* Purim 5779 – começa na noite de quarta-feira, 20 de março e continua até quinta-feira, 21 de março de 2019 (22 de março em Jerusalém)

A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”

A história resumida:

O império persa de 2400 anos atrás abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o Rei Arrashverosh mandou executar sua esposa, a Rainha Vashti, por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha – embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.

Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman.

Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender, jejuar e rezar a D’us. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judaica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos.

Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram.

Preceitos e Costumes de Purim

Jejum de Ester

Quando jejua-se

Em 13 de Adar.

Duração

O jejum começa antes do amanhecer e termina após o anoitecer.

Significado

Mordechai, conselheiro do rei da Pérsia, Achashverosh, vestido de andrajos e cinzas, conclamou os judeus para retornar à Torá.

Sua prima, a rainha Ester, jejuou em penitência por três dias e pediu ao povo judeu que fizesse o mesmo. Só então encaminhou-se até o rei para acusar Haman de querer matar seu povo.

Os judeus obtiveram permissão para se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o. Para relembrar este dia de prece e jejum que precedeu a vitória, nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

Costumes

Antes da prece de Minchá é costume doar três moedas de meia unidade monetária para tsedacá, em lembrança do meio-shekel que cada um deveria doar para o Templo Sagrado. Para quem esquecer ou não estiver presente na sinagoga, poderá realizar este costume na manhã de Purim, antes da leitura da Meguilá ou durante o dia.

Purim

Quando Comemora-se

Em 14 ou 15 de Adar.

Significado

Origina-se da palavra “Pur”, sorteio. Referente a data em que Haman sorteou e marcou para o aniquilamento de todo o povo judeu. Na verdade, transformou-se na data de sorte do povo judeu, quando então foi salvo e saiu-se vitorioso. Esta data marcou para sempre o dia em que comemora-se com grande alegria a festa de Purim.

Embora costumemos nos vestir com roupas de festa, Purim não apresenta as restrições de trabalho dos feriados. Apesar disso, é muito bom se você conseguir não trabalhar neste dia e se concentrar na festa e suas mitsvot.

Preceitos

Leitura da Meguilá

Deve-se ouvir duas vezes a leitura da Meguilá de Ester: uma na noite de Purim, e a outra pela manhã.

Mishlôach Manot

Envia-se alimentos a pelo menos um amigo no decorrer do dia de Purim que devem ser de duas espécies (fruta, massa e/ou bebida), prontos para consumo e entregues através de um mensageiro.

Matanot Laevyonim

Doa-se uma certa quantia em dinheiro para pelo menos dois carentes no decorrer do dia de Purim.

Caso não se encontre ninguém nestas condições, a doação deve ser colocada em uma caixinha de tsedacá.

Refeição Festiva

Uma refeição festiva é realizada ainda durante o dia de Purim e deve conter pão, vinho e carne.

Costumes

Reco-Reco

Toda vez que o nome de Haman (acompanhado de um adjetivo) for mencionado durante a leitura da Meguilá, faz-se barulho com o reco-reco ou outros instrumentos sonoros.

Fantasia

Purim é uma festa feliz e fantasiar-se é uma maneira alegre e divertida de aumentar ainda mais a alegria do milagre ocorrido. Existem dois tipos de milagre: aquele que é óbvio e aquele que está oculto pela Natureza. Purim pertence a segunda categoria. Nos fantasiamos para reafirmar que a Natureza nada mais é além de uma “fantasia” da mão Divina.

Proibições

É proibido jejuar em Purim. Reserva-se o dia, ou grande parte dele, para realizar todas as mitsvot referentes à festa. Qualquer trabalho desnecessário deve ser evitado ao máximo.

* Veja Receitas para Purim aqui : https://ongtora.com/receitas-de-purim/

Fonte: Pt.Chabad.org

 

Os Salmos possuem a força para curar tanto as doenças físicas como as espirituais. Rompem barreiras refinando o mais baixo e o elevando, tornam-se poderosos abrindo os portões dos céus

Mensagem do Rebe
Se vocês soubessem da força dos versículos de Tehilim (Salmos) e seus efeitos nas Alturas Celestiais, vocês os recitariam a cada momento. Os capitulos de Tehilim quebram todas as barreiras e ascendem cada vez mais alto diante de D-us e 
surtem seu efeito com bondade e misericórdia .

Carta do Rebe

… Conforme é conhecido, há dois comandos na vida espiritual do homem: o da mente e o do coração, o intelecto e as emoções. Da mesma forma, existem dois caminhos para o serviço a D’us, o caminho da prece e o da Torá. A Torá é o nosso intelecto e entendimento e a prece é o “Serviço do Coração” [Talmud Taanit 2a]; conforme explica o Alter Rebe: “Para o coração com o coração”.

No entanto, assim como o resto da criação, que é de D’us Que é Um, é portanto completamente e claramente vista como unificada… Quanto mais com o povo judeu e com todas as coisas santas, dentro das quais a Luz do Todo-Poderoso é revelada; com eles é certamente claro que estão completamente unificados um com o outro.

Por esse motivo, nós encontramos, no Talmud, que Beit Shamai, que era usualmente rigoroso em suas decisões, às vezes era leniente, e Beit Hilel, que era usualmente leniente, às vezes era rigoroso… Isso porque as almas estão entrelaçadas, e cada um deles possuía de forma inata ambas as características, leniência e rigidez…

Assim sendo, obviamente, o mesmo ocorre nos caminhos acima mencionados de serviço a D’us: o estudo da Torá deve também incluir emoção durante o estudo, conforme nossos sábios já disseram, Meguilá 32a, sobre aqueles que estudam Torá sem movimentar-se e sem cantar; com referência a essas pessoas o versículo diz: ‘E Eu lhes darei estatutos que não são bons’, Ezequiel 20:25. Além disso, antes de estuda a pessoa deve fazer uma bênção, o que significa que ela deve sentir a preciosidade do estudo da Torá, para ele seja parte do seu coração. Além disso, “a Torá sem temor e amor a D’us não pode dirigir-se ao céu para chegar perante o Todo-Poderoso”.

