Acendimento das Velas para Rosh Hashaná 5778 e Shabat

As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia.
Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná (e do Shabat que segue Rosh Hashaná) possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

PRIMEIRA NOITE DE ROSH HASHANÁ – quarta-feira, 20/9 / 2017 Acendimento das Velas às 17h41.

SEGUNDA NOITE DE ROSH HASHANÁ – quinta-feira, 21/9 /2017 Acendimento das Velas após 18h35

Término de Rosh Hashaná – sexta-feira, 22/9 /2017 As velas de Shabat são acesas às 17h42 (a partir de uma chama pré-existente)

 

 

Atestado para os Chaguim 5778

Atestado para justificar faltas na escola para Shabat e Yom Tov

( Imprimir e entregar para a diretoria). Nessas datas é proibido ir ao trabalho também por motivos religiosos.
Nesses seguintes dias o trabalho e a frequência à escola são proibidos por motivos religiosos.
Se você é o dono da sua empresa não esqueça de avisar a sua secretária para não marcar reuniões nas datas que constam nesse atestado .
Se você trabalha em uma empresa avise o RH para descontar essas datas dos seus dias de férias.
Coloquei nesse atestado somente as festas judaicas em que o trabalho é expressamente proibido nelas, em festas como Chanuca pode-se trabalhar normalmente
Atenciosamente – Rabino Avraham Eitan Gloiber

 

 

 

Rosh Hashaná 5778

 Acendimento das Velas para Rosh Hashaná 5778 e Shabat

As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia.
Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná (e do Shabat que segue Rosh Hashaná) possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

PRIMEIRA NOITE DE ROSH HASHANÁ – quarta-feira, 20/9 Acendimento das Velas às 17h41.

SEGUNDA NOITE DE ROSH HASHANÁ – quinta-feira, 21/9 Acendimento das Velas após 18h35

Término de Rosh Hashaná – sexta-feira, 22/9 As velas de Shabat são acesas às 17h42 (a partir de uma chama pré-existente)

Agenda  5778

Atestado para justificar faltas na escola para Shabat e Yom Tov ( Imprimir e entregar para a diretoria). Nessas datas é proibido ir ao trabalho também por motivos religiosos

Nesses seguintes dias o trabalho e a frequência à escola são proibidos por motivos religiosos.

  • Se você é o dono da sua empresa não esqueça de avisar a sua secretária para não marcar reuniões nas datas que constam nesse atestado  .
  • Se você trabalha em uma empresa avise o RH para descontar essas datas dos seus dias de férias.
  • Coloquei nesse atestado somente as festas judaicas em que o trabalho é expressamente proibido nelas, em festas como Chanuca pode-se trabalhar normalmente
  • Atenciosamente – Rabino Avraham Eitan Gloiber

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Atestado para festas judaicas 5778

Rosh Hashaná  5778

Este  Ano – Começa ao pôr do sol na véspera de 1º de Tishrei (20 de setembro de 2017) e termina após o anoitecer em 2 de Tishrei (22 de setembro de 2017).

Rosh Hashaná, considerado o aniversário do Universo, é na realidade o sexto dia da Criação, quando D’us criou o primeiro homem, Adam – o propósito de toda a Criação. O primeiro ato de Adam foi proclamar D’us como Rei do Universo. Por isso, a cada Rosh Hashaná coroamos

o Todo Poderoso como Regente do mundo, reafirmando nosso compromisso de servi-Lo apropriadamente. Assim como D’us completou a Criação no primeiro Rosh Hashaná, a cada Rosh Hashaná Ele reavalia a qualidade de nosso relacionamento com Ele, assumindo uma vez mais o sustento do mundo. Nisto se constitui o julgamento de Rosh Hashaná.

Nossos sábios explicam que em Rosh Hashaná somos julgados por D’us. Se merecedores,D’us nos inscreverá no Livro da Vida. Dez dias depois, em Yom Kipur, o Livro é selado. Pelo arrependimento sincero, preces e práticas de caridade, podemos suaviza

Véspera de Rosh Hashaná –
Neste dia distribui-se tsedacá aos pobres para que possam comprar o necessário para Yom Tov.
• Hatarat Nedarim (anulação de promessas) é realizada na sinagoga após Shacharit (a Prece Matinal), perante um tribunal de dez homens.
• Entre as compras feitas para Rosh Hashaná deve-se incluir uma fruta da nova estação que ainda não foi ingerida, para poder recitar a bênção de Shehecheyánu no acendimento das velas e no kidush da segunda noite

Hatarat Nedarim –
A cerimônia de Hatarat Nedarim anula qualquer promessa não cumprida por esquecimento ou força maior. É realizada antes de Rosh Hashaná para que o ano novo reinicie sem conexão com qualquer falha do passado.

Leis e costumes de Rosh Hashaná

Comemora-se Rosh Hashaná por dois dias, 1 e 2 de Tishrê –
• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia.
• Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).
• Em Rosh Hashaná os tefilin não são colocados.

