Uma Segunda Chance – Pêssach Sheni 5778 – 29 de Abril

 

Um ano após o êxodo do Egito, o povo judeu fez a oferenda de Pêssach no décimo quarto dia do mês de Nissan. Mas nem todos puderam realizá-la. A escritura relata (Bamidbar 9:6): “Havia alguns homens que estavam ritualmente impuros (pelo contato com mortos) e incapazes de preparar a oferenda de Pêssach naquele dia. Aqueles disseram: ‘Por que deveríamos ser privados de fazer a oferenda do Senhor no seu tempo marcado entre os filhos de Israel?’ Moshê respondeu: ‘Aguardem, e eu ouvirei o que o Senhor ordenará a respeito de vós’. D’us falou a Moshê: ‘Se qualquer pessoa de vós ou de vossas gerações futuras estiver ritualmente impura ou numa jornada distante, ainda assim fará a oferenda de Pêssach ao Senhor. Deverá efetuá-la no décimo quarto dia do segundo mês’…”

É dada uma nova oportunidade áquele que não ofereceu o sacrifício de Pêssach no tempo certo – 14 de Nissan – para fazê-lo no dia 14 de Iyar, data denominada de Pêssach Sheni, o Pêssach do segundo mês, no qual costuma-se, hoje em dia, comer um pedaço de matsá.

Embora o Pêssach Sheni fosse instituído para aqueles que não podiam ofertar o sacrifício de Pêssach no seu tempo certo, porque estavam impuros ou encontravam-se em locais distantes, o seu conceito se aplica a todos em todos os tempos – mesmo agora, quando o sacrifício de Pêssach não pode ser ofertado.

Uma lição clara de Pêssach Sheni é que a pessoa nunca deve perder a esperança. Nas palavras do Rebe anterior: “A idéia de Pêssach Sheni é de que ‘nada é irrecuperável’; sempre podemos retificar nosso comportamento. Mesmo alguém que estava ritualmente impuro ou ausente numa jornada distante – mesmo que voluntariamente – pode reabilitar-se.”

Um ser humano é intrinsecamente bom; sua alma é uma parte da centelha Divina. O pecado é uma antítese completa da sua natureza. Se ele chega a transgredir, isto é uma anomalia que não pode tocar o seu “eu” essencial. A pessoa pode estar temporariamente impuro, mas sua essência, é dos níveis mais elevados. Assim, nenhum pecado, nenhuma omissão do serviço a D’us, é irreversível. A pessoa pode sempre voltar à sua identidade real.

Pêssach é a única festividade que concede uma segunda chance, e isto porque Pêssach marca o nascimento da nação judia. O êxodo do Egito foi o início de um processo que culminou com a Outorga da Torá – a transformação dos judeus numa nação da Torá. Já que a oferenda de Pêssach está ligada com o êxodo, sua omissão significaria que o êxodo não foi completo. D’us por isto quis que cada um, mesmo aquele que deliberadamente não ofertou o sacrifício de Pêssach da primeira vez, ganhasse a oportunidade de fazê-lo – pois se não há nascimento, não há existência. A identidade da Torá estaria ausente.

 *( Fonte: pt.chabad.org)

Sefirat HaÔmer – Contando o Ômer

Sefirat Ha Ômer

 Quarenta e nove dias separam Pêssach de Shavuot. Mas esse período de sete semanas não é algo comum. É na verdade um elo que une estas duas festas. Cada um desses dias é contado em ordem progressiva. Em cada uma destas quarenta e nove noites, cada judeu deve recitar uma bênção especial (encontrada no Sidur, livro de orações) e, em seguida, verbaliza o número do dia.

Essa contagem, chamada “Sefirat Ha’Omer” (a Contagem do Ômer), expressa a vontade e expectativa de cada judeu em receber a Torá em Shavuot, quarenta e nove dias depois de vivenciar a libertação celebrada em Pêssach. Este período é um momento de refinamento e introspecção pessoal em preparação ao recebimento da Torá

O mandamento da contagem do Ômer encontra-se na Torá, no livro Vayicrá (23:15): “E contareis para vós desde o dia seguinte ao primeiro dia festivo, desde o dia em que tiveres trazido o “ômer” da movimentação; sete semanas completas serão.”

O ômer era uma medida (cerca de dois quartos) de cevada que os judeus levavam como oferenda ao Templo Sagrado de Jerusalém, no segundo dia de Pêssach e contavam então a partir daí, cada dia do ômer, culminando no dia 6 de Sivan, Shavuot.

Mesmo após a destruição do Templo esta tradição da contagem do ômer continua sendo realizada até hoje.

 Leis Básicas da Contagem do Omer

Do Sidur Tehilat Hashem

 Quando contamos?

O Ômer é contado a partir da segunda noite de Pêssach até a noite anterior a Shavuot. É melhor contar o Ômer ao anoitecer, logo após a prece noturna. Porém, pode-se contar a qualquer hora durante a noite.

Após o pôr-do-sol, a pessoa deve evitar dizer: “Hoje é o …. dia” antes de recitar a bênção – por exemplo, em resposta a alguém que pergunta – pois se o fizer, ele já terá cumprido sua obrigação. Se, no entanto, ele apenas disse o número de dias sem começar com “Hoje é…”, não cumpriu sua obrigação e pode recitar a bênção. Mesmo assim, é melhor responder com o número de dias contados no dia anterior.

Quem Se Esqueceu de Contar

Se alguém se esqueceu de contar à noite, pode contar durante o dia sem uma bênção, e pode contar com bênção nas noites subsequentes. Se ele se esqueceu de contar durante o dia também, deve contar no restante das noites sem uma bênção. Se a pessoa estiver em dúvida sobre se contou ou não na noite anterior, e não contou durante o dia, pode continuar contando com uma bênção. Antes de contar o Ômer, a pessoa não deveria começar a comer (nem mesmo uma refeição leve) dentro de meia hora antes do crepúsculo.

Como Contamos

O chazan recita a bênção e conta o Ômer, seguido pela congregação. O Ômer é contado de pé. Enquanto conta o Ômer, tenha em mente: a Sefirá correspondente daquela noite; uma palavra do Salmo: “Que D’us seja gracioso…”; uma letra do versículo “As nações se rejubilarão”; e uma palavra de “Nós imploramos a Ti” (conforme indicado em hebraico).

Clique no link abaixo e confira a contagem diária do ÔMER:

https://pt.chabad.org/holidays/sefirah/omer-calendar_cdo/jewish/Calendrio-do-mer.htm

*( Fonte: pt.chabad.org)

Prepare-se para Pessach 5778 – 30 de Março a 7 de Abril de 2018

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Apartir da segunda noite de Pêssach faça a contagem do Ômer

Clique no link abaixo e saiba mais:

https://ongtora.com/2018/04/02/sefirat-haomer-contando-o-omer/

Atenção: Pessach 5778

* Cique nos links abaixo para venda de chamets 5778

Em primeiro lugar, clique no link abaixo e venda seu Chametz online! (Autoridades haláchicas decretaram que autorizações online são aceitáveis com o propósito de vender chamêts)

http://www.beitchabad.org.br/holidays/passover/sell_chometz_cdo/jewish/Venda-seu-Chamts-Online.htm