Assim também é com a prece. Embora ela seja o “Serviço do Coração”, não obstante, antes de rezar deve-se pensar e meditar sobre a exaltação do Senhor e a pequenez do homem; e, durante as preces, ele deve sentir como se D’us estivesse diante dele. Além do mais, à prece sem concentração não é considerada prece. Só à prece já contém partes que são louvores ao Todo-Poderoso, o que significa uma ligação com a emoção.

O próprio Livro dos Salmos também é entrelaçado: o pensamento intelectual e a meditação sobre a exaltação de D’us, e em Sua Sabedoria, grandeza e força poderosa, certamente fazem alguém amá-Lo e temê-Lo, e ambos, amor e temor, são emoções.

Além disso, a prece na Torá, a qual, conforme já mencionado, inlcui o Livro dos Salmos, deve também ter seu profundo estudo e compreensão.

Isso é sugerido nas palavras da abertura do Salmo 90: “Uma prece de Moshê”, significando que eles, a prece, o “Serviço do Coração”, e Moshê, sobre quem a Torá , o intelecto, recebe o nome, serão completamente unificados.

Com estima e bênção,

Assinatura do Rebe

  • Fonte: pt.chabad.org

 


Fé na prática é a visualização de que D’eus já te deu o que você quer. É imaginar que a sua reza já foi atendida e, mesmo que isso ainda não tenha acontecido isso próprio faz com que aconteça. O Rebe de Lubavitch nos contou que quando tinha três aninhos já visualizava a Gueulá acontecendo. Visualização é uma ferramenta poderosa. Visualize o que você quer fazer como se já o tivesse feito, e isso próprio fará acontecer . Muito sucesso nas metas do dia sentindo desde já que você já cumpriu todas elas! Rabino Gloiber Sempre correndo Mas sempre com você.

* Para ler mais mensagens do Rabino Gloiber,  acesse em  nosso site mensagem do Rabino Gloiber. https://ongtora.com/mensagens-do-rabino-gloiber/

Artwork by Alex Levin.

No 25º ano do exílio da Babilônia, D’us mostrou uma visão do futuro Templo ao profeta Yechezekel. Porém o Segundo Templo foi construído apenas parcialmente com base na descrição do livro de Yechezekel, pois esta descrição profética estava reservada para o Terceiro e último Templo.

O Midrash nos diz que quando D’us ordenou a Yechezekel para descrever as dimensões do Templo ao povo judeu, Yechezekel perguntou: “Mestre do Universo, por que está me dizendo para ir e contar a Israel o formato da Casa; eles agora estão em exílio na terra de nossos inimigos – existe algo que eles possam fazer a respeito disso? Deixe que fiquem, até que retornem do exílio. Então irei e os informarei.”

D’us respondeu: “A construção da Minha Casa deveria ser ignorada porque Meus filhos estão no exílio? O estudo do desenho do Templo Sagrado como detalhado na Torá pode ser igualado à sua real construção. Vá e diga a eles para estudarem a forma do Templo Sagrado. Como recompensa pelo seu estudo e sua ocupação com isso, Eu irei considerar se eles realmente construíram o Templo Sagrado. 

Baseado no Midrash acima, o Rebe de Lubavitch incentivou fortemente o estudo sobre a construção do Templo, especialmente durante a época do ano na qual lamentamos sua destruição. 

Assim, apresentamos um esboço de algumas características distintas do Terceiro Templo. (Veja, porém, que Maimônides escreve que o projeto do Templo Messiânico, embora mencionado no Livro de Yechezekel, “não é explícito ou explicado.)” 

Será Grande
O Terceiro Templo será muito maior que os dois Templos anteriores. Por exemplo, a área separada para o complexo do Segundo Templo, ou aquele que é conhecido como o Monte do Templo, era de 500 por 500 cúbitos (cerca de 1.000 metros por 1.000 metros) – ou 9 milhões de cúbitos quadrados – i.e., será 39 vezes maior, com cerca de 2 milhões de metros quadrados! 

Será Quadrado
A divisão básica do Templo em diferentes seções, como o Kodesh (Sagrado) e o Kodesh HaKodashim (Santo dos Santos), será a mesma que nos Templos anteriores. Porém, a seção chamada Ezrat Nashim no Segundo Templo (e “pátio externo” na profecia de Yechezekel) terá um desenho muito diferente no Terceiro Templo. Embora no Segundo Templo essa seção fosse uma área de 300 metros quadrados na frente da azará(o equivalente ao “pátio interno” em sua profecia), no Terceiro Templo essa área será de 625 por 630 metros, e completamente cercada, quase como uma praça, a azará.

O Ferro Estará Presente
Ferro não foi usado nas construção dos primeiros dois Templos, como declara o versículo: “A Casa, quando estava em construção, foi feita de pedra trabalhada nos cantos, e não houve martelo nem machado (nem) qualquer ferramenta de ferro ouvida na Casa, enquanto estava em construção.”  Por quê? Porque ferro é usado para fazer armas que encurtam a vida, e o objetivo do Templo era “fazer a paz” entre homem e D’us, portanto prolongando a vida da pessoa. Assim,é inadequado construir uma estrutura de sustento da vida com um material totalmente seu oposto.

No entanto, o Rebe explica que na era messiânica, quando “espadas serão transformadas em arados” e o ferro será usado apenas para o positivo, essa proibição de usar metal na estrutura do Templo não mais será aplicada.

O uso de ferro no Terceiro Templo não apenas será um sintoma da paz que irá reinar, mas é simbólico da era messiânica em geral. A palavra hebraica para ferro, barzel, o Arizal explica ser um acrônimo para as quatro esposas do patriarca Yaacov, de quem a nação judaica descendeu: Lea, Zilpá, Rachel, Bilá Isso corresponde à explicação dos místicos de que na era da redenção, as mulheres estarão num nível mais elevado que os homens.

