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Clamei a D’us em minha opressão, e Ele respondeu-me com conforto. Quando D’us está comigo, não temo o que qualquer mortal possa fazer-me” (Halel, Tehilim 118:5-6).

Nada é mais assustador que a solidão. Quando estamos sós, o mundo pode parecer apavorante, e mesmo sombras inofensivas podem tomar uma aparência ameaçadora.

“Mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, nada temerei porque Tu estás comigo” (Tehilim 34:4). Quando sabemos que D’us está conosco, podemos sentir-nos tão seguros como um bebê nos braços protetores da mãe. Mas para ter a Presença de D’us, devemos invocá-Lo, como diz o salmista (91:15): “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei.”

A prece sincera nos aproxima de D’us.

 

* Fonte: chabad.org.br

(Imagem: Robert Tanenbaum)

Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).

Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.

 

Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !

Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:

https://www.myzmanim.com

 

*( Fonte: pt.chabad.org)

Conta-se a história de um homem que foi descido a um poço profundo, cada vez mais baixo, até que a escuridão ficou tão densa que ele conseguia tocá-la com os dedos, a umidade e o frio que penetravam em seus ossos faziam-no tremer.
Finalmente, sem qualquer aviso, ele chegou ao fundo rochoso do poço. Quando o puxaram de volta, perguntaram: “Então, o que você encontrou ali?”
“Estava frio”, ele respondeu.
“O que mais?”
“Estava escuro”, ele respondeu.
“E o que mais?”
“O que mais querem?” disse ele. “Cheguei ao fundo e estava frio, escuro e cheio de sujeira!”
“Sabemos que é cheio de sujeira!” responderam eles. “É uma mina! E diga, onde estão os diamantes?”
Se você já leu sobre Tikun, retificação da alma, pode já deve ter entendido a história. Trata-se de nós, sobre como nossas almas caem num mundo fraturado, privado de luz.
Se você não sabe por que está aqui, às vezes tudo que consegue ver é sujeira. E não há escassez de sujeira neste mundo.
Mas se você sabe que está aqui numa missão, a suprema missão de resgatar as centelhas divinas perdidas e consertar o universo, e se você sabe que as pedras preciosas mais brilhantes são achadas nos lugares mais escuros e profundos – então a sujeira torna-se quase irrelevante. Tudo que você vê são os diamantes.
O primeiro lugar para procurar aqueles diamantes é sua própria casa, e então na sua comunidade. Quando você os encontrar ali, vai ver diamantes em toda parte.

*( Fonte: pt.Chabad.org)
* ( Photo : Elena Flerova )

Rosh Hashaná  5779 – 2018

 5779 – 2018

•Rosh Hashaná inicia-se antes do pôr-do-sol de  domingo, 9/9 e termina terça-feira, 11/9

• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia. • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

Primeira Noite de Rosh Hashaná – domingo, 9/9
Acendimento das Velas às 17h38 SP
Segunda Noite de Rosh Hashaná – segunda-feira, 10/9 • Na segunda noite, uma fruta da nova estação, que ainda não foi provada, é colocada sobre a mesa no horário do acendimento das velas e do kidush. Acendimento das Velas após 18h32 SP

**Demais Localidades acesse o link
http://pt.chabad.org/calendar/candlelighting.htm

*Atestado para as festas judaicas:

https://ongtora.com/atestado-para-as-festas-judaicas/

O Aniversário do Universo

Rosh Hashaná, considerado o aniversário do Universo, é na realidade o sexto dia da Criação, quando D’us criou o primeiro homem, Adam – o propósito de toda a Criação. O primeiro ato de Adam foi proclamar D’us como Rei do Universo. Por isso, a cada Rosh Hashaná coroamos
o Todo Poderoso como Regente do mundo, reafirmando nosso compromisso de servi-Lo apropriadamente. Assim como D’us completou a Criação no primeiro Rosh Hashaná, a cada Rosh Hashaná Ele reavalia a qualidade de nosso relacionamento com Ele, assumindo uma vez mais o sustento do mundo. Nisto se constitui o julgamento de Rosh Hashaná.

