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 * ERRATA  – Fizemos a correção da Data do jejum para este ano 2018

Começa ao nascer do sol de  terça-feira, 18 Dezembro, 2018
Termina ao anoitecer de  Terça-feira, 18 Dezembro, 2018

Assará BeTevet

Nesta terça feira dia 18 teremos o jejum de Assará BeTevet

O décimo dia do mês hebraico de Tevet é um dos quatro jejuns em que não comemos e não bebemos desde um pouco antes do nascer do sol até o anoitecer.

Por que jejuamos em 10 de Tevet?

Essa data marca o cerco de Jerusalém pelo general da Babilônia Nebuzaradan na época do primeiro Beit Hamikdash. Esse cerco foi o início da queda de Jerusalém e o subsequente exílio do Povo Judeu.

Durante muitos anos, na época do primeiro Templo Sagrado de Jerusalém, D’us enviava Seus profetas para alertar o Povo Judeu de que se não melhorassem seu comportamento, Jerusalém e o Templo Sagrado seriam destruídos. Naquela época nosso povo fazia muita idolatria, relações ilícitas e assassinatos

Muitos judeus, principalmente seus líderes, desmoralizavam os profetas, acusando-os de “falsas profecias de um destino cruel” e alegando que eles tinham o hábito de desmoralizar o povo. Chegaram, mesmo, a assassinar o profeta Zeharia dentro do Beit Hamikdash.

Até que, em 10 de Tevet do ano de 3336 (425 a.E.C.) os exércitos do imperador Nabucodonozor, da Babilônia, dirigidos pelo seu fiel general Nebuzaradan sitiaram Jerusalém.

D’us retardou a destruição para dar aos judeus a oportunidade de se arrependerem. Enviou o profeta Yermiahu (Jeremias) para avisar o nosso povo do que está para acontecer, mas em vez de ouvir seu chamado e eles o aprisionaram.

Assim, 30 meses depois do começo do cerco, o exército da Babilônia rompeu os muros de Jerusalém e, em Tishá b’Av, o nôno dia do mês de Av, destruíram o Templo Sagrado de Jerusalém e exilaram o nosso povo para a Babilônia.

O jejum do dia 10 de Tevet é grave pelo fato de ser visto como o início da cadeia de eventos que culminaram com a queda de Jerusalém e a destruição do Templo Sagrado, e o subsequente exílio do Povo Judeu.

Apesar do retorno à Terra de Israel após os 70 anos de exílio na Babilônia e apesar da construção do segundo Templo, a nação nunca se recuperou, de fato, da queda do reino da Judéia do qual somos seus descendentes e por isso somos chamados de judeus.

O reino de Israel, país das dez tribos, já havia sido destruído uma geração antes pelos assírios, e as dez tribos que moravam nele se tornaram dez tribos perdidas e só vamos saber quem eles são na época do Mashiach.

Até o estado de Israel de hoje não significa a nossa reconstrução, sendo que as dez tribos continuam perdidas e a população judaica de Israel perfaz menos da metade do que sobrou de duas tribos, ou seja, o problema que começou com o cerco de 10 de Tevet só vai ser resolvido de verdade quando Mashiach chegar!

O sítio a Jerusalém ocorrido em 10 de Tevet foi a origem de todas as calamidades na História Judaica. Foi aí que começou a dispersão do que tinha sobrado do nosso povo e todas as provações, atribulações e tragédias que se seguiram.

Essa data é também o dia da recordação de dois eventos trágicos que ocorreram nos dias que antecederam o 10 de Tevet.

O primeiro deles ocorreu no dia 8 desse mês e foi a tradução da Torá para o grego. Talmai, o imperador dos greco-egípcios que na época dominava a nossa terra, reuniu 72 sábios da Torá, isolando-os em 72 lugares separados e lhes ordenando que traduzissem a Torá para o grego. No 8º dia de Tevet do ano 3515 (246 a.E.C.) eles terminaram 72 traduções idênticas!

Foi um feito milagroso, particularmente porque havia 13 pontos onde os tradutores divergiram intencionalmente da tradução literal para evitar que a Torá fosse mal interpretada pelo rei. Todos os 72 sábios traduziram essas 13 passagens da mesmíssima maneira!

Apesar desse grande milagre, nossos Sábios viram essa tradução da Torá como um dos dias mais trágicos na História Judaica. Chegaram, mesmo, a compará-lo com o dia em que os judeus fizeram o Bezerro de Ouro.