Iremos Ali Com Frequência
O versículo ao final de Yeshayáhu declara: “‘Será a partir da lua nova para lua nova e de Shabat para Shabat que toda a carne se prostrará perante Mim,’ diz o Eterno,”  O Midrash explica que embora durante as eras dos dois primeiros Templos os judeus fizessem uma peregrinação ao Templo somente três vezes ao ano, na era messiânica faremos todo primeiro dia do novo mês. O Midrash explica ainda que isso era impossível de fazer durante os dois primeiros Templos, mas que na era do terceiro Templo teremos “nuvens” que nos transportarão até Jerusalém e ao Templo, permitindo-nos visitar o Templo Sagrado com muito mais frequência. 

Que o mérito de aprender sobre a construção do Templo esteja conosco, e que possamos merecer a reconstrução do terceiro Templo Sagrado rapidamente em nossos dias!

  • Fonte: beitchabad.org.br
  • Imagem : Alex Levin

 * ERRATA  – Fizemos a correção da Data do jejum para este ano 2018

Começa ao nascer do sol de  terça-feira, 18 Dezembro, 2018
Termina ao anoitecer de  Terça-feira, 18 Dezembro, 2018

Assará BeTevet

Nesta terça feira dia 18 teremos o jejum de Assará BeTevet

O décimo dia do mês hebraico de Tevet é um dos quatro jejuns em que não comemos e não bebemos desde um pouco antes do nascer do sol até o anoitecer.

Por que jejuamos em 10 de Tevet?

Essa data marca o cerco de Jerusalém pelo general da Babilônia Nebuzaradan na época do primeiro Beit Hamikdash. Esse cerco foi o início da queda de Jerusalém e o subsequente exílio do Povo Judeu.

Durante muitos anos, na época do primeiro Templo Sagrado de Jerusalém, D’us enviava Seus profetas para alertar o Povo Judeu de que se não melhorassem seu comportamento, Jerusalém e o Templo Sagrado seriam destruídos. Naquela época nosso povo fazia muita idolatria, relações ilícitas e assassinatos

Muitos judeus, principalmente seus líderes, desmoralizavam os profetas, acusando-os de “falsas profecias de um destino cruel” e alegando que eles tinham o hábito de desmoralizar o povo. Chegaram, mesmo, a assassinar o profeta Zeharia dentro do Beit Hamikdash.

Até que, em 10 de Tevet do ano de 3336 (425 a.E.C.) os exércitos do imperador Nabucodonozor, da Babilônia, dirigidos pelo seu fiel general Nebuzaradan sitiaram Jerusalém.

D’us retardou a destruição para dar aos judeus a oportunidade de se arrependerem. Enviou o profeta Yermiahu (Jeremias) para avisar o nosso povo do que está para acontecer, mas em vez de ouvir seu chamado e eles o aprisionaram.

Assim, 30 meses depois do começo do cerco, o exército da Babilônia rompeu os muros de Jerusalém e, em Tishá b’Av, o nôno dia do mês de Av, destruíram o Templo Sagrado de Jerusalém e exilaram o nosso povo para a Babilônia.

O jejum do dia 10 de Tevet é grave pelo fato de ser visto como o início da cadeia de eventos que culminaram com a queda de Jerusalém e a destruição do Templo Sagrado, e o subsequente exílio do Povo Judeu.

Apesar do retorno à Terra de Israel após os 70 anos de exílio na Babilônia e apesar da construção do segundo Templo, a nação nunca se recuperou, de fato, da queda do reino da Judéia do qual somos seus descendentes e por isso somos chamados de judeus.

O reino de Israel, país das dez tribos, já havia sido destruído uma geração antes pelos assírios, e as dez tribos que moravam nele se tornaram dez tribos perdidas e só vamos saber quem eles são na época do Mashiach.

Até o estado de Israel de hoje não significa a nossa reconstrução, sendo que as dez tribos continuam perdidas e a população judaica de Israel perfaz menos da metade do que sobrou de duas tribos, ou seja, o problema que começou com o cerco de 10 de Tevet só vai ser resolvido de verdade quando Mashiach chegar!

O sítio a Jerusalém ocorrido em 10 de Tevet foi a origem de todas as calamidades na História Judaica. Foi aí que começou a dispersão do que tinha sobrado do nosso povo e todas as provações, atribulações e tragédias que se seguiram.

Essa data é também o dia da recordação de dois eventos trágicos que ocorreram nos dias que antecederam o 10 de Tevet.

O primeiro deles ocorreu no dia 8 desse mês e foi a tradução da Torá para o grego. Talmai, o imperador dos greco-egípcios que na época dominava a nossa terra, reuniu 72 sábios da Torá, isolando-os em 72 lugares separados e lhes ordenando que traduzissem a Torá para o grego. No 8º dia de Tevet do ano 3515 (246 a.E.C.) eles terminaram 72 traduções idênticas!

Foi um feito milagroso, particularmente porque havia 13 pontos onde os tradutores divergiram intencionalmente da tradução literal para evitar que a Torá fosse mal interpretada pelo rei. Todos os 72 sábios traduziram essas 13 passagens da mesmíssima maneira!

Apesar desse grande milagre, nossos Sábios viram essa tradução da Torá como um dos dias mais trágicos na História Judaica. Chegaram, mesmo, a compará-lo com o dia em que os judeus fizeram o Bezerro de Ouro.

Aparentemente, a tradução da Torá não deveria ser considerada um evento negativo. O próprio Moshe Rabeinu traduziu a Torá para 70 idiomas.

No entanto, diferentemente dessa tradução e das traduções de nossos textos sagrados feitas ao longo dos tempos, especialmente em anos recentes, a tradução ordenada pelo imperador egípcio-grego não era uma empreitada sagrada nem Divina, mas um projeto humano motivado por uma intenção maldosa.

