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Conta-se a história de um homem que foi descido a um poço profundo, cada vez mais baixo, até que a escuridão ficou tão densa que ele conseguia tocá-la com os dedos, a umidade e o frio que penetravam em seus ossos faziam-no tremer.
Finalmente, sem qualquer aviso, ele chegou ao fundo rochoso do poço. Quando o puxaram de volta, perguntaram: “Então, o que você encontrou ali?”
“Estava frio”, ele respondeu.
“O que mais?”
“Estava escuro”, ele respondeu.
“E o que mais?”
“O que mais querem?” disse ele. “Cheguei ao fundo e estava frio, escuro e cheio de sujeira!”
“Sabemos que é cheio de sujeira!” responderam eles. “É uma mina! E diga, onde estão os diamantes?”
Se você já leu sobre Tikun, retificação da alma, pode já deve ter entendido a história. Trata-se de nós, sobre como nossas almas caem num mundo fraturado, privado de luz.
Se você não sabe por que está aqui, às vezes tudo que consegue ver é sujeira. E não há escassez de sujeira neste mundo.
Mas se você sabe que está aqui numa missão, a suprema missão de resgatar as centelhas divinas perdidas e consertar o universo, e se você sabe que as pedras preciosas mais brilhantes são achadas nos lugares mais escuros e profundos – então a sujeira torna-se quase irrelevante. Tudo que você vê são os diamantes.
O primeiro lugar para procurar aqueles diamantes é sua própria casa, e então na sua comunidade. Quando você os encontrar ali, vai ver diamantes em toda parte.

*( Fonte: pt.Chabad.org)
* ( Photo : Elena Flerova )


* Do pôr-do-sol de domingo, 30/9 (às 17h44), até o completo anoitecer de terça-feira, 2/10 (às 18h39) .
A Véspera de Shemini Atsêret – domingo, 30/9 • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, a partir desta chama, as velas de Simchat Torá possam ser acesas e a comida preparada. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).
 
Shemini Atzeret
” O oitavo Dia da Assembléia Solene” é uma festa à parte ao final de Sucot. Há uma prece especial por chuvas para a Terra de Israel
Comemora-se: Shemini Atseret ou o Oitavo dia da Assembléia em 22 de Tishrei.
Duração: 1 dia. Antes do pôr-do-sol até a véspera do pôr-do-sol do dia seguinte.
Kidush: Ao retornar da sinagoga recita-se o kidush da noite de Yom Tov sobre uma taça repleta de vinho, dentro da sucá.
Após as orações do dia, ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush referente ao dia de Yom Tov.
Yizcor: No dia de Shemini Atsêret recita-se Yizcor em memória de entes queridos falecidos.
Costumes
Hacafot
Nas noites de Shemini Atsêset, após a prece noturna, Arvit, realizam-se sete Hacafot (voltas) com os Rolos da Torá ao redor da bimá (mesa destinada à leitura da Torá) com danças e alegria. É costume trazer as crianças para participarem das Hacafot.
Refeição
Costuma-se comer na sucá, mas sem recitar a bênção Leshêv Bassucá. Costuma-se usar chalot redondas e mergulha-se cada fatia três vezes no sal antes de comer.
Proibições
As mesmas atividades criativas proibidas no shabat também o são em Shemini Atsêret, exceto carregar em domínio público, cozinhar para as refeições a serem consumidas no mesmo dia (se for utilizado fogo de uma chama acesa desde a véspera) e outras atividades ligadas à preparação dos alimentos.
Simchat Torá

O Júbilo com a Torá – Marca o ciclo anual da leitura da Torá que é terminado e reiniciado neste dia. Dançamos e nos alegramos com a Torá
Comemora-se: Dia 23 de Tishrei
Duração: 1 dia
Velas:Acendem-se as velas antes do pôr-do-sol com a bênção apropriada.
Kidush: Ao retornar da sinagoga recita-se o kidush da noite de Yom Tov e após as orações do dia, ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush referente ao dia de Yom Tov, ambos sobre uma taça repleta de vinho.
Costumes
Na noite de Simchat Torá, após a prece noturna, Arvit, realizam-se sete hacafot (voltas) com os rolos da Torá ao redor da bimá com danças e muita alegria. É costume trazer as crianças para participarem das hacafot.
Em Simchat Torá as refeições não são mais realizadas na sucá.
Costuma-se comer chalot redondas e mergulhar cada fatia três vezes no sal antes de comer.
Todos os homens são chamados à Torá. Meninos menores de bar mitsvá são chamados todos juntos à Torá. A porção final da Torá é lida, completando o ciclo anual, e a seguir, a leitura é reiniciada (primeira porção, do primeiro livro, Bereshit).
*( Fonte: chabad.org.br )

Sucot  5779 – 2018

A véspera de Sucot – domingo, 23/9 • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, a partir desta chama, as velas da segunda noite de Sucot possam ser acesas e a comida preparada. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).
A primeira Noite de sucot – domingo, 23/9 Acendimento das Velas às 17h42 SP
a SEGUNDA NOITE DE SUCOT – segunda-feira, 24/9 Acendimento das Velas após 18h37 • É proibido criar fogo em Yom Tov riscando um fósforo. As velas são acesas com um palito utilizando o fogo de uma chama.
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Um período alegre é iniciado com a festa de Sucot, compensando o solene período de Rosh Hashaná e Yom Kipur.
O que comemora-se: Nos quarenta anos de peregrinação pelo deserto, ao sair da escravidão egípcia em direção à Terra Prometida, os judeus foram cercados por nuvens de glória, com as quais D’us envolveu o povo em sinal de proteção. Para celebrar este evento e aumentar nossa consciência do amor todo abrangente de D’us, recebemos a ordem: “Em sucot (cabanas) deveis habitar por sete dias”. Construimos por este motivo uma sucá, moradia temporária, cujo teto é coberto de folhagens.
Há mitsvot nas quais utilizamos apenas algumas partes de nosso corpo, por exemplo: a mitsvá de tefilin, filactérios, que envolve o braço e a cabeça; tefilá, prece, envolve a mente e o coração e assim por diante.
Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D’us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.

Durante a festa de Sucot, os homens devem comer diariamente numa sucá (cabana) especialmente construída para este fim. Nestes sete dias, não é permitido comer fora da sucá qualquer refeição que contenha pão ou massa. Há aqueles que não costumam beber nem ao menos um copo de água fora da sucá.
Nos primeiros dois dias e noites da festa, o kidush, prece sobre o vinho, antecede a refeição. Nas duas primeiras noites, é obrigatório comer na sucá ao menos uma fatia de pão (além do kidush), mesmo que esteja chovendo. Nos outros dias, se chover, é permitido fazer as refeições dentro de casa.
Comemora-se os primeiros dois dias: Dia 15 e 16 de Tishrei
Duração: 2 dias. Inicia-se antes do pôr-do-sol da véspera e termina ao completo anoitecer do segundo dia.
Velas: Acendem-se as velas na véspera, antes do pôr-do-sol do primeiro e do segundo dia com a bênção apropriada.
Kidush: Recita-se o kidush dentro da sucá ao retornar da sinagoga após a Prece Noturna, Arvit, e na manhã do dia seguinte, após a Prece Matinal, Shacharit e Mussaf, a Prece Adicional, ao retornar da sinagoga, ambos sobre uma taça repleta de vinho.
OBS: Os tefilin não são colocados durante os sete dias de Sucot.
CHOL HAMOED SUCOT – DIAS INTERMEDIÁRIOS
Duração: 5 dias, do 3º até o 7º dia.
Costumes
Quatro Espécies
Durante todos os dias de Sucot (exceto Shabat) deve-se recitar a bênção sobre as quatro espécies. Elas são compostas de um etrog (cidra), um lulav (palmeira), três hadassim (galhos de mirta) e duas aravot (folhas de salgueiro). Dentre muitas explicações, cada uma das quatro espécies representa um tipo de judeu. As quatro espécies juntas simbolizam a união do povo judeu; precisamos uns dos outros. As quatro espécies são balançadas nas quatro direções, para o alto e para baixo e para ambos lados, direito e esquerdo, para frente e para trás, simbolizando a presença Divina em toda a parte.
Refeição
Durante toda a festa, os homens devem fazer as refeições dentro da sucá.
É costume comer chalot redondas e mergulhar cada fatia no mel antes de comer, durante os dois dias de Yom Tov.
O kidush e as bênçãos das velas não são recitados em Chol Hamoêd (exceto shabat chol hamoêd).
Proibições
Trabalho: Todos os trabalhos são permitidos em Chol Hamoed. Evita-se, porém, na medida do possível, escrever e executar outros serviços específicos como costurar. Se o fizer, é preferível que o faça de maneira não perfeita. É preferível contratar serviços profissionais após Chol Hamoed: dentista, alfaiate, etc, sempre que possível.
Roshaná Rabá
O sétimo dia de Sucot é chamado Hoshaná Rabá (Grande Hoshaná) sendo considerado o último dia do “julgamento” Divino no qual o destino do novo ano é determinado. O Salmo L’David Hashem Ori, que tem sido acrescentado à nossa prece diária desde 1º de Elul, é recitado nesta data pela última vez.