Nossos sábios explicam que em Rosh Hashaná somos julgados por D’us. Se merecedores,D’us nos inscreverá no Livro da Vida. Dez dias depois, em Yom Kipur, o Livro é selado. Pelo arrependimento sincero, preces e práticas de caridade, podemos suaviza

Véspera de Rosh Hashaná –
Neste dia distribui-se tsedacá aos pobres para que possam comprar o necessário para Yom Tov.
• Hatarat Nedarim (anulação de promessas) é realizada na sinagoga após Shacharit (a Prece Matinal), perante um tribunal de dez homens.
• Entre as compras feitas para Rosh Hashaná deve-se incluir uma fruta da nova estação que ainda não foi ingerida, para poder recitar a bênção de Shehecheyánu no acendimento das velas e no kidush da segunda noite

Hatarat Nedarim –
A cerimônia de Hatarat Nedarim anula qualquer promessa não cumprida por esquecimento ou força maior. É realizada antes de Rosh Hashaná para que o ano novo reinicie sem conexão com qualquer falha do passado.

Leis e costumes de Rosh Hashaná

Comemora-se Rosh Hashaná por dois dias, 1 e 2 de Tishrê –
• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia.
• Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).
• Em Rosh Hashaná os tefilin não são colocados.

A principal mitsvá de Rosh Hashaná é ouvir o toque do shofar. De acordo com a Torá deve-se ouvir pelo menos trinta toques. Porém é costume ouvir cem toques, trinta após a leitura da Torá e o restante durante e após o término das orações.
• Deve-se prestar atenção especial às bênçãos antes do toque do shofar e responder amên.
• Ao ouvir o toque do shofar, a pessoa deve ser despertada para retornar a D’us e proclamá-Lo como Rei do Universo.
• A partir do momento em que as bênçãos do shofar são recitadas até os últimos toques (no final do serviço religioso), os presentes devem permanecer em completo silêncio, sem conversar.
• Ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná
• Costuma-se usar chalot redondas em Rosh Hashaná simbolizando, entre outras razões, a coroação de D’us neste dia. Expressa-se também a esperança de que o ano novo seja perfeito e traga o melhor de tudo para cada um.
• Distribui-se um pedaço da chalá para cada participante, mergulhando-o no mel antes de comer. Isto é feito em todas as refeições da Festa. Antes de ingerir a chalá, pronuncia-se a bênção “Hamôtsi” .
• Na primeira noite de Rosh Hashaná, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel. Recita-se a bênção da fruta e um pedimos à D’eus nos nos dar um ano bom e dôce.
• Em Rosh Hashaná costuma-se comer coisas que simbolizam doçura, bênção e fartura. Portanto, vinho doce ou bebidas doces, peixe e carne gorda fazem parte desta refeição. (Não se come nada temperado com vinagre ou raiz forte para não
ter um ano amargo. Nozes também não.)
• Serve-se cabeça de peixe ou carneiro (na prática, a língua é utilizada) para representar o desejo de ser “cabeça”, sobressaindo-se com justiça e servindo de exemplo para todos.
• Tsimes, um prato de cenouras doces, também é servido. A palavra yidish para cenouras é meren, que também significa acrescentar. Assim, tsimes representa o desejo de possuir mais méritos que falhas
• Outros alimentos especiais são: alho-poró, acelga, tâmara, abóbora-moranga, feijão fradinho e romã.
• O bolo de mel é também uma sobremesa tradicional durante esta época
• Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur (Livro de Rezas). Acrescenta-se o parágrafo Yaalê Veyavô, lembrando a data de Rosh Hashaná (Yom Hazicaron).

Em Rosh Hashaná à tarde, logo após Minchá (a Prece Vespertina), é costume ir até um lago ou poço onde haja peixes, para recitar a prece de Tashlich e invocar a mercê Divina. Esta oração encontra-se no Machzor (Livro de Rezas) de Rosh Hashaná. A palavra tashlich advém do versículo: “Tu jogarás (tashlich) seus pecados
nas profundezas do mar.” A água simboliza bondade; e os peixes, com seus olhos sempre abertos, representam a vigilância constante da Divina Providência

No final do segundo dia de Rosh Hashaná recita-se a havdalá encontrada no Sidur, sem acender a vela trançada e sem cheirar as especiariasAcesse o Link abaixo e veja a brachá para os alimentos simbolicos de Rosh Hashaná

http://www.chabad.org.br/datas/rosh/indexA.html

*(Fonte Chabad.org.br)

 Jejum Guedalya

Este ano 2018 – 5779

Jejum de Guedalyá – quarta-feira, 12/9, das 4h56 até 18h21

Motivo do jejum: Guedalyá ben Achicam, governador de Israel, foi assassinado em Rosh Hashaná 3339, dois meses após a destruição do Primeiro Templo, causando a dispersão do povo judeu remanescente. Nossos sábios fixaram o jejum para o dia seguinte a Rosh Hashaná.

