Purim 5778 – Purim começa na noite de quarta-feira, 28 de fevereiro e continua até quinta-feira, 1º de março de 2018 (2 de março em Jerusalém)

Purim

Taanit Esther 5778 – 28 de Fevereiro 2018

Duração
O jejum começa antes do amanhecer e termina após o anoitecer.
Significado
Mordechai, conselheiro do rei da Pérsia, Achashverosh, vestido de andrajos e cinzas, conclamou os judeus para retornar à Torá.

Sua prima, a rainha Ester, jejuou em penitência por três dias e pediu ao povo judeu que fizesse o mesmo. Só então encaminhou-se até o rei para acusar Haman de querer matar seu povo.

Os judeus obtiveram permissão para se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o. Para relembrar este dia de prece e jejum que precedeu a vitória, nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

 

MACHATZIT HASHEKEL

Antes da prece de Minchá é costume doar três moedas de meia unidade monetária para tsedacá, em lembrança do meio-shekel que cada um deveria doar para o Templo Sagrado. Para quem esquecer ou não estiver presente na sinagoga, poderá realizar este costume na manhã de Purim, antes da leitura da Meguilá ou durante o dia.

Quando Comemora-se

Em 14 a 15 de Adar.

A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”

Significado

Origina-se da palavra “Pur”, sorteio. Referente a data em que Haman sorteou e marcou para o aniquilamento de todo o povo judeu. Na verdade, transformou-se na data de sorte do povo judeu, quando então foi salvo e saiu-se vitorioso. Esta data marcou para sempre o dia em que comemora-se com grande alegria a festa de Purim.

Embora costumemos nos vestir com roupas de festa, Purim não apresenta as restrições de trabalho dos feriados. Apesar disso, é muito bom se você conseguir não trabalhar neste dia e se concentrar na festa e suas mitsvot.

Nota: Se você está passando Purim em Jerusalém, as leis variam, clique aqui para ver os detalhes.

A história resumida:
O império persa do 4º século AEC abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o Rei Achashverosh mandou executar sua esposa, a Rainha Vashti, por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha – embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.
Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman.
Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender, jejuar e rezar a D’us. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judaica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos.

Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram.

Preceitos:

Leitura da Meguilá

Deve-se ouvir duas vezes a leitura da Meguilá de Ester: uma na noite de Purim, e a outra pela manhã.

Mishlôach Manot

Envia-se alimentos a pelo menos um amigo no decorrer do dia de Purim que devem ser de duas espécies (fruta, massa e/ou bebida), prontos para consumo e entregues através de um mensageiro.

Matanot Laevyonim

Doa-se uma certa quantia em dinheiro para pelo menos dois carentes no decorrer do dia de Purim. Caso não se encontre ninguém nestas condições, a doação deve ser colocada em uma caixinha de tsedacá.

Refeição Festiva

Uma refeição festiva é realizada ainda durante o dia de Purim e deve conter pão, vinho e carne.

Costumes

Reco-Reco

Toda vez que o nome de Haman (acompanhado de um adjetivo) for mencionado durante a leitura da Meguilá, faz-se barulho com o reco-reco ou outros instrumentos sonoros.

Fantasia

Purim é uma festa feliz e fantasiar-se é uma maneira alegre e divertida de aumentar ainda mais a alegria do milagre ocorrido. Existem dois tipos de milagre: aquele que é óbvio e aquele que está oculto pela Natureza. Purim pertence a segunda categoria. Nos fantasiamos para reafirmar que a Natureza nada mais é além de uma “fantasia” da mão Divina.

Proibições

É proibido jejuar em Purim. Reserva-se o dia, ou grande parte dele, para realizar todas as mitsvot referentes à festa. Qualquer trabalho desnecessário deve ser evitado ao máximo.

Fonte: Pt.Chabad.org

Foto: Elena Flerova

Uma escalada possível

Baseado no versículo, “os judeus acamparam no Sinai frente à montanha…”, o Rabi de Karlin declarou: “Onde existe uma tentativa de estabelecer o Judaísmo, haverá montanhas de obstáculos.”