Portanto, era como um bezerro de ouro – um receptáculo definido pelo homem para a Verdade Divina. O propósito do imperador ao ordenar a tradução não era disseminar o estudo da Torá, mas sim de permitir uma distorção do significado original da Torá.

E de fato, a tradução grega da Torá ajudou os judeus helenistas a introduzir a cultura grega na vida judaica e a modificar o judaísmo de modo a adaptá-lo aos valores gregos e seu estilo de vida.

O uso do idioma grego para traduzir a Torá teve amplas ramificações na sociedade judaica e minou alguns dos esforços dos rabinos no combate ao fascínio que os gregos exerciam sobre os judeus.

O segundo evento trágico que antecedeu o dia 10 de Tevet foi o falecimento de Ezra HaSofer, que morreu no dia 9 desse mês, do ano de 3448 (313 a.E.C.) – 1000 anos após a entrega da Torá no Monte Sinai.

Nossos Sábios nos disseram que se D’us não nos tivesse dado a Torá por intermédio de Moshe, Ele o teria feito através de Ezra. Ezra conduziu o retorno do Povo Judeu à Terra de Israel após o Exílio da Babilônia.

Ele supervisionou a construção do Segundo Templo, fortaleceu o cumprimento das leis do Shabat e ajudou a pôr fim à onda de casamentos mistos que dizimava o Povo Judeu naquela época.

Como chefe da Grande Assembleia de Sábios e Profetas, a Anshei Knesset HaGuedolá, Ezra compilou os 24 livros do Tanach (Torá, Profetas e Escrituras – Torá, Neviim e Ketuvim) e, ao instituir uma série de práticas judaicas, assegurou a continuação do judaísmo autêntico entre o Povo Judeu.

Homem verdadeiramente incorruptível, Ezra era também um ser de grande compaixão, profunda visão, carisma e erudição quase sem paralelo.

Pode-se dizer que Ezra HaSofer é o responsável pela sobrevivência do judaísmo até nossos dias. Por esse motivo, marcamos o dia de seu falecimento como um dia muito triste no calendário judaico.

Como jejuar nos três dias – 8, 9 e 10 de Tevet – seria fora de propósito, os eventos tristes dos outros dois dias são incluídos no jejum do dia 10 de Tevet.

Isso condiz com a política rabínica de reunir as comemorações tristes aos dias já consagrados ao jejum para evitar povoar o calendário judaico com tantos dias de recordações trágicas.

Essa é a razão pela qual a celebração que homenageia a destruição das comunidades judaicas de Worms, Speyers e Mainz pelos Cruzados, em 1096, é marcada pelo jejum de Tishá b’Av, ainda que essas destruições tenham ocorrido em outros meses do nosso calendário.

A política de minimização do número de dias de celebração de eventos tristes se tornou prática aceita em toda a história Judaica, até em relação ao holocausto, mesmo o Estado de Israel tendo designado uma data especial apenas para o dia da recordação do holocausto, os rabinos atribuem a recordação do Holocausto ao dia 10 de Tevet.

Nesse dia alguns costumam falar um Kadish por aqueles que foram mortos no holocausto, mas cuja data de falecimento é desconhecida. Assim, nessa data, não apenas recordamos nossos 7 milhões de mártires; também jejuamos e choramos por eles.

Um dia de arrependimento

Há um antigo costume de se proferir palavras inspiradoras que despertem a alma para o arrependimento nos dias de jejum, como o 10 de Tevet.

Há vários temas sobre os quais nós, judeus, devemos refletir nesse dia. Primeiro, devemos ter em mente que quando o general da Babilônia e suas tropas sitiaram Jerusalém, nenhum judeu podia entrar na cidade ou deixá-la. Todos os seus habitantes foram forçados a viver em comunidade.

O Talmud ensina que: “D’us envia a cura antes da doença”. O sítio à Jerusalém foi um exemplo desse ensinamento talmúdico: D’us deu aos judeus da cidade a oportunidade de se unirem. Se assim o tivessem feito, teriam saído milagrosamente vitoriosos sobre o exército babilônico. Mas os judeus não se uniram e o resultado foi destruição e exílio.

O exílio que se seguiu à queda do primeiro Templo Sagrado durou apenas 70 anos, mas a História Judaica nunca mais foi a mesma. Um segundo Templo foi construído, mas era desprovido dos inúmeros milagres que ocorreram no primeiro.

E nem precisamos falar sobre o estado de Israel de hoje que tem uma mesquita declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981, exatamente no lugar do Templo Sagrado de Jerusalém

Como dissemos, os judeus retornaram à Terra de Israel liderados por Ezra, mas eles nunca mais desfrutaram do mesmo grau de independência que tinham antes.

A queda do primeiro Templo Sagrado foi, portanto, o início de nosso atual exílio, que já dura cerca de 2000 anos.

E sendo que o início da queda do primeiro Templo ocorreu em 10 de Tevet e isso foi a origem de todos os problemas e tragédias que se seguiram ao longo da história de nosso povo, por esta razão, o jejum de 10 de Tevet é tão grave que não pode ser adiado nem antecipado nem mesmo quando cai na véspera do Shabat.

Desde a queda do segundo Templo, vivemos no exílio já há quase dois milênios. O Talmud nos ensina que a principal causa do nosso exílio atual foi o ódio entre os judeus.

Quando há harmonia e unidade entre nós, judeus, somos invencíveis. Não precisamos voltar atrás, às histórias do Tanach para confirmar isso.

A história de Israel demonstra que quando o Povo Judeu está unido somos imbatíveis. Mas, quando há, e que D’us não o permita, ressentimento e ódio entre nós, o resultado é derrota e exílio.

