Purim 5779 – começa na noite de quarta-feira, 20 de março e continua até quinta-feira, 21 de março de 2019 (22 de março em Jerusalém)

Purim Por trás dos bastidores da Meguilá Pergunta o Zohar: porque aquela geração teve que passar por um susto desses? E a resposta do Zohar é: porque eles tiveram o prazer em participar da festa… Mais

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Pessach 5779 – 19 de abril a 27 de abril de 2019

ATENÇÃO: Pessach 5779
Como o primeiro dia de Pêssach coincide com Shabat, além dos trabalhos
normalmente proibidos em Yom Tov, é também proibido cozinhar e carregar em domínio público, portanto:
a) toda comida a ser servida no primeiro sêder e no almoço do dia seguinte
deve estar pronta antes do início do Shabat, sexta-feira até às 17h30.
b) a matsá, o vinho, ou qualquer outro item necessário para o sêder devem ser
deixados antes das 17h30 na residência onde o sêder será realizado.
Chama pré-acesa
Deve-se deixar uma vela de sete dias ou uma chama do fogão acesa desde antes
das 17h30. A partir deste fogo, as velas da segunda noite de Pêssach serão acesas e
os alimentos (do jantar da segunda noite e do almoço do segundo dia) cozidos durante Yom Tov.
Isto é necessário, pois é proibido criar um fogo novo no próprio Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente
acesa com um palito ou vela, quando Yom Tov não coincidir com o Shabat (tomando
cuidado para não apagá-lo posteriormente. O palito não é jogado, mas depositado
para que se extingua por si só).
 
SEXTA-FEIRA, 19/4 – 17h30
véspera do1º dia de Pêssach
1º sêder
 
SÁBADO, 20/4 – após 18h:23
véspera do 2º dia de Pêssach
2º sêder
 
QUINTA-FEIRA, 25/4 – 17h:25
véspera do 7º dia de Pêssach
 
SEXTA-FEIRA, 26/4 – 17h24
véspera do 8º dia de Pêssach
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Pêssach é a festa que comemora a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. A festa de Pessach é comemorada fora de Israel durante oito dias, e em Israel durante sete dias.

Durante todos esses oito dias de Pessach não podemos nem comer e nem possuir nenhum tipo de “Hametz”.

Em Pessach temos que comer Matzá, mas não qualquer Matzá, porque se não foram tomados cuidados estritamente minuciosos na fabricação da Matzá para evitar o início do processo de fermentação ela também é considerada hamêts. Por isso a Matzá que comemos em Pessach tem que ser uma Matzá “Kasher LePessach”

Hametz e Matzá

Chamêts é qualquer comida ou bebida feita à base de trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, ou de seus derivados fermentados, mesmo que em quantidade mínima.

A única exceção é a Matzá, que é o pão não fermentado pois foram tomadas precauções especiais para assá-la.

“Kasher” e Kasher LePessach”

Muitos produtos industrializados chegam à nós com o selinho “Kosher” muitas vezes impresso na própria embalagem. Isso quer dizer somente que eles são Kasher quase o ano inteiro….. mas isso ainda não quer dizer que esses produtos são Kasher para Pessach, mas ao contrário, eles podem conter Hametz e derivados de Hametz.

Para ser Kasher para Pessach ele devem ter um selinho de “Kasher LePessach”

Então vamos evitar nesses oito dias qualquer produto industrializado e fazer o nosso Pessach o mais natural possível!

Vamos comprar para Pessach carnes, aves, peixes, todas as frutas e todos os vegetais.

Se você é um judeu de origem européia, o costume dos Ashkenazim é de não comer milho, feijões, ervilhas, arroz e outros grãos sendo que eles eram transportados nos mesmos sacos usados para transportar o trigo e se misturavam. Sendo assim os judeus europeus assumiram esse rigor de não comer grãos em Pessach, mesmo eles não sendo Hametz

para a lista em PDF de produtos industrializados liberados para Pessach acesse ao site http://www.bdk.com.br

Limpeza de Pessach, a alegria de limpar 😊😊😊

O Brasil tem uma vantagem sobre todos os países. Aqui ninguém limpa a casa sozinha, aqui graças à D’us temos as ajudantes. E mesmo quem não tem ajudante o ano inteiro, quando entra o mês de Nissan a ajudante deixa de ser um luxo do nosso país tão distante, mas se torna uma necessidade básica

E sendo que se tornou um costume de toda a nossa geração vender o Hametz antes de Pessach pelo motivo de todos nós termos hametz armazenado no freezer e costumarmos fazer compras em grande quantidade nas grandes redes de supermercados, para todos nós eliminar o hametz antes de Pessach é um grande prejuízo e por isso é permitido para todos nós vender o Hametz antes de Pessach

 

E o que ganhamos com isso é que por causa dessa venda podemos confiar na limpeza da ajudante sendo que de qualquer maneira se ela esqueceu de limpar alguma coisa mesmo que intencionalmente, esse hametz deixará de ser nosso por meio da Mehirat Hametz

Vantagens da ajudante sobre nós

1-com certeza ela limpa bem melhor do que você.

2- se você limpar com toda a sua delicadeza, ninguém vai ser louco de pedir para você limpar de novo, mas para ela sim

3- quanto mais dias de trabalho tiver mais feliz ela vai ficar porque assim ela ganha mais, o contrário de você que quanto mais trabalho tiver mais você se desgasta

Em outras palavras, deixe a ajudante limpar mas não deixe de supervisionar a limpeza dela, você é a “mashguichá” da limpeza de Pessach da sua ajudante 😊😊😊

Não esqueça de limpar o escritório e o carro, atenção especial para os bolsos das roupas especialmente das crianças,  bainhas de calças, punhos de roupas,

Aspirador de pó:
o saco descartável deve ser removido antes de Pessach e a caixa limpa, caso o saco do aspirador não seja descartável ele deve ser lavado.

Rações para animais de estimação geralmente contêm chamêts. Consulte seu rabino para saber como proceder.

Quartos

Estrados da cama, em baixo do colchão, encostos das camas, passar lustra móvel nos armários dentro e fora.

Lavar colchas e edredons, travesseiros colocar para ventilar ou lavar.

Aspirar e lavar bem o piso, não esquecendo das frestas.

Armários de roupas

Tirar tudo dos armários, limpar os armários por dentro e aproveitar para separar o que é para doar do que volta para dentro.

Sala

Tampos de mesas com vidro removíveis devem ser retirados e limpos. Nas bordas e cavidades da mesa onde foi retirado o tampo, retirar a sujeira que ficou impregnada…talvez de hamêts.

Aspirar e limpar poltronas e sofás;
Não esqueca de limpar as capas dos livros e a estante da sala porque os livros vão da mesa para a estante e da estante para a mesa levando o hametz com eles

Banheiros

Separar todo o material de higiene em uma prateleira ou armário que não será usado durante Pêssach reservando lugar limpo para os produtos de higiene da lista Casher para Pêssach (shampoos, sabonetes, escovas de dente novas e pasta de dente, bem como cosméticos que fazem parte da lista).

Sacudir os bolsos de mochilas, bolsas, pastas etc., removendo todos os resíduos

Cozinha

FOGÃO

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo.

Após este procedimento, sugere-se cobrir a parte de cima do fogão com folha de alumínio. Se a parte de cima do fogão for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa.

As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de chamêts.

Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio).

FOGÃO ELÉTRICO

Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a parte de cima restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente.

FORNO

As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa.

FORNO AUTOLIMPANTE

Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal.

FORNO DE MICROONDAS

Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor.

Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos.

PIA

Cubas de porcelanacerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável.

Cubas de metalmármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.

É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de chamêts.
Em seguida, seca-se a pia.

Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.
Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar.

É costume forrar a pia mesmo após a casherização (por todos os lados , podem ser usadas folhas de EVA que podem ser compradas em qualquer papelaria, ou qualquer material grosso plastificado ou emborrachado, o importante e que seja impermeável.)

LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR

A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas.

GELADEIRA E FREEZER

Devem ser descongeladas e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza;

na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados. Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio.

ARMÁRIOS da cozinha
Devem ser bem limpos e forrados.

MESAS E BALCÕES

Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha.

A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac.

TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS
De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pêssach. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de chamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar.

 

UTENSÍLIOS

Os utensílios que usamos durante todo o ano para Chamêts não devem ser utilizados desde a véspera de Pessach, até finalizada a Festa; Deve-se lava-los bem, e guarda-los em lugar bem fechado.

Hoje em dia está ao alcance de quase todos ter louça especial para Pessach.Entretanto, para aqueles que não é possível, poderão usar a vasilha normal depois do processo da Hagalá, excepto os utensílios de porcelana ou cerâmica que não são susceptíveis de hagalá.

Devido a que são múltiplos os casos e os detalhes, assim como os costumes sobre este procedimento, aconselhamos  consultar o rabino da sua comunidade. Se você não puder ter novos utensílios para Pessach, aconselhamos usar utensílios DESCARTÁVEIS.

A Eliminação do Hametz

Como vimos anteriormente, começando na manhã da véspera de Pessach e se estendendo até o término desta festa de oito dias (sete em Israel), é proibido comer, possuir ou mesmo se beneficiar de qualquer quantidade de Hametz.

Apesar da palavra ser comumente traduzida como “fermento” ou “levedura”, o termo Hametz possui uma definição bem mais precisa.

Significa trigo, aveia, cevada, trigo espelta e centeio que permaneceram úmidos por 18 minutos ou mais – tempo suficiente para que se inicie o processo de fermentação e tudo o que deriva disso.

Mehirat Hametz, a venda do Hametz

Alguns dias antes de Pessach, vendemos nosso Hametz a um não judeu.

A maneira mais simples de realizar essa venda é preenchendo um contrato de venda que é enviado à um rabino, que intermedia tanto a venda a um não judeu na manhã antes do início de Pessach, quanto a recompra, ao anoitecer do término dos oito dias de Pessach.

Isso também pode ser feito pelo internet, mas tenha o máximo cuidado de vender o seu Hametz em um site de um rabinato que se encontra no seu fuso horário, porque se você vende ele em um fuso horário diferente ele será vendido ou comprado de volta pelo Rabino em um horário que a proibição de possuí-lo recai sobre você causando um verdadeiro desastre acesse à esse site e venda o hametz de acordo com o fuso horário da sua cidade

esses alimentos deixam de pertencer a você, passando a ser propriedade do não judeu que os adquiriu.

Esse contrato não é, como muitos poderiam pensar, apenas um estratagema para burlar as leis da Torá , porque aquele não judeu que compra o seu Hametz pode, se assim  quiser, ficar de posse daquilo que comprou, e eu me lembro que isso quase aconteceu uma vez no Brasil há mais de quarenta anos atrás. Quando você vende o seu Hametz tem que estar ciente de que não se trata de uma venda de “faz-de-conta”.

Mehirat Hametz, a venda do Hametz

Alguns dias antes de Pessach, vendemos nosso Hametz a um não judeu.

A maneira mais simples de realizar essa venda é preenchendo um contrato de venda que é enviado à um rabino, que intermedia tanto a venda a um não judeu na manhã antes do início de Pessach, quanto a recompra, ao anoitecer do término dos oito dias de Pessach.

Isso também pode ser feito pelo internet, mas tenha o máximo cuidado de vender o seu Hametz em um site de um rabinato que se encontra no seu fuso horário, porque se você vende ele em um fuso horário diferente ele será vendido ou comprado de volta pelo Rabino em um horário que a proibição de possuí-lo recai sobre você causando um verdadeiro desastre acesse à esse site e venda o hametz de acordo com o fuso horário da sua cidade

https://pt.chabad.org/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

Para quem mora no fuso horário de Brasília a venda do Hametz pode ser feita nos seguinte site

http://www.morasha.com.br/nossas-festas/pessach-1/formulario.html

O Contrato de Venda de Chametz permite a guarda dele, na sua casa pois esses alimentos deixam de pertencer a você, passando a ser propriedade do não judeu que os adquiriu.

Esse contrato não é, como muitos poderiam pensar, apenas um estratagema para burlar as leis da Torá , porque aquele não judeu que compra o seu Hametz pode, se assim  quiser, ficar de posse daquilo que comprou, e eu me lembro que isso quase aconteceu uma vez no Brasil há mais de quarenta anos atrás. Quando você vende o seu Hametz tem que estar ciente de que não se trata de uma venda de “faz-de-conta”.

Bedikat Hametz, a verificação do Hametz –  ao anoitecer de quinta feira 18 de abril 2019

Bedikat Hametz é a busca e extermínio de todo o Hametz que não foi guardado para ser vendido por meio do “Contrato de Venda”  na manhã antes do início de Pessach.

O ritual da procura é realizado na noite antes do Seder

Imediatamente após o cair da noite, o chefe da família conduz essa busca do Chametz sem grande valor financeiro e que ele pode consumir ou descartar tranquilamente antes do início da festa. Pode-se comer o que encontra ou queimá-lo na manhã seguinte.