A principal mitsvá de Rosh Hashaná é ouvir o toque do shofar. De acordo com a Torá deve-se ouvir pelo menos trinta toques. Porém é costume ouvir cem toques, trinta após a leitura da Torá e o restante durante e após o término das orações.
• Deve-se prestar atenção especial às bênçãos antes do toque do shofar e responder amên.
• Ao ouvir o toque do shofar, a pessoa deve ser despertada para retornar a D’us e proclamá-Lo como Rei do Universo.
• A partir do momento em que as bênçãos do shofar são recitadas até os últimos toques (no final do serviço religioso), os presentes devem permanecer em completo silêncio, sem conversar.
• Ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná
• Costuma-se usar chalot redondas em Rosh Hashaná simbolizando, entre outras razões, a coroação de D’us neste dia. Expressa-se também a esperança de que o ano novo seja perfeito e traga o melhor de tudo para cada um.
• Distribui-se um pedaço da chalá para cada participante, mergulhando-o no mel antes de comer. Isto é feito em todas as refeições da Festa. Antes de ingerir a chalá, pronuncia-se a bênção “Hamôtsi” .
• Na primeira noite de Rosh Hashaná, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel. Recita-se a bênção da fruta e um pedimos à D’eus nos nos dar um ano bom e dôce.
• Em Rosh Hashaná costuma-se comer coisas que simbolizam doçura, bênção e fartura. Portanto, vinho doce ou bebidas doces, peixe e carne gorda fazem parte desta refeição. (Não se come nada temperado com vinagre ou raiz forte para não
ter um ano amargo. Nozes também não.)
• Serve-se cabeça de peixe ou carneiro (na prática, a língua é utilizada) para representar o desejo de ser “cabeça”, sobressaindo-se com justiça e servindo de exemplo para todos.
• Tsimes, um prato de cenouras doces, também é servido. A palavra yidish para cenouras é meren, que também significa acrescentar. Assim, tsimes representa o desejo de possuir mais méritos que falhas
• Outros alimentos especiais são: alho-poró, acelga, tâmara, abóbora-moranga, feijão fradinho e romã.
• O bolo de mel é também uma sobremesa tradicional durante esta época
• Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur (Livro de Rezas). Acrescenta-se o parágrafo Yaalê Veyavô, lembrando a data de Rosh Hashaná (Yom Hazicaron).

Em Rosh Hashaná à tarde, logo após Minchá (a Prece Vespertina), é costume ir até um lago ou poço onde haja peixes, para recitar a prece de Tashlich e invocar a mercê Divina. Esta oração encontra-se no Machzor (Livro de Rezas) de Rosh Hashaná. A palavra tashlich advém do versículo: “Tu jogarás (tashlich) seus pecados
nas profundezas do mar.” A água simboliza bondade; e os peixes, com seus olhos sempre abertos, representam a vigilância constante da Divina Providência

No final do segundo dia de Rosh Hashaná recita-se a havdalá encontrada no Sidur, sem acender a vela trançada e sem cheirar as especiarias.

Alimentos simbólicos:

Maçã
Mergulhamos uma fatia de maçã doce no mel, recitamos a bênção da fruta (Borê Peri Haêts) e falamos: “Yehi ratson milefanêcha shetechedêsh alênu shaná tová umetucá”.
“Possa ser Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce “.

Chalot
As chalot servidas em Rosh Hashaná são redondas, símbolo de continuidade e eternidade, como o círculo que não tem começo nem fim; sem ângulos, nem arestas, um pedido para um ano sem conflitos. Costuma-se mergulhar o pão no mel em vez do sal habitual, em todas as refeições desde Rosh Hashaná até o sétimo dia de Sucot.

Mel
O valor numérico da palavra “dvash” (mel) equivale ao valor de “Av Ha’Rachamim” (Pai Misericordioso): assim o mel representa a esperança de que a sentença decretada pelo Supremo Juiz seja amenizada pela Sua compaixão.

Frutas e alimentos especiais
É costume comer carne e vinho doce ou qualquer bebida doce nesta refeição, para ter um ano farto e doce. Na segunda noite de Rosh Hashaná, imediatamente após o kidush, costuma-se ingerir uma fruta nova, a primeira vez que comeríamos nesta estação, a fim de pronunciarmos a bênção de Shehecheyánu.
Há quem costume recitar uma prece especial (Yehi ratson) antes de ingerir qualquer um dos seguintes alimentos. Conforme o costume Chabad, Yehi ratson só é recitado ao ingerir a maçã com mel.
Os sefaradim colocam no centro da mesa uma cesta (Traskal) contendo diferentes espécies de frutas que contém muitas sementes, para que as boas ações sejam numerosas no ano vindouro além de alimentos especiais entre os quais maçã, alho poró, acelga, tâmara, abóbora ou moranga, feijão roxinho, romã, peixe e cabeça de carneiro (que pode ser substituída por língua de boi ou cabeça de peixe). Antes de ingerir cada um dos nove alimentos recita-se um “Yehi Ratson” especial:

Alho-Poró
“Yehi Ratson milefanêcha sheyicaretu oyvêcha vessoneêcha, vechol mevacshê raatênu”.
“Possa ser Tua vontade que sejam exterminados Teus inimigos e Teus oponentes e todos aqueles que querem nosso mal”.

Acelga
“Yehi Ratson milefanêcha sheyistalecu oyvecha vessoneêcha, vechol mevacshê raatênu”.
“Possa ser Tua vontade que sejam removidos Teus inimigos e Teus oponentes e todos aqueles que querem nosso mal”.

