O 10o dia do mês hebraico de Tevet é um dos quatro jejuns de menor importância no ano judaico. Dizemos um jejum de menor importância, comparando-o a Yom Kipur e Tisha b’Av, dias em que jejuamos durante 24 horas ou mais, e por se tratar de um jejum em que nos abstemos de ingerir alimentos e bebidas apenas desde um pouco antes do nascer do sol até o anoitecer.

Além do jejum, o dia 10 de Tevet é guardado como um dia de luto e arrependimento. Nas rezas matinais, incluem-se as Selichot – preces de penitência. Em tempos recentes, essa data passou a ser o dia em que se diz Kadish em memória das vítimas do Holocausto, muitos dos quais têm seu dia de martírio desconhecido. Este ano, o dia 10 de Tevet cairá no dia 8 de janeiro de 2017.

Por que jejuamos em 10 de Tevet?

Essa data marca o início da queda de Jerusalém e o subsequente exílio do Povo Judeu. Durante muitos anos, à época do primeiro Tempo Sagrado de Jerusalém, D’us enviava Seus profetas para alertar o Povo Judeu que se não melhorassem seu comportamento, Jerusalém e o Templo Sagrado seriam destruídos. Muitos judeus, inclusive seus líderes, caçoavam dos profetas, acusando-os de “falsas profecias de um destino cruel” e alegando que eles tinham o hábito de desmoralizar o povo. Chegaram, mesmo, a assassinar um dos profetas.

Até que, em 10 de Tevet do ano de 3336 (425 a.E.C.) os exércitos do imperador Nabucodonozor, da Babilônia, sitiaram Jerusalém. D’us retardou a destruição para dar aos judeus a oportunidade de se arrependerem. Enviou o profeta Jeremias para reprovar e advertir o Povo Judeu, mas em vez de ouvir seu chamado, eles o aprisionaram. Assim, 30 meses depois, no 9o dia do mês hebraico de Tamuz de 3338, os exércitos babilônicos romperam os muros de Jerusalém e, em Tishá b’Av, o nono dia do mês de Menachem Av, destruíram o Templo Sagrado de Jerusalém e exilaram o Povo Judeu.

De certa forma, o jejum de 10 de Tevet é extremamente duro, pois, diferentemente dos demais jejuns de menor importância, é cumprido mesmo quando cai em uma sexta-feira. Geralmente, é proibido jejuar nas sextas-feiras porque isso interferiria com os preparativos para o Shabat e não é adequado entrar em um dia sagrado sentindo-se faminto. Por esse motivo, quando os demais jejuns menores caem na sexta-feira, eles são antecipados para a quinta-feira. No entanto, o jejum de 10 de Tevet, como dissemos, deve ser cumprido mesmo em Erev Shabat, a véspera de Shabat. Há uma opinião que defende que se essa data caísse no Shabat, jejuar-se-ia nesse dia. Isso comprova a dureza desse dia de jejum, pois mesmo o de Tishá b’Av – que dura uma noite e um dia inteiros –  nunca é realizado no Shabat. Quando acontece de cair no Shabat, o jejum é adiado para o dia seguinte.

O jejum do dia 10 de Tevet é tão severo pelo fato de ser visto como o início da cadeia de eventos que culminaram com a queda de Jerusalém e a destruição do Templo Sagrado, e o subsequente exílio do Povo Judeu. Apesar do seu retorno à Terra de Israel após os 70 anos de exílio na Babilônia e apesar da construção do segundo Templo Sagrado, a nação nunca se recuperou, de fato, da queda do primeiro Reino de Israel. O sítio a Jerusalém ocorrido em 10 de Tevet foi, portanto, a origem de todas as calamidades na História Judaica. E foi aí que começaram a dispersão de nosso povo e todas as provações e atribulações e tragédias que se seguiram.

Essa data é também o dia da recordação de dois eventos trágicos que ocorreram nos dias que antecederam o 10 de Tevet. O primeiro deles ocorreu em 8 desse mês e foi a tradução da Torá para o grego. Ptolomeu, o imperador egípcio-grego que estava no poder, reuniu 72 sábios da Torá, isolando-os em 72 aposentos separados e lhes ordenando que traduzissem a Torá para o grego. No 8º dia de Tevetdo ano 3515 (246 a.E.C.) eles produziram 72 traduções idênticas! Foi um feito milagroso, particularmente porque havia 13 pontos onde os tradutores divergiram intencionalmente da tradução literal, para evitar que a Torá fosse mal interpretada por não judeus ao ler a tradução. Todos os 72 sábios traduziram essas 13 passagens da mesmíssima maneira! Apesar desse grande milagre, nossos Sábios viram essa tradução da Torá como um dos dias mais trágicos na História Judaica. Chegaram, mesmo, a compará-lo com o dia em que os judeus fizeram o Bezerro de Ouro.