Comemora-se: Dia 3 de Tishrei

Duração: 1 dia. Inicia-se no dia seguinte a Rosh Hashaná, ao alvorecer, e termina com o surgimento das estrelas.

Obs: Se esta data ocorrer no sábado, o jejum é transferido para o domingo.

Os Dez dias de Teshuvá

Os dez primeiros dias do mês de Tishrei – os dois dias de Rosh Hashaná, os sete dias que se seguem e Yom Kipur – são época propícia para reparar falhas e nos aproximar de D’us, chamados de Dez Dias de Teshuvá.

Teshuvá: Significa retorno. O judaísmo enfatiza que a centelha Divina da alma é boa. Não se alcança o verdadeiro arrependimento por meio da severa auto-condenação, mas pela percepção de que nosso mais profundo desejo é realizar o bem de acordo com a vontade de D’us. Os sete dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur são oportunos para fazer teshuvá pelo ano que passou

 

* Fonte: chabad.org.br

*Imagem: Elena Flerova

Elul – Auditoria Espiritual

Elul é também o mês de balanço da alma e o serviço Divino exige profundo auto-conhecimento…

Caridade… lança um manto de proteção não apenas sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo…

“Prepare o trono sagrado” (Zohar).

A santidade exige preparação. Nossa principal tarefa não é criá-la mas sim nos tornarmos um receptáculo para a santidade, que surge de acordo com a maneira da preparação.

Elul é o último mês do ano judaico. Como preparação para Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, que vem logo em seguida. Elul é marcado por vários costumes especiais e tradições.

Elul é também o mês do balanço da alma. Um empresário ocasionalmente precisa calcular seu lucro e suas perdas, bem como fazer um balanço detalhado. Nós também precisamos conduzir uma auditoria anual do estado de nossa “empresa” espiritual. Durante o ano inteiro estamos envolvidos em obter lucro: servir a D’us através do estudo de Torá, cumprimento das mitsvot, prece e boas ações. No mês de Elul, fazemos um balanço geral de tudo que fizemos no decorrer do ano.

Além disso, a melhor época possível para esta contabilidade da alma é o mês de Elul, pois então os Treze Atributos Divinos de Misericórdia brilham. Essa revelação pode ser comparada a um rei que emerge de seu palácio e vai para o campo, em plena vista de seus súditos. Somente então é possível engajar-se adequadamente na introspecção espiritual sem o perigo de mergulhar na desesperança e no desespero. Pois, afinal, o Rei está com ele no campo – Ele tem em mente o nosso benefício.

Um pré-requisito para um adequado balanço da alma é a total aceitação e subordinação ao jugo celestial. Essa auto-subordinação pode produzir um generoso “crescimento”, assim como uma semente semeada no solo e coberta produz brotos e um campo muito maior que si mesma.

Embora engajar-se neste trabalho espiritual possa ser difícil, fazer um esforço sincero ajuda a gerar a necessária força interior para fazermos nosso serviço real, prático, de acordo com as expectativas Divinas.

Algumas Leis e Costumes


Escute o Toque do Shofar 

Começando com o primeiro dia de Elul, até (mas não incluindo) a manhã antes de Rosh Hashaná, é costume tocar o shofar (chifre de carneiro) após a prece matinal nos dias de semana. O chamado do shofar estimula o coração. Seus toques diários proclamam: “Acordem, seus dorminhocos! Examinem suas ações e se arrependam.”

Recite Salmos Adicionais

A partir do primeiro dia de Rosh Chodesh Elul até, e incluindo Hoshana Raba, recitamos duas vezes ao dia o Salmo 27. Este costume é baseado no comentário do midrash “O Eterno é minha luz…” em Rosh Hashaná” … minha salvação…” em Yom Kipur,” … Ele me ocultará em Sua tenda” em Sucot.