Tâmara
Costuma-se ingeri-la para que acabem nossos inimigos (em hebraico, yitámu, parecido com tamar).
“Yehi Ratson milefanêcha sheyitámu oyvecha vessoneêcha, vechol mevacshê raatênu”.
“Possa ser Tua vontade que sejam consumidos Teus inimigos e Teus oponentes e todos aqueles que querem nosso mal”.

Abóbora, moranga ou cenoura
A palavra “mern”, em yidish, pode ser traduzida como “cenoura” e também como “se multipliquem”. Por isto comemos cenoura – para que os méritos se multipliquem.
“Yehi Ratson milefanêcha sheticrá rôa guezar dinênu, veyicareú lefanecha zechuyotênu”.
“Possa ser Tua vontade que o decreto ruim de nossa sentença seja rasgado em pedaços, e que nossos méritos sejam proclamados perante Ti”.

Feijão roxinho
“Yehi Ratson milefanêcha sheyirbu zechuyotênu”.
“Possa ser Tua vontade que nossos méritos se multipliquem”.

Romã
Costuma-se ingerir em sinal para que aumentem nossos méritos como os caroços da romã. Há uma explicação que a romã possui 613 caroços – o número das mitsvot da Torá.
“Yehi Ratson milefanêcha sheyirbu zechuyotênu carimon”.
“Possa ser Tua vontade que nossos méritos cresçam em número como [as sementes] da romã”.

Peixe
“Yehi Ratson milefanêcha shenifrê venirbê cadaguim; vetishgach alan beená pekichá”.
“Possa ser Tua vontade que nós nos frutifiquemos e nos multipliquemos como peixes; e cuida de nós com olho aberto [atentamente]”.

Cabeça de carneiro, língua ou peixe com cabeça
Costuma-se ingerir um destes alimentos para que sejamos cabeça e não cauda:
– de carneiro, para lembrar o mérito do sacrifício de Yitschac que foi substituído por um carneiro.
– de peixe, para que o ser humano se multiplique como os peixes.
“Yehi Ratson milefanêcha shenihyê lerosh velô lezanav”.
“Possa ser Tua vontade que sejamos como a cabeça e não como a cauda”.

Ingredientes que devem ser evitados
Não se come nada temperado com vinagre em Rosh Hashaná ou raiz forte para não ter um ano amargo. Nozes também não devem ser ingeridas nestes dias. Um dos motivos é porque as nozes provocam pigarro que pode atrapalhar as orações do dia; outro motivo é que o valor numérico da palavra egoz (noz) corresponde ao da palavra chet (pecado) sem o alef.

 

*(Fonte Chabad.org.br)

Elul, “Um Mês de Preparação” (Este ano 23 de agosto – 20 de setembro, 2017)

Elul, mês em que nos preparamos para chegada dos Grandes Dias festivos!!!

Elul é o último mês do ano judaico. Como preparação para Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, que vem logo em seguida.
Elul é marcado por vários costumes especiais e tradições.No mês de Elul, fazemos um balanço geral de tudo que fizemos no decorrer do ano.A santidade exige preparação. Nossa principal tarefa não é criá-la mas sim nos tornarmos um receptáculo para a santidade, que surge de acordo com a maneira da preparação
O mês de Elul é a chave para destrancar o significado interior e mais potente do coração. Como é sabido, as letras hebraicas para formar a palavra “Elul” – alef, lamed, vav e lamed, são um acrônimo para a frase (do Cântico dos Cânticos bíblico) ani l’dodi v’dodi li, que significa “Eu sou do meu amado e meu amado é para mim.”
Essa frase linda e romântica é aquela que representa nosso relacionamento com o Criador, que é frequentemente comparado ao relacionamento entre marido e mulher, uma noiva e um noivo, em nossas vidas individuais.
O Zohar explica que no início de Elul estamos achor el achor, que significa “costas com costas”, e ao final de Elul estamos panim el panim, “face a face”.
É o mês de Elul que nos ensina a necessidade de estarmos dispostos a nos voltar. O Rei está no campo, nosso Criador está ali, e não importa como possamos nos sentir, Ele nunca deu as costas. Tudo que precisamos fazer é nos virar para perceber que Ele está ali e esperando por nós. O “costa a costa” que vivenciamos no início do mês é baseado em nossas percepções equivocadas, nossos temores, nossas presunções. Somente quando nos viramos entendemos a verdade, a essência interior, e então ficamos “face a face”, o que não somente significa que podemos finalmente olhar um para o outro, mas além disso, podemos olhar um no outro – pois o radical da palavra face, panim é o mesmo que pnimiyut, que significa “interiorização”
Então é por isso e como Elul é o mês que começa de costas e termina face a face. No início do mês não estamos conscientes da realidade que “Eu sou para meu amado e meu amado é para mim.” Porém, trabalhando em nós mesmos durante o mês, estando dispostos a nos virar e fazer mudanças, começamos a entender que nosso Criador jamais virou as costas. Ele sempre esteve nos encarando, e apenas esperando que nos viremos. E quando o fazemos, então somos como dois lameds que estão face a face, que formam o coração judaico e que são a essência do mês de Elul.
Que sejamos abençoados com a capacidade de canalizar os poderes do mês de Elul, de reconhecer e revelar nossa capacidade de aprender e ensinar, e através disso, ficar face a face com nós mesmos, com nossos entes queridos e com nosso Criador, como somos ensinados pelo coração judaico.