De fato, o termo hebraico para serviço Divino é Avodat Hashem que literalmente significa “trabalhar para D’us”.

Cumprir os mandamentos Divinos não é fácil. Não era mesmo para ser fácil. O homem deve conseguir sua recompensa suprema através de trabalho duro. Realizar a vontade Divina é tarefa difícil porque consiste de auto-restrições, paixões subjugadas e tentações vencidas. Isso foi transmitido simbolicamente quando da Revelação Divina no Sinai. A Torá foi outorgada com o povo em frente à montanha. Devemos fazer um esforço para ascendermos à Torá.

O Talmud nos diz que o Sinai era a menor das montanhas. Isso também é significativo. Embora cumprir a vontade Divina possa exigir que façamos uma escalada, e essa possa de fato ser enérgica, mesmo assim está ao nosso alcance. A Torá não foi outorgada sobre uma montanha tão alta que a subida estivesse além da capacidade de qualquer pessoa.

Podemos cumprir a vontade Divina; precisamos apenas fazer o esforço.

  • Fonte: chabad.org.br

Tu Bishvat 15 de Shevat 5778 – 31 de janeiro 2018

O Ano novo das árvores

Dia 15 de Shevat é o Ano Novo das Árvores.

Segundo a lei judaica, há um ciclo agrícola de sete anos, concluindo com o ano sabático.

Quando o Templo Sagrado estava de pé em Jerusalém, nos anos um, dois, quatro e cinco desse ciclo, os fazendeiros eram conclamados a separar um décimo da sua produção e comê-la em Jerusalém. Este dízimo é chamado Maaser Sheni, o Segundo Dízimo , porque é em edição aos (dois por cento que devem ser dados aos Cohanim, e aos) dez por cento que são dados ao Levitas. No terceiro e no sexto anos do ciclo, em vez de os proprietários comerem o Maaser Sheni em Jerusalém, eles davam este segundo dízimo aos pobres, que tinham permissão de consumi-lo onde quisessem. [No ano sabático, não são separados dízimos. Toda a produção que cresce durante este ano não tem dono e está livre para qualquer pessoa pegar.]

Portanto era de vital importância que o novo ano começasse para a produção. Nossos rabinos estabeleceram que um fruto que brotava antes de 15 de Shevat é produto do ano anterior. Se brotasse depois, era produto do “ano novo”. [Em comparação, cereais, vegetais e legumes têm o mesmo Ano Novo que os seres humanos, o 1º de Tishrei.]

Por que é assim?

Na região do Mediterrâneo, a estação chuvosa começa com a Festa de Sucot. Leva aproximadamente quatro meses (de Sucot, 15 de Tishrei, até 15 de Shevat) para as chuvas da nova estação saturarem o solo e as árvores produzirem frutos. Todos os frutos que brotarem antes são produto das chuvas do ano anterior, e são separadas como dízimo junto com as colheitas do ano anterior.

Embora esse dia seja Rosh Hashaná para as árvores, conferimos uma importância especial a este feriado porque “O Homem é [comparado à] árvore do campo” (Devarim 20:19). Cultivando raízes fortes – fé e comprometimento a D’us – produzimos muitos frutos – Torá e mitsvot.

Leis e Costumes

Neste dia é costume partilhar os frutos pelos quais a Terra Santa é louvada (Devarim 8:8): azeitonas, tâmaras, uvas, figos e romãs. Se provar qualquer um desses frutos pela primeira vez na estação, lembre-se de recitar a bênção Shehecheyanu. (Uma bênção recitada em ocasiões festivas, agradecendo a D’us por “nos sustentar e nos permitir chegar a essa ocasião.” Esta bênção é recitada antes da bênção padrão Há’etz, recitada sobre os frutos.

Devido à natureza festiva do dia, omitimos as seções Tachanun (pedidos de perdão e confissão) das preces.

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Há diversas formas de comemorar este dia tão especial em nosso calendário. Refletir sobre a imensidão dos milagres encontrados na natureza, já é um forte motivo para celebrar a data de Tu Bishvat.