Os chassidim e os sefaraditas incluem isto nas Preces Matinais e Vespertinas; o costume lituano é recitá-lo durante as Preces de Shacharit e Arvit, respectivamente, Matinais e Noturnas.

Recite Selichot
A tradição sefaradita é começar recitando selichot imediatamente após Rosh Chodesh Elul. O costume askenazita é recitar selichot começando na noite de sábado da semana na qual cai Rosh Hashaná, desde que sejam deixados quatro dias antes de Rosh Hashaná. Portanto, se Rosh Hashaná cair na segunda ou na terça-feira da semana, a recitação de selichot é iniciada na noite de sábado da semana precedente.

Aumente em Doação para Caridade

Durante Elul, a caridade funciona como um escudo contra os maus decretos e prolonga a vida. Lança um manto de proteção não somente sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo. Quando uma pessoa transcende seu instinto natural e dá sem ser vista, D’us por Sua vez lhe concede mais do que ele mereceria receber.

Retorno em Penitência 
Os fundamentos da penitência são triplos: abandonar o pecado que tem cometido, arrependimento e confissão. Abandonar o pecado consiste fazê-lo tanto na prática quanto em pensamento, associado a uma firme resolução de não repeti-lo. Arrependimento é entender que separar-se de D’us é mau e amargo, e a intensa percepção de que há um preço para a transgressão.

A confissão pode ser expressa oralmente: “Eu pequei, fiz tal e tal; arrependo-me de minhas ações e tenho vergonha delas, e jamais as repetirei.”

[Baseado no Livro de Nosso Legado, s.v. Elul.]

O arrependimento exige arrepender-se do passado e tomar uma resolução positiva para o futuro, porém o primeiro passo é consertar e organizar adequadamente o presente, para que seja bom e correto em todos os aspectos da ação, fala e pensamento. Somente então, quando o presente é como deveria ser, a pessoa pode fazer o trabalho necessário para compensar as falhas e elementos indesejáveis do passado, e criar linhas de orientação e disciplina para o futuro.

O mês de Elul é propício para o auto-balanço, e para o arrependimento nas três “vestes” da alma – pensamento, fala e ação. O serviço Divino exige completo auto-conhecimento. Assim como ignorar nossas falhas pode ser incapacitante, o mesmo pode acontecer quando esquecemos de nossas forças. A pessoa deve conhecer-se bem: tanto as próprias habilidades e talentos quanto as deficiências e fraquezas.

– Desejamos a você e a sua família um ketivá  vachatimá tová leshaná tová umetuká!

* Fonte: Chabad.org.br

Imagem : Alex Levin

Tu BeAv (15 de Av) Este ano 2018 27 Julho

Happy-TuBAv

Após o difícil período das três semanas, em que mantemos costumes de luto, começa o período de consolo, em que D’us volta-se a nós, após termos retornado a Ele.

No dia quinze de Av – Tu Beav, o contraste torna-se mais aparente. Este é um dia de alegria, em que vários acontecimentos positivos aconteceram ao longo da história. Todos eles, marcam o término de algum fato negativo que estava ocorrendo em nosso povo. A demonstração de que D’us não mais estava irado conosco. Já pagamos pelos nossos atos. Nosso Pai nos espera agora de braços abertos. Está na hora de voltar…

Uma pesquisa no Código da Lei Judaica não revela observâncias ou costumes para esta data, exceto pela instrução que, a partir de quinze de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e “a noite foi criada para o estudo.” E o Talmud nos diz que, muitos anos atrás, as “filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos” em quinze de Av, e “quem não tivesse uma esposa podia ir até lá” para encontrar uma noiva.

E este é o dia que o Talmud considera a maior festa do ano, bem perto de Yom Kipur!

 

Vamos explicar aqui um pouco sobre cada fato que ocorreu nesta data. Esperamos que, se D’us Quiser, neste ano seja somada a lista a união total entre nosso povo e Hashem, com a vida de Mashiach, que tanto ansiamos e necessitamos.