O sítio de Jerusalém no dia 10 de Tevet deu ao Povo Judeu a oportunidade de remediar a causa do exílio antes que tivesse começado. Infelizmente, o povo não se apercebeu nem se utilizou da cura antes e nem mesmo depois da doença se ter instalado…

Assim como ocorreu da primeira vez, todos os anos o dia 10 de Tevet é um dia para que todos os judeus se empenhem em curar a causa primária de nosso exílio. Isso se faz criando harmonia e paz entre nós e nossos irmãos, o Povo Judeu.

Quer em Israel ou na Diáspora devemos esforçar-nos para admitir que apesar de nossas diferenças religiosas ou políticas, o que nos une é muito maior do que o que nos separa.

Não importa quão grande a distância política ou religiosa entre nós; é muito, mas muito melhor viver em paz com nossos irmãos judeus do que enfrentar a derrota, o exílio e a destruição.

A defesa de Jerusalém

Há outra questão sobre a qual devemos refletir no dia 10 de Tevet – o nosso vínculo com a cidade sagrada de Jerusalém.

Essa cidade foi, é e será para sempre a Capital do Povo Judeu. Jerusalém não é apenas a capital política do Estado de Israel – é também a capital espiritual de todo o nosso povo.

O jejum de 10 de Tevet, bem como os de 17 de Tamuz e 9 de Av, nos recordam que quando os exércitos inimigos quiseram nos destruir, eles atacaram Jerusalém. Perceberam que se a Cidade Santa caísse, o Povo Judeu cairia.

Hoje, os inimigos do nosso povo, como os antigos babilônios e romanos, atacam nossa nação indo atrás de Jerusalém. Seu desejo supremo é que estejamos indefesos, sua estratégia para executar esse plano nefasto é tentar criar uma cisão entre o Povo Judeu e sua cidade, Jerusalém.

uma proposta de Resolução aprovada pela UNESCO, organismo das Nações Unidas encarregado da preservação da cultura e história, negou os vínculos do judaísmo a Jerusalém e seus lugares santos.

Essa Resolução não apenas zombou da história – fato irônico já que a UNESCO é a encarregada de preservar a história –, mas o que talvez seja bem pior: trata-se de uma campanha vil dirigida ao coração da nação judaica.

“Dizer que Israel não tem vínculos com o Monte do Templo e o Muro Ocidental é como dizer que o Egito não tem vínculo com as Pirâmides. Com essa decisão absurda, a UNESCO perdeu a pouca legitimidade que lhe restava”.

Quem perpetra uma negação tão grosseira da História – a ideia de que se contarmos uma mentira muitas vezes ela se tornará verdade – segue os passos de Goebbels, Stalin e Hitler – inimigos dos judeus e da humanidade.

Esses ataques contra Jerusalém não apenas negam a História Judaica, mas também a História dos Estados Unidos e da Europa, países cristãos. Negar a conexão indissolúvel do Povo Judeu com Jerusalém é declarar não só que o Tanach, mas também a Bíblia dos Americanos e Europeus que fala sobre o Templo Sagrado de Jerusalém são falsidades.

A Resolução da UNESCO e atitudes semelhantes das Nações Unidas é um ataque contra a História, a verdade e a decência.

O dia 10 de Tevet, que marca o sítio a Jerusalém, deve inspirar todos os judeus a fortalecer seus laços com a Cidade Sagrada e com a Terra de Israel. E o fazemos estudando e ensinando o Judaísmo, a História Judaica, e os princípios da nossa fé,

sendo o décimo segundo desses princípios a vinda de Mashiach que vai construir o Beit Hamikdash no seu lugar original aonde se encontra a mesquita tombada da unesco e trazer todos os judeus para a Terra Santa, inclusive as dez tribos perdidas que de acordo com muitas pesquisas milhões deles podem ser parte desse próprio mundo muçulmano

e isso nos lembra um pouco a história de Nebuzaradan, o general da Babilônia, que no final, depois de ter nos causado as maiores tragédias da nossa história começando pelo 10 de Tevet, desertou do seu próprio exército e se converteu ao judaísmo.

Pior do que isso só poderia ser ele descobrir que sempre foi judeu, que não era o caso dele mas que pode ser o caso de milhões de muçulmanos de acordo com as pesquisas sobre as dez tribos

O Mashiach vai trazer todos os judeus de todos os cantos do mundo de volta para o judaísmo e de volta para a Terra Santa cujas fronteiras explícitas na Torá vão do rio Eufrates até o rio Nilo.

E como escreveu o Ramban, “Mesmo que demore, esperaremos por sua vinda a cada dia”