Antes da verificação se diz a seguinte Brachá

“Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav Vetzivánu Al Biur Chamêts.“

Deve-se procurar em todos os cantos da casa onde é possível que haja hametz.  Um costume universalmente aceito é o preparo de dez pedacinhos de pão embrulhados individualmente, que são escondidos em diferentes lugares da casa, mas em lugares fáceis de se encontrar, antes de começar a procura.

É importante que esses pedaços sejam firmes, não quebradiços, para não deixar migalhas, é melhor lacrá-los em saquinhos plásticos mas nunca em papel alumínio.

Depois disso começa-se a procura pela casa com uma vela de cera acesa, uma vela de um pavio só (não se deve usar para isso uma vela de Havdalá), uma colher de pau, uma pena e um saco de papel.

As crianças curtem muito este momento, percorrendo os quartos, sala e cozinha munidos com a pena que serve para “varrer” o hamêts.

Como a pessoa que realiza a busca deverá encontrar os dez pedaços de pão “escondidos” essa bênção não é em vão.

O fato de essa Brahá  que inclui tanto a busca do hametz à noite, quanto sua eliminação, na manhã seguinte mencionar “a eliminação do hametz”, e não “a busca do hametz” é porque a busca do Hametz é meramente um preparativo para o mandamento essencial , a eliminação do hametz, que ocorre na manhã seguinte.

Enquanto conduz a busca, o chefe da família não deve parar ou falar sobre qualquer outro assunto que não seja relacionado à essa procura.

Ele deve colocar cuidadosamente no saco de papel por meio da pena e da colher de pau  todo o hametz que vai encontrando e os dez pedacinhos embrulhados.

Após a busca ele coloca tudo o que encontrou em um local seguro e diz as seguintes palavras:

“Todo hametz que está em minha posse, que eu não vi, e que não exterminei, que seja anulado como o pó da terra”.

Na manhã seguinte, véspera de Pessach (14o dia de Nissan), até a hora que for anunciada como o limite para a eliminação do Hametz, queima-se tudo o que foi encontrado durante a busca. Isso inclui os dez pedacinhos de pão.

Após jogar o Hametz na fogueirinha, o chefe da casa repete o que havia pronunciado na noite anterior, após realizar a busca: “Todo Chametz que está em minha posse, que eu vi ou não vi, e que eu exterminei ou não exterminei, que seja anulado como o pó da terra”.

Como vimos anteriormente, começando na manhã da véspera de Pessach e se estendendo até o término desta festa de oito dias (sete em Israel), é proibido comer, possuir ou mesmo se beneficiar de qualquer quantidade de Hametz.

Apesar da palavra ser comumente traduzida como “fermento” ou “levedura”, o termo Hametz possui uma definição bem mais precisa.

Significa trigo, aveia, cevada, trigo espelta e centeio que permaneceram úmidos por 18 minutos ou mais – tempo suficiente para que se inicie o processo de fermentação e tudo o que deriva disso.

Hametz e as forças do mal

A prática de espalhar pela casa dez pedacinhos de pão é bastante antiga. E serve a um propósito prático: se não fosse pelos dez pedacinhos, o chefe da família talvez não encontrasse nenhum vestígio de Hametz em sua casa e sua bênção acerca de sua eliminação teria sido em vão.

Mas há, também, uma razão cabalística para os dez pedaços de pão. Apesar de também fazerem lembrar as Dez Pragas, eles representam a ideia de que, no reino da impureza, há dez forças que correspondem às Dez Sefirot do reino da santidade. Trata-se das “dez coroas da impureza”, simbolizadas pelos dez pedacinhos de pão que buscamos para depois queimar.

No Talmud e na Cabalá, o hametz geralmente é usado como símbolo para o mal. O Rabi Moshe Chaim Luzzatto, o Ramhal, dizia que o Hametz simboliza o Yetzer Ha-Rá, o instinto do mal que existe dentro de todos os seres humanos, exceto daqueles que estão em um nível espiritual completamente elevado, os Tzadikim.

O Zohar, clássico da Kabalá, compara o hametz à idolatria, com as seguintes palavras: “Aquele que come hametz em Pessach se compara a quem cultua um ídolo” (Zohar 2: 182).

Alguns comentaristas explicam que o hametz representa o Yetzer Ha-Rá porque, ao contrário da Matzá, ele cresce e incha, simbolizando o orgulho, que é a suprema fonte das forças do mal.

O fato de que o hametz faça outro tipo de massa crescer é análogo à maneira pela qual o mal age sobre as funções da alma da pessoa, arruinando-a, e arruinando a alma das pessoas que estejam ao seu redor.

Como o hametz é um símbolo de arrogância, podemos entender a razão para o Zohar o comparar à idolatria. Porque, o que é a idolatria? Para o judaísmo, não significa apenas acreditar em mais de um D’us. Significa, também, atribuir poder a qualquer coisa no mundo que não seja a D’us.

A arrogância é uma forma de autoidolatria, pois é a crença de que a pessoa é melhor do que os demais, que sabe mais do que todos, e que não deve nada a ninguém. Na verdade, o Talmud ensina que se há algo que afaste a Presença Divina, esse algo é a arrogância, pois o arrogante pretende usurpar o legítimo lugar de seu Criador. Somente pode haver um único D’us no mundo. D’us aguenta um pecador, mas não alguém que se julgue um deus.

Ninguém personificou a arrogância mais do que o Faraó, o vilão na história de Pessach. O rei egípcio, que era idólatra e genocida e desafiava a D’us, proclamava ser uma divindade que havia criado sua própria pessoa.

O oposto do Faraó, o herói de Pessach, foi Moshé Rabenu, que, nas palavras da Torá, foi o “homem mais humilde que jamais se viu”. A santidade e a sacralidade estão associadas à humildade, enquanto que a profanidade e a blasfêmia se associam à arrogância.

Matzá, o pão da pobreza, que não cresce e não fermenta, simboliza a humildade. O hametz, que fermenta, representa justamente o oposto.

A festa de Pessach é uma época para agradecermos, pois se D’us não nos tivesse salvado, nossos antepassados e todas as gerações judaicas subsequentes, incluindo a nossa, ainda seríamos escravos ou teríamos sido exterminados pelo Faraó.

O reconhecimento e a gratidão advêm da humildade. Além disso, Pessach é a “Festa da Liberdade” e quem é presa de seu próprio ego – que vive para satisfazer seus desejos e seu orgulho – jamais poderá ser realmente livre. Os temas dessa festa, simbolizados pela Matzá, são a antítese do que representa o hametz.

Hametz e o Instinto do Mal

O judaísmo despreza a arrogância e dá muito valor à humildade. Ensina o Talmud que o mundo se preserva pelo mérito das pessoas humildes. Portanto, cabe perguntar: se o hametz é um símbolo de arrogância, maldade e idolatria, por que não é proibido o seu consumo o ano inteiro?

Uma das respostas a essa pergunta pode surpreender a muitos. A Torá não proíbe o hametz o ano todo porque o que simboliza – o Instinto do Mal, o Yetzer Ha-Rá, não é, necessariamente, uma coisa ruim.

É o que dá ao homem o livre arbítrio. Se o homem tivesse apenas o Instinto do Bem e não se sentisse tentado a pecar, ele não seria merecedor do poder de escolha entre o certo e o errado.

Se não houvesse escuridão no mundo, não apreciaríamos a luz. O Instinto do Mal é necessário para que a vida do homem tenha significado, pois não podemos viver sem desafios.

A resistência e o esforço resultam em crescimento e progresso. Isso é válido para todas as esferas – a física, a intelectual ou a espiritual. Nesta última, somente se adquire mérito através do esforço.

A vida, segundo os Kabalistas, é um campo de batalha, onde lutam os instintos positivos e os negativos do homem. Não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, não haveria luta espiritual e, portanto, nenhuma possibilidade de vitória.

Há outra razão para que o Instinto do Mal – e tudo o que representa – não seja de todo ruim. É o fato de ser o motor que aciona as pessoas. Ao nos levantarmos pela manhã, vamos ao trabalho em busca de prazer, honra e felicidade. Somente um verdadeiro Tzadik, um homem como Moshé Rabenu, vive todos os momentos de sua vida para servir a D’us e cumprir Sua Vontade. A maior parte de nós vive para si próprio ou para aqueles a quem amamos.

O Midrash (Gênesis Rabá) cita um versículo da primeira porção da Torá, que diz o seguinte: “E D’us viu tudo o que fizera, e o achou muito bom: ‘bom’ se refere ao Instinto do Bem, mas ‘muito bom’ se refere ao Instinto do Mal. Por quê? Porque se não fosse pelo Yetzer Ha-Rá, ninguém construiria uma casa, casar-se-ia, teria filhos ou trabalharia”.

Essa passagem do Midrash nos ensina que o Yetzer Ha-Rá é uma criação Divina e serve a um propósito muito bom. Como vimos, é o que faz o homem avançar na vida.

É o que leva o homem a trabalhar com afinco, escolher uma esposa e constituir uma família. Senão, faria apenas o mínimo indispensável para sobreviver.

O Instinto do Mal e suas manifestações – desejo, egoísmo, arrogância e egocentrismo – podem ser ruins e desprezíveis, mas a isso se deve o progresso do mundo.Comemos hametz durante o ano porque temos que aprender a lidar com o Instinto do Mal e usá-lo em nosso benefício. Contudo, o Yetzer Ha-Rá nem sempre é bem vindo. O judeu não pode ter em sua posse quantidade alguma do hametz durante Pessach.

Tampouco se podia oferecer hametz no Altar do Tabernáculo nem do Templo Sagrado de Jerusalém. No Altar de D’us, não há lugar para hametz – símbolo do Yetzer Ha-Rá.

Durante Pessach, quando recordamos os inúmeros milagres que D’us realizou em nosso benefício – como nos salvou da escravidão e aniquilação e nos escolheu para ser Seu povo amado – não há espaço para arrogância ou orgulho.

Durante o restante do ano, no entanto, bem como em outros lugares que não o Altar, o Chametz foi permitido, porque até a Era Messiânica, o homem precisará combater e dominar seu Instinto do Mal, usando-o para realizar coisas grandiosas.

O Baal HaTanya ensinava o seguinte: “Nossos Sábios disseram sobre a arrogância, ‘Amaldiçoado é aquele que a possui, e amaldiçoado é aquele que não a possui’. A arrogância torna o ser humano em um ídolo. Mas sem ela, como podemos mudar o mundo?”.

Ele nos ensinou como solucionar esse enigma: Deixe sua consciência saber que arrogância de nada vale e o poder que D’us colocou em seu coração poderá, então, ser facilmente encontrado.

Em outras palavras, o homem primeiro precisa aprender a ser humilde e modesto como uma Matzá. Quando ele perceber que nada é diante de D’us, ele poderá usar o hametz que tem dentro de si para fazer grandes mudanças no mundo.

Durante a Festa das Matzot, eliminamos o hametz de nossa vida, literal e metaforicamente, e retornamos à nossa Origem Inicial, e assim nos lembramos que nada somos comparados ao Infinito.

Ao término de Pessach, retornamos ao mundo, enfrentando-o com firmeza e determinação para executar o propósito para o qual D’us nos enviou a este mundo.

Guia para Pêssach

 PRIMEIRA NOITE DE PÊSSACH

• Acende-se as velas de Yom Tov
• Na oração da noite, Arvit, recita-se o Halel completo.
• No kidush, acrescenta-se a bênção de shehecheyánu. O kidush encontra-se na Hagadá.
• Após o sêder, antes de dormir, recita-se somente o primeiro parágrafo do Shemá e a bênção de Hamapil. Uma vez que esta é uma noite protegida (lel shimurim), as outras preces de proteção são omitidas.
• Na conclusão da refeição, ao recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê Veyavô”, lembrando a festa de Pêssach.

PRIMEIRO DIA DE PÊSSACH
• A partir de Mussaf (Prece Adicional) do primeiro dia de Pêssach fala-se “morid hatal” (que faz cair o orvalho) na segunda bênção da Amidá (em vez de “mashiv haruach umorid haguêshem”).
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”, lembrando a festa de Pêssach.
O acendimento das velas deverá ser feito a partir de uma chama pré-acesa antes do Yom Tov.
• Os preparativos para o segundo sêder são iniciados somente após este horário.
• Na oração da noite, Arvit, recita-se o Halel completo.
• Desta noite em diante inicia-se a contagem do ômer, que é feita todas as noites até a festa de Shavuot. O texto encontra-se no sidur. (Os quarenta e nove dias entre Pêssach e Shavuot são contados em antecipação ao recebimento da Torá).
• No kidush, acrescenta-se a bênção de “shehecheyánu”. O kidush encontra-se na Hagadá.