Você também pode vender o seu Chametz online pelo link abaixo

http://www.morasha.com.br/nossas-festas/pessach-1/formulario.html

Se puder : A prática tradicional e preferida, porém, é a autorização para a transação ser feita em pessoa com o rabino local. O Beit Chabad Central torna este serviço disponível gratuitamente para dar a todo judeu a oportunidade de ter seu chamêts vendido para Pêssach. Para isso clique abaixo e siga as instruções

http://pt.chabad.org/media/pdf/1044/SDzF10444782.pdf

Você pode vender o seu Chametz também pelo BDK

http://www.bdk.com.br/noticia_procuracao-da-venda-de-chamets,16.htm

Faça sua compras para essa festa de oito lindos dias usando as listas abaixo:

*Lista de produtos kasher para Pêssach BDK. Clique no link abaixo, e do lado de cima da página vão aparecer as listas de Ashkenazim e Sefaradim. Os Sefaradim sempre podem usar as duas.

http://www.bdk.com.br

*Lista de produtos casher para Pêssach do BKA

http://www.bka.com.br/lista-de-pessach

Bedikat Chametz

Quinta-feira, 29/3 é a busca do chamêts:

Nesta noite é feita uma busca formal pela casa, portando uma vela acesa. É costume distribuir-se por toda a casa dez pequenos pedaços de chamêts embalados individualmente, para que sejam achados durante a vistoria. Antes da busca recita-se a bênção: BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MÊLECH HAOLAM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTAV VETSIVÁNU AL BIUR CHAMÊTS.

Em seguida, procura-se pelo chamêts em cada aposento, assim como em qualquer outra área da casa que possa conter chamêts. O chamêts encontrado é coberto de forma segura e colocado em um canto visível, para ser queimado pela manhã. Os alimentos que se destinam à venda ou que serão consumidos mais tarde devem também ser cuidadosamente postos de lado. Quando a busca está completa, recita-se: Todo fermento ou qualquer coisa levedada que esteja em meu poder, que não encontrei e não exterminei ou de que não tenha consciência, seja considerado sem valor e sem dono como o pó da terra.

Venda do chamêts A venda do chamêts será concluída na manhã posterior. Portanto, é necessá- rio enviar a procuração com antecedência ao rabino, de maneira que chegue em tempo hábil, para ser incluída na venda.

SEXTA-FEIRA, 30/3 Jejum dos primogênitos :

Quando o Todo Poderoso destruiu os primogênitos do Egito, poupou os primogênitos judeus. Portanto, primogênitos ou pais de primogênitos com menos de 13 anos jejuam antes de Pêssach, em sinal de gratidão ao Todo Poderoso. Entretanto, há séculos existe o costume de quebrar este jejum com uma refeição festiva em comemoração à conclusão do estudo de um livro do Talmud. Isso ocorre na sinagoga após as orações matutinas. Término do consumo de chamêts O chamêts pode ser ingerido somente até às 10h11 da manhã. Queima do chamêts Queima-se o chamêts encontrado durante a busca da noite anterior ou que sobrou do café da manhã até às 11h10. Após se desfazer de todo o chamêts, recita-se:

TODO FERMENTO OU QUALQUER COISA LEVEDADA QUE ESTEJA EM MEU PODER, QUEr EU TENHA VISTO OU NÃO, QUEr EU TENHA ENCONTRADO OU NÃO, QUER EU TENHA EXTERMINADO OU NÃO, SEJA CONSIDERADO SEM VALOR E SEM DONO COMO O PÓ DA TERRA.

ATENÇÃO: Como o primeiro dia de Pêssach coincide com Shabat, além dos trabalhos normalmente proibidos em Yom Tov, é também proibido cozinhar e carregar em domínio público, portanto: a) toda comida a ser servida no primeiro sêder e no almoço do dia seguinte deve estar pronta antes do início do Shabat, sexta-feira até às 17h48. b) a matsá, o vinho, ou qualquer outro item necessário para o sêder devem ser deixados na residência onde este será realizado antes das 17h48. Chama pré-acesa Deve-se deixar uma vela de sete dias ou uma chama do fogão acesa desde antes das 17h48. A partir deste fogo, as velas da segunda noite de Pêssach serão acesas e os alimentos (do jantar da segunda noite e do almoço do segundo dia) cozidos durante Yom Tov. Isto é necessário, pois é proibido criar um fogo novo no próprio Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, quando Yom Tov não coincidir com o Shabat (tomando cuidado para não apagá-lo posteriormente. O palito não é jogado, mas depositado para que se extingua por si só).

*Acendimento das velas de Pêssach 5778

Sexta-feira, 30/3 véspera do 1º dia de Pêssach noite do 1º sêder 17h48 Acenda as velas somente antes do pôrdo-sol. É uma profanação do Shabat acendê-las após o crepúsculo.

Sábado, 31/3 véspera do 2º dia de Pêssach noite do 2º sêder após 18h41 Acenda as velas após o anoitecer, usando uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol de sexta- -feira, 30/3.

Quinta-feira, 5/4 véspera do 7º dia de Pêssach 17h43 De preferência, acenda as velas antes do pôr- -do-sol. Se acendê-las após o crepúsculo, use uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol.

Sexta-feira, 6/4 véspera do 8º dia de Pêssach 17h42 Acenda as velas somente antes do pôrdo-sol (é proibido acendê-las após o crepúsculo) usando uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol de quinta-feira, 5/4.

Pessach

Pêssach comemora a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. Uma das maiores mitsvot durante esta festa é a proibição de consumir alimentos fermentados e a obrigação de comer matsá.

Antes de começarmos a falar de Pêssach, é fundamental saber o que é um alimento denominado “Chamêts”, já que durante os oito dias da festa, a lei judaica proíbe seu consumo ou possessão.
Chamêts é qualquer comida ou bebida feita à base de trigo, centeio, cevada, aveia ou espelta, ou de seus derivados, mesmo que em quantidade mínima, que é fermentado. A única exceção é a matsá, que é o pão não fermentado, pois foram tomadas precauções especiais para assá-la. Entretanto, mesmo matsot para as quais não foram tomados cuidados estritamente minuciosos (para evitar o início do processo de fermentação) serão consideradas chamêts.

Alimentos que durante o ano inteiro foram verificados, e se enquadram dentro das rigorosas leis da dieta judaica, cashrut, não são necessariamente também permitidos para Pêssach. Requerem preparação especial e só podem ser consumidos durante os oito dias da festa se contiverem em sua embalagem o selo “Casher para Pêssach” emitido por um rabino ortodoxo.
O QUE NÃO É CHAMÊTS
Carnes, aves, peixes
Todas as frutas
Todos os vegetais.(O costume Ashkenazim é nao comer feijões, ervilhas, arroz, milho e sementes em Pêssach, embora o seja permitido entre os sefaradim.)
Produtos lácteos com apropriada supervisão Casher para Pêssach
Todos os alimentos embalados que tenham supervisão rabínica ortodoxa que seja válida para Pêssach.

BEDICAT CHAMÊTS – A BUSCA DO CHAMÊTS
Uma busca formal por chamêts deve ocorrer na noite anterior à Pêssach. A busca do chamêts é feita à luz de uma vela. Os membros da família percorrem aposento por aposento, onde quer que algum alimento possa ter sido “esquecido”.

É um costume cabalístico colocar dez pedaços de pão bem embrulhados (para que não caia nenhum farelo) e espalhados pelos diversos ambientes, para serem achados e coletados durante a busca geral de chamêts. As crianças curtem muito este momento, percorrendo os quartos, sala e cozinha munidos com uma pena que serve para “varrer” o chamêts. Antes de procurar, a seguinte bênção é recitada:

“Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav Vetzivánu Al Biur Chamêts.“

“Bendito és Tu, Senhor nosso D’us, Rei do Universo que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou remover o chamêts.”