Aparentemente, a tradução da Torá não deveria ser considerada um evento negativo. O próprio Moshé traduziu a Torá para 70 idiomas. No entanto, diferentemente dessa tradução e das traduções de nossos textos sagrados feitas ao longo dos tempos, especialmente em anos recentes, a tradução ordenada pelo imperador egípcio-grego não era uma empreitada sagrada nem Divina, mas um projeto humano motivado por uma intenção maldosa. Portanto, era como um bezerro de ouro – um receptáculo definido pelo homem para a Verdade Divina.  O propósito do imperador ao ordenar a tradução não era disseminar o estudo da Palavra de D’us, mas permitir uma distorção do significado original da Torá. E, de fato, a tradução grega da Torá ajudou os judeus helenistas a introduzir a cultura grega na vida judaica e a modificar o judaísmo de modo a adaptá-lo aos valores gregos e seu estilo de vida. O uso do idioma grego para traduzir a Torá teve amplas ramificações na sociedade judaica: minou alguns dos esforços dos rabinos no combate ao fascínio que os gregos exerciam sobre os judeus.

O segundo evento trágico que antecedeu o dia 10 de Tevet foi o falecimento de Ezra HaSofer, Ezra, o Escriba, que morreu no dia 9 desse mês, do ano de 3448 (313 a.E.C.)  – 1000 anos após a entrega da Torá no Monte Sinai. Nossos Sábios ensinam que se D’us não nos tivesse dado a Torá por intermédio de Moshé, Ele o teria feito através de Ezra. Este conduziu o retorno do Povo Judeu à Terra de Israel após o Exílio da Babilônia. Ele supervisionou a construção do Segundo Templo, fortaleceu o cumprimento das leis do Shabat e ajudou a pôr fim à onda de casamentos mistos que dizimava o Povo Judeu à época. Como chefe da Grande Assembleia de Sábios e Profetas, a Anshei Knesset HaGuedolá, Ezra compilou os 24 livros do Tanach (Torá, Profetas e Escritos – ToráNeviim e Ketuvim) e, ao instituir uma série de práticas judaicas, assegurou a continuação do judaísmo autêntico entre o Povo Judeu.

Homem verdadeiramente incorruptível, Ezra era também um ser de grande compaixão, profunda visão, carisma e erudição quase sem paralelo. Pode-se dizer que Ezra HaSofer é o responsável pela sobrevivência do judaísmo até nossos dias. Por esse motivo, marcamos o dia de seu falecimento como um dia muito triste no calendário judaico.

Como jejuar nos três dias – 8, 9 e 10 de Tevet – seria fora de propósito, os eventos tristes dos outros dois dias são incluídos no jejum do dia 10.  Isso condiz com a política rabínica de reunir as comemorações tristes aos dias já consagrados ao jejum para evitar povoar o calendário judaico com tantos dias de recordações trágicas.  Aliás, essa é a razão pela qual a celebração que homenageia a destruição das comunidades judaicas de Worms, Speyers e Mainz pelos Cruzados, em 1096, é marcada pelo jejum de Tishá b’Av, ainda que essas destruições tenham ocorrido em outros meses do nosso calendário.

A política de minimização do número de dias de celebração de eventos tristes se tornou prática aceita em toda a História Judaica, até o Holocausto. Como a Shoá não teve paralelo na história do Povo Judeu na Diáspora, como a enormidade da tragédia supera todas as demais, o Estado de Israel designou uma data especial apenas para o Dia da Recordação do Holocausto. Os rabinos, contudo, também atribuem a recordação do Holocausto ao dia 10 de Tevet. Esse dia, como mencionamos acima, é quando recitamos o Kadish por aqueles que foram mortos no Holocausto, mas cuja data de falecimento é desconhecida. Assim, nessa data, não apenas recordamos nossos 7 milhões de mártires; também jejuamos e choramos por eles.