SEGUNDO DIA DE PÊSSACH
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• É costume acrescentar um prato especial na refeição do almoço em lembrança ao banquete que a Rainha Ester ofereceu nesse dia e que levou ao milagre de Purim.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.

CHOL HAMÔED PÊSSACH – dias intermediários
• As atividades criativas normalmente proibidas em Yom Tov são permitidas nos dias de Chol Hamôed exceto em Shabat de Chol Hamôed. Pode-se por exemplo: andar de carro, acender e apagar luz elétrica, etc. Porém, todo trabalho que exija muito esforço, muito tempo ou conserto profissional são proibidos em Chol Hamôed.
• O kidush e as bênçãos das velas não são recitados em Chol Hamôed. Não se colocam tefilin em Chol Hamôed.
• Nas orações de Arvit (noturna), Shacharit (matinal) e Minchá (da tarde), a Amidá recitada é a mesma de todo os dias; porém, acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”, lembrando a festa de Pêssach.
• Também no Bircat Hamazon (Bênção de Graças) acrescenta-se “Yaalê veyavô”.
• Após Shacharit (Prece Matinal), recita-se meio-Halel, uma leitura da Torá e uma Amidá adicional, a de Mussaf de Pêssach.

SÉTIMO DIA DE PÊSSACH
o sétimo dia de Pêssach inicia-se, ao entardecer, com o acendimento das velas de Yom Tov
• Deixa-se uma vela de sete dias ou uma chama acesa antes do acendimento das velas de Yom Tov.
• Acende-se as velas de Yom Tov
• Não se fala a bênção de shehecheyánu no acendimento das velas, nem no kidush.
• Antes do jantar recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
• O milagre da Divisão do Mar aconteceu ao amanhecer do sétimo dia de Pêssach. É costume permanecer acordado nesta noite, tal como os judeus antigos o fizeram. Estuda-se Torá durante toda a noite.
SÉTIMO DIA DE PÊSSACH
• Em Shacharit (Prece Matinal) meio-Halel é recitado.
• Há uma Leitura da Torá especial de Pêssach que é lida na sinagoga : O cântico de louvor pelo milagre da travessia do mar.
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
Acendem-se as velas para o 8º dia de Pêssach antes do pôr-do-sol usando uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol, é proibido acendê-la após o crepúsculo).
Não se recita a bênção de”shehecheyán”u no acendimento das velas nem no kidush.
• Antes do jantar recita-se o kidush.
• Nesta noite, mesmo quem toma cuidado para não molhar a matsá durante os outros dias de Pêssach, faz questão de comê-la molhada.
• Na conclusão da refeição, ao recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
OITAVO DIA DE PÊSSACH
• Em Shacharit (Prece Matinal) meio-Halel é recitado.
• De manhã, antes de Mussaf (Prece Adicional), fala-se Yizcor em memória dos entes falecidos. É importante lembrar que o principal aspecto do Yizcor é a caridade prometida e doada (após o término de Pêssach) em memória do falecido.
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Neste dia, mesmo quem toma cuidado para não molhar a matsá durante os outros dias de Pêssach, faz questão de comê-la molhada.
• Na conclusão das refeições do dia, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
• É costume chassídico fazer uma refeição especial, com matsá e quatro copos de vinho, chamada Seudat Mashiach. Esta refeição tem a intenção de aprofundar nossa conscientização da iminência da Redenção Final. Este também é o tema da haftará do dia.
TÉRMINO DE PÊSSACH
• Pêssach termina após o completo anoitecer .
• Espera-se mais uma hora antes de abrir os armários de chamêts (vendidos na véspera de Pêssach), para que o rabino tenha tempo de readquiri-los.
• Toma-se cuidado absoluto para não comprar de um judeu, mesmo depois da festa, qualquer produto chamêts que ele não tenha vendido na véspera de Pêssach, porque é proibido usufruir do chamêts que foi propriedade de um judeu durante Pêssach.

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O Seder – 15 passos em direção à liberdade interna

Uma das denominações de Pessach é Zman Cherutenu – Época de nossa Liberdade – porque a festa comemora a libertação do Povo Judeu da escravidão egípcia. Nossos Sábios ensinam que em Pessach, e em especial durante o Seder, cada um de nós, judeus, tem a oportunidade de conseguir libertar-se de seu acorrentamento interno, que impede o crescimento espiritual, psicológico e emocional. O Seder é uma reencenação pessoal e espiritual do Êxodo do Egito.


Contudo, a maioria de nós não aprecia o poder do Seder. Aparentemente, não há nada de libertador na cerimônia. Até mesmo algumas famílias mais religiosas o celebram de forma superficial, sem entender realmente o significado de seus rituais. Veem o Seder como uma cerimônia religiosa demorada, desinteressante e cansativa, sem apreciar o fato de que os 15 passos que a compõem são lições que, se postas em prática, levam à liberdade interior e libertação espiritual.

Nosso propósito neste trabalho é indicar como os 15 passos do Seder são um guia para se alcançar a liberdade interior. Se o ser humano deseja alcançar a verdadeira libertação – emocional, psicológica e espiritual –, ele precisa viver de acordo com os ensinamentos e princípios aportados em cada passo do Seder.

 1. Cadesh – Kidush

O 1º passo do Seder é Cadesh – fazer o Kidush sobre um copo de vinho. De acordo com a Torá, o real significado da palavra Kidush, “santificação”, é “designação” ou “separação”. Algo que é Cadosh, “sagrado”, é separado: é designado para um propósito especial.

A lição de Cadesh, 1º passo do Seder, é que o ponto de partida para se atingir liberdade interior é o ser humano se autodesignar um veículo de santidade. Para ser verdadeiramente livre, é preciso destinar momentos de cada dia de sua vida para se comunicar com D’us. É preciso destinar um espaço em sua alma para a introspecção e o crescimento pessoal, de modo a ficar em contato com D’us e com a Torá.

Algumas pessoas são tão ocupadas e envolvidas em seus próprios assuntos e afazeres que nunca destinam tempo algum às questões da alma. Podem até ser pessoas bem-sucedidas e influentes, mas não são donas de seu próprio tempo e, portanto, não são realmente livres. Aqueles que estão sempre correndo, nunca estão em lugar algum. Para ser verdadeiramente livres, temos de parar de correr o tempo todo e aprender a viver o momento.

A Lei Judaica nos ordena iniciar nosso dia com oração, colocação dos Tefilin e estudo da Torá. Isso se aplica a todos os judeus, seja o maior Sábio da geração ou alguém que precise trabalhar dia e noite para sustentar sua família. Destinar tempo para a santidade, especialmente na primeira hora de nosso dia, é obrigação de cada um de nós, judeus, independentemente de seu nível de ocupação. Quando a pessoa santifica o início de seu dia a D’us, à sua alma e a propósitos mais elevados, como a oração e o estudo da Torá, ela alcança uma medida de liberdade espiritual que impacta o restante de seu dia. Por outro lado, alguém que não dedica tempo à sua alma, por ser muito ocupado com seus afazeres diários, não é verdadeiramente uma pessoa livre, independentemente de quão rica ou proeminente seja.

2. Urcháts – ablução das mãos sem bênção

O 2º passo do Seder é Urcháts – a ablução ritual das mãos. Urcháts nos ensina que o ser humano não é verdadeiramente livre enquanto não tiver “mãos limpas”: para atingir a libertação interna, é necessário levar uma vida digna e honesta. Quem mente, engana ou ludibria os demais, ainda que tenha o hábito de contar “mentiras sociais”, não é verdadeiramente livre, pois vive em um mundo de distorção, onde uma mentira encobre outra, e o mentiroso vive enredado em suas próprias histórias. As pessoas com “mãos sujas” podem ter sucesso e se orgulhar de serem mestres da mentira e da manipulação; mas abriram mão de sua liberdade interior. Quer o saibam quer não, vivem em um mundo de distorção e corrupção criado por eles mesmos. Isso pesa em sua consciência e acorrenta sua alma.

Há somente dois tipos de pessoas que são verdadeiramente felizes e podem viver em paz. São aquelas que têm a consciência limpa e aquelas que não têm consciência alguma. É muito difícil para um judeu, cuja alma é intimamente ligada à Torá, ter como viver de forma totalmente inconsciente. Portanto, sua única opção – se quiser ser realmente livre – é viver com a consciência limpa.

É importante observar a anomalia neste 2º passo do Seder: não fazemos a bênção de Al Netilat Yadayim após a ablução ritual das mãos. Uma das razões para tal é que a necessidade de se ter “mãos limpas” não é um conceito unicamente judaico nem religioso. É uma norma universal que se aplica a todos os seres humanos. Quem quer ser livre tem que ter “mãos limpas”, independentemente de suas crenças ou práticas religiosas.

3. Carpás – mergulhar a verdura

Após a ablução ritual das mãos sem fazer uma berachá, tomamos o Carpás – um pedaço pequeno de uma verdura (como o aipo ou a batata) – molhando-a em água salgada, e recitamos a bênção de Borê Perí Ha’Adamá (“Que cria o fruto da terra”), para então comê-la. Carpás simboliza o corpo humano. Em hebraico, o homem é chamado Adam porque como o Carpás (a verdura, o “fruto da terra”), a dimensão física de sua existência se originou da terra (Adamá): “Com o suor de teu rosto comerás pão, até voltares para a terra – pois dela foste tomado – pois tu és pó …” (Gênesis 3:19).

Antes de comer o Carpás, o molhamos na água salgada, dizendo a berachá, como vimos acima. É necessário molhar o Carpás n’água salgada porque a água é um dos símbolos da Torá, ao passo que o sal representa o pacto eterno entre D’us e o Povo Judeu. Portanto, ao mergulhar o Carpás na água salgada, a dimensão física do judeu, isto é, seu corpo, é submergida nas águas da Torá.

Trata-se de um passo necessário para se alcançar a liberdade interior, pois a maioria dos seres humanos, entre eles muitos judeus religiosos, não sabem como se relacionar com seu corpo de forma saudável. O equilíbrio entre a vida física e a espiritual é um grande problema para eles. Algumas pessoas estão aprisionadas por seu corpo: passam a vida correndo atrás de prazeres físicos e negligenciam os assuntos espirituais. Outras, porém, seguem o caminho oposto. Acreditam que só se pode viver uma vida superior e significativa se o corpo for negligenciado. Acreditam que os prazeres físicos e o conforto são obstáculos à santidade e, assim sendo, o corpo e seus desejos devem ser ignorados. Julgam que a privação física eleva e santifica a alma humana. O que não percebem é que se tornaram escravos de seu próprio corpo. São obcecados por ele, ainda que em um relacionamento antagônico, e vivem em constante luta com suas necessidades e desejos físicos.

A Torá não endossa nenhuma dessas duas visões extremas. Por um lado, despreza o hedonismo. Por outro, ensina que o corpo é o veículo para a alma e, portanto, deve ser respeitado e cuidado. O Judaísmo considera um grave pecado negligenciar, ferir ou abusar do corpo de qualquer forma que seja.

Segundo a Torá, o corpo precisa ser santificado: deve ser submerso nas águas da Torá, o que significa que deve ser um veículo para a santificação. O Carpás é submergido na água salgada para nos ensinar que o ser humano verdadeiramente livre não é escravo de seu corpo – nem de uma busca obsessiva por prazeres físicos nem pela ideia contraproducente de negá-los totalmente. O homem é verdadeiramente livre quando seu corpo e sua alma funcionam em harmonia: quando o corpo não é desprezado, mas sim, elevado por meio da sua imersão nas águas da sabedoria e santidade da Torá.

4. Yachatz – a partição da Matzá do meio

O 4º passo do Seder é Yachatz: a quebra da Matzá do meio. Este passo do Seder nos ensina que às vezes, um coração humilde – um coração partido – é um pré-requisito para se atingir crescimento e liberdade interior. A crença de que se é perfeito e completo é um dos maiores obstáculos ao progresso pessoal em qualquer aspecto da vida, particularmente em questões espirituais. Aquele que se julga incapaz de cometer erros não fará esforço algum para melhorar. Consequentemente, permanecerá preso à realidade ilusória que criou para si próprio – um mundo imaginário no qual se sente perfeito, completo e superior. Pessoas que se iludem não são livres, pois vivem trancadas em seu próprio mundo imaginário, irreal. A incapacidade de admitir erros, dor, medo, imperfeições e falhas é um dos maiores impedimentos ao crescimento e libertação espiritual.

Para conquistar a verdadeira liberdade, é preciso “quebrar nossa própria Matzá”: é preciso admitir internamente nossas falhas, vulnerabilidades, erros e imperfeições. Yachatz nos ensina que a vida não tem a ver com perfeição, mas com responsabilidade e crescimento. Aquele que percebe que não é completo nem perfeito fará esforços para melhorar e não se sentirá acorrentado por limitações externas ou internas. Por outro lado, aquele que crê que não precisa melhorar, o sabichão que se julga sempre certo, que não erra e que não necessita desculpar-se com ninguém, seja D’us seja seu semelhante – essa pessoa permanecerá estacionada em sua vida. Isso é exatamente o oposto de liberdade, pois o ser humano que deseja ser verdadeiramente livre está sempre se aperfeiçoando e progredindo.