Yud Tet Kislev, o dia dezenove do mês de Kislev, é uma data histórica nos anais da Chassidut em geral, e de Chassidut Chabad em especial.
Este dia significa uma notável reviravolta no crescimento e desenvolvimento do movimento Chassídico, sendo um marco em sua mais gloriosa marcha para a vitória através da história de sua existência, até os dias atuais.
Yud Tet Kislev é o dia no qual Rabi Shneur Zalman de Liadi, o Alter Rebe, foi libertado de seu rígido cárcere em Petersburgo, no ano de 5559 (1798). Sua detenção colocou em perigo não apenas sua vida, mas também o futuro do movimento chassídico. Conseqüentemente, o dia de sua libertação foi declarado entre os chassidim como um dia de celebração, observado até os dias de hoje com exuberante júbilo por centenas de milhares de judeus no mundo inteiro.
Yud Tet Kislev também é o dia de aniversário do passamento do segundo líder do movimento chassídico, Rabi Dov Ber, o santo Maguid de Mezritch; que faleceu a dezenove de Kislev de 5533 (1772).
O grande sábio e tsadic Rabi Shneur Zalman de Liadi, fundador e criador do chassidismo Chabad, é geralmente conhecido no mundo judaico por diversos epítetos: ‘o autor do Shulchan Aruch,’ ‘o autor do Tanya,’ ‘o Rabi de Liadi,’ ‘o Maguid de Liozna,’ e, entre os seguidores do movimento Chabad, com ‘o Alter Rebe.’
O Alter Rebe nasceu em dezoito de Elul de 5505 (1745) em Liozna, uma cidadezinha na Rússia Branca, não muito distante de Vitebsk que, à época, fazia parte da Polônia. Os velhos chassidim costumavam contar que ouviram de coetâneos do Báal Shem Tov que quando o Alter Rebe tinha três anos de idade, o Báal Shem Tov comentou com seus discípulos: “Uma grande alma desceu à terra: Shenê-Or (duas luzes). Ele disseminará a luz da Torá em ambos os aspectos, revelado e místico.”
Até os dez ou onze anos de idade, o jovem Shneur Zalman estudou sob a tutela de diversos grandes acadêmicos, especialmente com Rabi Yissachar Ber, o renomado Maguid de Lubavitch. Mal chegara aos doze anos quando Rabi Yissachar informou a seu pai, Rabi Baruch, que não mais poderia ensinar o rapaz, “pois é um gênio que não necessita mais de instrução.”
Um ano depois, por ocasião de seu Bar-mitsvá, os maiores sábios e eruditos de Torá da região expressaram sua admiração por seu prodígio, concedendo-lhe alto título em reconhecimento a seu vasto conhecimento e erudição.
Rabi Shneur Zalman continuou seus estudos sozinho com grande concentração, e “com a idade de dezoito anos completou, com todos os comentaristas anteriores e posteriores, todo o Talmud. No ano de 5537 completou o estudo do Talmud pela décima sexta vez, e fez isto de pé!” Além de seu dedicado estudo do Talmud, estudava Cabalá profundamente; compunha o Shulchan Aruch, realizava trabalho comunitário, viagens para orientação de comunidades locais e exercia numerosas outras atividades que demandavam tempo.
Aos dezoito anos, Rabi Shneur Zalman decidiu “peregrinar a um local de Torá.” Naquela época havia dois grandes luminares reluzindo no mundo judaico. Um raio de Torá emanava de Vilna, e um raio de Avodá (serviço Divino) originava-se de Mezritch, pequena cidade da região de Volin. Já sendo amplamente proficiente no conhecimento de Torá, Rabi Shneur Zalman foi atraído à luz da Avodá. Com o consentimento da esposa, partiu de Vitebsk para dirigir-se – a pé – para Mezritch.
Chegando a Mezritch, observou as maneiras do Maguid, sua forma de ensinar os caminhos da Avodá de acordo com a doutrina do chassidismo, ficando profundamente impressionado. Ficou atônito com a sabedoria e sagacidade do Maguid tanto no campo da Torá revelada quanto na parte oculta da Torá; e aprendeu a apreciar a santidade de seu grande Mestre.
Em contrapartida, o Maguid de Mezritch reconheceu as extraordinárias qualidades de seu novo discípulo, demonstrando-lhe consideração especial. Providenciou para que seu único filho, Rabi Avraham, “o Anjo,” instruísse o Rebe no chassidismo, enquanto esse instruía Rabi Avraham em assuntos talmúdicos e haláchicos.
Rabi Shneur Zalman tornou-se fervoroso adepto dos ensinamentos chassídicos do Maguid e do Báal Shem Tov. Após longa estadia em Mezritch, voltou a Vitebsk. À caminho de casa, parou em todas as comunidades e assentamentos judaicos pelos quais passou, a fim de contar acerca dos profundos conhecimentos do Maguid, e sobre seus caminhos da Avodá.
Certa vez, Rabi Yossef Yitschac de Lubavitch relatou o seguinte episódio acerca do relacionamento do Maguid com o Alter Rebe:
“Meu avô, Rabi de Avrutch, contou a meu pai algo que ouvira do avô de sua esposa, Rabi Motele de Chernobyl. ‘Meu pai,’ disse Rabi Motele, ‘disse-me que o Maguid considerava o Rav como se fosse seu próprio filho. O Maguid dissera certa vez a seu discípulo Rabi Zussia: escreva a nosso Gaon, Rabi Zalmenyu Litvak, para que venha para cá.
‘Desde então, o círculo de discípulos costumava chamá-lo de ‘Rav’; e quando o ‘Anjo’ contou a seu pai a respeito, esse respondeu que os discípulos acertaram em cheio na verdade. Há uma indicação disso, pois a decisão haláchica estará de acordo com o Rav, e o Shulchan Aruch do Rav será aceito como autoridade máxima por todo o povo judeu.
‘Quando Rav chegou, Rabi Zussia relatou-lhe como o Maguid o instruíra, dizendo: ‘escreva a nosso Gaon, para que venha’. Ao ouvir isto, Rav suspirou profundamente e desmaiou. Mesmo depois de ter sido reanimado, sentia-se fraco e teve de permanecer acamado. ‘Tudo isso aconteceu em Rovna, onde o Maguid residiu durante seus últimos anos, à época da grande convenção. Os discípulos, sabendo da profunda afeição de seu Mestre pelo Rav, não ousaram informá-lo de seu estado. Rabi Mendel de Vitebsk disse que não deveriam causar qualquer desgosto ao Maguid, e que era preciso encontrar alguma outra maneira. Porém, Rabi Levi Yitschac de Berditchev insistiu que deveriam contar ao mestre, e Rabi Mendel e Rabi Zussia apoiaram-no na decisão.
‘Ao ouvir o que aconteceu, o Maguid citou o versículo: ‘E D’us manteve isto em segredo de mim,’ (Melachim II, 4:27) e acrescentou: ‘Ele tem a sensibilidade de uma criança. Meu Mestre (o Báal Shem Tov) considerava-me como um filho, e ele (Rabi Shneur Zalman) é como um filho para mim.’ ‘Nenhum dos discípulos compreendeu o que o Maguid quis dizer com essas palavras até alguns dias antes que viesse a falecer.
Contou-lhes então: ‘Rabi Zalmenyu já percebeu no verão passado o que vocês estão sentindo agora.” E logo antes de falecer, pegou a mão de Rav e disse: ‘Yud Tet Kislev é nosso Yom Tov!'”
E realmente, no terceiro dia da semana da parashá de Vayêshev, a dezenove de Kislev de 5533, o Maguid faleceu. Exatamente no mesmo dia, vinte e seis anos depois, no terceiro dia da semana da parashá de Vayêshev, em dezenove de Kislev de 5559, o Alter Rebe foi libertado.
Rabi Dov Ber, o ‘Miteler Rebe’, lembrando-se daquele dia da libertação, disse certa vez que “durante a prece de Minchá, vi o Maguid de Mezritch, que me disse: ‘Seu pai acaba de ser libertado da prisão. Apesar de ainda estar sofrendo muito, mesmo agora, muito breve também será libertado desta agonia.'”
Este dia de Yud Tet Kislev foi instituído entre os chassidim de Chabad como um dia perpétuo de celebrações.
*(Fonte:pt.chabad.org)