Aparentemente, a tradução da Torá não deveria ser considerada um evento negativo. O próprio Moshe Rabeinu traduziu a Torá para 70 idiomas.

No entanto, diferentemente dessa tradução e das traduções de nossos textos sagrados feitas ao longo dos tempos, especialmente em anos recentes, a tradução ordenada pelo imperador egípcio-grego não era uma empreitada sagrada nem Divina, mas um projeto humano motivado por uma intenção maldosa.

Portanto, era como um bezerro de ouro – um receptáculo definido pelo homem para a Verdade Divina. O propósito do imperador ao ordenar a tradução não era disseminar o estudo da Torá, mas sim de permitir uma distorção do significado original da Torá.

E de fato, a tradução grega da Torá ajudou os judeus helenistas a introduzir a cultura grega na vida judaica e a modificar o judaísmo de modo a adaptá-lo aos valores gregos e seu estilo de vida.

O uso do idioma grego para traduzir a Torá teve amplas ramificações na sociedade judaica e minou alguns dos esforços dos rabinos no combate ao fascínio que os gregos exerciam sobre os judeus.

O segundo evento trágico que antecedeu o dia 10 de Tevet foi o falecimento de Ezra HaSofer, que morreu no dia 9 desse mês, do ano de 3448 (313 a.E.C.) – 1000 anos após a entrega da Torá no Monte Sinai.

Nossos Sábios nos disseram que se D’us não nos tivesse dado a Torá por intermédio de Moshe, Ele o teria feito através de Ezra. Ezra conduziu o retorno do Povo Judeu à Terra de Israel após o Exílio da Babilônia.

Ele supervisionou a construção do Segundo Templo, fortaleceu o cumprimento das leis do Shabat e ajudou a pôr fim à onda de casamentos mistos que dizimava o Povo Judeu naquela época.

Como chefe da Grande Assembleia de Sábios e Profetas, a Anshei Knesset HaGuedolá, Ezra compilou os 24 livros do Tanach (Torá, Profetas e Escrituras – Torá, Neviim e Ketuvim) e, ao instituir uma série de práticas judaicas, assegurou a continuação do judaísmo autêntico entre o Povo Judeu.

Homem verdadeiramente incorruptível, Ezra era também um ser de grande compaixão, profunda visão, carisma e erudição quase sem paralelo.

Pode-se dizer que Ezra HaSofer é o responsável pela sobrevivência do judaísmo até nossos dias. Por esse motivo, marcamos o dia de seu falecimento como um dia muito triste no calendário judaico.

Como jejuar nos três dias – 8, 9 e 10 de Tevet – seria fora de propósito, os eventos tristes dos outros dois dias são incluídos no jejum do dia 10 de Tevet.

Isso condiz com a política rabínica de reunir as comemorações tristes aos dias já consagrados ao jejum para evitar povoar o calendário judaico com tantos dias de recordações trágicas.

Essa é a razão pela qual a celebração que homenageia a destruição das comunidades judaicas de Worms, Speyers e Mainz pelos Cruzados, em 1096, é marcada pelo jejum de Tishá b’Av, ainda que essas destruições tenham ocorrido em outros meses do nosso calendário.

A política de minimização do número de dias de celebração de eventos tristes se tornou prática aceita em toda a história Judaica, até em relação ao holocausto, mesmo o Estado de Israel tendo designado uma data especial apenas para o dia da recordação do holocausto, os rabinos atribuem a recordação do Holocausto ao dia 10 de Tevet.

Nesse dia alguns costumam falar um Kadish por aqueles que foram mortos no holocausto, mas cuja data de falecimento é desconhecida. Assim, nessa data, não apenas recordamos nossos 7 milhões de mártires; também jejuamos e choramos por eles.

Um dia de arrependimento

Há um antigo costume de se proferir palavras inspiradoras que despertem a alma para o arrependimento nos dias de jejum, como o 10 de Tevet.

Há vários temas sobre os quais nós, judeus, devemos refletir nesse dia. Primeiro, devemos ter em mente que quando o general da Babilônia e suas tropas sitiaram Jerusalém, nenhum judeu podia entrar na cidade ou deixá-la. Todos os seus habitantes foram forçados a viver em comunidade.

O Talmud ensina que: “D’us envia a cura antes da doença”. O sítio à Jerusalém foi um exemplo desse ensinamento talmúdico: D’us deu aos judeus da cidade a oportunidade de se unirem. Se assim o tivessem feito, teriam saído milagrosamente vitoriosos sobre o exército babilônico. Mas os judeus não se uniram e o resultado foi destruição e exílio.

