nosso atual exílio, que durou cerca de 2000 anos.

E o início da queda do primeiro Templo ocorreu em 10 de  Tevet. Isso foi a origem de todos os problemas e tragédias que se seguiram ao longo da história de nosso povo. Por esta razão, o jejum de 10 de Tevet é tão especialmente severoque não pode ser adiado nem antecipado nem mesmo quando cai na véspera do Shabat.

Desde a queda do segundo Templo, vivemos no exílio já há quase dois milênios. O Talmud nos ensina que a principal causa desse exílio foi o ódio entre os judeus. Quando há harmonia e unidade entre nós, judeus, somos invencíveis. Não precisamos voltar atrás, às histórias do Tanach para o corroborar. A história de Israel demonstra que quando o Povo Judeu está unido, o Estado e suas forças armadas são imbatíveis. Mas, quando há, e que D’us não o permita, ressentimento e ódio entre nós, o resultado é derrota e exílio. O sítio de Jerusalém no dia 10 de Tevet deu ao Povo Judeu a oportunidade de remediar a causa do exílio antes que tivesse começado. Infelizmente, o povo não se apercebeu nem se utilizou da cura antes e nem mesmo depois da doença se ter instalado…

Assim como ocorreu da primeira vez, todos os anos o dia 10 de Tevet é um dia auspicioso para que todos os judeus se empenhem em curar a causa primária de nosso exílio. Isso se faz criando harmonia e paz entre nós e nossos irmãos, o Povo Judeu. Quer em Israel ou na Diáspora, nós enquanto povo devemos esforçar-nos para admitir que apesar de nossas diferenças religiosas ou políticas, o que nos une é muito maior do que o que nos separa. Não importa quão grande a distância política ou religiosa entre nós; é muito, mas muito melhor viver em paz com nossos irmãos judeus do que enfrentar a derrota, o exílio e a destruição.

A defesa de Jerusalém

Há outra questão sobre a qual devemos refletir no dia 10 de Tevet – o nosso vínculo com a cidade sagrada de Jerusalém. Essa cidade foi, é e será para sempre a Capital do Povo Judeu. Jerusalém não é apenas a capital política do Estado de Israel – é também a capital espiritual de nossa nação. O jejum de 10 de Tevet, bem como os de 17 de Tamuz e 9 de Av, nos recordam que quando os exércitos inimigos quiseram destruir o Reino de Israel, eles atacaram Jerusalém. Perceberam que se a Cidade Santa caísse, o Povo Judeu cairia. Jerusalém é o coração da Terra de Israel. Um Reino de Israel sem Jerusalém é como um organismo humano sem coração. Portanto, precisamos reconhecer Jerusalém pelo que a cidade é. Devemos promovê-la e protegê-la. Jerusalém é o centro espiritual do mundo e a chave de sua redenção.

Hoje, os inimigos do nosso povo, como os antigos babilônios e romanos, atacam nossa nação indo atrás de Jerusalém. Seu desejo supremo é extirpar os judeus da única Pátria Judaica para que novamente estejamos indefesos, como estivemos durante 2000 anos, quando não tínhamos país nem exército. Sua estratégia para executar esse plano nefasto é tentar criar uma cisão entre o Povo Judeu e sua cidade, Jerusalém.

Em outubro deste ano, uma proposta de Resolução aprovada pela UNESCO, organismo das Nações Unidas encarregado da preservação da cultura e história, negou os vínculos do judaísmo a Jerusalém e seus lugares santos. Essa Resolução não apenas zombou da história – fato irônico já que a UNESCO é a encarregada de preservar a história –, mas o que talvez seja bem pior: trata-se de uma campanha vil dirigida ao coração da nação judaica. A Resolução recebeu ríspidas censuras por parte de Israel e dos Estados Unidos. O Primeiro Ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, criticou-a duramente chamando-a de “absurdo”: “Dizer que Israel não tem vínculos com o Monte do Templo e o Muro Ocidental é como dizer que a China não tem vínculos com a Grande Muralha ou que o Egito não tem vínculos com as Pirâmides. Com essa decisão absurda, a UNESCO perdeu a pouca legitimidade que lhe restava”.

Quem perpetra uma negação tão grosseira da História – a ideia de que se contarmos uma mentira muitas vezes ela se tornará verdade – segue os passos de Goebbels, Stalin e Hitler – inimigos dos judeus e da humanidade. Esses ataques contra Jerusalém não apenas negam a História Judaica, mas também a História do Cristianismo. Negar a conexão indissolúvel do Povo Judeu com Jerusalém é declarar não só que o Tanach, mas também a Bíblia Cristã, são falsidades. A Resolução da UNESCO e atitudes semelhantes das Nações Unidas e de certos países é um ataque contra o Judaísmo e contra o Cristianismo – contra todos os judeus e cristãos de fé, no mundo todo. É também um ataque contra a História, a verdade e a decência.