Leis e costumes

Estudo noturno
Costuma-se permanecer acordado na noite de Hoshaná Rabá (este ano, na noite entre domingo e segunda-feira) e estudar Torá. Recitamos todo o Livro de Devarim e o Livro de Tehilim. Em algumas congregações é costume para o Gabai distribuir maçãs (significando um ano doce) para todos.Na noite de Hoshaná Rabá é costume ficar de vigília, recitando Salmos e Ticun (coletânea de trechos das Sagradas Escrituras especialmente compilados).
Salgueiro e hoshanot
Além das Quatro Espécies usadas a cada dia de Sucot, é uma “mitsvá rabínica”, datando da época dos Profetas, segurar um aravá adicional, ou salgueiro, no sétimo dia de Sucot. No Templo Sagrado, grandes ramos de salgueiro com 6 metros eram colocados ao redor do altar. Atualmente, fazemos um feixe com cinco ramos de salgueiro e os carregamos junto com as Quatro Espécies ao redor da mesa de leitura da sinagoga durante as preces Hoshaanot, das quais recitamos hoje uma versão mais completa, fazendo sete circuitos ao redor da bimá (em vez do único que é feito diariamente). Na conclusão de Hoshaanot golpeamos o chão cinco vezes com o feixe de salgueiro, simbolizando “amenizar as cinco medidas de severidade”.
Refeição
Uma refeição festiva no almoço é feita na sucá. Mergulhamos o pão no mel (como fazemos em toda refeição festiva desde Rosh Hashaná) pela última vez. Hoje também é a última ocasião na qual recitamos a bênção especial para comer na sucá. pois o mandamento bíblico de habitar na sucá é apenas para sete dias (embora seja prática em muitas comunidades – e este é o costume Chabad – de comer na sucá também no oitavo dia, Shemini Atsêret).
*( Fonte: Chabad.org.br )

Yom Kipur 5779 – 2018

Yom Kipur  5779 – 2018
antes do pôr do sol em 9 de Tishrei (18 de setembro) até o cair da noite em 10 de Tishrei (19 de setembro)
Acendimento das Velas e Início do Jejum para SP – às 17h40
**Demais Localidades acesse o link
http://pt.chabad.org/calendar/candlelighting.htm

*Atestado para as festas judaicas:

https://ongtora.com/atestado-para-as-festas-judaicas/

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Comemora-se: Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê rezou e, em dez de Tishrei, D’us concedeu pleno perdão ao povo judeu. Quando uma pessoa perdoa outra, isto se deve a um sentimento profundo de amizade e amor que anula o efeito de qualquer mal que tenha praticado. Do mesmo modo, o amor Divino é expressão de Seu amor eterno e incondicional.
Embora possamos ter transgredido Sua vontade, nossa essência, a alma, permanece Divina e pura. Yom Kipur é o único dia do ano em que D’us revela mais claramente que nossa essência e a Sua são uma só. Ao nível da alma, o povo judeu é todo igual e indivisível. Sempre que se demonstra a união essencial, agindo com amor e amizade, mais será revelado o amor de D’us.
Comemora-se: Dia 10 de Tishrei
Duração: 1 dia
Costumes
Na madrugada da véspera de Yom Kipur (ou nos dias precedentes) é realizado o ritual de caparot.
• Segura-se um galo branco (para os homens) ou uma galinha branca (para as mulheres), enquanto é recitada uma breve prece .
• As aves são ritualmente abatidas e uma soma equivalente a seu real valor é doada aos pobres.
• Pode-se também fazer caparot com dinheiro, doando-o a seguir para tsedacá.
Fazendo as Pazes
• Yom Kipur perdoa pecado cometido contra D’us; transgressões praticadas contra o próximo são perdoadas somente após ter se desculpado pessoalmente.
Outros Costumes da Véspera de Yom Kipur
• É mitsvá todos os homens irem ao micvê na véspera de Yom Kipur para entrar com pureza no Dia Sagrado.
• Após Shacharit (a Prece Matinal) é costume pedir à alguém um pedaço de lêcach (bolo de mel). A intenção é, caso seja decretado que durante o ano a pessoa deva receber caridade, que cumpra sua pena ao pedir este lêcach. Aquele que entrega o lêcach deve desejar um ano bom e doce.
Antes de Minchá (a Prece Vespertina) deve-se dar bastante tsedacá. Neste momento deve-se dar também o resgate das caparot. É costume distribuir caixinhas ou pratos pela sinagoga para coletar esta tsedacá. O Báal Shem Tov afirmou: “O barulho das moedas nos pratos destrói as forças negativas.”
As Refeições
• Na véspera de Yom Kipur é mitsvá fazer duas refeições fartas – uma no almoço e
outra à tarde. Dizem nossos sábios: “Todo aquele que come e bebe na véspera e jejua
em Yom Kipur é considerado como se jejuasse dois dias seguidos.”
• Costuma-se usar chalá redonda, mergulhando os pedaços no mel, após a ablução das mãos e recitação das bênçãos “Al netilat yadáyim” e “Hamôtsi” .
• Na última refeição antes do jejum não se come peixe. Costuma-se comer creplach,tradicionais pasteizinhos de carne.
• Os alimentos desta refeição devem ser de fácil digestão.
• Deve-se convidar pessoas pobres para a mesa, principalmente na última refeição, para que a mesa sirva como capará (expiação).
Abençoando os Filhos
• Os pais costumam abençoar os filhos com a Bênção Sacerdotal antes de ir à sinagoga, desejando que sejam selados para uma longa vida, com temor a D’us:
Velas: Acendem-se as velas na véspera, do pôr-do-sol com as bênçãos apropriadas.
• O jejum de Yom Kipur inicia-se antes do pôr-do-sol
e termina ao completo anoitecer .
• As atividades criativas proibidas no Shabat também o são em Yom Kipur, inclusive carregar em propriedade pública. Portanto deve-se tomar cuidado para não transportar o livro de orações, talit e óculos de leitura ou qualquer outro objeto. Estes devem ser deixados na sinagoga antes do início do jejum.
A proibição de comer e beber em Yom Kipur recai até mesmo sobre uma quantia mínima.
Existe, porém, uma quantia estipulada de comida ou bebida que, se ingerida, consiste em transgressão de uma proibição maior. No caso de um doente que deve comer, conforme veremos adiante, deve ser-lhe dada, na medida do possível, uma quantia menor que esta quantia. No caso de líquidos, deve ser dado ao doente o equivalente a menos de uma bochecha cheia a cada nove minutos, ou pelo menos a quatro minutos, se for suficiente. No caso de alimentos sólidos,
deve-lhe ser dado menos de 30 centímetros cúbicos no prazo acima, se possível. É preferível beber a comer neste dia em caso de doença.
As crianças que já entendem a santidade do dia não costumam comer guloseimas neste dia.
Até mesmo enxaguar a boca não é permitido.
Se a pessoa não tem força suficiente para ir à sinagoga em jejum, deve permanecer em casa,de cama, mas jamais comer para ter forças para ir à sinagoga ou rezar. Se a pessoa sabe que se for à sinagoga passará mal, talvez precisando comer no meio do jejum, não deve ir.
Além de abster-se de comer e beber, em Yom Kipur também é proibido:
Usar perfumes, óleos, desodorantes, maquiagem ou loções.
Lavar-se.
Calçar sapatos de couro (mesmo que sejam parcialmente de couro).Manter relações conjugais.

Rosh Hashaná  5779 – 2018

 5779 – 2018

•Rosh Hashaná inicia-se antes do pôr-do-sol de  domingo, 9/9 e termina terça-feira, 11/9

• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia. • Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela, (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

Primeira Noite de Rosh Hashaná – domingo, 9/9
Acendimento das Velas às 17h38 SP
Segunda Noite de Rosh Hashaná – segunda-feira, 10/9 • Na segunda noite, uma fruta da nova estação, que ainda não foi provada, é colocada sobre a mesa no horário do acendimento das velas e do kidush. Acendimento das Velas após 18h32 SP
**Demais Localidades acesse o link
http://pt.chabad.org/calendar/candlelighting.htm