 
 
Chanucá significa, literalmente, “Inauguração”. A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os macabeus “chanu” (descansaram) das batalhas no “cá” (25º dia) de Kislêv.
Duração: 8 dias.
Por que comemora-se
Antiocus, rei da Síria, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande. Pressionou os judeus a aceitarem a cultura greco-helenista, proibindo o cumprimento das mitsvot (preceitos) da Torá e forçando a prática da idolatria pagã.
Antiocus foi apoiado por milhares de soldados de seu exército. Em 165 AEC, os Macabeus, corajosos lutadores oriundos de uma família de muita fé, os Chashmonaim, apesar do antagonismo esmagador, saíram vitoriosos de uma batalha travada contra o inimigo.
O Templo Sagrado, violado pelos rituais greco-pagãos, foi novamente purificado e consagrado e a Menorá (candelabro) reacesa com o azeite puro de oliva, descoberto no Templo.
A quantidade encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo óleo puro pudesse ser produzido e trazido ao Templo. Em lembrança destes milagres comemoramos Chanucá durante oito dias.
Sobre Chanucá
Por Eliyahu Kitov
Os oito dias da Festa de Chanucá começam em 25 de Kislev. As luzes são acesas toda noite durante os oito dias da festa.
Os Sábios (Shabat 21b) perguntaram: O que é Chanucá? Os Rabinos ensinaram: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são observados oito dias de Chanucá, durante os quais não são feitas eulogias e o jejum não é permitido. Pois quando os gregos entraram no Santuário, profanaram todos os azeites [usados para acender a Menorá]. E quando a Casa Hasmoneana prevaleceu e os derrotou, eles procuraram e encontraram apenas uma ânfora de azeite com o selo do Cohen Gadol – e esta jarra tinha azeite suficiente para queimar um dia. Mas ocorreu um milagre e o azeite ardeu durante oito dias.
No ano seguinte, os Sábios designaram estes oito dias como uma festa, com canções de louvor e agradecimentos. Durante o período do segundo Templo Sagrado, os reis gregos emitiram decretos rigorosos contra Israel, banindo suas práticas religiosas e proibindo-os de estudar Torá e cumprir as mitsvot. Eles roubaram o dinheiro e suas filhas, entraram no Santuário e os atacaram, profanando tudo que era ritualmente puro. Causaram grande angústia a Israel e oprimiram os judeus até que o D’us dos nossos pais teve misericórdia deles e os libertou, salvando-os das mãos de seus inimigos. A Casa Hasmoneana – os Cohanim Guedolim – prevaleceram, matando-os e salvando Israel das mãos deles. E eles nomearam um rei dentre os cohanim, e o reino de Israel foi restaurado por mais de duzentos anos, até a destruição do Segundo Templo Sagrado.
Foi no dia 25 de Kislev que Israel prevaleceu e venceu seus inimigos. Entraram no Santuário e encontraram apenas uma ânfora [de azeite] puro. Continha o suficiente para um dia, mas eles acenderam as luzes da Menorá e durou oito dias, até que prensassem azeitonas para extrair azeite puro (Rambam, Hilchot Chanuca 3).
Os Sábios daquela geração portanto decretaram que esses oito dias, começando em 25 de Kislev, fossem designados dias de júbilo e louvor, e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre. E estes dias são chamados de Chanucá – [inauguração, consagração; pode-se também interpretar a palavra como] chanu [eles descansaram] ca [no vigésimo quinto] – pois no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.
O Talmud declara que os dias foram designados para “prece e agradecimento”.
Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante Shacharit, as preces matinais em todos os oito dias de Chanucá. A obrigação de “agradecimento” é cumprida recitando-se Al haNissim que é inserido na prece Amida e no Bircat Hamazon, prece de Graças Após as Refeições quando se ingere pão, hamotsi.
Costumes de Chanucá
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Como Acender a Chanukiá:
Uma Chanukiyá tem oito braços numa fila reta de igual altura. O shamash (vela auxiliar), usado para acender a Chanukiyá, é colocado mais alto ou à parte das outras. Uma Chanukiyá que funcione com eletricidade pode ser usada como decoração de Chanucá, mas não cumpre a mitsvá (conexão com D’us) de acendimento da Chanukiyá.
Parte da mitsvá de Chanucá é a divulgação do milagre de Chanucá, portanto colocamos a Chanukiyá no batente oposto à mezuzá, ou numa janela, claramente visível do lado de fora. Velas podem ser usadas, mas devido ao seu papel no milagre de Chanucá, uma Chanukiyá com azeite é especialmente significativa.
Na primeira noite de Chanucá, reúna a família para o acendimento da Chanukiyá. Antes de acender, recite a bênção apropriada. Utilize o shamash para acender a primeira vela, no extremo direito da Chanukiyá.
Na segunda noite, acenda uma vela adicional à esquerda da vela acesa na noite anterior. Repita o mesmo processo a cada noite de Chanucá, onde a vela a ser acesa é sempre a nova, procedendo da esquerda para a direita. As velas devem arder durante pelo menos meia hora.
Se uma vela apagar durante o período em que deveria estar ardendo, deve ser reacendida. Na noite seguinte, os pavios e o azeite restantes podem ser reaproveitados.
A luz da chanukiyá é sagrada e não pode ser utilizada para outro fim, como leitura ou trabalho.
Acendimento na véspera e após o Shabat
Na tarde de sexta-feira, acendemos as velas de Chanucá pouco antes das velas de Shabat. (No Shabat, o sagrado dia de repouso, é proibido acender uma chama). A chanukiyá não pode ser tocada ou removida depois de seu acendimento na sexta-feira até sábado após o anoitecer. No sábado, as velas de Chanucá somente são acesas após o final do Shabat, depois que a prece de Havdalá é recitada.
Luzes, velas, ação!