Ao concluir a busca e após ter-se recolhido qualquer chamêts que por acaso tenha sido encontrado, a seguinte declaração de anulação deve ser pronunciada:

“Todo fermento ou qualquer produto fermentado em meu poder que não vi ou removi, e de que não tenho consciência, seja considerado sem valor e sem dono como o pó da terra.”

O chamêts encontrado durante a busca deve então ser embrulhado e colocado de lado, para ser queimado na manhã seguinte na sinagoga juntamente com o chamêts de outros membros de sua comunidade e que passaram pelo mesmo procedimento.

A lei proíbe o uso de qualquer chamêts que permaneça em propriedade judia durante Pêssach, mesmo após o fim do feriado. A não ser que tenha sido transferido para um não-judeu. Tal transferência de chamêts, por meios legais, deve ter um contrato na forma da lei, que dê ao não-judeu posse total de todos os alimentos chamêts.

Os detalhes legais que envolvem esta transferência de propriedade são muitos, e apenas um rabino deve ser encarregado da sua execução.

A QUEIMA DO CHAMÊTS

A partir das 9h30, da manhã anterior ao Pêssach não pode mais ser ingerido chamêts.A queima do chamêts deve ser realizada até às 10h30 da manhã anterior à Pêssach.Não se deve ingerir nenhuma matsá, vinho ou nada que será usado durante o sêder, antes do mesmo ser realizado.Qualquer chamêts remanescente sem vender deve ser queimado. Informar-se com a sua sinagoga sobre o horário quando o chamêts será queimado. Após o chamêts ser jogado ao fogo, a seguinte declaração é pronunciada:

“Todo fermento ou qualquer produto fermentado que esteja em meu poder, que eu tenha visto ou não, que tenha observado ou não, que tenha removido ou não, seja considerado sem valor e sem dono, como o pó da terra.“

Clique aqui para ver a procuração da venda do Chamêts.

LIMPEZA DE PÊSSACH

Na maioria dos lares judaicos, os preparativos para Pêssach iniciam-se logo após a festa de Purim, em torno de um mês antes de Pêssach. O objetivo de tamanha antecedência é o cuidado minucioso que deve ser atribuído a cada um para eliminar totalmente o chamêts de sua propriedade, seja ela sua casa, escritório, automóvel, etc.Para eliminar todo o chamêts, alguns cuidados são tomados. A limpeza é planejada para que todos os aposentos sejam muito bem limpos.o escritório, carro, etc.Além de toda a casa, os seguintes lugares devem ser conferidos para assegurar-se que estão livres de chamêts: escritório, carro, bolsos das roupas (especialmente de crianças) livros de bolso, bainhas de calças, punhos de roupas, além do aspirador de pó (o saco descartável deve ser removido e a caixa limpa, caso seja saco não descartável, o mesmo deve ser lavado).Alimentos para animais de estimação geralmente contêm chamêts. Consulte um rabino para saber como proceder.

Quartos (um por dia) – Lavar e limpar

Cortinas, janelas, persianas, paredes, portas, maçanetas, rodapés, estrados da cama, em baixo do colchão, encostos das camas, limpar quadros e porta retratos, passar lustra móvel nos armários se forem de madeira, dentro e fora ou se for de outro material limpar com pano úmido e sabão neutro.. Lavar colchas e edredons, travesseiros colocar para ventilar e/ou lavar.

Aspirar e lavar bem o piso, não esquecendo das frestas. Por dentro dos roupeiros tirar os objetos por partes, separar o que é para doar e o que volta para dentro dobrando ou pendurando e separando por cores ou tipos (saias com saias/camisas etc.) ou por ocasiões (social, esporte, festa etc.). Padronizar cabides e separar as roupas que precisam de reparos. Aproveitar se a sapateira fica nos quartos para lustrá-los.

Sala

Repetir o processo dos quartos. Tampos de mesas com vidro removíveis devem ser retirados e lavados com esponja umedecida com água e álcool. Nas bordas e cavidades da mesa onde foi retirado o tampo, retirar a sujeira que ficou impregnada de pó ou…chamêts. Aspirar poltronas e sofás; se forem de couro ou material sintético lavar com esponja e sabão neutro. Secar bem. Se for de tecido, tirar manchas, passar aspirador com vapor quente se houver, ou simplesmente limpá-lo bem.

Banheiros

Azulejos e lustres podem ser lavados. Armários devem ser lavados. Separar todo o material de higiene em uma prateleira ou armário que não será usado durante Pêssach reservando lugar limpo para os produtos de higiene da lista Casher para Pêssach (shampoos, sabonetes, escovas de dente novas e pasta de dente, bem como cosméticos que fazem parte da lista).

Área de serviço

Azulejos, secadores de roupa e lâmpadas podem ser lavados. O tanque deve ser lavado, bem como o piso. Sacudir os bolsos de mochilas, bolsas, pastas etc., removendo todos os resíduos

Cozinha

O melhor é lavar toda a louça que estiver dentro dos armários, toalhas e panos de louça. Se for trancá-los e vendê-los em Pêssach, não é necessário proceder dessa forma. Azulejos, lâmpadas etc., é opcional lavar. O dever é limpar e remover muito bem todo resíduo das geladeiras, fogão, lava-louças, microondas, forno, etc., além de armários, frestas, pias e ralos (colocar Diabo Verde ou Soda Cáustica após a pia ter ficado 24h sem uso para remover o chamêts).

Limpar bem todos os eletrodomésticos, retirando a sujeira concentrada nas pás e fios ou lâminas (batedeira, processador, liquidificador etc.).

Não esquecer de retirar e lavar todas as lixeiras da casa. Limpar o saco do aspirador jogando fora o saco se for descartável ou lavando, caso seja de tecido.

Como a cozinha é a parte da casa que merece um cuidado especial e minucioso já que concentra mais vestígios de chamêts, verificar mais detalhes em nosso guia de Pêssach sobre casherização de utensílios.

Como Preparar a cozinha para Pêssach :

FOGÃO

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo. Após este procedimento, sugere-se cobrir a mesa do fogão com folha de alumínio. Se a mesa for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa. As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de chamêts. Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio).

FOGÃO ELÉTRICO

Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a mesa restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente.

FORNO

As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa.

FORNO AUTOLIMPANTE

Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal.

FORNO DE MICROONDAS

Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor. Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos.

PIA

Cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas com chapas especiais para Pêssach por todos os lados (pode ser usada folha de alumínio grossa, em duas camadas).

Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.

É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de chamêts.

Em seguida, seca-se a pia. Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.

Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar. É costume forrar a pia com folha de alumínio após a casherização.

LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR

A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas.

GELADEIRA E FREEZER

Devem ser descongelados e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza; na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados. Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio.

ARMÁRIOS

Devem ser bem limpos e forrados.

MESAS E BALCÕES

Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha. A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac.

TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS

De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pêssach. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de chamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar.

Os utensílios que usamos durante todo o ano para Chamêts não devem ser utilizados desde a véspera de Pessach, até finalizada a Festa; Deve-se lava-los bem, e guarda-los em lugar bem fechado. Hoje em dia está ao alcance de quase todos ter louça especial para Pessach.Entretanto, para aqueles que não é possível, poderão usar a vasilha normal depois do processo da Hagalá (escaldadura), excepto os utensílios de porcelana ou cerâmica que não são susceptíveis de escaldar.Devido a que são múltiplos os casos e os detalhes, assim como os costumes sobre este procedimento, aconselhamos a consultar a autoridade rabínica da comunidade.