*Atestado para as festas judaicas:

https://ongtora.com/atestado-para-as-festas-judaicas/

O Aniversário do Universo

Rosh Hashaná, considerado o aniversário do Universo, é na realidade o sexto dia da Criação, quando D’us criou o primeiro homem, Adam – o propósito de toda a Criação. O primeiro ato de Adam foi proclamar D’us como Rei do Universo. Por isso, a cada Rosh Hashaná coroamos
o Todo Poderoso como Regente do mundo, reafirmando nosso compromisso de servi-Lo apropriadamente. Assim como D’us completou a Criação no primeiro Rosh Hashaná, a cada Rosh Hashaná Ele reavalia a qualidade de nosso relacionamento com Ele, assumindo uma vez mais o sustento do mundo. Nisto se constitui o julgamento de Rosh Hashaná.
Nossos sábios explicam que em Rosh Hashaná somos julgados por D’us. Se merecedores,D’us nos inscreverá no Livro da Vida. Dez dias depois, em Yom Kipur, o Livro é selado. Pelo arrependimento sincero, preces e práticas de caridade, podemos suaviza
Véspera de Rosh Hashaná –
Neste dia distribui-se tsedacá aos pobres para que possam comprar o necessário para Yom Tov.
• Hatarat Nedarim (anulação de promessas) é realizada na sinagoga após Shacharit (a Prece Matinal), perante um tribunal de dez homens.
• Entre as compras feitas para Rosh Hashaná deve-se incluir uma fruta da nova estação que ainda não foi ingerida, para poder recitar a bênção de Shehecheyánu no acendimento das velas e no kidush da segunda noite
Hatarat Nedarim –
A cerimônia de Hatarat Nedarim anula qualquer promessa não cumprida por esquecimento ou força maior. É realizada antes de Rosh Hashaná para que o ano novo reinicie sem conexão com qualquer falha do passado.
Leis e costumes de Rosh Hashaná
Comemora-se Rosh Hashaná por dois dias, 1 e 2 de Tishrê –
• As atividades proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar (objetos permitidos) num domínio público e cozinhar para as refeições do mesmo dia.
• Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o suficiente para que, as velas da segunda noite de Rosh Hashaná possam ser acesas e a comida preparada a partir desta chama. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).
• Em Rosh Hashaná os tefilin não são colocados.
A principal mitsvá de Rosh Hashaná é ouvir o toque do shofar. De acordo com a Torá deve-se ouvir pelo menos trinta toques. Porém é costume ouvir cem toques, trinta após a leitura da Torá e o restante durante e após o término das orações.
• Deve-se prestar atenção especial às bênçãos antes do toque do shofar e responder amên.
• Ao ouvir o toque do shofar, a pessoa deve ser despertada para retornar a D’us e proclamá-Lo como Rei do Universo.
• A partir do momento em que as bênçãos do shofar são recitadas até os últimos toques (no final do serviço religioso), os presentes devem permanecer em completo silêncio, sem conversar.
• Ao retornar da sinagoga, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná
• Costuma-se usar chalot redondas em Rosh Hashaná simbolizando, entre outras razões, a coroação de D’us neste dia. Expressa-se também a esperança de que o ano novo seja perfeito e traga o melhor de tudo para cada um.
• Distribui-se um pedaço da chalá para cada participante, mergulhando-o no mel antes de comer. Isto é feito em todas as refeições da Festa. Antes de ingerir a chalá, pronuncia-se a bênção “Hamôtsi” .
• Na primeira noite de Rosh Hashaná, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel. Recita-se a bênção da fruta e um pedimos à D’eus nos nos dar um ano bom e dôce.
• Em Rosh Hashaná costuma-se comer coisas que simbolizam doçura, bênção e fartura. Portanto, vinho doce ou bebidas doces, peixe e carne gorda fazem parte desta refeição. (Não se come nada temperado com vinagre ou raiz forte para não
ter um ano amargo. Nozes também não.)
• Serve-se cabeça de peixe ou carneiro (na prática, a língua é utilizada) para representar o desejo de ser “cabeça”, sobressaindo-se com justiça e servindo de exemplo para todos.
• Tsimes, um prato de cenouras doces, também é servido. A palavra yidish para cenouras é meren, que também significa acrescentar. Assim, tsimes representa o desejo de possuir mais méritos que falhas
• Outros alimentos especiais são: alho-poró, acelga, tâmara, abóbora-moranga, feijão fradinho e romã.
• O bolo de mel é também uma sobremesa tradicional durante esta época
• Na conclusão da refeição, recita-se a Bênção de Graças (Bircat Hamazon), encontrada no Sidur (Livro de Rezas). Acrescenta-se o parágrafo Yaalê Veyavô, lembrando a data de Rosh Hashaná (Yom Hazicaron).
Em Rosh Hashaná à tarde, logo após Minchá (a Prece Vespertina), é costume ir até um lago ou poço onde haja peixes, para recitar a prece de Tashlich e invocar a mercê Divina. Esta oração encontra-se no Machzor (Livro de Rezas) de Rosh Hashaná. A palavra tashlich advém do versículo: “Tu jogarás (tashlich) seus pecados
nas profundezas do mar.” A água simboliza bondade; e os peixes, com seus olhos sempre abertos, representam a vigilância constante da Divina Providência
No final do segundo dia de Rosh Hashaná recita-se a havdalá encontrada no Sidur, sem acender a vela trançada e sem cheirar as especiariasAcesse o Link abaixo e veja a brachá para os alimentos simbolicos de Rosh Hashaná
http://www.chabad.org.br/datas/rosh/indexA.html
*(Fonte Chabad.org.br)

 Jejum Guedalya

Este ano 2018 – 5779
Jejum de Guedalyá – quarta-feira, 12/9, das 4h56 até 18h21

Motivo do jejum: Guedalyá ben Achicam, governador de Israel, foi assassinado em Rosh Hashaná 3339, dois meses após a destruição do Primeiro Templo, causando a dispersão do povo judeu remanescente. Nossos sábios fixaram o jejum para o dia seguinte a Rosh Hashaná.

Comemora-se: Dia 3 de Tishrei

Duração: 1 dia. Inicia-se no dia seguinte a Rosh Hashaná, ao alvorecer, e termina com o surgimento das estrelas.

Obs: Se esta data ocorrer no sábado, o jejum é transferido para o domingo.
Os Dez dias de Teshuvá
Os dez primeiros dias do mês de Tishrei – os dois dias de Rosh Hashaná, os sete dias que se seguem e Yom Kipur – são época propícia para reparar falhas e nos aproximar de D’us, chamados de Dez Dias de Teshuvá.
Teshuvá: Significa retorno. O judaísmo enfatiza que a centelha Divina da alma é boa. Não se alcança o verdadeiro arrependimento por meio da severa auto-condenação, mas pela percepção de que nosso mais profundo desejo é realizar o bem de acordo com a vontade de D’us. Os sete dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur são oportunos para fazer teshuvá pelo ano que passou
 
* Fonte: chabad.org.br
*Imagem: Elena Flerova


Elul é também o mês de balanço da alma e o serviço Divino exige profundo auto-conhecimento…
Caridade… lança um manto de proteção não apenas sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo…
“Prepare o trono sagrado” (Zohar).
A santidade exige preparação. Nossa principal tarefa não é criá-la mas sim nos tornarmos um receptáculo para a santidade, que surge de acordo com a maneira da preparação.
Elul é o último mês do ano judaico. Como preparação para Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, que vem logo em seguida. Elul é marcado por vários costumes especiais e tradições.
Elul é também o mês do balanço da alma. Um empresário ocasionalmente precisa calcular seu lucro e suas perdas, bem como fazer um balanço detalhado. Nós também precisamos conduzir uma auditoria anual do estado de nossa “empresa” espiritual. Durante o ano inteiro estamos envolvidos em obter lucro: servir a D’us através do estudo de Torá, cumprimento das mitsvot, prece e boas ações. No mês de Elul, fazemos um balanço geral de tudo que fizemos no decorrer do ano.
Além disso, a melhor época possível para esta contabilidade da alma é o mês de Elul, pois então os Treze Atributos Divinos de Misericórdia brilham. Essa revelação pode ser comparada a um rei que emerge de seu palácio e vai para o campo, em plena vista de seus súditos. Somente então é possível engajar-se adequadamente na introspecção espiritual sem o perigo de mergulhar na desesperança e no desespero. Pois, afinal, o Rei está com ele no campo – Ele tem em mente o nosso benefício.
Um pré-requisito para um adequado balanço da alma é a total aceitação e subordinação ao jugo celestial. Essa auto-subordinação pode produzir um generoso “crescimento”, assim como uma semente semeada no solo e coberta produz brotos e um campo muito maior que si mesma.
Embora engajar-se neste trabalho espiritual possa ser difícil, fazer um esforço sincero ajuda a gerar a necessária força interior para fazermos nosso serviço real, prático, de acordo com as expectativas Divinas.

Algumas Leis e Costumes


Escute o Toque do Shofar 

Começando com o primeiro dia de Elul, até (mas não incluindo) a manhã antes de Rosh Hashaná, é costume tocar o shofar (chifre de carneiro) após a prece matinal nos dias de semana. O chamado do shofar estimula o coração. Seus toques diários proclamam: “Acordem, seus dorminhocos! Examinem suas ações e se arrependam.”

Recite Salmos Adicionais

A partir do primeiro dia de Rosh Chodesh Elul até, e incluindo Hoshana Raba, recitamos duas vezes ao dia o Salmo 27. Este costume é baseado no comentário do midrash “O Eterno é minha luz…” em Rosh Hashaná” … minha salvação…” em Yom Kipur,” … Ele me ocultará em Sua tenda” em Sucot.
Os chassidim e os sefaraditas incluem isto nas Preces Matinais e Vespertinas; o costume lituano é recitá-lo durante as Preces de Shacharit e Arvit, respectivamente, Matinais e Noturnas.
Recite Selichot
A tradição sefaradita é começar recitando selichot imediatamente após Rosh Chodesh Elul. O costume askenazita é recitar selichot começando na noite de sábado da semana na qual cai Rosh Hashaná, desde que sejam deixados quatro dias antes de Rosh Hashaná. Portanto, se Rosh Hashaná cair na segunda ou na terça-feira da semana, a recitação de selichot é iniciada na noite de sábado da semana precedente.