Preservar a natureza, plantar árvores, transmitir amor e cuidados com as plantas, também é positivo. Mas comemoramos o aniversário das árvores agradecendo ao Criador pelas bênçãos que nos envia nos fornecendo sustento e abençoando todas Suas criaturas através da ingestão de novos frutos, conforme o costume askenazita, ou conforme os sefaraditas. Estes seguem a comemoração cabalística originária da cidade de Tsefat, que toma a forma de um sêder, similar ao de Pêssach, onde cerca de 12 frutas seguem uma determinada ordem de degustação, acompanhadas por leituras específicas.

As doze frutas

Trigo
É a base de sustento, mas necessita de muito trabalho para crescer, ser colhido e processado (a cevada, embora não esteja incluída neste sêder, é uma das sete espécies pelas quais Israel é enaltecida. Usada com frequência para alimentar animais, sua designação para o ômer inspira nossos esforços na subjugação de nosso instinto animal).

Azeitona
Fornece o melhor óleo quando o fruto é esmagado. O azeite flutua sobre outros líquidos.

Tâmara
É frequentemente uma metáfora para a retidão, pois a tamareira é alta, frutífera e impenetrável a mudança de ventos, assim como devemos ser.

Uva
Possui a capacidade de transformar-se em diferentes tipos de alimentos (passas) e bebidas (vinho), da mesma forma como cada um possui o potencial de êxito em algum aspecto da Torá e no cumprimento de seus preceitos e pode ser especial a sua maneira.

Figo
Deve ser colhido assim que amadurece, pois logo estraga. Analogamente, devemos ser rápidos nas mitsvot (preceitos) à mão antes que a oportunidade seja perdida.

Romã
Assim como as mitsvot, a romã possui 613 sementes (se você tiver paciência de contar!) lembrando que “mesmo a pessoa que possui falhas, está repleta de méritos, assim como uma romã é repleta de sementes.”

Etrog
É considerado extremamente belo e é fundamental na festa de Sucot. A cidra permanece na árvore durante todo o ano, beneficiando-se de todas as estações, ensinando que devemos ser autênticos o ano todo.

Maçã
Ela leva 50 dias para amadurecer, do mesmo modo que os judeus levam 50 dias para amadurecerem entre a saída do Egito em Pêssach e Shavuot, preparando-se para o recebimento da Torá. Assim como a macieira produz frutos antes das folhas, assim devemos cumprir mitsvot sem o pré-requisito da compreensão, conforme afirmamos na outorga da Torá: “Nassê venishmá”, “Faremos [e depois] entenderemos.”

Noz
A noz divide-se em quatro, correspondendo às letras do Tetragrama e às quatro “rodas da Carruagem Divina”. Como possuem duas cascas que devem ser removidas, uma dura e outra mole, assim também devemos sofrer a circuncisão física e espiritual.

Amêndoa
Significa entusiasmo em servir a D’us, pois a amendoeira é sempre a primeira a florescer. É por isto que o cajado de Aharon fez brotar especificamente amêndoas.

Alfarroba
Demora mais para crescer que qualquer outra fruta. Lembra-nos da necessidade de investir muitos anos no estudo da Torá para obter um entendimento claro e valioso.

Pêra
Pêras de diferentes cepas ainda mantêm muita afinidade, nos ensinando a importância de nos mantermos coesos promovendo a união de nosso povo.

*Fonte: pt.Chabad.org

Devemos ser responsáveis uns pelos outros

-Por Rabino Menachem M. Schneerson, O Luibavitcher Rebe

Os judeus são mutuamente responsáveis uns pelos outros. Da mesma maneira, a vida diária da pessoa não é um assunto privado, mas afeta todos os outros judeus. Ainda mais quando o individuo em questão pertence à geração jovem, repleta de energia e rica em oportunidades, especialmente no estágio da vida em que a pessoa ainda não tem o peso das responsabilidades econômicas.

É portanto dever de todo judeu, especialmente alguém em sua posição, fazer todo o possível para divulgar Yiddishkeit, i.e., o real cumprimento das mitsvot maasiyot [observância prática das mitsvot]. em seu círculo imediato e no ambiente em geral; conscientizar outros de que Yiddishkeit não é algo a ser lembrado em determinadas ocasiões, ou em certos dias do ano, como Shabat e Yom Tov ou nas “Grandes Festas”, mas algo a ser vivido e praticado todo dia.