O exílio que se seguiu à queda do primeiro Templo Sagrado durou apenas 70 anos, mas a História Judaica nunca mais foi a mesma. Um segundo Templo foi construído, mas era desprovido dos inúmeros milagres que ocorreram no primeiro.

E nem precisamos falar sobre o estado de Israel de hoje que tem uma mesquita declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981, exatamente no lugar do Templo Sagrado de Jerusalém

Como dissemos, os judeus retornaram à Terra de Israel liderados por Ezra, mas eles nunca mais desfrutaram do mesmo grau de independência que tinham antes.

A queda do primeiro Templo Sagrado foi, portanto, o início de nosso atual exílio, que já dura cerca de 2000 anos.

E sendo que o início da queda do primeiro Templo ocorreu em 10 de Tevet e isso foi a origem de todos os problemas e tragédias que se seguiram ao longo da história de nosso povo, por esta razão, o jejum de 10 de Tevet é tão grave que não pode ser adiado nem antecipado nem mesmo quando cai na véspera do Shabat.

Desde a queda do segundo Templo, vivemos no exílio já há quase dois milênios. O Talmud nos ensina que a principal causa do nosso exílio atual foi o ódio entre os judeus.

Quando há harmonia e unidade entre nós, judeus, somos invencíveis. Não precisamos voltar atrás, às histórias do Tanach para confirmar isso.

A história de Israel demonstra que quando o Povo Judeu está unido somos imbatíveis. Mas, quando há, e que D’us não o permita, ressentimento e ódio entre nós, o resultado é derrota e exílio.

O sítio de Jerusalém no dia 10 de Tevet deu ao Povo Judeu a oportunidade de remediar a causa do exílio antes que tivesse começado. Infelizmente, o povo não se apercebeu nem se utilizou da cura antes e nem mesmo depois da doença se ter instalado…

Assim como ocorreu da primeira vez, todos os anos o dia 10 de Tevet é um dia para que todos os judeus se empenhem em curar a causa primária de nosso exílio. Isso se faz criando harmonia e paz entre nós e nossos irmãos, o Povo Judeu.

Quer em Israel ou na Diáspora devemos esforçar-nos para admitir que apesar de nossas diferenças religiosas ou políticas, o que nos une é muito maior do que o que nos separa.

Não importa quão grande a distância política ou religiosa entre nós; é muito, mas muito melhor viver em paz com nossos irmãos judeus do que enfrentar a derrota, o exílio e a destruição.

A defesa de Jerusalém

Há outra questão sobre a qual devemos refletir no dia 10 de Tevet – o nosso vínculo com a cidade sagrada de Jerusalém.

Essa cidade foi, é e será para sempre a Capital do Povo Judeu. Jerusalém não é apenas a capital política do Estado de Israel – é também a capital espiritual de todo o nosso povo.

O jejum de 10 de Tevet, bem como os de 17 de Tamuz e 9 de Av, nos recordam que quando os exércitos inimigos quiseram nos destruir, eles atacaram Jerusalém. Perceberam que se a Cidade Santa caísse, o Povo Judeu cairia.

Hoje, os inimigos do nosso povo, como os antigos babilônios e romanos, atacam nossa nação indo atrás de Jerusalém. Seu desejo supremo é que estejamos indefesos, sua estratégia para executar esse plano nefasto é tentar criar uma cisão entre o Povo Judeu e sua cidade, Jerusalém.

uma proposta de Resolução aprovada pela UNESCO, organismo das Nações Unidas encarregado da preservação da cultura e história, negou os vínculos do judaísmo a Jerusalém e seus lugares santos.

Essa Resolução não apenas zombou da história – fato irônico já que a UNESCO é a encarregada de preservar a história –, mas o que talvez seja bem pior: trata-se de uma campanha vil dirigida ao coração da nação judaica.

“Dizer que Israel não tem vínculos com o Monte do Templo e o Muro Ocidental é como dizer que o Egito não tem vínculo com as Pirâmides. Com essa decisão absurda, a UNESCO perdeu a pouca legitimidade que lhe restava”.

Quem perpetra uma negação tão grosseira da História – a ideia de que se contarmos uma mentira muitas vezes ela se tornará verdade – segue os passos de Goebbels, Stalin e Hitler – inimigos dos judeus e da humanidade.