Algumas Leis e Costumes

Escute o Toque do Shofar

Começando com o primeiro dia de Elul, até (mas não incluindo) a manhã antes de Rosh Hashaná, é costume tocar o shofar (chifre de carneiro) após a prece matinal nos dias de semana. O chamado do shofar estimula o coração. Seus toques diários proclamam: “Acordem, seus dorminhocos! Examinem suas ações e se arrependam.”

Recite Salmos Adicionais

A partir do primeiro dia de Rosh Chodesh Elul até, e incluindo Hoshana Raba, recitamos duas vezes ao dia o Salmo 27. Este costume é baseado no comentário do midrash “O Eterno é minha luz…” em Rosh Hashaná” … minha salvação…” em Yom Kipur,” … Ele me ocultará em Sua tenda” em Sucot.

Os chassidim e os sefaraditas incluem isto nas Preces Matinais e Vespertinas; o costume lituano é recitá-lo durante as Preces de Shacharit e Arvit, respectivamente, Matinais e Noturnas.

Recite Selichot

A tradição sefaradita é começar recitando selichot imediatamente após Rosh Chodesh Elul. O costume askenazita é recitar selichot começando na noite de sábado da semana na qual cai Rosh Hashaná, desde que sejam deixados quatro dias antes de Rosh Hashaná. Portanto, se Rosh Hashaná cair na segunda ou na terça-feira da semana, a recitação de selichot é iniciada na noite de sábado da semana precedente.

Aumente em Doação para Caridade

Durante Elul, a caridade funciona como um escudo contra os maus decretos e prolonga a vida. Lança um manto de proteção não somente sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo. Quando uma pessoa transcende seu instinto natural e dá sem ser vista, D’us por Sua vez lhe concede mais do que ele mereceria receber.

Retorno em Penitência

Os fundamentos da penitência são triplos: abandonar o pecado que tem cometido, arrependimento e confissão. Abandonar o pecado consiste fazê-lo tanto na prática quanto em pensamento, associado a uma firme resolução de não repeti-lo. Arrependimento é entender que separar-se de D’us é mau e amargo, e a intensa percepção de que há um preço para a transgressão.

A confissão pode ser expressa oralmente: “Eu pequei, fiz tal e tal; arrependo-me de minhas ações e tenho vergonha delas, e jamais as repetirei.”

[Baseado no Livro de Nosso Legado, s.v. Elul.]

O arrependimento exige arrepender-se do passado e tomar uma resolução positiva para o futuro, porém o primeiro passo é consertar e organizar adequadamente o presente, para que seja bom e correto em todos os aspectos da ação, fala e pensamento. Somente então, quando o presente é como deveria ser, a pessoa pode fazer o trabalho necessário para compensar as falhas e elementos indesejáveis do passado, e criar linhas de orientação e disciplina para o futuro.

O mês de Elul é propício para o auto-balanço, e para o arrependimento nas três “vestes” da alma – pensamento, fala e ação. O serviço Divino exige completo auto-conhecimento. Assim como ignorar nossas falhas pode ser incapacitante, o mesmo pode acontecer quando esquecemos de nossas forças. A pessoa deve conhecer-se bem: tanto as próprias habilidades e talentos quanto as deficiências e fraquezas.

*( Fonte: pt.Chabad.org )

Os atributos de misericórdia

Moshê aprende de D’us as treze qualidades da misericórdia

Moshê disse a D’us: “Ensina-me a orar pelo povo de Israel depois que pecam. Os judeus quase foram destruídos depois que fizeram o bezerro de ouro. Quero saber qual é a melhor forma de despertar Tua misericórdia no futuro.”

D’us respondeu: “Ensinarei a ti Minhas qualidades de misericórdia. Ensina-as aos judeus e diga-lhes: ‘Quando invocarem Minhas treze qualidades de misericórdia hei de perdoar vossos pecados e serei misericordioso convosco.'”

Eis aqui o que D’us ensinou Moshê a orar:

“Ado-nai, Ado-nai E-l Rachum [ve]Chanun Êrech apáyim [ve]Rav chêssed [ve]Emet, Notser chêssed laalafim, Nossê avon [va]Fêsha [ve]Chataá [ve]Nakê”

Estas palavras significam:

1. Ado-nai – Sou um D’us misericordioso com as pessoas antes que pequem (mesmo que saiba que logo pecarão).

2. Ado-nai – Sou igualmente misericordioso com as pessoas depois de pecarem, se fizerem teshuvá (arrependimento).

3. E-l – Julgo a cada pessoa autenticamente.

4. Rachum – Sou misericordioso com os pobres e oprimidos e os salvo de seus opressores.

5. Chanun – Sou generoso mesmo com aqueles que não o merecem.

6. Êrech apáyim – Demoro a castigar, mesmo a um malvado. Sou lento a castigá-lo pois lhe dou tempo para fazer teshuvá.

7. Rav chêssed – Minha qualidade de bondade é tão grande, que posso salvar uma pessoa do castigo mesmo que seus pecados sejam mais numerosos que seus méritos.