Além disso, tais esforços não apenas são canais para receber as bênçãos de D’us para as próprias necessidades, mas também são vitais para o bem-estar e sobrevivência de nosso povo como um todo, o que você deve expressar.

Tendo em vista o acima, não está fora de cogitação perguntar: O que você – com a sua educação e oportunidades – tem feito nos últimos meses e anos, sobre as linhas indicadas acima? Tem utilizado todas as suas capacidades e oportunidades, não apenas em sua família imediata, mas também entre os amigos e associados, para que sejam imbuídos pelo amor e temor a D’us que vivam segundo a Torá e mitsvot?

Ficarei feliz em receber boas notícias suas, que de fato é ativo e sempre numa medida crescente, como fomos instruídos “Maalin b’Kodesh [a pessoa deve se elevar ainda mais em questões de santidade – Berachot 28 a].”

Quanto às minhas opiniões pessoais sobre este ou aquele movimento, não vejo como isso pode dizer respeito ao cumprimento de seus deveres e obrigações, como mencionado acima, que certamente estão bem claros.

Embora Hashem tenha nos dado o intelecto para usarmos, nem todo tipo de uso do intelecto é desejável. A pessoa poderia usá-lo de maneira prejudicial, ou simplesmente desnecessária. Em vez disso, o intelecto deve ser usado construtivamente, para o estudo de Torá e buscando o cumprimento das mitsvot, não desperdiçado em distrações tolas. A curiosidade intelectual é uma característica humana, mas para trazer benefício a si mesmo e aos outros deve ser educada e direcionada adequadamente.

Assim, conforme discutido no Tanya, cap. 41, ao colocar o Tefilin a pessoa deveria se comprometer a “não usar a sabedoria e entendimetno da alma para qualquer propósito que não seja somente o de Hashem.

Jejum 10 de Tevet 5778 – 28 de dezembro de 2017

 

Começa ao nascer do sol de  Quinta-feira, 28 Dezembro, 2017
Termina ao anoitecer de  Quinta-feira, 28 Dezembro, 2017

Trabalho é permitido

No 10º dia do mês judaico de Tevet, no ano 3336 da Criação (425 AEC), os exércitos do imperador da Babilônia Nevuchadnezzar fizeram um cerco a Jerusalém. Trinta meses depois – em 9 de Tamuz de 3338 – as muralhas da cidade foram arrasadas e em 9 de Av daquele ano o Templo Sagrado foi destruído.

O povo judeu foi exilado na Babilônia durante 70 anos. O dia 10 de Tevet é observado como um dia de jejum, luto e arrependimento. Abstemo-nos de comida e bebida, do amanhecer até o anoitecer, e acrescentamos selichot e outros suplementos especiais às nossas preces. Mais recentemente, 10 de Tevet foi escolhido para servir também como “dia geral de kadish” para as vítimas do Holocausto, muitas das quais se desconhece o dia de martírio.

Um antigo costume judaico, que foi revivido pelo Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, é peonunciar palavras de inspiração e incentivar o arrependimento nos dias de jejum. Apresentamos aqui nossa modesta contribuição ao nosso dever como judeus, de refletir sobre o significado dos trágicos eventos da nossa história, e assim ficarmos motivados, encorajados e sim – até mesmo inspirados:

Maimonides relata que todos os dias de jejum se transformarão em festas e dias de celebração, implicando que sua mensagem interior seja positiva.  De fato, assim como o Rabino Shneur Zalman menciona em seu Igueret HaTeshuvá, um dia de jejum é um ‘dia propício’.  Dentre as dimensões positivas de dias de jejum está que são dias de teshuvá, arrependimento e retorno.