Um dia de arrependimento

Há um antigo costume de se proferir palavras inspiradoras que despertem a alma para o arrependimento nos dias de jejum, como o 10 de Tevet.

Há vários temas sobre os quais nós, judeus, devemos refletir nesse dia. Primeiro, devemos ter em mente que quando o imperador da Babilônia e suas tropas tomaram Jerusalém, nenhum judeu podia entrar na cidade ou deixá-la. Todos os seus habitantes foram forçados a viver em comunidade. O Talmud ensina que: “D’us envia a cura antes da doença”. O sítio à Jerusalém foi um exemplo desse ensinamento talmúdico: D’us deu aos judeus da cidade a oportunidade de se unirem. Se assim o tivessem feito, teriam saído vitoriosos sobre o exército babilônico. Mas os judeus não se uniram e o resultado foi destruição e exílio.

O exílio que se seguiu à queda do primeiro Templo Sagrado durou apenas 70 anos, mas a História Judaica nunca mais foi a mesma. Um segundo Templo foi construído, mas era desprovido dos inúmeros milagres que ocorreram no primeiro. Os judeus retornaram à Terra de Israel liderados por Ezra, o Escriba, mas eles nunca mais desfrutaram do mesmo grau de independência que tinham antes. A queda do primeiro Templo Sagrado foi, portanto, o início de nosso atual exílio, que durou cerca de 2000 anos.

E o início da queda do primeiro Templo ocorreu em 10 de  Tevet. Isso foi a origem de todos os problemas e tragédias que se seguiram ao longo da história de nosso povo. Por esta razão, o jejum de 10 de Tevet é tão especialmente severoque não pode ser adiado nem antecipado nem mesmo quando cai na véspera do Shabat.

Desde a queda do segundo Templo, vivemos no exílio já há quase dois milênios. O Talmud nos ensina que a principal causa desse exílio foi o ódio entre os judeus. Quando há harmonia e unidade entre nós, judeus, somos invencíveis. Não precisamos voltar atrás, às histórias do Tanach para o corroborar. A história de Israel demonstra que quando o Povo Judeu está unido, o Estado e suas forças armadas são imbatíveis. Mas, quando há, e que D’us não o permita, ressentimento e ódio entre nós, o resultado é derrota e exílio. O sítio de Jerusalém no dia 10 de Tevet deu ao Povo Judeu a oportunidade de remediar a causa do exílio antes que tivesse começado. Infelizmente, o povo não se apercebeu nem se utilizou da cura antes e nem mesmo depois da doença se ter instalado…

Assim como ocorreu da primeira vez, todos os anos o dia 10 de Tevet é um dia auspicioso para que todos os judeus se empenhem em curar a causa primária de nosso exílio. Isso se faz criando harmonia e paz entre nós e nossos irmãos, o Povo Judeu. Quer em Israel ou na Diáspora, nós enquanto povo devemos esforçar-nos para admitir que apesar de nossas diferenças religiosas ou políticas, o que nos une é muito maior do que o que nos separa. Não importa quão grande a distância política ou religiosa entre nós; é muito, mas muito melhor viver em paz com nossos irmãos judeus do que enfrentar a derrota, o exílio e a destruição.

A defesa de Jerusalém

Há outra questão sobre a qual devemos refletir no dia 10 de Tevet – o nosso vínculo com a cidade sagrada de Jerusalém. Essa cidade foi, é e será para sempre a Capital do Povo Judeu. Jerusalém não é apenas a capital política do Estado de Israel – é também a capital espiritual de nossa nação. O jejum de 10 de Tevet, bem como os de 17 de Tamuz e 9 de Av, nos recordam que quando os exércitos inimigos quiseram destruir o Reino de Israel, eles atacaram Jerusalém. Perceberam que se a Cidade Santa caísse, o Povo Judeu cairia. Jerusalém é o coração da Terra de Israel. Um Reino de Israel sem Jerusalém é como um organismo humano sem coração. Portanto, precisamos reconhecer Jerusalém pelo que a cidade é. Devemos promovê-la e protegê-la. Jerusalém é o centro espiritual do mundo e a chave de sua redenção.

Hoje, os inimigos do nosso povo, como os antigos babilônios e romanos, atacam nossa nação indo atrás de Jerusalém. Seu desejo supremo é extirpar os judeus da única Pátria Judaica para que novamente estejamos indefesos, como estivemos durante 2000 anos, quando não tínhamos país nem exército. Sua estratégia para executar esse plano nefasto é tentar criar uma cisão entre o Povo Judeu e sua cidade, Jerusalém.