*Aqueles que não puderem estar adquirindo novos utensílios para Pessach, orientamos fazerem uso dos DESCARTÁVEIS.

Guia para Pêssach

Jejun dos Primogênitos

Quando D’us matou os primogênitos do Egito, poupou o primogênito dos filhos de Israel. Em gratidão a D’us, todos os primogênitos jejuam no dia que antecede Pêssach. Entretanto, para se isentarem do jejum, um primogênito de pai ou mãe deve participar de um siyum (término do estudo de um tratado do Talmud) na sinagoga, imediatamente após Shacharit, a Prece da Manhã.

É costume que o pai (mesmo não sendo primogênito) esteja presente junto ao filho primogênito menor de treze anos. Os primogênitos não podem comer antes do siyum.

Eruv Tavshilin

Em Yom Tov não se cozinha para o dia seguinte. Como sempre, as refeições de Shabat precisam ser preparadas por completo antes do Shabat. Para que isto seja permitido, é necessário efetuar um Eruv Tavshilin, como se segue:
Pega-se uma matsá (de pelo menos 56g) e algo cozido (um pedaço de carne, peixe ou um ovo, de pelo menos 28g), entregando os dois alimentos a outra pessoa recitando as palavras:
“Eu te entrego este eruv para que seja delegado a quem quiser ser incluído e se apoiar neste eruv”.

Quem recebe os alimentos levanta-os um pouco e os devolve ao primeiro, que recita:
Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu al mitsvat eruv”, acrescentando: “com este eruv ser-nos-á permitido assar, cozinhar, manter quente (em fogo tampado), acender as velas (de uma chama pré existente), preparar e fazer tudo o que é necessário de yom tov para shabat, a nós e todo israelita que habita esta cidade.”

O eruv deve ser guardado para ser ingerido na última refeição de Shabat.

 PRIMEIRA NOITE DE PÊSSACH

• Acende-se as velas de Yom Tov
• Na oração da noite, Arvit, recita-se o Halel completo.
• No kidush, acrescenta-se a bênção de shehecheyánu. O kidush encontra-se na Hagadá.
• Após o sêder, antes de dormir, recita-se somente o primeiro parágrafo do Shemá e a bênção de Hamapil. Uma vez que esta é uma noite protegida (lel shimurim), as outras preces de proteção são omitidas.
• Na conclusão da refeição, ao recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê Veyavô”, lembrando a festa de Pêssach.

PRIMEIRO DIA DE PÊSSACH
• A partir de Mussaf (Prece Adicional) do primeiro dia de Pêssach fala-se “morid hatal” (que faz cair o orvalho) na segunda bênção da Amidá (em vez de “mashiv haruach umorid haguêshem”).
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”, lembrando a festa de Pêssach.
O acendimento das velas deverá ser feito a partir de uma chama pré-acesa antes do Yom Tov.
• Os preparativos para o segundo sêder são iniciados somente após este horário.
• Na oração da noite, Arvit, recita-se o Halel completo.
• Desta noite em diante inicia-se a contagem do ômer, que é feita todas as noites até a festa de Shavuot. O texto encontra-se no sidur. (Os quarenta e nove dias entre Pêssach e Shavuot são contados em antecipação ao recebimento da Torá).
• No kidush, acrescenta-se a bênção de “shehecheyánu”. O kidush encontra-se na Hagadá.

SEGUNDO DIA DE PÊSSACH
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• É costume acrescentar um prato especial na refeição do almoço em lembrança ao banquete que a Rainha Ester ofereceu nesse dia e que levou ao milagre de Purim.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.

CHOL HAMÔED PÊSSACH – dias intermediários

• As atividades criativas normalmente proibidas em Yom Tov são permitidas nos dias de Chol Hamôed exceto em Shabat de Chol Hamôed. Pode-se por exemplo: andar de carro, acender e apagar luz elétrica, etc. Porém, todo trabalho que exija muito esforço, muito tempo ou conserto profissional são proibidos em Chol Hamôed.
• O kidush e as bênçãos das velas não são recitados em Chol Hamôed. Não se colocam tefilin em Chol Hamôed.
• Nas orações de Arvit (noturna), Shacharit (matinal) e Minchá (da tarde), a Amidá recitada é a mesma de todo os dias; porém, acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”, lembrando a festa de Pêssach.
• Também no Bircat Hamazon (Bênção de Graças) acrescenta-se “Yaalê veyavô”.
• Após Shacharit (Prece Matinal), recita-se meio-Halel, uma leitura da Torá e uma Amidá adicional, a de Mussaf de Pêssach.

SÉTIMO DIA DE PÊSSACH
o sétimo dia de Pêssach inicia-se, ao entardecer, com o acendimento das velas de Yom Tov
• Deixa-se uma vela de sete dias ou uma chama acesa antes do acendimento das velas de Yom Tov.
• Acende-se as velas de Yom Tov
• Não se fala a bênção de shehecheyánu no acendimento das velas, nem no kidush.
• Antes do jantar recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
• O milagre da Divisão do Mar aconteceu ao amanhecer do sétimo dia de Pêssach. É costume permanecer acordado nesta noite, tal como os judeus antigos o fizeram. Estuda-se Torá durante toda a noite.

SÉTIMO DIA DE PÊSSACH
• Em Shacharit (Prece Matinal) meio-Halel é recitado.
• Há uma Leitura da Torá especial de Pêssach que é lida na sinagoga : O cântico de louvor pelo milagre da travessia do mar.
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
Acendem-se as velas para o 8º dia de Pêssach antes do pôr-do-sol usando uma chama que esteja ardendo desde antes do pôr-do-sol, é proibido acendê-la após o crepúsculo).
Não se recita a bênção de”shehecheyán”u no acendimento das velas nem no kidush.
• Antes do jantar recita-se o kidush.
• Nesta noite, mesmo quem toma cuidado para não molhar a matsá durante os outros dias de Pêssach, faz questão de comê-la molhada.
• Na conclusão da refeição, ao recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.

OITAVO DIA DE PÊSSACH

• Em Shacharit (Prece Matinal) meio-Halel é recitado.
• De manhã, antes de Mussaf (Prece Adicional), fala-se Yizcor em memória dos entes falecidos. É importante lembrar que o principal aspecto do Yizcor é a caridade prometida e doada (após o término de Pêssach) em memória do falecido.
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Neste dia, mesmo quem toma cuidado para não molhar a matsá durante os outros dias de Pêssach, faz questão de comê-la molhada.
• Na conclusão das refeições do dia, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
• É costume chassídico fazer uma refeição especial, com matsá e quatro copos de vinho, chamada Seudat Mashiach. Esta refeição tem a intenção de aprofundar nossa conscientização da iminência da Redenção Final. Este também é o tema da haftará do dia.

TÉRMINO DE PÊSSACH
• Pêssach termina após o completo anoitecer .
• Espera-se mais uma hora antes de abrir os armários de chamêts (vendidos na véspera de Pêssach), para que o rabino tenha tempo de readquiri-los.
• Toma-se cuidado absoluto para não comprar de um judeu, mesmo depois da festa, qualquer produto chamêts que ele não tenha vendido na véspera de Pêssach, porque é proibido usufruir do chamêts que foi propriedade de um judeu durante Pêssach.

OS PREPARATIVOS PARA O SÊDER

As principais mitsvot do Sêder são: comer matsá; narrar a história do Êxodo ao recitar a Hagadá e explicar o significado de três itens: Pêssach (cordeiro pascal), matsá e maror (ervas amargas); beber quatro taças de vinho; comer maror; e recitar o Halel (cântico de louvores a D’us).