Esses ataques contra Jerusalém não apenas negam a História Judaica, mas também a História dos Estados Unidos e da Europa, países cristãos. Negar a conexão indissolúvel do Povo Judeu com Jerusalém é declarar não só que o Tanach, mas também a Bíblia dos Americanos e Europeus que fala sobre o Templo Sagrado de Jerusalém são falsidades.

A Resolução da UNESCO e atitudes semelhantes das Nações Unidas é um ataque contra a História, a verdade e a decência.

O dia 10 de Tevet, que marca o sítio a Jerusalém, deve inspirar todos os judeus a fortalecer seus laços com a Cidade Sagrada e com a Terra de Israel. E o fazemos estudando e ensinando o Judaísmo, a História Judaica, e os princípios da nossa fé,

sendo o décimo segundo desses princípios a vinda de Mashiach que vai construir o Beit Hamikdash no seu lugar original aonde se encontra a mesquita tombada da unesco e trazer todos os judeus para a Terra Santa, inclusive as dez tribos perdidas que de acordo com muitas pesquisas milhões deles podem ser parte desse próprio mundo muçulmano

e isso nos lembra um pouco a história de Nebuzaradan, o general da Babilônia, que no final, depois de ter nos causado as maiores tragédias da nossa história começando pelo 10 de Tevet, desertou do seu próprio exército e se converteu ao judaísmo.

Pior do que isso só poderia ser ele descobrir que sempre foi judeu, que não era o caso dele mas que pode ser o caso de milhões de muçulmanos de acordo com as pesquisas sobre as dez tribos

O Mashiach vai trazer todos os judeus de todos os cantos do mundo de volta para o judaísmo e de volta para a Terra Santa cujas fronteiras explícitas na Torá vão do rio Eufrates até o rio Nilo.

E como escreveu o Ramban, “Mesmo que demore, esperaremos por sua vinda a cada dia”

Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.

Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.

Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.

Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.

Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.

Os Oito Níveis de Caridade

Definidos por Maimônides, o Rambam

Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.

  1. O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão judeu com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros…
  2. Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir uma mitsvá apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador, como Rabi Chananyah ben Teradyon.
  3. Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
  4. Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
  5. Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
  6. Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
  7. Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
  8. Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
  • (Fonte: pt.chabad.org)
  • (Imagem: Natan Cooper)

 

Clamei a D’us em minha opressão, e Ele respondeu-me com conforto. Quando D’us está comigo, não temo o que qualquer mortal possa fazer-me” (Halel, Tehilim 118:5-6).

Nada é mais assustador que a solidão. Quando estamos sós, o mundo pode parecer apavorante, e mesmo sombras inofensivas podem tomar uma aparência ameaçadora.

“Mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra da morte, nada temerei porque Tu estás comigo” (Tehilim 34:4). Quando sabemos que D’us está conosco, podemos sentir-nos tão seguros como um bebê nos braços protetores da mãe. Mas para ter a Presença de D’us, devemos invocá-Lo, como diz o salmista (91:15): “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei.”

A prece sincera nos aproxima de D’us.

 

* Fonte: chabad.org.br

(Imagem: Robert Tanenbaum)

Nosso coração é o altar. Em tudo que você faz, deixe uma centelha do fogo sagrado queimar dentro, para que você o transforme em uma chama” (Baal Shem Tov).

Toda sexta-feira ao entardecer, quando uma mulher risca um fósforo, acendendo uma chama que ‘bebe’ o óleo das luzes de Shabat, ela está desenhando, de forma muito real e física, esta luz. Esta não é uma luz passageira e ilusória, que a remove brevemente das preocupações mundanas, mas uma inspiração permanente que impregna a escuridão profunda de nossa realidade física. Estas chamas elevam o comum saturando de santidade o mundo e a Criação como um todo. E o Universo passa a ganhar uma perspectiva mais verdadeira, em harmonia e fiel a vontade de seu Criador. Ao acender as velas do Shabat, a mulher tem o poder especial de revelar toda a santidade do Shabat. Seu ato de acender a vela e recitar a bênção apropriada atrai a aura especial deste dia sagrado que se espalha em pontos de luz em todos os lares judaicos que iluminam o mundo.

 

Não deixe de acender as suas Velas de Shabat !