8. Emet – Pago a recompensa que prometi àqueles que merecem.

9. Notser chêssed laalafim – Se uma pessoa cumpre uma mitsvá recompenso seus filhos até duas mil gerações posteriores.

10. Nossê avon – Perdôo até uma pessoa que pecou porque seu instinto mau o persuadiu a fazer o mal, se faz teshuvá.

11. Fêsha – Perdôo até uma pessoa que pecou com a intenção de causar-me aborrecimento, se fizer teshuvá.

12. Chataá – E perdôo o pecado cometido intencionalmente.

13. Nakê – Se um pecador faz teshuvá, suspendo seu castigo e voltarei a ser bondoso com ele.

Além de ensinar a Moshê treze qualidades de misericórdia, D’us lhe ordenou que repetisse ao povo judeu a advertência de não forjar imagens. Não queria que voltassem a pecar como o haviam feito com o bezerro de ouro.

D’us também ensinou a Moshê mais leis sobre as festividades: Pêssach, Shavuot e Sucot. E introduziu Rosh Hashaná e Yom Kipur, momentos de julgamento e perdão. Advertiu Moshê: “O povo judeu guardará somente as festividades de D’us e não estabelecerá suas próprias festividades como o fez quando pecou com o bezerro de ouro.”

*(Fonte chabad.org.br )

 

Tu B´Av – 15 de Av – Este Ano 5777 – 7 Agosto 2017

Após o difícil período das três semanas, em que mantemos costumes de luto, começa o período de consolo, em que D’us volta-se a nós, após termos retornado a Ele.

No dia quinze de Av – Tu Beav, o contraste torna-se mais aparente. Este é um dia de alegria, em que vários acontecimentos positivos aconteceram ao longo da história. Todos eles, marcam o término de algum fato negativo que estava ocorrendo em nosso povo. A demonstração de que D’us não mais estava irado conosco. Já pagamos pelos nossos atos. Nosso Pai nos espera agora de braços abertos. Está na hora de voltar…

Uma pesquisa no Código da Lei Judaica não revela observâncias ou costumes para esta data, exceto pela instrução que, a partir de quinze de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e “a noite foi criada para o estudo.” E o Talmud nos diz que, muitos anos atrás, as “filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos” em quinze de Av, e “quem não tivesse uma esposa podia ir até lá” para encontrar uma noiva.

E este é o dia que o Talmud considera a maior festa do ano, bem perto de Yom Kipur!

Vamos explicar aqui um pouco sobre cada fato que ocorreu nesta data. Esperamos que, se D’us Quiser, neste ano seja somada a lista a união total entre nosso povo e Hashem, com a vida de Mashiach, que tanto ansiamos e necessitamos.

1 – O dia em que acabaram-se os mortos do deserto

Após o pecado dos espiões, em que o povo, guiado por seus líderes, não confiou nas palavras de D’us e não quis entrar na Terra de Israel, esta geração foi condenada a uma jornada de quarenta anos no deserto, até que todos acabassem falecendo, e então a geração mais nova ingressaria na Terra. Como o pecado ocorreu em Tish’á Beav, as mortes também ocorriam nesta data. Neste dia, todas as pessoas cavavam covas para si mesmas, e dormiam dentro delas. No dia seguinte, os que estavam vivos levantavam-se, e eram sempre quinze mil o número daqueles que pereciam.

No último Tish’á Beav antes da entrada na Terra de Israel, todos os que haviam deitado dentro de suas covas, levantaram-se no dia seguinte. A princípio, pensaram que tivesse havido algum engano na contagem dos dias, e por este motivo, continuaram a dormir nas covas nos dias que se seguiram e continuaram vivos, até que no dia 15 viram a lua cheia, e tiveram certeza que o dia de Tish’á Beav havia passado sem que ninguém falecesse.

2 – Casamentos entre as tribos e entre o povo e a tribo de Binyamin foram permitidos

Desde a entrada na Terra de Israel, até o acontecimento de “Pileguesh Baguiva” (em que a tribo de Binyamin foi penalizada por seu comportamento incorreto), havia dois tipos de casamentos que foram proibidos:

a – Casamentos entre as tribos: esta proibição foi transmitida por Moshê. Uma filha que tivesse herdado um terreno de seu pai, não poderia casar-se com um homem pertencente a outra tribo, pois desta forma, o terreno passaria a pertencer também a seu marido, prejudicando a tribo da qual ela provinha que perderia o direito sobre as terras. (Os primeiros quatorze anos na Terra de Israel foram dedicados à conquista e distribuição das terras entre as tribos.)

b – Casamentos entre qualquer tribo e a tribo de Binyamin: Após o acontecimento de Pileguesh Baguiva, o povo fez a seguinte promessa: “Nenhum de nós dará sua filha a Binyamin por esposa.”

Após anos, os Sábios analisaram estas proibições e, sob inspiração Divina, chegaram a conclusão que os casamentos eram proibidos apenas por um certo período. Os casamentos entre as tribos foram proibidos por quatorze anos, tempo marcado pela ausência de uma demarcação fixa de terra que seria mais tarde destinada a cada tribo, o que naquela época impossibilitava as transferências de terra. Passado este período, a transferência das terras tornou-se viável.

Os Sábios também provaram, que a promessa de não casar-se com a tribo de Binyamin era apenas para aquela geração, pois disseram: “Nenhum de nós” – e não “Nenhum de nosso filhos”.