Aumente em Doação para Caridade

Durante Elul, a caridade funciona como um escudo contra os maus decretos e prolonga a vida. Lança um manto de proteção não somente sobre o doador, mas sobre o povo judeu como um todo. Quando uma pessoa transcende seu instinto natural e dá sem ser vista, D’us por Sua vez lhe concede mais do que ele mereceria receber.
Retorno em Penitência 
Os fundamentos da penitência são triplos: abandonar o pecado que tem cometido, arrependimento e confissão. Abandonar o pecado consiste fazê-lo tanto na prática quanto em pensamento, associado a uma firme resolução de não repeti-lo. Arrependimento é entender que separar-se de D’us é mau e amargo, e a intensa percepção de que há um preço para a transgressão.
A confissão pode ser expressa oralmente: “Eu pequei, fiz tal e tal; arrependo-me de minhas ações e tenho vergonha delas, e jamais as repetirei.”
[Baseado no Livro de Nosso Legado, s.v. Elul.]
O arrependimento exige arrepender-se do passado e tomar uma resolução positiva para o futuro, porém o primeiro passo é consertar e organizar adequadamente o presente, para que seja bom e correto em todos os aspectos da ação, fala e pensamento. Somente então, quando o presente é como deveria ser, a pessoa pode fazer o trabalho necessário para compensar as falhas e elementos indesejáveis do passado, e criar linhas de orientação e disciplina para o futuro.
O mês de Elul é propício para o auto-balanço, e para o arrependimento nas três “vestes” da alma – pensamento, fala e ação. O serviço Divino exige completo auto-conhecimento. Assim como ignorar nossas falhas pode ser incapacitante, o mesmo pode acontecer quando esquecemos de nossas forças. A pessoa deve conhecer-se bem: tanto as próprias habilidades e talentos quanto as deficiências e fraquezas.
– Desejamos a você e a sua família um ketivá  vachatimá tová leshaná tová umetuká!
* Fonte: Chabad.org.br
Imagem : Alex Levin

Tu BeAv (15 de Av) Este ano 2018 27 Julho

Happy-TuBAv
Após o difícil período das três semanas, em que mantemos costumes de luto, começa o período de consolo, em que D’us volta-se a nós, após termos retornado a Ele.
No dia quinze de Av – Tu Beav, o contraste torna-se mais aparente. Este é um dia de alegria, em que vários acontecimentos positivos aconteceram ao longo da história. Todos eles, marcam o término de algum fato negativo que estava ocorrendo em nosso povo. A demonstração de que D’us não mais estava irado conosco. Já pagamos pelos nossos atos. Nosso Pai nos espera agora de braços abertos. Está na hora de voltar…
Uma pesquisa no Código da Lei Judaica não revela observâncias ou costumes para esta data, exceto pela instrução que, a partir de quinze de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e “a noite foi criada para o estudo.” E o Talmud nos diz que, muitos anos atrás, as “filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos” em quinze de Av, e “quem não tivesse uma esposa podia ir até lá” para encontrar uma noiva.
E este é o dia que o Talmud considera a maior festa do ano, bem perto de Yom Kipur!
 
Vamos explicar aqui um pouco sobre cada fato que ocorreu nesta data. Esperamos que, se D’us Quiser, neste ano seja somada a lista a união total entre nosso povo e Hashem, com a vida de Mashiach, que tanto ansiamos e necessitamos.

1 – O dia em que acabaram-se os mortos do deserto

Após o pecado dos espiões, em que o povo, guiado por seus líderes, não confiou nas palavras de D’us e não quis entrar na Terra de Israel, esta geração foi condenada a uma jornada de quarenta anos no deserto, até que todos acabassem falecendo, e então a geração mais nova ingressaria na Terra. Como o pecado ocorreu em Tish’á Beav, as mortes também ocorriam nesta data. Neste dia, todas as pessoas cavavam covas para si mesmas, e dormiam dentro delas. No dia seguinte, os que estavam vivos levantavam-se, e eram sempre quinze mil o número daqueles que pereciam.
No último Tish’á Beav antes da entrada na Terra de Israel, todos os que haviam deitado dentro de suas covas, levantaram-se no dia seguinte. A princípio, pensaram que tivesse havido algum engano na contagem dos dias, e por este motivo, continuaram a dormir nas covas nos dias que se seguiram e continuaram vivos, até que no dia 15 viram a lua cheia, e tiveram certeza que o dia de Tish’á Beav havia passado sem que ninguém falecesse.

2 – Casamentos entre as tribos e entre o povo e a tribo de Binyamin foram permitidos

Desde a entrada na Terra de Israel, até o acontecimento de “Pileguesh Baguiva” (em que a tribo de Binyamin foi penalizada por seu comportamento incorreto), havia dois tipos de casamentos que foram proibidos:
a – Casamentos entre as tribos: esta proibição foi transmitida por Moshê. Uma filha que tivesse herdado um terreno de seu pai, não poderia casar-se com um homem pertencente a outra tribo, pois desta forma, o terreno passaria a pertencer também a seu marido, prejudicando a tribo da qual ela provinha que perderia o direito sobre as terras. (Os primeiros quatorze anos na Terra de Israel foram dedicados à conquista e distribuição das terras entre as tribos.)
b – Casamentos entre qualquer tribo e a tribo de Binyamin: Após o acontecimento de Pileguesh Baguiva, o povo fez a seguinte promessa: “Nenhum de nós dará sua filha a Binyamin por esposa.”
Após anos, os Sábios analisaram estas proibições e, sob inspiração Divina, chegaram a conclusão que os casamentos eram proibidos apenas por um certo período. Os casamentos entre as tribos foram proibidos por quatorze anos, tempo marcado pela ausência de uma demarcação fixa de terra que seria mais tarde destinada a cada tribo, o que naquela época impossibilitava as transferências de terra. Passado este período, a transferência das terras tornou-se viável.
Os Sábios também provaram, que a promessa de não casar-se com a tribo de Binyamin era apenas para aquela geração, pois disseram: “Nenhum de nós” – e não “Nenhum de nosso filhos”.
As duas permissões foram dadas no mesmo dia: em Tu Beav. Por isso, este dia foi marcado por grande alegria e união entre nosso povo.

3 – O dia em que foi permitida a subida à Jerusalém

O perverso rei de Israel, Yerovam ben Nevat, havia retirado o trono real de Jerusalém, que D’us havia indicado como o centro do povo. Este postou dois bezerros de ouro, um em Dan e um em Bet El, para que o povo os idolatrasse. Contudo, muitas pessoas do povo continuaram subindo para Jerusalém, que sempre fora o centro espiritual do povo. Para impedi-los de ir a Jerusalém, Yerovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos que as levavam até lá.
Estes obstáculos existiram até os últimos dias do reinado de Israel, quando o rei Hoshea ben Ela os anulou, e declarou: “Todo aquele que deseja subir a Jerusalém, que suba”. Isto ocorreu no dia de Tu Beav, e foi motivo para grande alegria.
Apesar deste grande feito, o rei acabou sendo castigado. Antes dele, o povo também era idólatra, porém, a culpa recaiu sobre o rei, que não permitia que eles fossem a Jerusalém a procura de sua verdadeira espiritualidade. Hoshea permitiu que subissem a Jerusalém, dizendo “quem quiser – que vá”. Porém, sua obrigação como rei era encorajar o povo a fazê-lo, coisa que nem ele mesmo fazia, por também não andar no bom caminho. Enquanto a culpa pertence ao indivíduo, D’us não castiga o povo. Porém, quando Hoshea anunciou a permissão, todo o povo foi culpado por não ter subido à Jerusalém, e por este motivo, acabaram sendo exilados.

4 – O dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo

Após a reconstrução do Segundo Templo Sagrado, nos dias de Ezra e Nechemia, era grande a dificuldade de encontrar árvores para utilização da madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada. Por isso, quando alguém doava lenha ao Templo, seu ato era meritório e muito festejado. Afinal, se não houvesse lenha não haveria possibilidade de oferecer sacrifícios, e o ofício do Templo teria que ser cancelado. Tão significativa era a importância deste ato, que os inimigos, desejosos de arruinar os serviços do Templo Sagrado, impediam as pessoas de chegar com lenha a Jerusalém.
O última dia do ano em que cortava-se lenha para o Templo era o dia quinze de Av. Após esta data, o calor do sol já não era tão intenso, e as madeiras, que não estavam tão secas, corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar. Portanto, o último dia de verão, em que a mitsvá das lenhas era terminada, era festejado com grande alegria.

5 – Os mortos de Betar foram enterrados

Adriano, o perverso imperador romano, havia feito um genocídio na cidade de Betar, e para ter maior prazer com a derrota dos valentes sábios judeus, deixou seus corpos abandonados, jogados em um vinhedo. Após um certo tempo, ascendeu um novo rei que permitiu que estes corpos fossem finalmente enterrados. Todo o povo uniu-se para cuidar do enterro de seu irmãos. Isto ocorreu no dia de Tu Beav.
Nesta data, os Sábios acrescentaram a bênção de Hatov Vehametiv – o “Bom que faz o bem”, no Bircat Hamazon. E explicaram: “O Bom” – pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados. E “que faz o bem” – pois fez com que acabassem sendo enterrados.
Assim como nós abençoamos D’us pelos milagres que faz, devemos abençoa-lo por acontecimentos que não nos parecem tão positivos, e acreditar que tudo que vem Dele é para o bem.
*Fonte: Pt.Chabad.org.br

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Teshuvá

Artwork by Alex Levin.