Em outubro deste ano, uma proposta de Resolução aprovada pela UNESCO, organismo das Nações Unidas encarregado da preservação da cultura e história, negou os vínculos do judaísmo a Jerusalém e seus lugares santos. Essa Resolução não apenas zombou da história – fato irônico já que a UNESCO é a encarregada de preservar a história –, mas o que talvez seja bem pior: trata-se de uma campanha vil dirigida ao coração da nação judaica. A Resolução recebeu ríspidas censuras por parte de Israel e dos Estados Unidos. O Primeiro Ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, criticou-a duramente chamando-a de “absurdo”: “Dizer que Israel não tem vínculos com o Monte do Templo e o Muro Ocidental é como dizer que a China não tem vínculos com a Grande Muralha ou que o Egito não tem vínculos com as Pirâmides. Com essa decisão absurda, a UNESCO perdeu a pouca legitimidade que lhe restava”.

Quem perpetra uma negação tão grosseira da História – a ideia de que se contarmos uma mentira muitas vezes ela se tornará verdade – segue os passos de Goebbels, Stalin e Hitler – inimigos dos judeus e da humanidade. Esses ataques contra Jerusalém não apenas negam a História Judaica, mas também a História do Cristianismo. Negar a conexão indissolúvel do Povo Judeu com Jerusalém é declarar não só que o Tanach, mas também a Bíblia Cristã, são falsidades. A Resolução da UNESCO e atitudes semelhantes das Nações Unidas e de certos países é um ataque contra o Judaísmo e contra o Cristianismo – contra todos os judeus e cristãos de fé, no mundo todo. É também um ataque contra a História, a verdade e a decência.

O dia 10 de Tevet, que marca o sítio a Jerusalém, deve inspirar todos os judeus a fortalecer seus laços com a Cidade Sagrada e com a Terra de Israel. E o fazemos estudando e ensinando o Judaísmo, a História Judaica, o passado e o presente de nossa Pátria e nossa Capital. Nós o fazemos defendendo a verdade e combatendo as falsidades, defendendo nosso direito à Terra de Israel e aos Lugares Santos de todas as cidades. Acima de tudo, fortalecemos Israel e Jerusalém quando promovemos a paz e a unidade entre nós, judeus, onde quer que estejamos, seja em Israel ou na Diáspora.

Yud Tet Kislev, o dia dezenove do mês de Kislev, é uma data histórica nos anais da Chassidut em geral, e de Chassidut Chabad em especial.

Este dia significa uma notável reviravolta no crescimento e desenvolvimento do movimento Chassídico, sendo um marco em sua mais gloriosa marcha para a vitória através da história de sua existência, até os dias atuais.

Yud Tet Kislev é o dia no qual Rabi Shneur Zalman de Liadi, o Alter Rebe, foi libertado de seu rígido cárcere em Petersburgo, no ano de 5559 (1798). Sua detenção colocou em perigo não apenas sua vida, mas também o futuro do movimento chassídico. Conseqüentemente, o dia de sua libertação foi declarado entre os chassidim como um dia de celebração, observado até os dias de hoje com exuberante júbilo por centenas de milhares de judeus no mundo inteiro.

Yud Tet Kislev também é o dia de aniversário do passamento do segundo líder do movimento chassídico, Rabi Dov Ber, o santo Maguid de Mezritch; que faleceu a dezenove de Kislev de 5533 (1772).
O grande sábio e tsadic Rabi Shneur Zalman de Liadi, fundador e criador do chassidismo Chabad, é geralmente conhecido no mundo judaico por diversos epítetos: ‘o autor do Shulchan Aruch,’ ‘o autor do Tanya,’ ‘o Rabi de Liadi,’ ‘o Maguid de Liozna,’ e, entre os seguidores do movimento Chabad, com ‘o Alter Rebe.’

O Alter Rebe nasceu em dezoito de Elul de 5505 (1745) em Liozna, uma cidadezinha na Rússia Branca, não muito distante de Vitebsk que, à época, fazia parte da Polônia. Os velhos chassidim costumavam contar que ouviram de coetâneos do Báal Shem Tov que quando o Alter Rebe tinha três anos de idade, o Báal Shem Tov comentou com seus discípulos: “Uma grande alma desceu à terra: Shenê-Or (duas luzes). Ele disseminará a luz da Torá em ambos os aspectos, revelado e místico.”
Até os dez ou onze anos de idade, o jovem Shneur Zalman estudou sob a tutela de diversos grandes acadêmicos, especialmente com Rabi Yissachar Ber, o renomado Maguid de Lubavitch. Mal chegara aos doze anos quando Rabi Yissachar informou a seu pai, Rabi Baruch, que não mais poderia ensinar o rapaz, “pois é um gênio que não necessita mais de instrução.”