Matsá

Três matsot devem ser colocadas sobre a mesa dentro de um pano com divisões (ou coloca-se uma matsá em cima da outra, com guardanapos intercalados entre elas).

As três matsot simbolizam os três tipos de judeus: Cohen, Levi e Israel. Outro motivo é para que restem duas matsot inteiras mesmo quando a matsá central é quebrada, como em todo Shabat e Yom Tov, quando deve se ter dois pães na mesa.

Vinho ou Suco de Uva

Deve-se adquirir vinho tinto, pois todos deverão beber quatro copos no decorrer do Sêder. Pode-se beber suco, no lugar do vinho.

Um pouco de vinho ou suco debverá ser derramado ao ser pronunciada cada uma das dez pragas do Egito

Hagadá

É o eixo fundamental do Sêder, “Narrativa”. Toda a ordem – Sêder – será feita através dos relatos e orientação da Hagadá. É preferível que todos tenham uma, ou dividam entre si, para que todos possam acompanhar a sua leitura.

Keará

Por cima das três matsot (cobertas) são colocados os seis itens que compõem a travessa do Sêder, a keará.

Esta travessa contém seis cavidades especiais onde são depositados cada um dos seis símbolos que serão utilizados no decorrer do Sêder de Pêssach.

Água Salgada

Um recipiente com água salgada deve ser preparado de véspera; lembra as lágrimas que os judeus derramaram com o trabalho pesado no Egito.

Carpas – Batata ou Cebola

A cebola crua (ou a batata cozida) é mergulhada na água salgada para despertar a curiosidade das crianças.

Os vegetais simbolizam o potencial de crescimento e renascimento e a água salgada, nas quais são mergulhados, recorda as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados no Egito.

A palavra hebraica “carpás”, quando lida de trás para frente, simboliza os 600 mil judeus no Egito forçados a realizar trabalhos pesados (cada letra do alfabeto hebraico possui um valor numérico correspondente; a letra hebraica “sámech” é igual a 60, multiplicado por 10 mil; as outras três letras correspondem a pêrech – trabalho pesado).

Betsá

Um ovo cozido duro é colocado no prato do Sêder para comemorar o sacrifício de Chaguigá, que foi oferecido junto com o sacrifício pascal no Templo.

O ovo é também um símbolo de luto, e expressa nosso sentimento de que, atualmente, estamos incapacitados de oferecer este sacrifício. Sua forma arredondada refere-se também ao ciclo de mudança, dessa maneira expressando nossa esperança de que o Templo será reconstruído em breve.

Zeroá

O pescoço de frango grelhado simboliza o cordeiro pascal trazido ao Templo Sagrado na véspera de Pêssach. A carne do pescoço é removida e o osso queimado. O zerôa não é comido no decorrer do Sêder. Zerôa (literalmente, antebraço) remete ao fato de D’us haver tirado o povo do Egito com “Seu braço estendido”.

Charôsset

Maçãs, pêras e nozes liquidificadas ou raladas, misturadas com uma pequena quantidade de vinho tinto, lembram, na cor e consistência, a argamassa usada no Egito para fabricar tijolos.

Chazêret

Mais ervas amargas (das enumeradas para o maror) para serem ingeridas no “sanduíche” (vide item Corêch do Sêder).

A KEARÁ

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Organize a Keará [travessa] sobre a mesa com três Matsot, uma em cima da outra. Primeiro [a Matsá denominada] Yisrael, sobre ela, Levi e sobre esta Cohen. Sobre elas, do lado direito, [coloque] o Zeroa [osso tostado]; a seu lado, à esquerda, Betsá [ovo]; abaixo deles, no centro, o Maror [raiz forte e erva amarga]; abaixo do Zeroa, o Charosset [pasta de nozes, frutas e vinho]; a seu lado abaixo do ovo, o Karpás [cebola (ou batata) 1 e no centro abaixo do Maror, a Chazeret [raiz forte e erva amarga] a qual se usa para o Corech [sanduíche].

– O PASSO A PASSO DO SÊDER
Nas duas primeiras noites de Pêssach reunimos a família e amigos em torno da mesa e esperamos a recitação do kidush pelo condutor do sêder.
É importante que cada convidado tenha sua própria Hagadá, ou sente-se ao lado de alguém que a tenha, para que possa acompanhar todo o procedimento, passo a passo, o que deverá ser feito pelo condutor do sêder na língua que é comum a todos.
Os quinze pontos que serão mencionados abaixo servem de orientação para a realização do sêder e de modo algum substituem a Hagadá, que inclui todo o relato do êxodo do Egito além de outros conteúdos de extrema importância e que serão eternamente insubstituíveis.

1- CADESH Recitar o Kidush
Quando o pai, ou o condutor do sêder, chega da sinagoga na noite de Pêssach, deve encontrar a mesa posta e tudo pronto para iniciar o sêder. À sua frente deve haver uma travessa com três matsot inteiras cobertas por um pano e por cima a keará (a travessa com os seis ingredientes).
O serviço do sêder inicia-se com a recitação do kidush sobre o primeiro dos quatro copos de vinho que devem ser bebidos durante o sêder.
Os quatro copos de vinho recordam as quatro expressões de re–denção mencionadas na Torá relativas à libertação do povo judeu do Egito. Também lembram os quatro grandes méritos que os judeus tinham no exílio egípcio: não trocaram os nomes hebraicos; falavam a língua hebraica; levaram uma vida altamente moral; e permaneceram leais uns aos outros.
Após o kidush, recita-se “shehe–che–yánu”. A mulher que já fez esta bênção no acendimento das velas não deve repeti-la.
Ao beber os quatro copos e comer a matsá os homens se reclinam do lado esquerdo para acentuar a liberdade, já que antigamente apenas as pessoas livres se reclinavam enquanto comiam.
O kidush é recitado em voz alta, e cada um deve ter sua própria taça de vinho e responder “amên” para as bênçãos do kidush. Em seguida todos bebem o primeiro dos quatro copos de vinho. Como este ano os dois sedarim caem quarta e quinta-feira, dias 19 e 20 de abril, o seguinte kidush é recitado:
“Savrí Maranán: Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolám, Borê Peri Hagáfen.
Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolám, Asher Báchar Bánu Micol Am, Veromemánu Micol Lashôn, Vekideshánu Bemitsvotav. Vatíten Lánu A-do-nai E-lo-hê-nu Beahavá Moadím Lessimchá. Chaguím Uzmaním Lessassôn, Et Yom Chag Hamatsot Hazê, Veêt Yom Tov Micrá Côdesh Hazê, Zeman Cherutênu Micrá Côdesh, Zêcher Litsiat Mitsráyim; Ki Vánu Vacharta Veotánu Kidáshta Micol Haamím. Umoadê Codshêcha Bessimchá Uvsassôn Hinchaltánu. Baruch Atá A-do-nai, Mecadêsh Yisrael Vehazmaním.”
“Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech Haolám, Shecheyánu Vekiyemánu Vehiguiánu Lizman Hazê.”
“Atenção Senhores: Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da vinha.
Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que nos escolheu dentre todos os povos e nos elevou acima de todas as línguas e nos santificou com Seus mandamentos. E nos deste, ó Senhor nosso D-us, com amor dias festivos para alegria, festas e épocas para júbilo; este dia da Festa de Matsot e este dia propício de santa convocação, época de nossa libertação santa convocação, em recordação à saída do Egito. Pois a nós escolheste e nos santificaste dentre todos os povos e Teus santos dias festivos nos deste com alegria e júbilo. Bendito és Tu, ó Senhor, que santifica Israel e as festas.”
“Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.”