Teshuvá significa arrepender-se de algum erro que você cometeu, e resolver não repeti-lo. Não podemos lhe dizer como deverá se arrepender ou tomar uma resolução; é algo que acontece dentro de você. Mas podemos dar algumas dicas sobre como reparar os danos e aquilo que eles deixaram como resultado. Veja, aquela sensação de teshuvá interior na verdade permite que você apague o erro. Seguem algumas sugestões:

Primeiro Passo: Diga em Voz Alta

Como: À noite, ou a qualquer hora em que você estiver sozinho, diga em voz alta: “Querido D’us, estou arrependido pelo pecado que cometi em Tua presença [aqui entra seu pecado].” Há uma prece específica para isso em seu livro de orações, chamada vidui, que recitamos em Yom Kipur. Você pode recitar vidui e acrescentar esta linha a qualquer ponto.
Por que: De alguma forma, quando você ouve sua voz dizendo o quanto se arrepende do que fez, atinge muito profundamente o seu íntimo. Suas palavras ajudam a tirar aquele erro de dentro de você, para que possa jogá-lo fora para sempre.

Segundo Passo: Conserte aquilo que fez

Como: Peça desculpas e compense àquele a quem você afetou com seu erro. Se a princípio ele não perdoar, continue tentando até que entenda que é um arrependimento sincero.
Por que: Se o seu erro foi algo entre você e outra pessoa, então não seria justo D’us perdoá-lo sem que você envolva aquela pessoa.

Terceiro Passo: Caridade

Como: Simplesmente dê um pouco mais do que está acostumado a doar.
Por que: Um erro diminui a vida; caridade significa dar vida. A caridade cura o mundo, e também cura a sua alma.

Quarto Passo: Siga em frente com a vida

Como: Compense por aquilo que aconteceu. Aja melhor, mais bondosamente, aprenda mais.
Por que: O erro cometido funciona como a inércia, arrastando você para baixo. É preciso dar a volta até um incentivo para elevar você a um nível mais alto.
Teshuvá é poderosa. Segundo nossos Sábios, um pecado pode elevar você mais alto que todas as mitsvot poderiam – se você fizer teshuvá por amor. Amor a D’us, pela Sua Torá e pela sua própria alma preciosa

*( Fonte : pt.chabad.org)
* Imagem: Alex Levin

Tisha B’Av 2018

  • Tishá B  Av 2018.
  • A partir do início da noite: sábado  21 de julho
    Até o início da noite: domingo 22 de julho

    Tishá BeAv, celebra uma lista de catástrofes tão graves que é claramente um dia especialmente amaldiçoado por D’us. O Primeiro Templo foi destruído nesse dia. Cinco séculos mais tarde, conforme os romanos se aproximavam do Segundo Templo, prontos para incendiá-lo, os judeus ficaram chocados ao perceber que o Segundo Templo foi destruído no mesmo dia que o Primeiro.
    Quando os judeus se rebelaram contra o governo romano, acreditavam que seu líder, Shimon bar Kochba, preencheria suas ânsias messiânicas. Mas suas esperanças foram cruelmente destroçadas em 135 EC, quando os judeus rebeldes foram brutalmente esquartejados na batalha final em Betar. A data do massacre? Nove de Av, é claro!
    Os judeus foram expulsos da Inglaterra em 1290 EC em, você já sabe, Tishá BeAv. Em 1492, a Idade de Ouro da Espanha terminou quando a Rainha Isabel e seu marido Fernando ordenaram que os judeus fossem banidos do país. O decreto de expulsão foi assinado em 31 de março de 1492, e os judeus tiveram exatamente três meses para colocar seus negócios em ordem e deixar o país. A data hebraica na qual nenhum judeu mais teve permissão de permanecer no país onde tinha desfrutado de receptividade e prosperidade? A esta altura, você já sabe que é 9 de Av.
    Pronto para mais? A Segunda Guerra e o Holocausto, concluem os historiadores, foi na verdade a conclusão arrastada da Primeira Guerra, que começou em 1914. E sim, a Primeira Guerra Mundial começou, no calendário hebraico, a 9 de Av – Tishá BeAv.
    O que você conclui disso tudo? Os judeus veem esses fatos como outra confirmação da convicção profundamente enraizada de que a História não ocorre por acaso; os acontecimentos – mesmo os terríveis – são parte de um plano Divino, e têm um significado espiritual. A mensagem do tempo é que há um propósito racional, muito embora não possamos entendê-lo.

     Véspera de Nove de Av

  • Quando se aproxima o fim do dia, a pessoa deveria fazer a refeição final. Nesta refeição, não se pode ingerir os dois tipos de comida cozida, mesmo se forem da mesma variedade – i.e., dois tipos de macarrão. Mesmo se o alimento cozido é geralmente ingerido cru, neste caso adquire o status de um alimento cozido.Costuma-se comer um ovo cozido ou lentilhas na refeição final, como sinal de luto. A pessoa não deve servir-se de nenhum outro alimento cozido, e deve comer pão, laticínios ou frutas. Alguns observam o costume de comer um pedaço de pão que foi mergulhado em cinzas.Costuma-se fazer a refeição final sentado no chão, ou em um banquinho baixo. Segundo algumas pessoas, há um significado oculto em colocar um tapetinho ou pedaço de pano, para não sentar-se diretamente sobre o chão. Não é necessário tirar os sapatos antes de fazer a refeição.Após a refeição final, se o sol ainda não se pôs, a pessoa pode continuar comendo – desde que não pretenda ou declare que aceitou o jejum. Entretanto, se a pessoa não pretendesse comer novamente porque estava satisfeita, pode comer outra vez desde que não tenha tido a intenção de aceitar o jejum ainda. É correto declarar ou ter a intenção específica de que não se impôs o jejum até o pôr-do-sol.
    O estudo de Torá é proibido em Nove de Av, pois o versículo (Salmos 19:9) declara: “Os estatutos de D’us são corretos, rejubilam o coração,” e quem esteja de luto está proibido de rejubilar-se. O costume é abster-se de estudar Torá a partir do meio-dia da véspera de Nove de Av.
    Algumas pessoas têm o costume de fazer uma refeição completa – sem carne ou vinho – no início da tarde [antes da refeição final] para que o jejum não lhes cause mal-estar.
    Este costume serve também como uma comemoração do caráter festivo tanto da véspera de Nove de Av quanto do próprio Nove de Av, durante o período do Segundo Templo Sagrado. Durante este período, os quatro dias de jejum que comemoram a destruição do Primeiro Templo Sagrado foram celebrados como dias festivos, e as pessoas comiam, bebiam, e se alegravam até mesmo no próprio Nove de Av. Nós, que não tivemos o mérito de consolo, comemoramos esta festa em lembrança do que foi e do que será novamente no futuro, quando o Templo Sagrado for reconstruído – que seja brevemente em nossos dias. Este costume demonstra nossa fé e confiança em D’us e nossa antecipação da salvação.
    As preces vespertinas são recitadas mais cedo que de costume, para permitir tempo suficiente para a refeição final, e Tachanun é omitido, pois o versículo (Echá 1:15) refere-se ao Nove de Av como sendo uma Festa.
    Na véspera de Nove de Av, não se deve passear descuidadamente em locais públicos, com o espírito relaxado, para que não ocorram risos e frivolidades.
    Três pessoas não devem fazer juntas a refeição final. Se o fizerem, não deverão recitar juntas a Graça após as Refeições.
    Pode-se comer frutas frescas e vegetais à vontade durante a refeição final, embora alguns não comam saladas vegetais como acompanhamento. Pode-se beber chá ou café depois.
    Qualquer alimento que consista de duas variedades que são geralmente cozidas juntos em uma panela é considerado como sendo um prato cozido sozinho. Os devotos, entretanto, comem somente um pedaço salgado de pão seco com um copo de água. O Talmud (Tratado Ta’anit 30a) registra:
    Este era o costume de R. Yehudá bar Ilai: Na véspera do Nove de Av traziam-lhe um pedaço de pão salgado seco, e ele sentava-se perto do fogão [o lugar mais feio na casa (Rashi)] e ele o comia junto com um copo de água, como aqueles cujo parente morto jazia à sua frente.