Um ano depois, por ocasião de seu Bar-mitsvá, os maiores sábios e eruditos de Torá da região expressaram sua admiração por seu prodígio, concedendo-lhe alto título em reconhecimento a seu vasto conhecimento e erudição.

Rabi Shneur Zalman continuou seus estudos sozinho com grande concentração, e “com a idade de dezoito anos completou, com todos os comentaristas anteriores e posteriores, todo o Talmud. No ano de 5537 completou o estudo do Talmud pela décima sexta vez, e fez isto de pé!” Além de seu dedicado estudo do Talmud, estudava Cabalá profundamente; compunha o Shulchan Aruch, realizava trabalho comunitário, viagens para orientação de comunidades locais e exercia numerosas outras atividades que demandavam tempo.

Aos dezoito anos, Rabi Shneur Zalman decidiu “peregrinar a um local de Torá.” Naquela época havia dois grandes luminares reluzindo no mundo judaico. Um raio de Torá emanava de Vilna, e um raio de Avodá (serviço Divino) originava-se de Mezritch, pequena cidade da região de Volin. Já sendo amplamente proficiente no conhecimento de Torá, Rabi Shneur Zalman foi atraído à luz da Avodá. Com o consentimento da esposa, partiu de Vitebsk para dirigir-se – a pé – para Mezritch.

Chegando a Mezritch, observou as maneiras do Maguid, sua forma de ensinar os caminhos da Avodá de acordo com a doutrina do chassidismo, ficando profundamente impressionado. Ficou atônito com a sabedoria e sagacidade do Maguid tanto no campo da Torá revelada quanto na parte oculta da Torá; e aprendeu a apreciar a santidade de seu grande Mestre.

Em contrapartida, o Maguid de Mezritch reconheceu as extraordinárias qualidades de seu novo discípulo, demonstrando-lhe consideração especial. Providenciou para que seu único filho, Rabi Avraham, “o Anjo,” instruísse o Rebe no chassidismo, enquanto esse instruía Rabi Avraham em assuntos talmúdicos e haláchicos.

Rabi Shneur Zalman tornou-se fervoroso adepto dos ensinamentos chassídicos do Maguid e do Báal Shem Tov. Após longa estadia em Mezritch, voltou a Vitebsk. À caminho de casa, parou em todas as comunidades e assentamentos judaicos pelos quais passou, a fim de contar acerca dos profundos conhecimentos do Maguid, e sobre seus caminhos da Avodá.

Certa vez, Rabi Yossef Yitschac de Lubavitch relatou o seguinte episódio acerca do relacionamento do Maguid com o Alter Rebe:

“Meu avô, Rabi de Avrutch, contou a meu pai algo que ouvira do avô de sua esposa, Rabi Motele de Chernobyl. ‘Meu pai,’ disse Rabi Motele, ‘disse-me que o Maguid considerava o Rav como se fosse seu próprio filho. O Maguid dissera certa vez a seu discípulo Rabi Zussia: escreva a nosso Gaon, Rabi Zalmenyu Litvak, para que venha para cá.
‘Desde então, o círculo de discípulos costumava chamá-lo de ‘Rav’; e quando o ‘Anjo’ contou a seu pai a respeito, esse respondeu que os discípulos acertaram em cheio na verdade. Há uma indicação disso, pois a decisão haláchica estará de acordo com o Rav, e o Shulchan Aruch do Rav será aceito como autoridade máxima por todo o povo judeu.

‘Quando Rav chegou, Rabi Zussia relatou-lhe como o Maguid o instruíra, dizendo: ‘escreva a nosso Gaon, para que venha’. Ao ouvir isto, Rav suspirou profundamente e desmaiou. Mesmo depois de ter sido reanimado, sentia-se fraco e teve de permanecer acamado. ‘Tudo isso aconteceu em Rovna, onde o Maguid residiu durante seus últimos anos, à época da grande convenção. Os discípulos, sabendo da profunda afeição de seu Mestre pelo Rav, não ousaram informá-lo de seu estado. Rabi Mendel de Vitebsk disse que não deveriam causar qualquer desgosto ao Maguid, e que era preciso encontrar alguma outra maneira. Porém, Rabi Levi Yitschac de Berditchev insistiu que deveriam contar ao mestre, e Rabi Mendel e Rabi Zussia apoiaram-no na decisão.