2 – URCHATS Abluir as mãos
Todos os presentes à mesa do sêder devem abluir as mãos (vertendo água de um copo ou caneca três vezes sobre cada mão, primeiro na direita, depois na esquerda) sem pronunciar a bênção, “Al netilat yadáyim”, sobre a ablução.

3 – CARPAS Antepasto
Um pedaço de cebola crua ou batata cozida é mergulhada na água salgada (que lembra as lágrimas derramadas pelos judeus com o trabalho pesado no Egito). Antes de ingeri-lo, a bênção dos legumes é recitada tendo em mente o maror que será ingerido mais tarde.
Nos tempos antigos somente pessoas livres usavam sal na comida. Assim, mergulhar o antepasto na água salgada é um ato que simboliza liberdade. É um dos primeiros atos do sêder destinados a despertar a curiosidade das crianças.
A palavra hebraica “carpás”, lida de trás para frente, representa os 600 mil judeus (a letra hebraica sámech vale 60, e vezes 10 mil é subentendido) que foram forçados a realizar trabalhos pesados (pêrech) no Egito.
Bênção: “Baruch Atá Ado-nai Elo-hê-nu Mêlech Haolam, Borê Peri Haadamá”.
“Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da terra.”

4 – YASCHATS Divisão
A matsá do meio (das três matsot da travessa do sêder) é quebrada em duas partes desiguais; a parte maior é embrulhada e reservada para o “aficoman” (vide item 12). Isto atrai, uma vez mais, a atenção das crianças e também relembra a Divisão do Mar Vermelho.a parte menor é colocada na travessa

5 – MAGUID Narração
O segundo copo é enchido (mas só se beberá dele no final da narração) e inicia-se a narração da Hagadá com as palavras “Hê lachmá anyá…”, quando se aponta à matsá central partida, ao descobrir parcialmente as matsot, cuja tradução é a que segue:

“Este é o pão da pobreza que nossos antepassados comeram na terra do Egito. Quem tem fome que venha e coma; todo o necessitado que venha e festeje o sêder de Pêssach. Este anos (estamos) aqui; no ano que vem na terra de Israel. Este ano (somos) escravos, no ano que vem homens livres.”
As crianças fazem a milenar pergunta “Má Nishtaná Halaila Hazê Micol Haleilot?”, “Por que esta noite é diferente de todas as outras noites?” cantando na íntegra:
“Má nishtaná haláyla hazê micol halelot?
Shebechol halelot ên ánu matbilín afilu páam echat?
Haláyla hazê shetê peamím.
Shebechol halelot ánu ochlín, chamêts o matsá?
Haláyla hazê culô matsá.
Shebechol halelot ánu ochlín, shear yeracot?
Halayla hazê maror.
Shebechól halelót ánu ochlín, ben yoshevín ubên messubín?
Haláyla hazê culánu messubin”.
“Em que difere esta noite de todas as outras noites? Pois em todas as noites não mergulhamos alimentos sequer uma vez; porém nesta noite, duas vezes!
“Pois em todas as noites comemos chamêts ou matsá, porém nesta noite, somente matsá!
“Pois em todas as noites comemos diversas verduras, porém nesta noite, maror!
“Pois em todas as noites comemos sentados ou reclinados, (porém) nesta noite todos nós reclinamos!”
Seguindo o texto da Hagadá chegamos à resposta para estas perguntas. A narração inclui uma breve revisão da história do povo judeu, do sofrimento na escravidão e dos milagres que o Todo-Poderoso realizou para trazer a redenção.
É importante relatar o significado de três conceitos fundamentais desta noite: Pêssach, Matsá e Maror. Pêssach significa que D-us pulou as casas dos judeus durante a praga dos primogênitos. Matsá nos lembra que não houve tempo para a massa fermentar, tal era a pressa do Todo-Poderoso para promover o Êxodo do Egito. Maror (ervas amargas) nos lembra do amargo sofrimento da escravidão da qual D-us nos libertou.
Ao recitar as dez pragas e suas iniciais, derramam-se gotas de vinho num recipiente lascado (demonstrando que nossa alegria, representada pelo vinho, não está completa quando inclui o sofrimento de seres humanos, embora se tratando de nossos inimigos). Torna-se a encher os copos logo em seguida.

6 – ROCHTSA Segunda Ablução
Após concluir a primeira parte da Hagadá e beber o segundo copo de vinho, todos os participantes devem abluir as mãos da maneira prescrita antes das refeições (vide no segundo item, “urcháts”, como fazer a ablução), desta vez recitando a seguinte bênção:

“Baruch Atá Ado-nai Elo-hê-nu Mêlech Haolam, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Al Netilat Yadáyim.”
“Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou sobre a ablução das mãos.”
Sem interrupção com conversas, voltam à mesa para recitar a bênção sobre a matsá e ingeri-la.

7 – 8 MOTSI -MATSÁ Benção sobre a Matsá
Após concluir a primeira parte da Hagadá e beber o segundo copo de vinho, todos os participantes devem abluir as mãos da maneira prescrita antes das refeições (vide no segundo item, “urcháts”, como fazer a ablução), desta vez recitando a seguinte bênção:

“Baruch Atá Ado-nai Elo-hê-nu Mêlech Haolam, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Al Netilat Yadáyim.”
“Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou sobre a ablução das mãos.”
Sem interrupção com conversas, voltam à mesa para recitar a bênção sobre a matsá e ingeri-la.

9 -MAROR Ervas amargas
Cada pessoa deve pegar cerca de 19 g de maror, mergulhá-lo no charosset e recitar a seguinte bênção especial do maror antes de ingeri-lo:
“Baruch Atá Ado-nai Elo-hê-nu Mêlech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Al Achilat Maror.”
“Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou comer do Maror.”

10 – CORECH Sanduiche
O sanduíche de matsá e maror lembra o costume instituído por Hilel. O maror (cerca de 19 g) é mergulhado no charosset e colocado entre dois pedaços de matsá (da matsá inferior da travessa do sêder). Antes de ingerir o sanduíche, recita-se:
“Ken assá Hilel Bizmán Shebeit Hamicdásh Haiá Caiám; Haiá Côrech Pêssach Matsá Hú Maror Vê Ochel Beiáchad. Cmô Shenehemar Al Matsot Humrorim Iochluho.”
“Assim fez Hilel na época em que o Templo Sagrado existia: ele juntava o Cordeiro Pascal, Matsá e Maror e os comia juntos conforme mencionado: ‘Eles comerão com Matsot e ervas amargas’”

11 – SHULCHAN Banquete
A refeição festiva é servida.
É costume ingerir o ovo duro da travessa do sêder, mergulhado na água salgada, no início da refeição.

12 – TSAFUN Escondido
Ao final da refeição, come-se a meia matsá reservada para aficoman (“sobremesa”). Deve-se ingerir ao menos 28,8 g antes da meia-noite, simbolizando o cordeiro pascal, saboreado antes de meia-noite, na época do Templo Sagrado. Após o aficoman, não se come nem se bebe mais, a não ser os dois copos de vinho obrigatórios.

13 – BERACH Benção de Graça
O terceiro copo de vinho é enchido e todos recitam Bircat Hamazon (a Bênção de Graças após a Refeição) ­ vide texto na Hagadá. Bebe-se o vinho ao terminar Bircat Hamazon. O copo do Profeta Eliyáhu deve ser enchido e também o quarto copo de todos os participantes. Abre-se a porta e recita-se a passagem que simboliza um convite para o Profeta Eliyáhu, o arauto da vinda de Mashiach, entrar.