5. Maguid – leitura da Hagadá

Maguid – a leitura e discussão da Hagadá, que narra a história de Pessach – constitui o âmago do Seder. Seu propósito primordial é relatar essa história, ensinando-a a nós, nossos filhos e a todos os que conosco compartilham dessa celebração singular.

Este 5º passo do Seder nos ensina que um elemento necessário para a nossa libertação interior é expandir nossos horizontes por meio do estudo. A ignorância é a antítese da liberdade. Falta de educação e de estudo reprimem o progresso. Trata-se de uma verdade indiscutível: os países que valorizam a educação são bem mais avançados e livres do que os que não o fazem. Não é surpresa que o Judaísmo dê um valor supremo ao estudo.

Maguid transmite a ideia de que quando estudamos, desafiamos a nós mesmos e ampliamos nossos horizontes. Infelizmente, há muitas pessoas que param de estudar quando completam sua educação formal. O Judaísmo nos ensina que o estudo é uma busca ininterrupta e vitalícia: um de seus mandamentos fundamentais é estudar a Torá diariamente.

As pessoas livres estão sempre desenvolvendo seu intelecto. Estão sempre estudando e expandindo seu conhecimento. Quem não estuda continuamente não é verdadeiramente livre, pois fica preso em uma esfera intelectual e espiritual limitada, enquanto o restante do mundo se torna cada vez mais instruído e bem informado.

6. Rochtsá – ablução das mãos com bênção

O 6º passo do SederRochtsá, novamente trata da ablução ritual das mãos. Diferente da primeira vez (2º passo), desta segunda vez, a ablução é seguida da recitação da berachá de Al Netilat Yadayim.

Há diferenças significativas entre essas duas abluções. A primeira é uma lição básica de integridade. Não vem acompanhada de uma bênção, pois sinceridade, honestidade e decência são atributos que se esperam de todos os seres humanos.

A segunda ablução é acompanhada de uma bênção. Uma das razões para tal é que após o estudo da Torá (Maguid – passo anterior no Seder), já não basta ter “mãos limpas”, ou seja, viver uma vida de honestidade e integridade. Uma vez que um judeu tenha estudado a Torá, não lhe é suficiente ser uma pessoa honesta; espera-se muito mais de sua pessoa. Agora que já adquiriu conhecimentos da Torá, essa pessoa também deve obter limpeza espiritual: seu comportamento e integridade têm de ser impecáveis.

Ser verdadeiramente livre significa adquirir pureza espiritual. Muitas pessoas são honestas, decentes, boas e generosas, mas levam uma vida profana e hedonista. Isso não é aceitável para quem estuda a Torá. Quem acumula conhecimentos sobre a Torá se torna um representante do Judaísmo. E para quem personifica a Torá, não basta ser decente, honesto e educado. É preciso ser um ser humano iluminado e exemplar. Aquele que é identificado com a Torá precisa lavar suas mãos uma segunda vez e recitar a berachá. Ou seja, suas “mãos” não apenas têm de estar duplamente “limpas”, mas também santificadas.

Há, ainda, outra razão para ser imperativo lavar as mãos, metaforicamente, uma segunda vez após ter estudado Torá: porque quando a pessoa acumula muito saber, particularmente sabedoria espiritual, essa pessoa corre o risco de se tornar arrogante e complacente – que, como vimos acima (em Yachatz), é a antítese da liberdade.

7. Motsí – primeira benção sobre a Matzá

Após a ablução ritual das mãos, comemos Matzá. Mas antes recitamos duas bênçãos. A primeira delas é a berachá de Motsí (“Que extrai o pão da terra”).

Em hebraico, Motsí significa “extrair”. A bênção de Motsí nos ensina uma lição que aparece com frequência na Cabalá: que tudo na Criação tem um propósito Divino e que um dos principais propósitos em nossa vida é extrair centelhas sagradas do mundano. Ou seja, santificar o mundo físico usando-o para propósitos sagrados. Por exemplo, quando recitamos o Kidush sobre um cálice de vinho casher, no Shabat ou Yom Tov, estamos santificando o vinho. Ao utilizarmos essa bebida alcoólica para uma finalidade sagrada, extraímos as centelhas sagradas nela contida.

Pessoas realmente livres sabem como extrair centelhas sagradas deste nosso mundo material. Ou seja, sabem como santificar a fisicalidade. Como vimos no passo 3 do Seder (Carpás), a pessoa livre santifica seu corpo mergulhando-o nas águas sagradas da Torá. Este 7º passo, Motsí, trata de santificar mais do que o corpo da pessoa: trata de santificar o mundo físico que a rodeia. Motsíconstitui um pré-requisito para se alcançar a verdadeira liberdade, pois nos força a repensar nosso relacionamento com o material: trabalho e dinheiro, alimentos e bebidas, sono, assuntos íntimos e nossos bens. Há quem seja escravo dessas coisas, obcecado com o mundo material. Essas pessoas danificam sua alma e abrem mão de sua liberdade interior para tentar satisfazer todos os seus desejos físicos. No entanto, há também aqueles que, incapazes de lidar com os desafios apresentados pelo físico e o material, partem para o outro extremo. Por acreditarem que a fisicalidade é um empecilho para o crescimento espiritual, tentam abster-se de qualquer forma de materialismo – geralmente sem muito sucesso. Acreditam, erroneamente, que o ascetismo é o caminho para a elevação espiritual.

Motsí nos ensina que as duas abordagens acima são erradas. Assim como temos que encontrar o ponto de equilíbrio entre corpo e alma (passo 3 – Carpás), temos, também, que harmonizar a fisicalidade com a espiritualidade. Para ser realmente livre, a pessoa tem de realizar Motsí – extraindo as centelhas sagradas contidas na matéria física. A liberdade genuína é alcançada por aqueles que conseguem fazer a paz entre os elementos físicos e espirituais de sua vida.

8. Matzá – segunda benção sobre a Matzá

Após fazer a berachá de Motsí, fazemos a da Matzá – Al Achilat Matzá – e então comemos esse alimento que é o símbolo de Pessach. A Matzá é o pão não fermentado – insípido e achatado, praticamente sem gosto. Nossos Sábios ensinam que a Matzá simboliza a humildade.

Enquanto a benção de Motsí nos ensina a buscar oportunidades na vida – por exemplo, usando o mundo físico para propósitos espirituais em vez de se abster dele –, a benção da Matzá, símbolo da humildade, ensina a evitar a ostentação ao fazê-lo.

A bênção de Motsí nos incentiva a extrair o que há de bom no mundo físico, ao passo que a da Matzá nos ensina a manter a perspectiva correta: não exibir ou ficar imerso em exagero nos prazeres e ocupações físicos, ainda que se possa extrair centelhas sagradas de seu interior.

9. Maror – bênção sobre as ervas amargas

Maror, alface ou ervas amargas, é outro famoso elemento do Seder. Essa erva amarga nos faz lembrar a aflição de nossos antepassados no Egito, onde foram escravizados, torturados e assassinados. O Maror simboliza os sofrimentos, a dor e os traumas sofridos pelos Filhos de Israel. Sendo assim, como é um dos 15 passos do Seder a caminho da liberdade e emancipação? Porque a pessoa só pode ser realmente livre se aprender a lidar de forma adequada com a aflição e o sofrimento.

É interessante que, durante o Seder, temos que comer muita Matzá, mas não muito Maror. Isso é uma lição de como lidar com o sofrimento, ensinando-nos que não podemos ignorar o sofrimento, mas tampouco devemos entregar-nos a ele, indefinidamente. Há, basicamente, duas abordagens ao sofrimento e ao trauma. Algumas pessoas os reprimem totalmente, como se nunca tivessem ocorrido. Se tivessem opção, não serviriam Maror no Seder nem falariam sobre as aflições de nossos antepassados no Egito. A segunda forma de lidar com o sofrimento é continuamente pensar e falar sobre tragédias e tristezas. Há pessoas que revivem continuamente traumas passados. Se dependesse delas, passariam o Seder inteiro comendo Maror e discorrendo sobre o sofrimento de nosso povo sob o jugo do Faraó. Passariam toda a noite falando das agruras pelas quais passaram todos os judeus, e toda a humanidade – sem deixar de incluir seus próprios problemas.

Maror – 9º passo para a liberdade interior – nos ensina que estão erradas as duas abordagens acima ao sofrimento. Ainda que a pessoa consiga reprimir experiências dolorosas, estas não desaparecem por si só; continuam arraigadas na mente e na alma da pessoa. E, um dia, de alguma forma, virão à tona. Ninguém consegue ser realmente livre se tem reprimido, dentro de si, dor e trauma. Isso porque, tendo conhecimento disso ou não, esses sentimentos influenciarão seu comportamento. Quem reprime tristeza e sofrimento tem, geralmente, explosões inexplicáveis de raiva ou depressão e pode tornar-se uma pessoa fria, indiferente e antissocial – ou pior, desenvolver horríveis fobias.

Por outro lado, a pessoa que não consegue parar de falar sobre seus sofrimentos e traumas acaba sendo consumida por eles. Dá um grande alívio falar sobre algo doloroso e, assim, sentir-se mais leve; mas é algo bem diferente reviver o assunto repetidamente. A pessoa que só fala de suas dores não pode ser verdadeiramente livre porque está aprisionada em seu passado e em sua dor – que ela revive continuamente, sem conseguir vencê-los.

Maror nos ensina a abordagem judaica ao sofrimento. Devemos comer o Maror – elemento indispensável do Seder – por ser errado negar as experiências dolorosas ou ignorar as dificuldades, traumas e sofrimentos. Mas, após comer uma certa quantidade de Maror neste momento do Seder e no momento do Corech (próximo passo), esgotamos a nossa quota de amargura. Isso significa que após reconhecer o sofrimento e o verbalizar, temos que seguir em frente – optar pela vida, apesar das experiências dolorosas. Não podemos tapear ou tentar reprimir a dor e o trauma. Mas tampouco podemos deixar-nos absorver ou paralisar por eles. Podemos e devemos chorar e lamentar as tragédias passadas, mas com o limite adequado. Essa lição foi particularmente relevante para a geração de judeus que viveu o Holocausto. Não há palavras que exprimam o seu sofrimento. Eles tinham todo o direito de falar disso o dia todo e todos os dias, até o fim de sua vida. Mas quase todos decidiram seguir em frente, reconstruir sua vida, sua família e o Povo Judeu, apesar de toda a dor e de todo o sofrimento. Seres humanos livres se permitem sofrer e lamentar, mas não permitem que o sofrimento e as experiências dolorosas os escravizem para todo o sempre.

10. Corech – sanduíche de Matzá e Maror

O 10o passo do Seder é Corech – o sanduíche. Atualmente, na ausência do Templo Sagrado de Jerusalém, o Corech é apenas um sanduíche de Matzá contendo Maror com Charosset. Na época do Templo Sagrado de Jerusalém, o Corech era bem mais saboroso, pois também continha pedaços do Corban Pessach, o sacrifício Pascal: carne assada.

Corech original tinha, portanto, três ingredientes: o sacrifício Pascal, a Matzá e o Maror – alimentos altamente simbólicos. O Corban Pessach era uma iguaria real – quem não gosta de churrasco? A Matzá é um alimento insosso – não se pode dizer que seja gostoso e poucos o preferem a um pedaço de pão – mas não deixa de ser tragável. Já o Maror, é amargo e desagradável, e a maioria das pessoas não gosta de comê-lo.

Corech nos ensina que há, basicamente, três tipos de experiências na vida: as alegres, as insossas e as amargas. Há coisas que gostamos de fazer e que nos dão prazer e alegria (Corban Pessach). Há outras que não gostamos de fazer – são insossas e maçantes, mas não nos causa sofrimento fazê-las (Matzá). E há outras que não gostamos mesmo de fazer e gostaríamos de não ter de fazê-las (Maror). De modo semelhante, há períodos em nossa vida que são felizes, bem-sucedidos e cheios de notícias boas e alegres. Há outros que são insossos, quando nada de empolgante ou alegre ocorre, mas tampouco nada doloroso. E, por fim, há épocas em nossa vida que são difíceis, desafiadoras e dolorosas.