“Teshuvá tem o poder de terminar o exílio e trazer a Redenção.”
(Lubavitcher Rebe, 10 Tevet, 5752-1991)

 

Fonte: pt.chabad. org

Trabalho Passivo – Baseado nos Ensinamentos do Lubavitcher Rebe


Moshê instruiu o povo de Israel: Em seis dias o trabalho será feito; mas o sétimo dia será para vós sagrado
Não “Trabalharás em seis dias”, mas “Em seis dias o trabalho será feito”. A forma passiva sugere que mesmo durante os seis dias de trabalho da semana, quando o judeu tem permissão e é obrigado a trabalhar, ele deveria estar ocupado, mas não preocupado com seus esforços materiais.
É assim que o ensinamento chassídico interpreta o versículo (Tehilim 128:2): “Se comeres o trabalho de tuas mãos, serás feliz e tudo irá bem contigo.” O que o Rei David está implicando, dizem os mestres chassídicos, é que o trabalho no qual a pessoa se engaja para suas necessidades materiais (portanto “se comeres”) deve ser apenas “de tuas mãos” – uma atividade do homem exterior, não um envolvimento interior. As “mãos” e “pés” da pessoa deveriam atender a seus esforços materiais, ao passo que os pensamentos e sentimentos permanecem conectados com as coisas Divinas. Este é o mesmo conceito que o implicado no versículo “Em seis dias o trabalho será feito”. A pessoa não faz o trabalho; ele é “feito” – como se por sua livre vontade. O coração e a mente estão em outra parte, e somente as faculdades práticas da pessoa estão envolvidas no trabalho.
O judeu trabalha não para :ganhar o sustento”, mas somente para criar um keli (recipiente) para receber as bênçãos de D’us . É isso que a Torá quer dizer com “E o Senhor teu D’us te abençoará em tudo que fizeres”. O homem não é sustentado por seus próprios esforços, mas pela bênção de D’us ; é que D’us somente deseja que Sua bênção se realize em, e através, de “tudo aquilo que fizeres”. O trabalho do homem simplesmente fornece um canal natural para a Divina bênção do sustento, e o homem deve sempre lembrar-se que nada mais é que um canal. Embora suas mãos preparem o canal, sua mente e coração devem permanecer concentrados na origem da bênção.
Os mestres chassídicos levam este conceito um pouco mais além. Na verdade, dizem eles, o homem não deveria realmente ter permissão de trabalhar. Pois sobre D’us está escrito: “Eu preencho os céus e a terra” e “A terra inteira está repleta de Sua glória”Portanto, é somente porque a própria Torá permite, na verdade ordena” “Em seis dias o trabalho será feito” e “O Senhor teu D’us te abençoará em tudo que fizeres”, que o trabalho é permitido e desejável.

*(Fonte: Chabad.org.br)

Chanucá 5778 (12 a 20 de dezembro, 2017)

Chanucá significa, literalmente, “Inauguração”. A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os macabeus “chanu” (descansaram) das batalhas no “cá” (25º dia) de Kislêv.

Duração: 8 dias.
Por que comemora-se
Antiocus, rei da Síria, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande. Pressionou os judeus a aceitarem a cultura greco-helenista, proibindo o cumprimento das mitsvot (preceitos) da Torá e forçando a prática da idolatria pagã.
Antiocus foi apoiado por milhares de soldados de seu exército. Em 165 AEC, os Macabeus, corajosos lutadores oriundos de uma família de muita fé, os Chashmonaim, apesar do antagonismo esmagador, saíram vitoriosos de uma batalha travada contra o inimigo.
O Templo Sagrado, violado pelos rituais greco-pagãos, foi novamente purificado e consagrado e a Menorá (candelabro) reacesa com o azeite puro de oliva, descoberto no Templo.
A quantidade encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo óleo puro pudesse ser produzido e trazido ao Templo. Em lembrança destes milagres comemoramos Chanucá durante oito dias.