    Leis referentes a nove de Av

  • Há cinco coisas proibidas em Nove de Av: comer e beber, lavar-se, untar-se com óleo, vestir sapatos de couro e coabitar.Não há diferença entre a noite (da véspera) e o dia de Nove de Av. Pode-se comer sómente antes do pôr-do-sol na véspera de Nove de Av; o crepúsculo é considerado como noite, e alimentar-se é proibido.Todos devem jejuar em Nove de Av, incluindo mulheres grávidas e mães em fase de amamentação. Quem estiver doente, porém, pode comer, mesmo se sua doença não lhe ameaça a vida. Entretanto, uma pessoa doente deve abster-se de comer iguarias e deveria ingerir somente o que for absolutamente necessário para seu bem-estar físico.Se Nove de Av cai num domingo e uma pessoa doente precisa comer durante o jejum, deve recitar Havdalá antes de comer [pois Havdalá não é recitado na noite anterior por causa de Nove de Av].A pessoa não pode enxagüar a boca em Nove de Av, até o fim do jejum.Lavar-se por prazer é proibido, tanto em água quente quanto fria. Entretanto, se as mãos estão sujas, pode lavá-las. Pode também lavar as mãos após levantar-se pela manhã como faz todos os dias, bem como após usar o banheiro. Entretanto, não pode lavar a mão inteira, mas apenas os dedos. Com os dedos ainda úmidos, pode lavar os olhos com eles. Se os olhos estão sujos, pode enxagüá-los como faz normalmente.Se a pessoa estiver cozinhando e preparando comida, pode lavar os alimentos, pois a intenção não é lavar as mãos.
    A proibição de calçar sapatos aplica-se àqueles de couro. Sapatos feitos de lona ou borracha podem ser usados. Porém, se são cobertos de couro ou se têm solas de couro, não podem ser usados. Se alguém está caminhando em local repleto de espinhos ou numa área povoada de não-judeus [onde sua aparência poderia ser ridicularizada], pode calçar sapatos normais nestes locais.
    É permitido banhar um bebê e aplicar óleo em sua pele, da maneira que normalmente é feito.
    Todas as proibições acima mencionadas se aplicam a partir do pôr-do-sol na véspera de Nove de Av até o final do jejum.
    Como se explicou acima, o estudo de Torá é proibido em Nove de Av porque o estudo de Torá traz alegria à pessoa. Entretanto, pode-se estudar o terceiro capítulo do tratado Mo’ed Catan, que fala das leis de luto e excomunhão. Pode-se também estudar o Midrash do Livro de Echá; Echá com seus comentários, e Iyov com seus comentários, pois estas obras despertam um sentimento de tristeza no leitor. Pode-se também estudar os capítulos de admoestação e calamidades registradas em Yirmiyahu; entretanto, deve-se ter o cuidado de pular aqueles versículos que falam de consolação. A pessoa pode também estudar os trechos do Talmud sobre a Destruição, registrada no Tratado Guitin.
    Não se deve cumprimentar um amigo e perguntar como vai em Nove de Av, e não se deve nem dizer “bom dia.” Se alguém for cumprimentado, porém, pode responder para não ofender os sentimentos, mas em um tom de voz baixo. É proibido também enviar presentes em Nove de Av.
    Em Nove de Av, é costume abster-se de fazer qualquer trabalho que deva ser feito em um período longo de tempo, pois empenhar-se nesse tipo de atividade distrai a pessoa de sentir tristeza. Deve evitar este tipo de serviço na noite da véspera de Nove de Av, e até o meio-dia de Nove de Av. Após meio-dia, este tipo de trabalho não é habitualmente proibido, mas mesmo assim é recomendável que a pessoa seja severa consigo mesma e evite este trabalho até que termine o jejum.
    Da noite de Nove de Av até meio-dia, deve-se sentar no chão ou sobre um banquinho com altura não maior que três larguras de mão.
    Deve-se evitar andar pelas ruas ou ir ao mercado, para não conversar à toa e assim distrair-se do sentimento de luto. Deve-se certamente evitar atividades que possam levar à leviandade.
    Alguns seguem o costume de não dormir em uma cama em Nove de Av; em vez disso, dormem em colchões colocados no chão. Em qualquer dos casos, a pessoa deve variar seus hábitos de dormir; por exemplo, se costuma dormir com dois travesseiros, deve usar apenas um. Algumas pessoas colocam uma pedra sob o travesseiro ou colchão, como forma de relembrar a Destruição do Templo.
    É costume iniciar somente após meio-dia o preparo dos alimentos que serão comidos quando terminar o jejum.
    Não se deve cheirar perfumes ou especiarias em Nove de Av, nem fumar em público.
    Não se deve vestir roupas bonitas em Nove de Av, mesmo que a roupa não seja nova.
    Muitos têm o costume de lavar o chão e limpar a casa após meio-dia em Nove de Av, em antecipação da Redenção que aguardamos. Além disso, é uma tradição que o Mashiach nascerá em Nove de Av.
    Costuma-se dizer que a pessoa que come ou bebe em Nove de Av sem ter de fazê-lo por razões de saúde não merecerá ver o júbilo de Jerusalém. E quem prantear sobre Jerusalém merecerá ver sua felicidade, como promete o versículo (Yeshayahu 66:10): “Rejubile-se grandemente com ela, todos que por ela pranteiam

As Três Semanas – 17 de Tamuz


As Três Semanas marcam um período de luto anual no qual lamentamos a destruição do Templo Sagrado e o início de nosso exílio.
O período tem início no dia 17 do mês hebraico de Tamuz, data que marca a destruição das muralhas de Jerusalém pelos romanos em 69 da EC.
Chega ao seu clímax e conclui com o jejum de Tishá BeAv,  dia 9 do mês de Av, data em que ambos os Templos Sagrados foram incendiados. Este é o dia mais triste do calendário judaico, e é também a data em que muitas outras tragédias aconteceram ao  nosso povo.

17 de Tamuz

O início das Três Semanas

O jejum de 17 de Tamuz será dia 1 de julho de 2018 (domingo)
Horários do Jejum
O dia 17 de Tamuz é marcado por tristeza e luto; um dia de jejum e introspecção para o povo judeu. Marca a data em que os romanos romperam as muralhas de Jerusalém para darem início à destruição do Segundo Templo, no ano 70 EC. Nessa mesma data Moshê quebrou as tábuas ao ver o povo judeu adorando o bezerro de ouro.
As três semanas mais tristes de nosso calendário vão do dia 17 de Tamuz até 9 de Av -Tishá BeAv. São marcadas por um período de luto pela destruição do Templo Sagrado e o consequente exílio físico e deslocamento espiritual – no qual ainda nos encontramos: a galut.
É chamado de ben hametsarim – “entre os apertos”, baseado no versículo (Echá 1:3) que declara: “Todos seus perseguidores alcançaram-na dentro dos apertos.” Os Sábios (Echá Rabá 1) explicam que ‘dentro dos apertos’ refere-se a dias de aflição que ocorreram no período entre 17 de Tamuz e 9 de Av. Nesse período, muitas calamidades abateram-se sobre o povo judeu através das gerações. Foi durante este período, dentro dos apertos, que tanto o primeiro quanto o segundo Templos foram destruídos. Este período foi portanto estabelecido como um tempo de luto pela destruição dos Santuários.
Durante essa época, diminuímos a extensão de nosso júbilo. Casamentos não são realizados, abstemo-nos de ouvir música, dançar, fazer viagens recreativas, e de cortar os cabelos ou barbear-nos. Segundo o costume sefaradita, que é baseado na opinião de Bet Yossef, cortes de cabelo são permitidos até a semana na qual Tish’á Beav realmente cai.
Costuma-se não recitar a bênção Shehecheyanu nesse período. Dessa maneira, não vestimos roupas novas ou ingerimos frutas que ainda não tenham sido comidas nessa estação, para que não tenhamos que recitar Shehecheyanu. Entretanto, quando confrontados com uma oportunidade de cumprir uma mitsvá que passará – como por exemplo, uma circuncisão ou um pidyon haben – então é feita a bênção. Da mesma forma, se uma fruta nova estiver disponível nesse período de três semanas e talvez não esteja depois, Shehecheyanu é recitada. Como é costumeiro permitir que seja recitada a bênção no Shabat, é preferível guardar a nova fruta até o Shabat. Uma mulher grávida que tenha vontade de comer a fruta, porém, ou uma pessoa doente que necessita dela para sua saúde, pode recitar Shehecheyanu durante as três semanas.
Costuma-se ser ainda mais cuidadoso que o normal ao se evitar situações perigosas. Pessoas devotas separam um período de tempo para reflexão e luto pela destruição de ambos os Templos. Em algumas comunidades costuma-se recitar o Ticun Chatsot mesmo ao meio dia.

Reflexões sobre o mês de Tamuz

Há alguns fatos que ocorreram nessa data e que merecem ser citados.