Corech nos ensina que ser livre significa ter a capacidade de lidar com todos os três tipos de situações. Ninguém pode fazer apenas o que gosta. Nenhuma pessoa madura pode esperar que todos os dias de sua vida sejam felizes e agradáveis. Quem é realmente livre entende que muitos eventos de nossa vida são desinteressantes, mas necessários. Entende, também, que mesmo o ser humano mais afortunado cedo ou tarde terá de enfrentar dificuldades e desafios. As pessoas livres encontram significado nos eventos aparentemente insossos e triviais da vida e entendem que os períodos difíceis geralmente são oportunidades de crescimento pessoal. Conseguem internalizar a ideia de que é quando enfrentamos momentos desafiadores que estamos em nosso auge, revelando nosso verdadeiro potencial e grandeza interior. Seres livres lidam com todo tipo de vivências porque não são presa do medo ou da insegurança. Já aquele que não é internamente livre, faz o impossível para esquivar-se da responsabilidade e da disciplina, evitando tudo que julga desagradável ou insosso, sem emoção. Essa gente não enfrenta a vida como ela é; está sempre tentando escapar de situações difíceis ou buscando atalhos ou saídas intempestivas. O homem realmente livre tem a coragem, força e resiliência para lidar com qualquer tipo de situação.

Quem não preferia que a vida fosse uma sequência de eventos felizes? Poucos gostam de insipidez ou amargura. Mas Corech nos ensina que a vida inclui uma série de experiências diferentes. E aqueles que desejam alcançar liberdade e crescimento espiritual estão dispostos a confrontar situações insípidas e até dolorosas sempre que necessário.

11. Shulchan Orech – o jantar festivo

O 11o passo do Seder é o Shulchan Orech – a refeição festiva. É importante notar que a refeição de Pessach não é apenas um banquete de Yom Tov. Constitui também um dos passos do Seder e, portanto, nos dá lições de liberdade. Uma destas é que um dos sinais de verdadeira liberdade é a capacidade e disposição de prover para os outros.

Os realmente livres são generosos. Sabem dar e gostam de o fazer. Podem dar e compartilhar porque conhecem o seu próprio valor e não sentem que ao compartilhar perdem o que é seu. Tampouco sentem-se diminuídos ou empobrecidos. Prover para os outros só os engrandece.

Quem não consegue compartilhar é limitado por uma mentalidade de escassez, acreditando que a vida é um jogo em que para alguém ganhar, é preciso alguém perder, em que o lucro de um é o prejuízo do outro. Homens livres, no entanto, creem na abundância. O sucesso e a felicidade do outro não os ameaça. Pelo contrário, ajudam e dão poder aos outros, sabendo por experiência própria que a generosidade volta, cedo ou tarde.

Convidar pessoas para o Seder é uma grande mitzvá, provendo a essas pessoas de forma material e espiritual. Uma boa medida de liberdade pessoal é a capacidade e disposição de preocupar-se e ser generoso com todos, nas questões materiais e nas espirituais.

12. Tzafun – o ato de comer o Aficoman

Após o jantar, e antes de recitar o Bircat HaMazon (Benção após as Refeições), comemos o Aficoman– o pedaço de Matzá quebrado (em Yachatz – 4º passo) e escondido.

Aficoman é denominado Tzafun, “oculto”, por ser o pedaço da Matzá que foi escondido após realizar Yachatz – a quebra da Matzá do meio. Uma das lições do Aficoman é que para ser verdadeiramente livre, a pessoa precisa lidar com o que traz escondido dentro de si. Há várias coisas em nossa vida – sentimentos, pensamentos e lembranças, em particular as dolorosas – que reprimimos. Reprimir sentimentos é um recurso de sobrevivência, que nos permite continuar a viver apesar dos traumas sofridos. Mas, como vimos ao falar do Maror, o que é reprimido pode acabar vindo à tona – geralmente na hora errada, no lugar errado e da forma errada. A pessoa verdadeiramente livre, que busca crescimento espiritual constante e significativo, precisa lidar com o que lhe dói e vive em seu subconsciente – e que o trava de alguma forma, seja emocional, psicológica ou espiritualmente.

É importante observar que Tzafun – lidar com o que está oculto – é um dos passos finais do programa de libertação, de 15 passos, do Seder. Uma das razões para Tzafun só aparecer quase no final é que apenas quando o ser humano já fez progressos espirituais e emocionais significativos, ele tem condições de lidar de forma saudável com os fantasmas ocultos que podem habitar as profundezas de sua alma.

Tzafun constitui um dos passos mais difíceis na busca por liberdade interior. Geralmente, é doloroso lidar com sentimentos reprimidos e revisitar eventos bloqueados por nosso consciente. No entanto, trata-se de um passo indispensável para a libertação pessoal. Mas, tudo o que dissemos sobre o Maror se aplica a Tzafun: temos condições e devemos enfrentar nossas questões e emoções dolorosas, mas não podemos deixar-nos aprisionar pelas mesmas. Do contrário, tudo o que deve constituir um passo para a autolibertação passa a ser um degrau na queda para o abismo da autopiedade e autoescravidão.

13. Barech – Bênção após as Refeições (Bircat HaMazon)

Após comer o Aficoman, recitamos Bircat HaMazon. Há um mandamento bíblico que nos ordena recitar essa bênção sempre que se come pão. Como comemos Matzá durante o Seder, devemos recitar o Bircat HaMazon.

Essa bênção constitui um dos 15 passos do Seder. A razão para isso é que o Bircat Hamazon nos ensina que se a pessoa deseja ser livre, ela precisa aprender a agradecer e ser agradecida.

Há aqueles que têm dificuldade de sentir-se gratos. Eles se abstêm de agradecer um favor ou uma gentileza porque creem que, ao fazê-lo, ficam endividados perante o outro. Pessoas realmente livres não têm dificuldade em agradecer e receber agradecimentos. Entendem que, na vida, todos nós damos e todos nós recebemos.

Aqueles que não são agradecidos não são livres, pois acreditam – ou fingem acreditar – que são autossuficientes. A ideia de que não devemos nada a ninguém é de uma arrogância sem par, já que até as pessoas mais realizadas têm muito a dever aos outros: a D’us, a seus pais e mestres, e a todo aquele que ao longo da vida os ajudou. Ser ingrato e ter relacionamentos saudáveis são coisas opostas – seja com D’us, seja com outros seres humanos. Ninguém é verdadeiramente livre se julga não dever favores a ninguém. Quem não é agradecido não é livre, pois vive em um mundo de ilusória autossuficiência.

14. Halel – Salmos de Louvor

Após recitar o Bircat Hamazon, recitamos o Halel, que significa louvor, enaltecimento. Enquanto o passo anterior do SederBircat Hamazon, constitui uma lição de agradecimento, o Halel ensina a importância de se enaltecer os demais. Esse cântico nos ensina que não basta agradecer; é necessário também louvar e elolgiar. Algumas pessoas conseguem agradecer aos demais, mas têm grande dificuldade de enaltecê-los.

O Judaísmo abomina a bajulação, especialmente quando é falsa e manipuladora. No entanto, é louvável saber apreciar os demais e louvá-los sempre que o mereçam. O louvor sincero é estimulante e traz à tona o que há de melhor nas pessoas.

Pessoas livres não se sentem ameaçadas por louvar o outro. Não julgam que o sucesso do outro os ameaça ou empana o brilho de seu próprio valor e realizações. Mas aqueles que não são espiritual e emocionalmente livres veem os demais como concorrentes. No mundo escuro em que vivem, a única maneira de se sobressair é pisando nas outras pessoas. Sendo assim, nunca elogiam – só sabem desmerecer os outros. São pessoas que estão presas e escravizadas por suas incertezas e inseguranças e, assim sendo, recusam-se a ver e reconhecer o mérito dos demais.

Um sinal de verdadeira liberdade é poder apreciar, admirar, estimular e elogiar os nossos semelhantes.

15. Nirtsá – Aceitação

O 15o e último passo do Seder não exige qualquer ação. Mas isso não diminui sua importância. Este passo é Nirtsá – a afirmação de que o Seder, uma vez realizado fielmente de acordo à Lei Judaica e sua tradição, foi bem recebido por D’us.

Nirtsá responde a uma pergunta existencial que deve ser feita e satisfatoriamente respondida quando a pessoa deseja alcançar a verdadeira liberdade interior: qual a finalidade de se esforçar tanto para alcançar a liberdade interior e o crescimento espiritual? Para que, sinceramente, cumprir esses 15 passos? Por que seguir uma vida de dedicação a D’us e à alma (passo 1), de verdade e decência (passo 2), de santificação do corpo (passo 3), de humildade (passo 4), de conhecimento e estudo da Torá (passo 5), de aperfeiçoamento espiritual (passo 6), de equilíbrio entre o físico e o espiritual (passo 7), de modéstia (passo 8), de sofrimento saudável (passo 9), de coragem e resiliência (passo 10), de generosidade e hospitalidade (passo 11), de psicanálise espiritual (passo 12), de agradecimento (passo 13) e de enaltecimento (passo 14)?

A resposta é o 15o passo – Nirtsá. Ou seja, a crença de que isso é o que D’us espera de cada um de nós. Nirtsá nos ensina que nossos esforços para alcançar a libertação interior e o crescimento espiritual têm grande importância perante D’us. E transmite a ideia de que quando o ser humano se empenha em viver a vida que D’us espera que ele viva, esse homem cumpre o propósito para o qual foi criado e enviado a este mundo. E, portanto, o Mestre do Universo se satisfaz com seu serviço.