As duas permissões foram dadas no mesmo dia: em Tu Beav. Por isso, este dia foi marcado por grande alegria e união entre nosso povo.

3 – O dia em que foi permitida a subida à Jerusalém

O perverso rei de Israel, Yerovam ben Nevat, havia retirado o trono real de Jerusalém, que D’us havia indicado como o centro do povo. Este postou dois bezerros de ouro, um em Dan e um em Bet El, para que o povo os idolatrasse. Contudo, muitas pessoas do povo continuaram subindo para Jerusalém, que sempre fora o centro espiritual do povo. Para impedi-los de ir a Jerusalém, Yerovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos que as levavam até lá.

Estes obstáculos existiram até os últimos dias do reinado de Israel, quando o rei Hoshea ben Ela os anulou, e declarou: “Todo aquele que deseja subir a Jerusalém, que suba”. Isto ocorreu no dia de Tu Beav, e foi motivo para grande alegria.

Apesar deste grande feito, o rei acabou sendo castigado. Antes dele, o povo também era idólatra, porém, a culpa recaiu sobre o rei, que não permitia que eles fossem a Jerusalém a procura de sua verdadeira espiritualidade. Hoshea permitiu que subissem a Jerusalém, dizendo “quem quiser – que vá”. Porém, sua obrigação como rei era encorajar o povo a fazê-lo, coisa que nem ele mesmo fazia, por também não andar no bom caminho. Enquanto a culpa pertence ao indivíduo, D’us não castiga o povo. Porém, quando Hoshea anunciou a permissão, todo o povo foi culpado por não ter subido à Jerusalém, e por este motivo, acabaram sendo exilados.

4 – O dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo

Após a reconstrução do Segundo Templo Sagrado, nos dias de Ezra e Nechemia, era grande a dificuldade de encontrar árvores para utilização da madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada. Por isso, quando alguém doava lenha ao Templo, seu ato era meritório e muito festejado. Afinal, se não houvesse lenha não haveria possibilidade de oferecer sacrifícios, e o ofício do Templo teria que ser cancelado. Tão significativa era a importância deste ato, que os inimigos, desejosos de arruinar os serviços do Templo Sagrado, impediam as pessoas de chegar com lenha a Jerusalém.

O última dia do ano em que cortava-se lenha para o Templo era o dia quinze de Av. Após esta data, o calor do sol já não era tão intenso, e as madeiras, que não estavam tão secas, corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar. Portanto, o último dia de verão, em que a mitsvá das lenhas era terminada, era festejado com grande alegria.

5 – Os mortos de Betar foram enterrados

Adriano, o perverso imperador romano, havia feito um genocídio na cidade de Betar, e para ter maior prazer com a derrota dos valentes sábios judeus, deixou seus corpos abandonados, jogados em um vinhedo. Após um certo tempo, ascendeu um novo rei que permitiu que estes corpos fossem finalmente enterrados. Todo o povo uniu-se para cuidar do enterro de seu irmãos. Isto ocorreu no dia de Tu Beav.

Nesta data, os Sábios acrescentaram a bênção de Hatov Vehametiv – o “Bom que faz o bem”, no Bircat Hamazon. E explicaram: “O Bom” – pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados. E “que faz o bem” – pois fez com que acabassem sendo enterrados.

Assim como nós abençoamos D’us pelos milagres que faz, devemos abençoa-lo por acontecimentos que não nos parecem tão positivos, e acreditar que tudo que vem Dele é para o bem.

*Fonte: Pt.Chabad.org.br

AV-  Tisha B´av

Este ano  5777

 *(agradecemos ao Rabino Begun  por nos fornecer o horário do jejum)

31 de julho – início do jejum 17:44

1 de agosto -término do jejum 18:09

Quando começa o mês de Av, limitamos ainda mais nosso júbilo, a ponto de evitar qualquer coisa que possa nos alegrar. Assim, não plantamos árvores destinadas a dar sombra, ou somente pela sua beleza. Da mesma forma, não empreendemos qualquer construção ou projetos para reforma da casa apenas pelo luxo, como redecorar ou pintar a residência. Entretanto, se a pessoa não tem onde morar, pode construir uma casa neste período.

É proibido comprar, costurar, tecer ou tricotar novas roupas – mesmo se a pessoa pretende usar esta roupa somente após Nove de Av. Não se pode nem mesmo comprar uma roupa usada, se a compra for feita por causa de sua beleza. A proibição de adquirir uma roupa nova é mais rigorosa que vestir algo novo que foi comprado previamente.

Deve-se assinalar, entretanto, que estas restrições referem-se apenas a situações onde nenhuma mitsvá esteja envolvida. Com a finalidade de cumprir um mandamento – como por exemplo, adquirir roupa nova para uma noiva ou noivo, ou construir uma casa para eles – estas coisas são permitidas. Se houver motivo para temer que o preço da roupa subirá após Nove de Av, pode-se comprar quaisquer roupas que desejar, mas não se deve usá-las até depois de Nove de Av.

A partir de Rosh Chôdesh Av não se pode lavar roupas, mesmo se forem ser usadas até depois de Nove de Av. Se restar apenas uma muda de roupas, porém, estas podem ser lavadas após Rosh Chôdesh, até a semana que inclui Nove de Av.