  • O dia 17 de Tamuz é um dia de jejum em lembrança à cinco tragédias que assolaram o povo judeu em diversas épocas de sua história. O primeiro desses foi o fato de Moshê ter quebrado as Tábuas da Lei. Nas preces de Selichot, rezadas nesse dia, há menção à quebra das Tábuas, sem referência ao motivo (o bezerro de ouro). Isto porque a milagrosa escrita Divina gravada nas Tábuas nunca mais foi recuperada. Foi perdida para sempre essa forte revelação Divina cujas letras estavam gravadas de fora a fora, de forma legível sob qualquer ângulo e cuja mensagem podia ser claramente transmitida, sem qualquer possibilidade de distorção.
  • O número 21 (soma dos dias das Três Semanas) forma a palavra hebraica Ach, que significa apenas; 17 (de Tamuz) tem o valor numérico da palavra hebraica Tov, bem. Ambas iniciam um versículo que diz: “Ach tov Leyisrael”, “Apenas o bem para Israel”. Isto mostra que, de modo mais profundo, os acontecimentos desagradáveis das Três Semanas, na realidade, levarão somente a coisas boas.
  • Número três, no judaísmo, representa perfeição e eternidade. E assim está escrito: “A corda tríplice não se desmanchará facilmente”. De fato, esse número é recorrente: há três Patriarcas, três Festas de Peregrinação, a Lei Escrita é composta de três partes (Torá, Neviim e Ketuvim), entregue no terceiro mês após a saída do Egito, ao povo judeu formado por três grupos (Cohen, Levi e Yisrael) etc.
  • Se o número três é tão significativo, por que então tantas tragédias recaíram sobre o povo judeu durante as Três Semanas? A resposta é que todo esse sofrimento são etapas que levam à Era Messiânica. Isto é aludido ao fato de os dois jejuns, 17 de Tamuz e 9 de Av, sempre coincidirem com o mesmo dia da semana do Sêder de Pêssach, quando comemoramos a saída do Egito e nossa libertação.
  • Quando começa o mês de Av, reduzimos nosso júbilo…” (Talmud, Tratado Ta’anit 26). Começando em 1º de Av, usualmente nos abstemos de diversas atividades que estão associadas à alegria.. Assim, não plantamos árvores destinadas a dar sombra, ou somente pela sua beleza. Da mesma forma, não empreendemos qualquer construção ou projetos para reforma da casa apenas pelo luxo, como redecorar ou pintar a residência. Entretanto, se a pessoa não tem onde morar, pode construir uma casa neste período.
    É proibido comprar, costurar, tecer ou tricotar novas roupas – mesmo se a pessoa pretende usar esta roupa somente após Nove de Av. Não se pode nem mesmo comprar uma roupa usada, se a compra for feita por causa de sua beleza. A proibição de adquirir uma roupa nova é mais rigorosa que vestir algo novo que foi comprado previamente.Deve-se assinalar, entretanto, que estas restrições referem-se apenas a situações onde nenhuma mitsvá esteja envolvida. Com a finalidade de cumprir um mandamento – como por exemplo, adquirir roupa nova para uma noiva ou noivo, ou construir uma casa para eles – estas coisas são permitidas. Se houver motivo para temer que o preço da roupa subirá após Nove de Av, pode-se comprar quaisquer roupas que desejar, mas não se deve usá-las até depois de Nove de Av.A partir de Rosh Chôdesh Av não se pode lavar roupas, mesmo se forem ser usadas até depois de Nove de Av. Se restar apenas uma muda de roupas, porém, estas podem ser lavadas após Rosh Chôdesh, até a semana que inclui Nove de Av.Uma pessoa que transpire profusamente e precise mudar a camisa diariamente deveria preparar uma certa quantidade de camisas, e vestir cada uma delas por alguns instantes antes de Rosh Chôdesh. Poderá então usá-las durante a semana em que cair Nove de Av.
    Além da proibição de terem o cabelo cortado, os adultos também estão proibidos de cortar o cabelo das crianças, começando a 17 de Tamuz, e de lavar as roupas dos filhos a partir de Rosh Chôdesh Av. As roupas de bebês, entretanto, podem ser lavadas – mesmo durante a semana em que cai o Nove de Av. Se possível, não se deve lavar grandes quantidades, e não se deve fazê-lo publicamente.
    É proibido calçar sapatos novos a partir de Rosh Chôdesh. Entretanto, calçados adquiridos especialmente para o Nove de Av – como por exemplo, feitos de lona ou borracha – podem ser usados mesmo se forem novos.
    Pode-se realizar um noivado durante este período, mas não é permitido realizar uma celebração com refeição festiva.
    A partir de Rosh Chôdesh até depois de Nove de Av é proibido comer carne ou beber vinho, pois durante este período os sacrifícios e libações no Templo Sagrado cessaram. Pelo costume, esta proibição expandiu-se para incluir alimentos cozidos com carne. Entretanto, pode-se ingerir alimentos que foram preparados numa panela de carne. O costume sefaradita é manter este rigor apenas na semana que inclui Nove de Av. Em uma refeição festiva servida por ocasião de uma circuncisão, pidyon haben, bar mitsvá, ou na conclusão do estudo de um tratado talmúdico, etc. – pode-se comer carne e beber vinho.
    Começando em Rosh Chôdesh, é costumeiro para os abatedores rituais deixar as facas de lado. Durante este período, são abatidos animais somente para pessoas doentes, ou para uso em uma refeição festiva.
    Costuma-se não usar vinho, mas cerveja, para o serviço de Havdalá.
    Começando em Rosh Chôdesh Av [segundo o costume sefaradita, começando com a semana que inclui Nove de Av], não se pode banhar o corpo inteiro – nem mesmo em água fria. Não nos banhamos em piscina, rio, ou mar. Entretanto, se Rosh Chôdesh cair numa sexta-feira, pode-se banhar em água morna em honra ao Shabat.
    A proibição acima refere-se especificamente a banhar-se por prazer. Quem precisar banhar-se por razões de saúde – como uma pessoa que recebeu ordens do médico para banhar-se – ou um operário cujo trabalho o faça ficar sujo, pode fazê-lo durante este período.
    Na sexta-feira antes de Shabat Chazon – o Shabat imediatamente anterior a Nove de Av – é proibido lavar o corpo inteiro, mesmo em água fria. Pode-se lavar o rosto, as mãos e os pés em água fria. Quem costuma se lavar antes do Shabat com água quente pode usá-la também nesta sexta-feira, mas apenas para lavar o rosto, as mãos e os pés.
    Quem costuma imergir num micvê na sexta-feira, pode fazê-lo na sexta-feira do Shabat Chazon também. Entretanto, alguém que apenas ocasionalmente imerge às sextas-feiras, não deve fazê-lo nesta sexta-feira.
    Shabat Chazon
    O Shabat que precede Nove de Av é chamado Shabat Chazon, pois a Haftará lida neste Shabat é extraída do primeiro capítulo de Yeshayahu, que começa com as palavras Chazon Yeshayahu. Esta haftará é a última das três leituras dos Profetas que falam das calamidades que se abateram sobre Israel, e que são lidas antes de Nove de Av. Costuma-se chamar o líder da congregação para ler a haftará de Chazon.
    O versículo – Como posso suportar sozinho o trabalho que me dais, a vossa carga e a vossa contenda (Devarim 1:12), encontrado na porção semanal da Torá lida neste Shabat, é costumeiramente cantado com a lamentosa melodia do cântico de Meguilat Echá. Em algumas comunidades, esta melodia também é usada para entoar a haftará inteira; em outras comunidades, esta melodia é usada apenas para os versículos de admoestação dentro da haftará.
    Pode-se comer carne e beber vinho em todas as três refeições no Shabat Chazon, mesmo se coincidir com o próprio Nove de Av [neste caso o jejum é adiado até o dia seguinte]. Entretanto, seudá shelishit – a terceira refeição do Shabat – não deveria ser estendida até a noite, como é habitual nos outros Shabatot. Ao contrário, a refeição deve ser encerrada antes do pôr-do-sol.
    Quando Shabat Chazon cai no dia que antecede Nove de Av, a Havdalá inteira não é recitada na conclusão do Shabat, ou seja, não recitamos a bênção sobre o vinho ou sobre especiarias. Ao contrário, apenas a bênção sobre a criação do fogo [borê meorê haesh] é feita. No encerramento de Nove de Av, são recitadas as bênçãos sobre o vinho e a bênção que diferencia entre o sagrado e o secular [hamavdil ben côdesh lechol]. Mulheres que não rezam Ma’ariv devem recitar Baruch hamavdil ben côdesh lechol no sábado à noite, antes de fazer qualquer serviço.
  • 9 de Av

    O dia 9 de Av, Tishá BeAv, celebra uma lista de catástrofes tão graves que é claramente um dia especialmente amaldiçoado por D’us. O Primeiro Templo foi destruído nesse dia. Cinco séculos mais tarde, conforme os romanos se aproximavam do Segundo Templo, prontos para incendiá-lo, os judeus ficaram chocados ao perceber que o Segundo Templo foi destruído no mesmo dia que o Primeiro.
    Quando os judeus se rebelaram contra o governo romano, acreditavam que seu líder, Shimon bar Kochba, preencheria suas ânsias messiânicas. Mas suas esperanças foram cruelmente destroçadas em 135 EC, quando os judeus rebeldes foram brutalmente esquartejados na batalha final em Betar. A data do massacre? Nove de Av, é claro!
    Os judeus foram expulsos da Inglaterra em 1290 EC em, você já sabe, Tishá BeAv. Em 1492, a Idade de Ouro da Espanha terminou quando a Rainha Isabel e seu marido Fernando ordenaram que os judeus fossem banidos do país. O decreto de expulsão foi assinado em 31 de março de 1492, e os judeus tiveram exatamente três meses para colocar seus negócios em ordem e deixar o país. A data hebraica na qual nenhum judeu mais teve permissão de permanecer no país onde tinha desfrutado de receptividade e prosperidade? A esta altura, você já sabe que é 9 de Av.
    Pronto para mais? A Segunda Guerra e o Holocausto, concluem os historiadores, foi na verdade a conclusão arrastada da Primeira Guerra, que começou em 1914. E sim, a Primeira Guerra Mundial começou, no calendário hebraico, a 9 de Av – Tishá BeAv.
    O que você conclui disso tudo? Os judeus veem esses fatos como outra confirmação da convicção profundamente enraizada de que a História não ocorre por acaso; os acontecimentos – mesmo os terríveis – são parte de um plano Divino, e têm um significado espiritual. A mensagem do tempo é que há um propósito racional, muito embora não possamos entendê-lo.