14 – HALEL Cântico de louvor
O restante da Hagadá, que contém cânticos de louvor ao Todo-Poderoso, é recitada. Por fim, bebe-se o quarto copo de vinho terminando com a bênção posterior ao vinho “…al haguêfen veal peri haguêfen..” ­ vide texto na Hagadá.

15 – NIRTSÁ Aceito
Após concluir adequadamente o serviço do sêder, estamos certos de que foi bem aceito pelo Todo-Poderoso. Finalizamos o sêder com a exclamação: “Leshaná Habaá Birushaláyim”, “Ano que vem em Jerusalém

*( Fonte : Chabad.org.br )

Purim 5778 – Purim começa na noite de quarta-feira, 28 de fevereiro e continua até quinta-feira, 1º de março de 2018 (2 de março em Jerusalém)

Purim

Taanit Esther 5778 – 28 de Fevereiro 2018

Horário para Sp –  Início 4:49h  / Término 19h

Para demais localidades acesse o link:

https://pt.chabad.org/calendar/zmanim.asp?tdate=2/28/2018#tdate=2/28/2018

Duração
O jejum começa antes do amanhecer e termina após o anoitecer.
Significado
Mordechai, conselheiro do rei da Pérsia, Achashverosh, vestido de andrajos e cinzas, conclamou os judeus para retornar à Torá.Sua prima, a rainha Ester, jejuou em penitência por três dias e pediu ao povo judeu que fizesse o mesmo. Só então encaminhou-se até o rei para acusar Haman de querer matar seu povo.Os judeus obtiveram permissão para se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o. Para relembrar este dia de prece e jejum que precedeu a vitória, nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

 

MACHATZIT HASHEKEL

Antes da prece de Minchá é costume doar três moedas de meia unidade monetária para tsedacá, em lembrança do meio-shekel que cada um deveria doar para o Templo Sagrado. Para quem esquecer ou não estiver presente na sinagoga, poderá realizar este costume na manhã de Purim, antes da leitura da Meguilá ou durante o dia.

Quando Comemora-se

Em 14 a 15 de Adar.

A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”

Significado

Origina-se da palavra “Pur”, sorteio. Referente a data em que Haman sorteou e marcou para o aniquilamento de todo o povo judeu. Na verdade, transformou-se na data de sorte do povo judeu, quando então foi salvo e saiu-se vitorioso. Esta data marcou para sempre o dia em que comemora-se com grande alegria a festa de Purim.

Embora costumemos nos vestir com roupas de festa, Purim não apresenta as restrições de trabalho dos feriados. Apesar disso, é muito bom se você conseguir não trabalhar neste dia e se concentrar na festa e suas mitsvot.

Nota: Se você está passando Purim em Jerusalém, as leis variam, clique aqui para ver os detalhes.

A história resumida:
O império persa do 4º século AEC abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o Rei Achashverosh mandou executar sua esposa, a Rainha Vashti, por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha – embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.
Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman.
Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender, jejuar e rezar a D’us. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judaica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos.

Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram.

Preceitos:

Leitura da Meguilá

Deve-se ouvir duas vezes a leitura da Meguilá de Ester: uma na noite de Purim, e a outra pela manhã.

Mishlôach Manot

Envia-se alimentos a pelo menos um amigo no decorrer do dia de Purim que devem ser de duas espécies (fruta, massa e/ou bebida), prontos para consumo e entregues através de um mensageiro.

Matanot Laevyonim

Doa-se uma certa quantia em dinheiro para pelo menos dois carentes no decorrer do dia de Purim. Caso não se encontre ninguém nestas condições, a doação deve ser colocada em uma caixinha de tsedacá.

Refeição Festiva

Uma refeição festiva é realizada ainda durante o dia de Purim e deve conter pão, vinho e carne.

Costumes

Reco-Reco

Toda vez que o nome de Haman (acompanhado de um adjetivo) for mencionado durante a leitura da Meguilá, faz-se barulho com o reco-reco ou outros instrumentos sonoros.

Fantasia

Purim é uma festa feliz e fantasiar-se é uma maneira alegre e divertida de aumentar ainda mais a alegria do milagre ocorrido. Existem dois tipos de milagre: aquele que é óbvio e aquele que está oculto pela Natureza. Purim pertence a segunda categoria. Nos fantasiamos para reafirmar que a Natureza nada mais é além de uma “fantasia” da mão Divina.

Proibições

É proibido jejuar em Purim. Reserva-se o dia, ou grande parte dele, para realizar todas as mitsvot referentes à festa. Qualquer trabalho desnecessário deve ser evitado ao máximo.

Fonte: Pt.Chabad.org

Foto: Elena Flerova

Uma escalada possível

Baseado no versículo, “os judeus acamparam no Sinai frente à montanha…”, o Rabi de Karlin declarou: “Onde existe uma tentativa de estabelecer o Judaísmo, haverá montanhas de obstáculos.”

De fato, o termo hebraico para serviço Divino é Avodat Hashem que literalmente significa “trabalhar para D’us”.

Cumprir os mandamentos Divinos não é fácil. Não era mesmo para ser fácil. O homem deve conseguir sua recompensa suprema através de trabalho duro. Realizar a vontade Divina é tarefa difícil porque consiste de auto-restrições, paixões subjugadas e tentações vencidas. Isso foi transmitido simbolicamente quando da Revelação Divina no Sinai. A Torá foi outorgada com o povo em frente à montanha. Devemos fazer um esforço para ascendermos à Torá.

O Talmud nos diz que o Sinai era a menor das montanhas. Isso também é significativo. Embora cumprir a vontade Divina possa exigir que façamos uma escalada, e essa possa de fato ser enérgica, mesmo assim está ao nosso alcance. A Torá não foi outorgada sobre uma montanha tão alta que a subida estivesse além da capacidade de qualquer pessoa.

Podemos cumprir a vontade Divina; precisamos apenas fazer o esforço.

  • Fonte: chabad.org.br

Tu Bishvat 15 de Shevat 5778 – 31 de janeiro 2018

O Ano novo das árvores

Dia 15 de Shevat é o Ano Novo das Árvores.

Segundo a lei judaica, há um ciclo agrícola de sete anos, concluindo com o ano sabático.

Quando o Templo Sagrado estava de pé em Jerusalém, nos anos um, dois, quatro e cinco desse ciclo, os fazendeiros eram conclamados a separar um décimo da sua produção e comê-la em Jerusalém. Este dízimo é chamado Maaser Sheni, o Segundo Dízimo , porque é em edição aos (dois por cento que devem ser dados aos Cohanim, e aos) dez por cento que são dados ao Levitas. No terceiro e no sexto anos do ciclo, em vez de os proprietários comerem o Maaser Sheni em Jerusalém, eles davam este segundo dízimo aos pobres, que tinham permissão de consumi-lo onde quisessem. [No ano sabático, não são separados dízimos. Toda a produção que cresce durante este ano não tem dono e está livre para qualquer pessoa pegar.]

Portanto era de vital importância que o novo ano começasse para a produção. Nossos rabinos estabeleceram que um fruto que brotava antes de 15 de Shevat é produto do ano anterior. Se brotasse depois, era produto do “ano novo”. [Em comparação, cereais, vegetais e legumes têm o mesmo Ano Novo que os seres humanos, o 1º de Tishrei.]

Por que é assim?