Sobre Chanucá
Por Eliyahu Kitov
Os oito dias da Festa de Chanucá começam em 25 de Kislev. As luzes são acesas toda noite durante os oito dias da festa.
Os Sábios (Shabat 21b) perguntaram: O que é Chanucá? Os Rabinos ensinaram: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são observados oito dias de Chanucá, durante os quais não são feitas eulogias e o jejum não é permitido. Pois quando os gregos entraram no Santuário, profanaram todos os azeites [usados para acender a Menorá]. E quando a Casa Hasmoneana prevaleceu e os derrotou, eles procuraram e encontraram apenas uma ânfora de azeite com o selo do Cohen Gadol – e esta jarra tinha azeite suficiente para queimar um dia. Mas ocorreu um milagre e o azeite ardeu durante oito dias.
No ano seguinte, os Sábios designaram estes oito dias como uma festa, com canções de louvor e agradecimentos. Durante o período do segundo Templo Sagrado, os reis gregos emitiram decretos rigorosos contra Israel, banindo suas práticas religiosas e proibindo-os de estudar Torá e cumprir as mitsvot. Eles roubaram o dinheiro e suas filhas, entraram no Santuário e os atacaram, profanando tudo que era ritualmente puro. Causaram grande angústia a Israel e oprimiram os judeus até que o D’us dos nossos pais teve misericórdia deles e os libertou, salvando-os das mãos de seus inimigos. A Casa Hasmoneana – os Cohanim Guedolim – prevaleceram, matando-os e salvando Israel das mãos deles. E eles nomearam um rei dentre os cohanim, e o reino de Israel foi restaurado por mais de duzentos anos, até a destruição do Segundo Templo Sagrado.
Foi no dia 25 de Kislev que Israel prevaleceu e venceu seus inimigos. Entraram no Santuário e encontraram apenas uma ânfora [de azeite] puro. Continha o suficiente para um dia, mas eles acenderam as luzes da Menorá e durou oito dias, até que prensassem azeitonas para extrair azeite puro (Rambam, Hilchot Chanuca 3).
Os Sábios daquela geração portanto decretaram que esses oito dias, começando em 25 de Kislev, fossem designados dias de júbilo e louvor, e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre. E estes dias são chamados de Chanucá – [inauguração, consagração; pode-se também interpretar a palavra como] chanu [eles descansaram] ca [no vigésimo quinto] – pois no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.
O Talmud declara que os dias foram designados para “prece e agradecimento”.
Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante Shacharit, as preces matinais em todos os oito dias de Chanucá. A obrigação de “agradecimento” é cumprida recitando-se Al haNissim que é inserido na prece Amida e no Bircat Hamazon, prece de Graças Após as Refeições quando se ingere pão, hamotsi.

Costumes de Chanucá

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Como Acender a Chanukiá:

Uma Chanukiyá tem oito braços numa fila reta de igual altura. O shamash (vela auxiliar), usado para acender a Chanukiyá, é colocado mais alto ou à parte das outras. Uma Chanukiyá que funcione com eletricidade pode ser usada como decoração de Chanucá, mas não cumpre a mitsvá (conexão com D’us) de acendimento da Chanukiyá.
Parte da mitsvá de Chanucá é a divulgação do milagre de Chanucá, portanto colocamos a Chanukiyá no batente oposto à mezuzá, ou numa janela, claramente visível do lado de fora. Velas podem ser usadas, mas devido ao seu papel no milagre de Chanucá, uma Chanukiyá com azeite é especialmente significativa.
Na primeira noite de Chanucá, reúna a família para o acendimento da Chanukiyá. Antes de acender, recite a bênção apropriada. Utilize o shamash para acender a primeira vela, no extremo direito da Chanukiyá.
Na segunda noite, acenda uma vela adicional à esquerda da vela acesa na noite anterior. Repita o mesmo processo a cada noite de Chanucá, onde a vela a ser acesa é sempre a nova, procedendo da esquerda para a direita. As velas devem arder durante pelo menos meia hora.
Se uma vela apagar durante o período em que deveria estar ardendo, deve ser reacendida. Na noite seguinte, os pavios e o azeite restantes podem ser reaproveitados.
A luz da chanukiyá é sagrada e não pode ser utilizada para outro fim, como leitura ou trabalho.
Acendimento na véspera e após o Shabat
Na tarde de sexta-feira, acendemos as velas de Chanucá pouco antes das velas de Shabat. (No Shabat, o sagrado dia de repouso, é proibido acender uma chama). A chanukiyá não pode ser tocada ou removida depois de seu acendimento na sexta-feira até sábado após o anoitecer. No sábado, as velas de Chanucá somente são acesas após o final do Shabat, depois que a prece de Havdalá é recitada.
Luzes, velas, ação!