Primeiro, acende-se o shamash, depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:
1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.
2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.
Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.
Em seguida, acendem-se as velas da chanukiyá com o shamash, da esquerda para a direita. Após acender as velas, coloca-se o shamash à esquerda da chanukiyá de modo que fique mais alto do que as chamas da chanukiyá, e recita-se:
Hanerot halálu ánu madlikin al hateshuot, veal hanissim, veal haniflaot, sheassíta laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim. Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen, êla lir’otan bilvad, kedê lehodot ul’halel leshimechá hagadol, al nissêcha, veal nifleotêcha, veal yeshuotêcha.
Nós acendemos estas luzes em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes. Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas, e não nos é permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las, a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.
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Sevivon:
Antíoco decretou que cada aula de Torá era crime punível com morte ou prisão. Em desafio, as crianças estudavam em segredo, e quando as patrulhas sírias eram avistadas, fingiam estar jogando uma inocente brincadeira de pião, também conhecido como dreidel (em yidish) e sevivon (em hebraico).
As Letras
Todo sevivon possui quatro lados com uma letra hebraica em cada um deles. Cada letra é a inicial de uma palavra. As quatro letras são:
Nun primeira letra da palavra Nes, que significa “milagre”
Guimel primeira letra de Gadol, que significa “grande”
Hei primeira letra de Haya, que significa “era” ou “foi”
Shin primeira letra de Sham, que significa “lá”
Juntas, estas letras formam a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”.
Em Israel, ao invés da letra shin (para designar sham, lá), o sevivon possui a letra pei de pô, (aqui) para que as letras dos lados do pião forme a frase: “Um grande milagre aconteceu aqui”.
Atualmente
Uma vez que as crianças têm dinheiro e tempo livre, é natural que acabem brincando com o sevivon.
Mas o sevivon também tem uma mensagem especial: possui quatro lados, cada um com uma letra do alfabeto hebraico, formando a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”, mostrando assim que, mesmo nos momentos de lazer, a pessoa deve lembrar que a Providência Divina dirige tudo, em todas as situações.
Chanucá Guelt:
Durante Chanucá é costume dar guelt (dinheiro) aos filhos, para ensinar-lhes a intensificar a caridade e as boas ações, e incrementar o espírito festivo da data.
Essa sutil forma de “suborno” é um componente essencial no processo educacional. Maimônides discute a importância de usar incentivos e prêmios até que uma criança tenha idade suficiente para entender por si mesma a importância e a beleza da Torá e mitsvot.
O dinheiro que damos as crianças, o guelt de Chanucá, celebra a liberdade e o mandato de canalizar a riqueza material para fins espirituais.
Chanucá guelt pode ser dado a qualquer tempo no decorrer de Chanucá (exceto no Shabat). Alguns têm o admirável costume de dar o guelt em todas as noites de Chanucá. Em Chabad, é costume dar toda noite, mas entregar uma soma maior na quarta ou na quinta noite.
Sonhos e Bolinhos de Batata:
Veja receitas para Chanucá: http://ongtora.com/receitas-de-chanuca/
Na festa de Chanucá há o costume de ingerir comidas fritas em óleo como bolinhos de batata (levivot ou latkes), e sonhos (sufganiyot). Estes alimentos são preparados e degustados em honra ao milagre que ocorreu com o azeite.
Pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo, são também apreciados, pois lembram os feitos de uma famosa heroína judia, Yehudit, na época do Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.
Israel encontrava-se sitiada pelo cruel e opressivo exército Greco-Sírio. Yehudit ajudou a assegurar a vitória para as forças judaicas, assassinando o terrível general do exército grego, Holofernes. Deu a ele queijo salgado para comer, acompanhado de vinho forte para eliminar sua sede. O vinho o “derrubou” fazendo-o cair em sono profundo. Yehudit então tomou de sua espada e o matou. Os soldados do general fugiram com medo. A vitória dos Macabeus seguiu-se a este ato de coragem
*( Fonte: pt.Chabad.org )


Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.
Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.
Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.
Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.
Os Oito Níveis de Caridade

Definidos por Maimônides, o Rambam

Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.

  1. O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão judeu com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros…
  2. Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir uma mitsvá apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador, como Rabi Chananyah ben Teradyon.
  3. Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
  4. Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
  5. Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
  6. Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
  7. Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
  8. Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
  • (Fonte: pt.chabad.org)
  • (Imagem: Natan Cooper)

 
Clamei a D’us em minha opressão, e Ele respondeu-me com conforto. Quando D’us está comigo, não temo o que qualquer mortal possa fazer-me” (Halel, Tehilim 118:5-6).
Nada é mais assustador que a solidão. Quando estamos sós, o mundo pode parecer apavorante, e mesmo sombras inofensivas podem tomar uma aparência ameaçadora.
“Mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, nada temerei porque Tu estás comigo” (Tehilim 34:4). Quando sabemos que D’us está conosco, podemos sentir-nos tão seguros como um bebê nos braços protetores da mãe. Mas para ter a Presença de D’us, devemos invocá-Lo, como diz o salmista (91:15): “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei.”

A prece sincera nos aproxima de D’us.

 
* Fonte: chabad.org.br
(Imagem: Robert Tanenbaum)