Uma pessoa que transpire profusamente e precise mudar a camisa diariamente deveria preparar uma certa quantidade de camisas, e vestir cada uma delas por alguns instantes antes de Rosh Chôdesh. Poderá então usá-las durante a semana em que cair Nove de Av.

Além da proibição de terem o cabelo cortado, os adultos também estão proibidos de cortar o cabelo das crianças, começando a 17 de Tamuz, e de lavar as roupas dos filhos a partir de Rosh Chôdesh Av. As roupas de bebês, entretanto, podem ser lavadas – mesmo durante a semana em que cai o Nove de Av. Se possível, não se deve lavar grandes quantidades, e não se deve fazê-lo publicamente.

É proibido calçar sapatos novos a partir de Rosh Chôdesh. Entretanto, calçados adquiridos especialmente para o Nove de Av – como por exemplo, feitos de lona ou borracha – podem ser usados mesmo se forem novos.

Pode-se realizar um noivado durante este período, mas não é permitido realizar uma celebração com refeição festiva.

A partir de Rosh Chôdesh até depois de Nove de Av é proibido comer carne ou beber vinho, pois durante este período os sacrifícios e libações no Templo Sagrado cessaram. Pelo costume, esta proibição expandiu-se para incluir alimentos cozidos com carne. Entretanto, pode-se ingerir alimentos que foram preparados numa panela de carne. O costume sefaradita é manter este rigor apenas na semana que inclui Nove de Av. Em uma refeição festiva servida por ocasião de uma circuncisão, pidyon haben, bar mitsvá, ou na conclusão do estudo de um tratado talmúdico, etc. – pode-se comer carne e beber vinho.

Começando em Rosh Chôdesh, é costumeiro para os abatedores rituais deixar as facas de lado. Durante este período, são abatidos animais somente para pessoas doentes, ou para uso em uma refeição festiva.

Costuma-se não usar vinho, mas cerveja, para o serviço de Havdalá.

Começando em Rosh Chôdesh Av [segundo o costume sefaradita, começando com a semana que inclui Nove de Av], não se pode banhar o corpo inteiro – nem mesmo em água fria. Não nos banhamos em piscina, rio, ou mar. Entretanto, se Rosh Chôdesh cair numa sexta-feira, pode-se banhar em água morna em honra ao Shabat.

A proibição acima refere-se especificamente a banhar-se por prazer. Quem precisar banhar-se por razões de saúde – como uma pessoa que recebeu ordens do médico para banhar-se – ou um operário cujo trabalho o faça ficar sujo, pode fazê-lo durante este período.

Na sexta-feira antes de Shabat Chazon – o Shabat imediatamente anterior a Nove de Av – é proibido lavar o corpo inteiro, mesmo em água fria. Pode-se lavar o rosto, as mãos e os pés em água fria. Quem costuma se lavar antes do Shabat com água quente pode usá-la também nesta sexta-feira, mas apenas para lavar o rosto, as mãos e os pés.

Quem costuma imergir num micvê na sexta-feira, pode fazê-lo na sexta-feira do Shabat Chazon também. Entretanto, alguém que apenas ocasionalmente imerge às sextas-feiras, não deve fazê-lo nesta sexta-feira.

Shabat Chazon

O Shabat que precede Nove de Av é chamado Shabat Chazon, pois a Haftará lida neste Shabat é extraída do primeiro capítulo de Yeshayahu, que começa com as palavras Chazon Yeshayahu. Esta haftará é a última das três leituras dos Profetas que falam das calamidades que se abateram sobre Israel, e que são lidas antes de Nove de Av. Costuma-se chamar o líder da congregação para ler a haftará de Chazon.

O versículo – Como posso suportar sozinho o trabalho que me dais, a vossa carga e a vossa contenda (Devarim 1:12), encontrado na porção semanal da Torá lida neste Shabat, é costumeiramente cantado com a lamentosa melodia do cântico de Meguilat Echá. Em algumas comunidades, esta melodia também é usada para entoar a haftará inteira; em outras comunidades, esta melodia é usada apenas para os versículos de admoestação dentro da haftará.

Pode-se comer carne e beber vinho em todas as três refeições no Shabat Chazon, mesmo se coincidir com o próprio Nove de Av [neste caso o jejum é adiado até o dia seguinte]. Entretanto, seudá shelishit – a terceira refeição do Shabat – não deveria ser estendida até a noite, como é habitual nos outros Shabatot. Ao contrário, a refeição deve ser encerrada antes do pôr-do-sol.

Quando Shabat Chazon cai no dia que antecede Nove de Av, a Havdalá inteira não é recitada na conclusão do Shabat, ou seja, não recitamos a bênção sobre o vinho ou sobre especiarias. Ao contrário, apenas a bênção sobre a criação do fogo [borê meorê haesh] é feita. No encerramento de Nove de Av, são recitadas as bênçãos sobre o vinho e a bênção que diferencia entre o sagrado e o secular [hamavdil ben côdesh lechol]. Mulheres que não rezam Ma’ariv devem recitar Baruch hamavdil ben côdesh lechol no sábado à noite, antes de fazer qualquer serviço.

AS LEIS DE 9 de AV:

Há cinco coisas proibidas em Nove de Av: comer e beber, lavar-se, untar-se com óleo, vestir sapatos de couro e coabitar.