‘Ao ouvir o que aconteceu, o Maguid citou o versículo: ‘E D’us manteve isto em segredo de mim,’ (Melachim II, 4:27) e acrescentou: ‘Ele tem a sensibilidade de uma criança. Meu Mestre (o Báal Shem Tov) considerava-me como um filho, e ele (Rabi Shneur Zalman) é como um filho para mim.’ ‘Nenhum dos discípulos compreendeu o que o Maguid quis dizer com essas palavras até alguns dias antes que viesse a falecer.

Contou-lhes então: ‘Rabi Zalmenyu já percebeu no verão passado o que vocês estão sentindo agora.” E logo antes de falecer, pegou a mão de Rav e disse: ‘Yud Tet Kislev é nosso Yom Tov!'”
E realmente, no terceiro dia da semana da parashá de Vayêshev, a dezenove de Kislev de 5533, o Maguid faleceu. Exatamente no mesmo dia, vinte e seis anos depois, no terceiro dia da semana da parashá de Vayêshev, em dezenove de Kislev de 5559, o Alter Rebe foi libertado.

Rabi Dov Ber, o ‘Miteler Rebe’, lembrando-se daquele dia da libertação, disse certa vez que “durante a prece de Minchá, vi o Maguid de Mezritch, que me disse: ‘Seu pai acaba de ser libertado da prisão. Apesar de ainda estar sofrendo muito, mesmo agora, muito breve também será libertado desta agonia.'”
Este dia de Yud Tet Kislev foi instituído entre os chassidim de Chabad como um dia perpétuo de celebrações.

*(Fonte:pt.chabad.org)

 

 

Chanucá significa, literalmente, “Inauguração”. A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os macabeus “chanu” (descansaram) das batalhas no “cá” (25º dia) de Kislêv.

Duração: 8 dias.
Por que comemora-se
Antiocus, rei da Síria, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande. Pressionou os judeus a aceitarem a cultura greco-helenista, proibindo o cumprimento das mitsvot (preceitos) da Torá e forçando a prática da idolatria pagã.
Antiocus foi apoiado por milhares de soldados de seu exército. Em 165 AEC, os Macabeus, corajosos lutadores oriundos de uma família de muita fé, os Chashmonaim, apesar do antagonismo esmagador, saíram vitoriosos de uma batalha travada contra o inimigo.
O Templo Sagrado, violado pelos rituais greco-pagãos, foi novamente purificado e consagrado e a Menorá (candelabro) reacesa com o azeite puro de oliva, descoberto no Templo.
A quantidade encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo óleo puro pudesse ser produzido e trazido ao Templo. Em lembrança destes milagres comemoramos Chanucá durante oito dias.