1 – O dia em que acabaram-se os mortos do deserto

Após o pecado dos espiões, em que o povo, guiado por seus líderes, não confiou nas palavras de D’us e não quis entrar na Terra de Israel, esta geração foi condenada a uma jornada de quarenta anos no deserto, até que todos acabassem falecendo, e então a geração mais nova ingressaria na Terra. Como o pecado ocorreu em Tish’á Beav, as mortes também ocorriam nesta data. Neste dia, todas as pessoas cavavam covas para si mesmas, e dormiam dentro delas. No dia seguinte, os que estavam vivos levantavam-se, e eram sempre quinze mil o número daqueles que pereciam.

No último Tish’á Beav antes da entrada na Terra de Israel, todos os que haviam deitado dentro de suas covas, levantaram-se no dia seguinte. A princípio, pensaram que tivesse havido algum engano na contagem dos dias, e por este motivo, continuaram a dormir nas covas nos dias que se seguiram e continuaram vivos, até que no dia 15 viram a lua cheia, e tiveram certeza que o dia de Tish’á Beav havia passado sem que ninguém falecesse.

2 – Casamentos entre as tribos e entre o povo e a tribo de Binyamin foram permitidos

Desde a entrada na Terra de Israel, até o acontecimento de “Pileguesh Baguiva” (em que a tribo de Binyamin foi penalizada por seu comportamento incorreto), havia dois tipos de casamentos que foram proibidos:

a – Casamentos entre as tribos: esta proibição foi transmitida por Moshê. Uma filha que tivesse herdado um terreno de seu pai, não poderia casar-se com um homem pertencente a outra tribo, pois desta forma, o terreno passaria a pertencer também a seu marido, prejudicando a tribo da qual ela provinha que perderia o direito sobre as terras. (Os primeiros quatorze anos na Terra de Israel foram dedicados à conquista e distribuição das terras entre as tribos.)

b – Casamentos entre qualquer tribo e a tribo de Binyamin: Após o acontecimento de Pileguesh Baguiva, o povo fez a seguinte promessa: “Nenhum de nós dará sua filha a Binyamin por esposa.”

Após anos, os Sábios analisaram estas proibições e, sob inspiração Divina, chegaram a conclusão que os casamentos eram proibidos apenas por um certo período. Os casamentos entre as tribos foram proibidos por quatorze anos, tempo marcado pela ausência de uma demarcação fixa de terra que seria mais tarde destinada a cada tribo, o que naquela época impossibilitava as transferências de terra. Passado este período, a transferência das terras tornou-se viável.

Os Sábios também provaram, que a promessa de não casar-se com a tribo de Binyamin era apenas para aquela geração, pois disseram: “Nenhum de nós” – e não “Nenhum de nosso filhos”.

As duas permissões foram dadas no mesmo dia: em Tu Beav. Por isso, este dia foi marcado por grande alegria e união entre nosso povo.

3 – O dia em que foi permitida a subida à Jerusalém

O perverso rei de Israel, Yerovam ben Nevat, havia retirado o trono real de Jerusalém, que D’us havia indicado como o centro do povo. Este postou dois bezerros de ouro, um em Dan e um em Bet El, para que o povo os idolatrasse. Contudo, muitas pessoas do povo continuaram subindo para Jerusalém, que sempre fora o centro espiritual do povo. Para impedi-los de ir a Jerusalém, Yerovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos que as levavam até lá.

Estes obstáculos existiram até os últimos dias do reinado de Israel, quando o rei Hoshea ben Ela os anulou, e declarou: “Todo aquele que deseja subir a Jerusalém, que suba”. Isto ocorreu no dia de Tu Beav, e foi motivo para grande alegria.

Apesar deste grande feito, o rei acabou sendo castigado. Antes dele, o povo também era idólatra, porém, a culpa recaiu sobre o rei, que não permitia que eles fossem a Jerusalém a procura de sua verdadeira espiritualidade. Hoshea permitiu que subissem a Jerusalém, dizendo “quem quiser – que vá”. Porém, sua obrigação como rei era encorajar o povo a fazê-lo, coisa que nem ele mesmo fazia, por também não andar no bom caminho. Enquanto a culpa pertence ao indivíduo, D’us não castiga o povo. Porém, quando Hoshea anunciou a permissão, todo o povo foi culpado por não ter subido à Jerusalém, e por este motivo, acabaram sendo exilados.