Receitas para Pessach

RECEITAS PARA PÊSSACH –  Por  Yossef Riber
Caldo de galinha com kneidalach (Para quem não molha matsa)
CALDO
1 frango médio (2 kg) cortado nas juntas
2 cebolas
2 cenouras inteiras descascadas
Sal
2 folhas de louro
Pimenta do Reino em grãos
1 colher de sopa de tempero em pó kasher lê Pessach
Preparo:
Lave bem o frango e deixe de molho em limão. Lave bem. Em um caldeirão adicione 4 litros de água e o frango. Deixe ferver e retire toda espuma que subir. Adicione os demais ingredientes. Cozinhe em fogo baixo por duas horas. Deixe o caldo esfriar na geladeira. Retire toda a gordura da superfície e reserve. Coe o caldo é sirva com a carne, legumes, kneidales e até o falso macarrão de Pessach.
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Kneidalach de biju
4 ovos
2 xi de farinha de mandioca biju
Gordura de frango da retirada da sopa
1/2 xi de óleo de algodão
1 xi de água com gás
Sal Pimenta a gosto
Preparo:
Bata os ovos com os temperos, o óleo e a gordura de frango. Adicione a água com gás e a farinha. Misture bem e deixe a massa descansar na geladeira por 2 horas. Modele as bolinhas com as mãos untadas de óleo. Cozinhe as em caldo fervendo em fogo baixo por 30 minutos. Sirva com caldo, legumes e carne.
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FALSO MACARRÃO DE PESSACH
3 ovos
1/2 xícara de água
1 pi de sal
1 xi de fécula de batata kasher lê Pessach
Preparo:
bata todos ingredientes bem. Deixe descansar e por 10 minutos, e retire toda espuma. Frite em frigideira anti aderente com um pouco de óleo, como panquecas finas. Não deixe dourar. Junte todas panquecas. Faça um rolinho é corte da espessura que desejar. Sirva com caldo de galinha
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Charosset
1 kg de maçã descascada e picada
1/2 kg de peras firme descascadas e picadas
2 xi de açúcar
1 xi de vinho tinto ou suco de uva
Nozes picada a gosto
Preparo: Junte a frutas picadas, o açúcar e o vinho e leve ao fogo baixo, em uma panela de fundo grosso. Até que a frutas desmanchem parcialmente e a mistura fique espessa. Deixe esfriar. Junte as nozes.
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Pão de  batata para Pessach  – falso pão de queijo  by Gilda Zukin
3 batatas grandes bem cozidas e amassadas
500 gr polvilho azedo ( liberado para Pessach)
2 ovos
1/2 copo de óleo de algodão
1 copo de água do cozimento, sal.
Modo de Fazer:
Amassa bem as batatas, junta os ovos e o polvilho, mistura bem Adicione o óleo e a água da batata aos poucos, até dar o ponto. Faça as bolinhas e coloque em uma assadeira untada. Leve ao forno pré aquecido 200 ° C até dourar.
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 Brownie de Pessach
2 xi de açúcar
3 ovos
1/2 xi de óleo de algodão
1/2 xi de cacau em pó
1 xi de polvilho doce
Preparo
Bata os ovos com o açúcar, até espumar. Adicione o polvilho e o chocolate. Aqueça o óleo e junte a massa. Bata até a massa criar bolhas de ar. Asse em assadeira média em forno pré aquecido a 200 °C por 25 minutos. O ponto varia de acordo com o gosto de cada um. Podendo ser mais cru, ou mais assado, porém não deve ficar muito no forno, pois pode ressecar.
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Sequilhos  de Pessach
500 gr polvilho doce
100 gr de coco ralado
4 ovos inteiros
1 xicara de açúcar
1 xicara de óleo de algodão
Preparo: Bata os ovos, o açúcar e o éleo. Adicione o coco e o polvilho. Sove bem. Modele pequenas bolinhas e asse em forno aquecido a 180 °C. Não deve dourar pois fica seco demais. Veja se dourou levemente o fundo, e está pronto os sequilhos.
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 Hamin (tcholent) para Pessach
1 kg de músculo
2 cebolas grandes picada
1/2 xi óleo de algodão
2 colheres rasa de açúcar
sal a gosto
2 batatas médias cortadas em 4
2 batatas doce cortadas em rodelas grossas
4 cenouras cortadas ao meio
2 cebolas cortadas em tiras
Preparo:
Caramelize o açúcar com o óleo, levemente. Adicione as cebolas picadas e a carne. Doure bem. Adicione sal e água que cubra a carne, cozinhe por 30 minutos. Junte os demais legumes, finalizando com as cebolas em tiras. Adicione mais água para cobrir os legumes, cozinhe até que comece a amolecer. Neste ponto está pronto para ser posto na chapa de Shabat, ou cozinhe até que a carne e os legumes estejam no ponto de serem consumidos, e o caldo encorpado.
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Suco de Uva le Pessach
(Agradecemos imensamente ao Reb Avraham Arbeter da fábrica de vinhos casher “Guefen” pela receita)
Nas primeiras duas noites de Pessach “Leil Hasseder” temos que tomar quatro copos de vinho. Você que mora em uma cidade aonde os vinhos casher ainda não chegaram pode fazer um suco de uva verdadeiro,  benção “bore pri hagafen” , e cumprir a Mitzvá de tomar os quatro copos de vinho sendo que pela Halachá um suco de uva verdadeiro também é considerado vinho e serve para o Kidush. Essa receita pode ser usada também para fazer o seu suco de uva “bore pri hagafen” para todos os Shabatot do ano principalmente se você tem crianças em casa (eu também faço assim)Modo de preparo
1- Compre uma panela de pressão nova para Pessach (e guarde ela para ser usada só em Pessach) todos os utensílios usados para o preparo desse suco para Pessach também devem ser “Kasher Lepessach” , ou seja, devem ser novos ou eram novos quando você comprou e você usou eles somente para Pessach.
2- Compre uvas de qualquer tipo, lave as uvas, separe elas dos galhos e coloque elas dentro da panela.
3- coloque a mão sobre as uvas e adicione água e açúcar . Essa água e açúcar tem que preencher somente os espaços entre as uvas e você coloca a mão encima para elas​ não flutuarem encima da água com açúcar sendo que a água com açúcar tem que preencher somente os “buraquinhos” entre as uvas mas não pode cobrir elas por cima nem se acumular separadamente no espaço de baixo caso elas flutuem, por isso você não deixa elas flutuarem.
4- Tampe a panela de pressão , acenda o fogo e deixe somente começar a ferver desligando no primeiro vaporzinho da pressão.
5- Penere o conteúdo da panela para uma jarra apertando e amassando totalmente as uvas dentro da peneira com uma colher até que todo o suco passe pela peneira e sobre dentro da peneira somente uma polpa .
6- Coloque o suco em garrafas (como dissemos antes, todos os utensílios dessa receita devem ser casher Lepessach)
7- Mantenha o suco na geladeira . Se você fizer ele alguns dias antes de Pessach coloque ele no freezer e só descongele na véspera de Pessach, e mesmo assim depois disso mantenha ele na geladeira e só retire para as refeições. Caso ele tenha ficado fora da geladeira e começado a fermentar não se preocupe, ele não virou “chametz” ! (sendo que chametz só é a fermentação dos cinco cereais  trigo aveia centeio cevada e espelta)
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RECEITAS PARA PÊSSACH –  Por  Bátya odessa
BOLO DE FÉCULA DE BATATA PARA PÊSSACH
Ingredientes:
8 ovos
2 Xícaras de chá bem cheias de açúcar ( COMETA / UNIÃO – ( Lista Verde BDK )
200 grs. de fécula de batata ( amina– Lista Bka)
Raspas de 1 limão
Açucar de confeiteiro – Opcional ( Dr OETKER – Lista Verde BDK )
Modo de Preparo :
*(Primeiramente, Verifique os ovos um a um em recipiente transparente, para ver se há alguma presença de sangue, caso haja, descarte o ovo)
Bata as claras em neve e reserve.
Bater as gemas na batedeira, acrescentar o açúcar peneirado e continue batendo até ficar uma massa clara. Sempre batendo vá adicionando a fécula de batata peneirada, e em seguida as raspas do limão*( Verifique se há na casca do limão alguma presença de manchas escuras,arredondadas em formato de virgula;Se ao raspa-las com o dedo, ou com o auxílio de uma faca elas se desprenderem facilmente, é sinal de infestação externa.As manchas que não se desgrudarem, são defeito natural da fruta.Lave bem o limão antes de corta-lo e utiliza-lo) e a baunilha. Depois misture delicadamente as claras em neve .
Colocar numa forma untada com manteiga, de preferência a que sai o fundo e levar ao forno a 180° por cerca de 40 minutos ou até ao teste do palito…. Peneire açucar de confeiteiro para decorar (Opcional )

*( PARA A VERSÃO CHOCOLATE: Acrescente ao preparo 3 colheres de chocolate do Frade ( Lista Verde BDK)
NOQUE DE BATATA PARA PÊSSACH  * (As receitas que usam farinha de Matza são para o último dia de Pessach quando todos misturam Matza com líquidos )
Ingredientes:
1 kg de batatas grandes
. 1 gema levemente batida
. 1 xícara (chá) de farinha de matsá passada pela peneira
. 1/2 kg de cebola picada em cubinhos
. 2 colheres (sopa) de azeite ( CARBONELL / TORDESILHAS – ( Lista Verde BDK )
. Sal a gosto ( SAL REFINADO CISNE / SAL MARINHO JASMINE / SAL MARINHO VITÃO – Lista Verde BDK )
Modo de Preparo:
*(Verifique se as cebolas estão rígidas, se estiverem retire a primeira camada e as pontas , corte em rodelas finas . Caso as cebolas estejam com casca mole ou com folhas verdes saindo de dentro dela, deve-se separar todas as camadas e verifica-las contra a luz para ver se possuem larvas) Ponha a cebola em uma panela grande e regue com as 2 colheres de sopa de azeite. Leve ao fogo baixo e cozinhe até ficar na cor de caramelo dourado! E vá mexendo bem lentamente para não queimar.
Enquanto isso*( Verifique as batatas , se houverem manchas retire as partes afetadas e veja se não há tuneis embaixo das mesmas,Corte-as em rodelas grossas.Lave bem os pimentões e corte-os próximo as folhas, observe se não há presença de furos ou ,abra-os ao meio e verifique se há presença de larvas) descasque as batatas, corte em pedaços e leve para cozinhar em uma panela grande com água e um pouco de sal até ficarem macias.
Escorra e passe-as por um espremedor de batatas. Deixe as batatas espremidas até esfriarem completamente sobre uma superfície limpa.
Abra um buraco no centro,*( Verifique o ovo em recipiente transparente, para ver se há presença de sangue, caso haja , descarte o ovo) coloque a gema, o sal . Junte aos poucos a farinha e trabalhe a massa com as mãos. Não trabalhe muito a massa, apenas o suficiente para deixá-la homogênea.
Lave as mãos, seque-as e enfarinhe com farinha de matzá a superfície de trabalho. Faça vários rolinhos e, com uma faca afiada, corte os pedaços na diagonal. Disponha os nhoques sobre assadeiras polvilhadas com farinha de matzá para não grudar.
Numa panela grande, leve 3 litros de água com 1 colher (sopa) de sal ao fogo alto. Quando ferver, coloque 10 nhoques para cozinhar. Conforme forem subindo à superfície, retire com uma escumadeira e ponha em um refratário. Regue com um fio de azeite. Repita o procedimento até que todos os nhoques estejam cozidos.
Sirva com a cebola dourada.

* (Você também pode servir com o molho de sua preferência)
ROCAMBOLE
Ingredientes:
6 ovos separados
6 colheres (sopa) de açúcar ( COMETA / UNIÂO – ( Lista Verde BDK )
6 colheres (sopa) de fécula de batata (amina– Lista Bka)
geleia de sua preferência
Modo de Preparo:
*( Verifique os ovos um a um, em recipiente transparente, para ver se há presença de sangue, caso haja , descarte o ovo) Bata as claras em neve, acrescente o açúcar peneirado e uma gema por vez e continua batendo. Por último misture a fécula vagarosamente. Forre uma fôrma grande retangular com papel manteiga e despeje a massa. Depois de assar por 20 minutos retire do forno e coloque a assadeira quente por cima de uma toalha molhada para ajudar a soltar o bolo. Espalhe açúcar num pano de prato (um pouco maior que a assadeira) e vire o bolo por cima. Retire o papel. Enrole o pano junto com o bolo para dar-lhe a forma enrolada. Depois de esfriar, desenrole e espalhe a geleia de sua preferência.
KUGUEL DE BATATA E FRANGO
Ingredientes :
4 Batatas grandes
4 Cenouras
4 Ovos
400g de peito de frango cozido e desfiado com temperos a gosto.
Sal a gosto ( SAL REFINADO CISNE / SAL MARINHO VITÃO – Lista Verde BDK )
Modo de Preparo :
*(Lave bem as batatas e verifique se há presença de manchas escuras observe se não há presença de túneis debaixo das mesmas). *( Verifique os ovos em um recipiente transparente para ver se há presença de alguma mancha de sangue, se houver, este ovo deve ser descartado pois não encontra-se adequado para o consumo) Bata as claras em neve e reserve.Cozinhe as batatas e as cenouras em água e sal. Amasse as batatas. Corte as cenouras em cubos e junte as batatas. Acrescente à mistura o frango cozido e desfiado, adicione a s gemas e o sal.Por ultimo coloque as claras batidas em neve. Asse em forno pré aquecido por aproximadamente 35 minutos ou até que esteja dourado

No Sefer haMitsvot do Rambam, os mandamentos de amar e temer a D’us vêm logo em seguida aos dois mandamentos a respeito da crença em D’us. Colocá-los nesta ordem nos ensina que as mitsvot de amor a reverência a D’us são de fundamental importância em todo o esquema das mitsvot, pois não são apenas dois dos 613 mandamentos que animam e enriquecem todos os outros.


Amor e reverência a D’us são dois assuntos centrais na Chassidut Chabad, que às vezes são tratados como temas paralelos mas diferentes, e outras vezes como uma única idéia, duplamente facetada. Muitos aspectos e níveis destas duas emoções podem ser distinguidos, e cada qual encontra sua própria forma de expressão. Assim, seria muito útil se pudéssemos dar uma idéia do assunto para ajudar a determinar qual o aspecto e qual o nível aos quais se refere o ensinamento específico.

A Reverência a D’us

Como exemplo, examinemos a emoção do temor: Quando a Torá declara: “Tema o Eterno, teu D’us” – a Halachá exige “que temamos sempre o castigo”. Este é o nível mínimo de temor exigido de uma pessoa. Ele intimida a pessoa o suficiente para impedi-la de pecar. No entanto, no capítulo três do Tanya somos apresentados a um nível muito mais profundo de temor – a reverência pela Divina Majestade de D’us, de modo que a pessoa ficará “reverente e humilde perante Sua bendita grandeza, que não tem fim ou limite.” Da mesma forma que alguém deveria sentir-se envergonhado por agir de maneira inadequada perante uma pessoa importante e distinta a quem respeita muito, deveria ficar envergonhado de fazer o mal na presença de D’us. Quando uma pessoa se vê como estando perto do Rei, está consciente de que D’us está à sua frente, por assim dizer, e se coloca perante D’us. Ele ficará, portanto, extremamente envergonhado de fazer algo contra a vontade de D’us.

De maneira ainda mais profunda, se desejamos identificar os fatores psíquicos que provocam estas emoções, talvez fiquemos surpresos de saber que o medo da punição deriva da kelipá nogá, pois esta está permeada com preocupações pessoais. Por outro lado, a reverência pela majestade de D’us é produzida pelos esforços da alma Divina ao contemplar a grandeza do Eterno, bendito seja.

O Amor a D’us

As exigências da Halachá para cumprir o mandamento “Amarás o Senhor teu D’us” são apenas para a pessoa avaliar os mandamentos do Criador e Suas obras, até que atinja um nível de entendimento deles que desperte o deleite. Rabi Shneur Zalman, no entanto, nos leva a um nível mais profundo de amor, meditando sobre aqueles temas que fazem brotar em seu coração “um amor intenso, como chamas ardentes… rumo à grandeza do Infinito.” Este amor é comparado a um fogo ardente, pois quando a pessoa contempla como está distante de D’us, é despertado em sua alma uma sede e uma ânsia por D’us.