Sobre Chanucá
Por Eliyahu Kitov
Os oito dias da Festa de Chanucá começam em 25 de Kislev. As luzes são acesas toda noite durante os oito dias da festa.
Os Sábios (Shabat 21b) perguntaram: O que é Chanucá? Os Rabinos ensinaram: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são observados oito dias de Chanucá, durante os quais não são feitas eulogias e o jejum não é permitido. Pois quando os gregos entraram no Santuário, profanaram todos os azeites [usados para acender a Menorá]. E quando a Casa Hasmoneana prevaleceu e os derrotou, eles procuraram e encontraram apenas uma ânfora de azeite com o selo do Cohen Gadol – e esta jarra tinha azeite suficiente para queimar um dia. Mas ocorreu um milagre e o azeite ardeu durante oito dias.
No ano seguinte, os Sábios designaram estes oito dias como uma festa, com canções de louvor e agradecimentos. Durante o período do segundo Templo Sagrado, os reis gregos emitiram decretos rigorosos contra Israel, banindo suas práticas religiosas e proibindo-os de estudar Torá e cumprir as mitsvot. Eles roubaram o dinheiro e suas filhas, entraram no Santuário e os atacaram, profanando tudo que era ritualmente puro. Causaram grande angústia a Israel e oprimiram os judeus até que o D’us dos nossos pais teve misericórdia deles e os libertou, salvando-os das mãos de seus inimigos. A Casa Hasmoneana – os Cohanim Guedolim – prevaleceram, matando-os e salvando Israel das mãos deles. E eles nomearam um rei dentre os cohanim, e o reino de Israel foi restaurado por mais de duzentos anos, até a destruição do Segundo Templo Sagrado.
Foi no dia 25 de Kislev que Israel prevaleceu e venceu seus inimigos. Entraram no Santuário e encontraram apenas uma ânfora [de azeite] puro. Continha o suficiente para um dia, mas eles acenderam as luzes da Menorá e durou oito dias, até que prensassem azeitonas para extrair azeite puro (Rambam, Hilchot Chanuca 3).
Os Sábios daquela geração portanto decretaram que esses oito dias, começando em 25 de Kislev, fossem designados dias de júbilo e louvor, e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre. E estes dias são chamados de Chanucá – [inauguração, consagração; pode-se também interpretar a palavra como] chanu [eles descansaram] ca [no vigésimo quinto] – pois no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.
O Talmud declara que os dias foram designados para “prece e agradecimento”.
Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante Shacharit, as preces matinais em todos os oito dias de Chanucá. A obrigação de “agradecimento” é cumprida recitando-se Al haNissim que é inserido na prece Amida e no Bircat Hamazon, prece de Graças Após as Refeições quando se ingere pão, hamotsi.

Costumes de Chanucá

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Como Acender a Chanukiá:

Uma Chanukiyá tem oito braços numa fila reta de igual altura. O shamash (vela auxiliar), usado para acender a Chanukiyá, é colocado mais alto ou à parte das outras. Uma Chanukiyá que funcione com eletricidade pode ser usada como decoração de Chanucá, mas não cumpre a mitsvá (conexão com D’us) de acendimento da Chanukiyá.
Parte da mitsvá de Chanucá é a divulgação do milagre de Chanucá, portanto colocamos a Chanukiyá no batente oposto à mezuzá, ou numa janela, claramente visível do lado de fora. Velas podem ser usadas, mas devido ao seu papel no milagre de Chanucá, uma Chanukiyá com azeite é especialmente significativa.
Na primeira noite de Chanucá, reúna a família para o acendimento da Chanukiyá. Antes de acender, recite a bênção apropriada. Utilize o shamash para acender a primeira vela, no extremo direito da Chanukiyá.
Na segunda noite, acenda uma vela adicional à esquerda da vela acesa na noite anterior. Repita o mesmo processo a cada noite de Chanucá, onde a vela a ser acesa é sempre a nova, procedendo da esquerda para a direita. As velas devem arder durante pelo menos meia hora.
Se uma vela apagar durante o período em que deveria estar ardendo, deve ser reacendida. Na noite seguinte, os pavios e o azeite restantes podem ser reaproveitados.
A luz da chanukiyá é sagrada e não pode ser utilizada para outro fim, como leitura ou trabalho.
Acendimento na véspera e após o Shabat
Na tarde de sexta-feira, acendemos as velas de Chanucá pouco antes das velas de Shabat. (No Shabat, o sagrado dia de repouso, é proibido acender uma chama). A chanukiyá não pode ser tocada ou removida depois de seu acendimento na sexta-feira até sábado após o anoitecer. No sábado, as velas de Chanucá somente são acesas após o final do Shabat, depois que a prece de Havdalá é recitada.
Luzes, velas, ação!

Primeiro, acende-se o shamash, depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:
1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.

2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.
Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.
Em seguida, acendem-se as velas da chanukiyá com o shamash, da esquerda para a direita. Após acender as velas, coloca-se o shamash à esquerda da chanukiyá de modo que fique mais alto do que as chamas da chanukiyá, e recita-se:

Hanerot halálu ánu madlikin al hateshuot, veal hanissim, veal haniflaot, sheassíta laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim. Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen, êla lir’otan bilvad, kedê lehodot ul’halel leshimechá hagadol, al nissêcha, veal nifleotêcha, veal yeshuotêcha.
Nós acendemos estas luzes em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes. Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas, e não nos é permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las, a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.