Primeiro, acende-se o shamash, depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:
1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.

2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.
Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.
Em seguida, acendem-se as velas da chanukiyá com o shamash, da esquerda para a direita. Após acender as velas, coloca-se o shamash à esquerda da chanukiyá de modo que fique mais alto do que as chamas da chanukiyá, e recita-se:

Hanerot halálu ánu madlikin al hateshuot, veal hanissim, veal haniflaot, sheassíta laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim. Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen, êla lir’otan bilvad, kedê lehodot ul’halel leshimechá hagadol, al nissêcha, veal nifleotêcha, veal yeshuotêcha.
Nós acendemos estas luzes em virtude das redenções, milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes. Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas, e não nos é permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las, a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres, Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.

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Sevivon:

Antíoco decretou que cada aula de Torá era crime punível com morte ou prisão. Em desafio, as crianças estudavam em segredo, e quando as patrulhas sírias eram avistadas, fingiam estar jogando uma inocente brincadeira de pião, também conhecido como dreidel (em yidish) e sevivon (em hebraico).
As Letras
Todo sevivon possui quatro lados com uma letra hebraica em cada um deles. Cada letra é a inicial de uma palavra. As quatro letras são:
Nun primeira letra da palavra Nes, que significa “milagre”
Guimel primeira letra de Gadol, que significa “grande”
Hei primeira letra de Haya, que significa “era” ou “foi”
Shin primeira letra de Sham, que significa “lá”
Juntas, estas letras formam a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”.
Em Israel, ao invés da letra shin (para designar sham, lá), o sevivon possui a letra pei de pô, (aqui) para que as letras dos lados do pião forme a frase: “Um grande milagre aconteceu aqui”.
Atualmente
Uma vez que as crianças têm dinheiro e tempo livre, é natural que acabem brincando com o sevivon.
Mas o sevivon também tem uma mensagem especial: possui quatro lados, cada um com uma letra do alfabeto hebraico, formando a frase: “Um grande milagre aconteceu lá”, mostrando assim que, mesmo nos momentos de lazer, a pessoa deve lembrar que a Providência Divina dirige tudo, em todas as situações.

Chanucá Guelt:

Durante Chanucá é costume dar guelt (dinheiro) aos filhos, para ensinar-lhes a intensificar a caridade e as boas ações, e incrementar o espírito festivo da data.
Essa sutil forma de “suborno” é um componente essencial no processo educacional. Maimônides discute a importância de usar incentivos e prêmios até que uma criança tenha idade suficiente para entender por si mesma a importância e a beleza da Torá e mitsvot.
O dinheiro que damos as crianças, o guelt de Chanucá, celebra a liberdade e o mandato de canalizar a riqueza material para fins espirituais.
Chanucá guelt pode ser dado a qualquer tempo no decorrer de Chanucá (exceto no Shabat). Alguns têm o admirável costume de dar o guelt em todas as noites de Chanucá. Em Chabad, é costume dar toda noite, mas entregar uma soma maior na quarta ou na quinta noite.

Sonhos e Bolinhos de Batata:

Veja receitas para Chanucá: https://ongtora.com/culinaria/ 

Na festa de Chanucá há o costume de ingerir comidas fritas em óleo como bolinhos de batata (levivot ou latkes), e sonhos (sufganiyot). Estes alimentos são preparados e degustados em honra ao milagre que ocorreu com o azeite.

Pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo, são também apreciados, pois lembram os feitos de uma famosa heroína judia, Yehudit, na época do Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.

Israel encontrava-se sitiada pelo cruel e opressivo exército Greco-Sírio. Yehudit ajudou a assegurar a vitória para as forças judaicas, assassinando o terrível general do exército grego, Holofernes. Deu a ele queijo salgado para comer, acompanhado de vinho forte para eliminar sua sede. O vinho o “derrubou” fazendo-o cair em sono profundo. Yehudit então tomou de sua espada e o matou. Os soldados do general fugiram com medo. A vitória dos Macabeus seguiu-se a este ato de coragem

*( Fonte: pt.Chabad.org )

Imagem: Alex Levin-

Boris Dubrov