4 – O dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo

Após a reconstrução do Segundo Templo Sagrado, nos dias de Ezra e Nechemia, era grande a dificuldade de encontrar árvores para utilização da madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada. Por isso, quando alguém doava lenha ao Templo, seu ato era meritório e muito festejado. Afinal, se não houvesse lenha não haveria possibilidade de oferecer sacrifícios, e o ofício do Templo teria que ser cancelado. Tão significativa era a importância deste ato, que os inimigos, desejosos de arruinar os serviços do Templo Sagrado, impediam as pessoas de chegar com lenha a Jerusalém.

O última dia do ano em que cortava-se lenha para o Templo era o dia quinze de Av. Após esta data, o calor do sol já não era tão intenso, e as madeiras, que não estavam tão secas, corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar. Portanto, o último dia de verão, em que a mitsvá das lenhas era terminada, era festejado com grande alegria.

5 – Os mortos de Betar foram enterrados

Adriano, o perverso imperador romano, havia feito um genocídio na cidade de Betar, e para ter maior prazer com a derrota dos valentes sábios judeus, deixou seus corpos abandonados, jogados em um vinhedo. Após um certo tempo, ascendeu um novo rei que permitiu que estes corpos fossem finalmente enterrados. Todo o povo uniu-se para cuidar do enterro de seu irmãos. Isto ocorreu no dia de Tu Beav.

Nesta data, os Sábios acrescentaram a bênção de Hatov Vehametiv – o “Bom que faz o bem”, no Bircat Hamazon. E explicaram: “O Bom” – pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados. E “que faz o bem” – pois fez com que acabassem sendo enterrados.

Assim como nós abençoamos D’us pelos milagres que faz, devemos abençoa-lo por acontecimentos que não nos parecem tão positivos, e acreditar que tudo que vem Dele é para o bem.

*Fonte: Pt.Chabad.org.br

Continuar lendo “Tu BeAv (15 de Av) Este ano 2018 27 Julho”

Teshuvá

Artwork by Alex Levin.

Teshuvá significa arrepender-se de algum erro que você cometeu, e resolver não repeti-lo. Não podemos lhe dizer como deverá se arrepender ou tomar uma resolução; é algo que acontece dentro de você. Mas podemos dar algumas dicas sobre como reparar os danos e aquilo que eles deixaram como resultado. Veja, aquela sensação de teshuvá interior na verdade permite que você apague o erro. Seguem algumas sugestões:

Primeiro Passo: Diga em Voz Alta

Como: À noite, ou a qualquer hora em que você estiver sozinho, diga em voz alta: “Querido D’us, estou arrependido pelo pecado que cometi em Tua presença [aqui entra seu pecado].” Há uma prece específica para isso em seu livro de orações, chamada vidui, que recitamos em Yom Kipur. Você pode recitar vidui e acrescentar esta linha a qualquer ponto.

Por que: De alguma forma, quando você ouve sua voz dizendo o quanto se arrepende do que fez, atinge muito profundamente o seu íntimo. Suas palavras ajudam a tirar aquele erro de dentro de você, para que possa jogá-lo fora para sempre.

Segundo Passo: Conserte aquilo que fez

Como: Peça desculpas e compense àquele a quem você afetou com seu erro. Se a princípio ele não perdoar, continue tentando até que entenda que é um arrependimento sincero.
Por que: Se o seu erro foi algo entre você e outra pessoa, então não seria justo D’us perdoá-lo sem que você envolva aquela pessoa.

Terceiro Passo: Caridade

Como: Simplesmente dê um pouco mais do que está acostumado a doar.
Por que: Um erro diminui a vida; caridade significa dar vida. A caridade cura o mundo, e também cura a sua alma.

Quarto Passo: Siga em frente com a vida

Como: Compense por aquilo que aconteceu. Aja melhor, mais bondosamente, aprenda mais.
Por que: O erro cometido funciona como a inércia, arrastando você para baixo. É preciso dar a volta até um incentivo para elevar você a um nível mais alto.

Teshuvá é poderosa. Segundo nossos Sábios, um pecado pode elevar você mais alto que todas as mitsvot poderiam – se você fizer teshuvá por amor. Amor a D’us, pela Sua Torá e pela sua própria alma preciosa

*( Fonte : pt.chabad.org)
* Imagem: Alex Levin
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