     Véspera de Nove de Av

  • Quando se aproxima o fim do dia, a pessoa deveria fazer a refeição final. Nesta refeição, não se pode ingerir os dois tipos de comida cozida, mesmo se forem da mesma variedade – i.e., dois tipos de macarrão. Mesmo se o alimento cozido é geralmente ingerido cru, neste caso adquire o status de um alimento cozido.Costuma-se comer um ovo cozido ou lentilhas na refeição final, como sinal de luto. A pessoa não deve servir-se de nenhum outro alimento cozido, e deve comer pão, laticínios ou frutas. Alguns observam o costume de comer um pedaço de pão que foi mergulhado em cinzas.
    Costuma-se fazer a refeição final sentado no chão, ou em um banquinho baixo. Segundo algumas pessoas, há um significado oculto em colocar um tapetinho ou pedaço de pano, para não sentar-se diretamente sobre o chão. Não é necessário tirar os sapatos antes de fazer a refeição.
    Após a refeição final, se o sol ainda não se pôs, a pessoa pode continuar comendo – desde que não pretenda ou declare que aceitou o jejum. Entretanto, se a pessoa não pretendesse comer novamente porque estava satisfeita, pode comer outra vez desde que não tenha tido a intenção de aceitar o jejum ainda. É correto declarar ou ter a intenção específica de que não se impôs o jejum até o pôr-do-sol.
    O estudo de Torá é proibido em Nove de Av, pois o versículo (Salmos 19:9) declara: “Os estatutos de D’us são corretos, rejubilam o coração,” e quem esteja de luto está proibido de rejubilar-se. O costume é abster-se de estudar Torá a partir do meio-dia da véspera de Nove de Av.
    Algumas pessoas têm o costume de fazer uma refeição completa – sem carne ou vinho – no início da tarde [antes da refeição final] para que o jejum não lhes cause mal-estar.
    Este costume serve também como uma comemoração do caráter festivo tanto da véspera de Nove de Av quanto do próprio Nove de Av, durante o período do Segundo Templo Sagrado. Durante este período, os quatro dias de jejum que comemoram a destruição do Primeiro Templo Sagrado foram celebrados como dias festivos, e as pessoas comiam, bebiam, e se alegravam até mesmo no próprio Nove de Av. Nós, que não tivemos o mérito de consolo, comemoramos esta festa em lembrança do que foi e do que será novamente no futuro, quando o Templo Sagrado for reconstruído – que seja brevemente em nossos dias. Este costume demonstra nossa fé e confiança em D’us e nossa antecipação da salvação.
    As preces vespertinas são recitadas mais cedo que de costume, para permitir tempo suficiente para a refeição final, e Tachanun é omitido, pois o versículo (Echá 1:15) refere-se ao Nove de Av como sendo uma Festa.
    Na véspera de Nove de Av, não se deve passear descuidadamente em locais públicos, com o espírito relaxado, para que não ocorram risos e frivolidades.
    Três pessoas não devem fazer juntas a refeição final. Se o fizerem, não deverão recitar juntas a Graça após as Refeições.
    Pode-se comer frutas frescas e vegetais à vontade durante a refeição final, embora alguns não comam saladas vegetais como acompanhamento. Pode-se beber chá ou café depois.
    Qualquer alimento que consista de duas variedades que são geralmente cozidas juntos em uma panela é considerado como sendo um prato cozido sozinho. Os devotos, entretanto, comem somente um pedaço salgado de pão seco com um copo de água. O Talmud (Tratado Ta’anit 30a) registra:
    Este era o costume de R. Yehudá bar Ilai: Na véspera do Nove de Av traziam-lhe um pedaço de pão salgado seco, e ele sentava-se perto do fogão [o lugar mais feio na casa (Rashi)] e ele o comia junto com um copo de água, como aqueles cujo parente morto jazia à sua frente.

    Leis referentes a nove de Av

  • Há cinco coisas proibidas em Nove de Av: comer e beber, lavar-se, untar-se com óleo, vestir sapatos de couro e coabitar.Não há diferença entre a noite (da véspera) e o dia de Nove de Av. Pode-se comer sómente antes do pôr-do-sol na véspera de Nove de Av; o crepúsculo é considerado como noite, e alimentar-se é proibido.Todos devem jejuar em Nove de Av, incluindo mulheres grávidas e mães em fase de amamentação. Quem estiver doente, porém, pode comer, mesmo se sua doença não lhe ameaça a vida. Entretanto, uma pessoa doente deve abster-se de comer iguarias e deveria ingerir somente o que for absolutamente necessário para seu bem-estar físico.Se Nove de Av cai num domingo e uma pessoa doente precisa comer durante o jejum, deve recitar Havdalá antes de comer [pois Havdalá não é recitado na noite anterior por causa de Nove de Av].A pessoa não pode enxagüar a boca em Nove de Av, até o fim do jejum.
    Lavar-se por prazer é proibido, tanto em água quente quanto fria. Entretanto, se as mãos estão sujas, pode lavá-las. Pode também lavar as mãos após levantar-se pela manhã como faz todos os dias, bem como após usar o banheiro. Entretanto, não pode lavar a mão inteira, mas apenas os dedos. Com os dedos ainda úmidos, pode lavar os olhos com eles. Se os olhos estão sujos, pode enxagüá-los como faz normalmente.
    Se a pessoa estiver cozinhando e preparando comida, pode lavar os alimentos, pois a intenção não é lavar as mãos.
    A proibição de calçar sapatos aplica-se àqueles de couro. Sapatos feitos de lona ou borracha podem ser usados. Porém, se são cobertos de couro ou se têm solas de couro, não podem ser usados. Se alguém está caminhando em local repleto de espinhos ou numa área povoada de não-judeus [onde sua aparência poderia ser ridicularizada], pode calçar sapatos normais nestes locais.
    É permitido banhar um bebê e aplicar óleo em sua pele, da maneira que normalmente é feito.
    Todas as proibições acima mencionadas se aplicam a partir do pôr-do-sol na véspera de Nove de Av até o final do jejum.
    Como se explicou acima, o estudo de Torá é proibido em Nove de Av porque o estudo de Torá traz alegria à pessoa. Entretanto, pode-se estudar o terceiro capítulo do tratado Mo’ed Catan, que fala das leis de luto e excomunhão. Pode-se também estudar o Midrash do Livro de Echá; Echá com seus comentários, e Iyov com seus comentários, pois estas obras despertam um sentimento de tristeza no leitor. Pode-se também estudar os capítulos de admoestação e calamidades registradas em Yirmiyahu; entretanto, deve-se ter o cuidado de pular aqueles versículos que falam de consolação. A pessoa pode também estudar os trechos do Talmud sobre a Destruição, registrada no Tratado Guitin.
    Não se deve cumprimentar um amigo e perguntar como vai em Nove de Av, e não se deve nem dizer “bom dia.” Se alguém for cumprimentado, porém, pode responder para não ofender os sentimentos, mas em um tom de voz baixo. É proibido também enviar presentes em Nove de Av.
    Em Nove de Av, é costume abster-se de fazer qualquer trabalho que deva ser feito em um período longo de tempo, pois empenhar-se nesse tipo de atividade distrai a pessoa de sentir tristeza. Deve evitar este tipo de serviço na noite da véspera de Nove de Av, e até o meio-dia de Nove de Av. Após meio-dia, este tipo de trabalho não é habitualmente proibido, mas mesmo assim é recomendável que a pessoa seja severa consigo mesma e evite este trabalho até que termine o jejum.
    Da noite de Nove de Av até meio-dia, deve-se sentar no chão ou sobre um banquinho com altura não maior que três larguras de mão.
    Deve-se evitar andar pelas ruas ou ir ao mercado, para não conversar à toa e assim distrair-se do sentimento de luto. Deve-se certamente evitar atividades que possam levar à leviandade.
    Alguns seguem o costume de não dormir em uma cama em Nove de Av; em vez disso, dormem em colchões colocados no chão. Em qualquer dos casos, a pessoa deve variar seus hábitos de dormir; por exemplo, se costuma dormir com dois travesseiros, deve usar apenas um. Algumas pessoas colocam uma pedra sob o travesseiro ou colchão, como forma de relembrar a Destruição do Templo.
    É costume iniciar somente após meio-dia o preparo dos alimentos que serão comidos quando terminar o jejum.
    Não se deve cheirar perfumes ou especiarias em Nove de Av, nem fumar em público.
    Não se deve vestir roupas bonitas em Nove de Av, mesmo que a roupa não seja nova.
    Muitos têm o costume de lavar o chão e limpar a casa após meio-dia em Nove de Av, em antecipação da Redenção que aguardamos. Além disso, é uma tradição que o Mashiach nascerá em Nove de Av.
    Costuma-se dizer que a pessoa que come ou bebe em Nove de Av sem ter de fazê-lo por razões de saúde não merecerá ver o júbilo de Jerusalém. E quem prantear sobre Jerusalém merecerá ver sua felicidade, como promete o versículo (Yeshayahu 66:10): “Rejubile-se grandemente com ela, todos que por ela pranteiam