O intenso amor a D’us deve ser como o Tanya o descreve: com um “amor apaixonado” que o imerge unicamente em seu Amado; e com um “desejo ansioso” que é a expressão do deleite de sua alma e do entusiasmo nos assuntos sagrados pelos quais ele anseia; e com “saudade” que é comparado ao amor de uma mulher por seu marido (ao contrário do amor de um filho pelo pai); e com uma “alma ansiosa” que aspira a unir-se com seu Criador. Esta ânsia é tão poderosa que nenhuma barreira pode impedi-la de procurar o objeto de seu desejo. Este é o elevado estado de arrebatamento e a paixão consumidora da alma por D’us, à qual o Rei David se refere nos versículos em Tehilim: “Minha alma anseia [por Ti]; de fato, ela desmaia…” E: “Minha alma está sedenta por D’us…” E novamente: “Minha alma tem sede de Ti…”

Em termos do temperamento da alma “esta sede é derivada do elemento do Fogo na alma Divina.” Como explicamos anteriormente, as quatro qualidades elementares da alma – Fogo, Água, Ar e Terra – aplicam-se tanto à alma Divina quanto à alma animalesca. As obras cabalistas explicam que o assento do elemento do Fogo está no coração, ao passo que a fonte do elemento da Água e umidade está no cérebro. Quando uma pessoa está com muita sede faz grandes esforços para encontrar água para matar a sede; da mesma forma, quando a alma anseia por Divindade, não pode ser satisfeita somente com este amor ansioso – sua sede pode ser saciada somente com “água”. E Nossos Sábios declaram: “Não há água [para a alma] que não seja a Torá.” Ou, como está expresso na Cabalá, o elemento do fogo em seu coração pode ser resfriado apenas pelo elemento da Água no cérebro.

* ( Fonte: pt.chabad.org.br )

Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).
Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.

Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !
Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:
https://www.myzmanim.com

*( Fonte: pt.chabad.org)

Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.
Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.
Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.
Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.
Os Oito Níveis de Caridade

Definidos por Maimônides, o Rambam

Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.

  1. O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão judeu com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros…
  2. Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir uma mitsvá apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador, como Rabi Chananyah ben Teradyon.
  3. Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
  4. Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
  5. Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
  6. Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
  7. Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
  8. Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
  • (Fonte: pt.chabad.org)
  • (Imagem: Natan Cooper)

Os Salmos possuem a força para curar tanto as doenças físicas como as espirituais. Rompem barreiras refinando o mais baixo e o elevando, tornam-se poderosos abrindo os portões dos céus

Mensagem do Rebe
Se vocês soubessem da força dos versículos de Tehilim (Salmos) e seus efeitos nas Alturas Celestiais, vocês os recitariam a cada momento. Os capitulos de Tehilim quebram todas as barreiras e ascendem cada vez mais alto diante de D-us e 
surtem seu efeito com bondade e misericórdia .

Carta do Rebe

… Conforme é conhecido, há dois comandos na vida espiritual do homem: o da mente e o do coração, o intelecto e as emoções. Da mesma forma, existem dois caminhos para o serviço a D’us, o caminho da prece e o da Torá. A Torá é o nosso intelecto e entendimento e a prece é o “Serviço do Coração” [Talmud Taanit 2a]; conforme explica o Alter Rebe: “Para o coração com o coração”.

No entanto, assim como o resto da criação, que é de D’us Que é Um, é portanto completamente e claramente vista como unificada… Quanto mais com o povo judeu e com todas as coisas santas, dentro das quais a Luz do Todo-Poderoso é revelada; com eles é certamente claro que estão completamente unificados um com o outro.

Por esse motivo, nós encontramos, no Talmud, que Beit Shamai, que era usualmente rigoroso em suas decisões, às vezes era leniente, e Beit Hilel, que era usualmente leniente, às vezes era rigoroso… Isso porque as almas estão entrelaçadas, e cada um deles possuía de forma inata ambas as características, leniência e rigidez…

Assim sendo, obviamente, o mesmo ocorre nos caminhos acima mencionados de serviço a D’us: o estudo da Torá deve também incluir emoção durante o estudo, conforme nossos sábios já disseram, Meguilá 32a, sobre aqueles que estudam Torá sem movimentar-se e sem cantar; com referência a essas pessoas o versículo diz: ‘E Eu lhes darei estatutos que não são bons’, Ezequiel 20:25. Além disso, antes de estuda a pessoa deve fazer uma bênção, o que significa que ela deve sentir a preciosidade do estudo da Torá, para ele seja parte do seu coração. Além disso, “a Torá sem temor e amor a D’us não pode dirigir-se ao céu para chegar perante o Todo-Poderoso”.

Assim também é com a prece. Embora ela seja o “Serviço do Coração”, não obstante, antes de rezar deve-se pensar e meditar sobre a exaltação do Senhor e a pequenez do homem; e, durante as preces, ele deve sentir como se D’us estivesse diante dele. Além do mais, à prece sem concentração não é considerada prece. Só à prece já contém partes que são louvores ao Todo-Poderoso, o que significa uma ligação com a emoção.

O próprio Livro dos Salmos também é entrelaçado: o pensamento intelectual e a meditação sobre a exaltação de D’us, e em Sua Sabedoria, grandeza e força poderosa, certamente fazem alguém amá-Lo e temê-Lo, e ambos, amor e temor, são emoções.

Além disso, a prece na Torá, a qual, conforme já mencionado, inlcui o Livro dos Salmos, deve também ter seu profundo estudo e compreensão.

Isso é sugerido nas palavras da abertura do Salmo 90: “Uma prece de Moshê”, significando que eles, a prece, o “Serviço do Coração”, e Moshê, sobre quem a Torá , o intelecto, recebe o nome, serão completamente unificados.

Com estima e bênção,

Assinatura do Rebe

  • Fonte: pt.chabad.org

Fé na prática é a visualização de que D’eus já te deu o que você quer. É imaginar que a sua reza já foi atendida e, mesmo que isso ainda não tenha acontecido isso próprio faz com que aconteça. O Rebe de Lubavitch nos contou que quando tinha três aninhos já visualizava a Gueulá acontecendo. Visualização é uma ferramenta poderosa. Visualize o que você quer fazer como se já o tivesse feito, e isso próprio fará acontecer . Muito sucesso nas metas do dia sentindo desde já que você já cumpriu todas elas! Rabino Gloiber Sempre correndo Mas sempre com você.

* Para ler mais mensagens do Rabino Gloiber,  acesse em  nosso site mensagem do Rabino Gloiber. https://ongtora.com/mensagens-do-rabino-gloiber/

Artwork by Alex Levin.

No 25º ano do exílio da Babilônia, D’us mostrou uma visão do futuro Templo ao profeta Yechezekel. Porém o Segundo Templo foi construído apenas parcialmente com base na descrição do livro de Yechezekel, pois esta descrição profética estava reservada para o Terceiro e último Templo.

O Midrash nos diz que quando D’us ordenou a Yechezekel para descrever as dimensões do Templo ao povo judeu, Yechezekel perguntou: “Mestre do Universo, por que está me dizendo para ir e contar a Israel o formato da Casa; eles agora estão em exílio na terra de nossos inimigos – existe algo que eles possam fazer a respeito disso? Deixe que fiquem, até que retornem do exílio. Então irei e os informarei.”

D’us respondeu: “A construção da Minha Casa deveria ser ignorada porque Meus filhos estão no exílio? O estudo do desenho do Templo Sagrado como detalhado na Torá pode ser igualado à sua real construção. Vá e diga a eles para estudarem a forma do Templo Sagrado. Como recompensa pelo seu estudo e sua ocupação com isso, Eu irei considerar se eles realmente construíram o Templo Sagrado. 

Baseado no Midrash acima, o Rebe de Lubavitch incentivou fortemente o estudo sobre a construção do Templo, especialmente durante a época do ano na qual lamentamos sua destruição. 

Assim, apresentamos um esboço de algumas características distintas do Terceiro Templo. (Veja, porém, que Maimônides escreve que o projeto do Templo Messiânico, embora mencionado no Livro de Yechezekel, “não é explícito ou explicado.)” 

Será Grande
O Terceiro Templo será muito maior que os dois Templos anteriores. Por exemplo, a área separada para o complexo do Segundo Templo, ou aquele que é conhecido como o Monte do Templo, era de 500 por 500 cúbitos (cerca de 1.000 metros por 1.000 metros) – ou 9 milhões de cúbitos quadrados – i.e., será 39 vezes maior, com cerca de 2 milhões de metros quadrados! 

Será Quadrado
A divisão básica do Templo em diferentes seções, como o Kodesh (Sagrado) e o Kodesh HaKodashim (Santo dos Santos), será a mesma que nos Templos anteriores. Porém, a seção chamada Ezrat Nashim no Segundo Templo (e “pátio externo” na profecia de Yechezekel) terá um desenho muito diferente no Terceiro Templo. Embora no Segundo Templo essa seção fosse uma área de 300 metros quadrados na frente da azará(o equivalente ao “pátio interno” em sua profecia), no Terceiro Templo essa área será de 625 por 630 metros, e completamente cercada, quase como uma praça, a azará.

O Ferro Estará Presente
Ferro não foi usado nas construção dos primeiros dois Templos, como declara o versículo: “A Casa, quando estava em construção, foi feita de pedra trabalhada nos cantos, e não houve martelo nem machado (nem) qualquer ferramenta de ferro ouvida na Casa, enquanto estava em construção.”  Por quê? Porque ferro é usado para fazer armas que encurtam a vida, e o objetivo do Templo era “fazer a paz” entre homem e D’us, portanto prolongando a vida da pessoa. Assim,é inadequado construir uma estrutura de sustento da vida com um material totalmente seu oposto.

No entanto, o Rebe explica que na era messiânica, quando “espadas serão transformadas em arados” e o ferro será usado apenas para o positivo, essa proibição de usar metal na estrutura do Templo não mais será aplicada.

O uso de ferro no Terceiro Templo não apenas será um sintoma da paz que irá reinar, mas é simbólico da era messiânica em geral. A palavra hebraica para ferro, barzel, o Arizal explica ser um acrônimo para as quatro esposas do patriarca Yaacov, de quem a nação judaica descendeu: Lea, Zilpá, Rachel, Bilá Isso corresponde à explicação dos místicos de que na era da redenção, as mulheres estarão num nível mais elevado que os homens.

Iremos Ali Com Frequência
O versículo ao final de Yeshayáhu declara: “‘Será a partir da lua nova para lua nova e de Shabat para Shabat que toda a carne se prostrará perante Mim,’ diz o Eterno,”  O Midrash explica que embora durante as eras dos dois primeiros Templos os judeus fizessem uma peregrinação ao Templo somente três vezes ao ano, na era messiânica faremos todo primeiro dia do novo mês. O Midrash explica ainda que isso era impossível de fazer durante os dois primeiros Templos, mas que na era do terceiro Templo teremos “nuvens” que nos transportarão até Jerusalém e ao Templo, permitindo-nos visitar o Templo Sagrado com muito mais frequência. 

Que o mérito de aprender sobre a construção do Templo esteja conosco, e que possamos merecer a reconstrução do terceiro Templo Sagrado rapidamente em nossos dias!

  • Fonte: beitchabad.org.br
  • Imagem : Alex Levin

 * ERRATA  – Fizemos a correção da Data do jejum para este ano 2018

Começa ao nascer do sol de  terça-feira, 18 Dezembro, 2018
Termina ao anoitecer de  Terça-feira, 18 Dezembro, 2018

Assará BeTevet

Nesta terça feira dia 18 teremos o jejum de Assará BeTevet

O décimo dia do mês hebraico de Tevet é um dos quatro jejuns em que não comemos e não bebemos desde um pouco antes do nascer do sol até o anoitecer.

Por que jejuamos em 10 de Tevet?

Essa data marca o cerco de Jerusalém pelo general da Babilônia Nebuzaradan na época do primeiro Beit Hamikdash. Esse cerco foi o início da queda de Jerusalém e o subsequente exílio do Povo Judeu.

Durante muitos anos, na época do primeiro Templo Sagrado de Jerusalém, D’us enviava Seus profetas para alertar o Povo Judeu de que se não melhorassem seu comportamento, Jerusalém e o Templo Sagrado seriam destruídos. Naquela época nosso povo fazia muita idolatria, relações ilícitas e assassinatos

Muitos judeus, principalmente seus líderes, desmoralizavam os profetas, acusando-os de “falsas profecias de um destino cruel” e alegando que eles tinham o hábito de desmoralizar o povo. Chegaram, mesmo, a assassinar o profeta Zeharia dentro do Beit Hamikdash.

Até que, em 10 de Tevet do ano de 3336 (425 a.E.C.) os exércitos do imperador Nabucodonozor, da Babilônia, dirigidos pelo seu fiel general Nebuzaradan sitiaram Jerusalém.

D’us retardou a destruição para dar aos judeus a oportunidade de se arrependerem. Enviou o profeta Yermiahu (Jeremias) para avisar o nosso povo do que está para acontecer, mas em vez de ouvir seu chamado e eles o aprisionaram.

Assim, 30 meses depois do começo do cerco, o exército da Babilônia rompeu os muros de Jerusalém e, em Tishá b’Av, o nôno dia do mês de Av, destruíram o Templo Sagrado de Jerusalém e exilaram o nosso povo para a Babilônia.