Não há diferença entre a noite (da véspera) e o dia de Nove de Av. Pode-se comer sómente antes do pôr-do-sol na véspera de Nove de Av; o crepúsculo é considerado como noite, e alimentar-se é proibido.

Todos devem jejuar em Nove de Av, incluindo mulheres grávidas e mães em fase de amamentação. Quem estiver doente, porém, pode comer, mesmo se sua doença não lhe ameaça a vida. Entretanto, uma pessoa doente deve abster-se de comer iguarias e deveria ingerir somente o que for absolutamente necessário para seu bem-estar físico.

Se Nove de Av cai num domingo e uma pessoa doente precisa comer durante o jejum, deve recitar Havdalá antes de comer [pois Havdalá não é recitado na noite anterior por causa de Nove de Av].

A pessoa não pode enxagüar a boca em Nove de Av, até o fim do jejum.

Lavar-se por prazer é proibido, tanto em água quente quanto fria. Entretanto, se as mãos estão sujas, pode lavá-las. Pode também lavar as mãos após levantar-se pela manhã como faz todos os dias, bem como após usar o banheiro. Entretanto, não pode lavar a mão inteira, mas apenas os dedos. Com os dedos ainda úmidos, pode lavar os olhos com eles. Se os olhos estão sujos, pode enxagüá-los como faz normalmente.

Se a pessoa estiver cozinhando e preparando comida, pode lavar os alimentos, pois a intenção não é lavar as mãos.

A proibição de calçar sapatos aplica-se àqueles de couro. Sapatos feitos de lona ou borracha podem ser usados. Porém, se são cobertos de couro ou se têm solas de couro, não podem ser usados. Se alguém está caminhando em local repleto de espinhos ou numa área povoada de não-judeus [onde sua aparência poderia ser ridicularizada], pode calçar sapatos normais nestes locais.

É permitido banhar um bebê e aplicar óleo em sua pele, da maneira que normalmente é feito.

Todas as proibições acima mencionadas se aplicam a partir do pôr-do-sol na véspera de Nove de Av até o final do jejum.

Como se explicou acima, o estudo de Torá é proibido em Nove de Av porque o estudo de Torá traz alegria à pessoa. Entretanto, pode-se estudar o terceiro capítulo do tratado Mo’ed Catan, que fala das leis de luto e excomunhão. Pode-se também estudar o Midrash do Livro de Echá; Echá com seus comentários, e Iyov com seus comentários, pois estas obras despertam um sentimento de tristeza no leitor. Pode-se também estudar os capítulos de admoestação e calamidades registradas em Yirmiyahu; entretanto, deve-se ter o cuidado de pular aqueles versículos que falam de consolação. A pessoa pode também estudar os trechos do Talmud sobre a Destruição, registrada no Tratado Guitin.

Não se deve cumprimentar um amigo e perguntar como vai em Nove de Av, e não se deve nem dizer “bom dia.” Se alguém for cumprimentado, porém, pode responder para não ofender os sentimentos, mas em um tom de voz baixo. É proibido também enviar presentes em Nove de Av.

Em Nove de Av, é costume abster-se de fazer qualquer trabalho que deva ser feito em um período longo de tempo, pois empenhar-se nesse tipo de atividade distrai a pessoa de sentir tristeza. Deve evitar este tipo de serviço na noite da véspera de Nove de Av, e até o meio-dia de Nove de Av. Após meio-dia, este tipo de trabalho não é habitualmente proibido, mas mesmo assim é recomendável que a pessoa seja severa consigo mesma e evite este trabalho até que termine o jejum.

Da noite de Nove de Av até meio-dia, deve-se sentar no chão ou sobre um banquinho com altura não maior que três larguras de mão.

Deve-se evitar andar pelas ruas ou ir ao mercado, para não conversar à toa e assim distrair-se do sentimento de luto. Deve-se certamente evitar atividades que possam levar à leviandade.

Alguns seguem o costume de não dormir em uma cama em Nove de Av; em vez disso, dormem em colchões colocados no chão. Em qualquer dos casos, a pessoa deve variar seus hábitos de dormir; por exemplo, se costuma dormir com dois travesseiros, deve usar apenas um. Algumas pessoas colocam uma pedra sob o travesseiro ou colchão, como forma de relembrar a Destruição do Templo.

É costume iniciar somente após meio-dia o preparo dos alimentos que serão comidos quando terminar o jejum.

Não se deve cheirar perfumes ou especiarias em Nove de Av, nem fumar em público.

Não se deve vestir roupas bonitas em Nove de Av, mesmo que a roupa não seja nova.

Muitos têm o costume de lavar o chão e limpar a casa após meio-dia em Nove de Av, em antecipação da Redenção que aguardamos. Além disso, é uma tradição que o Mashiach nascerá em Nove de Av.

Costuma-se dizer que a pessoa que come ou bebe em Nove de Av sem ter de fazê-lo por razões de saúde não merecerá ver o júbilo de Jerusalém. E quem prantear sobre Jerusalém merecerá ver sua felicidade, como promete o versículo (Yeshayahu 66:10): “Rejubile-se grandemente com ela, todos que por ela pranteiam.

Fonte: Pt.Chabad.or