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Sevivon:

Antíoco decretou que cada aula de Torá era crime punível com morte ou prisão. Em desafio, as crianças estudavam em segredo, e quando as patrulhas sírias eram avistadas, fingiam estar jogando uma inocente brincadeira de pião, também conhecido como dreidel (em yidish) e sevivon (em hebraico).
As Letras
Todo sevivon possui quatro lados com uma letra hebraica em cada um deles. Cada letra é a inicial de uma palavra. As quatro letras são:
Nun primeira letra da palavra Nes, que significa “milagre”
Guimel primeira letra de Gadol, que significa “grande”
Hei primeira letra de Haya, que significa “era” ou “foi”
Shin primeira letra de Sham, que significa “lá”
Juntas, estas letras formam a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”.
Em Israel, ao invés da letra shin (para designar sham, lá), o sevivon possui a letra pei de pô, (aqui) para que as letras dos lados do pião forme a frase: “Um grande milagre aconteceu aqui”.
Atualmente
Uma vez que as crianças têm dinheiro e tempo livre, é natural que acabem brincando com o sevivon.
Mas o sevivon também tem uma mensagem especial: possui quatro lados, cada um com uma letra do alfabeto hebraico, formando a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”, mostrando assim que, mesmo nos momentos de lazer, a pessoa deve lembrar que a Providência Divina dirige tudo, em todas as situações.

Chanucá Guelt:

Durante Chanucá é costume dar guelt (dinheiro) aos filhos, para ensinar-lhes a intensificar a caridade e as boas ações, e incrementar o espírito festivo da data.
Essa sutil forma de “suborno” é um componente essencial no processo educacional. Maimônides discute a importância de usar incentivos e prêmios até que uma criança tenha idade suficiente para entender por si mesma a importância e a beleza da Torá e mitsvot.
O dinheiro que damos as crianças, o guelt de Chanucá, celebra a liberdade e o mandato de canalizar a riqueza material para fins espirituais.
Chanucá guelt pode ser dado a qualquer tempo no decorrer de Chanucá (exceto no Shabat). Alguns têm o admirável costume de dar o guelt em todas as noites de Chanucá. Em Chabad, é costume dar toda noite, mas entregar uma soma maior na quarta ou na quinta noite.

Sonhos e Bolinhos de Batata:

Veja receitas para Chanucá: https://ongtora.com/receitas-de-chanuca/

Na festa de Chanucá há o costume de ingerir comidas fritas em óleo como bolinhos de batata (levivot ou latkes), e sonhos (sufganiyot). Estes alimentos são preparados e degustados em honra ao milagre que ocorreu com o azeite.

Pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo, são também apreciados, pois lembram os feitos de uma famosa heroína judia, Yehudit, na época do Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.

Israel encontrava-se sitiada pelo cruel e opressivo exército Greco-Sírio. Yehudit ajudou a assegurar a vitória para as forças judaicas, assassinando o terrível general do exército grego, Holofernes. Deu a ele queijo salgado para comer, acompanhado de vinho forte para eliminar sua sede. O vinho o “derrubou” fazendo-o cair em sono profundo. Yehudit então tomou de sua espada e o matou. Os soldados do general fugiram com medo. A vitória dos Macabeus seguiu-se a este ato de coragem

*( Fonte: pt.Chabad.org )

Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.

Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.

Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.

Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.

Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.

Os Oito Níveis de Caridade

Definidos por Maimônides, o Rambam

Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.

  1. O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão judeu com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros…
  2. Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir uma mitsvá apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador, como Rabi Chananyah ben Teradyon.
  3. Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
  4. Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
  5. Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
  6. Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
  7. Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
  8. Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
  • (Fonte: pt.chabad.org)
  • (Imagem: Natan Cooper)

 

Clamei a D’us em minha opressão, e Ele respondeu-me com conforto. Quando D’us está comigo, não temo o que qualquer mortal possa fazer-me” (Halel, Tehilim 118:5-6).

Nada é mais assustador que a solidão. Quando estamos sós, o mundo pode parecer apavorante, e mesmo sombras inofensivas podem tomar uma aparência ameaçadora.

“Mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, nada temerei porque Tu estás comigo” (Tehilim 34:4). Quando sabemos que D’us está conosco, podemos sentir-nos tão seguros como um bebê nos braços protetores da mãe. Mas para ter a Presença de D’us, devemos invocá-Lo, como diz o salmista (91:15): “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei.”

A prece sincera nos aproxima de D’us.

 

* Fonte: chabad.org.br

(Imagem: Robert Tanenbaum)

Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).

Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.

 

Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !

Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:

https://www.myzmanim.com

 

*( Fonte: pt.chabad.org)

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