Na região do Mediterrâneo, a estação chuvosa começa com a Festa de Sucot. Leva aproximadamente quatro meses (de Sucot, 15 de Tishrei, até 15 de Shevat) para as chuvas da nova estação saturarem o solo e as árvores produzirem frutos. Todos os frutos que brotarem antes são produto das chuvas do ano anterior, e são separadas como dízimo junto com as colheitas do ano anterior.

Embora esse dia seja Rosh Hashaná para as árvores, conferimos uma importância especial a este feriado porque “O Homem é [comparado à] árvore do campo” (Devarim 20:19). Cultivando raízes fortes – fé e comprometimento a D’us – produzimos muitos frutos – Torá e mitsvot.

Leis e Costumes

Neste dia é costume partilhar os frutos pelos quais a Terra Santa é louvada (Devarim 8:8): azeitonas, tâmaras, uvas, figos e romãs. Se provar qualquer um desses frutos pela primeira vez na estação, lembre-se de recitar a bênção Shehecheyanu. (Uma bênção recitada em ocasiões festivas, agradecendo a D’us por “nos sustentar e nos permitir chegar a essa ocasião.” Esta bênção é recitada antes da bênção padrão Há’etz, recitada sobre os frutos.

Devido à natureza festiva do dia, omitimos as seções Tachanun (pedidos de perdão e confissão) das preces.

seven-species (1)

Há diversas formas de comemorar este dia tão especial em nosso calendário. Refletir sobre a imensidão dos milagres encontrados na natureza, já é um forte motivo para celebrar a data de Tu Bishvat.

Preservar a natureza, plantar árvores, transmitir amor e cuidados com as plantas, também é positivo. Mas comemoramos o aniversário das árvores agradecendo ao Criador pelas bênçãos que nos envia nos fornecendo sustento e abençoando todas Suas criaturas através da ingestão de novos frutos, conforme o costume askenazita, ou conforme os sefaraditas. Estes seguem a comemoração cabalística originária da cidade de Tsefat, que toma a forma de um sêder, similar ao de Pêssach, onde cerca de 12 frutas seguem uma determinada ordem de degustação, acompanhadas por leituras específicas.

As doze frutas

Trigo
É a base de sustento, mas necessita de muito trabalho para crescer, ser colhido e processado (a cevada, embora não esteja incluída neste sêder, é uma das sete espécies pelas quais Israel é enaltecida. Usada com frequência para alimentar animais, sua designação para o ômer inspira nossos esforços na subjugação de nosso instinto animal).

Azeitona
Fornece o melhor óleo quando o fruto é esmagado. O azeite flutua sobre outros líquidos.

Tâmara
É frequentemente uma metáfora para a retidão, pois a tamareira é alta, frutífera e impenetrável a mudança de ventos, assim como devemos ser.

Uva
Possui a capacidade de transformar-se em diferentes tipos de alimentos (passas) e bebidas (vinho), da mesma forma como cada um possui o potencial de êxito em algum aspecto da Torá e no cumprimento de seus preceitos e pode ser especial a sua maneira.

Figo
Deve ser colhido assim que amadurece, pois logo estraga. Analogamente, devemos ser rápidos nas mitsvot (preceitos) à mão antes que a oportunidade seja perdida.

Romã
Assim como as mitsvot, a romã possui 613 sementes (se você tiver paciência de contar!) lembrando que “mesmo a pessoa que possui falhas, está repleta de méritos, assim como uma romã é repleta de sementes.”

Etrog
É considerado extremamente belo e é fundamental na festa de Sucot. A cidra permanece na árvore durante todo o ano, beneficiando-se de todas as estações, ensinando que devemos ser autênticos o ano todo.

Maçã
Ela leva 50 dias para amadurecer, do mesmo modo que os judeus levam 50 dias para amadurecerem entre a saída do Egito em Pêssach e Shavuot, preparando-se para o recebimento da Torá. Assim como a macieira produz frutos antes das folhas, assim devemos cumprir mitsvot sem o pré-requisito da compreensão, conforme afirmamos na outorga da Torá: “Nassê venishmá”, “Faremos [e depois] entenderemos.”

Noz
A noz divide-se em quatro, correspondendo às letras do Tetragrama e às quatro “rodas da Carruagem Divina”. Como possuem duas cascas que devem ser removidas, uma dura e outra mole, assim também devemos sofrer a circuncisão física e espiritual.

Amêndoa
Significa entusiasmo em servir a D’us, pois a amendoeira é sempre a primeira a florescer. É por isto que o cajado de Aharon fez brotar especificamente amêndoas.

Alfarroba
Demora mais para crescer que qualquer outra fruta. Lembra-nos da necessidade de investir muitos anos no estudo da Torá para obter um entendimento claro e valioso.

Pêra
Pêras de diferentes cepas ainda mantêm muita afinidade, nos ensinando a importância de nos mantermos coesos promovendo a união de nosso povo.

*Fonte: pt.Chabad.org

Devemos ser responsáveis uns pelos outros

-Por Rabino Menachem M. Schneerson, O Luibavitcher Rebe

Os judeus são mutuamente responsáveis uns pelos outros. Da mesma maneira, a vida diária da pessoa não é um assunto privado, mas afeta todos os outros judeus. Ainda mais quando o individuo em questão pertence à geração jovem, repleta de energia e rica em oportunidades, especialmente no estágio da vida em que a pessoa ainda não tem o peso das responsabilidades econômicas.

É portanto dever de todo judeu, especialmente alguém em sua posição, fazer todo o possível para divulgar Yiddishkeit, i.e., o real cumprimento das mitsvot maasiyot [observância prática das mitsvot]. em seu círculo imediato e no ambiente em geral; conscientizar outros de que Yiddishkeit não é algo a ser lembrado em determinadas ocasiões, ou em certos dias do ano, como Shabat e Yom Tov ou nas “Grandes Festas”, mas algo a ser vivido e praticado todo dia.

Além disso, tais esforços não apenas são canais para receber as bênçãos de D’us para as próprias necessidades, mas também são vitais para o bem-estar e sobrevivência de nosso povo como um todo, o que você deve expressar.

Tendo em vista o acima, não está fora de cogitação perguntar: O que você – com a sua educação e oportunidades – tem feito nos últimos meses e anos, sobre as linhas indicadas acima? Tem utilizado todas as suas capacidades e oportunidades, não apenas em sua família imediata, mas também entre os amigos e associados, para que sejam imbuídos pelo amor e temor a D’us que vivam segundo a Torá e mitsvot?

Ficarei feliz em receber boas notícias suas, que de fato é ativo e sempre numa medida crescente, como fomos instruídos “Maalin b’Kodesh [a pessoa deve se elevar ainda mais em questões de santidade – Berachot 28 a].”

Quanto às minhas opiniões pessoais sobre este ou aquele movimento, não vejo como isso pode dizer respeito ao cumprimento de seus deveres e obrigações, como mencionado acima, que certamente estão bem claros.

Embora Hashem tenha nos dado o intelecto para usarmos, nem todo tipo de uso do intelecto é desejável. A pessoa poderia usá-lo de maneira prejudicial, ou simplesmente desnecessária. Em vez disso, o intelecto deve ser usado construtivamente, para o estudo de Torá e buscando o cumprimento das mitsvot, não desperdiçado em distrações tolas. A curiosidade intelectual é uma característica humana, mas para trazer benefício a si mesmo e aos outros deve ser educada e direcionada adequadamente.

Assim, conforme discutido no Tanya, cap. 41, ao colocar o Tefilin a pessoa deveria se comprometer a “não usar a sabedoria e entendimetno da alma para qualquer propósito que não seja somente o de Hashem.

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