Para o horário de acendimento das velas de Shabat – Acesse o site, e digite o nome de sua cidade:

https://www.myzmanim.com

 

*( Fonte: pt.chabad.org)

Conta-se a história de um homem que foi descido a um poço profundo, cada vez mais baixo, até que a escuridão ficou tão densa que ele conseguia tocá-la com os dedos, a umidade e o frio que penetravam em seus ossos faziam-no tremer.
Finalmente, sem qualquer aviso, ele chegou ao fundo rochoso do poço. Quando o puxaram de volta, perguntaram: “Então, o que você encontrou ali?”
“Estava frio”, ele respondeu.
“O que mais?”
“Estava escuro”, ele respondeu.
“E o que mais?”
“O que mais querem?” disse ele. “Cheguei ao fundo e estava frio, escuro e cheio de sujeira!”
“Sabemos que é cheio de sujeira!” responderam eles. “É uma mina! E diga, onde estão os diamantes?”
Se você já leu sobre Tikun, retificação da alma, pode já deve ter entendido a história. Trata-se de nós, sobre como nossas almas caem num mundo fraturado, privado de luz.
Se você não sabe por que está aqui, às vezes tudo que consegue ver é sujeira. E não há escassez de sujeira neste mundo.
Mas se você sabe que está aqui numa missão, a suprema missão de resgatar as centelhas divinas perdidas e consertar o universo, e se você sabe que as pedras preciosas mais brilhantes são achadas nos lugares mais escuros e profundos – então a sujeira torna-se quase irrelevante. Tudo que você vê são os diamantes.
O primeiro lugar para procurar aqueles diamantes é sua própria casa, e então na sua comunidade. Quando você os encontrar ali, vai ver diamantes em toda parte.

*( Fonte: pt.Chabad.org)
* ( Photo : Elena Flerova )

* Do pôr-do-sol de domingo, 30/9 (às 17h44), até o completo anoitecer de terça-feira, 2/10 (às 18h39) .

A Véspera de Shemini Atsêret – domingo, 30/9 • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, a partir desta chama, as velas de Simchat Torá possam ser acesas e a comida preparada. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

 

Shemini Atzeret

” O oitavo Dia da Assembléia Solene” é uma festa à parte ao final de Sucot. Há uma prece especial por chuvas para a Terra de Israel

Comemora-se: Shemini Atseret ou o Oitavo dia da Assembléia em 22 de Tishrei.

Duração: 1 dia. Antes do pôr-do-sol até a véspera do pôr-do-sol do dia seguinte.

Kidush: Ao retornar da sinagoga recita-se o kidush da noite de Yom Tov sobre uma taça repleta de vinho, dentro da sucá.

Após as orações do dia, ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush referente ao dia de Yom Tov.

Yizcor: No dia de Shemini Atsêret recita-se Yizcor em memória de entes queridos falecidos.

Costumes

Hacafot
Nas noites de Shemini Atsêset, após a prece noturna, Arvit, realizam-se sete Hacafot (voltas) com os Rolos da Torá ao redor da bimá (mesa destinada à leitura da Torá) com danças e alegria. É costume trazer as crianças para participarem das Hacafot.

Refeição
Costuma-se comer na sucá, mas sem recitar a bênção Leshêv Bassucá. Costuma-se usar chalot redondas e mergulha-se cada fatia três vezes no sal antes de comer.

Proibições
As mesmas atividades criativas proibidas no shabat também o são em Shemini Atsêret, exceto carregar em domínio público, cozinhar para as refeições a serem consumidas no mesmo dia (se for utilizado fogo de uma chama acesa desde a véspera) e outras atividades ligadas à preparação dos alimentos.

Simchat Torá

O Júbilo com a Torá – Marca o ciclo anual da leitura da Torá que é terminado e reiniciado neste dia. Dançamos e nos alegramos com a Torá

Comemora-se: Dia 23 de Tishrei

Duração: 1 dia
Velas:Acendem-se as velas antes do pôr-do-sol com a bênção apropriada.

Kidush: Ao retornar da sinagoga recita-se o kidush da noite de Yom Tov e após as orações do dia, ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush referente ao dia de Yom Tov, ambos sobre uma taça repleta de vinho.

Costumes

Na noite de Simchat Torá, após a prece noturna, Arvit, realizam-se sete hacafot (voltas) com os rolos da Torá ao redor da bimá com danças e muita alegria. É costume trazer as crianças para participarem das hacafot.

Em Simchat Torá as refeições não são mais realizadas na sucá.

Costuma-se comer chalot redondas e mergulhar cada fatia três vezes no sal antes de comer.

Todos os homens são chamados à Torá. Meninos menores de bar mitsvá são chamados todos juntos à Torá. A porção final da Torá é lida, completando o ciclo anual, e a seguir, a leitura é reiniciada (primeira porção, do primeiro livro, Bereshit).

*( Fonte: chabad.org.br )

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