O dia 10 de Tevet, que marca o sítio a Jerusalém, deve inspirar todos os judeus a fortalecer seus laços com a Cidade Sagrada e com a Terra de Israel. E o fazemos estudando e ensinando o Judaísmo, a História Judaica, o passado e o presente de nossa Pátria e nossa Capital. Nós o fazemos defendendo a verdade e combatendo as falsidades, defendendo nosso direito à Terra de Israel e aos Lugares Santos de todas as cidades. Acima de tudo, fortalecemos Israel e Jerusalém quando promovemos a paz e a unidade entre nós, judeus, onde quer que estejamos, seja em Israel ou na Diáspora.

Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.

Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.

Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.

Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.

Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.

Os Oito Níveis de Caridade

Definidos por Maimônides, o Rambam

Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.

  1. O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão judeu com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros…
  2. Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir uma mitsvá apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador, como Rabi Chananyah ben Teradyon.
  3. Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
  4. Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
  5. Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
  6. Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
  7. Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
  8. Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
  • (Fonte: pt.chabad.org)
  • (Imagem: Natan Cooper)

 

Clamei a D’us em minha opressão, e Ele respondeu-me com conforto. Quando D’us está comigo, não temo o que qualquer mortal possa fazer-me” (Halel, Tehilim 118:5-6).

Nada é mais assustador que a solidão. Quando estamos sós, o mundo pode parecer apavorante, e mesmo sombras inofensivas podem tomar uma aparência ameaçadora.

“Mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, nada temerei porque Tu estás comigo” (Tehilim 34:4). Quando sabemos que D’us está conosco, podemos sentir-nos tão seguros como um bebê nos braços protetores da mãe. Mas para ter a Presença de D’us, devemos invocá-Lo, como diz o salmista (91:15): “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei.”

A prece sincera nos aproxima de D’us.

 

* Fonte: chabad.org.br

(Imagem: Robert Tanenbaum)

Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).

Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.

 

Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !

Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:

https://www.myzmanim.com

 

*( Fonte: pt.chabad.org)

Conta-se a história de um homem que foi descido a um poço profundo, cada vez mais baixo, até que a escuridão ficou tão densa que ele conseguia tocá-la com os dedos, a umidade e o frio que penetravam em seus ossos faziam-no tremer.
Finalmente, sem qualquer aviso, ele chegou ao fundo rochoso do poço. Quando o puxaram de volta, perguntaram: “Então, o que você encontrou ali?”
“Estava frio”, ele respondeu.
“O que mais?”
“Estava escuro”, ele respondeu.
“E o que mais?”
“O que mais querem?” disse ele. “Cheguei ao fundo e estava frio, escuro e cheio de sujeira!”
“Sabemos que é cheio de sujeira!” responderam eles. “É uma mina! E diga, onde estão os diamantes?”
Se você já leu sobre Tikun, retificação da alma, pode já deve ter entendido a história. Trata-se de nós, sobre como nossas almas caem num mundo fraturado, privado de luz.
Se você não sabe por que está aqui, às vezes tudo que consegue ver é sujeira. E não há escassez de sujeira neste mundo.
Mas se você sabe que está aqui numa missão, a suprema missão de resgatar as centelhas divinas perdidas e consertar o universo, e se você sabe que as pedras preciosas mais brilhantes são achadas nos lugares mais escuros e profundos – então a sujeira torna-se quase irrelevante. Tudo que você vê são os diamantes.
O primeiro lugar para procurar aqueles diamantes é sua própria casa, e então na sua comunidade. Quando você os encontrar ali, vai ver diamantes em toda parte.

*( Fonte: pt.Chabad.org)
* ( Photo : Elena Flerova )

 O Lubavitcher Rebe, nos seus inúmeros pronunciamentos, enfatizou a maneira pela qual cada um deve se preparar para esta fabulosa era que ocorrerá:

 

Conscientização: simplesmente esteja preparado, tenha fé, pense e tome consciência do momento.
Aprofundar nossos conhecimentos sobre a Gueul (Redenção): Estude e conheça os temas relativos à vinda de Mashíach e a Redenção. Devemos estudar as fontes – Torá, Talmud, Maimônides, etc. que elucidam este tema para que possamos ver e compreender corretamente os eventos que ocorrem e que ocorrerão ao nosso redor e começarmos a vivenciá-los.

Pedir: a libertação do Egito ocorreu quando o povo judeu chamou Hashem (D’us) e pediu para ser redimido. Nós, da mesma forma, devemos nos dirigir a D’us com preces, solicitando que nos envie imediatamente Mashíach e proclamar como é penoso cada dia que passa sem a Gueulá.

Mitsvot, Boas ações: um simples ato positivo seu pode “inclinar a balança” e decidir o futuro da humanidade. Acrescente boas ações no que se refere aos seus semelhantes e a D’us, colocando uma ênfase especial em que isto influa para apressar o fim do Exílio, iniciando a Gueulá (Redenção). Cada ajuda que fornecemos ao próximo, ensinando a cumprir uma mitsvá ou participar de um estudo de Tora certamente aproxima a vinda de Mashíach. Que seja em breve, em nossos dias.

*(Fonte: pt.chabad.org)

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