O jejum do dia 10 de Tevet é grave pelo fato de ser visto como o início da cadeia de eventos que culminaram com a queda de Jerusalém e a destruição do Templo Sagrado, e o subsequente exílio do Povo Judeu.

Apesar do retorno à Terra de Israel após os 70 anos de exílio na Babilônia e apesar da construção do segundo Templo, a nação nunca se recuperou, de fato, da queda do reino da Judéia do qual somos seus descendentes e por isso somos chamados de judeus.

O reino de Israel, país das dez tribos, já havia sido destruído uma geração antes pelos assírios, e as dez tribos que moravam nele se tornaram dez tribos perdidas e só vamos saber quem eles são na época do Mashiach.

Até o estado de Israel de hoje não significa a nossa reconstrução, sendo que as dez tribos continuam perdidas e a população judaica de Israel perfaz menos da metade do que sobrou de duas tribos, ou seja, o problema que começou com o cerco de 10 de Tevet só vai ser resolvido de verdade quando Mashiach chegar!

O sítio a Jerusalém ocorrido em 10 de Tevet foi a origem de todas as calamidades na História Judaica. Foi aí que começou a dispersão do que tinha sobrado do nosso povo e todas as provações, atribulações e tragédias que se seguiram.

Essa data é também o dia da recordação de dois eventos trágicos que ocorreram nos dias que antecederam o 10 de Tevet.

O primeiro deles ocorreu no dia 8 desse mês e foi a tradução da Torá para o grego. Talmai, o imperador dos greco-egípcios que na época dominava a nossa terra, reuniu 72 sábios da Torá, isolando-os em 72 lugares separados e lhes ordenando que traduzissem a Torá para o grego. No 8º dia de Tevet do ano 3515 (246 a.E.C.) eles terminaram 72 traduções idênticas!

Foi um feito milagroso, particularmente porque havia 13 pontos onde os tradutores divergiram intencionalmente da tradução literal para evitar que a Torá fosse mal interpretada pelo rei. Todos os 72 sábios traduziram essas 13 passagens da mesmíssima maneira!

Apesar desse grande milagre, nossos Sábios viram essa tradução da Torá como um dos dias mais trágicos na História Judaica. Chegaram, mesmo, a compará-lo com o dia em que os judeus fizeram o Bezerro de Ouro.

Aparentemente, a tradução da Torá não deveria ser considerada um evento negativo. O próprio Moshe Rabeinu traduziu a Torá para 70 idiomas.

No entanto, diferentemente dessa tradução e das traduções de nossos textos sagrados feitas ao longo dos tempos, especialmente em anos recentes, a tradução ordenada pelo imperador egípcio-grego não era uma empreitada sagrada nem Divina, mas um projeto humano motivado por uma intenção maldosa.

Portanto, era como um bezerro de ouro – um receptáculo definido pelo homem para a Verdade Divina. O propósito do imperador ao ordenar a tradução não era disseminar o estudo da Torá, mas sim de permitir uma distorção do significado original da Torá.

E de fato, a tradução grega da Torá ajudou os judeus helenistas a introduzir a cultura grega na vida judaica e a modificar o judaísmo de modo a adaptá-lo aos valores gregos e seu estilo de vida.

O uso do idioma grego para traduzir a Torá teve amplas ramificações na sociedade judaica e minou alguns dos esforços dos rabinos no combate ao fascínio que os gregos exerciam sobre os judeus.

O segundo evento trágico que antecedeu o dia 10 de Tevet foi o falecimento de Ezra HaSofer, que morreu no dia 9 desse mês, do ano de 3448 (313 a.E.C.) – 1000 anos após a entrega da Torá no Monte Sinai.

Nossos Sábios nos disseram que se D’us não nos tivesse dado a Torá por intermédio de Moshe, Ele o teria feito através de Ezra. Ezra conduziu o retorno do Povo Judeu à Terra de Israel após o Exílio da Babilônia.

Ele supervisionou a construção do Segundo Templo, fortaleceu o cumprimento das leis do Shabat e ajudou a pôr fim à onda de casamentos mistos que dizimava o Povo Judeu naquela época.

Como chefe da Grande Assembleia de Sábios e Profetas, a Anshei Knesset HaGuedolá, Ezra compilou os 24 livros do Tanach (Torá, Profetas e Escrituras – Torá, Neviim e Ketuvim) e, ao instituir uma série de práticas judaicas, assegurou a continuação do judaísmo autêntico entre o Povo Judeu.

Homem verdadeiramente incorruptível, Ezra era também um ser de grande compaixão, profunda visão, carisma e erudição quase sem paralelo.

Pode-se dizer que Ezra HaSofer é o responsável pela sobrevivência do judaísmo até nossos dias. Por esse motivo, marcamos o dia de seu falecimento como um dia muito triste no calendário judaico.

Como jejuar nos três dias – 8, 9 e 10 de Tevet – seria fora de propósito, os eventos tristes dos outros dois dias são incluídos no jejum do dia 10 de Tevet.

Isso condiz com a política rabínica de reunir as comemorações tristes aos dias já consagrados ao jejum para evitar povoar o calendário judaico com tantos dias de recordações trágicas.

Essa é a razão pela qual a celebração que homenageia a destruição das comunidades judaicas de Worms, Speyers e Mainz pelos Cruzados, em 1096, é marcada pelo jejum de Tishá b’Av, ainda que essas destruições tenham ocorrido em outros meses do nosso calendário.

A política de minimização do número de dias de celebração de eventos tristes se tornou prática aceita em toda a história Judaica, até em relação ao holocausto, mesmo o Estado de Israel tendo designado uma data especial apenas para o dia da recordação do holocausto, os rabinos atribuem a recordação do Holocausto ao dia 10 de Tevet.

Nesse dia alguns costumam falar um Kadish por aqueles que foram mortos no holocausto, mas cuja data de falecimento é desconhecida. Assim, nessa data, não apenas recordamos nossos 7 milhões de mártires; também jejuamos e choramos por eles.

Um dia de arrependimento

Há um antigo costume de se proferir palavras inspiradoras que despertem a alma para o arrependimento nos dias de jejum, como o 10 de Tevet.

Há vários temas sobre os quais nós, judeus, devemos refletir nesse dia. Primeiro, devemos ter em mente que quando o general da Babilônia e suas tropas sitiaram Jerusalém, nenhum judeu podia entrar na cidade ou deixá-la. Todos os seus habitantes foram forçados a viver em comunidade.

O Talmud ensina que: “D’us envia a cura antes da doença”. O sítio à Jerusalém foi um exemplo desse ensinamento talmúdico: D’us deu aos judeus da cidade a oportunidade de se unirem. Se assim o tivessem feito, teriam saído milagrosamente vitoriosos sobre o exército babilônico. Mas os judeus não se uniram e o resultado foi destruição e exílio.

O exílio que se seguiu à queda do primeiro Templo Sagrado durou apenas 70 anos, mas a História Judaica nunca mais foi a mesma. Um segundo Templo foi construído, mas era desprovido dos inúmeros milagres que ocorreram no primeiro.

E nem precisamos falar sobre o estado de Israel de hoje que tem uma mesquita declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981, exatamente no lugar do Templo Sagrado de Jerusalém

Como dissemos, os judeus retornaram à Terra de Israel liderados por Ezra, mas eles nunca mais desfrutaram do mesmo grau de independência que tinham antes.

A queda do primeiro Templo Sagrado foi, portanto, o início de nosso atual exílio, que já dura cerca de 2000 anos.

E sendo que o início da queda do primeiro Templo ocorreu em 10 de Tevet e isso foi a origem de todos os problemas e tragédias que se seguiram ao longo da história de nosso povo, por esta razão, o jejum de 10 de Tevet é tão grave que não pode ser adiado nem antecipado nem mesmo quando cai na véspera do Shabat.

Desde a queda do segundo Templo, vivemos no exílio já há quase dois milênios. O Talmud nos ensina que a principal causa do nosso exílio atual foi o ódio entre os judeus.

Quando há harmonia e unidade entre nós, judeus, somos invencíveis. Não precisamos voltar atrás, às histórias do Tanach para confirmar isso.

A história de Israel demonstra que quando o Povo Judeu está unido somos imbatíveis. Mas, quando há, e que D’us não o permita, ressentimento e ódio entre nós, o resultado é derrota e exílio.

O sítio de Jerusalém no dia 10 de Tevet deu ao Povo Judeu a oportunidade de remediar a causa do exílio antes que tivesse começado. Infelizmente, o povo não se apercebeu nem se utilizou da cura antes e nem mesmo depois da doença se ter instalado…

Assim como ocorreu da primeira vez, todos os anos o dia 10 de Tevet é um dia para que todos os judeus se empenhem em curar a causa primária de nosso exílio. Isso se faz criando harmonia e paz entre nós e nossos irmãos, o Povo Judeu.

Quer em Israel ou na Diáspora devemos esforçar-nos para admitir que apesar de nossas diferenças religiosas ou políticas, o que nos une é muito maior do que o que nos separa.

Não importa quão grande a distância política ou religiosa entre nós; é muito, mas muito melhor viver em paz com nossos irmãos judeus do que enfrentar a derrota, o exílio e a destruição.

A defesa de Jerusalém

Há outra questão sobre a qual devemos refletir no dia 10 de Tevet – o nosso vínculo com a cidade sagrada de Jerusalém.

Essa cidade foi, é e será para sempre a Capital do Povo Judeu. Jerusalém não é apenas a capital política do Estado de Israel – é também a capital espiritual de todo o nosso povo.

O jejum de 10 de Tevet, bem como os de 17 de Tamuz e 9 de Av, nos recordam que quando os exércitos inimigos quiseram nos destruir, eles atacaram Jerusalém. Perceberam que se a Cidade Santa caísse, o Povo Judeu cairia.

Hoje, os inimigos do nosso povo, como os antigos babilônios e romanos, atacam nossa nação indo atrás de Jerusalém. Seu desejo supremo é que estejamos indefesos, sua estratégia para executar esse plano nefasto é tentar criar uma cisão entre o Povo Judeu e sua cidade, Jerusalém.

uma proposta de Resolução aprovada pela UNESCO, organismo das Nações Unidas encarregado da preservação da cultura e história, negou os vínculos do judaísmo a Jerusalém e seus lugares santos.

Essa Resolução não apenas zombou da história – fato irônico já que a UNESCO é a encarregada de preservar a história –, mas o que talvez seja bem pior: trata-se de uma campanha vil dirigida ao coração da nação judaica.

“Dizer que Israel não tem vínculos com o Monte do Templo e o Muro Ocidental é como dizer que o Egito não tem vínculo com as Pirâmides. Com essa decisão absurda, a UNESCO perdeu a pouca legitimidade que lhe restava”.

Quem perpetra uma negação tão grosseira da História – a ideia de que se contarmos uma mentira muitas vezes ela se tornará verdade – segue os passos de Goebbels, Stalin e Hitler – inimigos dos judeus e da humanidade.

Esses ataques contra Jerusalém não apenas negam a História Judaica, mas também a História dos Estados Unidos e da Europa, países cristãos. Negar a conexão indissolúvel do Povo Judeu com Jerusalém é declarar não só que o Tanach, mas também a Bíblia dos Americanos e Europeus que fala sobre o Templo Sagrado de Jerusalém são falsidades.

A Resolução da UNESCO e atitudes semelhantes das Nações Unidas é um ataque contra a História, a verdade e a decência.

O dia 10 de Tevet, que marca o sítio a Jerusalém, deve inspirar todos os judeus a fortalecer seus laços com a Cidade Sagrada e com a Terra de Israel. E o fazemos estudando e ensinando o Judaísmo, a História Judaica, e os princípios da nossa fé,

sendo o décimo segundo desses princípios a vinda de Mashiach que vai construir o Beit Hamikdash no seu lugar original aonde se encontra a mesquita tombada da unesco e trazer todos os judeus para a Terra Santa, inclusive as dez tribos perdidas que de acordo com muitas pesquisas milhões deles podem ser parte desse próprio mundo muçulmano

e isso nos lembra um pouco a história de Nebuzaradan, o general da Babilônia, que no final, depois de ter nos causado as maiores tragédias da nossa história começando pelo 10 de Tevet, desertou do seu próprio exército e se converteu ao judaísmo.

Pior do que isso só poderia ser ele descobrir que sempre foi judeu, que não era o caso dele mas que pode ser o caso de milhões de muçulmanos de acordo com as pesquisas sobre as dez tribos

O Mashiach vai trazer todos os judeus de todos os cantos do mundo de volta para o judaísmo e de volta para a Terra Santa cujas fronteiras explícitas na Torá vão do rio Eufrates até o rio Nilo.

E como escreveu o Ramban, “Mesmo que demore, esperaremos por sua vinda a cada dia”